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CEPS UM CASO CLÍNICO

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  1. CEPS UM CASO CLÍNICO “O HOMEM DOS LOBOS” Sigmund Freud- 1918[1914])

  2. HISTÓRIA DE UMA NEUROSE INFANTIL

  3. SUMÁRIO 01 - O QUE SERIA O INFANTIL PARA A PSICANÁLISE; 02 - DE QUE SE TRATA O CASO; 03 - QUEM ERA O HOMEM DOS LOBOS; 04 - AMBIENTE, SINTOMATOLOGIA E HISTÓRICO DO CASO; 05 - O DIAGNÓSTICO E A CASTRAÇÃO; 06 - NEUROSE INFANTIL E SEUS DOIS TEMPOS; 07 - SÍNTESE DA ORGANIZAÇÃO SEXUAL DE SERGUEI; 08 – CONCLUSÃO; 09 – BIBLIOGRAFIA;

  4. 01 - O QUE SERIA O INFANTIL EM PSICANÁLISE EM LINHAS GERAIS, TALVEZ POSSAMOS DIZER QUE A PRINCIPAL CARACTERÍSTICA DA COMPREENSÃO PSICANALÍTICA EM RELAÇÃO A INFÂNCIA CONSISTE NO INTERESSE DE RESGATAR NA FALA DOS ANALISANDOS, NÃO EXATAMENTE UM FATO FIELMENTE REPRODUZIDO, MAS O MODO COMO ESTE FATO FICOU GRAVADO EM SEU PSIQUISMO DETERMINANDO TANTO SUA PRÓPRIA CONSTITUIÇÃO COMO TAMBÉM, SEU MODO DE RELEMBRAR O PASSADO.

  5. A FANTASIA, EM QUANTO VERDADE PSÍQUICA, CONFERE AO INFANTIL, NO ESTATUTO QUE SE ESTENDE PARA ALÉM DAQUILO QUE FOI VISTO, OUVIDO NA INFÂNCIA. SENDO ASSIM, O INFANTIL TAMBÉM SE REFERE ÀS SENSAÇÕES QUE FICARAM GRAVADAS NO PSIQUISMO DOS PRIMÓRDIOS DA CONSTITUIÇÃO PSÍQUICA. OS SONS, OS CHEIROS, AS SENSAÇÕES TÁTEIS COMPÕEM AS MARCAS MNÊMICAS PRIMORDIAIS E ESTENDE-SE PARA ALÉM DELAS.

  6. O INFANTIL NÃO SE DÁ A VER, MAS SE FAZ PRESENTE NO DISCURSO E NO MODO COMO ANALISANDO SE PÕE EM ANÁLISE. A INFÂNCIA NÃO PODE SER CONFUNDIDA COM INFANTIL. A INFÂNCIA REFERE-SE A UM TEMPO DA REALIDADE HISTÓRICA, JÁ O INFANTIL É ATEMPORAL E ESTÁ REMETIDO A CONCEITOS COM PULSÃO, RECALQUE E INCONSCIENTE. O INFANTIL, DIZ DO MODO PECULIAR DE TOMAR A INFÂNCIA NO TRABALHO DA ANÁLISE, OU SEJA, COMO MARCA MNÊMICA RECALCADA REFERENTE AOS PRIMEIROS ANOS DE VIDA.

  7. O INFANTIL, NA “HISTÓRIA DE UMA NEUROSE INFANTIL” SERÁ NESTA HISTÓRIA, TAMBÉM CONHECIDA COMO HOMEM DOS LOBOS, QUE FREUD SE DEBRUÇARA COM AFINCO, SOBRE A DISCUSSÃO DE ASPECTOS FUNDAMENTAIS DA RECONSTRUÇÃO DO INFANTIL EM ANÁLISE.

  8. COMO ESTE CASO SE INSERE NA HISTÓRIA DA PSICANÁLISE? ESTE CASO É INSERIDO, A SERVIÇO DE UMA DISCUSSÃO SOBRE O LUGAR DETERMINANTE DAS EXPERIÊNCIAS INFANTIS DA SUBJETIVIDADE DO ADULTO. NESTA OBRA, O INFANTIL É ENTENDIDO, COMO SENDO O QUE SE CONSTRÓI EM ANÁLISE, DAS CENAS E DAS FANTASIAS DA INFÂNCIA DO PACIENTE. AO ANALISAR UMA NEUROSE INFANTIL, FREUD APONTA O CARÁTER ATEMPORAL INFANTIL.

  9. DESSE MODO, SUBLINHA O INFANTIL QUE NÃO SE “DESFAZ”O ADULTO, MAS QUE PERMANECE DETERMINANDO QUE O MESMO RECONSTRÓI NO TRABALHO DE ANÁLISE. NESTA DIREÇÃO, PODEMOS PENSAR QUE EM O CASO HOMEM DOS LOBOS, O INFANTIL EQUIVALE AQUILO QUE É TRAUMÁTICO E QUE PERMANECEU INCONSCIENTE GERANDO SINTOMAS, SONHO ETC. FREUD ATRIBUIRÁ, TAL IMPORTÂNCIA AO FATOR INFANTIL QUE AFIRMARÁ ELE, POR SI SÓ, É SUFICIENTE PAR PRODUZIR A NEUROSE.

  10. 02 – DE QUE SE TRATA O CASO? TRATA-SE, DO MAIS ELABORADO CASO CLÍNICO DE FREUD SEGUNDO JAMES STRACHEY. O SUJEITO UM JOVEM RUSSO, COMEÇA SUA ANÁLISE COM FREUD EM FEVEREIRO DE 1910, APÓS UMA GONORRÉIA. A 1ª PARTE DO TRATAMENTO DUROU ATÉ 1914, QUANDO FREUD CONSIDEROU-O COMO CONCLUÍDO. A PUBLICAÇÃO OCORREU QUATRO ANOS MAIS TARDE. QUANTO À INTERPRETAÇÃO, FREUD SE REFERE VÁRIAS VEZES AO HOMEM DOS LOBOS EM TRABALHOS ANTERIORES E POSTERIORES À PUBLICAÇÃO DO CASO.

  11. POR UM LADO, EM 1910, AO MESMO TEMPO EM QUE COMEÇA O TRATAMENTO, FREUD FAZ UMA CONFERÊNCIA NO IIº CONGRESSO DE PSICANÁLISE INTITULADA “O FUTURO DA TERAPIA PSICANALÍTICA” NA QUAL ELE SE INTERROGA MAIS UMA VEZ SOBRE O MÉTODO DO TRATAMENTO DAS RESISTÊNCIAS, LEVANDO EM CONTA SEUS LIMITES NA HISTERIA E GUARDANDO CERTA PRECAUÇÃO QUANTO À NEUROSE OBSESSIVA. OS OBSTÁCULOS AOS EFEITOS DA INTERPRETAÇÃO BUSCADA NO TRATAMENTO JÁ SÃO UMA PREOCUPAÇÃO EXPLÍCITA APRESENTADA À COMUNIDADE ANALÍTICA. POR OUTRO LADO, A QUESTÃO DA INTERPRETAÇÃO, NESTA ÉPOCA, ESTÁ ENVOLVIDA NA POLÊMICA COM JUNG E ADLER SOBRE O PAPEL DA SEXUALIDADE INFANTIL NA CAUSA DAS NEUROSES, QUE ESTES COLOCAM EM DISCUSSÃO.

  12. Qual a importância deste caso para Freud? ESSE CASO TEM UMA IMPORTÂNCIA CAPITAL. JÁ NA 1ª ENTREVISTA COM O PACIENTE (19 ANOS), FREUD DETECTA A IMPORTÂNCIA DO FATOR SEXUAL INFANTIL E O LUGAR DA NEUROSE INFANTIL NA ORIGEM DA NEUROSE. O CASO POSSUI UM VALOR E DEMONSTRAÇÃO, QUE FREUD DECIDE EM TRANSMITI-LO PARA A COMUNIDADE ANALÍTICA. VIVEU ATÉ 1979 – SUSTENTADO PELA COMUNIDADE ANALÍTICA. EM 1912, FREUD SE DIRIGE AOS ANALISTAS PARA QUE ESTES DÊEM A IMPORTÂNCIA DEVIDA AOS SONHOS INFANTIS P. 72. PODEMOS PENSAR QUE A RAZÃO DESTE PEDIDO RESIDE NO SONHO DO HOMEM DOS LOBOS QUE CONSTITUI O ELEMENTO MAIS RELEVANTE DO CASO CLÍNICO.

  13. Qual a lição técnica que pode ser entendida? A LIÇÃO É EM RELAÇÃO À POSIÇÃO DE ONDE FREUD ESCUTAVA. ELE NÃO FICAVA À ESPERA DE REVELAÇÕES E SURPRESAS, MAS, AO CONTRARIO, PARTIA DE CONSTRUÇÕES DE SABER QUE ESTAVAM LIGADAS A UM PONTO CRUCIAL A SER VERIFICADO. FREUD INTERPRETA, A PARTIR DO COMPLEXO DE ÉDIPO, CONJUGADO AGORA COM A HIPÓTESE DE QUE TUDO É CONSERVADO NO INCONSCIENTE. ELE QUER VERIFICAR SE O TRAUMA INFANTIL É A CAUSA ORIGINÁRIA DE TODA A NEUROSE.

  14. INTERPRETAÇÃO E/OU A CONSTRUÇÃO NÃO SÃO FACILMENTE DISTINGUÍVEIS NO USO QUE FREUD FAZ NESSE CASO E NOS SEUS EFEITOS. A APRESENTAÇÃO DO CASO ILUSTRA A MANEIRA FREUDIANA DE INTERPRETAR GUIADA PELA REGRA DA BUSCA DE UMA LEMBRANÇA ORIGINARIA RECALCADA.

  15. Diferença entre Interpretar e Construir “INTERPRETAR”, TRATA-SE DE PRODUZIR, A PARTIR DE UM ELEMENTO SIMPLES DO MATERIAL, UMA SUBSTITUIÇÃO, UMA DECIFRAÇÃO OU TRADUÇÃO. EM OUTRAS PALAVRAS, INTERPRETAR É DESCONSTRUIR UM DISCURSO. EX: O PACIENTE CHEGA COM UM DISCURSO “ARRUMADINHO”E COM PERGUNTAS, O QUE O ANALISTA FAZ É DESCONSTRUIR. DESCONSTRUINDO DISCURSO, FRAGMENTANDO, ELE VAI ABRIR PARA OUTRAS ASSOCIAÇÕES, MOSTRANDO QUE O DISCURSO ANTERIOR NÃO FAZIA SENTIDO.

  16. JÁ A “CONSTRUÇÃO” PROPÕE-SE AO SUJEITO, UM FRAGMENTO DE SUA HISTÓRIA A PARTIR DA ELABORAÇÃO DE VÁRIOS DE SEUS ELEMENTOS. EX: TRANSFERENCIALMENTE, UM ANALISANDO SE SENTE ENCIUMADO, MAS NÃO CONSEGUE DESCOBRIR A CAUSA DESSE CIÚME. ESTE MESMO ANALISANDO, TEM UM SONHO, QUE SE REPETE VÁRIAS VEZES E O IRMÃO DELE, ESTÁ MUITO PRESENTE – TODAS AS INTERPRETAÇÕES DO SONHO RELETADO LEVA AO IRMÃO. NA SUA FALA SEMPRE HÁ UM TEMA QUE ELE NÃO CONSEGUE ELABORAR DIREITO – O QUE VAI ACONTECER DEPOIS DA MORTE. *NO RELATO DESTES TRÊS TEMAS, REPETEM CONSTANTEMENTE NO DISCURSO DO ANALISANDO ciúme irmão morte

  17. PENSANDO A CONSTRUÇÃO NO EXEMPLO DADO, O ANALISTA JUNTARIA ESTES TRÊS TEMAS, FAZENDO ASSIM UMA CONSTRUÇÃO EM ANÁLISE. A COLOCAÇÃO HIPOTETIZADA PODERIA SER: QUANDO SEU IRMÃO NASCEU, VOCÊ SENTIU MUITO CIÚME DELE E DESEJOU QUE ELE MORRESSE. O ANALISTA USA FRAGMENTOS DE LEMBRANÇAS, DE ASSOCIAÇÕES, DE SONHOS, NO INTUITO QUE UMA CONSTRUÇÃO OCORRA.

  18. QUAL O OBJETIVO CENTRAL DE FREUD EM RELAÇÃO A ESTE CASO? Convencer era o objetivo central de Freud.

  19. 03 – QUEM ERA O HOMEM DOS LOBOS? DIZ RESPEITO A UM JOVEM CUJA SAÚDE SE ABALARA AOS DEZOITO ANOS, DEPOIS DE UMA GONORRÉIA INFECCIOSA, E QUE SE ENCONTRAVA INTEIRAMENTE INCAPACITADO E DEPENDENTE DE OUTRAS PESSOAS QUANDO INICIOU O SEU TRATAMENTO PSICANALÍTICO, VÁRIOS ANOS DEPOIS. TIVERA UMA VIDA MAIS OU MENOS NORMAL DURANTE OS DEZ ANOS QUE PRECEDERAM A DATA DE SUA DOENÇA E CUMPRIU OS ESTUDOS DA ESCOLA SECUNDARIA SEM MUITOS PROBLEMAS. SEUS PRIMEIROS ANOS DE VIDA HAVIAM SIDO DOMINADOS POR UM GRANDE DISTÚRBIO NEURÓTICO;

  20. QUE COMEÇOU IMEDIATAMENTE ANTES DE SEU QUARTO ANIVERSÁRIO, UMA HISTERIA DE ANGUSTIA (NA FORMA DE UMA FOLIA ANIMAL), QUE SE TRANSFORMOU NUMA NEUROSE OBSESSIVA DE CONTEÚDO RELIGIOSO E PERDUROU ATÉ OS DEZ ANOS. POR CAUSA DE SUA DOENÇA, O PACIENTE PASSOU UM LONGO PERÍODO EM SANATÓRIOS ALEMÃES, E FOI, NA ÉPOCA CLASSIFICADA PELOS MAIS AUTORIZADOS ESPECIALISTAS (ZIEHEN DE BERLIM E KRAEPILIN DE MUNIQUE), COMO UM CASO DE INSANIDADE MANÍACO DEPRESSIVO. (PMD)

  21. De que se trata o caso? SEGUNDO FREUD A DESCRIÇÃO DO CASO, SE TRATAVA, DE UMA NEUROSE INFANTIL (?) QUE FOI ANALISADA NÃO ENQUANTO REALMENTE EXISTIA, MAS QUINZE ANOS DEPOIS DE HAVER TERMINADO.

  22. O Tempo e o Tratamento “As análises que conduzem a uma conclusão favorável em pouco tempo, são de valor para a auto-estima do terapeuta e para substanciar a importância médica da psicanálise, mas permanecem em grande parte insignificantes no que diz respeito ao progresso do conhecimento cientifico. A novidade só pode ser obtida de analise que apresentem especiais dificuldades, e para que isso aconteça é necessário que elas se dedique bastante tempo”. “ No que diz respeito as dificuldades, este caso não deixa nada a desejar.” P.22-23

  23. O TEMPO E A TRANSFERÊNCIA O TEMPO É UMA VARIÁVEL QUE PODE SER INTERPRETATIVA, SACODE, DESLOCA O SINTOMA FREUD CHEGOU NUM MOMENTO DA ANALISE DE SERGUEI CONSTANTINO – VITH PRANKEJEFF, ONDE O CASO NÃO SE MOVIA NEM PARA FRENTE NEM PARA TRÁS. FREUD ENTÃO MARCA UM TEMPO, UMA DATA X, PARA TERMINAR A ANALISE. ESTA DECISÃO DE FREUD PROVOCA MOVIMENTO, O PACIENTE COMEÇA PRODUZIR E SUA ANALISE COMEÇA A ANDAR.

  24. O TEMPO E A TRANSFERÊNCIA “O paciente a que me refiro permaneceu entrincheirado por trás de uma atitude de amável apatia. Escutava, compreendia e permanecia inabordável. Sua indiscutível inteligência, estava separada das forças pulsionais que governavam seu comportamento mas poucas relações vitais que lhe restavam...” “Fui obrigado a esperar até que o seu afeiçoamento a mim tornar-se forte, o suficiente para contrabalançar essa retração, e jogar um fator contra o outro. Determinei – mas não antes que houvesse indícios dignos de confiança que me levassem a julgar que chegara o momento certo – que o tratamento seria concluído numa determinada data fixa, não importando o quanto houvesse progredido”.

  25. O QUE ACONTECEU? O TEMPO FIXADO, LEVOU O PACIENTE A FICAR SOB PRESSÃO DO LIMITE POSTO. COM ISSO, SUA RESISTÊNCIA E SUA FIXAÇÃO NA DOENÇA CEDERAM NUM PERÍODO CURTO, E A ANÁLISE PRODUZIU TODO O MATERIAL QUE TORNOU POSSÍVEL ESCLARECER SUAS INIBIÇÕES E ELIMINAR SEUS SINTOMAS. “TODA INFORMAÇÃO QUE ME POSSIBILITOU COMPREENDER A SUA NEUROSE INFANTIL, NASCEU DESSA ÚLTIMA ETAPA DO TRABALHO”. P.24

  26. A MÁXIMA DO TRATAMENTO “A extensão da estrada pela qual a análise deve viajar com o paciente e a quantidade de material que deve ser dominado pelo caminho não tem importância em comparação com a resistência encontrada no trabalho”.

  27. 04 – AMBIENTE, SINTOMATOLOGIA E HISTÓRICO DO CASO OS PAIS DE SERGUEI. CASARAM-SE JOVENS, MANTIVERAM UMA VIDA COMUM FELIZ, SOBRE A QUAL A DOENÇA EM BREVE LANÇARA AS PRIMEIRAS SOMBRAS EM SUAS VIDAS. MÃE – COMEÇOU A SOFRER DE DISTÚRBIOS ABDOMINAIS PAI – TEVE SEUS PRIMEIROS ATAQUES DE DEPRESSÃO QUE O FIZERAM AUSENTAR-SE DE CASA. O PACIENTE SÓ PERCEBEU A ENFERMIDADE DO PAI MUITO TARDE, MAS TINHA CONSCIÊNCIA DA FRACA SAÚDE DA MÃE DESDE A TENRA INFÂNCIA. A MÃE TINHA POUCO A VER COM AS CRIANÇAS. SEUS CUIDADOS FICAVAM A CARGO DE UMA BABÁ SEM INSTRUÇÃO, DE ORIGEM CAMPONESA, COM UMA INCOMPARÁVEL AFEIÇÃO POR ELE. (SUBSTITUTO DE SUE FILHO QUE MORRERA JOVEM).

  28. A FAMÍLIA VIVIA NUMA GRANJA E COSTUMAVA A PASSAR O VERÃO EM OUTRA. HOUVE UMA RUPTURA NA SUA INFÂNCIA, QUANDO SEUS PAIS VENDERAM AS GRANJAS E MUDARAM PARA A CIDADE. NÃO ERA FILHO ÚNICO, TINHA UMA IRMÃ, 2 ANOS MAIS VELHA, VIVAZ DOTADA E PRECOCEMENTE MALICIOSA QUE DESEMPENHOU GRANDE PAPEL EM SUA VIDA. NOS PRIMEIROS ANOS, PARECE TER SIDO UMA CRIANÇA MUITO BOA ÍNDOLE, TRATÁVEL, TRANQÜILA, DE TAL MODO QUE COSTUMAVAM DIZER QUE ELE É QUE DEVIA TER SIDO A MENINA E SUA IRMÃ, O RAPAZ. TORNARA-SE INQUIETO, IRRITÁVEL E VIOLENTO, MUDANDO SEU COMPORTAMENTO. TINHA MEDO E REPUGNÂNCIA DE INSETOS, COSTUMAVA ATORMENTAR OS BESOUROS E A CORTAR AS LAGARTAS EM PEDAÇOS.

  29. APRESENTAVA ALGUMAS OBSERVAÇÕES: ANTES DE DORMIR ERA OBRIGADO A REZAR MUITO TEMPO E FAZER UMA SÉRIE INTERMINÁVEL DE SINAL DA CRUZ. FAZIA RONDA EM TODOS AS IMAGENS SAGRADAS, BEIJANDO-AS. DESTOANTE OU COERENTE – RECORDAVA CERTOS PENSAMENTOS, BLASFÊMIAS QUE LHE VINHAM À CABEÇA COMO INSPIRAÇÃO DO DIABO. PENSAVA: DEUS – SUÍNO OU DEUS – MERDA. OS ANOS MAIS MADUROS, FORAM MARCADOS POR UMA REVELAÇÃO INSATISFATÓRIA COM O PAI, NOS PRIMEIROS ANOS DA INFÂNCIA DO PACIENTE, ESSA RELAÇÃO HAVIA SIDO MUITO AFETIVA.

  30. OS MEMBROS DA FAMÍLIA TINHAM VÁRIOS CASOS DE DOENÇAS CEREBRAIS. TIO PEDRO – SOFRIA DE PARANÓIA TIO NICOLAU – QUIS RAPTAR A NOIVA DE UM DE SEUS FILHOS PRIMO – FOI INTERNADO NUM MANICÔMIO COM DELÍRIOS DE PERSEGUIÇÃO. EM 1905 – SUA IRMÃ SUICIDOU-SE – DOIS ANOS DEPOIS SEU PAI TAMBÉM TIROU A PRÓPRIA VIDA. NESTA ÉPOCA SERGUEI FREQÜENTAVA O GINÁSIO. CONHECEU UMA MULHER DO POVO, CHAMADA MATRONA, COM QUEM CONTRAIU GONORRÉIA, MERGULHOU ENTÃO EM ACESSOS DE DEPRESSÃO, QUE O LEVOU A TRANSFORMAR-SE NUM DOENTE IDEAL PARA O SABER PSIQUIÁTRICO DO FIM DO SÉCULO. OBS: A SINTOMATOLOGIA DE SERGUEI É AMPLA: FOBIAS, OBSESSÕES, INIBIÇÕES, ANGUSTIA, AMBIVALÊNCIAS.

  31. 05 – O DIAGNÓSTICO E A CASTRAÇÃO É UM CASO DE DIFÍCIL DIAGNOSTICO. TRATA-SE PELO QUE TUDO INDICA, DE UMA NEUROSE QUE EM ALGUNS MOMENTOS APRESENTA TRAÇOS DE UMA PSICOSE. O MAL ESTAR DO PACIENTE É APRESENTADO NEUROTICAMENTE, MAS AO MESMO TEMPO ASSENTAM-SE SOBRE TRAÇOS PSICÓTICOS. QUANDO O PACIENTE ERA BEM PEQUENO, SUA IRMÃ O SEDUZIU A PRATICAS SEXUAIS. A IRMÃ SEGURAVA-LHE O PÊNIS E BRINCAVA COM ELE. AS FANTASIAS DO PACIENTE TINHA POR OBJETIVO, APAGAR A LEMBRANÇA DE UM EVENTO QUE MAIS TARDE LHE OFENDIA A AUTO-ESTIMA MASCULINA. SEGUNDO ESTAS FANTASIAS, ELE NÃO DESEMPENHARA UM PAPEL PASSIVO EM RELAÇÃO A IRMÃ, MAS SIM PORTARA-SE DE MODO AGRESSIVO, TENTAVA VER A IRMÃ DESPIDA, FORA REJEITADO E CASTIGADO E POR ESTA RAZÃO SURGIRA O PERÍODO DA RAIVA DA QUAL A TRADIÇÃO FAMILIAR FALAVA.

  32. A IDADE DO MENINO, NA ÉPOCA EM QUE SUA IRMÃ COMEÇOU SUAS SEDUÇÕES, ERA DE 3 ANOS E 3 MESES. ELE SE MANTEVE DELA AFASTADO E SUAS SOLICITAÇÕES LOGO PARARAM. O PACIENTE A INVEJAVA PELO RESPEITO QUE O PAI DEMONSTRAVA POR SUA CAPACIDADE MENTAL E RELAÇÕES INTELECTUAIS, ENQUANTO ELE INTELECTUALMENTE INIBIDO DESDE O ESTABELECIMENTO DE SUA NEUROSE, TINHA DE CONTENTAR-SE COM UMA ESTIMA MENOR.

  33. SERGUEI TENTA CONQUISTAR NANYA COMEÇOU A BRINCAR COM O PÊNIS NA PRESENÇA DE NANYA, MAS ELA DESILUDIU-O E O AMEAÇOU DE CASTRAÇÃO. SUA VIDA SEXUAL, QUE ESTAVA COMEÇANDO A SE COLOCAR SOB A INFLUÊNCIA DA ZONA GENITAL, RECUOU DIANTE DE UM OBSTÁCULO EXTERNO E VOLTOU A UMA FASE ANTERIOR DE ORGANIZAÇÃO PRÉ-GENITAL. COM A REPRESSÃO DA MASTURBAÇÃO, A VIDA SEXUAL DO MENINO ASSUMIU UMA CARACTERÍSTICA SÁDICO-ANAL.

  34. HAVIA UMA AMBIVALÊNCIA CONSTANTE E INTENSA NO PACIENTE, DEMONSTRADO PELO DESENVOLVIMENTO DE AMBOS OS MEMBROS DOS PARES DE PULMÕES PARCIAIS CONTRÁRIOS. DEPOIS DA REJEIÇÃO DE NANYA, SUA EXPECTATIVA LIBIDINAL DESLIGOU DELA E COMEÇOU A VISAR SEU PAI COMO OBJETO SEXUAL. ASSUMINDO UM COMPORTAMENTO DESOBEDIENTE, ELE TENTAVA FORÇAR CASTIGOS E PANCADAS DE SEU PAI, E DESSA FORMA OBTER DELE A SATISFAÇÃO SEXUAL MASOQUISTA NÃO SENDO ACOMPANHADAS POR NENHUM SINTOMA DE ANGUSTIA ATÉ OCORRER UM DETERMINADO EVENTO (O SONHO COM OS LOBOS).

  35. MASTURBAÇÃO – REPRESENTA TANTO NOS MENINOS QUANTO NAS MENINAS, UM POSITIVO ASPECTO DE UM SADIO DESENVOLVIMENTO PSICOSSEXUAL. OS PRIMEIROS ATOS DE MASTURBAÇÃO INDICAM UMA SAUDÁVEL CURIOSIDADE COM A FINALIDADE DE CONHECER O PRÓPRIO CORPO, É TAMBÉM UMA FORMA DE ESCOAR AS FANTASIAS, POSSIBILITANDO A ENTRADA EM CONTATO COM SENSAÇÕES QUE SERIAM PRIVILÉGIO EXCLUSIVO DOS ADULTOS. AMBIVALÊNCIA – DESIGNA UMA CONDIÇÃO DO PSIQUISMO PELA QUAL O SUJEITO TEM, CONCOMITANTEMENTE, SENTIMENTOS, IDÉIAS OU CONDUTAS OPOSTAS EM RELAÇÃO A UMA MESMA PESSOA OU SITUAÇÃO. EX: AMOR – ÓDIO, APROXIMAÇÃO – AFASTAMENTO, AFIRMAÇÃO – NEGAÇÃO.

  36. RESULTADO DA SUPRESSÃO DA MASTURBAÇÃO A VIDA DO MENINO ASSUME UM CARÁTER ANAL-SÁDICO. TORNOU-SE UM MENINO IRRITÁVEL, UM ATORMENTADOR, E GRATIFICAVA-SE DESSA FORMA ÀS CUSTAS DE ANIMAIS E SERES HUMANOS. O PRINCIPAL OBJETO ERA A SUA AMADA NANYA, E ELE SABIA COMO ATORMENTÁ-LA ATÉ QUE ELA ROMPESSE EM LÁGRIMAS. MOSTROU-SE CRUEL COM OS PEQUENOS ANIMAIS ARRANCANDO-LHES AS ASAS, ESMAGANDO BESOUROS COM OS PÉS; EM SUA IMAGINAÇÃO, GOSTAVA TAMBÉM DE BATER EM ANIMAIS MAIORES (CAVALOS). ·  ”TODOS ESSES ERAM PROCEDIMENTOS ATIVOSE SÁDICOS.”

  37. FASE ANAL – O SEGUNDO ESTÁGIO DE DESENVOLVIMENTO É DENOMINADO DE ANAL, PORQUE A FONTE DOMINANTE DO PRAZER DA CRIANÇA PASSA, SEGUNDO FREUD, DA BOCA PARA A REGIÃO ANAL, OU SEJA, O ÂNUS, AS NÁDEGAS, OS ESFÍNCTERES, A URETRA E TODOS O SISTEMA MUSCULAR ADJACENTE SE ENCONTRA EROTIZADO. EMBORA O OBJETO DA ENERGIA LIBIDINAL, NESSA FASE, SEJA DE NATUREZA AUTO–ERÓTICA E NARCISISTA (VOLTADA PARA O PRÓPRIO EU), FREUD FAZ UMA DISTINÇÃO DA FASE EM ANAL-SÁDICA E ANAL-ERÓTICA.

  38. FASE ANAL-SÁDICA – O MODO DE SE OBTER PRAZER É ELIMINATIVO E EXPRESSA-SE NAS ATIVIDADES DE DEFECAR, EXPULSAR OU DESTRUIR AS FEZES. FASE ANAL-ERÓTICO – ENQUANTO NA FASE ANAL-SÁDICO O MODO DE OBTER O PRAZER E ELIMINATIVO E EXPRESSA-SE NAS ATIVIDADES DE DEFECAR, EXPULSAR E DESTRUIR AS FEZES, NA FASE ANAL-ERÓTICA, O MODO PARA A OBTENÇÃO DO PRAZER É REPETITIVO E EXPRESSA-SE POR ATIVIDADES COMO A RETENÇÃO E O CONTROLE DAS FEZES E DA URINA.

  39. FASE GENITAL NESTA FASE, TODAS AS ZONAS ERÓGENAS EMERGENTES NAS FASES ANTERIORES FICAM, SEGUNDO FREUD, SUBORDINADAS À PULSÃO SEXUAL VOLTADA PARA A REPRODUÇÃO. ESSA INTERPRETAÇÃO REFLETE A BASE BIOLÓGICA QUE ATRAVESSA TODO O PENSAMENTO FREUDIANO. NOS TRÊS ENSAIOS SOBRE A SEXUALIDADE (1905), FREUD PROCURA ARTICULAR AS BASES BIOLÓGICAS E PSICOLÓGICAS DA SEXUALIDADE GENITAL.

  40. O COMPORTAMENTO SEXUAL DO ADOLESCENTE É MOVIDO POR TRÊS FONTES: O “MUNDO EXTERIOR, O INTERIOR DO ORGANISMO E A VIDA MENTAL”. GRAÇAS À COMBINAÇÃO DESSAS TRÊS FONTES, UM OBJETO SEXUAL PODE EMERGIR. FREUD POR ISSO INTERPRETA COMO ALTRUÍSTICO O COMPORTAMENTO SEXUAL DO JOVEM, QUE NESTA FASE GENITAL, O CARÁTER AUTO-ERÓTICO DA SEXUALIDADE É SUBSTITUÍDO PELO COMPARTILHAMENTO DO PRAZER COM O OUTRO INDIVÍDUO.

  41. 06 – NEUROSE INFANTIL E SEUS DOIS TEMPOS Freud isola dois tempos da neurose infantil: 1º- Desenvolvimento de uma atitude perversa e cruel com animais, com três anos e meio, que não correspondia ao comportamento anterior do sujeito. 2º- Eclosão da angústia e da fobia quando o menino tinha quatro anos.

  42. SEGUE-SE UMA INTENSA FORMAÇÃO DE SINTOMAS OBSESSIVOS, INCLUINDO RITUAIS RELIGIOSOS ANTES DE DORMIR. FREUD PROPÕE QUE ESTES DOIS TEMPOS ESTEJAM SEPARADOS POR UM EVENTO TRAUMÁTICO. CRIANÇA BONDOSA             SÚBITA MUDANÇA (ATITUDE CRUEL)   EVENTO TRAUMÁTICO ANGÚSTIA (FOBIA, SINTOMAS OBCESSIVOS) SONHO

  43. UMA LEMBRANÇA DURANTE A ANÁLISE: O VENTO LEVANTANDO O CHAPÉU DE SUA GOVERNANTA. A PARTIR DESSA LEMBRANÇA, INICIA-SE UMA SÉRIE DE CONSTRUÇÕES EM ANÁLISE, E FREUD PROPÔS A SEGUINTE SEQÜÊNCIA CRONOLÓGICA: • INVESTIGAÇÃO INFANTIL AMOR PELA BABÁ (SUBSTITUTA DA MÃE); • SEDUÇÃO ATIVA DA IRMÃ; • ENTRADA DA GOVERNANTA (AMEAÇA A RELAÇÃO COM A BABÁ); • MASTURBAÇÃO: (BATE-SE NUMA CRIAÇÃO/REPRESSÃO? AMEAÇA DA CASTRAÇÃO/SÚBITA MUDANÇA DE CARÁTER? REPREENDIDO PELO PAI?)

  44. DE ACORDO COM FREUD, SERIA AINDA PRECISO ENTENDER QUE SIGNIFICAÇÃO TEVE SUA FOBIA E SUAS PERVERSIDADES E COMO CHEGOU A SUA RELIGIOSIDADE OBSESSIVA E QUAL A RELAÇÃO QUE ENLAÇA TODOS ESSES FENÔMENOS. OBSERVA-SE ENTÃO, UM GIRO SURPREENDENTE NO TEXTO DE FREUD: ONDE ELE SUPÔS A EXISTÊNCIA DE UM TRAUMA, SURGE À LEMBRANÇA DE UM SONHO QUE OCORREU ALGUNS DIAS ANTES DE SERGUEI FAZER QUATRO ANOS.

  45. O QUE HÁ ENTRE O PRIMEIRO TEMPO E O SEGUNDO TEMPO DA NEUROSE INFANTIL É O SONHO DOS SETE LOBOS BRANCOS NUMA ÁRVORE, QUE OLHAVAM PARA ELE FIXAMENTE E QUE IRIAM COMÊ-LO. DESCRIÇÃO DO SONHO O PACIENTE SONHOU QUE A JANELA DO QUARTO SE ABRIA E ELE VIA 6 OU 7 LOBOS BRANCOS NA NOGUEIRA EM FRENTE A JANELA. COM GRANDE TERROR DE SER DEVORADO, GRITOU E ACORDOU. OBS: A INTERPRETAÇÃO DESTE SONHO FOI UMA TAREFA QUE DUROU VÁRIOS ANOS. A ÚNICA AÇÃO NO SONHO ERA A ABERTURA DA JANELA. OS LOBOS PERMANECIAM IMÓVEIS SOBRE OS GALHOS DA ÁRVORE.

  46. SERQUEI SEMPRE ASSOCIAVA ESSE SONHO COM UMA GRAVURA DE UM LOBO NUM LIVRO DE CONTOS DE FADAS. O QUE ENTROU EM ATIVIDADE NAQUELA NOITE, BROTANDO DO CAOS DO INCONSCIENTE NA MEMÓRIA DO SONHADOR, FOI A IMAGEM DA CÓPULA DE SEUS PAIS, CÓPULA EM CIRCUNSTÂNCIAS NÃO INTEIRAMENTE COMUNS A OBSERVAÇÃO. COITUS A TERGO (COITO POR TRÁS), MORE FERARUM (AO MODO DOS ANIMAIS).

  47. TAL OBSERVAÇÃO, IRÁ SE LIGAR A OUTROS ELEMENTOS, QUE INDICARAM PARA ELE, A REALIDADE DA CASTRAÇÃO. O COITUS A TERGO É O QUE POSSIBILITA AO MENINO INOCENTE, ESSA OBSERVAÇÃO SENSORIAL. OBSERVAÇÃO DA REALIDADE DA DIFERENÇA, QUE É AFINAL, A ESSÊNCIA DA REALIDADE EM GERAL, POVOADA DE INFINITAS DIFERENÇAS.

  48. A gravura TORNOU-SE O PONTO DE PARTIDA PAR AS MANIFESTAÇÕES DE ANGÚSTIA. CAUSA DA ANGÚSTIA: ERA UM REPÚDIO AO DESEJO DE SATISFAÇÃO SEXUAL A PARTIR DO PAI, CUJA EVOCAÇÃO COLOCARA O SONHO NO CABEÇA. A FORMA ASSUMIDA PELA ANGÚSTIA, O MEDO DO LOBO DEVORÁ-LO, FOI APENAS UMA TRANSPOSIÇÃO DO DESEJO DE COPULAR COM O PAI, OU SEJA, DE TER SATISFAÇÃO SEXUAL DA MESMA FORMA QUE SUA MÃE.

  49. SEU ÚLTIMO OBJETIVO SEXUAL, A ATITUDE PASSIVA EM RELAÇÃO AO PAI, SUCUMBIU AO RECALCAMENTO, E EM SEU LUGAR SURGIU O MEDO DO PAI, NA FORMA DE FOBIA AO LOBO. SUA MÃE OCUPOU O LUGAR DO LOBO CASTRADO, QUE DEIXAVA OS OUTROS SUBIREM NELE, SEU PAI TOMOU O PAPEL DO LOBO QUE SUBIA. ELE IDENTIFICAVA-SE COM SUA MÃE CASTRADA (SEM PÊNIS), DURANTE O SONHO LUTAVA CONTRA O FATO. SUA MASCULINIDADE PROTESTOU CONTRA SER CASTRADO (COMO A MÃE) DE FORMA A SER SEXUALMENTE SATISFEITO PELO PAI. NÃO FOI APENAS UMA CORRENTE SEXUAL QUE SE INICIOU NA CENA PRIMÁRIA, MAS TODO UM CONJUNTO DELAS.

  50. CENA PRIMÁRIA OU CENA ORIGINÁRIA CENA DA RELAÇÃO SEXUAL ENTRE OS PAIS, OBSERVADA OU SUPOSTA SEGUNDO DETERMINADOS ÍNDICES, E FANTASIADAS PELA CRIANÇA, QUE É “GERALMENTE” INTERPRETADA POR ELA COMO UM ATO DE VIOLÊNCIA POR PARTE DO PAI. FREUD AFIRMAVA QUE, MESMO NOS CASOS EM QUE NÃO TENHA HAVIDO UMA OBSERVAÇÃO DIRETA, INDÍCIOS INDIRETOS, COMO RUÍDOS PROVIDOS DO QUARTO DOS PAIS, PODERIAM FUNCIONAR COMO UM FATOR DETERMINANTE DA CENA PRIMÁRIA.