slide1 l.
Download
Skip this Video
Download Presentation
Diagnóstico Clínico e Tratamento das Intoxicações Agudas por Cocaína

Loading in 2 Seconds...

play fullscreen
1 / 36

Diagnóstico Clínico e Tratamento das Intoxicações Agudas por Cocaína - PowerPoint PPT Presentation


  • 161 Views
  • Uploaded on

Diagnóstico Clínico e Tratamento das Intoxicações Agudas por Cocaína. Adriana Mello Barotto Centro de Informações Toxicológicas de Santa Catarina E-mail: adrianambarotto@hotmail.com. ÍNICIO AÇÃO . PICO DE AÇÃO . DURAÇÃO. EV . < 1 min . 3 a 5 min . 30 a 60 min. NASAL . 1 a 5 min .

loader
I am the owner, or an agent authorized to act on behalf of the owner, of the copyrighted work described.
capcha
Download Presentation

PowerPoint Slideshow about 'Diagnóstico Clínico e Tratamento das Intoxicações Agudas por Cocaína' - tahir


Download Now An Image/Link below is provided (as is) to download presentation

Download Policy: Content on the Website is provided to you AS IS for your information and personal use and may not be sold / licensed / shared on other websites without getting consent from its author.While downloading, if for some reason you are not able to download a presentation, the publisher may have deleted the file from their server.


- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - E N D - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
Presentation Transcript
slide1

Diagnóstico Clínico e Tratamento das Intoxicações Agudas por Cocaína

Adriana Mello Barotto

Centro de Informações Toxicológicas de Santa Catarina

E-mail: adrianambarotto@hotmail.com

slide2

ÍNICIO AÇÃO

PICO DE AÇÃO

DURAÇÃO

EV

< 1 min

3 a 5 min

30 a 60 min

NASAL

1 a 5 min

20 a 30 min

60 a 120 min

FUMADO

< 1 min

3 a 5 min

30 a 60 min

GI

30 a 60 min

60 a 90 min

Desconhecido

COCAÍNA – CRACK - CINÉTICA

Cocaína é um alcalóide derivado das folhas de Erythroxylon coca.

Fonte: UpToDate

slide3

COCAÍNA E CRACK – MECANISMOS DE AÇÃO

  • Bloqueio da recaptação e promoção da liberação de NT
  • (NA, adrenalina, DA), nos SNC e SNP. Há grande número de concentração de catecolaminas nas sinapses adrenérgicas.
  • 1- Bloq. Recaptação de aminas biogênicas. Efeitos descritos em neurônios contendo serotonina e catecolaminas (DA, NA, A).
  • 2- Bloq. Canais de sódio (efeito anestésico) – em overdoses: QRS largo.
  • 3- Estimulação de AA excitatórios (glutamato e aspartato) no SNC. Fonte: UpToDate
slide4

COCAÍNA E CRACK – MECANISMOS DE AÇÃO

  • Estimulação B1 adrenérgica: taquicardia, hipertensão e arritmia
  • Estimulação B2 adrenérgica: hipotensão após vasodilatação.
  • Estimulação Alfa adrenérgica: hipertensão com bradicardia reflexa
  • Estimulação do SNC leva a ansiedade, psicose e convulsões
  • Aumento da taxa metabólica e hiperatividade induz a hipertermia e rabdomiólise
slide5

Cocaína: espectro de efeitos tóxicos (1)‏

Facilmente percebidos no usuário habitual

  • Euforia
  • Loquacidade
  • Ansiedade
  • Insônia
  • Agitação
  • Movimentos estereotipados
slide6

Cocaína: espectro de efeitos tóxicos (2)‏

Levam à procura do profissional de saúde

  • Disforia
  • Ansiedade
  • Insônia
  • Delírios paranóides
  • Psicose (usuários crônicos)‏
  • Tremores
  • Distonia
  • Crises epilépticas

Intoxicações por drogas de abuso

slide7

Cocaína: espectro de efeitos tóxicos (3)‏

Efeitos graves e que ameaçam a vida

  • IAM
  • Parada cardio-respiratória
  • Estimulação do SNC: estado de mal epiléptico
  • AVE
  • TEP
  • Hipertermia
  • Distúrbios hidreletrolíticos e ácido-básicos
  • Insuficiência renal aguda: choque, espasmo artérias renais, rabdomiólise + mioglobinúria
  • Coma: efeito anestésico, estado pós-ictal, hemorragia intracraniana

Intoxicações por drogas de abuso

slide8

Hipertermia

  • Crise hipertensiva
  • Taquicardia ventricular
  • Angina
  • Isquemia / IAM
  • Arritmia supraventricular instável
  • Dissecção de aorta
  • Pneumotórax;pneumomediastino
  • Hipertensão pulmonar
  • Trombose pulmonar
  • Convulsões/Infarto cerebral/medula espinhal
  • Hemorragia/infarto SNC
  • Isquemia/infarto intestinal
  • Infarto renal/hepático/esplênico
  • Rabdomiólise
  • Rompimento da placenta/aborto espontâneo

COCAÍNA – CRACK - QUADRO CLÍNICO

slide9

COCAÍNA – CRACK - QUADRO CLÍNICO

  • Hipertermia: Aumento da atividade psicomotora, aumento produção e diminuição da dissipação do calor (pela vasoconstrição). Efeito no centro termorregulatório (?). Estimulo da atividade calorigênica hepática.
  • Efeitos no músculo esquelético: Rabdomiólise, insuficiência renal aguda, hipotensão, hipertermia.

Provavelmente causa isquemia do músculo esquelético

  • Insuficiência renal, secundária a mioglobinúria e isquemia renal.

Fonte:Goldfrank´s

slide10

COCAÍNA – CRACK - QUADRO CLÍNICO

  • Efeitos Neurológicos: Hemorragia subaracnoídea, hemorragia intracerebral, infarto cerebral, ataque isquêmico transitório, reações distônicas, leucoencefalopatia tóxica, convulsões, vasculite cerebral e várias manifestações psiquiátricas.
  • Efeitos na vasculatura gastrointestinal, esplênica e hepática: Isquemia aguda da mucosa GI, colite, perfuração intestinal
  • Hepatotoxicidade (isquemia, depleção de glutation, metabólito reativo-nitróxido norcocaína – camundongos)‏

Fonte: Goldfrank`s

slide11

COCAÍNA – CRACK - QUADRO CLÍNICO

  • Efeitos Cardíacos:
    • Isquemia ou Infarto do Miocárdio
      • Agudo: VC Art. Coronárias, taquicardia, HAS, aumento da demanda miocárdica de oxigênio, agregação plaquetária e formação de trombo in situ.
      • Crônico: Aterosclerose e hipertrofia VE.
    • Baixas doses podem resultar em bradicardias.
    • Altas doses estão associadas a qualquer tipo de taquiarritmia.
    • Cardiomiopatia (isquemia + alteração da contratilidade)‏
    • Dissecção de aorta (HAS, VC,dano vascular)‏
    • Endocardite e lesão endotelial: usuários EV

Fonte: Goldfrank`s

slide12

COCAÍNA – CRACK - QUADRO CLÍNICO

  • Efeitos nos pulmões e vias aéreas superiores: exacerbação de asma, pneumotórax, pneumomediastino, injúria pulmonar aguda, hemorragia alveolar difusa, infiltrado pulmonar recorrente com eosinofilia, anormalidades vasculares pulmonares, edema pulmonar.
  • Usuários de crack: Broncoconstrição (corpos estranhos)‏

“Crack-lung”

  • Efeitos uteroplacentários e perinatais: aborto espontâneo, prematuridade fetal e retardo no crescimento intra-uterino. Síndrome de abstinência no bebê.
  • Cocaína e cocaetileno são excretados no leite materno.

Fonte:Goldfrank`s

slide13

COMPLICAÇÕES PULMONARES APÓS USO DE CRACK: ACHADOS NA TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA DE ALTA RESOLUÇÃO DO TÓRAX

“Em relação aos estudos radiológicos, alguns autores(8) avaliaram 71 radiografias de tórax em usuários de crack e encontraram anormalidades em nove: atelectasias ou consolidações focais em quatro, pneumomediastino em dois, pneumotórax em um e hemotórax em um.”

Mançano,A. et al.Jornal Brasileiro de Pneumologia Ano 2008Volume 34 - Edição 5 Maio .

slide14

COCAÍNA – CRACK - QUADRO CLÍNICO

  • Efeitos Psicológicos e Psiquiátricos: Tolerância física e psíquica. Estudos em animais mostram “tolerância reversa” para as reações comportamentais.
  • Depressão, psicose, desordens do pânico, deficit de atenção, desordens alimentares, agitação, dist. ansiedade, delírios persecutórios, alucinações auditivas e táteis.

Fonte:Goldfrank`s; Poisindex

slide15

COCAÍNA – CRACK - EXAMES

  • Análise toxicológica
  • Exames laboratoriais: Hemograma com plaquetas, uréia, creatinina, CK, CKMB, troponina, TAP, TGO, TGP, Gasometria arterial, colinesterase, parcial de urina.
  • ECG e monitorização cardíaca
  • RX tórax e abdome
  • Outros: TC crânio, Ecocardiograma,...
slide16

COCAÍNA – CRACK - TRATAMENTO

  • Critérios de internação: alterações persistentes do estado mental, hipertermia significativa ou rabdomiólise, coagulopatias, acidose metabólica, hipertensão severa, dor torácica sugestiva de isquemia do miocárdio, falência renal ou hepática. 
  • Todos os pacientes que ingeriram pacotes (mesmos os assintomáticos), devem ser hospitalizados para exames diagnósticos e evacuação dos pacotes ingeridos.  
slide17

COCAÍNA : CRITÉRIOS PARA ALTA HOSPITALAR

- paciente com agitação, taquicardia moderada ou hipertensão que são solucionados mediante observação ou intervenção médica mínima e sem alterações laboratoriais.

  • Pacientes que evoluíram com complicações, que reverteram após tratamento, e com exames laboratorias normais.
  • quando todos os pacotes contendo cocaína forem eliminados. Este processo pode levar vários dias e pode requerer várias radiografias abdominais ou cintilografias para acompanhar a eliminação.
slide18

COCAÍNA – CRACK - TRATAMENTO

  • Ingestão oral recente de pó de cocaína (sem invólucro) – lavagem gástrica e carvão ativado.
  • Body packers assintomáticos: carvão ativado, catárticos (manitol), irrigação intestinal total
  • Body packers sintomáticos : cirurgia
  • Body stuffers, Body pushers.

Schaper A, et al Int. J. Colorectal Dis (2007) 22:1531-35

Madrazo González, Z. et al Ver Esp Enferm Dig (2007)99-10

slide21

“BODY PACKER”

Int J Colorectal Dis (2007) 22:1531–1535

slide26

“BODY PUSHER”

Int J Colorectal Dis (2007) 22:1531–1535

slide27

“SURGICAL TREATMENT IN COCAINE BODY PACKERS AND BODY PUSHERS”

Int J Colorectal Dis (2007) 22:1531–1535

  • Pesquisa realizada em aeroportos
  • 1985 a 2002
  • 4660 “body packers” e 312 “body pushers”
  • 1,4% (64) dos “body packers” desenvolveram sintomas – 20 submetidos a cirurgia e sobreviveram; 44 foram a óbito antes da cirurgia.
  • 1 “body pusher” desenvolveu íleo e necessitou remoção via endoscopia retal
slide28

COCAÍNA – CRACK - TRATAMENTO

  • CONVULSÕES: administrar diazepam EV em bolus. Se após 30 mg (adultos) persiste convulsão - barbitúricos
  • AGITAÇÃO: administrar diazepam EV em bolus (repetir SN). Evitar antipsicóticos.
  • HIPOTENSÃO : Soro Fisiológico, Noradrenalina ou Dopamina
  • HIPERTERMIA: controlar a agitação com benzodiazepínicos EV. Aumentar a perda de calor borrifando a pele com água e colocando ventiladores no local, compressas frias, gelo. Hidratação.
slide29

COCAÍNA – CRACK- TRATAMENTO

  • HIPERTENSÃO: A maioria responde bem ao uso de benzodiazepínicos.
  • Hipertensão severa não responsiva aos BZD: fentolamina 5 a 10 mg EV (pode-se repetir em 5 minutos)‏
  • Nitroprussiato (titular conforme efeito)- Iniciar com 0,3mcg/kg/min. Usual: 3 mcg/kg/min. Máx: 10 mcg/kg/min.
  • Alternativas de segunda linha: diltiazen, verapamil (TOXBASE)‏
  • Não administrar Beta bloqueadores

Goldfrank´s, Poisindex, Toxbase

slide30

COCAÍNA – CRACK - TRATAMENTO

  • Isquemia Miocárdica:

- Oxigênio

- Benzodiazepínicos

- AAS – 325 mg (se não há suspeita de dissecção de aorta)‏

- Nitratos - Nitroglicerina

Obs: se QRS largo- Bicarbonato de sódio

Fonte: UpToDate;

Bhangoo P, Parfitt A, Wu T Emerg Med J. 2006 Jul;23(7):568-9

McCord J, et al. JAmeric Heart Assoc.117. 2008 1897-907.

slide31

COCAÍNA – CRACK – TRATAMENTO

  • NÃO ADMINISTRAR BETA BLOQUEADORES:

- Podem criar uma estimulação alfa adrenérgica, associada a vasoconstrição coronariana e isquemia de órgãos alvo.

A proscrição inclui o labetalol.

Fonte: UpToDate;

Sen A, et al.Emerg. Med. J. 2006;23;401-402

slide32

MC CORD ET AL. MANAGEMENT OF COCAINE-ASSOCIATED CHEST PAIN AND MYOCARDIAL INFARCTIONCIRCULATION ,APRIL 8, 2008

slide33

MC CORD ET AL. MANAGEMENT OF COCAINE-ASSOCIATED CHEST PAIN AND MYOCARDIAL INFARCTIONCIRCULATION ,APRIL 8, 2008

Taquiarritmias ventriculares: o tratamento depende do tempo de uso da cocaína e ínicio da arritmia.

Arritmias que ocorrem imediatamente após o uso da cocaína resultam do efeito anestésico (bloqueio dos canais de sódio) no miocárdio: Podem responder ao BICARBONATO DE SÓDIO. Lidocaína (em modelo animal) pode exacerbar convulsões e arritmias pelos efeitos similares nos canais de sódio.

Arritmias que ocorrem várias horas após o uso da cocaína são usualmente secundárias a isquemia. O tratamento deve ser direcionado a isquemia. Pode ser usado lidocaína para arritmias persistentes ou recorrentes. Não existem dados em relação a eficácia da amiodarona.

.

slide34

MANEJO APÓS A ALTA E PREVENÇÃO SECUNDÁRIA

  • Cessação do uso deve ser o objetivo primário
  • Nos pacientes com dor torácica associada a cocaína 60 % tem recidiva no próximo ano.
  • Os pacientes com dor torácia associada a cocaína, devem controlar fatores de risco, incluindo parar de fumar, controle de hipertensão, diabetes e dislipidemia.
  • Pacientes com evidência de IAM ou aterosclerose devem receber AAS. Pode ser associado o clopidogrel, principalmente naqueles tratados medicamentosamente (sem intervenção coronária percutânea).
  • Risco do uso de betabloqueadores em virtude da alta recorrência do uso.
slide35

MANEJO APÓS A ALTA E PREVENÇÃO SECUNDÁRIA

  • Não há tratamento medicamentoso estabelecido para a dependência de cocaína.
  • Várias opções de intervenção psicossocial existem ( psicoterapia individual e de grupo, terapia cognitivo comportamental)‏
  • Dados preliminares sugerem que a combinação de terapia de grupo e individual tem um maior impacto na recorrência do uso da cocaína.