Download
slide1 n.
Skip this Video
Loading SlideShow in 5 Seconds..
HISTÓRIA DE ENFERMAGEM PowerPoint Presentation
Download Presentation
HISTÓRIA DE ENFERMAGEM

HISTÓRIA DE ENFERMAGEM

1310 Views Download Presentation
Download Presentation

HISTÓRIA DE ENFERMAGEM

- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - E N D - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
Presentation Transcript

  1. HISTÓRIA DE ENFERMAGEM Aulas 5: Florence Nightingale Aula 6: A enfermagem no Brasil: primeiros hospitais e a enfermagem nesse processo; as Santas Casas de misericórdia; Anna Néri e a Cruz Vermelha Brasileira. Prof. Cristiano Saldanha

  2. Conteúdo Programático desta aula • Ao final desta aula, o aluno será capaz de: • 1. Analisar a história de Florence • Nightingale, que culminou no • desenvolvimento da Teoria Ambientalista; 2. Identificar os ambientes estudados na • Teoria Ambientalista de Florence Nightingale; 3.Conhecer os aspectos críticos da era de • Florence Nightingale. • 4. Analisou as principais características da • Enfermagem no Brasil, destacando o • desenvolvimento da Cruz Vermelha • Brasileira e a história de Anna Néri.

  3. História de Florence Nightingale Nascida em 12 de maio de 1820, segunda filha de uma família rica, foi batizada em homenagem à cidade em que nasceu, Florença, Itália. Devido à alta posição econômica e social de sua família, ela era culta, muito viajada, e educada. Aos 17 anos já dominava vários idiomas e matemática e era extremamente bem informada. Por meio das pessoas influentes que conhecia, esperava-se que ela escolhesse um parceiro agradável, se casasse, e assumisse o seu papel na sociedade. Mas Florence Nightingale tinha outras ideias. Queria se tornar enfermeira. Para sua família isto era impensável. Ela continuava a viajar com sua família e seus amigos. Em suas viagens, conheceu o Sr. e Sra. Sidney Herbert, que estavam interessados na reforma dos hospitais naquela época.

  4. Florence Nightingale

  5. A Srta. Nightingale começou a coletar informações sobre a saúde pública e sobre os hospitais e logo se tornou uma importante autoridade no assunto. Por intermédio de amigos ela aprendeu a respeito do Instituto do Pastor Fliedner em Kaiserswerth. Como era uma instituição religiosa sob o auspício da igreja, ela poderia ir lá, embora fosse considerado inadequado ir aos hospitais ingleses. Em 1851 ela passou três meses estudando em Kaiserswerth.

  6. À medida que o seu conhecimento sobre os hospitais e sobre a reforma da enfermagem crescia, ela era consultada por reformuladores e médicos, que estavam começando a ver a necessidade de enfermeiras “treinadas”. Sua família ainda tinha objeções às suas atividades.

  7. Guerra da Criméia Quando a Guerra da Criméia explodiu, os correspondentes de guerra escreveram a respeito da maneira abominável pela qual os soldados doentes e feridos eram cuidados pelo Exército Inglês.

  8. Florence Nightingale, já então uma autoridade reconhecida em cuidados hospitalares, escreveu para seu amigo Sir Sidney Herbert que era então o Secretário da Guerra e ofereceu-se para levar um grupo de 38 auxiliares para a Guerra da Criméia. Ao mesmo tempo ele havia escrito uma carta requisitando sua assistência para resolver aquela crise nacional. Suas cartas cruzaram os correios. Suas conquistas na Criméia foram impressionantes, embora tenham afetado seriamente a sua própria saúde. 38 auxiliares: 10 freiras católicas, 8 irmãs de caridade da igreja anglicana, 6 enfermeiras do Instituto St John e 14 voluntárias.

  9. Florence cuidando de enfermos vítimas da Guerra

  10. Microorganismos conceito não conhecido na época Florence não conhecia o conceito de contato por microorganismos, uma vez que este ainda não tinha sido descoberto, porém, já acreditava em um meticuloso cuidado quanto à limpeza do ambiente e asseio pessoal, ar fresco e boa iluminação, calor adequado, boa nutrição e repouso, com manutenção do vigor do paciente para a cura. Ao longo de toda Guerra da Criméia, Florence conseguiu reduzir taxas de mortalidade entre os soldados britânicos por meio de seus esforços como enfermeira, provando a eficiência das enfermeiras treinadas para a recuperação da saúde. Até aquele momento, só homens e mulheres religiosas poderiam cuidar dos soldados no exército.

  11. Durante sua vida, Florence escreveu intensamente sobre hospitais, medidas sanitárias, saúde e estatísticas de saúde, e especialmente sobre a enfermagem e o ensino em enfermagem. Ela fez uma cruzada e provocou uma grande reforma no ensino em enfermagem. Em 1860 dedicou seus esforços para a criação de uma escola de enfermagem no St. Thomas’ Hospital em Londres, financiado pelo Nightingale Fund. Os princípios básicos nos quais Florence fundou a sua escola incluíam: 1 - As enfermeiras deveriam ser treinadas em hospitais associados com escolas médicas e organizadas para este propósito. 2 - As enfermeiras deveriam ser cuidadosamente selecionadas e deveriam residir em casas de enfermeiras que deveriam moldar e formar a disciplina e o caráter.

  12. 3 - A matrona da escola deveria ter a autoridade final sobre o currículo, o dia a dia, e outros aspectos da escola. 4 - O currículo deveria incluir material teórico e experiências práticas. 5- Os professores seriam pagos pela sua instrução. 6 - Seriam mantidos registros sobre os estudantes que seriam obrigados a assistir as aulas, submeter-se a provas orais, escrever artigos e manter diários.

  13. Em suas escolas, Florence baseava sua filosofia em quatro ideias-chave: O dinheiro público deveria manter o treinamento de enfermeiras e este deveria ser considerado tão importante quanto qualquer outra forma de ensino; Deveria existir uma estreita associação entre hospitais e escolas de treinamento, sem estas dependerem financeiramente e administrativamente; O ensino de enfermagem deveria ser feito por enfermeiras profissionais e não por qualquer pessoa não envolvida com a enfermagem; Deveria ser oferecido às estudantes, durante todo o período de treinamento, residência com ambiente confortável e agradável, próximo ao local.

  14. Com esse dinheiro foi inaugurada em 1860 a Escola de Treinamento Nightingale e a Casa das Enfermeiras sediadas no Hospital St Thomas em Londres. O dinheiro do fundo também foi usado para criar uma escola de parteiras no King's College Hospital, em Londres

  15. 1 - 2 anos As primeiras escolas de treinamento ministravam cursos de um ano, que com o tempo, passaram a ser de dois anos Florence deu origem às prescrições médicas por escrito e também exigia que suas enfermeiras acompanhassem os médicos em suas visitas aos pacientes para prevenirem erros, diretivas mal compreendidas e instruções esquecidas ou ignoradas. A seu ver, para a melhoria do estado de saúde do país, o ensino da enfermagem era uma grande responsabilidade das enfermeiras. Preconizava a ideia de que a saúde era não apenas estar bem, mas ser capaz de usar toda a nossa capacidade. Florence julgava que o propósito da enfermagem era colocar as pessoas na melhor condição possível para que a natureza possa restaurar ou preservar a saúde, prevenir ou curar as doenças.

  16. Ela foi reconhecida em 1907 pela Rainha da Inglaterra com a condecoração da Ordem ao Mérito. De diversas formas, Florence Nightingale projetou a enfermagem como profissão. Ela acreditava que as enfermeiras deveriam gastar seu tempo cuidando dos pacientes, não limpando; que as enfermeiras deveriam continuar estudando ao longo de suas vidas e não se tornar “estagnadas”; que as enfermeiras deveriam ser inteligentes e utilizar essa inteligência para melhorar as condições do paciente; e que os líderes de enfermagem deveriam ter um reconhecimento social. Ela possuía uma visão de como a enfermagem poderia e deveria ser. Em 1901, completamente cega, parou de trabalhar. Morreu em Londres, em 13 de agosto de 1910, durante o sono, aos 90 anos.

  17. A figura de Florence Nightingale

  18. Diante das bases introdutórias nos reportamos ao conhecimento das principais características do período de Florence e sua relação de cuidado de enfermagem. Florence e sua abordagem Como já mencionado anteriormente, a enfermagem começou na metade do século XIX, sob a liderança de Florence Nightingale. Antes de seu tempo, o trabalho de cuidar de doentes era realizado por indigentes e bêbados, pessoas incapacitadas a qualquer espécie de trabalho. Construíam-se hospitais em locais onde os pobres sofriam mais em decorrência do ambiente do que à doença que os levara para lá. O que predominava em todo o lugar eram cirurgias sem anestesia, pouca ou nenhuma higiene e a sujeira nos hospitais.

  19. As crenças de Nightingale acerca da enfermagem constituem o fundamento básico sobre o qual se pratica a profissão atualmente. Suas convicções religiosas e a experiência como enfermeira do exército, durante a Guerra da Criméia, tiveram forte influência sobre o seu método e crença acerca do cuidado com os doentes. Sua capacidade de escritora foi bem evidenciada em Notes on Nursing (Notas sobre Enfermagem), aptidão explicada por sua educação, conquistada principalmente por meio dos ensinamentos do pai. Ela viajou muito e possuía a capacidade de tratar com governantes e políticos. Muitos a consideraram um gênio. Diante disso, para compreender sua abordagem teórica acerca da enfermagem profissional, o leitor precisa ter em mente as características singulares em relação ao lugar ocupado pela mulher na metade do século XIX.

  20. Florence Nightingale na Guerra da Criméia

  21. Pode haver a tentação de encarar suas ideias como “fora de moda” ou “desatualizadas”. Tal fato precisa ser evitado, uma vez que inúmeras de suas ideias importantes acerca da enfermagem ainda não estão em vigência na prática atual.

  22. Teoria ambientalista de Florence Nightingale 1 – o conceito básico mais característico dos trabalhos de florence é o ambiente. 2 - enfatizou o ambiente físico preponderantemente em relação ao meio psicológico e social; 3 – Em 1850 Florence testemunhou a sujeira, a peste e morte no ambiente das enormes barracas que serviam de hospital e no próprio hospital militar da época; 4 – diminui quantitativamente o percentual de mortes na guerra da Criméia (de 42% para 2%). 5 – O ambiente é visto como fator que influência no organismo: prevenir, suprimir ou contribuir par a doença ou a morte;

  23. 6 – Florence fala sobre ventilação, ar e água limpos e calor, de modo que o processo de reparação, instituído pela natureza (MEIO) não seja impedido. 7 - além disso cita os elementos ambientais que perturbam a saúde, tais como sujeira, a umidade, a baixa temperatura, as correntes de ar, as emanações, o barulho e a escuridão;

  24. O meio é encarado como uma maneira de estimular o desenvolvimento da saúde No âmbito do processo de enfermagem, o paciente deve ser encarado no seu contexto; No ambiente em que encontrava o paciente, para Florence, era abrangente; Os três componentes: físico, social e psicológico precisam ser entendidos como inter-relacionados, e não como partes distintas. A limpeza do ambiente físico relaciona-se diretamente com a prevenção da doença e as taxas de mortalidade no âmbito social da comunidade O ambiente

  25. Características do modelo de Florence Teve como proposta inicial a moralização da profissão, introduzindo mulheres de classes altas na enfermagem; Usou a disciplina e o preconceito para adequar-se às exigências do padrão burguês; Promoveu a divisão do trabalho, caracterizando como inferiores as habilidades manuais que aproximavam o enfermeiro do enfermo, desviando suas ações para uma pseudo-administração que sempre esteve ligada aos interesses dominantes; Serviu como suporte para o desenvolvimento da medicina como ciência e não deu margem à expansão do conhecimento de enfermagem para entendimento das questões sociais que envolviam todo o universo da prática profissional.

  26. O símbolo da Lâmpada para Enfermagem Durante a noite, Florence Nightingale visitava os feridos levando uma lanterna de campanha para iluminar seus passos nos longos corredores e os próprios soldados a quem prestava cuidados necessários. O efeito da luz, além de possibilitar a atenta observação, aplacava a dor e solidão dos feridos, animando-os na luta contínua pela vida. Por essas rondas noturnas, Florence ficou conhecida como a Dama da Lâmpada. Vencida a guerra, em 1856, Florence Nightingale retornou com suas assistentes para a Inglaterra. Assim, a lâmpada tornou-se o símbolo da Enfermagem no mundo e sua representação foi estilizada, assumindo a forma de uma lamparina grega, tipo lâmpada de Aladim..

  27. Assim, a lâmpada tornou-se o símbolo da Enfermagem no mundo e sua representação foi estilizada, assumindo a forma de uma lamparina grega, tipo lâmpada de Aladim. Muitas escolas de enfermagem procuram manter vivo esse ritual e em todos os momentos importantes, tais como abertura e encerramento de eventos, formaturas, colação de grau, a lâmpada é solenemente acendida no inicio do evento, no primeiro dia e apagada no último dia, no momento do encerramento, em que o presidente da mesa anuncia esse ato e abre espaço para que a lâmpada seja apagada. Outras escolas mantêm uma cerimônia chamada "passagem da lâmpada", na formatura, em que uma graduanda representando os formandos, entrega a lâmpada acesa para uma aluna ingressante, do primeiro ano, recomendando que ela ajude a manter sempre acesa aquela chama do ideal. Tais simbolismos acompanham ritualisticamente os momentos marcantes de escola de enfermagem, e eternizam a profissionalização da assistência de enfermagem como uma das mais nobres profissões da vida moderna.

  28. Juramento de Florence Nightingale

  29. HISTÓRIA DE ENFERMAGEM Aula 6: A enfermagem no Brasil: primeiros hospitais e a enfermagem nesse processo; as Santas Casas de misericórdia; Anna Néri e a Cruz Vermelha Brasileira. Prof. Cristiano Saldanha

  30. Conteúdo Programático desta aula • Analisar o desenvolvimento da enfermagem no Brasil através dos primeiros hospitais e das Santas Casas de Misericórdia. • Descrever o desenvolvimento da Cruz Vermelha Brasileira com base em seus pressupostos norteadores. • 3. Descrever a história de Anna Néri.

  31. História da Santa no Mundo e no Brasil A primeira santa casa do mundo foi criada em 15 de agosto de 1498, em Lisboa, tendo patronesse a rainha Leonor de Lencastre, originando a "Confraria de Nossa Senhora de Misericórdia". Neste mesmo ano, foram fundadas dez filiais, sendo oito em Portugal e duas na Ilha da Madeira. No Brasil, em 1539, surgia a Santa Casa de Misericórdia de Olinda. Aqui, no Estado, a Santa Casa de Porto Alegre, fundada em 1808, é a mais antiga instituição filantrópica da área da saúde. Hoje, são 16 santas casas gaúchas.

  32. A primeira Santa casa do mundo foi criada em 15 de agosto de 1498 – Lisboa - Portugal

  33. A preocupação com a situação dos enjeitados e marginalizados foi a origem da fundação das santas casas de misericórdia, em 1498, em Portugal, e em 1539, no Brasil (Olinda, Pernambuco). Sendo assim, surgiram com função muito mais assistencial do que terapêutica. Davam atendimento aos pobres na doença, no abandono e na morte. Eram abrigados, além dos enfermos, os abandonados e marginalizados (crianças e velhos), os excluídos do convívio social, como os criminosos doentes e dos doentes mentais. As misericórdias brasileiras, por regerem-se pelos estatutos das instituições portuguesas congêneres, não fugiam à regra e, até o final do século XIX, desempenharam tais funções. Cabe destacar que, na maioria dos continentes e países onde foram fundadas, as misericórdias se anteciparam às atividades estatais de assistência social e à saúde. No Brasil, e em alguns outros países, também foram as criadoras dos cursos de Medicina e Enfermagem, como é o casa daquelas fundadas em São Paulo, Rio de Janeiro, Vitória e Porto Alegre

  34. No Brasil, a Irmandade da Santa Casa de Misericórdia instalou-se em Olinda desdev 1539, e logo depois em Santos (1543), e em Vitória (1545) sendo a primeira instituição hospitalar do país, destinada a atender aos enfermos dos navios do porto e moradores. Em Salvador (1549), onde realiza-se trabalhos sociais e filantrópicos até hoje. Na cidde de São Paulo, está presente desde 1560 aproximadamente. Com a fundação do município do Rio de Janeiro, a cidade também passaria a contar com a Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro, instalada pelo Padre José de Anchieta para socorrer os tripulantes da esquadra do Almirante Diogo Flores Valdes, aportada à Baía de Guanabara em 25 de março de 1582 com escorbuto a bordo. Nesta cidade, responsabilizou-se, secularmente, pela administração dos cemitérios.

  35. Irmandade da Santa Casa de Misericórdia instalou-se em Olinda desde 1539

  36. Diante das bases introdutórias, reportamo-nos ao conhecimento das principais características da enfermagem no Brasil. ENFERMAGEM NO BRASIL - Primeiros hospitais Descoberto o Brasil, as primeiras tentativas de colonização incluíram, em seu programa, a abertura de Santas Casas. Incluíam elas hospitais e recolhimento para pobres e órfãos. Santa Casa de miseriórdia de Santos

  37. José de Anchieta no Rio de Janeiro: Tendo chegado ao Rio na esquadra de Diogo Flores Valdez, trazendo grande número de enfermos, tratou Anchieta de recolher os mesmos para tratamento, improvisando o núcleo hospitalar que se tornou a grande Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro.

  38. "A Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro, fundada pelo Padre Anchieta, chegado ao Brasil na Esquadra do 2º Governador Geral, D. Duarte da Costa, em 1553, é um prolongamento da Santa Casa de Lisboa, a primeira no mundo, criada pelo piedoso Frei Miguel de Contreiras, com o apoio da Rainha D. Leonor, de quem era confessor. O exemplo de Contreiras floriu nas terras de Santa Cruz, através de Anchieta, - o sublime canarino da ilha de Tenerife - e que viria a ser, num futuro não muito distante, o Apóstolo do Brasil.“ A história de Anchieta, o fundador da Santa Casa, é muito rica. Foi ele que, em 25 de janeiro de 1554, fundou a cidade de São Paulo.Também foi Anchieta que, refém dos índios nas praias de Iperoig, atual Ubatuba, em suas areias escreveu, com seu bastão, os 4072 versos latinos de puro afeto à Virgem Maria.

  39. Santa Casa de miseriórdia no Rio de Janeiro- 1553

  40. A esquadra de Valdez aportou à Guanabara em 25 de março de 1582. Seus homens estavam atacados pela "peste". Anchieta, com atitude piedosa, acolhedora, de verdadeiro apóstolo, convidou-os a descerem à terra, construindo toscas palhoças para abrigar os doentes, os quais ele mesmo tratou e recuperou com recursos locais - infusões de ervas, frutas cítricas, raízes e outros trazidos pelos índios. Assim nasceu a Santa Casa, o mais expressivo monumento à grandeza desse homem. Apesar de ter sido motivo de controvérsias durante muitos anos, a data de fundação do Hospital Geral da Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro foi oficialmente fixada em 24 de março de 1582, em sessão de Mesa e Junta realizada em 9 de março de 1967.

  41. Além do serviço voluntário, os religiosos usavam os serviços de escravos. Havia senhores que alugavam escravos peritos em enfermagem para servirem a doentes particulares. Em geral, eram analfabetos; outros poucos, mais educados. Em lugares onde não havia médico, orientavam-se por livros de medicina popular e enfermagem caseira publicados em Portugal. À medida que chegavam as religiosas ao Brasil, iam lhes entregando os estabelecimentos de assistência (as Santas Casas). Somente no século XIX, abriram-se as primeiras escolas de medicina e raros eram os brasileiros que podiam estudar na Europa.

  42. Considerada a mais antiga escola de Medicina da Europa, foi fundada no século 12.MontPellier, França

  43. MATERNIDADE E INFÂNCIA - Em 1693, aparece a primeira manifestação oficial de proteção direta à infância do Brasil. - No início de suas atividades e por muito tempo, sua eficiência deixava muito a desejar. De 12.000 crianças nascidas apenas 1.000 vingavam. Pouco a pouco, a mudança para melhor local e, com a vinda das Irmãs de Caridade, em 1856, diminuiu consideravelmente a mortalidade infantil. - Em 1822, o Brasil tomou as primeiras medidas de proteção à Maternidade que se conhecem na legislação mundial.

  44. A CRUZ VERMELHA - Um pouco de sua história: A organização foi fundada por iniciativa de Jean Henri Dunant ((1828-1910), sob o nome de Comitê Internacional para ajuda aos militares feridos, designação alterada, a partir de 1876, para Comitê Internacional da Cruz Vermelha. A assistência aos prisioneiros de guerra teve grande avanço a partir de 1864, quando foi realizada a Convenção, para a melhoria das condições de amparo aos feridos, e em 1899, quando foi realizada a Convenção de Haia, que disciplinava as "normas" de guerra terrestre e marítima.

  45. Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) é uma organização humanitária, independente e neutra, que se esforça em proporcionar proteção e assistênia às vítimas da guerra e de outras situações de violência. Com sua sede em Genebra, Suíça, possui um mandato da comunidade internacional para servir de guardião do Direito Internacional, além de ser o órgão fundador do Movimento da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho. No seu constante diálogo com os Estados, o CICV insiste continuamente no seu caráter neutro e independente. Somente sendo assim, livre para atuar de forma independente em relação a qualquer governo ou a qualquer outra autoridade, a organização tem condições atender aos interesses das vítimas dos conflitos, que constituem o centro da sua missão humanitária.

  46. Atualmente, o CICV não tem se limitado apenas à proteção de prisioneiros militares, mas também a detidos civis em situações de guerra ou em nações que violem os Estatutos dos Direitos Humanos. Preocupa-se ainda com a melhoria das condições de detenção, a garantia do suprimento e distribuição de alimentos para as vítimas civis de conflitos, a prover assistência médica e a melhorar as condições de saneamento especialmente em acampamentos de refugiados ou detidos. Missão da Cruz Vermelha A missão do CICV é proteger e assistir vítimas dos conflitos armados e outras situações de violência, sem importar quem elas sejam. Esta missão foi outorgada pela comunidade internacional e possui duas fontes: - as Convenções de Genebra de 1949, que incumbem o Comitê de visitar prisioneiros, organizar operações de socorro, reunir familiares separados e realizar atividades humanitárias semelhantes durante conflitos armados;

  47. Os Estatutos do Movimento Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho, que encorajam a organização a empreender um trabalho semelhante em países que não vivem uma guerra internacional, mas possuem situações de violência interna, às quais portanto as Convenções de Genebra não se aplicam. principais atividades são: visitar prisioneiros de guerra e civis detidos; procurar pessoas desaparecidas; intermediar mensagens entre membros de uma família separada por um conflito; reunir famílias dispersas; em caso de necessidade, fornecer alimentos, água e assistência médica a civis; difundir o Direito Internacional Humanitário (DIH); zelar pela aplicação do DIH;

  48. Cruz Vermelha Brasileira Em 1911, a instituição recebe do Governo Federal um terreno para a construção de uma sede própria, abrigando o Dispensário para Assistência Médica gratuita e um local para ensino de enfermagem. Três anos depois, a CVB iniciou a formação de enfermeiras voluntárias, mas a necessidade de profissionais para a capital federal era premente. Em 1916, para atender a esta necessidade as Damas da Cruz Vermelha propuseram a criação de um curso de enfermeiras profissionais. A formatura da primeira turma ocorreu um ano depois. Mesmo assim, os cuidados dos doentes permaneciam sendo exercidos quase sempre por praticantes amadores e religiosos. A Escola Prática da Cruz Vermelha Brasileira, no Rio de Janeiro, funcionava anexa ao Dispensário para Assistência Médico-Cirúrgica da instituição, sob direção do Dr. Getúlio dos Santos (1881-1928), então Diretor do Serviço Médico da Cruz Vermelha Brasileira.