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CSO 001 – Introdução à Sociologia

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CSO 001 – Introdução à Sociologia

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  1. CSO 001 – Introdução à Sociologia Aula 10 – 15/05/2012 auladesociologia.wordpress.com dmitri.fernandes@ufjf.edu.br

  2. Georg Simmel (1858-1918) • Conferência: As grandescidades e a vida do espírito (1903). • Simmelcomo um “clássicomenor” da sociologia. • Ponte para a sociologiacontemporâneaporcausa de temastratados, de recursosanalíticos (perspectiva micro-macro), do uso de conceitos de médioalcance e de, sobretudo, tersido um dos primeiros a desenvolver a análiserelacional.

  3. Cerne da sociologiasimmeliana • “(…) de qualquerponto da superfície da existência, pormaisqueelepareçabrotarapenasnessasuperfície e a partirdela, se podesondar a profundidade da alma, quetoda as exterioridades, mesmo as maisbanaisestãoligadas, porfim, mediantelinhas de direção, com as decisõesúltimassobre o sentido e o estilo de vida”. P. 580.

  4. Cerne da Questão: Modernidade • Tema central do texto: decorrências da modernidade, caracterizadapeloembatelevado a cabo entre o sujeito e as forçasexteriores (sociais), quetendem a forçá-lo à nivelaçãoem um mecanismotécnico-social. • Simmelprocuraanalisaras contradições, a relaçãodialéticaquebrota do referidoembate, tanto no nível individual quanto no societário (geral).

  5. Transformações de base • Háprofundamodificação do fundamentosubjetivo do indivíduo da cidadegrande, quetrata da se adaptar a situaçõesjamaisvivenciadasanteriormentepelahumanidade. • Como pano de fundohistórico de suaargumentaçãoverificava-se um crescimentopopulacional e econômicovertiginoso da capital alemã, Berlim, como das demaiscapitaiseuropéias.


  6. Intensificação da vida nervosa • “Homem é um serquefazdistinções, isto é, suaconsciência é estimuladamediante a distinção da impressãoatualfrente a quelhe precede”. P. 578. • A velocidade com que as mudanças de impressõesinteriores e exterioresocorremnacidadegrandeopõem-se aoritmo lento e habitual da cidadepequena, incorrendoemumaintensificação da vida nervosa. (imagem e som, rua e casa, metrô e superfície).

  7. Caráterintelectualista • A intensificação da vida nervosa resulta no predomínio do entendimento, revés do caráter sentimental quevigenacidadepequena. • “O lugar do entendimentosão as camadasmaissuperiores, conscientes e transparentes de nossa alma; ele é, de nossasforçasinteriores, a maiscapaz de adaptação (…). Assim, o tipo de habitante da cidadegrande (…) cria um órgãoprotetor contra o desenraizamento com o qual as correntes e discrepâncias de seumeio exterior o ameaçam: elereagenão com o ânimo, mas sobretudo com o entendimento”. P. 578.

  8. Economiamonetária • Grandescidadesconcentrammultiplicidade e concentração das trocaseconômicas. • Háumaimbricação com o domínio do entendimento: “(…) puraobjetividade no tratamento dos homens e das coisas, naqualumajustiça formal freqüentemente se junta com umadureza brutal”. P. 579. • O fatorquantitativo, objetivo, customizadoracarretaimportantestransformaçõespara a psicologia do indivíduo da cidadegrande (comércioobjetivo, egoísmoeconômicoetc.).

  9. Espíritomoderno, Espíritocontábil • Todososvaloresqualitativossãoreduzidos a quantitativosnacidadegrande. • Há a necessidadepremente de precisão, de exatidãonessemundo de variaçõesinfinitas e complicaçõesmúltiplasvinculadaaointelectualismo e aomonetarismo. • O relógio é o símbolo do lastro de um esquemafixo e supra-subjetivoquenivela a tudo e a todosparaquenãohaja um caos total (micro e macro). • Nessemovimentohá, por um lado, a perda da individualidade.

  10. O CaráterBlasé • Do ladofisiológicoestáligado à intensificação da vida, da saturação nervosa ocasionadapelosestímulosconstantes da cidadegrande (defesaadaptativaintelectualista). • De outro ladohá o elo com a economiamonetária: “A essência do caráterblasé é o embotamentofrente à distinção das coisas (…). Elasaparecemaoblaséemumatonalidadeacinzentada e baça. (…) Essadisposiçãoanímica é o reflexosubjetivo e fiel da eocnomiamonetária”. P. 581.

  11. Adaptaçõesnegativas • Reserva, leveaversão, antipatia, indiferença e desconfiança, junto com caráterblasé, compõem o sistema de autoconservaçãoadaptativa do indivíduonacidadegrande. • Nãohápossibilidade de relaçãopositiva (porexemplo, cumprimento) de todospara com todos (vizinho, frio e desânimo). • Devehavergradaçãomultifacetada de simpatias, indiferenças e aversões, efêmeras e duradouras. • A arte das distâncias e dos afastamentosenseja a liberdade, configurando a forma elementar de socializaçãonacidadegrande.

  12. Formas de DesenvolvimentoSocietário • Círculospequenos, semrelaçãopositiva com círculosvizinhos (autonomia) quepermitemaomembro singular espaçorestritopara o desenvolvimento de suaindividualidade (heteronomia) bifurcam-se emduasdireçõesapóscertoestágio de crescimento. • 1 – Afrouxa-se a unidade interior. • 2 – O indivíduoganhaliberdade de movimento (divisão do trabalho).

  13. Reverso da Liberdade • “Pois a reserva e a indiferençamútuas, as condiçõesespirituais de vida dos ccírculosmaiores, nuncaforamsentidastãofortemente (…) do quenadensamultidão da cidadegrande, porque a estreiteza e proximidade corporal tornamverdadeiramenteexplícita a distânciaespiritual. (…) Emnenhumlugaralguém se sentetãosolitário e abandonadocomoprecisamentenamultidão da cidadegrande”. P. 585.

  14. Cosmopolitismo • Cidadesgrandessãolocais do cosmopolitismo. • Para Simmel, háumaampliaçãoemprogressãogeométrica da expansãoespiritual da cidadegrande. • A quantidade e intensidade de vidanaidadegrandetorna-se qualidade e caráter, algoinédito, e seu interior se espraiapara um territóriomaior do queseuterritório de maneiraindelével.

  15. Individuação • É esseterritórioamploquecomporta a selvaemque “(…) o ganhoque se disputanão é concedidopelanatureza, mas simpeloshomens”. P. 587. • As decorrências da divisão do trabalho, característicaintrínseca à grandecidade, são a extremaespecialização, a criação de novasnecessidades, a diferenciação, o refinamento, emsuma, emumaindividuaçãoespiritual.

  16. A Distinção • Homemagarra-se à particularizaçãoqualitativa a fim de se distinguir, ouseja, de existir (esquisitices, exclusivismo, preciosismo). • Brevidade e raridade dos encontros, porsuavez, força a performatização das relações: quem se encontradeseja “marcar” o outro, deixar a pegada de sua “personalidade”. • Há um impulsogeral, porfim, à existência a mais individual possível, reação à preponderâncianaculturamoderna do “espíritoobjetivo” sobre o subjetivo.

  17. Efeitos da Divisão do Trabalho • Retrocesso da riqueza da cultura dos indivíduosnosúltimoscemanos. • Divisão do trabalhoexigeespecialização, isto é, atrofiação da personalidadecomo um todo. • Indivíduonão é capaz de se sobrepor à culturaobjetiva, que o determinapormeio das instituiçõesimpessoaisque se erigiramnamodernidade. • São necessários o exagero, a peculiaridade e a particularizaçãohistriônicaparaexistirnessemundo da hipertrofia da culturaobjetiva (Nietzsche).

  18. Um desfechoemaberto • Grandescidadesforjamduasformas de individualismo, algoinédito no mundo: independência individual (círculosalargados) e modopessoal e específico de ser (processosadaptativos). • Se no passado se almejou o “homem universal”, hoje o valor são a unicidade e a incomparabilidadequalitativas. • Cidadegrandefornece o palco de lutas e conflitos, das correntescontraditóriasquevisam à unificação das duasespécies de individualismo.