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DO EVOLUCIONISMO AO PARTICULARISMO HISTÓRICO. Evolucionismo nasce: idéia de transformação (Darwin) Fé no “progresso” (revolução industrial) Colonialismo (“faz aparecer” povos selvagens) Arqueologia (periodização) Particularismo histórico

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DO EVOLUCIONISMO AO PARTICULARISMO HISTÓRICO


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2 vis es que nascem em contextos muito diferentes

Evolucionismo nasce:

        • idéia de transformação (Darwin)
        • Fé no “progresso” (revolução industrial)
        • Colonialismo (“faz aparecer” povos selvagens)
        • Arqueologia (periodização)
  • Particularismo histórico

nasce dos dados empíricos recolhidos nas primeiras décadas XX: antropologia e arqueologia

2 visões que nascem em contextos muito diferentes
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1. Há vários caminhos de desenvolvimento humano

  • gráfico

2. Tais caminhos não são superiores ou inferiores uns em relação aos outros, mas adaptações locais:

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3. Os estágios pelos quais os povos Europeus passaram, não são estágios obrigatórios para todos os demais (Escravismo, feudalismo, capitalismo; Pedra, bronze, ferro)

  • a escrita pode conviver sem o domínio do ferro, a astronomia pode se desenvolver sem a escrita
  • os estágios próprios de cada caminho não são necessariamente “progressivos”: povos que eram agricultores e passaram a ser caçadores (Birmânia, E. Leach)

4. Meios e fins diferentes explicam que os “pontos de chegada” sejam diferentes: não há uma racionalidade, mas várias.

  • Pastor argentino
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5. Esses caminhos não podem ser transformados em leis gerais da evolução das sociedades humanas porque fatores semelhantes em condições semelhantes não provocam necessariamente resultados semelhantes.

  • A pobreza e a seca:
    • busca por outros territórios (estepes Ásia central)
    • insistência em ficar (sertanejos)
  • Invasão e dominação:
    • rebelião política (Inkas)
    • aceitação (os outros Deuses venceram)
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6. Nenhum povo contemporâneo pode ser considerado “primitivo”

  • o tempo não pára -> todas as sociedades evoluem, se transformam...
    • dinâmica interna
    • Dinâmica externa
  • Os povos “primitivos” de hoje foram diferentes e serão diferentes
  • eixo temporal deve ser suprimido: o interlocutor, seja ele quem for, será sempre um ser evoluído, contemporâneo, em pé de igualdade.
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Etnocentrismo é conseqüência:

  • Educação que recebemos no interior de apenas 1 cultura = dificuldade de sair do Eu
  • Desconhecimento do Outro

Relativismo

  • Formação multicultural: universitária ou vivencial.
  • Conhecimento sobre as particularidades de diversos povos.

Na Antropologia, ele é o resultado direto do trabalho de campo.

enunciados relativistas

1. Nenhuma sociedade/cultura é boa ou ruim -> elas oferecem marcos cognitivos a seus membros e é com esses marcos que eles as vivem.

  • Véu islâmico / (quase) nudez femenina
  • Apedrejamento / pena de morte

2. Nada é absoluto (falso ou verdadeiro, normal ou anormal) -> tudo é relativo:

    • O estado de transe
    • “A anta é gente”, “os fantasmas existem”
Enunciados relativistas
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3. Se os caminhos são diferentes, não existe um ponto fixo a partir do qual possamos julgar neutralmente.

  • Não existe instância capaz de legitimar crenças senão as próprias crenças
  • Todos os padrões de vida são igualmente válidos
  • Admitir a relatividade de qualquer ponto de vista significa des-absolutizar tais pontos: não existe costume ou prática “errada”.

4. A atitude a se buscar é o respeito diante das diferenças

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Repensar o comentário:”é preciso que os africanos aceitem as vacinas contra a AIDS, mesmo que não queiram”.

    • não aceitar uma vacina é mais do que loucura, insanidade, erro, engano, falsidade, ignorância....=> é uma atitude que advém de um outro modo de conhecer a realidade, feito com operações mentais tão complexas quanto as nossas
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5. Diante de tamanha diversidade, não resta espaço para a noção de universalidade -> ela responde, no fundo, a concepções histórica e geograficamente constituídas que se pensam de “validade universal”.

“o homem é livre somente quando ele vive de acordo com o que sua sociedade compreende por liberdade”

Repensar o comentário: “Não se pode admitir, em pleno século XXI, que as mulheres africanas sejam submetidas à extirpação do clitóris”

  • Comentário que advém de uma oposição fundamental de nossa civilização: natureza (o que é) X cultura (as regras).
  • Nela, a cultura intervém em alguns aspectos biológicos e em outros não, alguns âmbitos se repensam hoje, mas outros não.
  • Circunsição feminina corresponde a uma outra forma de ordenar a fronteira entre o que é natureza e cultura...
1 p s em xeque as velhas e novas justificativas ocidentais para a domina o do resto do mundo

“A ANTROPOLOGIA [DO SÉCULO XX, RELATIVISTA] DESEMPENHOU EM NOSSA ÉPOCA UM PAPEL DE VANGUARDA. FOMOS OS PRIMEIROS A INSISTIR NUMA SÉRIE DE COISAS: QUE O MUNDO NÃO SE DIVIDE EM DEVOTOS E SUPERSTICIOSOS; QUE HÁ ESCULTURAS NAS SELVAS E PINTURAS NOS DESERTOS; QUE A ORDEM POLÍTICA É POSSÍVEL SEM O PODER CENTRALIZADO... MAIS IMPORTANTE, FOMOS OS PRIMEIROS A INSISTIR EM QUE VEMOS A VIDA DOS OUTROS ATRAVÉS DAS LENTES QUE NÓS PRÓPRIOS POLIMOS E QUE OS OUTROS NOS VÊEM ATRAVÉS DAS DELES. NÃO É DE SURPREENDER QUE ISSO TENHA LEVADO ALGUNS A PENSAR QUE O CÉU ESTAVA DESABANDO.” (Geertz, “Anti anti-relativismo”)

1. Pôs em xeque as velhas e novas justificativas ocidentais para a dominação do resto do mundo
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“EXAMINAR DRAGÕES; NÃO DOMESTICÁ-LOS OU ABOMINÁ-LOS, NEM AFOGÁ-LOS EM BARRIS DE TEORIA, É TUDO EM QUE CONSISTE A ANTROPOLOGIA... TEMOS PROCURADO, COM SUCESSO NADA DESPREZÍVEL, MANTER O MUNDO EM DESEQUILÍBRIO, PUXANDO TAPETES, VIRANDO MESAS E SOLTANDO ROJÕES. TRANQUILIZAR É TAREFA DE OUTRO; A NOSSA É A DE INQUIETAR... APREGOAMOS O ANÔMALO, MASCATEAMOS O QUE É ESTRANHO, MERCADORES QUE SOMOS DO ESPANTO.”

3. Novo papel da Antropologia: revelar essa diversidade, surpreender, liquidificar as certezas, provocar, pois disso tudo emergem reflexões
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a) Direito à diferença:

  • nenhum povo tem o monopólio da verdade sobre o que significa ser humano, se existe “essência humana” ela é atualizada em cada forma diferente de ser humano.
  • É preciso ser radical...

b) Direito das minorias

  • O critério da maioria é um excelente argumento para o primado da cultura e valores ocidentais, após mais de 5 séculos de colonização...

c) Direito à reparação

  • Quem é que tem de pagar uma “dívida externa”? Arquivo das Índias Ocidentais: entre 1503 e 1660 chegaram à Europa 185,000 quilos de ouro e 16 milhões de quilos de prata -> exigência de devolução com juros e indenização por danos e perdas: 10% sobre 500 anos daria um peso maior do que o planeta terra....
4. Sustentar o advento de uma série de direitos que vão ser reivindicados ao longo do século XX e XXI