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  1. Universidade Federal de Juiz de Fora Departamento de Educação Física Departamento de Nutrição Nutrição Humana - ATO008 Recomendações Nutricionais, DRIs, Biodisponibilidade e Nutrigenômica Prof. Renato Moreira Nunes Nutricionista 1996 UFV Especialista em Farmacologia 1999 EFOA Especialista em Psicologia 2011 UFJF Mestre em Ciência da Nutrição 2004 UFV Doutor em Biologia Molecular 2011 UFV Junho de 2013

  2. Introdução O ser vivo alimenta-se para satisfazer duas necessidades básicas: Obter substâncias que lhe são essenciais Obter energia para a manutenção dos processos vitais. Carboidratos, lipídios e proteínas Fornecer energia para o organismo.

  3. CONCEITOS • Alimentação e Nutrientes • Macronutrientes • Carboidratos • Gorduras • Proteínas • São os principais componentes da dieta, são os responsáveis pelo fornecimento de calorias e manutenção do estado de nutrição dos indivíduos. • Para saúde: • – Manter o balanço energético e funções corporais vitais • – Relação com doenças crônicas • • Doença coronariana cardíaca • • Hiperinsulinemia • • Obesidade

  4. CONCEITOS • Micronutrientes • Minerais • – Substâncias encontradas no corpo ou em alimentos em estado iônico (cátions ou ânions) ou como componentes de compostos orgânicos • – Papel regulador (atividade de enzimas, equilíbrio ácido-base, pressão osmótica, entre outras) • – Alguns (Zn e Fe) envolvidos no processo de crescimento • – Representam 4 a 5% do peso corporal adulto • Eletrólitos (importantes na manutenção do equilíbrio hidro-eletrolítico) • Sódio • Cloro • Potássio

  5. CONCEITOS • Micronutrientes • Minerais • Macrominerais • (presentes em maiores concentrações no organismo). • Cálcio • Fósforo • Magnésio • Enxofre

  6. CONCEITOS • Micronutrientes • Minerais • Microminerais - (Presentes em menores quantidades, mas com funções específicas essenciais) • Ferro • Zinco • Cobre • Iodo • Cromo • Selênio • Manganês • Molibdênio • Níquel.

  7. CONCEITOS • Micronutrientes • Minerais • Elementos Ultra Traços • (Presentes em diminutas quantidades e com funções metabólica ainda não elucidadas) • Flúor, Cobalto, Silício, Vanádio, Estanho, Chumbo, Mercúrio, Boro, Lítio, Estrôncio, Cádmio, Arsênio.

  8. CONCEITOS • Micronutrientes - Vitaminas • – Composto orgânico • – Essencial em quantidades pequenas • – Suporte às funções fisiológicas (manutenção, crescimento, desenvolvimento, reprodução) • – Ausência causa síndrome deficiência específica • Lipossolúveis • (Vitaminas insolúveis em água e solúveis em lipídios e solventes orgânicos) • A (retinol) • D (calciferol) • E (tocoferol) • K (fitomenadiona, filoquinona, menadionae menaquinona)

  9. CONCEITOS • Micronutrientes • Vitaminas • Hidrossolúveis • (São as do complexo B e a C) • Tiamina (B1), Riboflavina (B2), • Niacina (B3), Ác. Pantotênico (B5), • Piridoxina (B6), Biotina (B7), • Ac. Fólico (B9), Cobalamina (B12), • Ac. Ascórbico (C).

  10. CONCEITOS Desnutrição Má Nutrição Supernutrição

  11. DRIs – Ingestão Dietética de Referência“DietaryReferenceIntakes” Conjunto de valores de referência para ingestão de nutrientes a serem utilizados no PLANEJAMENTO e na AVALIAÇÃO DE DIETAS de indivíduos e de populações SAUDÁVEIS (Franceschini, Piori e Euclydes, 2005; Marchioni, Slater, Fisberg, 2004)

  12. 1 - HISTÓRICO  1941 EUA Food and Nutrition Board RDAs (Recommended Dietary Allowance) • OBJETIVO: “... Servir de meta para uma boa nutrição, e, como um padrão de medida, por meio do qual se poderia medir o progresso até o alcance da meta”

  13. Ainda hoje se considera que a principal importância dos padrões de referência para a ingestão de nutrientes seja AVALIAR e PLANEJAR dietas. probabilidade da dieta estar ou não adequada utiliza o padrão de referência de ingestão de nutrientes para traduzí-los em alimentos que forneçam os nutrientes em quantidade adequada • Reavaliados periodicamente até 2010

  14. Recommeended Nutrient Intakes (RNIs)  1938 Canadá • Revalidados periodicamente até 2010 EUA + Canadá  DRIs

  15. 2 – RECOMENDAÇÕES ATUAIS - DRIs • Diferem das RDAs e RNIs anteriores: - inclusão de valores de nutrientes visando à redução do risco de doenças crônicas não-transmissíveis (dados de segurança e eficácia) - estabelecimento de níveis superiores de ingestão de nutrientes (dados de risco) avaliação do risco: risco medido  meio sistemático de avaliação da probabilidade de ocorrência de efeitos adversos à saúde em humanos pelo excesso de exposição a um agente do meio ambiente (neste caso, um nutriente ou componente do alimento) - mais estudos  compostos bioativos (carotenóides, flavonóides, etc)

  16. • DRIs: 4 valores de referência de ingestão de nutrientes  MAIOR abrangência que as RDAs - planejamento de dietas • DRIs - definição de rotulagem - planejamento de programas de orientação nutricional • DRI de cada nutriente  refere-se à ingestão deste por indivíduos aparentemente saudáveis, ao longo do tempo

  17. considera: a informação disponível sobre o balanço do nutriente no organismo;  o metabolismo nas diferentes faixas etárias;  a redução de risco de doenças, levando-se em consideração variações individuais nas necessidades de cada nutriente; a biodisponibilidade; e  os erros associados aos métodos de avaliação do consumo dietético

  18. • Aplicabilidade para a população brasileira: profissional ou pesquisador avaliação crítica na interpretação dos dados aspectos a serem considerados: - a ingestão dietética com seu erro associado; - as interações possíveis nas dietas considerando os hábitos alimentares das diferentes regiões; - o grau de morbidade da população; - as diferenças étnicas; e - os perfis antropométricos

  19. SEMPRE que possível ASSOCIAÇÃO dos dados disponíveis de ingestão alimentar + perfil nutricional bioquímico e clínico do indivíduo NÃO utilize simplesmente os valores de recomendação, mas avalie se o valor apresentado pode ser aplicado para seu grupo de interesse ou individualmente

  20. 3 – DEFINIÇÕES DAS DRIs 3.1 – Necessidade média estimada (EstimatedAverageRequeriment- EAR) 3.2 – Ingestão dietética recomendada (RecommendedDietaryAllowance-RDA) 3.3 – Ingestão adequada (AdequateIntake- AI) 3.4 – Limite superior tolerável de ingestão (TolerableUpperIntakeLevel - UL) 3.5 - Necessidade Estimada de Energia (Estimated Energy Requirement- EER 5.6 - Espectro aceitável da distribuição de macronutrientes (AcceptableMacronutrientDistribution Ranges - AMDR)

  21. 3.1 – Necessidade média estimada (EstimatedAverageRequeriment- EAR) É um valor de ingestão diária de um nutriente que se estima que supra a necessidade de metade (50%) dos indivíduos saudáveis de um determinado grupo de mesmo gênero e estágio de vida. Conseqüentemente, metade da população teria, a esse nível, uma ingestão abaixo de suas necessidades. A EAR é usada na determinação da RDA e corresponde à mediana da distribuição de necessidades de um dado nutriente para um dado grupo de mesmo gênero e estágio de vida . Coincide com a média quando a distribuição é simétrica.

  22. EAR – Necessidade Média Estimada 50% 50% DP DP Média EAR

  23. 3.2 –Ingestão dietética recomendada (RecommendedDietaryAllowance-RDA) É o nível de ingestão dietética diária que é suficiente para atender as necessidades de um nutriente de praticamente todos (97 a 98%) os indivíduos saudáveis de um determinado grupo de mesmo gênero e estágio de vida. Observação: • A RDA de um nutriente é um valor a ser usado como meta de ingestão dietética para indivíduos saudáveis. Não deve ser utilizada para avaliar as dietas de indivíduos ou grupos ou para planejar dieta de grupos.

  24. Se o desvio padrão da EAR está disponível e os requerimentos para o nutriente em questão apresentam distribuição normal, então: RDA = EAR + 2 desvios-padrão A RDA para os nutrientes é um valor para ser usado como meta para ingestão de indivíduos saudáveis. Não deve ser usada para: avaliar a dieta de indivíduos ou grupos ou para o planejamento de dietas para grupos RDA- Recommendeddietaryallowance

  25. 97,72% 2,28% DP DP Média EAR RDA

  26. RDA – Ingestão Dietética Recomendada

  27. 3.3– Ingestão adequada (AdequateIntake- AI) É utilizada quando não há dados suficientes para a determinação da RDA. Pode-se dizer que é um valor prévio à RDA. Baseia-se em níveis de ingestão ajustados experimentalmente ou em aproximações da ingestão observada de nutrientes de um grupo de indivíduos aparentemente saudável.

  28. 3.4 – Limite superior tolerável de ingestão (TolerableUpperIntakeLevel– UL) É o valor mais alto de ingestão diária continuada de um nutriente que aparentemente não oferece nenhum efeito adverso à saúde em quase todos os indivíduos de um estágio de vida ou gênero. À medida que a ingestão aumenta para além do UL o risco potencial de efeitos adversos também aumenta. Não é um nível de ingestão recomendado UL se aplica a uso diário crônico Uso de suplementos e alimentos fortificados (Franceschini, Piori e Euclydes, 2005; Marchioni, Slater, Fisberg, 2004)

  29. DRIs – DietaryReferenceIntakes Incluem 2 “novos” conceitos de referência: EER AMDR (Franceschini, Piori e Euclydes, 2005; Marchioni, Slater, Fisberg, 2004)

  30. 3.5 - Necessidade Estimada de Energia(Estimated Energy Requirement - EER Média de ingestão energética dietética a qual mantém o BALANÇO ENERGÉTICO em adultos saudáveis com idade, sexo, peso, altura e nível de atividade física de acordo com um bom estado de saúde (Costa e Oliveira, 2008; Franceschini, Piori e Euclydes, 2005; Marchioni, Slater, Fisberg, 2004)

  31. Necessidades de energia ou GET = Gasto Energético Basal + Termogênese induzida pela dieta + Atividade Física Gasto Energético Basal = GEB, Quantidade de energia utilizada em 24h por pessoa em repouso, ao acordar, 12h após última refeição temperatura ambiente confortável. Gasto Energético Repouso = GER, pessoa em repouso 30 min 3 a 4 h após refeição. Termogênese induzida pela dieta: gasto energia com digestão, absorção e metabolismo de nutrientes. Pico 1-4h após refeição. Menor CH (10%) e lipídeo (5%), maior proteína (até 25%) Atividade Física: Depende da duração e intensidade da atividade. Em geral um indivíduo sedentário requer 30% a mais que o GEB para a atividade física enquanto atletas requerem cerca de 100% ou mais.

  32. EER – Necessidade Estimada de Energia Equações foram desenvolvidas para indivíduos de peso normal (IMC de 18,5 a 25 kg/m2), de 0 a 100 anos de idade, baseando-se em dados de gasto energético medidos pela técnica da água duplamente marcada (Costa e Oliveira, 2008; Franceschini, Piori e Euclydes, 2005; Marchioni, Slater, Fisberg, 2004)

  33. EER – Necessidade Estimada de Energia Para crianças e mulheres grávidas ou lactantes, o EER inclui as necessidades de deposição de tecido ou de secreção de leite a uma taxa consistente com um bom estado de saúde Não há RDA e UL para as EERs (Costa e Oliveira, 2008; Franceschini, Piori e Euclydes, 2005; Marchioni, Slater, Fisberg, 2004)

  34. EER para lactentes e crianças de 0 a 2 anos de idade Não considera o sexo e a altura da criança, uma vez que esses fatores interferem no peso e, dessa forma, somente o peso se correlaciona diretamente com o gasto energético total Atividade física também não foi considerada Considera-se uma quota de deposição = fase de crescimento (Costa e Oliveira, 2008)

  35. EER paraadultosacima de 19 anos Homens EER = 662 – 9,53 x idade [anos] + atividade física x (15,91 x peso [kg] + 539,6 x altura [m]) Onde, a atividade física (AF) será: AF = 1,00 se o FAF for estimado como sendo de ≥1,0 <1,4 (sedentário) AF = 1,11 se o FAF for estimado como sendo de ≥1,4 <1,6 (pouco ativo) AF = 1,25 se o FAF for estimado como sendo de ≥1,6 <1,9 (ativo) AF = 1,48 se o FAF for estimado como sendo de ≥1,9 <2,5 (muito ativo)

  36. EER paraadultosacima de 19 anos Mulheres EER = 354 – 6,91 x idade [anos] + atividade física x (9,36 x peso [kg] + 726 x altura [m]) Onde, a atividade física (AF) será: AF = 1,00 se o FAF for estimado como sendo de ≥1,0 <1,4 (sedentário) AF = 1,12 se o FAF for estimado como sendo de ≥1,4 <1,6 (pouco ativo) AF = 1,27 se o FAF for estimado como sendo de ≥1,6 <1,9 (ativo) AF = 1,45 se o FAF for estimado como sendo de ≥1,9 <2,5 (muito ativo)

  37. Atividade Física

  38. 3.6 – Espectro aceitável da distribuição de macronutrientes (AcceptableMacronutrientDistribution Ranges - AMDR) – Conceito: • Espectro percentual, em relação ao total energético da dieta, no qual o consumo de carboidratos, gorduras e proteínas não está associado a ocorrência de doenças crônicas. – Representam: • Ingestão associada a risco reduzido de doenças crônicas; • Ingestão na qual os nutrientes essenciais presentes na dieta podem ser consumidos em quantidade suficiente; • Ingestão baseada na relação adequada entre energia e atividade física para manter o balanço energético.

  39. AMDR – Carboidratos AMDR = 45- 65% do VET - ingestão acentuada de carboidratos ou lipídios aumenta o risco de doenças cardiovasculares, obesidade e diabetes RDA- 130g/dia para adultos, baseado na quantidade MÍNIMA média de glicose utilizada pelo cérebro Ingestões medianas são de 200- 330g/dia para homens e de 180- 230g/dia para mulheres A - Carboidrato Total (IOM, 2002)

  40. AMDR – Carboidratos Não está definido a UL para açúcares totais ou de adição, mas é sugerido um nível de ingestão máximo de 25% ou menos de energia proveniente de açúcares de adição Ingestão média observada da população é de 15,7% A - Açucares (IOM, 2002)

  41. Fibras Não está definido AMDR Não está definido UL AI para fibra total: 38g/dia homens e 25g/dia mulheres com idades de 19- 50 anos AIs são menores para indivíduos mais jovens e mais velhos (IOM, 2002)

  42. Fibras - AI (IOM, 2002)

  43. AMDR – Proteína AMDR proteína: 10-35% da ingestão energética de adultos, objetiva complementar as AMDR de gordura e carboidratos; RDA para homens e mulheres acima de 18 anos de idade é de 0,8g/kg/dia de proteína de boa qualidade. (IOM, 2002)

  44. AMDR – Lipídios Totais AMDR- 20- 35% do VET; Baseado em evidencias de alta ou baixa ingestão de lipídios podem acarretar doenças cardiovasculares; Não foram estabelecidas AI, RDA, ou UL. (IOM, 2002)