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A Mobilização Empresarial pela Inovação: Principais Resultados e Agenda de Trabalho. Rodrigo Teixeira 07/04/2011. CNI e vários líderes empresariais fizeram um balanço crítico da agenda empresarial em inovação. MEI.

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A Mobilização Empresarial pela Inovação:

Principais Resultados e Agenda de Trabalho

Rodrigo Teixeira

07/04/2011

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CNI e vários líderes empresariais fizeram um balanço crítico da agenda empresarial em inovação

MEI

Avaliação: apesar de muitos avanços, o tema inovação estava restrito à academia e à gerência intermediária das empresas

Era necessário mobilizar a alta direção das empresas para a agenda da inovação

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O que é a MEI?

Movimento de empresários e altos executivos das empresas com o desafio de construir uma agenda afirmativa para inovação no Brasil

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Premissas

3. A agenda de inovação requer apoio das empresas e dos altos executivos para avançar mais rapidamente

2. A inovação é essencialmente uma agenda empresarial. É uma contingência da competição nos mercados

1. A agenda de inovação evoluiu, mas há muito o que fazer quanto ao foco e a efetividade da política de inovação

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1. Fazer da inovação tema prioritário para a alta direção das empresas;

2. Estimular o protagonismo dos líderes empresariais na agenda de inovação;

3. Contribuir para a estruturação da Iniciativa Nacional pela Inovação;

4. Reproduzir na agenda de inovação o êxito de mobilização privada no tema da qualidade (PBQP);

5. Aprimorar as políticas públicas de apoio à inovação, focando-as nas necessidades do setor privado

DESAFIOS

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Líderes empresariais

Representantes de associações setoriais

Representantes das federações de indústria

Representantes de instituições públicas e privadas

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No início de 2009 a CNI convidou um conjunto de líderes empresariais a organizar o Comitê Empresarial da MEI

O Comitê Empresarial da MEI lança o Manifesto “Inovação, a construção do futuro”, que traz uma meta: dobrar o número de empresas inovadoras até 2013

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“Nós, industriais brasileiros, firmamos um compromisso com a mudança. O objetivo é vencer o desafio do qual dependerá uma inserção mais dinâmica do país numa nova economia global. O desafio é o da inovação – a capacidade de converter ideias em valor e que dita o sucesso das empresas (...)

Precisamos fazer uma revisão radical de como tratamos a inovação – sabendo que o papel principal nessa marcha cabe às empresas. A agenda da inovação traz ganhos para toda a sociedade, mas é acima de tudo uma agenda empresarial (...)

Manifesto pela Inovação

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Fazer da inovação uma prioridade estratégica das empresas;

  • Estimular e fomentar o movimento de inovação no Brasil, mediante o apoio público;
  • Aperfeiçoar a política de fomento à inovação, com participação do setor privado;
  • Aprimorar o modelo educacional, criando uma cultura inovadora e empreendedora;
  • Considerar os imperativos socioambientais e comprometer-se com a sustentabilidade;
  • Modernizar a gestão pública, para estimular um contexto mais propício à inovação no país.

Manifesto: a agenda de trabalho

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2010

INSTITUCIONALIZAÇÃO

DA REDE DE NÚCLEOS DE

INOVAÇÃO

Reuniões em seis estados da federação, para constituir núcleos regionais da MEI

Núcleos de inovação junto às Federações de Indústria e Associações Setoriais

Consolidação de uma parceria entre SEBRAE, MCT, FINEP e BNDES para o apoio à inovação nos estados

Mais que tudo, apresentamos e discutimos em várias oportunidades, com a presidência do BNDES e os Ministérios da C&T e do Desenvolvimento, uma agenda substantiva de temas da política de inovação, que gerou resultados

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2010

INSTITUCIONALIZAÇÃO

DA REDE DE NÚCLEOS DE

INOVAÇÃO

Núcleos Estaduais de Inovação

  • 12instalados
  • 14em fase de instalação
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O sucesso da MEI depende de fazer avançar uma agenda substantiva de temas da política de inovação

A MEI tem uma sistemática de trabalho objetiva: reuniões regulares, com poucas lideranças empresarias e de governo em torno de temas concretos.

MEI: exemplo de interação público-privado

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Lei 12.349

Altera a Lei 8.666, dando preferência de 25% a produtos nacionais inovadores

Medida Provisória nº 497

Promove desoneração tributária de subvenções governamentais de atividades de pesquisa e inovação tecnológica empresarial

Portaria Interministerial nº 930

Lança o Comitê Pró-Inovação (Sala de Inovação), instituição de interlocução do governo com a iniciativa privada

2010: Resultados alcançados

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Chamada Pública MCT/FINEP – PRÓ-INOVA

R$ 50 milhões para composição de 20 NAGIs, com objetivo de atender entre 800 e 1.600 empresas

Convênio CNI/SEBRAE

R$ 48,7 milhões para implantação de planos de inovação nas micro e pequenas empresas através dos Núcleos de Inovação

Programa Nacional de Inovação do Sistema Indústria

Sistematiza as ações de apoio à inovação promovidas pelas entidades do Sistema Indústria

2010: Resultados alcançados

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2011 - Uma Agenda para MEI

Atração de Centros de P&D

Internacionalização de empresas - presença brasileira no exterior

Propriedade Intelectual - cultura e melhoria da infraestrutura pública

Recursos humanos – ênfase em engenharia, “ciências-duras” e ensino técnico

Marco Legal de Inovação – aprimorar os incentivos à inovação

Apoiar projetos estruturantes e P&D em grande escala

Projetos de P&D Pré-Competitivo – definir instrumentos de apoio

PMEs – reduzir os diferenciais de produtividade entre grandes e PME

Inovar para o mundo – articular inovação e comércio exterior

Programas Setoriais de Inovação – políticas por setores e cadeias (PDP)

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Atração de Centros de P&D

1.

  • Ter uma conduta ativa na atração de atividades de P&D de empresas transnacionais, prospectando oportunidades;
  • Implantar a Sala de Inovação como fórum de políticas específicas de atração de centros de P&D para o país;
  • Fortalecer o ambiente institucional, político, educacional, bem como melhorar as condições macroeconômicas, para tornar o Brasil um país atrativo para multinacionais investirem em P&D.
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Internacionalização das Empresas

2.

  • Fomentar a internacionalização das empresas brasileiras, como mecanismo de melhoria de nossa inserção internacional;
  • Apoiar a compra de ativos no exterior, como forma de abreviar a trajetória de criação de capacitação tecnológica das empresas;
  • Dar incentivos a investimentos em P&D no exterior que sejam complementares aos realizados pelas empresas brasileiras no país.
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Propriedade Intelectual

3.

  • Aparelhar o INPI para poder reduzir o prazo de concessão de patentes e outros registros de propriedade intelectual;
  • Modernizar o INPI de forma a operar com padrões de eficiência dos escritórios mais avançados de propriedade intelectual do mundo;
  • Fortalecer a cultura de propriedade intelectual, com ações voltadas especialmente para PME.
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Recursos Humanos

4.

  • Dar grande ênfase ao ensino superior em engenharia e “ciências-duras”, com programas emergenciais e de grande escala para a graduação;
  • Ampliar significativamente o ensino técnico e tecnológico no país;
  • Inserirconteúdo e práticas de empreendedorismo e inovação, do ensino fundamental à pós-graduação;
  • Facilitar a mobilidade de recursos humanos qualificados, com a atração de pessoal qualificado e o envio de jovens ao exterior.
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Marco Legal para Inovação

5.

  • Reduzir a insegurança nos incentivos da Lei do Bem: (Instrução normativa da SRF que esclareça procedimentos) e ampliar o escopo das empresas potencialmente elegíveis (lucro real para presumido);
  • Aprimorar a subvenção: adequar contrapartidas, admitir despesas de capital; operar o FUNTEC no apoio às empresas; rever as prioridades;
  • Otimizar e ampliarprogramasestruturantes e contínuos;
  • Linhas de fomentoparaprojetospré-industriais e plantaspiloto;
  • Marcos regulatórios setoriais que incentivem a inovação e rever regulamentações que colocam obstáculos à inovação
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Projetos Estruturantes e P&D em grande escala

6.

      • Consolidar a interpretação de que o apoio a grandes projetos é essencial para o desenvolvimento tecnológico da indústria;
  • Tornar o fomento a grande projetos elegível para os Fundos de P&D e evitar engenharias financeiras complexas no fomento a estes projetos;
      • Aportar recursos adequados para projetos estratégicos de grande porte e em áreas estratégicas da PDP.
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P&D Pré-Competitivo

7.

  • Consolidar o entendimento de que o P&D pré-competitivo é essencial para o desenvolvimento tecnológico da indústria;
  • Incluir o P&D pré-competitivo como elegível para os fundos públicos e aplicar esse modelo para áreas estratégicas da PDP II, com ênfase na indústria de processo;
  • Estudar modelos institucionais de cooperação entre setor público e privado para P&D pré-competitivo (consórcios, OS, etc.);
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Inovação para PMEs

8.

  • Dar prioridade à redução dos diferenciais de produtividade que existem entre PMEs e grandes empresas no Brasil;
  • Fomentar a melhoria da gestão da inovação, a difusão de tecnologia e os serviços técnicos e tecnológicos voltados às PMEs;
  • Apoiar arranjos produtivos locais e cadeias de fornecedores, como forma de atuar em larga escala na melhoria da inovação nas PMEs.
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Programas Setoriais de Inovação

9.

  • Incorporar uma forte agenda setorial na política de inovação, com metas e objetivos estratégicos para cada segmento da indústria;
  • Definir ações setoriais específicas para cada segmento e atuar sobre os aspectos sistêmicos de competitividade da economia brasileira;
  • Aumentar a competitividade da indústria e conquistar posições no mundo com base na inovação e no desenvolvimento tecnológico.
  • Duas frentes:
    • ações de inovação incremental, difusão de tecnologia ou resolução de gargalos, que buscam competitividade no curto prazo;
    • ações estratégias de longo prazo para uma melhor inserção internacional, organizadas a partir de grandes projetos e encomendas feitas à empresas lideres e sua cadeia de fornecedores.
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Articular políticas de CT&I e comércio exterior

10.

  • Atuar decisivamente na superação da valorização cambial, com um regime macroeconômico compatível com as ambições de desenvolvimento do país;
  • Criar externalidades benignas para o setor exportador voltadas para a melhoria da qualidade e o enfrentamento de barreiras técnicas;
  • Fazer opções setoriais e/ou privilegiar segmentos e empresas intensivas em tecnologia, combinando instrumentos horizontais de política com ações setoriais estratégicas que identifiquem oportunidades relevantes para o Brasil no mercado mundial;
  • Superar a completa desarticulação que existe entre a política tecnológica e a política de comércio exterior, inclusive com uma revisão das responsabilidades das agências governamentais e com uma atualização do desenho institucional que dá suporte a estas políticas.
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Conclusão

  • Parece claro que é hora de darmos um passo importante no aprimoramento da pauta de inovação da PDP II, debatendo o porque da baixa eficácia das políticas;
  • Esta nova agenda precisa ser uma agenda focada no aumento da competitividade das empresas e em metas de conteúdos crescente de valor agregado e deve ter uma forte ênfase no comércio internacional;
  • Essa agenda pressupõe um forte protagonismo privado, com compromissos efetivos e metas a serem acordadas, tanto em termos macro como setoriais;
  • Essa agenda exige urgência, pois o mundo se transforma em grande velocidade e o papel que pode ser desempenhado pelo Brasil depende fundamentalmente de nosso empenho em superar os desafios e nos inserirmos “de vez” na economia global.
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I N O V A Ç Ã O

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