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PATOLOGIA DA PAREDE ABDOMINAL

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PATOLOGIA DA PAREDE ABDOMINAL. Salomé Cardoso Sandra Pereira Sara Beça Vânia Ribeiro. Anatomia da parede abdominal. Pele Tecido celular subcutâneo Músculos e aponevroses Fáscia transversalis Tecido adiposo extraperitoneal Peritoneu Vasos Nervos. Congénita

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Presentation Transcript
patologia da parede abdominal

PATOLOGIA DA PAREDE ABDOMINAL

Salomé Cardoso

Sandra Pereira

Sara Beça

Vânia Ribeiro

anatomia da parede abdominal
Anatomia da parede abdominal
  • Pele
  • Tecido celular subcutâneo
  • Músculos e aponevroses
  • Fáscia transversalis
  • Tecido adiposo extraperitoneal
  • Peritoneu
  • Vasos
  • Nervos
slide3
Congénita

Defeitos da parede abdominal

Onfalocelo, gastrosquise, hérnia umbilical congénita e hérnia inguinal indirecta

Anomalias do canal onfalomesentérico

Anomalias do úraco

Adquirida

Inflamatória

Dermatoses, infecções subcutâneas e dos músculos

Neoplásica

Tumor desmóide e sarcoma

Traumática

Hematoma da bainha dos rectos

Iatrogénica

Hérnia incisional

Degenerativa

Diástase dos rectos e hérnias

Patologia da parede abdominal

onfalocelo
Onfalocelo

Definição:

  • Malformação caracterizada pela protrusão de vísceras abdominais através de um anel umbilical aumentado, cujo conteúdo é coberto por peritoneu e âmnios.
  • Etiologia:
  • Falha no regresso das vísceras à cavidade abdominal após a sua herniação fisiológica.
  • Incidência:
  • 1/7000 nados-vivos

Patologia congénita

onfalocelo1
Anomalias associadas (60-70% dos casos):

Anomalias cromossómicas

Cardiopatia congénita

Síndrome de Beckwith –Wiedmann

Prognóstico:

Alta taxa de mortalidade sobretudo nos casos de onfalocelo sindrómico.

Onfalocelo

Patologia congénita

gastrosquise
Gastrosquise

Definição:

  • Herniação das vísceras abdominais através de uma região enfraquecida da parede lateralmente ao umbigo (geralmente à direita); as vísceras não estão cobertas por peritoneu ou âmnios.

Incidência:

  • 1/3500 nados-vivos

Prognóstico:

  • Elevada taxa de sobrevida (raramente associada a outras anomalias).

Patologia congénita

anomalias do canal onfalomesent rico
Anomalias do canal onfalomesentérico

Persistência do ducto vitelino pode apresentar-se como:

  • Divertículo de Meckel
  • Cisto onfalomesentérico
  • Fístula do ducto vitelino

Patologia congénita

anomalias do raco
Anomalias do úraco

Persistência do lúmen da alantóide pode manifestar-se como:

  • Fístula do úraco
  • Cisto do úraco
  • Seio do úraco

Patologia congénita

slide9

Patologia da parede abdominal

Congénita

Defeitos da parede abdominal

Onfalocelo, gastrosquise, hérnia umbilical congénita e hérnia inguinal indirecta

Anomalias do canal onfalomesentérico

Anomalias do úraco

Adquirida

Inflamatória

Dermatoses, infecções subcutâneas e dos músculos

Neoplásica

Tumor desmóide e sarcoma

Traumática

Hematoma da bainha dos rectos

Iatrogénica

Hérnia incisional

Degenerativa

Diástase dos rectos e hérnias

patologia neopl sica tumor desm ide

Incidência: 3/1 000 000;

Risco aumentado nos doentes com PAF.

Patologia neoplásica –Tumor desmóide

Tumor desmóide da parede abdominal:

- Mais frequente em mulheres jovens durante a gestação ou dentro de um ano após o parto.

- Associação com o uso de contraceptivos orais, história de trauma ou cirurgia abdominal.

Patologia adquirida

tumor desm ide
Tumor desmóide

Apresentação:

  • massa indolor;
  • sintomas locais de compressão de órgãos adjacentes ou estruturas neurovasculares.

Comportamento do tumor:

  • histologicamente benigno;
  • muito infiltrativo;
  • alta taxa de recorrência (40%);
  • metástases extremamente raras.

Tratamento:

  • ressecção cirúrgica.

Patologia adquirida

patologia neopl sica sarcoma
Patologia neoplásica - Sarcoma
  • Inclui lipossarcoma, fibrossarcoma, rabdomiossarcoma, leiomiossarcoma e histiocitoma fibroso maligno.
  • Apresentação: massa indolor;
  • Diagnóstico diferencial: hérnias ventrais, tumores benignos dos tecidos moles e processos inflamatórios;
  • Diagnóstico: biópsia;
  • Tratamento: ressecção cirúrgica

Patologia Adquirida

hematoma da bainha dos rectos
Hematoma da bainha dos rectos

Causas:

  • lesões penetrantes e traumatismos fechados da parede abdominal;
  • contracções violentas dos rectos do abdómen;
  • terapia anticoagulante;

Apresentação:

  • dor abdominal agravada pela contracção muscular da parede abdominal;
  • massa palpável que se mantém durante a contracção dos músculos rectos (sinal de Fothergill);
  • eventualmente, presença de equimose.

Patologia adquirida

hematoma da bainha dos rectos1
Hematoma da bainha dos rectos

Diagnóstico:

  • história clínica
  • exame físico
  • confirmação com ecografia ou TAC
  • Tratamento:
  • tx médico (analgesia e evitar o esforço muscular da parede abdominal)
  • tx cirúrgico (drenagem do hematoma e hemostase)

Patologia adquirida

di stase dos rectos
Diástase dos rectos
  • Manifesta-se por protusão da parede abdominal anterior na linha média, estando a aponevrose intacta e não existindo defeito herniário (dx diferencial com hérnia ventral);
  • Geralmente adquirida (relação com idade avançada, aumento da pressão intra-abdominal, esforços vigorosos e cirurgias prévias), mas pode ser congénita;
  • Correcção cirúrgica por razões estéticas ou incapacidade da função muscular da parede abdominal.
  • Separação dos rectos do abdómen, geralmente por fragilidade da linha alba;

Patologia adquirida

h rnias abdominais
Hérnias Abdominais
  • Epidemiologia
  • Definição
  • Conceitos gerais
  • Etiologia
  • Semiologia
  • Tratamento
epidemiologia
Epidemiologia
  • 5% da população desenvolverá uma hérnia da parede abdominal.
  • Aumento da prevalência com a idade.
  • 75% de todas as hérnias abdominais ocorrem na região inguinal:
    • 50% - hérnias inguinais indirectas
    • 25% - hérnias inguinais directas
  • 10%-15% - hérnias incisionais
  • 10% - hérnias epigástricas e umbilicais
  • 5% - hérnias femorais
  • Outras (lombares, obturadora…)
h rnias abdominais1
Hérnias Abdominais
  • Epidemiologia
  • Definição
  • Conceitos gerais
  • Etiologia
  • Semiologia
  • Tratamento
defini o
Definição

Saída de conteúdo de uma cavidade, através de um orifício natural ou adquirido ou de uma área de fraqueza, para um saco herniário.

defini o1
Definição
  • Saco da hérnia abdominal:
  • peritoneu parietal que envolve o conteúdo herniado.
  • Colo do saco herniário:
  • porção mais estreita do saco herniário
  • defeito na camada aponevrótica mais interna do abdómen
slide22

Hérnias Abdominais

  • Epidemiologia
  • Definição
  • Conceitos gerais
  • Etiologia
  • Semiologia
  • Tratamento
conceitos gerais
Conceitos gerais
  • Hérnia externa:
  • protrusão através de todas as camadas da parede abdominal.
  • Hérnia interna:
  • protrusão do intestino através de um defeito dentro da cavidade peritoneal.
  • Hérnia interparietal:
  • o saco herniário está dentro da camada musculo-aponevrótica da parede abdominal.
conceitos gerais1
Conceitos gerais
  • Coercível
    • Hérnia redutível
  • Incoercível
    • Irredutível (encarcerada)
    • Estrangulada (complicação mais grave)
slide25

Hérnias Abdominais

  • Epidemiologia
  • Definição
  • Conceitos gerais
  • Etiologia
  • Semiologia
  • Tratamento
etiologia
Etiologia
  • Etiologia multifactorial:
  • Aumento crónico da pressão intra-abdominal.
  • Fragilidade da parede abdominal.
aumento cr nico da press o intra abdominal
Aumento crónico da pressão intra-abdominal
  • Obesidade
  • Esforço abdominal por exercícios ou levantamento de pesos vigorosos
  • Tosse
  • Obstipação
  • Prostatismo
  • Ascite
  • Gravidez
  • Diálise peritoneal ambulatória crónica
  • Órgãos pélvicos dilatados
  • Tumores pélvicos
etiologia1
Etiologia
  • Etiologia multifactorial:
  • Aumento crónico da pressão intra-abdominal.
  • Fragilidade da parede abdominal.
fragilidade da parede abdominal
Fragilidade da parede abdominal
  • Idade avançada
  • Doenças debilitantes crónicas
  • Traumatismos
  • Anomalias do desenvolvimento embrionário da parede e cavidade abdominal
  • Doenças do colagénio
  • Tabagismo/ deficiência de anti-tripsina α1
  • Atrofia muscular
pontos de fragilidade da parede abdominal
Pontos de fragilidade da parede abdominal
  • Triângulo lombar superior
  • Triângulo lombar inferior
  • Linha alba
  • Linha semilunar
  • Região umbilical
  • Canal inguinal
  • Triângulo de Hesselbach
  • Anel femoral
canal inguinal
Canal inguinal
  • Canal com 4 cm de comprimento.
  • Entre o anel inguinal interno (profundo) e o anel inguinal externo (superficial)
  • Contém o cordão espermático no homem, ligamento redondo na mulher e o nervo ilioinguinal em ambos os sexos.
canal inguinal1
Canal inguinal

Anel inguinal profundo (interno):

  • defeito na fáscia transversalis a meia distância entre a espinha ilíaca ântero superior e o tubérculo púbico, 2 cm acima do ligamento inguinal.
  • Anel inguinal superficial (externo):
  • defeito na aponevrose do oblíquo externo, imediatamente acima e lateral ao tubérculo púbico.
canal inguinal2
Canal inguinal
  • Parede anterior: aponevrose do músculo oblíquo externo e fibras musculares do oblíquo interno no 1/3 lateral
  • Parede posterior: fáscia transversalis e aponevrose do músculo transverso
  • Parede superior: oblíquo interno e transverso do abdómen
  • Parede inferior: ligamento inguinal e ligamento lacunar na porção mais medial
pontos de fragilidade da parede abdominal1
Pontos de fragilidade da parede abdominal
  • Triângulo lombar superior
  • Triângulo lombar inferior
  • Linha semilunar
  • Linha alba
  • Região umbilical
  • Canal inguinal
  • Triângulo de Hesselbach
  • Anel femoral
tri ngulo de hesselbach
Triângulo de Hesselbach
  • Limite superolateral: vasos epigástricos inferiores
  • Limite medial: bordo lateral do recto abdominal
  • Limite inferior: ligamento inguinal
  • Pavimento: fáscia transversalis
pontos de fragilidade da parede abdominal2
Pontos de fragilidade da parede abdominal
  • Triângulo lombar superior
  • Triângulo lombar inferior
  • Linha semilunar
  • Linha alba
  • Região umbilical
  • Canal inguinal
  • Triângulo de Hesselbach
  • Anel femoral
anel femoral
Anel femoral
  • Limite superior: ligamento inguinal
  • Limite inferior: músculo pectíneo
  • Limite lateral: veia femoral
  • Limite medial: ligamento lacunar
pontos de fragilidade da parede abdominal3
Pontos de fragilidade da parede abdominal
  • Triângulo lombar superior
  • Triângulo lombar inferior
  • Linha semilunar
  • Linha alba
  • Região umbilical
  • Canal inguinal
  • Triângulo de Hesselbach
  • Anel femoral
parede abdominal posterior
Parede abdominal posterior
  • Triângulo lombar superior (Grynfelt)

Superior: 12ª costela

Medial: músculo quadrado lombar

Inferolateral: oblíquo interno

Pavimento: aponevrose do transverso do abdómen

  • Triângulo lombar inferior (Petit)
  • Medial: grande dorsal
  • Lateral: oblíquo externo
  • Inferior: crista ilíaca
  • Pavimento: oblíquo interno
slide40

Hérnias Abdominais

  • Epidemiologia
  • Definição
  • Conceitos gerais
  • Etiologia
  • Semiologia
  • Tratamento
semiologia
Semiologia

IDENTIFICAÇÃO

  • Idade
  • Sexo
  • Profissão

HISTÓRIA DA DOENÇA

  • Tumefacção:

- evolução insidiosa ou desencadeada por um esforço muscular vigoroso;

- aumento do volume com o aumento da pressão intra-abdominal;

- redução espontânea com o decúbito ou por pressão manual.

  • Desconforto local: pior no final do dia, alívio com o decúbito.
  • Distensão abdominal, dor abdominal, alterações do trânsito intestinal, vómitos → oclusão intestinal
semiologia1
Semiologia

ANTECEDENTES PESSOAIS

  • Outras patologias e condições que aumentem cronicamente a pressão intra-abdominal
  • História individual de hérnias e sua reparação.
semiologia2
Semiologia

EXAME FÍSICO

Examinar o doente em posição ortostática e decúbito dorsal.

Inspecção

  • Localização e forma da tumefacção
  • Impulso da tumefacção com a tosse
  • Presença de sinais inflamatórios
  • Presença de cicatrizes

Auscultação/percussão

  • Avaliação do conteúdo do saco herniário
  • Avaliação de sinais de oclusão intestinal
semiologia3
Semiologia

Palpação

  • Tamanho, consistência, limites, mobilidade em relação aos planos profundos e à pele e sensibilidade dolorosa do saco herniário
  • Palpação do orifício herniário
  • Impulso com a tosse
  • Redutibilidade e coercibilidade
semiologia4
Semiologia

Exames complementares de diagnóstico

  • Rx abdominal simples
  • Ecografia
  • TAC

O diagnóstico geralmente é feito apenas pela história e exame físico.

slide46

Hérnias Abdominais

  • Epidemiologia
  • Definição
  • Conceitos gerais
  • Etiologia
  • Semiologia
  • Tratamento
tratamento
Tratamento

Tratamento conservador

  • Evitar situações que aumentem a pressão intra-abdominal (ex: esforço durante a defecação, pegar em objectos pesados)
  • Usar cintas elásticas

Indicações:

  • hérnias pequenas, assintomáticas e facilmente redutíveis
  • cirurgia contra-indicada
  • doente recusa cirurgia
tratamento1
Tratamento

Tratamento cirúrgico

Hérnia não complicada

Hérnia encarcerada

Cirurgia electiva, com prazo definido pelo médico e doente.

Urgência cirúrgica: pode tentar fazer-se a redução da hérnia nas primeiras 6 h de encarceramento e fazer a cirurgia posteriormente; quanto mais tempo estiver exteriorizada, maior é o risco de perfuração durante a tentativa de redução.

h rnias abdominais tratamento
Hérnias abdominais - Tratamento

Tratamento cirúrgico

- Cirurgia aberta

- Cirurgia laparoscópica

slide50

HÉRNIAS

Inguinais

Femorais

Epigástricas

Incisionais

Umbilicais

Raras

slide51

Hérnias Inguinais

  • Frequência muito superior no sexo masculino
  • 2 tipos: Indirectas e Directas
slide52

Hérnia Inguinais Indirectas

Etiologia

  • Retenção ou obliteração imperfeita do processo vaginal.
  • Aumento da pressão intra-abdominal.
slide53
O saco herniário entra no anel inguinal profundo, lateralmente à artéria epigástrica inferior profunda e pode estender-se ao longo do canal inguinal e até sair pelo anel inguinal superficial.

Uma hérnia que passe inteiramente para dentro do escroto é designada hérnia completa.

slide54

Hérnia por deslizamento: Ocorre quando a parede de uma víscera (cego, cólon sigmóide, ovário, bexiga) forma parte do saco herniário.

O reconhecimento desta variação tem grande importância na cirurgia, caso contrário, pode ocasionar a entrada no lúmen intestinal ou na bexiga.

Epidemiologia

  • Mais frequentes no sexo masculino.
  • Verificam-se, mais comumente, no lado direito.
  • Picos de incidência: - nascimento e primeiros meses/anos de vida

- após os 40 anos

  • Complicações
  • Encarceramento
  • Estrangulamento
  • Obstrução intestinal
slide55
Tratamento
  • As hérnias inguinais indirectas devem ser sempre reparadas cirurgicamente, a não ser que existam contra-indicações.
  • Nas crianças mais pequenas faz-se ligadura do colo do saco herniário, sem necessidade de reconstrução / reforço fascial.
  • Nas crianças mais velhas e adultos é necessário reconstrução fascial.

A recidiva da hérnia atinge 1 – 2 % das crianças e cerca de 5 % dos adultos

slide56

Hérnias Inguinais

  • Frequência muito superior no sexo masculino
slide57

Hérnias Inguinais Directas

Etiologia

  • Fraqueza desenvolvida pela fáscia transversalis, na área do triângulo de Hesselbach, em consequência da idade e da existência de pressões abdominais aumentadas e, possivelmente, defeitos da síntese ou metabolismo do colagénio.

O saco herniário projecta-se directamente na parede abdominal, medialmente à artéria epigástrica inferior profunda. Muito raramente, cresce a ponto de forçar a sua parede pelo anel inguinal superficial e descer para o escroto.

slide58
Epidemiologia
  • Frequência: 1/4 das hérnias inguinais indirectas.
  • Surgem após os 40 anos de idade.
  • Factores de risco:

Complicações

  • O risco de encarceramento é mínimo

- Idade;

- Pressão intra-abdominal aumentada;

(tosse crónica, retenção urinária, obesidade, obstipação)

slide59
Tratamento
  • Em virtude da baixa taxa de complicações, a hérnia inguinal directa pode ser tratada conservadoramente, num doente com alto risco cirúrgico.
  • O tratamento mais eficaz é cirúrgico.

A taxa de recorrência é 2 vezes superior à verificada nas hérnias inguinais indirectas

slide60

DX ?

Hérnias Inguinais

  • Frequência muito superior no sexo masculino
  • 2 tipos: Indirectas e Directas
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Características Gerais

Sintomas

  • Tumefacção na virilha
  • Dor em moedeira, persistente, que agrava com os esforços e alivia com o repouso
  • Irradiação da dor para o escroto (hérnias inguinais indirectas)

Sinais

  • Massa na virilha que pode ou não ser passível de redução

O doente deve ser examinado tanto de pé como deitado e também ao tossir, pois pode ser difícil demonstrar-se hérnias pequenas !!!

slide62

Características Específicas

  • Uma hérnia que desce para dentro do escroto é, mais provavelmente, indirecta.
  • Quando o dedo do examinador é introduzido no anel inguinal superficial, progredindo posteriormente, uma hérnia directa faz protrusão na parede medial do dedo,enquanto uma hérnia indirecta é sentida na ponta do dedo.
  • Com a manobra dos 3 dedos, o impulso máximo é sentido no dedo médio quando se trata de hérnia indirecta e no dedo indicador se é uma hérnia directa.
  • À inspecção, com o paciente em ortostatismo, a hérnia directa aparece mais comumente como uma tumefacção mal delimitada, medialmente ao canal inguinal, a qual desaparece quando o doente se deita. A hérnia indirecta surge como uma tumefacção bem delimitada, que pode ser difícil reduzir.
slide63

DD ?

Hérnias Inguinais

  • Frequência muito superior no sexo masculino
  • 2 tipos: Indirectas e Directas
slide64

Hérnias Inguinais

  • Hérnia femoral
  • Hematoma
  • Adenite inguinal
  • Testículo ectópico
  • Lipoma
  • Hidrocelo
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HÉRNIAS

Inguinais

Femorais

Epigástricas

Incisionais

Umbilicais

Raras

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Hérnias Femorais

Etiologia

  • Têm origem num anel femoral alargado.

Epidemiologia

  • Mais comuns no sexo feminino, mas em ambos os sexos é mais rara que a hérnia inguinal.

Diagnóstico, Sintomas e Sinais

  • Geralmente assintomáticas, até a ocorrência de encarceramento ou estrangulamento.
  • Pequena saliência na parte superomedial da coxa, logo abaixo do ligamento inguinal. Com o crescimento do saco herniário pode evidenciar-se, igualmente, ao nível do ligamento inguinal ou acima dele.
  • Com a manobra dos 3 dedos, o impulso máximo é sentido no dedo anelar.
slide67

Hérnia de Richter: ocorre quando apenas o bordo antimesentérico do intestino sofre herniação através do defeito fascial, podendo estrangular sem dar sinais de oclusão intestinal.

Complicações

  • Encarceramento
  • Estrangulamento
  • Obstrução intestinal

Diagnósticos diferenciais

  • Hérnias inguinais
  • Adenopatia femoral
  • Variz da crossa da veia safena:

Tratamento

  • Sempre cirúrgico
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HÉRNIAS

Inguinais

Femorais

Epigástricas

Incisionais

Umbilicais

Raras

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Hérnia Epigástrica

  • Protrusão de gordura peritoneal ou peritoneu na linha alba, através dos orifícios criados pelos vasos perfurantes, entre a apófise xifóide e o umbigo.

Epidemiologia

  • Mais frequentes nos homens, entre os 20 e 50 anos.
  • Cerca de 20% das hérnias epigástricas são múltiplas.
  • Sintomas
  • Os sintomas variam entre dor epigástrica ligeira e dor profunda com irradiação para o dorso, acompanhada de distensão abdominal, náuseas e vómitos.
slide70

Diagnóstico Diferencial:

  • Complicações
  • As hérnias pequenas apresentam maior risco de encarceramento e estrangulamento.
  • Tratamento
  • Tratamento cirúrgico.
  • 10-20% de recorrência após cirurgia (muitas vezes devido à falha de reconhecimento de múltiplas hérnias).
  • úlcera péptica;
  • patologia da vesícula biliar;
  • hérnia do hiato;
  • pancreatite;
  • diástase dos rectos.
slide71

HÉRNIAS

Inguinais

Femorais

Epigástricas

Incisionais

Umbilicais

Raras

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Hérnia Incisional

  • Ocorre através de uma cicatriz cirúrgica presente na parede abdominal.

Etiologia

  • Técnica cirúrgica deficiente
  • Infecção pós-operatória
  • Idade avançada
  • Desnutrição
  • Ascite
  • Obesidade
  • Gravidez
  • Tosse intensa e crónica
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Epidemiologia
  • Cerca de 10% das cirurgias abdominais ocasionam hérnias incisionais.
  • Menos frequentes após incisões transversais.

Sinais e sintomas

  • Tumefacção de tamanho variável na linha da incisão.
  • Desconforto local.

Complicações

  • Encarceramento e estrangulamento.
  • Disfunção respiratória.

Tratamento

  • Geralmente cirúrgico.
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HÉRNIAS

Inguinais

Femorais

Epigástricas

Incisionais

Umbilicais

Raras

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Hérnia Umbilical

  • Patologia muito comum.
  • As complicações (encarceramento e estrangulamento) são raras.
  • É frequente a resolução espontânea até aos 3-4 anos.
  • Aquelas que não regridem necessitam de intervenção cirúrgica, que é realizada por volta dos 7 anos.

Hérnia umbilical Congénita

  • Obliteração incompleta do anel umbilical … durante o colapso dos vasos umbilicais, logo após … o nascimento.
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Hérnia umbilical Adquirida

  • O tecido cicatricial que fecha o anel umbilical cede gradualmente.
  • Os factores predisponentes incluem:
  • Aumenta gradualmente de tamanho, sendo muito rara a obliteração espontânea.
  • O estrangulamento é comum.
  • Tratamento cirúrgico.

- múltiplas gestações;

- ascite;

- obesidade;

- grandes tumores intraabdominais.

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HÉRNIAS

Inguinais

Femorais

Epigástricas

Incisionais

Umbilicais

Raras

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Hérnia lombar

Hérnia de Littré

Hérnia Obturadora

Hérnia de Spiegel

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Hérnia de Littré

  • Hérnia que contém um divertículo de Meckel no saco herniário.
  • Ocorre mais frequentemente nas hérnias inguinais (50%), femorais (20%)
  • Reparação cirúrgica da hérnia e se possível excisão do divertículo.

e umbilicais (20%).

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Hérnia de Littré

Hérnia de Spiegel

Hérnia Obturadora

Hérnia lombar

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Hérnia de Spiegel

  • Ocorrem na fáscia de Spiegel, frequentemente
  • Por vezes, de diagnóstico difícil por não haver
  • Alta incidência de estrangulamento.

abaixo da linha arqueada.

massa palpável.

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Hérnia de Littré

Hérnia lombar

Hérnia Obturadora

Hérnia de Spiegel

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Hérnia Lombar

  • Ocorrem nas áreas frágeis da parede abdominal posterior.

(triângulo lombar superior e triângulo lombar inferior)

  • Podem ser congénitas, adquiridas ou iatrogénicas.
  • Mais frequentes no triângulo lombar superior.
  • 10% encarceram e estrangulam.
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Hérnia de Spiegel

Hérnia de Littré

Hérnia Obturadora

Hérnia lombar

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Hérnia Obturadora

  • Ocorre devido a um enfraquecimento da membrana obturadora e
  • Mais frequente em mulheres.
  • Manifesta-se com tumefacção na região superomedial da coxa associada a
  • Frequente encarceramento e estrangulamento.
  • Elevada taxa de mortalidade (13-40%).

consequente alargamento do canal obturador.

dor que irradia para a parte medial do joelho

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F I M

Serviço Cirurgia

07/06/06