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BULLYING

BULLYING. Material cedido: Soraya Soares da Nóbrega Escorel P J Infância e Juventude de João Pessoa/PB.

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Presentation Transcript


  1. BULLYING Material cedido: Soraya Soares da Nóbrega Escorel P J Infância e Juventude de João Pessoa/PB

  2. “Todos os dias, alunos no mundo todo sofrem com um tipo de violência que vem mascarada na forma de “brincadeira”. Estudos recentes revelam que esse comportamento, que até bem pouco tempo era considerado inofensivo e que recebe o nome de bullying, pode acarretar sérias conseqüências ao desenvolvimento psíquico dos alunos, gerando desde queda da auto-estima até, em casos mais extremos, o suicídio e outras tragédias” Diogo Dreyer

  3. BULLYING • Origem inglesa- sem tradução no nosso vernáculo. Significa forma de intimidação. • BULLYING - atos de violência física ou psicológica, intencionais e repetitivos, num período prolongado de tempo, sem motivação evidente, praticados por um ou mais estudantes (bully – bullies) contra outro (s) – vítima (s), dentro de uma relação desigual de poder • Problema mundial presente em todas as escolas e instituições educacionais, seja ela pública ou privada.

  4. FORMAS • Intimidação; • Ameaça; • Prática de exclusão; • Discriminação; • Colocação de apelidos; • Dar pontapés e bater; • Fazer chacota de forma reiterada da mesma pessoa/ rir dela; • Espalhar rumores.

  5. AGRESSOR (BULLY) • Geralmente são os líderes da turma, os mais populares, os que gostam de fazer gozações e colocar apelidos nos colegas. • Não respeitam as diferenças alheias/ se aproveitam das fragilidades dos colegas para excluí-los do grupo e tratá-los de forma humilhante.

  6. VÍTIMAS • Os diferentes • Cor de cabelo,de pele, deficiências, forma de se vestir, sotaque • Os indefesos • Os tímidos, que mostram medo, choram. • Os que se isolam do grupo • Pouco sociáveis, dificuldade de relacionamento, de se defender, problemas de aceitação no grupo. • VÍTIMA - geralmente é uma pessoa tímida e retraída, pouco sociável, que não sabe se impor e se defender da agressão.

  7. TESTEMUNHAS • Aqueles que não sofrem nem praticam bullying, mas convivem diariamente com o problema • Se omitem por medo e insegurança • Ao omitir-se, parecem concordar com as ações – agressores passivos

  8. QUEM SABE - Quase todos conhecem um colega envolvido em violência física ou psicológica – bullying • Sabem e, muitas vezes, são testemunhas desse sofrimento • No entanto, silenciam e não denunciam • O ciclo de violência se perpetua.

  9. SINAIS VÍTIMA DE BULLYING • PEDIR PARA NÃO IR À ESCOLA • SENTIR-SE MAL PERTO DA HORA DE SAIR DE CASA • PEDIR PARA TROCAR DE ESCOLA CONSTANTEMENTE • BAIXO RENDIMENTO ESCOLAR • CHEGAR EM CASA COM ROUPAS E LIVROS RASGADOS

  10. SINTOMAS VÍTIMA • DEPRESSÃO • AGRESSIVIDADE • ANSIEDADE • BAIXA AUTO ESTIMA • SENTIMENTOS NEGATIVOS

  11. ALERTA PAIS E EDUCADORES A violência psicológica acompanhada do segredo e da negação Muitos casos sequer chegam ao Sistema de Educacional ou de Justiça Muitos casos, quando desvendados, já vinham sendo praticados por longos anos – prejudica o êxito da intervenção.

  12. EQUÍVOCOS • Na nossa escola não há bullying • O bullying não é importante. • Temos problemas mais prioritários nessa escola • Se aparecer casos de bullying vamos pensar no problema • O problema é dos pais • O problema é dos alunos

  13. COMBATE AO BULLYING • 1 – Identificar o fato e o(s) agressor(es); • 2 - Mobilizar comunidade escolar para campanha permanente - cultura de paz e respeito às diferenças; • 3 - Regras anti-bullying - professores, funcionários, alunos, pais e Justiça (Regimento Interno da Escola); • 4 - Estimular protagonismo juvenil. • 5 - Utilizarmétodos alternativos de composição de conflitos – O papel da Justiça Restaurativa

  14. BULLYING • CASOS REAIS • 1 – COLUMBINE • 2 – VIRGINIA TECH • 3 – ALEMANHA • 4 - BRASIL • Outras tragédias também ocorreram no Canadá, no Japão, na Escócia e na Argentina.

  15. TRAGÉDIA DE COLUMBINE 19992 estudantes mataram 12 colegas, 1 professor e deixaram dezenas de feridos. Depois se suicidaram.

  16. VIRGINIA TECH- EUA • abril de 2007 • maior massacre em escola do mundo • Um estudante atirou contra colegas e professores, deixando 32 mortos e 29 feridos. Depois cometeu suicídio.

  17. CASO ALEMANHA • O que se esconde no passado de um adolescente de 17 anos que assassina 15 pessoas e se mata a seguir? • A Alemanha se pergunta: Por quê?

  18. BULLYING – CASOS BRASIL • 1 - CASO TAIÚVA – 2003 – SÃO PAULO • 2 - CASO REMANSO – 2004 – BAHIA • 3- CASO JOÃO PESSOA – 2007 – PB • Em todos os casos, os protagonistas da violência eram ridicularizados na escola e excluídos do convívio social.

  19. CASO TAIÚVA – SÃO PAULO 2003 • Jovem de 18 anos atira contra 50 pessoas durante o recreio da escola e depois se matou com um tiro na cabeça • O QUE O LEVOU A FAZER ISSO?

  20. CASO REMANSO – BAHIA2004 • Adolescente de 17 anos protagoniza tragédia ao disparar contra um garoto de 13 anos e uma professora da escola onde estudava, matando ambos e ferindo mais duas pessoas. • O QUE O LEVOU A FAZER ISSO?

  21. CASO JOÃO PESSOA – 2007 Estudante de 17 anos ameaça escola pelo ORKUT na Paraíba O QUE LEVOU O JOVEM A FAZER ISSO?

  22. LEGISLAÇÃO ECA, Arts. 13 e 245 - Os profissionais de educação têm o dever legal de comunicar à autoridade competente (Conselho Tutelar, Juiz da Infância ou Promotor de Justiça) casos de suspeita ou ocorrência confirmadas de violência contra crianças e/ou adolescentes.

  23. CAUSAS AUMENTO - BULLYING Estímulo exagerado à competitividade; Banalização da violência; Certeza da impunidade; Desrespeito às diferenças; Educação familiar permissiva; Ausência de limites;

  24. PROPOSIÇÕES • Romper cultura do silêncio/ aceitação, preconceito e discriminação. • Intervir para impedir que ela ocorra. • Qualificação dos sistemas de justiça e educação • Desconhecimento quanto à dinâmica e fatores do bullying. • Métodos de solução de conflitos – integrar / esclarecer consequências/ reparar danos/ não estigmatizar/ envolver as redes de apoio

  25. Gabrielle MaxwellO SIGNIFICADO DA VIOLENCIA DA FAMILIA CONTRA A CRIANÇA • Impede a socialização - criança participe do mundo ao seu redor • Excluir a criança da família e futuro. • Incapacita a criança de aprender • Enfraquece habilidade de concentração e absorção de conhecimento

  26. Significado - II • Perda da oportunidade de expandir benefícios da educação é a perda de uma das mais fundamentais liberdades que se pode usufruir. Pode-se comparar a perda de liberdade para um adulto que é aprisionado com a perda de educação para uma criança para quem aprender é todo seu futuro.

  27. Piores acontecimentos sofridos pelas crianças • Alguém próximo morrendo • Ser fisicamente ou emocionalmente ameaçado por outras crianças • Assistir os adultos brigando • Pais se separando ou divorciando

  28. Impacto da violência no lar - A dor mais freqüentemente - emocional - Testemunhar eventos com freqüência - mais impacto do que a violência direta • As crianças se sentirem sozinhas e rejeitadas • Medos - herança duradoura • Acreditar que é parte da vida • A criança se sente parcialmente responsável • A criança não tem controle

  29. O que dá ao evento um caráter violento para a criança • Quem está sendo ferido – aqueles que ela ama • Onde acontece – na casa da criança • Quando foi intencional • Quando o praticante foi uma pessoa de confiança

  30. O que pode fazer uma diferença • A criança é ouvida? • A criança é levada a sério? • A sua necessidade por segurança é respondida? • Aconselhamento é dado quando necessário? • Tem habilidades para lidar com seus sentimentos?

  31. SOBRE A JUSTIÇA RESTAURATIVA • PRINCÍPIOS E CONCEITOSCrime é violação de pessoas e relacionamentos interpessoaisRepercussão social e pessoal. Atinge vítima e comunidadeVítima e comunidade necessitam restauraçãoFUNDAMENTONecessidades oriundas do crime (fato) Ênfase às relações (conseqüências)

  32. COMPROMISSOS • Obrigações dos ofensores:- Para com a vítima- Compreender, construir e assumirObrigações da comunidade (com todos os envolvidos):- Apoio à vítima em necessidades- Apoiar ofensores para integração social - Procura alterações na comunidade

  33. JUSTIFICATIVAS • Necessidade de revisão das formas de administração da Justiça – efetividade das regras educacionais • Modelo de racionalidade dogmática e lógico-formal não atende à demanda – esvaziamento • Conflitos não admitem simplificação – sentido individual. Caso do Bullying

  34. EFETIVA GESTÃO DE CONFLITOS • Conflito – mudança de paradigma • Alteração de postura inter-individual - demanda de ação que agregue. • Participação ativa da comunidade, com exigências de alteração na administração da Justiça/ educação • Participação efetiva na justiça (sentido amplo) • Realização de direitos e garantias da efetividade de direitos-estrutura social

  35. CONFLITO COMO PERSPECTIVA FUTURA • Estabelecimento de regras e condições que visam respeito e co-responsabilização • Partes e comunidade se envolvem diretamente na busca de soluções, gerando: • - valorização do conhecimento e dos recursos locais, acolhimento • - reintegração dos envolvidos no conflito • Estimula “encontro” poder público, sociedade civil e a comunidade: complementaridade de abordagens e articulação – viés resolutivo

  36. JR – ENVOLVIMENTO E GARANTIA - REALIZAÇÃO DE DIREITOS • Efetivo acesso à justiça, num contexto responsabilizador (não punitivo) • Agregam-se parceiros para lidar com infrações mais leves (escolas, polícia, organizações não-governamentais, pessoas da comunidade) • Efetividade e encaminhamento de casos, a partir da Justiça, pautado por garantias constitucionais (legalidade, devido processo...)

  37. PAPEL DA COMUNIDADE – INTEGRAÇÃO E ENVOLVIMENTO • Valorização da pessoa a partir de sua potencialidade • Reintegração social - evitando estigma e preconceito • Apropriação e afirmação de regras deconvivência fundadas no respeito mútuo, compromisso com o outro e com a vida em comunidade

  38. MUDANÇA DE PARADIGMA E PAPEL DA COMUNIDADE • Modifica a perspectiva em relação ao conflito: • - da oposição à valorização - oportunidade de aprendizado • - reconexão de pessoas e relacionamentos • - construção de respeito através da responsabilização

  39. Mudança de juízo: da avaliação de ato passado/ avaliação sobre o ocorrido • pragmática sobre o presente e as necessidades futuras • Mudança de postura: • não segrega • restaura relações • transforma desequilíbrios de poder • buscando reintegrar/garantias ação

  40. CASOS PRÁTICOS • Vítima é tratada como autora • Proposta de trabalho em conjunto • Identificação de todos os envolvidos • Vítima é estimulada a expor o que passou/ autor diz o que queria atingir com o comportamento • Composição de conflitos com ações para o futuro • Efeitos na compreensão e superação - dimensão maior que a punição

  41. JUSTIÇA E EDUCAÇÃO, PARCERIA PARA A CIDADANIA - SCSUL • Sistemas de Justiça e de Educação hierárquicos e excludentes • Distensão: como garantir disciplina e preservar o direito à educação (exclusão x inclusão) • Evitar punições estigmatizantes • Resistência ao recebimento pelas escolas de adolescentes envolvidos com a Justiça • Baixa integração entre escola/ Conselho Tutelar/ Justiça (conflitos individuais ou enfrentamento de questões coletivas – bullying)

  42. PRINCÍPIOS DA JR NO PROGRAMA • 1- Reparação de danos - atendimento necessidades2- Participação das partes afetadas - afeta todos/ repensar necessidades3- Transformação dos agentes governamentais - de experts em facilitadores - facilitar mudança educacional4- Estruturação de rede comunitária - atuação sistêmica/ rede primária-atendimento

  43. ESCOLAS E JUSTIÇA - NOVO REFERENCIAL DE AÇÃO • Afeto é essencial ao aprendizado - facilita o sentir e o pensar • Afetos negativos minimizados (vergonha, humilhação, angústia, medo, raiva) e os positivos maximizados (interesse, excitação, alegria) • Sistema de justiça e disciplinar de escolas têm lógica contrária. A expressão de afeto é desestimulada • Lidar com emoção das pessoas é central - JR encoraja expressão de afeto • O modelo adversarial e disciplinar - encoraja pessoas a infligir dano à outra, aparta e estigmatiza

  44. OBJETIVO E EIXOS DE INTERVENÇÃO • Estímulo autonomia e emancipação - desafio comum de justiça e educação: sentido para as regras/ justiça como valor de convivência • Responsabilização individual, familiar e comunitária – superar o conflito • Revisão de valores: facilitar mudanças educacionais/novo sentido justiça • A articulação da rede secundária - atendimento e enfrentamento das questões de violência nas escolas (bullying)

  45. INTERFACE JUSTIÇA E EDUCAÇÃO – GANHOS/ REFLEXOS • Habilidades solução de conflitos (escuta, respeito, reconhecimento de limites e responsabilidades) • Capacidade de decisão consciente e crítica • Garantia de direitos e desenvolvimento (pleno) da justiça - proativa • Respeito e dignidade associado ao papel formativo da educação • Preparo para o diferente • Estruturação de cultura de paz

  46. REFLEXOS II • Nova reflexão sobre relações sociais e comunitárias • Valor e conteúdo às normas nas relações sociais. • O envolvimento comunitário releva o sentimento de pertencimento e sentido • A escola ganha em autonomia e importância - eixo garantidor de diretos • Respeito, responsabilidade e autonomia - reflexos na educação

  47. “Entre os papéis da escola, um dos mais importantes é tornar os alunos seres sociais; capazes de conviver e partilhar; fazer parte de um grupo e operar junto; valorizar a reciprocidade e a prática solidária. A maior parte dos professores escolheu essa profissão por terem vocação, e quando percebem que há um sentido no seu afazer, tornam-se competentes. Na constituição de uma Cultura de Paz a educação deve ser instrumento de felicidade; a escola deveria se dirigir a promover indivíduos felizes”

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