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Presentation Transcript
atividade celulol tica de actinobact rias isoladas de solo da regi o do semi rido pernambucano

Introdução

Nas últimas décadas, tem aumentado progressivamente a pesquisa de microrganismos produtores de celulase para uso na decomposição enzimática da celulose em glicose, constituindo-se como uma importante alternativa para os métodos convencionais empregados na indústria para obtenção desse açúcar. As celulases são enzimas hidrolíticas utilizadas nas indústrias de alimentos, de fármacos, de cosméticos, de detergentes e de tecidos. O objetivo deste estudo foi avaliar o potencial de actinobactérias isoladas de solo da região do semi-árido do Nordeste-PE, Sertão do Pajeú, quanto a produção de celulases, em resposta à presença de celulose como única fonte de carbono, no meio.

Material e Métodos

As actinobactérias isoladas foram provenientes de três amostras de solo da região do semi-árido Pernambucano. Para determinação da atividade celulolítica foi usado meio de celulose na presença de um indutor, o carboximetilcelulose como fonte de carbono. Cada actinobactéria foi inoculada em “spot” de 3mm (em duplicata). As placas foram incubados a 30ºC por tempo suficiente para crescimento das colônias. Após o crescimento os microrganismo foram submetidas a choque térmico a 45ºC por 16 horas para seleção de enzimas termoestáveis. A revelação foi realizada adicionando-se a cada placa 10mL da solução vermelho congo a 0,025% em tampão TRIS-HCl 0,1M pH 8,0 durante 30 minutos. Após este período o corante foi descartado e o excesso foi retirado pela adição de 1mL de NaCl 0,5M em tampão TRIS-HCl 0,1M pH 8,0 durante 5 minutos.

Resultados

As actinobactérias capazes de hidrolisar a celulose foram identificadas a partir da formação de zonas claras ao redor das colônias, indicando a degradação de substratos celulolíticos (figura 1). Para aquelas linhagens que apresentaram halo visível, a atividade celulolítica foi estimada mediante um índice enzimático (IE), que expressa à relação do diâmetro médio do halo de hidrólise e o diâmetro médio da colônia. Para a quantificação da área total de degradação foi utilizada a seguinte equação:

S = π(dh/2)2 – π (dc/2)2

S = área de degradação;

dh = diâmetro do halo;

dc = diâmetro da colônia

π = 3,14

Tabela 1: Áreas de degradação ao redor das colônias expressas em mm2 expressando a atividade celulolítica de actinobactérias isoladas do semi-árido e da linhagem padrão.

Thaís Mota de Mendonça, Bruno José de Lavôr Araújo Lima , Elza Ferreira Firmo, Glícia Maria Torres Calazans

Universidade Federal de Pernambuco – Departamento de Antibióticos

50.670-901 - Recife – PE – E-mail: calazans@ufpe.br

Dentre as quatorze actinobactérias testadas, cinco não apresentaram capacidade para hidrolisar celulose sendo visível nas outras nove linhagens, a formação de zonas claras ao redor das colônias, indicando degradação de substratos celulolíticos. Na tabela 1 tem-se as medidas dos halos representativos da atividade enzimática de cada linhagem testada e da linhagem padrão (Streptomyces celulosae).

atividade CELULOLÍTICA de actinobactérias ISOLADAS DE solo dA REGIÃO DO semi-árido PERNAMBUCANO

Figura 1: Halo de degradação da celulose .

  • Conclusões
  • A ocorrência da enzima celulase com potencial biotecnológico foi evidenciada neste grupo de microrganismo, cuja porcentagem de isolados positivos para esta enzima foi de cerca de 64%. O grupo de actinobactérias testadas mostrou-se promissor para produção de celulases com áreas de degradação variando entre 219,0mm2 a 1551,1mm2, enquanto que a linhagem padrão Streptomycescelulosae apresentou halo de degradação de 250,5mm2 (Silva, 2007). Os testes demonstraram portanto que as actinobactérias são capazes de produzir metabólitos bioativos de interesse biotecnológico.
  • Referências Bibliográficas
  • Bergey’s Manual ofSistematicBacteriology, Williams, S. T.; Holt J. G. v. 4, 1989.
  • Araújo, J.M., Estratégias para isolamento seletivo de actinomicetos. In: Melo, I. S.; Azevedo, J. L. Ecologia microbiana. Jaguariúna: Embrapa, 1998. p. 351-367.
  • Bhat, M. K.; Cellulases and related enzymes in biotechnology. Biotechnology advances, v.18, p.255-383, 2000.
  • Silva, T. R. Seleção e identificação preliminar de linhagens de actinobactérias produtoras de celulase, 2007.
  • AGRADECIMENTOS
  • A Universidade Federal de Pernambuco e ao Departamento de Antibióticos/UFPE.

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