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Professor Edley. www.professoredley.com.br. Revolução Inglesa. Inglaterra na Idade Moderna. Do Absolutismo à Monarquia Parlamentar Durante o Século XVI até meados do Século XVII , a Inglaterra foi governada por Reis Absolutistas .

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  1. Professor Edley www.professoredley.com.br

  2. Revolução Inglesa

  3. Inglaterra na Idade Moderna • Do Absolutismo à Monarquia Parlamentar • Durante o Século XVI até meados do Século XVII, a Inglaterra foi governada por Reis Absolutistas. • A partir deste período, o Absolutismo Monárquico foi combatido pelos grupos sociais, que representados pelo Parlamento, desejavam limitar o poder do Rei e atender aos seus interesses políticos e socioeconômicos. • Entre esses grupos estavam, por exemplo, comerciantes, proprietários rurais que buscavam lucros com a exploração da terra, donos de manufaturas, etc. • Foi neste cenário que surgiram as Primeiras Grandes Transformações nas estruturas Políticas e Sociais que caracterizaram as Sociedades Européias na Idade Moderna. • Essas transformações integram o longo processo conhecido como Revolução Inglesa (1642-1689).

  4. Inglaterra na Idade Moderna • A Monarquia Absolutista Inglesa • O Absolutismo Inglês, teve início com o Rei Henrique VII (1485-1509), fundadora da Dinastia dos Tudor. • Ele assumiu o Trono ao final da Guerra das Duas Rosas (1455-1485), conflitoprovocado por disputas pelo TronoInglês entre duas poderosas famílias da nobreza, os Lancaster e os York, grandes proprietários de terras. • A Guerra das Duas Rosas ficou assim conhecido porque os Lancaster tinham como brasão da família uma Rosa Vermelha, e os York, uma Rosa Branca. • Dinastia dos Tudor: A Harmonia de Interesses • Henrique Tudor, que tinha laços de parentescos com os Lancaster e os York, subiu ao Trono como Henrique VII e implantou o Absolutismo conseguindo a pacificação do País. • Depois, dois de seus herdeiros ampliaram os Poderes da Monarquia Inglesa. Esses Monarcas foram Henrique VIII e Elisabeth I.

  5. Inglaterra na Idade Moderna • Henrique VIII rompeu com o Papa e fundou a Igreja Anglicana. • No reinado de Elisabeth I (1558-1603), o Absolutismo Monárquico Inglês fortaleceu-se ainda mais e colaborou ativamente par o desenvolvimento do País. • Nesse período teve inicio a expansão colonial inglesa, com a Colonização da América do Norte e o apoio aos Atos de Pirataria contra Navios Espanhóis. • Durante o Século XVI, a Dinastia dos Tudor governou a Inglaterra de forma absoluta, com o apoio da Burguesia e da Nobreza Rural – Gentry. • Nessa época havia interesses comuns entre a monarquia absolutista, a burguesia e a gentry, que explorava a terra com fins lucrativos – ao contrário do que ocorria no antigo Sistema Feudal. • Entre as medidas adotadas pela monarquiainglesa que demonstraram esses interesses comuns, destacam-se:

  6. Inglaterra na Idade Moderna • A centralização do poderpolítico como garantia de ordem social; • A uniformização das moedas, do sistema de pesos e medidas e das tarifas para facilitar o comércio; • A permissão concedida aos Corsários – Piratas vinculados à Coroa – para atacarNavios Inimigos, possibilitando o acesso a diversos produtos, principalmente metais preciosos; • O incentivo dado à expansão marítima e comercial, que favorecia o Crescimento Capitalista. • A Igreja Anglicana, controlada pelo Estado, também participava desse jogo de interesses: • Mantinha nas Cerimônias a forma ritual católica – liturgia, hierarquia sacerdotal, etc. – mas destacava o conteúdo Calvinista da Religião Protestante.

  7. Inglaterra na Idade Moderna • A Ética Religiosa Calvinista era mais adequada aos valores Burgueses, uma vez que estimulava o trabalho metódico, a eficiência, a poupança e a acumulação de riquezas, além de Legitimar o Lucro. • A Dinastia dos Tudor chegou ao fim com a morte de Elisabeth I. • Sem descendentes diretos, o Trono Inglês coube ao seu Primo Jaime, da Escócia, que se tornou Soberano dos dois países com o título de Jaime I (1603-1625). • Iniciava-se a Dinastia dos Stuart.

  8. Henrique VII – Henrique VIII

  9. Elizabeth I – Jaime I

  10. Inglaterra na Idade Moderna • Dinastia dos Stuart: O Início dos Conflitos • No Século XVII, iniciaram os conflitos de interesse. • Não satisfeitos como o poder “de fato” que os Tudor haviam conseguido, a Dinastia dos Stuart pretendeu exercer um absolutismo de direito, isto é, reconhecido Juridicamente, como o exercido na França. • Isso ia contra os interesses dos membros do Parlamento Inglês, pois era essa instituição que, de acordo com a Magna Carta de 1215, detinha o Poder “de Direito”. • Nesse momento, a Burguesia e a Gentry, percebendo que o absolutismo tornara-se prejudicial aos seus interesses, não desejavam que o amplo poder do Rei e sua intervenção no assuntos econômicos atrapalhassem seus negócios. • A Dinastia dos Stuart entrou, então, em choque com o Parlamento Inglês, que era dominado por representantes da gentry e da burguesia. • O Rei lutava pelo poder absoluto. • A maioria dos Parlamentares defendia a limitação jurídica do poder real.

  11. Inglaterra na Idade Moderna • Essa luta pelo Poder entre Monarquia e Parlamento teve reflexos no Campo Religioso. • Para conseguir apoio da Nobreza CatólicaTradicional, o Rei estabeleceu, por meio de uma rigorosa legislação religiosa, que a Igreja Anglicana deveria valorizar a Forma Litúrgica Católica em vez do conteúdo Calvinista. • A burguesia, fiel aos Princípios Calvinistas, ficou ainda mais descontente, dando origem então a Novas Vertentes Religiosas. • Os Calvinistas Ingleses chamados de Puritanos, queriam uma Igreja desligada do Poder do Estado, na qual os Bispos não fossem nomeados pelo Rei. • Cada Igreja (Tempo) seria dirigida por um Pastor indicado pelo Conselho dos membros mais idosos da Igreja – Os Presbíteros. • Criou-se então a Igreja Presbiteriana.

  12. Inglaterra na Idade Moderna • Radicalização das Ações • Em 1628, o Parlamento Inglês estabeleceu, por meio de Petição de Direitos, que o Rei não poderia criar impostos, convocar o exército ou mandar prender pessoas sem prévia autorização parlamentar. • No ano seguinte, o Rei Carlos I – sucessor de Jaime I – reagiu a essa Petição, fechando o Parlamento e perseguindo os líderes políticos que lhe faziam oposição. No entanto, em 1640, Carlos I viu-se obrigado a convocar o Parlamento, a fim de conseguir recursos financeiros para combater uma Revolta Escocesa contra o Governo. • Uma vez reunidos, os Parlamentares tomaram novamente uma série de medidas limitando o Poder do Rei. • Decretaram, por exemplo, uma Lei que proibia o Monarca de dissolver o Parlamento e tornava obrigatória a convocação dos órgãos pelo menos uma vez a cada Três Anos. • Esse acontecimentos agravaram ainda mais o conflito entre Rei e Parlamento, desencadeando a Revolução Inglesa.

  13. Revolução Inglesa

  14. Revolução Inglesa • Processo Revolucionário • As Lutas que Destruíram o Absolutismo Inglês • A Revolução Inglesa pode ser dividida em Quatro Etapas Principais: • Guerra Civil (1642-1648); • Regime Republicano (1649-1659); • Restauração Monárquica (1660-1688); • Revolução Gloriosa (1688-1689).

  15. Revolução Inglesa • O Desenrolar da Revolução • Vejamos os principais acontecimentos de cada uma dessas etapas. • Guerra Civil – Morte ao Rei • Irritado com a Oposição Parlamentar, Carlos I mandou sua Guarda invadir a sede do Parlamento e prender seus principais líderes. • Estes por sua vez, organizaram Tropas para lutar contra as Forças do Rei. • Teve início, então, a Guerra Civil. • Na divisão das forças em conflito, estavam do lado do Rei, principalmente a nobreza anglicana e a católica. • Do lado do Parlamento estavam, basicamente, a burguesia, a gentry, os yeomen – pequenos e médios produtores rurais – e os camponeses pobres. • As tropas do Parlamento foram lideradas por Oliver Cromwell, que organizou o New Model Army – Novo Modelo de Exército .

  16. Revolução Inglesa • Cujos postos de comando eram conquistados por merecimento militar e não pela origem da família, como ocorria com o Exército organizado pelo Monarca. • A adoção desse critério estimulou os combates, contribuindo para o fortalecimento das Tropas Parlamentares. • A Guerra Civil chegou ao fim com a Vitória das Tropas do Parlamento. • O Rei Carlos I foi preso e condenado à morte. • Foi decapitado em 30 de janeiro de 1649.

  17. Oliver Cromwell

  18. Revolução Inglesa • Regime Republicano – O Protetorado • Após esmagaras oposições, Oliver Cromwell instalou na Inglaterra o Regime Republicano, comandando o país de 1649 a 1658. • A República Ditatorial de Cromwell ficou conhecida como Protetorado. • Entre os acontecimentos que marcaram esse período, destacam-se: • – Formação da Comunidade Britânica (1651) • Inglaterra, Irlanda, Escócia e País de Gales foram unificados numa só república – A Comunidade Britânica – sob o comando de Cromwell. • – Decreto do Ato de Navegação (1651) • Por esse decreto, Cromwell determinou que todas as mercadorias importadas ou exportadas pela Inglaterra deveriam ser transportados por Navios Ingleses. Seu objetivo era favorecer o desenvolvimento da Marinha Inglesa e dominar o transporte marítimo mundial.

  19. Revolução Inglesa • – Guerra Contra os Holandeses (1652-1654) • O Ato de Navegação acarretou muitos prejuízos aos Holandeses, que obtinham grande lucro com o transporte marítimos de produtos coloniais para a Inglaterra. • Os Holandeses declararam guerra contra os Ingleses, mas foram derrotados. • A Inglaterra tornou-se então, a maior potência naval do mundo. • – Estabelecimento do Título de Lorde Protetor (1653) • Oliver Cromwell assumiu o título de Lorde Protetorda Comunidade Britânica. • Seu cargo tornou-se vitalício e hereditário. • Após a morte de Cromwell (1658), seu filho, Ricardo, assumiu o poder, dando continuidade ao Governo Republicano.

  20. Ricardo Cromwell

  21. Revolução Inglesa • Restauração Monárquica – Os Stuart Voltam ao Poder • Ricardo não tinha a mesma habilidade Política e Administrativa de seu Pai. • Manteve-se no poder por apenas oito meses, sendo Deposto pelos principais Chefes Militares que agiam em sintonia com o Parlamento. • A agitação política tomou conta do país. • O Parlamento decidiu, então, restaurar a Dinastia dos Stuart, convidando Carlos II a assumir o Trono Britânico. • O Rei, entretanto, deveria governar sob o domíniopolítico do Parlamento. • O período da Restauração Monárquica dos Stuart estendeu-se pelos reinados de Carlos II (1660-1685) e de seu irmão Jaime II (1685-1688).

  22. Revolução Inglesa • Revolução Gloriosa – A Derrota do Absolutismo • Em seu governo, Jaime II tentou restabelecer o absolutismo e ampliar a influência do Catolicismo. • Com isso, novos conflitos surgiram entre os grupos sociais que apoiavam o Parlamento e os que apoiavam a Monarquia e desejavam o absolutismo. • Temendo a volta do Absolutismo, a maioria do Parlamento decidiu • tirar o poder do Rei Jaime II. • Para isso, estabeleceu um acordo com o Príncipe HolandêsGuilherme de Orange – casado com Maria Stuart, filha de Jaime II – que assumiria o Trono Inglês com a condição de que respeitasse os poderes do Parlamento.

  23. Carlos II – Jaime II

  24. Revolução Inglesa • A luta entre as forças de Guilherme de Orange e as tropas de Jaime II ficou conhecida como Revolução Gloriosa (1688-1689), que culminou com a derrota do Monarca Inglês. • Com o título de Guilherme III, Orange assumiu o Trono Britânico. • Teve, entretanto, de assinar a Declaração dos Direitos – Bill ofRights– na qual o Parlamento limitava seus poderes em vários aspectos. • O Rei não poderia, por exemplo, suspender lei alguma nem aumentar impostos sem a aprovação do Parlamento. • Estabelecia-se, assim, a Superioridade da Lei sobre a Vontade do Rei. • Era o fim do Absolutismo Inglês.

  25. Revolução Inglesa • Após a Revolução Gloriosa, o Parlamentarismo como Sistema de Governo, estabeleceu-se por definitivo na Inglaterra. • Que se tornou uma Monarquia Parlamentar. • Para sintetizar a situação da Monarquia no país, tornou-se costume, na época dizer que: • “O Rei Reina Mas Não Governa”.

  26. Maria II – Guilherme III

  27. Revolução Inglesa • Conseqüências da Revolução • Entre as principais conseqüências da Revolução Inglesa e das transformações Políticas promovidas pelo Parlamento, destacam-se: • – Fim do Absolutismo na Inglaterra • O poder do Rei passou a ser limitado pelo Parlamento. • A Monarquia adquiriu um caráter liberal, tendo em vista a garantia das liberdades individuais. • Desenvolveu-se, assim, o Estado Liberal – Estado em que a ação do Governante é limitada por Leis Jurídicas – no qual havia três poderes distintos: • Legislativo; • Executivo; • Judiciário.

  28. Revolução Inglesa • – Avanço Capitalista • A Inglaterra rompeu definitivamente com o Sistema Feudal, abrindo espaço para o Avanço do Capitalismo. • Promoveu medidas como a transformação da estrutura agrária, a modificação das relações trabalhistas no campo, a aperfeiçoamento das técnicas de produção. • Estabeleceu-se um acordo políticoe econômico entre a burguesiadas cidades e a nobreza rural: • Unidas, estas duas classes promoveram o desenvolvimento econômico inglês, e o país tornou-se a maior potênciacomercial da época. • Lançaram-se, assim, as bases para o desenvolvimentodo Capitalismo Industrial.

  29. Revolução Inglesa • – Tolerância Religiosa • Os Ingleses passaram a desfrutar de mais Liberdade Religiosa que outros europeus. • Embora o Anglicanismo predominasse, havia maior tolerância em relação a outras religiões, aos Católicos e outros Protestantes era permitido celebrar seus cultos. • Na mesma época, na maioria dos Reinos e PrincipadosEuropeus, o governo só permitia a prática de uma religião, de acordo com o princípio expresso por Bossuet: • “Um Rei, Uma Fé, Uma Lei”. • – Liberdade de Expressão Política e Filosófica • A Monarquia Parlamentar proporcionou maior Liberdadede Expressão política e filosófica, fazendo com que o Regime Inglês fosse admirado, no Século XVIII, por Intelectuais Liberais de várias regiões da Europa, a exemplo do Filósofo Francês Voltaire.

  30. Referência Bibliográfica • COTRIM, Gilberto. História Global: Brasil e Geral: Volume 2 – 1ª edição – São Paulo, Saraiva, 2010. • RÉMOND, René. Do Antigo Regime aos Nossos Dias – Lisboa, Gradiva, 1994. • HOBSBAWM, Eric. A Era das Revoluções. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1982. • SOBOUL, Albert. A Revolução Francesa, São Paulo, Difel, 1995. • JAGUARIBE, Hélio. Um Estudo Crítico da História – São Paulo, Paz e Terra, 2001. • Wikipedia.org

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