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Desenvolvimento Gerencial e a busca pela Qualidade

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Desenvolvimento Gerencial e a busca pela Qualidade. Residente: flávia r. cunha. Tendências no gerenciamento. A área da saúde vem se desenvolvendo gerencialmente para responder a alguns problemas: Aumento dos custos, sem aumento da capacidade resolutiva dos serviços;

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Presentation Transcript
tend ncias no gerenciamento
Tendências no gerenciamento
  • A área da saúde vem se desenvolvendo gerencialmente para responder a alguns problemas:
    • Aumento dos custos, sem aumento da capacidade resolutiva dos serviços;
    • Restrições crescentes ao acesso, no caso dos serviços privados;
    • Queda da qualidade dos serviços públicos (aumento constante dos custos).
do lado dos pacientes
Do lado dos pacientes...
  • Críticas em relação à burocratização dos procedimentos e rotinas de acesso aos serviços;
  • Restrições quanto a liberdade de escolha dos médicos e estabelecimentos de saúde;
  • Condições pactuadas nos planos de saúde.
do lado dos m dicos
Do lado dos médicos...
  • Perda de autonomia para prescrever exames e medicamentos para não diminuir a relação custo x efetividade;
  • Padronização de rotinas e serviços aumenta a possibilidade de erros que não são contemplados em estudos econômicos e gerenciais.
consequ ncias
Consequências
  • Resistência dos profissionais da saúde;
  • Resultados não são instantâneos;
  • Percepção negativa por parte dos pacientes, que condicionam qualidade ao atendimento, e não à efetividade do tratamento.
programas de gerenciamento
Programas de Gerenciamento
  • O desenvolvimento de novas técnicas de gerenciamento vem aumentando por causa dos resultados obtidos, como maior capacidade de gerenciamento da saúde, diminuição dos custos e aumento da qualidade.
problemas da administra o tradicional do setor sa de
Problemas da Administração Tradicional do Setor Saúde
  • Complexidade do sistema;
  • Baixa competitividade, reduzindo a qualidade;
  • Multi-emprego de médicos e profissionais de saúde;
  • Baixo grau de prevenção;
  • Incorporação acrítica de tecnologias.
problemas da administra o tradicional do setor sa de1
Problemas da Administração Tradicional do Setor Saúde
  • Ausência de Qualidade:
    • Está associada: rapidez do atendimento, tratamento atencioso e civilizado, limpeza das instalações, capacidade de solucionar os problemas, conforto oferecido;
    • O serviço de saúde dirigido pela oferta não se preocupa com a prevenção;
    • Aumento da capacidade gerencial do setor tem grande relação com a qualidade.
inova es no gerenciamento da sa de
Inovações no Gerenciamento da Saúde
  • Alianças entre hospitais e médicos, formando organizações destinadas a competir no mercado de prestação de serviços;
  • Introdução de tecnologia computacional nos sistemas de informação, registro, controle, prontuário e focalização dos usuários.
inova es no gerenciamento da sa de1
Inovações no Gerenciamento da Saúde
  • Evolução da administração hospitalar: hospital passa a ser administrado como uma empresa de qualquer outro setor, reconhecendo concorrência e necessidades organizacionais.
cen rio da sa de
Cenário da Saúde
  • Mercado extremamente focado em tecnologia: melhores tecnologias a custos mais altos;
  • Legislação da Saúde pressionando os custos: exigência de novos métodos, sem a contrapartida financeira;
  • Pressão do maior comprador dos serviços hospitalares, o SUS: Limita o crescimento do hospital com base na capacidade de compra do Gestor Público;
  • Subfinanciamento do SUS: Para cada R$ 100,00 de custo, o SUS paga R$ 65,00;
cen rio da sa de1
Cenário da Saúde
  • Pressão das operadoras de planos de seguro e saúde por preços menores;
  • Modelo de contratualização precisando de ajustes;
  • Responsabilidade social;
  • Envelhecimento populacional;
  • Necessidade de mais leitos de UTI, Semi-leitos de retaguarda e leitos de curta permanência;
cen rio da sa de2
Cenário da Saúde
  • BRASIL: 181 escolas médicas (100 na última década) – formando médicos despreparados.
  • Necessidade de capacitação de recursos humanos contínua;
  • Especialização crescente dos médicos;
  • Maior especialização da enfermagem;
  • Maior envolvimento dos outros profissionais da saúde ;
cen rio da sa de3
Cenário da Saúde
  • Integração das ações na equipe de saúde – articulação de discussão de diretrizes;
  • Melhor remuneração associada a maior cobrança de resultados;
  • Segurança do paciente + Qualidade da assistência:
    • Diretrizes assistenciais
    • Protocolos institucionais
slide16

O HOSPITAL TERÁ QUE ADAPTAR-SE AO AUMENTO DA EXPECTATIVA DE VIDA DA POPULAÇÃO, MUDANÇA DO PADRÃO DAS DOENÇAS, INTRODUÇÃO DE NOVAS TECNOLOGIAS E MEDICAMENTOS (QUE NÃO DEVEM SER TEMIDAS), AUMENTO DA EXPECTATIVA PÚBLICA E POLÍTICA, ASSIM COMO NOVAS MODALIDADES DE FINANCIAMENTO.

desenvolvimento organizacional
Desenvolvimento Organizacional
  • Necessidade de adaptações para as exigências de um mercado dinâmico e exigente;
  • Eficiência e eficácia;
  • Clientes bem informados sobre o mercado;
desenvolvimento organizacional1
Desenvolvimento Organizacional
  • Alternativas para atender as necessidades do mercado:
    • Planejamento Estratégico;
    • Programas de Recursos Humanos;
    • Programas de Gerenciamento;
    • Aprimoramento da Informação;
    • Programas de QUALIDADE.
o que qualidade
O que é Qualidade?
  • A Joint Comission (JCAHO) define qualidade como:

O grau de cuidado prestado ao paciente que aumenta a probabilidade de obter o resultado desejado e diminui a probabilidade de resultados indesejados.

o que qualidade1
O que é Qualidade?

Conjunto de características de um bem ou serviço que satisfazem as necessidades e expectativas tanto do usuário como da comunidade e também do profissional de saúde (OPAS).

por que buscar a qualidade
Por que buscar a Qualidade?
  • Resultados;
  • Organização;
  • Qualidade do trabalho e dos serviços prestados;
  • Custos;
  • Redução de desperdícios;
  • Diminuição de riscos.
por que buscar a qualidade1
Por que buscar a Qualidade?

Qualidade não é simplesmente atendimento às exigências do cliente no final, é também a conformidade com as exigências de segurança e organização do serviço.

CONFIABILIDADE

por que buscar a qualidade2
Por que buscar a Qualidade?
  • Mais de 90% dos problemas de uma organização advêm de seus sistemas, processos e métodos de trabalho, e não de seus trabalhadores;
  • Uma mudança no sistema mudará o que as pessoas fazem. Mudar o que as pessoas fazem não mudará o sistema.
maiores desafios
Maiores desafios:
  • Adesão da Alta Direção;
  • Comprometimento do Corpo Clínico: protocolos e usuários;
  • Comprometimento geral;
  • Gerenciamento por processos;
  • Gerenciamento de Risco;
  • Absorção da cultura da Qualidade.
o que gest o da qualidade
O que é gestão da qualidade?

“Qualidade significa uma nova postura comportamental, não somente produzir mais, porém melhor, com menor custo, menor desperdício, menos retrabalho.”

“Temos que ser mais efetivos, ou seja, fazer o que deve ser feito (eficácia), e bem feito (eficiência). Não podemos desperdiçar tempo e recursos no atendimento à saúde, ela é muito cara!”

“Qualidade é um processo do topo para a base, é de responsabilidade, envolvimento e comprometimento do corpo diretor, e esta liderança é indelegável.”

Davis Taublid

a qualidade na sa de
A Qualidade na Saúde

O impacto da Qualidade no serviço de saúde vai além do cuidado ao paciente, incluindo também a família e a sociedade.

o surgimento da qualidade na sa de
O Surgimento da Qualidade na Saúde
  • Colégio Americano de Cirurgiões – Programa de Padronização Hospitalar (1924);
  • Garantiu um conjunto de padrões para melhorar a qualidade da assistência:
    • Organização do corpo médico;
    • Exercício da profissão;
    • Conceito do corpo clínico;
    • Preenchimento do prontuário;
    • Recursos diagnósticos e terapêuticos, e a existência de um laboratório clínico e departamento de radiologia.
o surgimento da qualidade na sa de1
O Surgimento da Qualidade na Saúde
  • Primeira avaliação de hospitais após o PPH:
    • De 692 hospitais com mais de 100 leitos avaliados, somente 89 cumpriram os padrões.
  • Já em 1950, 3.290 hospitais aprovados.
  • Em 1951 foi criada a Comissão Conjunta de Acreditação de Hospitais.
  • Em 1952 foi criado o programa de acreditação Joint ComissiononAccreditationofHospitals.
o surgimento da qualidade na sa de2
O Surgimento da Qualidade na Saúde
  • Na década de 60 a maioria dos hospitais atingiu os padrões mínimos de qualidade, então a Joint aumentou o grau de exigência;
  • Na década de 70 foi publicado o Accreditation Manual for Hospital, com padrões ótimos de qualidade, considerando processos e resultados.
o surgimento da qualidade na sa de3
O Surgimento da Qualidade na Saúde
  • Recentemente, direcionou sua atuação para o monitoramento de indicadores de desempenho, assumindo papel de educação com monitoramento.
  • Instituiu 4 níveis de acreditação: com distinção, sem recomendação, com recomendação e condicional.
por que qualidade
Por que qualidade?
  • 99,9% é um bom padrão?
  • 0,1% de erro significa:
  • 120 mil prescrições erradas de remédio/ano
  • 15 mil quedas acidentais de RN em hospitais/ano
  • 500 cirurgias incorretas/semana
  • 2 mil correspondências perdidas/hora
qualidade da sa de no brasil
Qualidade da Saúde no Brasil
  • Década de 30 – Censo hospitalar do estado de São Paulo, primeira proposta de regionalização e hierarquização;
  • 1951 – 1° Congresso Nacional do Capítulo Brasileiro do Colégio Internacional de Cirurgiões:
    • Padrões mínimos para Centro Cirúrgico
    • Planta física e organização da unidade hospitalar
    • Componentes do prontuário médico
    • Normas gerais para funcionamento do hospital
qualidade da sa de no brasil1
Qualidade da Saúde no Brasil
  • Em 1960, o Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Previdenciários já possuía padrões para acreditar hospitais:
    • Planta física;
    • Equipamentos;
    • Organização.
qualidade da sa de no brasil2
Qualidade da Saúde no Brasil
  • Na década de 90, surgiram iniciativas para a qualidade em diversos estados;
  • Em 1994 o Ministério da Saúde lançou o Programa de Qualidade e estabeleceu a Comissão Nacional de Qualidade e Produtividade em Saúde;
  • O Programa Brasileiro de Qualidade e Produtividade estabeleceu a qualidade como projeto prioritário para o Ministério da Saúde para os anos de 97/98;
qualidade da sa de no brasil3
Qualidade da Saúde no Brasil
  • Em 1997 o Ministério da Saúde anunciou medidas para desenvolver a Acreditação;
  • Em 1998 foi lançado oficialmente o Programa Brasileiro de Acreditação e foram elaboradas propostas para o Sistema Nacional de Acreditação;
qualidade da sa de no brasil4
Qualidade da Saúde no Brasil
  • No período entre 98 e 99, o Ministério da Saúde iniciou o projeto “Acreditação no Brasil”, para melhorar a compreensão sobre o Sistema Brasileiro de Acreditação;
  • O projeto resultou na criação da ONA.
organiza o nacional de acredita o ona
Organização Nacional de Acreditação - ONA
  • Organização privada, sem fins lucrativos e de interesse coletivo;
  • Implantação e implementação nacional de um processo de melhoria da qualidade da saúde;
  • Credencia as Instituições Acreditadoras para avaliar e certificar a qualidade nas instituições de saúde.
o que acredita o
O que é Acreditação?

Acreditação é o procedimento de avaliação dos recursos institucionais, voluntário, periódico, reservado e sigiloso, que tende a garantir a qualidade da assistência através de padrões previamente aceitos.

o que acredita o1
O que é Acreditação?
  • Uma espécie de ramificação do programa de qualidade total, porém voltado a instituições da área da saúde;
  • Racionalização dos serviços de maneira a garantir a qualidade médico-hospitalar;
  • Garantir o cumprimento de normas de qualidade, favorecendo cada indivíduo como paciente e cidadão.
prepara o para acredita o
Preparação para Acreditação
  • Sensibilização da comunidade hospitalar;
  • Criação de um grupo coordenador do processo;
  • Capacitação: desenvolvimento de multiplicadores internos;
  • Elaboração de Diagnóstico Institucional, focalizando não conformidades e traçando plano de melhoria;
prepara o para acredita o1
Preparação para Acreditação
  • Definir prioridades de implantação;
  • Criar grupos de trabalho para os ajustes das não conformidades;
  • Reuniões sistemáticas para o monitoramento da execução dos planos de melhoria e avaliação setorial e global da Organização;
  • Avaliação interna;
  • Visita de avaliação: CERTIFICAÇÃO.
caracter sticas da acredita o
Características da Acreditação
  • A participação é voluntária;
  • Há um conjunto de padrões contra os quais as organizações são avaliadas;
  • A avaliação de conformidade com os padrões é conduzida por avaliadores independentes das organizações participantes;
  • Há um resultado de acreditação sob a forma de aprovado ou não ou uma escala de pontos que denota conformidade com os padrões – o “status” da acreditação;
caracter sticas da acredita o1
Características da Acreditação
  • Baseia-se no princípio do “tudo ou nada”;
  • O padrão tem que ser totalmente cumprido para que seja acreditado no nível avaliado;
  • Todas as áreas devem satisfazer um determinado nível, agregando-se dessa forma o conceito de homogeneidade;
  • O que define o resultado final é o menor nível.
programas pioneiros
Programas pioneiros
  • EUA: 1951, Joint Commission Hospital Accreditation;
  • Canadá: 1958, CanadianCouncilon Health Services Accreditation;
  • Austrália: 1959 e 1987: ACHS e QIC;
  • Reino Unido: 1986 e 1989, dois programas: Hospital AccreditationProgramme (HAP) King’sFund (KFHQS);
  • Nova Zelândia: 1987, The New ZealandCouncilonHealthcare Standards.
programas de acredita o
Programas de acreditação
  • 1990: Reino Unido
  • 1995: Finlândia
  • 1996: Espanha (Catalunha)
  • 1997: República Checa e Lituânia
  • 1997: França
  • 1998: Polônia e Suíça
  • 1999: Letônia e Holanda
  • 2000: Portugal
  • 2001: Brasil
  • 2001: Alemanha
  • 2002: Dinamarca, Irlanda e Bósnia
certifica o ona n vel 1
Certificação ONA – Nível 1
  • Princípio: Segurança (estrutura);
  • Padrão: Atende aos requisitos formais, técnicos e de estrutura para a sua atividade conforme legislação correspondente;
  • Identifica riscos específicos e os gerencia com foco na segurança;
  • Gerenciamento de riscos.
certifica o ona n vel 11
Certificação ONA – Nível 1
  • Itens de orientação:
    • Responsabilidade técnica conforme legislação;
    • Corpo funcional habilitado ou capacitado para as necessidades dos serviços;
    • Condições operacionais que atendam aos requisitos de segurança para o cliente;
    • Identificação, gerenciamento e controle de riscos sanitários, ambientais, ocupacionais e relacionados à responsabilidade civil, infecções e biossegurança.
gerenciamento de riscos1
Gerenciamento de riscos
  • Risco e Fator de Risco
  • É a probabilidade de ocorrência de uma doença, agravo, óbito ou condição relacionada à saúde (incluindo cura, recuperação ou melhora), em uma população ou grupo, durante um período determinado;
  • É estimado sob a forma de uma proporção (razão entre duas grandezas, na qual o numerador se encontra necessariamente contido no denominador).
gerenciamento de riscos2
Gerenciamento de riscos
  • O conceito de risco possui dois elementos:
    • A probabilidade de um evento perigoso; são condições de uma variável com potencial necessário para causar danos. Esses danos podem ser entendidos como lesões a pessoas, danos a equipamentos e instalações, danos ao meio ambiente, perda de material em processo, ou redução da capacidade de produção;
gerenciamento de riscos3
Gerenciamento de riscos

Severidade da consequência do evento perigoso: expressa uma probabilidade de possíveis danos dentro de um período de tempo ou número de ciclos operacionais. Pode indicar ainda incerteza quanto à ocorrência de um determinado evento.

gerenciamento de riscos4
Gerenciamento de riscos
  • Foco da Acreditação
  • - As necessidades dos clientes estão mudando ao longo do tempo devido educação, economia, tecnologia e cultura;
  • - Estas mudanças requerem melhorias continuas da qualidade.
  • Métodos Administrativos
  • Protocolos Assistenciais
  • Gerenciamento de Risco
gerenciamento de riscos5
Gerenciamento de riscos
  • Gestão do Risco
  • Processo através do qual as organizações lidam com o risco associado à sua atividade;
  • Medidas de prevenção ou controle que devem ser adotadas, para eliminar, prevenir ou minimizar um ou vários pontos críticos ou de risco.
gerenciamento de riscos6

CUSTO

SEGURANÇA

ACESSO

RACIONALIDADE

QUALIDADE

Gerenciamento de riscos
  • Redução da probabilidade da ocorrência de EventosAdversos
gerenciamento de riscos7
Gerenciamento de riscos
  • Riscos Ambientais
  • - Probabilidade de ocorrer um evento bem definido, que pode causar algum dano relacionado a(s):
  • Saúde;
  • Unidades operacionais;
  • Econômico;
  • Social.
gerenciamento de riscos8
Gerenciamento de riscos
  • Riscos Ambientais
  • A ocorrência de lesões causadas por dispositivos médicos pode estar relacionada ao equipamento, ao operador, ao paciente, ou estar relacionada a outros fatores, como por exemplo, o transporte externo e interno, armazenamento ou instalação do produto.
gerenciamento de riscos9
Gerenciamento de riscos
  • Riscos Ambientais
  • Não contêm sinalizações ou avisos adequados;
  • Não foram projetados adequadamente para o uso pretendido;
  • São divulgados como passível de esterilização, mas não o são;
  • Falha ou deterioração por qualquer razão.
gerenciamento de riscos10
Gerenciamento de riscos
  • Gerenciamento do Ambiente Hospitalar
  • O gerenciamento do ambiente hospitalar pode ser definido como um conjunto de processos utilizados para planejar, construir, equipar e manter a confiabilidade de espaços e tecnologias.
gerenciamento de riscos11
Gerenciamento de riscos
  • Gerenciamento do Ambiente Hospitalar
gerenciamento de riscos12
Gerenciamento de riscos
  • A identificação de riscos
  • Para o Gerenciamento do ambiente hospitalar, vamos necessitar além das informações do campo da manutenção, as informações relativas aos riscos existentes. Com relação aos riscos no prédio e infra-estrutura, o mapa de riscos dos diversos espaços tem seu conceito ampliado.
gerenciamento de riscos13
Gerenciamento de riscos
  • Mapa de Risco
  • O Mapa de Risco foi criado através da portaria nº 05 de 18/08/1992 do DNSST (Departamento Nacional de Segurança e Saúde do Trabalhador) do Ministério do Trabalho, e as informações sobre sua construção foram transferidas para a NR-5 que trata da CIPA.
  • O mapa de Risco é uma representação gráfica dos fatores de riscos existentes nos diversos locais de trabalho.
  • (TEIXEIRA, P, p. 111,1996)
gerenciamento de riscos14
Gerenciamento de riscos
  • Mapa de Risco
  • Tem como objetivos reunir as informações necessárias para estabelecer o diagnóstico da situação de segurança e saúde no trabalho na empresa. Possibilita, durante sua elaboração a troca e divulgação de informações entre trabalhadores, bem como estimular sua participação nas atividades de prevenção.
  • Tais fatores têm origem nos diversos elementos do processo de trabalho.
gerenciamento de riscos15
Gerenciamento de riscos
  • Identificação do Risco no Ambiente Hospitalar
  • Quando se fala em riscos em ambientes hospitalares, pensamos imediatamente em infecção hospitalar.
  • A preocupação em se definir os riscos existentes no ambiente hospitalar e inventariá-los de forma objetiva e racional são fundamentais para definição de parâmetros e procedimentos de biossegurança.
gerenciamento de riscos16
Gerenciamento de riscos
  • Desafio da Gestão do Risco
  • • Mudança de Cultura. De uma cultura de relato para uma de aprendizagem;
  • • Análise dos Micro-sistemas;
  • • Análise dos Processos;
  • • Análise da estrutura;
  • • Educação e treinamento, Colaboração, Relatórios de Pesquisa e Projetos Especiais.
tecnologia da informa o
Tecnologia da Informação
  • O termo "Tecnologia da Informação" serve para designar o conjunto de recursos tecnológicos e computacionais para a geração e uso da informação.
tecnologia da informa o1
Tecnologia da Informação
  • Predominância:
  • Velha economia -> fluxo de informação físico

X

  • Nova economia -> fluxo de informação digital (redes)
  • Benefícios da TI: maior produtividade e, consequentemente, maiores lucros dentro da organização.
  • Logo, a segurança deve ser tratada não apenas como um mecanismo de proteção, mas sim como um elemento habilitador para que os negócios de uma empresa sejam executados.
informa o
Informação
  • Uma das ferramentas mais poderosas no gerenciamento de riscos é o conhecimento;
  • Conhecimento está intimamente relacionado à informação;
  • Importância da informação: utilidade, valor, validade, classificação.
informa o1
Informação
  • Segurança requer investimentos;
  • O objetivo da segurança da informação é protegê-la contra riscos.

RISCOS X CUSTOS

informa o2
Informação
  • No domínio da gestão da informação e dos documentos de arquivo: relativamente recente (Legislação: NP 4438);
  • Algumas questões analisadas nesse âmbito:
    • Acessibilidade dos documentos;
    • Pertinência dos dados;
    • Credibilidade da informação;
    • Integralidade dos documentos de arquivo e da informação.
informa o3
Informação
  • A prioridade da gestão da segurança da informação é certificar-se de que a segurança seja uma responsabilidade que permeie toda a corporação.

“Neste mundo globalizado, onde as informações

atravessam fronteiras com velocidade espantosa, a

proteção do conhecimento é de vital importância para a

sobrevivência das organizações. Uma falha, uma

comunicação com informações falsas ou um roubo ou

fraude de informações podem trazer graves consequências

para organização, como perda de mercado, de negócios e,

consequentemente, perdas financeiras.”

  • (NAKAMURA,2002, pág. 28).
certifica o ona n vel 2
Certificação ONA – Nível 2
  • Princípio: Organização (processos);
  • Identifica, define, padroniza e gerencia os processos e suas interações sistemicamente;
  • Estabelece sistemática de medicação e avaliação dos processos;
  • Possui programa de educação e treinamento continuado, voltado para a melhoria de processos.
certifica o ona n vel 21
Certificação ONA – Nível 2
  • Itens de verificação:
    • Identificação, definição, padronização e documentação dos processos;
    • Documentação (procedimentos e registros) atualizada, disponível e aplicada;
    • Definição de indicadores para os processos identificados;
    • Medição e avaliação dos resultados dos processos;
    • Grupos de trabalho para a melhoria de processos e interação.
certifica o ona n vel 3
Certificação ONA – Nível 3
  • Princípio: Excelência na Gestão (Resultados)
  • Utiliza perspectivas de medição organizacional, alinhadas às estratégias e correlacionadas aos indicadores de desempenho dos processos;
  • Dispõe de sistemática de comparações com referenciais externos pertinentes, bem como evidências de tendência favorável para os indicadores;
  • Apresenta inovações e melhorias implementadas, decorrentes do processo de análise crítica.
certifica o ona n vel 31
Certificação ONA – Nível 3
  • Itens de verificação:
    • Sistema de indicadores de desempenho focalizando as perspectivas básicas com informações íntegras e atualizadas, incluindo informações de referenciais externos pertinentes;
    • Estabelecimento de uma relação de causa e efeito entre os indicadores e os resultados;
l gica para a defini o dos n veis
Lógica para a definição dos níveis
  • Não se avalia setor ou departamento isoladamente, o hospital somente é acreditado se todos os serviços atingirem o mesmo nível de qualidade;
  • O funcionamento de um componente interfere em todo o conjunto e no resultado final;
l gica para a defini o dos n veis1
Lógica para a definição dos níveis
  • Padrões de complexidade crescente e correlacionados;
  • Para se alcançar um nível de qualidade superior, os níveis anteriores devem ter sido atingidos.
n veis de certifica o
Níveis de certificação
  • De acordo com a adequação aos critérios estabelecidos no Manual:
    • Nível 1: Acreditado (atende aos requisitos básicos);
    • Nível 2: Acreditado Pleno (requisitos básicos mais procedimentos padronizados);
    • Nível 3: Acreditado com excelência (requisitos básicos, procedimentos padronizados mais indicadores)
vantagens da acredita o
Vantagens da Acreditação
  • Critérios e objetivos concretos, adaptados à realidade brasileira
  • Estimula a melhoria contínua da qualidade
  • Segurança para pacientes e funcionários
  • Reforça a lealdade dos trabalhadores
  • Economiza recursos e diminui retrabalho
  • Agrega valor a imagem da Instituição
  • Estabelece estrategicamente um diferencial em relação a concorrência
maiores desafios1
Maiores desafios
  • Adesão da alta Direção
  • Comprometimento do Corpo Clínico: protocolos e prontuários
  • Trabalho em equipe
  • Gerenciamento por processos
  • Gerenciamento de Riscos
  • Envolvimento dos “terceiros”
organiza es prestadoras de servi os de sa de opps
Organizações Prestadoras de Serviços de Saúde - OPPS
  • São definidas como entidades jurídicas e legalmente constituídas, nas quais se prestam serviços de:
  • assistência médica, de tipo hospitalar,
  • hemoterápico,
  • laboratório e patologia clínica,
  • ambulatorial e pronto-atendimento,
  • diagnóstico e terapia,
  • atenção primária à saúde e assistência domiciliar, de caráter estatal ou privado, com ou sem fins lucrativos, sob a responsabilidade de uma diretoria.
institui es acreditadoras
Instituições acreditadoras
  • São entidades de direito privado credenciadas pela ONA para desenvolverem o processo de avaliação na OPPS.
atribui es e compet ncias das iac s
Atribuições e competências das IAC’S
  • Avaliar a qualidade dos serviços de saúde;
  • Certificar as Organizações Prestadoras de Serviços de Saúde Acreditadas;
  • Capacitar os avaliadores para o processo de avaliação;
  • Realizar diagnóstico organizacional;
  • Palestras de sensibilização.
atribui es vedadas s iac s
Atribuições vedadas às IAC’S
  • Consultoria /assessoria: participação ativa e criativa no desenvolvimento do sistema de assistência e qualidade da OPPS.
realidade da qualidade no brasil
Realidade da Qualidade no Brasil
  • Boa parte dos serviços de saúde existentes no Brasil não são seguros nem eficientes;
  • A maioria dos hospitais brasileiros sequer atende a legislação vigente;
  • Qualidade percebida x Qualidade real.
dados preocupantes
Dados Preocupantes
  • Em cada 100 admissões de pacientes há 6,5% de eventos adversos relacionados à medicação;
  • 40 a 70% dos eventos adversos são evitáveis;
  • Eventos adversos relacionados à medicação são o tipo mais comum de evento adverso não cirúrgico;
dados preocupantes1
Dados Preocupantes
  • Estudo de Harvard concluiu que 4% dos pacientes sofrem algum tipo de dano no hospital; 70% dos eventos adversos provocam uma incapacidade temporária e 14% dos incidentes são mortais.
dados preocupantes2
Dados preocupantes
  • Baseado nos números de Harvard:
    • Internações hospitalares do SUS no Brasil em 2001: 11.756.354
      • 4% = 470.254 eventos adversos
      • 70% = 329.178 incapacidades temporárias
      • 14% = 65.836 mortes
casos reais
Casos reais

Guillermo L, um paciente diabético de 51 anos, aos despertar da anestesia depois de submeter-se a uma cirurgia para a retirada de carcinoma no pé direito descobriu espantado que lhe haviam amputado o pé esquerdo. O chocante da situação é que depois tiveram de amputar-lhe o pé direito.

A Assustadora História da Medicina

Ediouro, 2002

casos reais1
Casos Reais

Juan R. R, submeteu-se a um autotransplante de medula óssea para resolver um problema de mileloma múltiplo em um hospital de Santander. Horas após a intervenção, sofreu transfusão de plaquetas contaminadas por HIV em virtude de erro na identificação do sangue. Um ano e meio depois veio a falecer.

A Assustadora História da Medicina

Ediouro, 2002

casos reais2
Casos Reais

Bebê tem parte do dedo cortado em hospital de São Paulo

Uma menina de 1 ano de idade teve parte do dedo mínimo cortado por uma auxiliar de enfermagem no Hospital Geral do Mandaqui, na zona norte da capital paulista. O incidente aconteceu enquanto a profissional retirava uma bandagem colocada para imobilizar a mão da criança enquanto ela recebia medicação intravenosa. De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde, a menina foi encaminhada ao centro cirúrgico assim que foi constatado o ferimento, mas não houve a possibilidade de reimplante do tecido cortado. O Conjunto Hospitalar do Mandaqui determinou o afastamento por tempo indeterminado da auxiliar de enfermagem. Uma sindicância deverá ser aberta nesta segunda-feira para apurar o ocorrido e o caso será encaminhado ao COREN que definirá as sanções profissionais cabíveis. A SES ainda informou que a auxiliar de enfermagem trabalha há cerca de 10 anos no hospital e pode ser exonerada caso seja constatada falta grave. Os familiares da criança registraram boletim de ocorrência e foram à delegacia acompanhados por uma enfermeira do hospital. Site Uol, jan/11

refletir
REFLETIR
  • Porque o fato aconteceu?
  • Como este caso poderia ter sido evitado?
de 1995 a 2005 nos eua
De 1995 a 2005, nos EUA:
  • 464 mortes de pacientes internados;
  • 455 cirurgias em lado errado;
  • 444 mortes ou injúrias por complicações pós-operatórias;
  • 358 mortes ou injúrias relacionadas com erros de medicação;
  • 269 mortes ou injúrias relacionadas ao atraso no atendimento;
de 1995 a 2005 nos eua1
De 1995 a 2005, nos EUA:
  • 138 mortes ou injúrias relacionadas com queda;
  • 121 assaltos, estupros ou homicídios;
  • 94 mortes ou injúrias relacionadas com transfusão sanguínea;
  • 67 eventos relacionados à infecção;
  • 58 eventos relacionados à anestesia.

Fonte: Joint ComissiononAcreditationofHealthcareOrganizations

ainda nos eua
Ainda nos EUA:
  • “Estima-se que cerca de 100 mil pessoas morram nos Estados Unidos vítimas de Eventos Adversos. Essa alta incidência resulta em uma taxa de mortalidade maior que as atribuídas à AIDS, câncer de mama ou atropelamentos.”
situa o da rede sus
Situação da rede SUS

“Apenas 1.253 hospitais, 18,3% do total, apresentam possibilidade de trabalhar com eficiência, a grande maioria tende a operar com deseconomias de escala.”

Fonte: Ministério da Saúde 2003

CONASS - Sus: Avanços e Desafios

situa o da rede sus1
Situação da rede SUS
  • Os serviços são ruins porque faltam recursos, estes são escassos porque os serviços não são bons ou os recursos existem, porém não são utilizados corretamente?
o sistema de gest o da qualidade
O Sistema de Gestão da Qualidade
  • Rede Privada (imagem institucional) x Serviço Público (metas qualitativas);
  • Dada a organização sistêmica do hospital, não basta que haja ilha de excelência, todo o sistema precisa funcionar em conjunto;
conclus o
Conclusão
  • Gestão da Qualidade:
    • Satisfação e segurança do paciente;
    • Segurança para os profissionais;
    • Responsabilidade sócio-ambiental;
    • Racionalização do uso dos recursos materiais;
    • Melhoria da imagem institucional.
conclus o1
Conclusão
  • O sistema de gestão da qualidade nos serviços de saúde não vem para burocratizar a assistência, mas sim para torná-la mais segura e eficiente, através da busca por melhores resultados.
outras ferramentas da qualidade
Outras ferramentas da Qualidade
  • Brain-storming;
  • Histograma;
  • Gráficos e Cartas de Controle;
  • Diagrama de Causa-Efeito;
  • Folhas de Verificação;
  • 5S.