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Professor Edley. www.professoredley.com.br. A África entre os Séculos XI e XV. Mercado na praça diante da Grande Mesquita de Djenné, no Mali, 2006. A África entre os Séculos XI e XV.

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Professor Edley

www.professoredley.com.br

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A África entre os Séculos XI e XV

Mercado na praça diante da Grande Mesquita de Djenné, no Mali, 2006.

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A África entre os Séculos XI e XV

Entre os séculos XVI e XIX, milhares de africanos foram trazidos ao Brasil para trabalhar como escravos nas lavouras.

Sua vinda trouxe também muitos elementos da cultura africana, que foram incorporados aos costumes indígenas e europeus, criando um conjunto de costumes, palavras, religiões, entre tantos outros aspectos, exclusivamente brasileiros.

No curso da História, inúmeras sociedades africanas se desenvolveram e criaram diferentes formas de organização, que formaram desde pequenos grupos caçadores e coletores de alimentos a grandes reinos com organizações políticas complexas.

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O Reino de Gana

A África pode ser dividida em duas grandes regiões:

  • ao norte, onde se desenvolveu Cartago e as cidades-Estados fenícias, conhecida como África setentrional ou África do norte;
  • mais ao sul, conhecida por África subsaariana, por onde se estende o deserto do Saara e ao sul dele.

Entre essas duas regiões, na região conhecida como Sahel, formaram-se algumas sociedades que sobreviviam do comércio, atravessando o deserto para levar e trazer mercadorias.

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O Reino de Gana

Entre as mercadorias mais vendidas no comércio que atravessava o deserto, podemos destacar as bijuterias, vidro, objetos de marfim, perfumes, tâmaras, entre outros.

Objetos de ouro, dos séculos XVII e XVIII, encontrados

na região do antigo reino

de Gana, no Sahel.

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O Reino de Gana

Gana foi um dos reinos do Sahel. Formou-se a partir do século IV como uma junção de várias vilas, vilarejos e povos da região que hoje conhecemos como Mauritânia. Essas comunidades se agruparam em torno da figura de um rei – conhecido como gana – por motivos de lealdade.

Muitas vezes o rei se casava com mulheres de aldeias diferentes para expandir seus territórios. Outra estratégia de expansão de terras era a invasão de territórios vizinhos e domínio de outros povos. Isso era facilitado pelo conhecimento de metalurgia dos povos locais, com os quais produziam armas, em geral, superiores às de seus adversários, feitas com ossos e pedras.

O reino de Gana mantinha um forte comércio com o norte da África e era conhecido pela abundância de ouro extraído de suas minas. O ouro era tão abundante em Gana que chamou a atenção dos viajantes da região, que perceberam o uso do metal em artefatos de guerra, adornos e até mesmo coleiras de cães.

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O Reino de Gana

No reino havia duas capitais, uma delas era Koumbi Saleh, que segundo os arqueólogos era a mais rica cidade de mercadores muçulmanos e que chegou a ter mais de 20 mil habitantes.

Ruínas de Koumbi Saleh, uma das capitais do reino de Gana, no sudoeste da atual Mauritânia.

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O Reino de Gana

A outra capital, distante cerca de 10 quilômetros da primeira, era conhecida como Gaba (‘o Bosque’).

Era considerada a cidade real, na qual habitava o rei e seu súditos. Possuía mesquitas, bosques, santuários dedicados às crenças tradicionais dos antigos habitantes, etc.

Na metade do século XI, algumas regiões se separaram de Gana, entre elas Takur, um pequeno reino governado por reis convertidos ao islamismo, que assumiu por algum tempo o controle das minas de ouro, substituindo Koumbi Saleh como principal centro comercial da região.

Por essa época, guerras entre grupos étnicos enfraqueceram o reino de Gana, que por volta do século XII sucumbiu à invasão de povos do norte, sendo aos poucos absorvido pelo reino de Mali.

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O Reino do Mali

Até o século XII, parte da região entre os rios Níger e Senegal era habitada pelo povo mandinga e encontrava-se sob o domínio do reino de Gana.

A desagregação de Gana gerou um período de desordem governamental na região, até que, por volta de 1230, Sundiata Keita, líder de um dos clãs da região, venceu seus grupos vizinhos e estabeleceu comando único na região.

Apesar de os chefes locais continuarem governando suas regiões, cederam o título de rei (mansa) a Sundiata, dando origem ao que se tornaria o reino

do Mali.

O rei era, assim como no Egito, considerado uma figura sobre-humana, a qual eram atribuídos poderes divinos.

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O Reino do Mali

Ao mansa era atribuído o poder de interferir nas colheitas, no clima, na terra e na fertilidade das mulheres.

O rei costumava receber seus súditos sentado em almofadas e sob um grande guarda-sol, que simbolizava a soberania e o poder.

Mansa Musa I, rei de Mali no século XIV, em representação do ilustrador inglês Angus McBride feita em guache sobre papel no início do século XX. Mansa Musa, ou o Leão de Mali, é carregado com uma liteira por chefes subalternos e acompanhado pelo poeta da corte (homem no canto direito inferior usando uma cabeça de pássaro).

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O Reino do Mali

Mali conquistou todo o antigo Império de Gana, controlando assim as minas de ouro do antigo império instalado na região. Também estendeu seus domínios para leste, ao longo do rio Níger, e para oeste, até o oceano Atlântico.

Koumbi

Saleh

S A A R A

S A H E L

Tombuctu

Rio Senegal

Rio Niger

Iorubas

Ilê

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O Reino do Mali

Tendo em vista a diversidade de organizações políticas e religiosas dos povos que passaram a constituir o reino do Mali, o mansa tinha que ser flexível e tolerante às diferenças para conseguir que todos pagassem os impostos exigidos por sua administração.

Os soberanos do Mali eram seguidores do islamismo, sendo assim, deveriam viajar para Meca, cidade sagrada muçulmana, pelo menos uma vez na vida.

No século XIII, o mansa Kankan Musa organizou uma comitiva para ir a Meca, numa viagem tão grandiosa que se tornou famosa na Europa e na Ásia, rendendo-lhe o título de Senhor do Ouro.

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O Reino do Mali

No caminho para a cidade sagrada passou por diversas regiões e acabou se encantando pelo Egito, sociedade da qual procurou aproximar seu império por meio dos conhecimentos de arquitetos, pensadores e juristas egípcios, os quais levou consigo para o Mali.

Apesar da ostentação de Musa, a unidade do reino de Mali era frágil, pois dependia da aceitação do mansa por parte dos governos locais.

Entre os séculos XV e XVI, a desobediência de alguns grupos à autoridade centralizada em torno da figura do mansa acabou levando a conflitos que culminaram no enfraquecimento e fim do reino de Mali.

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Os Iorubas

Iorubas é a denominação utilizada para designar um conjunto de traços linguísticos e culturais de povos que desde o século I já se espalhavam pelo vale fértil do rio Níger, na área fértil de florestas do continente africano.

Apesar da organização política independente (cidades-Estados), os iorubas estavam ligados pela crença de que tinham a mesma origem ancestral.

Segundo a tradição, a primeira cidade fundada teria sido Ilê Ifé, que veio a se tornar o centro espiritual dos iorubas.

Mulher ioruba no Festival Anual de Oxum, a rainha dos rios, na cidade de Oshogbo, na Nigéria, 2006.

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Os Iorubas

Segundo as histórias orais, todos os iorubas descendiam de Oduduá, figura mítica que teria concluído a missão a ele dada por Oludumaré (o deus supremo) de criar o mundo.

Os obás (chefes dos governos autônomos) eram considerados descendentes de Oduduá, sendo-lhes por isso atribuída uma origem divina.

Seu governo era exercido com o auxílio de um conselho formado pelos chefes das principais famílias.

Ibeji, divindades que na mitologia ioruba representam os opostos, a dualidade, a contradição.

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Os Iorubas

A religião desempenhava um papel importante entre os iorubas.

Quando nascia, a criança ioruba era encaminhada a um babalorixá (sacerdote) para a determinação da divindade (orixá) que iria acompanhá-la e orientá-la por toda a vida, adquirindo então compromissos com seu orixá protetor, como sacrifícios e oferendas.

A partir do século XVI, com a chegada dos europeus à costa ocidental da África, os iorubas passaram a ser escravizados e levados para a América, incorporando muitos traços culturais e religiosos à cultura brasileira.

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Os Iorubas e o Candomblé no Brasil

Os iorubas estavam entre as muitas culturas africanas trazidas para o Brasil a partir do século XVI.

Eles deixaram marcas em nossa língua, alimentação, festas e música, e se destacam por serem responsáveis pelo surgimento da religião do candomblé.

Entre os africanos, o culto do candomblé diz respeito aos orixás, que são entidades divinas que apresentam reações humanas e representam forças naturais.

No Brasil, a condenação da religião como culto escravo acabou levando à proibição, o que por sua vez fez com que os orixás passassem a ser associados a santos católicos.

Representação de Oxóssi (2011), orixá da caça e da fartura, guache sobre papel de Teresa Berlinck.

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Os Bantos

  • A expressão “banto” se refere a diversos povos africanos que dividem o mesmo tronco linguístico;
  • Originalmente, os bantos viviam onde hoje se localizam Nigéria e Camarões, porém se expandiram para outras regiões a partir do século I;
  • Comercializavam ouro e marfim, dominavam a metalurgia e viviam de caça, coleta, pesca, pastoreio e agricultura;
  • Seu constante deslocamento em busca de solo para a agricultura levou ao povoamento de extensas áreas. Organizaram-se tanto como comunidades independentes, quanto como reinos – caso do Grande Zimbábue (séc. XIV) e do Manicongo (sec. XV).
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Os Bantos em Terras Brasileiras

Assim como os iorubas, os bantos contribuíram muito para a formação da cultura brasileira.

Suas maiores contribuições se referem às ricas festividades brasileiras, como por exemplo a congada, na qual é encenada a coroação dos reis do Congo, num folguedo que mistura danças africanas com aspectos do catolicismo, como as procissões em homenagem a santos.

A influência banta também aparece em manifestações como o bumba meu boi e o samba, além de ritmos musicais, como o partido-alto, o coco, o lundu, o jongo, o calango, etc., sem falar nos instrumentos musicais, como o reco-reco, a cuíca e o ganzá.

Na Bahia, o samba de roda ocorre em diversos lugares, e uma das mais conhecidas apresentações é a que acontece em Cachoeira durante a Festa de Nossa Senhora da Boa Morte.

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Referência Bibliográfica

  • Projeto Teláris: História / Gislane Campos de Azevedo,
  • Reinaldo Seriacopi. – 1ª Edição – São Paulo: Ática, 2012.
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