semin rio hist ria da poliomielite e de sua erradica o n.
Download
Skip this Video
Loading SlideShow in 5 Seconds..
Seminário História da Poliomielite e de sua erradicação PowerPoint Presentation
Download Presentation
Seminário História da Poliomielite e de sua erradicação

Loading in 2 Seconds...

play fullscreen
1 / 14

Seminário História da Poliomielite e de sua erradicação - PowerPoint PPT Presentation


  • 120 Views
  • Uploaded on

Seminário História da Poliomielite e de sua erradicação. A erradicação da poliomielite no Brasil Dilene Raimundo do Nascimento dilene@coc.fiocruz.br Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz 2005. Contexto brasileiro na década de 1970

loader
I am the owner, or an agent authorized to act on behalf of the owner, of the copyrighted work described.
capcha
Download Presentation

PowerPoint Slideshow about 'Seminário História da Poliomielite e de sua erradicação' - alameda


An Image/Link below is provided (as is) to download presentation

Download Policy: Content on the Website is provided to you AS IS for your information and personal use and may not be sold / licensed / shared on other websites without getting consent from its author.While downloading, if for some reason you are not able to download a presentation, the publisher may have deleted the file from their server.


- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - E N D - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
Presentation Transcript
semin rio hist ria da poliomielite e de sua erradica o

Seminário História da Poliomielite e de sua erradicação

A erradicação da poliomielite no Brasil

Dilene Raimundo do Nascimento

dilene@coc.fiocruz.br

Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz

2005

slide2
Contexto brasileiro na década de 1970
  • A assistência médica em plena expansão, com financiamento da Previdência Social
  • A saúde pública, relegada a segundo plano, ineficiente e conservadora
  • meados da década de 1970  esgotamento do milagre econômico  crise política, institucional e econômica
  • novas estratégias para manutenção do governo:

1. II PND  compromisso de conjugar a política econômica e a social

2. política de abertura do governo  possibilitou a expansão de movimentos sociais  movimento por reforma sanitária

slide3
Política de imunizações

Começa a ganhar força nos anos 1970, tendo no cenário mundial a campanha de erradicação da varíola e a difusão dos conceitos de vigilância epidemiológica, iniciativas da OMS.

Plano Nacional de Controle da Poliomielite

  • instituído pelo Ministério da Saúde, em 1971
  • 1ª tentativa organizada nacionalmente de controlar a pólio no Brasil
  • Risi: a história da pólio no Brasil, depois da existência da vacina, era mais ou menos o seguinte: havia uma epidemia da doença e em seguida uma epidemia de vacinação.

Assim, a aplicação da vacina chegava atrasada, quando a epidemia da doença já estava em declínio.

  • A implementação deste plano produziu uma cobertura vacinal positiva, mas o impacto sobre a incidência da doença foi desconhecido porque não se tinha dados epidemiológicos prévios.
slide4
Plano Nacional de Imunizações (PNI)
  • Instituído pelo Ministério da Saúde, em 1973
  • Gestão do ministro Mário Machado Lemos, caracterizada pela elaboração de grandes planos para a saúde
  • Incorporou o controle da poliomielite e introduziu a multivacinação
  • Objetivo do PNI: estimular e expandir a utilização de agentes imunizantes
  • Plano Decenal de Saúde para as Américas
  • O dinamismo inicial do PNI deveu-se à Central de Medicamentos (CEME), criada em 1971, capacitada para a compra de insumos em grande quantidade
slide5
Mudanças no Ministério
  • Em 1974, com o governo Geisel, assume Paulo de Almeida Machado

 forte influência da Faculdade de Saúde Pública de São Paulo

 defesa da atuação dos centros de saúde, as ações de rotina e a educação sanitária

 abandona-se a estratégia de campanha e prioriza-se a rotina

  • A avaliação de perdas e ganhos com essa nova política é relativa:

perdeu-se na cobertura vacinal, porque os serviços de rotina eram insuficientes; ganhou-se no aperfeiçoamento técnico em relação à vacinação, à rede de frio e à vigilância epidemiológica.

  • A vigilância epidemiológica aplicada à poliomielite verificou que sua incidência maior era nas crianças do grupo etário de 0-4 anos, não vacinadas, que viviam em zonas urbanas e era causada principalmente pelo poliovirus tipo 1.
dias nacionais de vacina o
Dias Nacionais de Vacinação
  • Em fins de 1979, no governo Figueiredo, assume Waldir Arcoverde

 equipe de epidemiologistas: vigilância e vacinação

 epidemias importantes eclodiram no sul do país

 experiências bem sucedidas de controle da pólio em outros países

 necessidade de legitimação do governo

  • A estratégia básica de enfrentamento da poliomielite naquele momento foi definida nos primeiros dias de janeiro de 1980:

vacinação maciça, em período muito curto de tempo, em todo o território nacional

  • Reações negativas

 a polêmica com Sabin

 sanitaristas que defendiam a atenção primária à saúde

  • Processo intenso de negociação política entre o Ministério da Saúde e os Estados

 convencer da viabilidade do projeto

 organizar o DNV

recursos
Recursos
  • Recursos humanos

 grande investimento em capacitação de pessoal: treinamentos e cursos

 Ministério da Saúde com apoio da OPAS

  • Recursos financeiros

 recursos do próprio país, vindos de vários ministérios

  • Capacidade instalada

 nos DNVs atinge a mais de 100 mil postos de vacinação no país

tecnologias
Tecnologias
  • Vacina Sabin:

 compra regular

 produção nacional

  • Diagnóstico laboratorial
  • Rede de Frio

 armazenamento, conservação, manipulação, distribuição e transporte dos imunobiológicos

  • Vigilância epidemiológica
  • Sistema de informação
mobiliza o social
Mobilização Social
  • Campanhas com caráter coercitivo  resistência da população
  • PNI: “informação e mobilização da comunidade para assegurar a adesão informada das populações”
  • Em que pese a verticalização dos DNVs no seu início, desde então se pretendeu a adesão dos estados na sua execução
  • Cristina Rocha: quando decidiram: vai-se fazer a vacinação, a gente entrou de cheio, tanto para trabalhar a questão da comunicação, como para trabalhar a estruturação das campanhas nos Estados. E essa foi a grande tarefa nossa. Tinha um epidemiologista e um educador, e íamos em dupla para os Estados para montar todo aquele esquema, fazer grupos ligados à questão de recursos humanos, à questão da logística, à questão da orientação técnica.
impacto
Impacto
  • Acentuada redução do número de casos de poliomielite
  • A partir de 1984, a campanha foi se horizontalizando
  • Dia Nordestino de Vacinação
  • Os Dias Nacionais de Vacinação resultaram

em avanços:

 na estruturação da vigilância epidemiológica

 no Programa Nacional de Imunizações

 na organização das equipes de saúde

 no trabalho com a comunidade

 no uso da mídia para as questões de saúde

a proposta de erradica o
A proposta de erradicação
  • Em 1985, o Governo Sarney compromete-se, em conjunto com os demais países das Américas:

Erradicar a transmissão autóctone do poliovirus selvagem na Região das Américas até 1990

  • Iniciativa da OPAS-OMS, com apoio do Unicef, BID, USAID, Rotary Internacional
  • Criação do GT-pólio, em 1986
  • VIII Conferência Nacional de Saúde, em 1986: “Saúde direito de todos e dever do Estado”

 influência de Alma-Ata  Atenção Primária à Saúde  rede de serviços básicos de saúde

  • Constituição Federal (1988)  SUS
  • Ressurge grande pressão política sobre o programa de erradicação da poliomielite
o programa de erradica o da poliomielite
O programa de erradicação da poliomielite
  • Recursos

 aumento considerável dos recursos financeiros para projetos de avaliação e capacitação técnica

  • Tecnologia

 mudança na formulação da vacina

 avanços nas técnicas de diagnóstico

 ampliação das atividades de vigilância epidemiológica

 monitoramento da circulação do vírus no ambiente

 criação da Comissão Nacional de Revisão de Casos de Poliomielite

  • Mobilização Social

 criação do Zé Gotinha  grande poder de mobilização da população

 intensificação do uso da mídia

 apoio decisivo do Rotary Club, em função de seu Programa Pólio-Plus  trabalho de voluntários e apoio financeiro (U$ 6 milhões entre 1987 e 1991)

impacto do programa de erradica o da poliomielite
Impacto do Programa de Erradicação da Poliomielite
  • Em março de 1989, foi notificado o último isolamento do poliovírus selvagem no país, no município de Souza, na Paraíba.
  • Em 1990, o Brasil direcionou o programa para cumprimento dos critérios estabelecidos pela Comissão Internacional de Certificação da Erradicação da Poliomielite
  • Em 1994, o Brasil recebeu a Certificação da Erradicação da Poliomielite
coment rios finais
Comentários finais
  • Ciro de Quadros: A erradicação da pólio não foi, em si, um objetivo único. A erradicação foi um dos objetivos. O segundo foi reforçar o programa nacional de vacinas, ou seja, alcançar a imunização universal, e um outro era mobilizar a sociedade, ou seja, um enfoque político muito importante de mobilização da sociedade no aspecto de saúde, de mudar um pouco a mentalidade dos governos, de mudar a mentalidade da população, ou seja, são três objetivos fundamentais, dos quais a erradicação já foi alcançada, (...), o programa de vacinação saiu fortalecido, e em relação à mobilização política e social eu acho que também se avançou bastante (...).
  • Para além da erradicação da poliomielite, a campanha de vacinação reforçou a credibilidade das vacinas, quebrando com resistências que existiam não só dos técnicos como da própria população, que hoje demanda vacina.
  • Estudar a poliomielite em uma perspectiva de história das doenças revela claramente o desenvolvimento e a legitimação das políticas públicas de saúde nacionais e internacionais, o processo de incorporação de tecnologias e as práticas e construções discursivas da medicina com vistas ao controle da doença, onde estão envolvidos sociedade, Estado, instituições, mercado e organismos internacionais.