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Psicanálise Ontem Psicanálise Hoje

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Presentation Transcript

  1. Psicanálise OntemPsicanálise Hoje Minicurso

  2. Contexto Histórico • No século XVIII, a loucura e a histeria perdem suas prerrogativas divinas que tiveram em toda a Idade Média e passam a ser vistas como doenças da dimensão humana. A desconstrução começou com a descoberta da Lei da Gravitação Universal com os físicos Johannes KEPLER (1571-1630) e Isaac NEWTON (1642-1727) (Coleção memórias da Psicanálise – Freud e o despertar do inconsciente)

  3. Contexto Histórico PARACELSO 1493-1541 • As Psicoterapias, antes de Freud, utilizavam com frequência a SUGESTÃO para tratar os pacientes. Paracelso, alquimista do Renascimento, afirmava que “A sugestão confere ao homem um poder sobre seu semelhante, comparável aquele de um ímã sobre o ferro”. (Coleção memórias da Psicanálise – Freud e o despertar do inconsciente)

  4. Franz Anton Mesmer • Em 1766, o vienense Mesmer afirma que a atração universal de Kleper e Newton pode ser aplicada ao corpo e à alma humana chamando-a de “magnetismo animal”. MESMER 1734-1815 • A teoria da “atração universal animal” afirma que os seres vivos veiculam um “fluido universal” que é transmitido de um corpo a outro através de um ímã e esta transmissão reestabelece um afluxo de energia permitindo sua livre circulação que estaria bloqueada em um órgão doente. (Coleção memórias da Psicanálise – Freud e o despertar do inconsciente)

  5. A Cuba de Mesmer • Seu tratamento incluía as imposições das mãos e a Cuba terapêutica. Na cuba, os doentes eram unidos por uma corda e ligados à cuba por uma barra de metal em contato com o órgão doente. MESMER 1734-1815 • A outra parte da barra era mergulhada no líquido da cuba que possuía em sem interior pedaços de vidro, areia, limalha de ferro e bastões de enxofre moídos (Coleção memórias da Psicanálise – Freud e o despertar do inconsciente)

  6. A Cuba de Mesmer • Grandes espelhos refletiam a imagem do grupo enquanto que uma música harmônica era tocada. MESMER 1734-1815 • Com uma vara de ferro magnetizada o terapeuta estimula as crises por meio de “passes”. Quando as crises vêm os pacientes são transportados para outro cômodo junto com o terapeuta. (Coleção memórias da Psicanálise – Freud e o despertar do inconsciente)

  7. Marquês Chastenet de Puységur • Puységur desenvolve a teoria de seu mestre Mesmer afirmando que as crises desencadeadas, na verdade, são resistências à cura. Ele vai colocar seus pacientes em estado de sonambulismo e os deixa guiar as sessões. Na relação passa a existir um jogo de submissão-resistência do paciente com o terapeuta. O papel do terapeuta passa a ser devolver ao paciente seu próprio saber. PUYSÉGUR 1751–1825 • É nesse contexto que começa a se perceber um movimento que vai culminar na Psicanálise. Neste momento ainda não é possível perceber a dimensão psíquica do que é dito pelo paciente. (Coleção memórias da Psicanálise – Freud e o despertar do inconsciente)

  8. Joseph Philippe François Deleuze • Deleuze acredita que o fluido magnético tem mais poder do que sua ação pessoal. Cria sua forma de trabalhar com sessões que vão diminuindo de tempo e com o paciente sonâmbulo ele dá passes magnéticos calmantes e procura a causa da doença. Afirma: “as doenças crônicas têm frequentemente como causa pesares secretos, dores morais, sentimentos oprimidos”. (Coleção memórias da Psicanálise – Freud e o despertar do inconsciente) DELEUZE 1753-1835

  9. Joseph Philippe François Deleuze • As diretivas do processo são: “Evite questionar os segredos do sonâmbulo quando não é evidentemente útil para ele que sejam conhecidos. Ouça-o sem agradecer-lhe, sem lhe fazer nenhum elogio. Atingida a cura, a relação dever ser interrompida. Qualquer prolongamento pode ser nocivo ao sonâmbulo”. • Deleuze fala também que o magnetizador normalmente não é influenciado pelas dores do paciente, mas algumas vezes ele pode experimentar essas dores de modo tão vivo que as sente mesmo depois da sessão. Esse movimento na futura Psicanálise recebe o nome de contratransferência. (Coleção memórias da Psicanálise – Freud e o despertar do inconsciente) DELEUZE 1753-1835

  10. Abade Faria (José Custódio de Faria) • Faria faz do sono o cerne de sua terapêutica abrindo uma reflexão para a influência sugestiva da linguagem sendo precursor da psicoterapia verbal embora ainda inclui-se massagens terapêuticas e o relaxamento em seu trabalho. • Ele critica os modelos anteriores que utilizavam a cuba ou fluido magnético partindo do princípio que o SONO LÚCIDO como ele chamava, é quem promove os sonhos que estão ligados à intuição (que deve ser mista – ligada à memória e a sensorialidade) • Entretanto não descorporifica por completo o tratamento acreditando na influência sanguínea que mostra os pontos de fixação através de sua espessura ou debilidade. (Coleção memórias da Psicanálise – Freud e o despertar do inconsciente) ABADE FARIA 1756-1819

  11. Ambroise-Auguste Liébeault • Liébeault começa a utilizar a palavra hipnose e afirma que o sonambulismo é um mecanismo normal ao ser humano e pode ser conduzido através da sugestão. • Ele diz que favorecendo o ambiente como a penumbra, temperatura amena e outros é comum ao ser humano entrar em um estado de sonambulismo e o sujeito não esquece quem o adormeceu, a não ser aparentemente. Neste estado, começa-se a fazer sugestões de melhoria. O toque é o meio de manter o contato com quem o adormeceu. (Coleção memórias da Psicanálise – Freud e o despertar do inconsciente) LIÉBEAULT 1823-1904

  12. Ambroise-Auguste Liébeault • São frases de Liébeault: • A atenção retira-se da consciência para investir os pensamentos latentes • O sono abriga uma inteligência, um pensamento que pode ultrapassar o pensamento de vigília, o que permite compreender racionalmente os sonhos adivinhatórios. • “O que não está nos sentidos não pode existir na inteligência”. • “As lembranças rememoradas durante o sono lúcido existem também no estado de virgília, mas sem que haja atenção acumulada que lhes dê vivacidade”. • Loucura, criação artística, sonho, pertencem à mesma família psíquica, todos os três sendo conectados às experiências do passado”. (Coleção memórias da Psicanálise – Freud e o despertar do inconsciente) LIÉBEAULT 1823-1904

  13. Ambroise-Auguste Liébeault • Em 1884 funda junto com HippolyteBernheim (1840-1919) a Escola de Nancy, que imediatamente faria oposição à Escola de Salpêtrière, chefiada pelo parisiense Jean Martin Charcot (1825-1893), famoso por seus estudos experimentais sobre a histeria. (Coleção memórias da Psicanálise – Freud e o despertar do inconsciente) LIÉBEAULT 1823-1904 ESCOLA DE NANCY

  14. HippolyteBernheim • A histeria e a hipnose foram razão da disputa entre Nancy e Salpêtriére, que se estendeu por dez anos. Bernheim dizia ser a hipnose decorrente da sugestão verbal, e que tal técnica já estava desmistificada, desvinculada do simples mesmerismo, desde fins de século XIX, quando a clínica da palavra sobrepujava a do olhar. Acusava Charcot de fazer mal uso da hipnose, já que dela se servia não para fins terapêuticos, senão para provocar crises convulsivas em suas pacientes, manipulando-as de modo a conferir um status de neurose à histeria. O médico de Nancy afirmava ainda que os efeitos alcançados pelo hipnotismo poderiam advir por simples sugestão dada em estado de vigília, estando aí o prenúncio do que mais tarde veio a se chamar de psicoterapia. (http://www.amigodaalma.com.br/2010/01/07/hipnose/) BERNHEIM 1840-1919

  15. Jean Martin Charcot • Desde 1870, o médico parisiense Jean Martin Charcot, chefe do Hospital Escola de Salpêtriére, tornara-se famoso por seus estudos experimentais sobre a histeria. A administração de Salpêtriére decidira separar os doentes alienados das mulheres histéricas e dos epilépticos, juntando essas duas últimas patologias numa mesma enfermaria. Rapidamente as histéricas assimilaram os sintomas epilépticos em suas crises e aprenderam a simulá-las plasticamente. (http://www.amigodaalma.com.br/2010/01/07/hipnose/) CHARCOT 1825-1893

  16. Jean Martin Charcot • Charcotvalia-se da hipnose para diferenciação diagnóstica, capaz que era de fabricar sintomas extraordinários nas histéricas submetidas à sugestão hipnótica, de modo a provar o caráter neurótico dessa doença. (http://www.amigodaalma.com.br/2010/01/07/hipnose/) CHARCOT 1825-1893

  17. Josef Breuer • Breuer descobriu, em 1880, que ele havia aliviado os sintomas de depressão e hipocondria (histeria) de uma paciente, BERTHA PAPPENHEIM (ANNA O.), depois de induzi-la a recordar experiências traumatizantes sofridas por ela na infância. Para isso Breuer fez uso da hipnose e de um método novo, a terapia de conversa. Caso que Freud acompanhou. (Coleção memórias da Psicanálise – Freud e o despertar do inconsciente) BREUER 1842-1925

  18. Sigmund Freud • O termo PSICANÁLISE foi criado por Freud e aparece pela primeira vez em um artigo chamado Novas observações sobre as neuropsicoses de defesa (1896) e buscava nomear um novo método terapêutico para tratar as neuroses. • O primeiro caso de Freud, na verdade foi de Breuer: Anna O. (BerthaPappenheim). (Coleção memórias da Psicanálise – Freud e o despertar do inconsciente)

  19. Freud e a Histeria EMMY VON N. 1872-1953 • O caso que trouxe a possibilidade da cura pela fala com Freud foi Sra. Emmy von N. (Fanny Moser - 1889) que tinha fobia de animais. • O tratamento durou seis semanas. • Sra. Emmy pediu que Freud parasse de fazer perguntas e a deixasse falar. (QUINODOZ, 2007)

  20. Freud e a Histeria • Em 1892, Miss Lucy R. não estava respondendo à hipnose e Freud passou a aplicar o método da associação livre para o seu problema de não sentir odores e suas alucinações olfativas. Freud identifica as causas dos sintomas histéricos pelo desejo reprimido da consciência de estar apaixonada por seu patrão. • Katharina, em 1893, tinha problemas de sufocação acompanhados da visão de um rosto assustador e foi consultada por Freud em um passeio nas estalagens de sua família onde Freud se hospedou. Foi o caso em que Freud mostra o papel dos traumatismos sexuais na origem dos sintomas histéricos quando elucidou que Katharina presenciara uma relação sexual de seu tio (pai) com sua prima dois anos antes do aparecimento dos sintomas, tio que já havia tentado seduzi-la. (QUINODOZ, 2007)

  21. Freud e a Histeria • Srta. Elisabeth von R. (Ilona Weiss) foi a primeira paciente que Freud fez a análise completa de um caso de histeria. Freud tratou dela do outono de 1892 a julho de 1893. Ela sofria de dores violentas nas pernas e distúrbios da marcha que apareceram pela primeira vez quando ela tratava do pai doente. O pai e em seguida a irmã morreram. Freud dividiu seu tratamento em três fases: • 1ª fase – impossibilidade de estabelecer uma relação entre os seus sintomas e a causa desencadeante não aceitando a hipnose. • 2ª fase – recorreu ao procedimento de pressão na cabeça pedindo que lhe falasse o que viesse à mente. Sua lembrança foi a de uma rapaz que ela estava enamorada e teve que abrir mão dele para tratar do pai. Com essa lembrança, a própria pacientes descobriu o motivo da primeira conversão (o pai apoiava a perna na sua coxa direta onde a conversão começou). Nesse momento Freud ganhou confiança em seu método e se deu conta da resistência. • 3ª fase – os sintomas retornaram e Freud manteve o trabalho até descobrir que a morte da irmã trouxe o pensamento de que seu cunhado estaria livre para ela. Sua consciência moral não permitirá que ela amasse seu cunhado e então ela reprimiu esse desejo. Após essa descoberta ela ficou curada. (QUINODOZ, 2007)

  22. Construção dos Conceitos • Pelo estudo da histeria Freud começa a perceber alguns de seus primeiros conceitos: • Transferência – ele já apontada que Breuer não percebeu que a gravidez psicológica de Anna O. era uma processo de transferência que ela fez do pai para o médico. • Resistência – Com a dificuldade da Srta. Elisabeth von R. de se recordar ou falar de lembranças que viessem em sua mente, Freud percebe que existe um mecanismo que possui um tipo de censura que inibe os pensamentos no tratamento. • Sedução infantil – no curto período de 1895 a 1897 Freud acreditava que suas pacientes realmente haviam sida abusadas na primeira infância, mas seus estudos posteriores o fazem perceber que isso na verdade só acontecia em fantasia. • Complexo de Édipo – com as histéricas e posteriormente com a sua autoanálise, Freud se dá conta que deseja a mãe e sente inveja do pai. A esse funcionamento inicialmente reprimido, ele irá chamar de Complexo de Édipo. • Visando introduzir a psicologia profunda (Psicanálise) no âmbito das ciências naturais Freud, em 1895 – mas só publicado em 1950, escreve “Projeto para uma psicologia científica” tentando mostrar um modelo integrado de funcionamento psíquico inclusive prevendo o auxílio de medicação (em uma bioanálise). (QUINODOZ, 2007)

  23. Freud entre 1894 e 1899 • Freud continua a desenvolver seus estudos sobre histeria, fobia e obsessões nos seguintes textos: “As neuropsicoses de defesa” (1894), “Sobre os fundamentos para destacar da neurastenia uma síndrome específica denominada ‘neurose de angústia’” (1895), “Observações adicionais sobre as neuropsicoses de defesa” (1986). • Ainda no segundo texto ele delimita a neurose de angústia, hoje conhecida como síndrome do pânico. • Em “A Sexualidade na etiologia das neuroses” (1898) vai falar da importância da sexualidade no adoecimento. • E em “Lembranças Encobridoras” (1899) fala da substituição de lembranças reprimidas por lembranças que ocupam o lugar dessas quem mantêm seu poder patogênico no inconsciente. (QUINODOZ, 2007)

  24. Sobre a Interpretação dos Sonhos (1900) • Freud faz um estudo histórico do olhar sobre os sonhos para concluir que o sonho é uma produção própria de quem sonha e que não provém de uma fonte estranha a ele, imposta de fora. • É nesse texto que ele traz uma das suas frases mais conhecidas: “A interpretação dos sonhos é via régia que conduz ao conhecimento do inconsciente da vida psíquica” • Através da análise de vários sonhos, inclusive dos seus, ele conclui alguns fundamentos que o levarão à forma de se trabalhar analiticamente. (QUINODOZ, 2007)

  25. Sobre a Interpretação dos Sonhos (1900) • Conteúdo manifesto – sonho tal como é relatado e no qual o sentido geralmente é obscuro. • Conteúdo latente – o seu significado só aparece com toda a sua clareza depois que o sonho é decifrado à luz das associações do paciente. • Trabalho de sonho – conjunto de operações psíquicas que transforam o conteúdo latente em conteúdo manifesto com o objetivo de torna-lo irreconhecível. • Trabalho de análise – é a operação inversa, que visa encontrar seus sentido oculto a partir do conteúdo manifesto. (QUINODOZ, 2007)

  26. Sobre a Interpretação dos Sonhos (1900) • O sonho é a realização de um desejo inconsciente (recalcado/reprimido). Nas crianças, muitas vezes, o desejo é “límpido” como o caso da menina que sonha com morangos que lhe foram negados no dia anterior. Mas no adulto, a maioria das vezes o desejo vem dissimulado de forma a parecer incoerente à primeira vista só sendo elucidado pelo trabalho de análise. (QUINODOZ, 2007)

  27. Mecanismos na formação dos sonhos • Condensação – é reunir em um único elemento vários elementos – imagens, pensamentos, etc. – pertencentes a diferentes cadeias de associação. • Deslocamento – o trabalho do sonho substitui os pensamentos mais significativos de um sonho por pensamentos acessórios, de modo que o conteúdo importante de um sonho é desfocado e dissimula a realização do desejo. • Representação ou representabilidade– é a transformação de pensamentos em imagens sobretudo visuais. • Elaboração secundária – apresentação do conteúdo onírico de forma a ser um cenário coerente e inteligível. • Dramatização – transformar um pensamento em uma situação. • Substituição pelo seu contrário – inversão pelo oposto. (QUINODOZ, 2007)

  28. Sonhos • Restos diurnos + realização de um desejo =sonho • O principal motivo para a deformação dos sonhos está ligado à CENSURA(posterior Superego) – que é uma instância particular na fronteira entre o consciente e o inconsciente que só permite passar o que lhe é agradável gerando o processo de REPRESSÃO/RECALQUE e constituindo o que é REPRIMIDO. No sono, uma parte da censura sofre um relaxamento e o que está reprimido se apresenta através dos mecanismos de formação dos sonhos citado anteriormente sofrendo modificações e formando o compromisso. • A função do sonho é a realização de um desejo para a permanência do sono, ou seja, “o sonho é o guardião do sono, e não um perturbador”. (QUINODOZ, 2007)

  29. Sonhos • Os desejos reprimidos são desejos sexuais infantis que se originam da sexualidade infantil. • O SÍMBOLO tem um papel central no sonho pois permite que a pessoa que sonha contorne a censura camuflando as representações sexuais de sua intelegibilidade. E temos dois tipos de símbolos: • Símbolos universais • Símbolos individuais (QUINODOZ, 2007)

  30. Psicopatologia da Vida Cotidiana (1901) • Atos Falhos – desejo se realiza de uma maneira evidente. O ato falho é o resultado de um compromisso entre uma intenção consciente e um desejo inconsciente ligado a ele apresentando assim uma dupla face. Os mecanismos de formação dos atos falhos são os mesmos da formação do sonhos. • São exemplos de atos falhos: esquecimentos, lapsos ou substituições, erros de palavras ou frases no discurso, deslizes no comportamento. (QUINODOZ, 2007)

  31. Os Chistes e a sua relação com o inconsciente (1905) • O Humor utiliza os recursos dos sonhos como a condensação e o deslocamento. A representação também está presente e é através dela que as palavras ganham duplos sentidos ou jogos de palavras ou ainda substituindo o pensamento pelo seu contrário. • Ao contrário dos sonhos, o chiste é um produto social que procura obter prazer e não possui o mecanismo da repressão. • Existem chistes de palavras e chistes de pensamento. (QUINODOZ, 2007)

  32. Os Chistes e a sua relação com o inconsciente (1905) • São três procedimentos nas palavras: • Condensar duas palavras ou dois fragmentos de palavras • Empregar uma única palavra com uma dupla utilização • Tomar o duplo sentido ou o múltiplo sentido de uma palavra (jogos de palavras) • Pensamentos: • Deslocamento – usa a lógica para encobrir um erro de raciocínio • Nonsense – uma coisa estúpida (nonsense – sem sentido ou compreensão) estará ligada e lembrará uma outra coisa estúpida. • Sonho = realização de um desejo para evitar desprazer • Chiste = obter prazer (QUINODOZ, 2007)

  33. Três Ensaios sobre a teoria da sexualidade (1905) • Freud traz a luz a sexualidade infantil – o que desagrada a muitos. • Traz os desvios sexuais em relação ao objeto sexual (pessoa) e em relação a meta (ato que leva a pulsão). • Crianças são perversas polimorfas em seu funcionamento normal. • O ser humano é um ser bissexual em essência. • Pulsões parciais – zonas erógenas. (QUINODOZ, 2007)

  34. Fases de desenvolvimento da organização da sexualidade • Freud afirma que as fases não são necessariamente lineares podendo existir retrocessos e avanços, mas cada fase deixa marcas permanentes atrás de si.

  35. Fragmento da Análise de um caso de histeria – Dora (1905) • É no caso Dora que Freud descobre que a transferência vista como algo prejudicial na análise (Anna O.) torna-se seu mais poderoso auxiliar. • Dora interrompeu seu tratamento com 11 semanas, mas foi o suficiente para o insight de Freud de entender que ele assumiu para Dora o papel de pai e do Herr. K. • HISTÓRIA: O pai de Dora teve um caso com Frau K. e o marido de Frau K., Herr K. descobre. Para se vingar, corteja Dora que sentia-se apaixonada por ele por lembrar seu pai. Herr K. a surpreende um dia, abraça-a e a beija. Chocada ela se afasta dele e lhe dar um tapa. Desde então ela sente-se envergonhada por desejar e repulsar o Herr K. e generaliza para todos os homens. Ela tentar revelar isso para seu pai que a acusa de inventar a história. Ela então começa a sofrer de distúrbios nervosos e de depressão ameaçando suicídio. • A TRANSFERÊNCIA é uma figura importante do passado sendo projetada no presente na pessoa do psicanalista. (QUINODOZ, 2007)

  36. Introdução ao Narcisismo (1914) • Freud divide o narcisismo em dois: • Narcisismo primário – é a libido que a criança toma para si mesma como objeto de amor e como centro do mundo antes de se dirigir a objetos exteriores. • Narcisismo secundário – é o retorno do investimento inicialmente feito a um objeto e que retorna ao sujeito desenvolvendo com isso a capacidade de amar as pessoas percebidas como separadas e diferentes de si. Assume o fundamento da autoestima e coexiste com o amor de objeto. • Narcisismo como patologia – pessoas que retiram seu investimento do mundo exterior tendo um retraimento da libido para si. (QUINODOZ, 2007)

  37. Introdução ao Narcisismo (1914) • O estudo do narcisismo pode ser abordado: • Pela psicose = megalomania, onipotência do pensamento e magia • Pela doença orgânica = sono • Pela hipocondria = concentra seus investimentos em seus órgãos • Pela vida amorosa: • Escolha de objeto por apoio (mãe ou seu substituto) – homem • Escolha de objeto narcísica (na díade mãe/bebê escolhem a si – bebê) – mulher • Aparece o IDEAL DE EGO (consciência moral) – é o substituto do narcisismo perdido de sua infância onde ele era seu próprio ideal. (ensaio para o desenvolvimento da instância do superego) • Todos os pontos acima levam a pessoa a fazer um desinvestimento no objeto para investir em si. (QUINODOZ, 2007)

  38. Metapsicologia Freudiana • Artigos sobre Metapicologia (1915-1917) • Pulsões e destinos das pulsões (1915) • Repressão (1915) • O Inconsciente (1915) • Complemento metapsicológico à teoria dos sonhos (1917) • Luto e Melancolia (1917[1915]) • Visão de conjunto das neuroses de transferência (1985[1915]) • Lições de introdução à Psicanálise (1916-1917 [1915-1916])

  39. Metapsicologia • Pulsão – impulso dinâmico que tem uma fonte, uma finalidade e um objeto. É uma necessidade que precisa de satisfação. • Finalidade – obter a satisfação. Ex: com fome – se alimentar é a finalidade • Objeto da pulsão – pode ser um objeto exterior, uma pessoa do meio ou parte do próprio corpo e que pode ser substituído. • Fonte – o processo somático que é localizado em um organismo ou em uma parte do corpo e cuja excitação é representada na vida psíquica pela pulsão. • Não se conhece a fonte da pulsão a não ser de maneira indireta pelas suas finalidades. (QUINODOZ, 2007)

  40. Metapsicologia • Princípio do prazer - O princípio do prazer-desprazer tem como propósito dominante alcançar prazer e evitar qualquer evento que desperte desprazer. • Princípio da realidade - tem como propósito obter prazer através da realidade, fazendo uma alteração real na mesma, para que enfim se possa obter prazer. • Prova de realidade – capacidade de distinguir percepção e representação, interior e exterior. (QUINODOZ, 2007)

  41. Metapsicologia • Definição de pulsão – “um conceito limite entre o psíquico e o somático, como o representante psíquico das excitações, oriundas do interior do corpo e que chegam ao psiquismo, como uma medida da exigência de trabalho que é imposto ao psíquico em consequência de sua ligação com o corporal.” • 1ª teoria das pulsões (QUINODOZ, 2007)

  42. Além do Princípio do Prazer (1920)

  43. 1ª Tópica FreudianaPonto de vista topográfico • Consciente • processo secundário – Princípio da realidade • Memória consciente • Abstração • Representação de coisa + de palavra • Pré-consciente: ainda não é consciente mas suscetível de se tornar consciente. • É onde age a segunda censura • Processo sencundário • Inconsciente: • atemporal • Processo primário – submetidos ao princípio do prazer • Nem negação, nem certeza • Traços mnêmicos • É onde age a 1ª censura • Concretude • Representação de coisa

  44. 2ª Tópica Freudiana • Id • Ego • Superego

  45. 2ª Tópica Freudiana

  46. Dúvidas sobre Freud?

  47. Desenvolvimentos pós-freudianos:Análise de Crianças ANNA FREUD 1895 - 1982 MELANIE KLEIN 1882 - 1960

  48. Contribuições de Melanie Klein(por Hanna Segal, 1975) • 1ª fase – inicia-se com seu artigo “Onthedevelopmentofthechild” e culmina com a publicação de “The psycho-analysisofchildren” (1932). Nessa fase, Klein estabeleceu os fundamentos da análise de crianças e delineou o complexo de Édipo e o superego até as raízes primitivas do seu desenvolvimento. • 2ª fase – conduziu à formulação do conceito da posição depressiva e dos mecanismos de defesa maníaca tendo como referência os artigos “A contributiontothpsycho-genesisofthemanicdepressivestates” (1934) e “Mouringand its relationtomanicdepressivestates” (1940). • 3ª fase – ocupou-se de um estado mais primitivo chamado posição esquizo-paranoide, formulada principalmente em seu artigo “Notes on some schizoidmechanisms” (1946) e em seu livro “EnvyandGratitude” (1957).

  49. Análise de Crianças • Klein trouxe uma nova ferramenta: a técnica de brincar (play technique). Inspirando-se nas observações de Freud (1920) quanto ao brincar da criança com o carretel, Klein viu que o brincar da criança poderia representar simbolicamente suas ansiedades e fantasias. Visto que não se pode exigir de crianças pequenas que façam associação livre, ela tratou de brincar na sala de recreio do mesmo modo como tratou suas expressões verbais, isto é, como expressão simbólica de seus conflitos inconscientes. (SEGAL,1975) • Klein entra assim no universo infantil inconsciente e suas relações de objeto e suas fantasias onipotentes. • Uma das suas grandes descobertas é que o SUPEREGO já encontra-se presente em crianças muito pequenas e precede o complexo de Édipo sendo um dos agentes promotores do desenvolvimento. (SEGAL, 1975)

  50. Fantasia Inconsciente • Para Klein, as fantasias podem ser consideradas como representantes psíquicos ou o correlato mental, a expressão mental dos instintos. • A formação de fantasias é uma função do EGO. • A fantasia não é simplesmente uma fuga da realidade, mas um constante e inevitável acompanhamento de experiências reais, com as quais está em constante interação. • É também uma defesa contra a realidade interna – uma tentativa de satisfazer um desejo. • O bebê capaz de sustentar uma fantasia não é impulsionado a descarregar “como um meio de aliviar o aparelho mental de acréscimos de estímulos”. • Segal sugere que a origem do pensamento reside no processo de testar a fantasia contra a realidade, ou seja, que o pensamento não apenas contrasta com a fantasia, mas nela se baseia e dela deriva. (SEGAL, 1975)