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Departamento de Educação Física e Saúde Curso de Educação Física Disciplina Prescrição e Controle do Exercício Para Populações Especiais. OBESIDADE. OBESIDADE.

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OBESIDADE

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Presentation Transcript


Obesidade

Departamento de Educao Fsica e SadeCurso de Educao FsicaDisciplina Prescrio e Controle do Exerccio Para Populaes Especiais

OBESIDADE


Obesidade

OBESIDADE

Os animais dificilmente se tornam obesos. Instintivamente, eles comem o suficiente para as suas necessidades de crescimento, desenvolvimento e manuteno.

No ser humano, as mes, preocupada em alimentar bem seus filhos, acabam estimulando-os a comer mais do que deveriam. Prticas como essa vo criando hbitos de ingerir mais do que o suficiente para o gasto calrico.


Obesidade

A prevalncia de indivduos obesos praticamente dobrou na ltima dcada e ainda continua aumentando em muitos pases.

A obesidade um processo de acmulo de gordura que vai progredindo com diferentes manifestaes, psicolgicas, fsicas, sociais e consequncias clnicas, acrescidas de efeitos metablicos, os quais se aliam para causar e enfermidades cardiovasculares, diabetes e outras.


Teorias da obesidade

TEORIAS DA OBESIDADE

A explicao do porqu tantas pessoas pesam mais do que deveriam tem sido origem de grande confuso para pesquisadores e tambm para o pblico em geral. Atualmente, quase todas as teorias da obesidade recaem em trs categorias.

Potencial para obesidade

Elevada ingesto de energia

Baixo consumo de energia

Influncias genticas e parentais


Influ ncias gen ticas e parentais

Influncias genticas e parentais

Fatores genticos e parentais so importantes para explicar porque alguns indivduos encontram dificuldades em evitar a obesidade.

Estudos demonstram que algumas pessoas tm maior tendncia para obesidade do que as outras, por causa de fatores genticos. Essas pessoas precisam ser excepcionalmente cuidadosas com seus hbitos alimentares e de exerccios para contrabalanar essas tendncias alimentares hereditrias.

Vem crescendo o consenso de que numerosos genes interagem entre si e com o ambiente para a expresso do fentipo da obesidade.


Obesidade

Especialistas em obesidade acreditam que esse problema seja decorrente tanto da predisposio gentica como circunstncia ambientais. Entre outras palavras, uma certa composio gentica pode dar ao indivduo uma predisposio para a obesidade, a qual pode ser expressa pela ao de um ambiente apropriado, mas que com simples cuidados e controles pode ser amplamente dominada. Basta vontade e determinao.


Elevada ingest o de energia

Elevada ingesto de energia

H uma boa razo para acreditar que a abundncia de alimentos saborosos e ricos em calorias, seja um fator importante na alta prevalncia da obesidade.

Quando a ingesto de gordura alimentar alta, quase todos os adultos e crianas tendem a ganhar peso com facilidade e rapidez. No entanto, quando o consumo de gordura alimentar baixo e a ingesto de carboidrato e fibra elevada, a pessoa alcana um peso corporal desejvel.

H indicaes de que pessoas obesas tendem a escolher alimentos com alto teor de gordura e ricos em energia com uma frequncia maior no cotidiano do que pessoas magras, alm de terem hbitos alimentares diferentes.


Obesidade

H vrias razes pelas quais dietas ricas em gordura promovem obesidade com maior frequncia do que dietas ricas em carboidratos. Dietas com teores mais altos de gordura so percebidas como mais palatveis, levando a uma ingesto de calorias muito maior.


Baixo consumo de energia

Baixo consumo de energia

Vimos que algumas pessoas tm uma maior propenso para a obesidade por causa de tendncias genticas e pelo consumo habitual de dietas ricas em gordura.

Todos os seres humanos despendem energia por trs modos:

  • pela taxa metablica em repouso,

  • pela atividade fsica e pela digesto e

  • metabolizao dos alimentos.


Diagn stico da obesidade

Diagnstico da Obesidade

As medidas antropomtricas so utilizadas para avaliar a composio corporal e refletem o modo indireto o estado nutricional.

A antropometria o mtodo de mensurao mais utilizado para graduar a adiposidade por ser simples, universalmente aplicvel, barato e no invasivo.

As medidas antropomtricas mais usadas so:

  • Peso;

  • Altura;

  • Circunferncia da cintura quadril;

  • Relao cintura-quadril

    A combinao do ndice de massa corporal (IMC) com a distribuio de gordura provavelmente a melhor opo para preencher a necessidade de uma avaliao mdica.


Obesidade

Peso

Quando isoladamente, uma medida grosseira de avaliao. A medio dever ser realizada com indivduo despido ou usando roupas leves e em balanas bem calibradas. Deve-se evitar a ingesto de bebidas e alimentos nas horas anteriores avaliao. A presena de edema, problema comum entre indivduos obesos, dever ser avaliada, pois afetar o peso total, assim como a sndrome da tenso pr-menstrual (TPM), em que comum a reteno de lquidos no visualizados.


Ndice de massa corporal

ndice de Massa Corporal

um ndice utilizado para classificar sobrepeso e obesidade. O clculo realizado utilizando o peso em quilogramas dividido pela altura em metros ao quadrado.

A classificao do peso de acordo com o IMC mostrada na Tabela, a seguir:

IMC = Peso ( em quilos)

Altura ( em metros)


Obesidade

medida que o IMC aumenta, eleva-se o risco de desenvolvimento das comorbidades relacionadas obesidade, como:

  • Diabetes mellitus;

  • Hipertenso arterial;

  • Dislipidemia;

  • Doenas osteoarticulares;

  • Gota;

  • Doenas pulmonares;

  • Cncer e outras.


Obesidade

Combinao da medida da cintura e do ndice de massa corporal (IMC) associados ao risco de comorbidades.

Os pontos utilizados para avaliao da adiposidade so:

  • Abdome;

  • Circunferncia abdominal;

  • Circunferncia umbilical e

  • Quadril.


Circunfer ncia da cintura abdominal

Circunferncia da Cintura Abdominal

A medida da circunferncia abdominal um mtodo considerado simples na avaliao da distribuio de gordura e exibe uma forte correlao com a gordura corporal total e o IMC.

a medida com melhor correlao com a quantidade de gordura visceral e, por conseguinte, como o risco metablico e cardiovascular.

Outro ponto a favor dessa medio o fato de que se podem encontrar indivduos com um IMC dentro da normalidade, mas com a medida da cintura em nveis que o colocam em um grupo de risco.


Rela o cintura quadril

Relao Cintura-Quadril

mtodo utilizado para avaliar distribuio de gordura e no excesso de peso. Avalia tanto a presena de gordura abdominal como perifrica, tendo a seu favor a possibilidade de deteco da presena de risco aumentado em pacientes sem excesso de peso.

A OMS considera a RCQ como um dos critrios para caracterizar a SM, com valor de corte de 0,9 para homens e 0,85 para mulheres.


Obesidade

RCQ = Circunferncia da Cintura

Circunferncia do Quadril

Classificao da RCQ para o sexo masculino:

Classificao da RCQ para o sexo feminino:

FONTE: Heyward & Stolarcyk,1996


Pregas cut neas

Pregas Cutneas

A medio da espessura das pregas cutneas como indicadora do tecido adiposo mais um mtodo utilizado com frequncia para o diagnstico da obesidade, pois existe uma relao entre a gordura localizada nos depsitos debaixo da pele e a gordura interna e a densidade corporal.

As reas mais utilizadas para medies das pregas cutneas so a tricipital e subescapular, pois so as que melhor refletem a adiposidade por terem maior correlao com a gordura corporal total e valores de referncia mais bem determinados.

Outros locais utilizados para medir a prega cutnea so as regies da supra ilaca, abdominais e superior da coxa.


De gordura atrav s de dobras cut neas

% de Gordura atravs de Dobras Cutneas

Frmula de Faulkner (para mulheres e homens):

% Gordura = somatrio DC x 0,153 + 5,783

Somatrio DC = (triciptal + subescapular + suprailaca + abdominal).


Bioimped ncia

Bioimpedncia

Impedncia a resistncia passagem da corrente eltrica, com base na propriedade de que o tecido hidratado e isento de gordura oferece menor resistncia passagem da corrente eltrica em comparao ao tecido adiposo. A impedncia da corrente eltrica relaciona-se, portanto, quantidade de gordura corporal.

A bioimpedncia deve-se realizar apenas em condies padronizadas com adequada calibrao e aplicao do equipamento.


Ultrassonografia

Ultrassonografia

Mtodo utilizado para determinar a espessura do tecido adiposo subcutneo, uma alternativa avaliao das pregas cutneas. Alm da avaliao da espessura do tecido adiposo, avalia tambm tecidos mais profundos nas diferentes regies corporais, quantificando as mudanas no padro topogrfico da gordura.


Tomografia computadorizada

Tomografia Computadorizada

Mtodo de imagem considerado preciso e confivel para quantificar o tecido adiposo subcutneo e em especial o intra-abdominal. Os componentes principais so tecido adiposo, msculo esqueltico, osso e rgos viscerais.


Classifica o da obesidade de acordo com a distribui o de gordura corporal

Classificao da obesidade de acordo com a distribuio de Gordura Corporal

O padro de distribuio do tecido adiposo relaciona-se aos riscos do excesso de peso, independentemente do grau da adiposidade corporal.

A gordura corporal pode apresentar a seguinte distribuio:

  • Central ou andride;

  • Perifrica ou ginecide.


Obesidade andr ide x ginec ide

Obesidade Andride x Ginecide

Andride

Excesso de gordura corporal na regio abdominal .

Ginecide

Excesso de gordura na regio glteo-femural.


Consequ ncias do excesso de peso

Consequncias do excesso de peso

Os efeitos do excesso de peso sobre a morbidade e a mortalidade so conhecidos h mais de 2.000 anos.

A obesidade est associada a vrias doenas muito prevalecentes na sociedade moderna. As doenas associadas ao excesso de peso so responsveis por um custo significativo nos sistemas de sade sendo que a 3 a 7% do total destes custos so atribudos obesidade.


Obesidade

Existem atualmente extensas evidncias de que o excesso de peso, a distribuio de gordura corporal e o sedentarismo esto associados com maior risco de morte.


Doen as relacionadas ao excesso de peso

Doenas relacionadas ao excesso de peso

Cardiovasculares:

  • Hipertenso arterial

  • Doena coronariana

  • Doena cerebrovascular

  • Varizes

  • Trombose venenosa

    Respiratrios:

  • Dispinia

  • Apnia do sono

  • Sndrome da hipoventilao


Obesidade

Gastrointestinais

  • Hrnia de hiato

  • Colelitase

  • Esteatose heptica e cirrose

  • Hemorridas

  • Hrnias

  • Cncer colorretal

    Metablicos

  • Dislipedemia

  • Insulino-resistncia

  • Diabetes melito II


Obesidade

Gravidez

  • Complicaes obsttricas

  • Macrossomia fetal

    Mamas

  • Cncer

  • Ginecomastia

    Uterinos

  • Cncer de endomtrio

  • Cncer cervical

    Urolgicos

  • Cncer de prostata

  • Incontinncia urinria


Obesidade

Pele

  • Dermatite por sudorese

  • Micoses

  • Linfoedema

  • Celulite

    Ortopdicos

  • Osteoartrites

  • Gota

    Endcrinos

  • Hipercortisolismo

  • Irregularidadde menstrual

  • Ovrio policstico

    Renal

  • Proteinria


Tratamento da obesidade

Tratamento da Obesidade

Em geral, a obesidade tem sido tratada como se fosse uma enfermidade aguda, quando deveria ser considerada como um problema crnico, de forma muito parecida com doena cardaca ou diabetes.

A meta final de um programa de reduo de peso abrangente de perda e manuteno de peso incorpore dieta, exerccio e modificao do comportamento leve ao controle do peso a longo prazo.


Atividade f sica

Atividade Fsica

Toda atividade fsica e todo movimento muscular que consomem energia.

Para ter uma sade ideal, quase todos os especialistas em condicionamento fsico recomendam que sejam queimadas pelo menos 200 a 400 Calorias/dia com a prtica de exerccio planejado.


H bitos daqueles que obtiveram sucesso na perda e no controle de peso

Hbitos daqueles que obtiveram sucesso na perda e no controle de peso

Pesquisadores da Universidade de Pittsburgh e da Universidade de Colorado fundaram um registro norte-americano de pessoas que perderam mais de 14 quilogramas de peso e mantiveram essa perda por mais de um ano. Atualmente, so vrias centenas de pessoas inscritas nesse registro, a partir do qual foram obtidos achados interessantes:


Obesidade

  • 94% das pessoas que obtiveram sucesso com a reduo do peso aumentaram seu nvel de atividade fsica para alcanar essa reduo. A atividade fsica mais comumente relatada foi a caminhada.

  • 92% relataram que continuaram a se exercitar para manter a reduo do peso. Os mais bem-sucedidos em combater a reaquisio de peso se exercitam durante um mnimo de uma hora por dia, queimando 400 Calorias dirias.

  • 98% diminuram de alguma forma a ingesto de alimentos.

  • 57% receberam ajuda profissional de mdicos, nutricionistas, vigilantes do peso, etc.


Benef cios do exerc cio aer bico para indiv duo obeso

Benefcios do exerccio aerbico para indivduo obeso

A prtica regular de exerccio pelo indivduo obeso est associada com:

1. Melhor VO mx da resistncia cardiorrespiratria.

2. Melhor perfil dos lipdios sanguneo, em particular reduo dos triglicerdeos e aumento de HDL-C a perda de peso mais responsvel por reduo no colesterol toal e no LDL-C.

3. Melhor estado psicolgico, especialmente no bem-estar e no vigor, e reduo na ansiedade e na depresso.


Obesidade

4. Melhor apoio social de grupo, o que pode melhorar a manuteno da perda de peso em longo prazo.

5. Diminuio do risco de doenas ligadas obesidade (p. ex., diabetes, doena cardaca, cncer, hipertenso).

A prtica de exerccio aerbico com moderao durante a reduo de peso ajuda a melhorar o estado de sade em geral. O sucesso de um programa de reduo de peso deve ser medido no apenas pela quantidade total de peso perdido, mas tambm pela qualidade do peso perdido e pelo estado de sade resultante.


Obesidade

Se uma empresa farmacutica lanasse um remdio que ajudasse a queimar gordura, permitisse comer mais sem ganhar peso e no produzisse efeitos colaterais expressivos, provavelmente todos fariam um estoque desse medicamento em casa. No obstante, j se tem tudo isso na atividade fsica.

James Hill


Refer ncias

Referncias

  • Halpern, Alfredo; Mancini, Marcio Corra. Manual de Obesidade para o Clnico. So Paulo: Editora Roca Ltda, 2002.

  • Angelis, Rebeca C. de. Riscos e Preveno da Obesidade: Fundamentos Fisiolgicos e Nutricionais para Tratamento. So Paulo: Editora Atheneu, 2003.

  • Bouchard, Claude. Atividade Fsica e Obesidade. Barueri, SP: Editora Manole Ltda, 2003.

  • Nieman, David C. Exerccio e sade: teste e prescrio de exerccios. Barueri, SP: Editora Manole Ltda, 2011.


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