Diagn stico da amiloidose sist mica
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DIAGNÓSTICO DA AMILOIDOSE SISTÊMICA PowerPoint PPT Presentation


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DIAGNÓSTICO DA AMILOIDOSE SISTÊMICA. Victor Faria Seabra Percia R. Bezerra de Medeiros Disciplina de Nefrologia - HCFMUSP. DEFINIÇÃO.

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DIAGNÓSTICO DA AMILOIDOSE SISTÊMICA

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Presentation Transcript


Diagn stico da amiloidose sist mica

DIAGNÓSTICO DA AMILOIDOSE SISTÊMICA

Victor Faria Seabra

Percia R. Bezerra de Medeiros

Disciplina de Nefrologia - HCFMUSP


Diagn stico da amiloidose sist mica

DEFINIÇÃO

A amiloidose sistêmica constitui um grupo de doenças nas quais certas proteínas, que normalmente seriam solúveis, se depositam extracelularmente nos tecidos na forma de fibrilas insolúveis.


Diagn stico da amiloidose sist mica

Fisiopatologia e Classificação

A via final da amiloidose é a produção de proteínas amilóides na matriz extracelular.

Essas proteínas depositam-se em diferentes órgãos, (tais como coração, fígado e rim, entre outros), prejudicando sua função, através de alteração da arquitetura do órgão ou da ativação celular local, pela interação com receptores celulares (ex: RAGE – receptor for advanced end products).


Diagn stico da amiloidose sist mica

Microscopia óptica de depósito de proteína amilóide em

mesângio glomerular

http://www.UpToDate.com


Diagn stico da amiloidose sist mica

Fisiopatologia e Classificação

Amiloidose AL

- proteína precursora: Cadeias leves de Ig

- proteína amilóide: AL

Amiloidose AA

- proteína precursora: amilóide sérica A (SAA)

- proteína amilóide: AA

Amiloidose familiar

- proteína precursora: Transthyretin, apolipoproteína AI,

apolipoproteína AII, fibrinogen Aalfa chain, lisosima, gelsolina, cistatina C

- proteína amilóide: ATTR, AApoAI, AApoAII, AfibA, Alys, Agel, ACys


Diagn stico da amiloidose sist mica

Fisiopatologia e Classificação

Amiloidose Sistêmica Senil

- proteína precursora: Transthyretin

- proteína amilóide: ATTR

Amiloidose relacionada à diálise

- proteína precursora: Beta2microglobulina

- proteína amilóide: ABeta2M

Formas localizadas:

AL localizada (Ig de cadeia leve  AL);

doença de Alzheimer (precursor Abeta  Abeta);

doença de Creutzfeldt-Jakob (proteina prion  APrP);

DM tipo 2 (peptídeo de ilhota  AIPP)


Diagn stico da amiloidose sist mica

Fisiopatologia e Classificação

Dobramento anormal de uma proteína que normalmente seria solúvel,

formando um polipeptídeo beta sheet que é insolúvel.

Kidney International, Vol. 68 (2005), pp. 1377–1390


Diagn stico da amiloidose sist mica

AMILOIDOSE AL(primária)

Amiloidose AL ou primária é a causa mais comum de amiloidose sistêmica

Incidência de 5,1 a 12,8 casos por milhão por ano

A proteína amiloidogênica é uma Ig de cadeia leve produzida pelos plasmócitos

10 a 15% dos pacientes apresentam mieloma múltiplo associado

Pode ter acometimento de qualquer órgão, exceto SNC

Os órgãos mais comumente acometidos são coração e rim

Pode ocorrer hipotensão ortostática importante, por envolvimento do sistema nervoso autonômo

Sobrevida média: 12 a 24 meses; se houver comprometimento cardíaco importante : 06 meses


Diagn stico da amiloidose sist mica

AMILOIDOSE AA (secundária)

Amiloidose AA ou secundária ocorre em pacientes com doenças inflamatórias crônicas.

A proteína precursora amiloidogênica é a amilóide A sérica (SAA), uma proteína de fase aguda

As causas mais comuns são: tuberculose, artrite reumatóide, doenças inflamatórias intestinais, febre familiar mediterrânea e osteomielite.

Envolvimento do rim, fígado, baço, sistema nervoso autônomo e tireóide.

Envolvimento cardíaco é mais raro

A progressão costuma ser mais lenta do que na amiloidose AA.


Diagn stico da amiloidose sist mica

AMILOIDOSE FAMILIAR

Amiloidose familiar é causada por uma mutação autossômica dominante que causa a substituição em um único aminoácido e gera a proteína amiloidogênica.

As mutações mais comuns ocorrem no gene TTR

Outras mutações amiloidogênicas podem ocorrer na apoAI, apoAII, fibrinogênio A de cadeia alfa, lisosima, gelsolina e cistatina C.

As manifestações sistêmicas variam conforme o tipo de mutação.


Diagn stico da amiloidose sist mica

DIAGNÓSTICO

Biópsia

Hepática ou renal – positiva em > 90%

Aspirado de gordura abdominal – positiva em 60-80%

Reto – positiva em 50-70%

Medula óssea – positiva em 50 – 55%

Pele – positiva em 50% (desde que clinicamente envolvida)

As fibrilas amilóides podem ser identificadas por aspecto característico a microscopia eletrônica e pela abilidade de se ligarem ao vermelho Congo causando birrefringência sob luz polarizada.

IMUNO-HISTOQUÍMICA é necessária para determinar o tipo do amilóide.


Diagn stico da amiloidose sist mica

DIAGNÓSTICO

http://www.UpToDate.com


Diagn stico da amiloidose sist mica

DIAGNÓSTICO

Gordura abdominal corada com vermelho Congo à microscopia óptica

A mesma lâmina à luz polarizada

N Engl J Med, Vol. 337 (1997), pp. 898-909


Diagn stico da amiloidose sist mica

DIAGNÓSTICO

Cintilografia com proteína amilóide sérica é um método utilizado no diagnóstico e no seguimento da doença.

Depósitos de amilóide tecidual podem ser identificados por cintilografia com proteína amilóide marcada com tecnécio, sendo mais indicado na amiloidose secundária.

A sensibilidade é de aproximadamente 100%, cerca de 100% de captação esplênica, mais de 80% de captação renal, 50% de captação adrenal e 25 a 50% de captação hepática.

A cintilografia é menos sensível na identificação de amiloidose cardíaca

Desvantagens: custo, disponibilidade limitada, risco infeccioso (a proteína amilóide é obtida de doadores vivos)


Diagn stico da amiloidose sist mica

DIAGNÓSTICO

DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL do tipo de amiloidose

A distinção entre AA e AL geralmente é feita pela história de doença inflamatória na AA e presença de paraproteína na AL.

Cerca de 10% dos pacientes com amiloidose AL não apresentam paraproteína detectável. Nessa situação, são achados histológicos úteis: 

• Imunofluorescência pode mostrar o depósito de cadeias leves monoclonais na AL (sensibilidade de apenas 45% em biópsia renal)

• Biópsia de medula óssea com aumento de plasmócitos na AL

• Imunofluorescência (ou immunoperoxidase) é fortemente positiva para anticorpo não específico anti proteína AA na amiloidose AA 

• Em casos especiais pode-se realizar a seqüência de aminoácidos da proteína amilóide, extraida do tecido

• A perda da afinidade das fibrilas por vermelho Congo, após tratamento com permanganato, sugere AA mas não é confiável.


Diagn stico da amiloidose sist mica

DIAGNÓSTICO

Sugestão de algoritmo

para diagnóstico da

amiloidose sistêmica

N Engl J Med, Vol. 337 (1997), pp. 898-909


Diagn stico da amiloidose sist mica

TRATAMENTO

Alvos do tratamento

Kidney International, Vol. 68 (2005), pp. 1377–1390


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