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Lesões por sobrecarga Fraturas de estresse

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Lesões por sobrecarga Fraturas de estresse. Paula Miguel Lara -Reumatologia- SCMSP. Introdução:. Lesões freqüentes em atletas recreacionais e competitivos, além de militares Breithaupt em 1855 descreveu pela 1ª vez sd da fx de estresse nos MTFS de soldados

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les es por sobrecarga fraturas de estresse

Lesões por sobrecargaFraturas de estresse

Paula Miguel Lara

-Reumatologia-

SCMSP

introdu o
Introdução:
  • Lesões freqüentes em atletas recreacionais e competitivos, além de militares
  • Breithaupt em 1855 descreveu pela 1ª vez sd da fx de estresse nos MTFS de soldados
  • Devas em 1958 foi o 1º a descrever fx de estresse em atletas
introdu o1
Introdução:
  • Incidência de 1% na população esportiva geral Corredores pode chegar a 20%
  • Bilateral em 16,6%
  • Mais freqüente Miis sendo:
  • tíbia 49,1%
  • ossos do tarso 25,3%
  • MTFS 8,8%
introdu o2
Introdução:
  • Fx no úmero – esportes de arremesso
  • Fx na costela- golfe e canoagem
  • Fx coluna – ginástica olímpica
  • Fx de Miis - corrida
patog nese
Patogênese:
  • Cargas submáximas e repetitivas aplicadas sobre o osso, levando a um desequilíbrio entre a formação e reabsorção óssea
  • Principal causa: aumento abrupto na duração, intensidade e frequência das atividades físicas
  • Sem período de descanso necessário, pode aumentar ação dos Oteoclastos
patog nese1
Patogênese:
  • Quando há aumento abrupto na intensidade dos exercícios há maior reabsorção óssea podendo causar microfraturas
  • Etiologia: multifatorial (pcts com redução da massa óssea)
  • Distúrbios nutricionais, OP, AR, DM2, hiperparatireoidismo e outras dçs do osso
patog nese2
Patogênese:
  • Alta incidência em atletas femininas por distúrbios alimentares, amenorréia e OP
  • Fx de estresse constitui uma mal adaptação a doses anormais de carga
  • Pode ser prevenida com aumento de carga de forma lenta e progressiva, de forma cíclica e alternada com períodos de repouso
patog nese3
Patogênese:
  • Conclusão: Cargas repetitivas causam reabsorção periosteal superior a taxa de remodelação óssea, enfraquecendo o córtex e lavando a fx de estresse
  • É precedida pela fadiga muscular
  • >20% erros de treinamento
fatores de risco
Fatores de risco:
  • Idade: > em adolescentes e adultos
  • Hulkho e Orava em estudo com 368 pcts encontraram fx de estresse em 10% < 15 anos e 3% entre 16 a 19 anos
  • > freqüente raça branca
  • Mulher 3,8 a 12 x +
fatores de risco1
Fatores de risco:
  • Assimetria de membros
  • Modificações do treinamento esportivo
  • Condições de superfície inadequadas
  • Reabilitação insuficiente de lesões pregressas
avalia o cl nica
Avaliação clínica:
  • Basicamente anamnese e exame físico
  • Diagnóstico precoce e preciso é essencial para retorno rápido aos treinos
  • Prevenção é + importante
  • Dor aguda e insidiosa por dias a semanas
avalia o cl nica1
Avaliação clínica:
  • Inicialmente aliviada ao repouso
  • Tende a progredir para dor inclusive noturna e ao repouso, com incapacidade funcional
  • Questionar sobre mudança nos treinos
  • Dor a palpação óssea localizada
diagn stico diferencial
Diagnóstico diferencial:
  • Periostite, infecção, avulsões ósseas, lesões musculares, bursites, neoplasias, compressões nervosas, sd compartimental
diagn stico por imagem
Diagnóstico por Imagem:
  • RX simples: Normal nas 1ªs 2 a 3 semanas

Tardiamente reação periostal com formação de calo ósseo e linha de radiolucência em uma das corticais

  • Cintilografia óssea: alta sensibilidade e pouca especificidade

Imagem sugestiva precoce

diagn stico por imagem1
Diagnóstico por Imagem:
  • Hipercaptação do contraste de forma localizada que diminui em 3 a 18 meses
  • É + sensível que a RM e o RX nas fases iniciais
  • Não é boa para monitorar a cicatrização e retorno ao esporte
diagn stico por imagem2
Diagnóstico por Imagem:
  • TC – boa para identificar fx de estresse de pequeno tamanho (coluna e pelve)
  • RM – não é superior à cintilo para investigação inicial
  • Facilita diagnóstico diferencial, orienta retorno ao esporte
tratamento
Tratamento:
  • Identificar e correção dos fatores predisponentes
  • Fase 1- ou de repouso modificado- alívio da dor com AINES ou analgésicos, fisioterapia, descarga de peso
  • Exercícios de alongamento e manutenção da condição aeróbica
tratamento1
Tratamento:
  • Fase 2 – 10 a 14 dias. Todas medidas da fase 1 + tto de fatores biomecânicos e clínicos
  • Insucesso no tto conservador: técnicas de redução aberta ou percutânea e fixação interna
preven o
Prevenção:
  • Excelente protocolo de educação continuada envolvendo atletas, treinadores, educadores físicos, fisioterapeutas e médicos
  • Erros de treinamento com aumento abrupto da intensidade dos treinos
  • Importância dos repousos periódicos
fx de estresse nos mtfs
Fx de estresse nos MTFs:
  • “Fratura da marcha”
  • Sobrecarga nos MTFS
  • Deformidades: MTFs em flexão plantar ou dorsal, 2º meta longo, obesidade, osteopenia
  • Sapatos apertados
fx de estresse nos mtfs1
Fx de estresse nos MTFs:
  • + comum nos 2º, 3º e 4º MTFs (90%)
  • + frequente nos pés planos (dif. da fx tíbia + relacionada com pé cavo)
  • Corredores e bailarinas
  • Dentre os MTFs é + comum no 2º (diáfise)
fx de estresse nos mtfs2
Fx de estresse nos MTFs:
  • Pois é + firmemente fixo à articulação Tarso-MTF, via ligamentar, sendo + rígido na sua base ao movimento plano sagital
  • Fx estresse 1º MTF é rara
  • Exame físico: carga no plano axial na cabeça do MTF, empurrando o dedo em direção à sua base causa dor se fx
fx de estresse nos mtfs3
Fx de estresse nos MTFs:
  • Repouso articular por 4 a 8 semanas tem bom resultado na maioria (imobilizar e reduzir carga)
  • Fx do 5º dedo tem + chance de pseudoartrose e desta forma sempre tem tto cirúrgico
osteocondrite de sever
Osteocondrite de Sever
  • 1ª descrição da apofisite do calcâneo ou osteocondrose da apófise do calcâneo foi feita por Haglund em 1902.
  • Tornou-se + popular em 1912 com o trabalho de Server que definiu a afecção inflamatória da apófise do calcâneo na criança em crescimento
  • Doença de Sever
osteocondrite de sever1
Osteocondrite de Sever
  • Incluída no grupo das necroses avasculares assépticas
  • Causa desconhecida
  • Microtraumas de repetição
  • A linha epifisária da apófise do calcâneo é desprovida de circulação intrínseca
osteocondrite de sever2
Osteocondrite de Sever
  • A apófise do calcâneo atuaria como um sesamóide , transmitindo forças entre o tríceps sural e a planta do pé
  • Local de muita pressão, podendo fragmentar a apófise e inflamar o local
  • bilateral em 60%
osteocondrite de sever3
Osteocondrite de Sever
  • + entre 10 a 12 anos de idade
  • dor no calcanhar desencadeada por esporte
  • sexo masculino
  • Diagnóstico clínico, sem achados de imagem patognomônicos
osteocondrite de sever4
Osteocondrite de Sever
  • Irregularidades de ossificação, com esclerose do núcleo de ossificação, frangeamento e alargamento da fise
  • TC
  • Sintomático, reduzir atividades que causem dor, alongamento tendão calcâneo, palmilha para elevação do calcâneo, fortalecer m. compartimento anterior
osteocondrite de sever5
Osteocondrite de Sever
  • Não pode ocorrer após a maturidade e o fechamento da apófise do calcâneo
  • Patologia de relativa freqüência, benigna, sem seqüelas
osteocondrite do navicular
Osteocondrite do navicular
  • Doença de Kholer , descrita em 1908, em crianças após o início da marcha
  • Autolimitante e dolorosa no navicular
  • RX com achatamento, esclerose e rarefação irregular
  • Incomum
osteocondrite do navicular1
Osteocondrite do navicular
  • + em homens
  • Pode ser bilateral
  • Ossificação endocondral desordenada
  • Crianças com menos de 6 anos
osteocondrite do navicular2
Osteocondrite do navicular
  • Marcha antálgica, apoiam o peso corporal na face lateral do pé para aliviar a pressão arco longitudinal
  • Dor no navicular, edema e espessamento reacional na área afetada
  • RX pé com carga em AP e perfil
osteocondrite do navicular3
Osteocondrite do navicular
  • Esclerose, fragmentação e achatamento no sentido AP do navicular
  • Múltiplos centros de ossificação que se coalescem
  • Isoladamente (sem clínica) esses achados não significam nada (1/3 das cçs nls)
osteocondrite do navicular4
Osteocondrite do navicular
  • Tto sintomáticos e retirar carga por 8 semanas
osteocondrite do mtf
Osteocondrite do MTF
  • Doença de Freiberg descrita em 1914, condição dolorosa afetando a cabeça do 2º MTF
  • RX com achatamento da extremidade articular distal (“ fx sem desvio na epífise”)
  • Adolescente mulher
osteocondrite do mtf1
Osteocondrite do MTF
  • 68% epífise do 2º MTF
  • 27% no 3ºMTF
  • 5% demais
  • 10% bilateral
osteocondrite do mtf2
Osteocondrite do MTF
  • Osteocondrose idiopática
  • Teorias: traumas de repetição, anomalias vasculares e uso de salto alto
  • Tto: Palmilhas de descargas dos MTFS
osteocondrose do capitellum doen a de panner
Osteocondrose do Capitellum (Doença de Panner)

Osteocondrose do capítelo esquerdo em um menino de seis anos de idade. A. o cotovelo direito normal para comparação. B e C, note a combinação da rarefação provocada pela reabsorção óssea, e esclerose devido à deposição óssea dando a aparência de “fragmentação”. Note também o fenômeno de um “capítelo dentro de um capítelo”.

doen a de legg perthes
Doença de Legg-Perthes

Deformidade residual grave na cabeça femoral devido a uma doença de Legg-Perthes, não tratado em um rapaz de 14 anos de idade cujo pais recusaram o tratamento quando ele iniciou com os sintomas aos oito anos de idade. 

doen a de scheurmann
Doença de Scheurmann

Osteocondrose dos centros secundários de ossificação na coluna em um menino de 14 anos de idade. Note a cifose exagerada no região torácica (dorso curvo) e a lordose compensatória exagerada na região lombar.

As quatro vértebras centrais estão envolvidas. Note a ossificação irregular da porção anterior das epífises das quatro vértebras envolvidas. Os espaços dos discos intervertebrais diminuídos e a cifose ocorre pelo acunhamento anterior .