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INICIAÇÃO CRISTÃ RICA

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  1. INICIAÇÃO CRISTÃ RICA FORMaçãoDE LIDERANÇAS PAROQUIAIS DIOCeseDE PALMAS-FRANCISCO BELTRÃO ANO DE 2012

  2. DESAFIO DA NOVA EVANGELIZAÇãO • A Iniciação Cristã é um “desafio que devemos encarar com decisão, coragem e criatividade... Tarefa irrenunciável” (DAp 287). É processo permanente, gradual, envolvendo toda a comunidade. Exige conversão pessoal e estrutural.

  3. O QUE É INICIAÇÃO CRISTÃ? • É o nome que se dá ao processo pelo qual uma pessoa é incorporada ao mistério de Cristo, morto e ressuscitado, tornando-se discípula de Cristo. Esta transformação radical se realiza no âmbito da fé e supõe um itinerário catequético chamado catecumenato realizado em etapas. Este itinerário marcou os primeiros tempos da Igreja. Esta catequese levava a pessoa a fazer uma experiência profunda com Jesus Cristo e seu Reino.

  4. Importante... • Não era apenas uma doutrina, um ensino, um catecismo; era um verdadeiro encontro, uma experiência de vida que encantava, empolgava, apaixonava o catecúmeno, no amor a Deus e aos irmãos. • Se dá o nome de Iniciação Cristã, por que era o início de uma caminhada, um itinerário, com diversas etapas, através das quais o catequizando adquiria maturidade, profundidade, transformação de sua vida, tornando-se um cristão adulto, um verdadeiro discípulo missionário.

  5. NÃO ESQUECER.... • INICIAÇÃO CRISTÃ É O INÍCIO DE UM CAMINHO QUE LEVA A UM PROCESSO DE ENCONTRO COM CRISTO ATRAVÉS DE UMA TRANSFORMAÇÃO PESSOAL, COMUNITÁRIA E SOCIAL.

  6. A Iniciação, o caminho para entrar e viver a vida de batizado é a inserção na vida, morte e ressurreição de Jesus. É inserir-se na Comunidade-Igreja pela prática da fé cristã. É participar como membro ativo da vida eclesial, aprofundando o conhecimento, a celebração e a vivência da Palavra de Deus na interação fé e vida.

  7. O QUE NÃO É INICIAÇÃO CRISTÃ... • Não é um faz de contas: eu faço de conta que me empenho, os outros fazem de conta que se preocupam e todos fazemos de conta que a Igreja se renova; • Não é um quebra-galho: não é uma maneira de preparar “às pressas” aqueles que não completaram a iniciação sacramental e querem casar na Igreja;

  8. Não é uma “pastoral” ao lado de outras: A Iniciação é, sem dúvida, uma ação específica, que deve estar articulada com todas as demais ações eclesiais- sobretudo com as tematicamente mais próximas – e, além disso, uma dimensão que deve permear toda a operosidade eclesial • Não é um modismo: a Iniciação não foi inventada agora, ela existe desde o início do Cristianismo, ficou por muito tempo esquecida, por que a Igreja imaginava que todos já eram evangelizados e que a sociedade era cristã.

  9. Passos DA INICIAÇÃO... • O processo de Iniciação Cristã passa por seis momentos específicos que envolvem toda a vida da pessoa: • O ENCONTRO • A CONVERSÃO • O DISCIPULADO • O ENGAJAMENTO NA COMUNIDADE • A CELEBRAÇÃO • A MISSÃO • Todos esses passos levam ao TESTEMUNHO.

  10. Por que falar de iniciação cristã hoje? Inquietações atuais Volta a origem da Igreja O tema da Iniciação cristã na Bíblia Mudança de época

  11. INQUIETAÇÕES ATUAIS. • O ser humano vive à procura de respostas sobre a vida e, no fundo, sobre si mesmo. • Quem chega a idade adulta com essas indagações precisa de mais do que uma síntese doutrinal. • O adulto cheio de perguntas quer descobrir sentido na vida. • Por isso se faz necessário um verdadeiro mergulho no mistério, com uma experiência cada vez mais profunda das diversas dimensões da vida crista.

  12. Hoje muitos se sentem mais à vontade para declarar que não têm religião ou que consideram insuficiente a sua suposta pertença eclesial. • Jesus evangelizou os adultos e abençoou as crianças. Nós muitas vezes fazemos o contrário. • Uma Igreja em estado permanente de missão tem que responder a essa necessidade religiosa sim, mas também antropológica.

  13. É certo que para tornar-se algo novo é preciso passar por um processo de iniciação que envolve mais do que conhecer ideias. A pessoa nova que vai emergir como seguidora de um caminho se compromete com seu conhecimento, suas emoções, suas opções de vida, suas escolhas de cada momento. • Entrar num novo projeto de vida, religioso ou não, requer um processo de passos sucessivos de aproximação. • O processo de iniciação acontece sempre que alguém se compromete com um novo projeto de vida.

  14. Foi assim no começo da Igreja... • Jesus formou lentamente os seus discípulos. Houve um chamado, um aprendizado e um convívio. Houve etapas na missão, envio, aprofundamento. • O caminho da iniciação ficou evidente, a partir do século II, com a estruturação do catecumenato para promover a introdução dos novos convertidos na vida da Igreja. O objetivo era o aprofundamento da fé, como adesão pessoal a Jesus Cristo e a tudo que ele revela. • Teve seu período áureo entre os séculos III e IV.

  15. Quando o cristianismo começou a ser religião aceita e, posteriormente, tornada a religião oficial do Império, o catecumenato foi reduzido à Quaresma até desaparecer e ser substituído pelo Batismo de massa. • Ser cristão começa a ser situação comum e abre-se a possibilidade do batismo ministrado preponderantemente às crianças. • Durante muito tempo o processo de iniciação explícita foi ficando menos ativo. Afinal, todo mundo era batizado e religião era atitude que se aprendia vivendo em família e na própria sociedade.

  16. Essa religião culturalmente disseminada foi campo fértil para devocionismos variados. As pessoas eram batizadas, faziam a primeira comunhão, casavam na Igreja...mas gradativamente muitos foram deixando de perceber o que esse compromisso de fato significava. • A sociedade foi se tornando independente da influência da igreja e a religião passou a ser vista como assunto privado, pessoal.

  17. O Documento de aparecida alerta... • “Nossa maior ameaça é o medíocre pragmatismo da vida cotidiana da Igreja, no qual, aparentemente, tudo procede com normalidade, mas na verdade a fé vai se desgastando e degenerando em mesquinhez”. (DAp, n. 12) • O projeto de Jesus não tem nada de pequeno ou mesquinho; pelo contrário, somos chamado a um trabalho exigente e emocionante.

  18. As etapas da iniciação na bíblia As grandes etapas da História do Povo de Deus e seu processo Iniciático.

  19. A rigor falar de iniciação cristã propriamente dita só seria possível a partir de Jesus Cristo e das primeiras comunidades, o que equivale a situar biblicamente a iniciação apenas na etapa final da revelação. No entanto é possível identificar um processo iniciático em toda a história do povo de Deus.

  20. Primeira etapa: de 1800 - 1300 a.c.: tempo dos patriarcas – origem do povo de deus • Deus escolhe os Patriarcas e vai se revelando a eles como Deus único e verdadeiro. Aos poucos, o grupo dos Patriarcas vai assimilando a fé e deixando de lado a idolatria. • Foi um período de iniciação para aprender a ser o Povo de Deus, acreditando no Deus único e verdadeiro que fez uma aliança com os patriarcas.

  21. Segunda etapa: de 1250 - 1210 a.c. – tempo de moisés – a fundamentação do povo de deus • Trata-se da experiência da libertação da escravidão para a liberdade, da escravidão da morte para a liberdade da vida, saindo do Egito e entrando na Terra Prometida. Os grande introdutores deste processo foram Moisés e Arão. • Foi um período de iniciação para aprender a fundamentar-se como Povo de Deus em torno da Aliança de Iahweh.

  22. Terceira etapa de 1200 -1000 a.c.: tempo dos juízes – a primeira organização: as tribos • A organização configura-se numa forma de tribos, onde o poder era exercido por Deus e em nome de Deus através das pessoas (os juízes). Tudo era planejado, decidido e encaminhado em forma de Assembléias feitas desde os núcleos menores até os maiores. • Foi um período de iniciação para aprender a organizar-se em torno de Deus e em nome de Deus.

  23. Quarta etapa de 1000-586 a.c: tempo dos reis – a segunda organização: a monarquia • O poder agora é centralizado no rei que deveriam reinar apenas em nome de Iahweh. Neste período surgem os profetas, voz de Deus para conter o abuso dos reis. • São os profetas os verdadeiros introdutores da iniciação à continua fidelidade à aliança estabelecida por Iahweh. • Foi um período de iniciação para aprender a organizar-se como Povo de Deus em um regime com grandes perigos de infidelidade em relação à aliança de Iahweh.

  24. Quinta etapa de 586 – 538 a.c: tempo dos exilados a inspiração do povo de deus • A infidelidade à Aliança no período monárquico levou o povo ao exílio babilônico. • O processo de iniciação consistiu em: 1º voltar à fonte da aliança com Abraão e Moisés; 2º assimilar as promessas de Iahweh a respeito da terra, da posteridade e da benção; 3º interpretar a histórica de fidelidade de Deus e de infidelidade do Povo de Deus; 4º reelaborar e assumir a Lei de Iahweh, o Decálogo; 5º criar uma tradição escrita em vista da fidelidade à aliança de Iahweh.

  25. Sexta etapa de 538 A.c. ao ano 0: tempo de Judeus – a legislação do povo de deus • Na volta do exílio babilônico começa para o Povo de Deus um longo processo iniciático na legislação da Aliança. A tentação de assimilar a cultura pagão desses povos era contínua, e acontecia paralelamente com a tentação de criar um fechamento na compreensão e vivência de Povo de Deus e de criar um legalismo exagerado. • Foi um período de iniciação para aprender a normatizar a vivência da Aliança de Iahweh

  26. Sétima etapa do ano 0 – 100 d.c: tempo dos cristãos – universalização do povo de deus • Com a encarnação do Filho de Deus, a vinda de Jesus de Nazaré, começa a primeira, a fundamental e a grande iniciação. Urge voltarmos a essa prática iniciática do cristianismo, para formarmos hoje discípulos missionários de Jesus Cristo, ser Igreja cristã, sinal de salvação de todos. • O período cristão primitivo foi um período de iniciação para aprender a universalizar a salvação do Deus Trindade.

  27. INICIAÇÃO CRISTÃ NA IGREJA NASCENTE... • A partir da idéia de que Cristo é o centro e plenitude da evangelização faz-se necessário conhecê-lo. A Iniciação Cristã na comunidade primitiva encontra-se estruturada no texto de At 2, 42-47 onde é realizado, no seio da comunidade, e compreende as seguintes dimensões:

  28. O ensino dos apóstolos: conhecimento e adesão a mensagem – kerigma; • Vida de comunhão: uma fraternidade conforme o Evangelho – koinonia; • Freqüência da fração do pão, oração: celebração da Páscoa do Senhor – liturgia; • Partilha dos bens: serviço ao irmão – diaconia.

  29. Após o batismo há o período mistagógico (caminho de aprofundamento da fé que leva ao encontro com o mistério) e de iniciação à nova vida em Cristo.

  30. Declínio da prática da Iniciação Cristã... • A partir do séc. IV inicia-se o período de decadência: onde o Cristianismo torna-se a religião do Império, o Batismo se massifica e desaparecem as motivações para participar do processo da Iniciação. Tendo início no séc. V o regime chamado Cristandade.

  31. Mudança de época O periférico se torna essencial e o essencial se torna periférico

  32. Duas observações importantes... • A primeira constatação nos leva a ultrapassar os limites da Igreja. O fenômeno que estamos experimentando não é específico da Igreja Católica. No âmbito religioso, ele atinge também as Igrejas da Reforma, notadamente as históricas, chegando até às demais religiões. Trata-se, portanto, de um fenômeno de amplo alcance. A diferença está no modo como ele atinge cada uma destas religiões e o modo como elas reagem.

  33. A segunda observação alarga ainda mais o fenômeno, pois chama nossa atenção para o fato de que não se trata de algo específico desta ou daquela região do planeta. A realidade sobre a qual estamos falando diz respeito ao mundo todo, ainda que sob diversos graus de afetação. É por isso que um dos termos mais usados para descrevê-lo é exatamente globalização.

  34. Do que estamos falando... • Mais do que uma época de mudanças nossos dias experimentam uma verdadeira mudança de época. • As épocas de mudança colocam diante de nós um conjunto de fatos novos, com os quais vamos interagir baseados em critérios solidamente estabelecidos. Nas épocas de mudança venha o que vier, estaremos preparados, pois sabemos o que somos, o que temos, no que cremos e com o que sonhamos.

  35. As mudanças de época ultrapassam os limites dos fatos novos e chegam até os critérios, fazendo com que não exista tanta clareza do que sejamos, tenhamos, creiamos ou sonhemos. As épocas de mudança atingem o ver a realidade. As mudanças de época atingem o julgar . • É porque estamos numa mudança de época que, em diversas instâncias da vida, inclusive na ação evangelizadora, nos sentimos como que apalpando a realidade para chegar a soluções.

  36. Em geral, as soluções possuem um caráter mais imediato e, às vezes, de curta duração. Crescem as tentativas individuais e a valorização do que é próprio de cada um, até mesmo com o prejuízo da pastoral de conjunto. Isso acontece porque as mudanças de época nos jogam para fora do navio, colocando-nos em meio a um mar agitado. Nesta hora, cada um busca a sua tábua de salvação e ... salve-se quem puder.

  37. O caráter desconcertante da atual mudança de época decorre da radicalidade com que os critérios se transformaram e estão se transformando. Uma destas transformações consiste na passagem do que podemos chamar de perene ou eterno para o momentâneo ou passageiro.

  38. Períodos históricos anteriores se caracterizaram, dito a grosso modo, pelo predomínio do grupal sobre o individual, do institucional e do tradicional sobre as escolhas pessoais, do unificado sobre o diversificado. Nossos dias trouxeram para centro da cena, o individual e o plural, com a possibilidade de inúmeras escolhas, sem necessariamente estarem vinculadas a uma ou outra instituição, sem seguir esta o aquela tradição.

  39. Estamos vivendo um tempo de forte individualização da vida e consequentemente das crenças. Existem tantas possibilidades de ser, de existir, que cada indivíduo é chamado a fazer suas escolhas e a compôr seu quadro de existência, sem o forte compromisso, próprio de outras épocas, de seguir a mesma tendência de seus antepassados, sem aderir às tradições e instituições transmissoras e garantidoras deste passado.

  40. Mas, em vez de apenas censurar os tempos modernos, com seu individualismo e seu relativismo, estamos começando a ver a “mudança de época” como oportunidade para promover mais qualidade e entusiasmo na missão. • A Igreja acomodada se torna medíocre, morna, sem gosto. Quem não encontrou Jesus de fato não foi iniciado na fé, mesmo que tenha estado junto de nós por muitos anos.

  41. Encontrar Jesus é colocar-se também em linha direta com a experiência dos primeiros cristãos. • As comunidades se sentem portadoras de uma missão transformadora, vivem com entusiasmo a experiência do chamado. • Se vamos criar estruturas pastorais que possibilitem um real processo de iniciação, teremos que ter uma Igreja consciente da necessidade permanente de um testemunho qualificado.

  42. Na mudança de época que estamos vivendo não se deve esquecer que todos têm algo importante a ganhar quando uma dificuldade se transforma em emocionante desafio para a promoção de um ideal tão precioso

  43. Núcleo da iniciação cristã Kerigma e Mistagogia O que a Iniciação Cristã propõe para a Liturgia: Caminhos a percorrer

  44. KERIGMA “A proposta que pode gerar mudança, desde que mude primeiramente quem anuncia.”

  45. DO QUE SE FALA COM A PALAVRA “kERIGMA”? • O termo “kerigma” é uma derivação do verbo grego keryssein (pregar, proclamar, tornar conhecido) e designa, já desde os primeiros dias do cristianismo, o núcleo central da “boa notícia” da salvação de Jesus Cristo. É o primeiro anúncio do Evangelho, cuja essência é proclamar um grande acontecimento de salvação, até então jamais pensado ou imaginado: que o homem Jesus de Nazaré é o Filho de Deus, que assumiu inteiramente a carne humana, que abraçou a cruz, morreu e ressuscitou para a salvação de todos.

  46. OBJETIVOS DO kERIGMA • Anunciar a Boa – Nova de Jesus Cristo; • Tornar presente em nossas vidas a salvação; • Levar a uma verdadeira e profunda experiência de Deus em nossas vidas

  47. PORTANTO... • O anúncio é o despertar da fé; o ensino é o viver da fé; • Kerigma não é instrução doutrinal de nenhum tipo, mas, sim, proclamação e anúncio testemunhal e ungido de uma boa-nova, dada por pessoas já evangelizadas e que sejam verdadeiramente testemunhas ungidas.

  48. CONTEÚDO DO kERIGMA • Cristo Crucificado e ressuscitado, força e sabedoria de Deus que transformar e salva a vida; • Tem um caráter imperioso e expansivo que não é possível sem uma profunda e contagiante experiência de Deus; • A experiência pascal suscita o envio de pessoas que reconhecem no Senhor ressuscitado a resposta plena às suas necessidades e ao desejo infinito de vida.

  49. “MOVIMENTO” DO kERIGMA...

  50. Diante dessa realidade se faz necessário repensar a própria maneira de evangelizar, de anunciar Jesus Cristo e sua mensagem. Os homens e mulheres estão sedentos e a Igreja se renova para oferecer ao mundo de hoje a água pura e cristalina da salvação que nos vem em Jesus Cristo.