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O Primo Bas lio E a de Queiroz CONTEXTUALIZA O HIST RICA PowerPoint Presentation
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O Primo Bas lio E a de Queiroz CONTEXTUALIZA O HIST RICA

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    1. O Primo Baslio Ea de Queiroz CONTEXTUALIZAO HISTRICA Trata-se, nesta parte, do final do sculo XVIII, quando comea a extinguir-se a terceira e ltima fase do Romantismo portugus. O surgimento da evoluo tecnolgica e, em decorrncia, cultural tende a esvaziar os ideais romnticos que prevaleceram por quase quarenta anos. Portugal embora tenha conhecido no perodo uma certa estabilidade, v-a definhar, em face de suas dificuldades estruturais de economia contempla uma Europa renovada nos planos poltico, social, econmico e cultural.

    2. E no apenas contempla, mas tambm se v invadido pelas novas conquistas do velho mundo, j que uma juventude operosa e inteligente est atenta quilo que lhe chega em 1864, Coimbra se liga rede europia de caminho-de-ferro principalmente da Frana. Portugal assenta-se, incomodamente, numa situao que privilegia o processo oligrquico, com tendncias conservadoras, o que impede a viso de novos horizontes scio-poltico-culturais. nesse ambiente que floresce a Gerao de 70, influenciada pelos modelos franceses buscados em Balzac, Stendhal, Flaubert.

    3. Os jovens acadmicos portugueses absorvem as teorias emergentes, tais como o Determinismo, de Taine; o Socialismo Utpico, de Proudhon; o Positivismo, de Auguste Comte; e o Evolucionismo, de Darwin, entre outras novidades no campo das Cincias e da Filosofia. Nesse cenrio, um acontecimento marcante: a Questo Coimbra. O veterano Antnio Feliciano de Castilho escreve um posfcio obra Poema da Mocidade, de Pinheiro Chagas, seu discpulo das letras. O dito posfcio ataca violentamente o iderio da Gerao de 70.

    4. Instaura-se, abertamente, a rivalidade. Antero de Quental, jovem lder do grupo que se ope a Castilho, contra-ataca com o opsculo intitulado Bom Senso e Bom Gosto, em 1865. Ea de Queiroz, porm, no participou da polmica. Informa-nos a obra Histria da Literatura Portuguesa, de Antnio Jos Saraiva e scar Lopes: A conscincia da Gerao de 70 desperta dentro destas condies, e no seu despertar tem um papel decisivo a viso da Europa mais adiantada, sobre a qual os moos de Coimbra fixam avidamente os olhos.

    5. Jos Maria Ea de Queiroz nasceu em Pvoa do Varzim, em 1845. Faleceu em Paris, no ano de 1900. Foi advogado, cnsul em Havana. Esteve no Egito, assistiu inaugurao do Canal de Suez.

    6. 1 fase (1866 a 1875): Inicia-se com Prosas Brbaras, passa por O Mistrio de Sintra e Uma Campanha Alegre, uma coletnea de artigos que publicara em As Farpas, peridico de natureza crtica. 2 fase (1875 a 1887): Revela um Ea envolvido com o Realismo. Aparecem a: O Crime do Padre Amaro, O Primo Baslio, Os Maias e O Mandarim. 3 fase (aps 1887): Inserem-se as obras: A Relquia, A Ilustre Casa de Ramires, A Cidade e as Serras. a fase da maturidade absoluta do escritor.

    7. O PRIMO BASLIO

    9. ESTUDO DAS PERSONAGENS LUSA Oriunda de uma burguesia decadente, inculta, devotada a um cristianismo de fachada. Tem carter instvel: ora atacada por um sentimento de medo indecifrvel teme perder o status que adquiriu com o casamento com Jorge ora entregue s carcias do amante Baslio. Representa bem a estrutura cultural, moral e religiosa da parcela burguesa de Lisboa.

    10. JORGE Casado com Lusa engenheiro. Carrega concepes de superioridade hierrquica no casamento, embora leve vida ambgua: tem diversas relaes amorosas furtivas, apoiadas nas frequentes viagens que faz, por fora da profisso. Assim, representa o que h de falso moralismo e arrogncia na sociedade. JULIANA a criada. Subjugada pela condio social, vive o inferno da inveja. malvola, desonesta e no perde oportunidade para explorar, roubar e exigir sob ameaa. Guarda como relquia tudo que possa ser arma contra a famlia para quem trabalha.

    11. CONSELHEIRO ACCIO Representa a pseudoformalidade das relaes sociais: poltico dado corrupo, de fala convincente e amante dos provrbios e frases de efeito, adota um comportamento populista, a fim de se beneficiar. SEBASTIO Aparentado de Jorge, revela-se prestativo, o ombro amigo e seguro. Mostra ser bom carter. LEOPOLDINA Outra burguesa de maus hbitos, maritalmente desonesta e amiga de Lusa, revelia do falso-moralista Jorge.

    12. DONA FELICIDADE o prottipo da beata ignorante. Pratica uma religiosidade impura, eivada de supersties. Representa a parcela da sociedade estpida, devota a uma religio incua. ERNESTINHO Representante do insucesso profissional: escritor frustrado, voltado para o ultra-romantismo decadente. BASLIO O mau-carter, representa o burgus de prosperidade duvidosa, pronto a se aproveitar de toda e qualquer situao. Reveste-se de uma maldade inescrupulosa e irnica, usando um falar caracterstico de sua dissimulao.

    13. FOCO NARRATIVO Um narrador em terceira pessoa, onisciente, o recurso utilizado por Ea para a expresso do ponto de vista. Tal recurso permite um certo distanciamento entre o leitor e as personagens, o que concede quele um vislumbre do carter destas.

    14. LINGUAGEM E ESTILO Ea depura a linguagem, tira-lhe as rebarbas, os excessos. Valoriza a carga semntica. D palavra a exata medida de seu contedo.

    15. ANLISE DAS IDEIAS Ea de Queiroz ferrenho inimigo da mediocridade que assola sua poca, quer no ambiente social-burgus, em que a falsidade, o mau-caratismo, a avareza, a infidelidade ocupam espaos privilegiados; quer no catolicismo, constitudo de um clero estpido, alheio aos preceitos de um cristianismo sadio e formador de espritos carolas e supersticiosos. COMENTRIO CRTICO E VALORATIVO A obra de Ea de Queiroz -lhe instrumento com que descarna a sociedade lisboeta de seu tempo. Contudo, tem outro mrito: o da inovao da plstica da linguagem.