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Metodologia Científica – 2010.1

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Metodologia Científica – 2010.1. Docentes: Profa. Dra. Angélica Félix de Castro Profa. Dra. Karla Darlene N. Ramos. Planejamento. Angélica Félix de Castro Aulas nos meses de Março e Abril / 2010 Primeira nota Karla Darlene Ramos Aulas nos meses de Maio e Junho / 2010 Segunda nota.

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Presentation Transcript
metodologia cient fica 2010 1

Metodologia Científica – 2010.1

Docentes:

Profa. Dra. Angélica Félix de Castro

Profa. Dra. Karla Darlene N. Ramos

planejamento
Planejamento

Angélica Félix de Castro

  • Aulas nos meses de Março e Abril / 2010
  • Primeira nota

Karla Darlene Ramos

  • Aulas nos meses de Maio e Junho / 2010
  • Segunda nota
a decidir com ang lica
A decidir com Angélica
  • Nos meses de Março e Abril:
    • Aulas todas as quintas das
      • 13:00 às 15:00 hrs. OU
      • 14:00 às 16:00 hrs. OU
      • 15:00 às 17:00 hrs.
    • Aulas quinzenais das
      • 13:00 às 17:00 hrs. OU
se forem semanais
Se forem semanais...
  • Aulas nas quintas-feiras:
    • 11/03 –Aula que faltei semana passada
    • 18/03 – não haverá aula (viagem Profa.)
    • 25/03
    • 01/04 – Semana Santa
    • 08/04
    • 15/04
    • 22/04
    • 29/04
se forem quinzenais
Se forem quinzenais...
  • Aulas nas quintas-feiras:
    • 11/03
    • 25/03
    • 08/04
    • 22/04
mas preciso informar a voc s
Mas preciso informar a vocês...
  • Que hoje, dia:
    • 17/03 – serão 4 horas de aula
    • Pois amanhã estarei viajando!
    • Essa aula de hoje equivale à da semana passada (11/03/2010) e a de amanhã (18/03/2010).
metodologia cient fica parte 1

Metodologia Científica – Parte 1

Profa. Dra. Angélica Félix de Castro

apresenta o
Apresentação

Angélica Félix de Castro

  • Professora na Universidade Federal Rural do Semi-Árido - UFERSA / RN.
  • Graduada em Ciência da Computação pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (2000)
  • Mestre em Geodinâmica pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (2002)
  • Doutora em Geodinâmica pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (2007), sendo 01 ano do Doutorado realizado na Universitat de Kiel, Alemanha (2004).
apresenta o1
Apresentação

Atuação Profissional:

  • 2006-2007: Profa. do Curso de Engenharia Elétrica do CEFET / BA – UE Vitória da Conquista.
  • 2008 – dias atuais: Profa. Adjunto do Curso de Ciência da Computação da UFERSA
apresenta o2
Apresentação

Áreas de Interesse:

  • Bancos de Dados Convencionais
  • Bancos de Dados Geográficos
  • Geoprocessamento
  • Linguagem de Programação JAVA e suas aplicações
  • Sistemas de Geoprocessamento em dispositivos móveis.
apresenta o3
Apresentação

Homepage:

http://www2.ufersa.edu.br/portal/professor/angel

E-mails:

angelica@ufersa.edu.br

angelicafcastro@gmail.com

plano geral da disciplina
Plano Geral da Disciplina
  • Ementa:

1. A pesquisa e seus objetivos;

2. As bases do método científico;

3. Raciocínio e formação de hipótese;

4. Desenvolvimento da argumentação;

5. Planejamento de pesquisa;

plano geral da disciplina1
Plano Geral da Disciplina
  • Ementa:

6. Produção de documentos: clareza, precisão, objetividade;

7. Como fazer apresentações.

conceito de ci ncia
Conceito de Ciência

“Uma busca constante de explicações e soluções para os problemas que afligem e incomodam o ser humano.”

“É a sistematização de conhecimentos, ou seja, um conjunto de proposições lógicas correlacionadas sobre um comportamento de certos fenômenos que se deseja estudar”. (LAKATOS & MARCONI, 2001, p. 80)

conceito de ci ncia1
Conceito de Ciência

“É uma investigação disciplinada, e não um conjunto de procedimentos não relacionados entre si; é realizada de forma sistemática e padronizada, ou seja, efetivada a partir de um método específico e controlado.” (THOMAS & NELSON, 2002).

conceito de ci ncia2
Conceito de Ciência

“É a investigação metódica e organizada para descobrir a essência dos seres e dos fenômenos e as leis que os regem, com o fim de aproveitar as propriedades das coisas e dos processos naturais em benefício do homem (PINTO, 1985).

Atividade que propõe a aquisição sistemática de conhecimentos com a finalidade de melhoria da qualidade de vida intelectual ou material.

defini o de metodologia cient fica
Definição de Metodologia Científica

“É o estudo ou conhecimento dos métodos utilizados para a realização de pesquisas científicas ou acadêmicas, que resultou na denominação da disciplina, que compõe o currículo dos cursos superiores”

“É o elemento facilitador da produção de conhecimentos, capaz de auxiliar e entender os processos de buscas de respostas, ou seja, um meio para obtenção do conhecimento (UNI. IBIRAPUERA,2000)

metodologia cient fica1
Metodologia Científica
  • É a disciplina que confere os caminhos necessários para o auto-aprendizado em que o aluno é sujeito do processo, aprendendo a pesquisar e a sistematizar o conhecimento obtido.
  • A metodologia corresponde a um conjunto de procedimentos a serem utilizados na obtenção do conhecimento. É a aplicação do método, através de processos e técnicas, que garante a legitimidade do saber obtido.
metodologia cient fica2
Metodologia Científica
  • Método: é o conjunto de etapas, ordenadamente dispostas, a serem vencidas na investigação da verdade, no estudo de uma ciência, ou para alcançar um determinado fim.
  • Metodologia: é o estudo crítico dos métodos.
  • Ciência: é o conjunto de conhecimentos precisos e metodologicamente ordenados em relação a um determinado domínio do saber.
  • Pesquisa: é a atividade de investigação capaz de produzir um conhecimento novo ou sintetizar o que já se sabe a respeito de um determinado assunto ou área.
slide21

Conhecimento

  • Conhecer é incorporar um conceito novo, ou original, sobre um fato ou fenômeno qualquer.
  • O conhecimento não nasce do vazio e sim das experiências que acumulamos em nossa vida cotidiana, através de experiências, dos relacionamentos interpessoais, das leituras de livros e artigos diversos.
  • Somos os únicos capazes de criar e transformar o conhecimento;
  • Somos os únicos capazes de aplicar o que aprendemos, por diversos meios, numa situação de mudança do conhecimento;
  • Somos os únicos capazes de criar um sistema de símbolos, como a linguagem, e com ele registrar nossas próprias experiências e passar para outros seres humanos
formas de conhecimento
Formas de conhecimento
  • Popular (ou Empírico);
  • Filosófico;
  • Religioso (ou Teológico);
  • Técnico-Científico.
  • Na ciência, o conhecimento é geralmente transmitido por escritos técnicos que obedecem uma organização e forma pré-estabelecidas.
conhecimento popular senso comum
Conhecimento Popular (senso comum)
  • “... resulta de repetidas experiências casuais de erro e acerto, sem observação metódica, nem verificação sistemática. Pode também resultar de simples transmissão de geração para geração e, assim, fazer parte das tradições de uma coletividade” (Galliano, 1986).
  • “... É o modo comum, espontâneo, pré-crítico de conhecer. É o conhecimento do povo que atinge os fatos sem lhes inquirir as causas” (Ruiz, 1993).
conhecimento popular senso comum1
Conhecimento Popular (senso comum)
  •  É o conhecimento obtido ao acaso, após inúmeras tentativas, ou seja, o conhecimento adquirido através de ações não planejadas. Exemplo:      A chave está emperrando na fechadura e, de tanto experimentarmos abrir a porta, acabamos por descobrir (conhecer) um jeitinho de girar a chave sem emperrar.
conhecimento filos fico
Conhecimento Filosófico
  • É fruto do raciocínio e da reflexão humana.
  • É o conhecimento especulativo sobre fenômenos, gerando conceitos subjetivos. Busca dar sentido aos fenômenos gerais do universo, ultrapassando os limites formais da ciência. Exemplo:      "O homem é a ponte entre o animal e o além-homem" (Friedrich Nietzsche)
conhecimento religioso
Conhecimento Religioso
  • Conhecimento revelado pela fé divina ou crença religiosa.
  • Não pode, por sua origem, ser confirmado ou negado. Depende da formação moral e das crenças de cada indivíduo. Exemplo:      Acreditar que alguém foi curado por um milagre; ou acreditar em duende; acreditar em reencarnação; acreditar em espírito etc.
conhecimento cient fico
Conhecimento Científico
  • “É o conhecimento produzido pela investigação científica. Surge não apenas da necessidade de encontrar soluções para problemas de origem prática da vida diária, característica esta do conhecimento ordinário, mas do desejo de fornecer explicações sistemáticas que possam ser testadas e criticadas através de provas”. (KOCHE, 1984)
conhecimento cient fico1
Conhecimento Científico

É o conhecimento racional, sistemático, exato e verificável da realidade.

Sua origem está nos procedimentos de verificação baseados na metodologia científica.

slide29
Podemos então dizer que o Conhecimento Científico:

- É racional e objetivo.       - Atém-se aos fatos.       - Transcende aos fatos.       - É analítico.       - Requer exatidão e clareza.       - É comunicável.       - É verificável.       - Depende de investigação metódica.       - Busca e aplica leis.       - É explicativo.       - Pode fazer predições.       - É aberto.       - É útil

Conhecimento Científico

slide30
Exemplo:      Descobrir uma vacina que evite uma doença;

Descobrir como se dá a formação da madeira; etc.. 

Conhecimento Científico

conceito de pesquisa
Conceito de Pesquisa

“É um conjunto de atividades orientadas para a busca de um determinado conhecimento.” (RUDIO, 1999).

“O objetivo da pesquisa científica é explicar, prever e / ou controlar um determinado fato ou fenômeno.

slide33

Conceito de Pesquisa

  • Pesquisa é o mesmo que busca ou procura.
  • Pesquisar, portanto, é buscar ou procurar resposta para alguma coisa.
  • Em se tratando de Ciência a pesquisa é a busca de solução a um problema que alguém queira saber a resposta.
fazer pesquisa
Fazer pesquisa é...

Investigar assunto de interesse e relevância.

Observar os acontecimentos.

Conhecer com profundidade.

Utilizar métodos científicos.

Responder às questões que surgem no decorrer do estudo.

Descobrir respostas.

Ter curiosidade constante... Busca!

slide35

Características do pesquisador

  • O espírito científico é, antes de tudo, uma atitude ou disposição subjetiva do pesquisador que busca soluções sérias, com métodos adequados, para o problema que enfrenta.
  • Cultiva a honestidade, sensibilidade social, curiosidade, integridade intelectual, perseverança.
  • Evita o plágio.
tipos de pesquisa1
Tipos de Pesquisa

Pesquisa Experimental: É toda pesquisa que envolve algum tipo de experimento. Exemplo: Pinga-se uma gota de ácido numa placa de metal para observar o resultado.

tipos de pesquisa2
Tipos de Pesquisa

Pesquisa Exploratória: É toda pesquisa que busca constatar algo num organismo ou num fenômeno. Exemplo: Saber como a árvore cresce.

tipos de pesquisa3
Tipos de Pesquisa

Pesquisa Social: É toda pesquisa que busca respostas de um grupo social. Exemplo: Saber quais os hábitos alimentares de uma comunidade específica.

tipos de pesquisa4
Tipos de Pesquisa

Pesquisa Histórica: É toda pesquisa que estuda o passado. Exemplo: Saber de que forma se deu a Proclamação da República brasileira.

tipos de pesquisa5
Tipos de Pesquisa

Pesquisa Teórica: É toda pesquisa que analisa uma determinada teoria. Exemplo: Saber o que é a Neutralidade Científica.

escolha do tema
Escolha do Tema

Interesse do pesquisador

Manejo de fontes de consulta bibliográfica

Os temas podem surgir:

Da observação do aluno

Da vida profissional

De programas de pesquisa

De contato e relacionamento com especialistas

Do feedback de pesquisas já realizadas

Do estudo de literatura especializada

o que faz o investigador
O que faz o investigador?...

Revisa e analisa literatura específica sobre um tópico, assunto ou área de conhecimento... (problema!)

Formula hipóteses.

Desenvolve um plano de pesquisa (design/projeto).

Seleciona e define amostras.

Avalia e seleciona instrumentos de medida.

o que faz o investigador1
O que faz o investigador?...

Seleciona um desenho experimental e esquematiza procedimentos experimentais.

Analisa estatisticamente os dados.

Prepara o relatório de pesquisa.

Aplica as habilidades e conhecimentos adquiridos no processo científico.

m todos de pesquisa
Métodos de Pesquisa

Pesquisa Direta

Busca os dados diretamente na fonte, possibilitando conhecer a realidade na prática, por meio das leituras e reflexões, evidência da realidade, obtida com a observação e experimentação.

Pesquisa de Campo

Pesquisa de Laboratório

Pesquisa-ação

Método Descritivo

Método Experimental

m todos de pesquisa1
Métodos de Pesquisa

Pesquisa Indireta

Utiliza-se de informações, conhecimentos e dados já coletados por outras pessoas e e demonstrados de diversas formas, como documentos, leis, projetos, desenhos, livros, artigos, revistas, jornais, etc.

Pesquisa Documental

Pesquisa Bibliográfica

Método de Procedimento Bibliográfico

Método de Procedimento Histórico

m todo hist rico
Método Histórico

Envolve o estudo, compreensão e explanação de eventos do passado.

O propósito da pesquisa histórica é chegar a conclusões relativas à causas, efeitos ou tendências de ocorrências passadas que podem ajudar a explicar os fatos no presente, e antecipar o futuro.

As fontes primárias de dados são constituídas pelos conhecimentos dos fatos, através de suas testemunhas.

Fontes secundárias envolvem pessoas relacionadas à essas testemunhas ou documentos.

m todo hist rico1
Método Histórico

As etapas do Método Histórico envolvem:

A definição do problema;

A formulação de hipóteses ou questões a serem respondidas;

Coleta sistemática de dados;

Avaliação objetiva dos dados;

Confirmação ou não das hipóteses.

m todo hist rico2
Método Histórico

O investigador não pode manipular fatos ou eventos ocorridos no passado, nem controlar algumas de suas variáveis. Pode aplicar objetividade científica em tentar determinar exatamente o que aconteceu no passado.

No Método Histórico, a revisão de literatura e os procedimentos do estudo constituem partes do mesmo processo, não existindo instrumentos de medida.

O método utiliza documentos legais, recordatórios, registros, minutos de reunião, cartas ou outros documentos.

m todo hist rico3
Método Histórico

Para determinar a precisão dos documentos, devem ser observados: o conhecimento e a competência do autor, o período de tempo entre o fato e o registro, viés e motivos do autor, a consistência dos dados.

Deve ser feita a análise lógica e objetiva dos fatos ocorridos, organizados e sintetizados, formando-se as conclusões.

Tomar cuidado com generalizações. A coleta e análise dos dados requer do investigador habilidade, experiência e fontes fidedignas.

m todo descritivo
Método Descritivo

O Método Descritivo envolve a coleta de dados a fim de testar hipóteses ou responder a questões referentes ao corrente status do indivíduo do estudo.

O pesquisador deve selecionar a amostra e coletar os dados cuidadosamente, visto que a população que tem a informação desejada nem sempre está disponível.

m todo descritivo1
Método Descritivo

Este Método requer o desenvolvimento de instrumentos apropriados de medida a fim de se obter a informação desejada.

A forma como os dados são coletados caracteriza o Método Descritivo, através de relatório pessoal ou observação. Os instrumentos utilizados são questionários, entrevistas ou escalas padronizadas.

m todo descritivo2
Método Descritivo

Tipos de Método Descritivo

Pesquisa Exploratória (amostras da população)

Censo (cada membro da população)

Pesquisas Educacionais

Estudos de Desenvolvimento

Idade, crescimento ou maturação

Estudos Follow up

Após algum período de tempo

m todo correlacional
Método Correlacional

O Método Correlacional envolve coleta de dados a fim de determinar se, e até que grau, uma relação existe entre duas ou mais variáveis mensuráveis.

O fato de que existe uma relação entre duas variáveis não significa que uma é a causa da outra.

m todo correlacional1
Método Correlacional

O Estudo Correlacional sugere uma estimativa do quando duas variáveis possuem relação uma com a outra. Se duas variáveis são fortemente relacionadas, um coeficiente de correlação próximo de 1.0 (ou -1.0) será obtido; se duas variáveis não possuem relação, esse coeficiente será próximo de .00

m todo correlacional2
Método Correlacional

Quanto maior a relação entre duas variáveis, maior será a precisão nas previsões baseadas nessas relações.

O delineamento do estudo pode determinar quais variáveis de uma lista de prováveis candidatas estão relacionadas ou para testar hipóteses referentes a relações esperadas.

m todo correlacional3
Método Correlacional

Exemplos:

Sentido direto: Relação entre a motivação e a aprendizagem

Sentido inverso: relação entre o número de faltas às aulas e o rendimento escolar

slide57
No Método Causal Comparativo, o investigador procura determinar a causa ou a razão pela existência de diferenças no comportamento ou condição de grupos de indivíduos.

A abordagem básica se inicia com o efeito e a procura pelas possíveis causas.

O Método Causal Comparativo procura identificar relações de causa e efeito.

Nesse método, a causa estudada já aconteceu, não sendo possível manipulá-la.

Método Causal Comparativo

m todo causal comparativo
Método Causal Comparativo

Os grupos a serem estudados já estão formados e já são diferentes na variável independente.

Nesse tipo de estudo, um grupo pode ter tido experiência e o outro não, um grupo pode possuir uma característica que o outro grupo não possui; de qualquer forma, a diferença entre os grupos (variável independente) não foi determinada pelo pesquisador.

m todo causal comparativo1
Método Causal Comparativo

Estudos envolvendo esse método podem levar a estudos experimentais.

Apenas uma relação é estabelecida entre as variáveis, não necessariamente causais.

A causa de um efeito observado pode ser o efeito, ou existir uma terceira variável que ocasionou a causa identificada e o efeito.

Ex.: Rendimento escolar cai quando um aluno trabalha

m todo experimental
Método Experimental

No Método Experimental o pesquisador manipula deliberadamente algum aspecto da realidade, dentro de condições anteriormente definidas, a fim de observar se produz certos efeitos. Não existe pesquisa experimental sem experimento.

O experimento é uma situação, criada em laboratório, com a finalidade de observar, sob controle, a relação que existe entre fenômenos.

m todo experimental1
Método Experimental

A pesquisa experimental pretende estudar de que modo ou por que causas o fenômeno é produzido.

Quando bem conduzidos, os estudos experimentais produzem evidência referente às relações causa-efeito levantadas através das hipóteses.

m todo experimental2
Método Experimental

Previsões baseadas em estudos experimentais são mais globais (“se você usar a abordagem x provavelmente obterá melhores resultados do que a abordagem y”).

Etapas: Seleção e definição de um problema, seleção dos indivíduos e instrumentos de medida, delineamento do estudo, execução dos procedimentos, análise dos dados, conclusões.

m todos cient ficos1
“Método é uma forma de selecionar técnicas, forma de avaliar alternativas para ação científica... Assim, enquanto as técnicas utilizadas por um cientista são fruto de suas decisões, o modo pelo qual tais decisões são tomadas depende de suas regras de decisão.” (Ackoff In: Hegenberg, 1976:II-116).

Método é o “caminho pelo qual se chega a determinado resultado” (Hegenberg, 1976:II-115).

Métodos Científicos
m todos cient ficos2
“Método é a forma de proceder ao longo de um caminho. Na ciência os métodos constituem os instrumentos básicos que ordenam de início o pensamento em sistemas, traçam de modo ordenado a forma de proceder do cientista ao longo de um percurso para alcançar um objetivo” (Trujillo, 1974:24).Métodos Científicos
m todos cient ficos3
Resumindo…

Finalidade da atividade científica: obtenção da verdade, através da comprovação de hipóteses, que, por sua vez, são pontes entre a observação da realidade e a teoria científica, que explica a realidade.

O método é o conjunto das atividades sistemáticas e racionais que, com maior segurança e economia, permite alcançar o objetivo, traçando o caminho a ser seguido, detectando erros e auxiliando as decisões do cientista.

Métodos Científicos
conceito moderno de m todo cient fico
Conceito Moderno de Método Científico

Problema ou lacuna

Explicação

Não explicação

Colocação precisa do problema

Procura de conhecimentos ou instrumentos relevante

Tentativa de solução

Satisfatória

Inútil

Invenção de novas idéias ou produção de novos dados empíricos

Obtenção de uma solução

Prova da solução

Satisfatória

Não satisfatória

Conclusão

Início de novo ciclo

tipos de m todos cient ficos
Indutivo

Dedutivo

Hipotético-Indutivo

Hipotético-Dedutivo

Dialético

Tipos de Métodos Científicos
m todo indutivo
Indução – Processo mental que, partindo de dados particulares, suficientemente constatados, infere-se uma verdade geral ou universal, não contida nas partes examinadas.Método Indutivo

Dados particulares (suficientemente constatados)

Inferência

Verdade geral ou universal

m todo indutivo1
Exemplos:Método Indutivo

O corvo 1 é negro.

O corvo 2 é negro.

O corvo 3 é negro.

O corvo n é negro.

_____________

(Todo) corvo é negro.

Cobre conduz energia.

Zinco conduz energia.

Cobalto conduz energia.

Ora, cobre, zinco e cobalto são metais.

___________________________

Logo, (todo) metal conduz energia.

m todo indutivo2
O método indutivo realiza-se em três etapas:

Observação dos fenômenos

Descoberta da relação entre eles

Generalização da relação

Exemplo: Observo que Pedro, José, João, etc. são mortais; verifico a relação entre ser homem e ser mortal; generalizo dizendo que todos os homens são mortais.

Método Indutivo

O homem Pedro é mortal.

O homem José é mortal.

O homem João é mortal.

_____________

(Todo) homem é mortal.

Pedro, José, João… são mortais.

Ora, Pedro, José, João… são homens.

__________________________

Logo, (todos) os homens são mortais.

ou

m todo indutivo3
A utilização de indução leva à formulação de duas perguntas:

Qual a justificativa para as inferências indutivas?

Qual a justificativa para a crença de que o futuro será como o passado?

Principal crítica ao método indutivo:

Salto Indutivo

Método Indutivo

ALGUNS

(observados, analisados, examinados)

TODOS

(não-observados, inobserváveis)

m todo dedutivo
Indutivo:

Todos os cães que foram observados tinham um coração.

__________________________

Logo, todos os cães têm um coração.

Dedutivo:

Todo mamífero tem um coração.

Ora, todos os cães são mamíferos.

________________________

Logo, todos os cães têm um coração.

Método Dedutivo
m todo dedutivo1
Segundo Salmon (1978:30-31), as duas características básicas que distinguem os argumentos dedutivos dos indutivos são:Método Dedutivo

DEDUTIVOS

Se todas as premissas são verdadeiras, a conclusão deve ser verdadeira

Toda a informação ou conteúdo fatual da conclusão já estava, pelo menos implicitamente, nas premissas.

INDUTIVOS

  • Se todas as premissas são verdadeiras, a conclusão é provavelmente verdadeira, mas não necessariamente verdadeira.
  • A conclusão encerra informação que não estava, nem implicitamente, nas premissas.
m todo dedutivo2
Argumentos Condicionais

Dois argumentos condicionais válidos: “afirmação do antecedente” e “negação do conseqüente”

Afirmação do antecedente: Se p, então q.

Ora, p.

Então, q.

Se José tirar nota inferior a 5, será reprovado.

José tirou nota inferior a 5.

José será reprovado.

Método Dedutivo
m todo dedutivo3
Negação do conseqüente: Se p, então q.

Ora, não-q.

Então, não-p.

Se a água ferver, então a temperatura alcança 100°.

A temperatura não alcançou 100°.

Então a água não ferverá.

Se José for bem nos exames, então tinha conhecimento das matérias.

Ora, José não tinha nenhum conhecimento das matérias.

Então, José não foi bem nos exames.

Método Dedutivo
m todo hipot tico indutivo
O cientista observa inúmeros fatos variando as condições da observação; elabora uma hipótese e realiza novos experimentos ou induções para confirmar ou negar a hipótese; se esta for confirmada, chega-se à lei do fenômeno estudado. Método Hipotético-Indutivo
m todo hipot tico dedutivo
Também conhecido como método de tentativas e eliminação de erros

Formado por 3 etapas:

a) Problema - formulação de uma ou mais hipóteses a partir das teorias existentes;

b) Solução - dedução de conseqüências na forma de proposições;

c) Testes de falseamento - tentativas de refutação ou aceitação das hipóteses.

Método Hipotético-Dedutivo
m todo hipot tico dedutivo1
É um método de tentativas e eliminação de erros, que não leva à certeza, pois o conhecimento absolutamente certo e demonstrável não é alcançado. Método Hipotético-Dedutivo
m todo dial tico
O método dialético, por sua vez, parte da premissa de que, na natureza, tudo se relaciona, se transforma e há sempre uma contradição inerente a cada fenômeno. Nesse tipo de método, para conhecer determinado fenômeno ou objeto, o pesquisador precisa estudá-lo em todos os seus aspectos, relações e conexões, sem tratar o conhecimento como algo rígido, já que tudo no mundo está sempre em constante mudança.Método Dialético
fatores fundamentais ao estudo
Fatores Fundamentais ao Estudo
  • Atenção
  • Memória
  • Associação de idéias
aten o
Atenção
  • Capacidade de concentração da inteligência em um só objeto
  • Fator psicológico: mecanismo de inibição – faz com que deixemos de lado algumas coisas e consideremos outras
  • Quanto maior é a turbulência ambiental, maior é o dispêndio de energia exigida para manter a atenção e maior é o desgaste do indivíduo!
princ pios fundamentais para o desenvolvimento da aten o
Princípios fundamentais para o desenvolvimento da Atenção
  • Concentração – Normalmente fixa em um só ponto. Pode haver casos de se dividir entre dois objetos, embora com perda de eficiência
  • Intermitência – A atenção não pode se manter fixa por longos períodos sem perder a eficácia – um período de atenção requer outro de descanso
princ pios fundamentais para o desenvolvimento da aten o1
Princípios fundamentais para o desenvolvimento da Atenção
  • Interesse – Quanto maior é o interesse em uma determinada área tanto maior será a facilidade de atenção
mem ria
Memória
  • Pode ser definida como a capacidade de retenção, conservação e lembrança de fatos vivenciados pelo indivíduo
  • Esta capacidade está sempre relacionada com o indivíduo e sua circunstância. Ele não precisa reaprender exatamente tudo.
mem ria1
Memória
  • Decorar ≠ Memorizar
    • Decorar é reter a “forma material” e não o conteúdo de determinado conhecimento
    • Memorizar é reter a “forma significativa” de um conteúdo inteligível, ou seja, reter sua compreensão
tipos de mem ria
Tipos de Memória
  • Visual – facilidade em evocar as imagens daquilo que se viu
  • Auditiva – facilidade em evocar o que se ouviu
  • Motora – evocação rápida do que se fez
  • Afetiva – lembrança fácil de relações emotivas
  • Locativa – evocação fácil da região geográfica do objeto ou fato
  • Nominativa – facilidade de lembrar nomes ou palavras relacionadas
leis da mem ria
Leis da Memória
  • Repetição – quanto maior a repetição de um fato ou impressão, melhor retenção na memória
  • Atenção – a velocidade de retenção é proporcional à atenção com que se estuda o fato
  • Emoção – a intensidade da emoção depende a facilidade de retenção
  • Interesse – a velocidade e a qualidade de retenção está em relação direta com o nível de interesse de um indivíduo
  • Estrutura – o relacionamento de fatos, números, situações com outros conteúdos previamente retidos facilita a memorização
mem ria2
Memória
  • A memória é de suma importância no ensino-aprendizagem
  • Ela pode ser desenvolvida em todos os seus tipos – para isso:
    • Identifique o seu tipo de memória mais acentuado (visual, auditiva, motora, afetiva...)
    • A partir desse tipo, exercite os outros tipos, de forma a desenvolvê-los
associa o de ideias
Associação de Ideias
  • Capacidade que possibilita ao indivíduo relacionar e evocar fatos e idéias
  • Princípios da Associação:
    • Relação – dois fatos ou idéias apresentam uma relação entre si, como causa-efeito (fogo-fumaça), substância- atributo (sangue-vermelho), semelhança (pessoa-apelido), contraste (pobre-milionário).
    • Afetividade – quando um dos elementos se liga à afetividade (presente – pessoa que o deu).
associa o de ideias1
Associação de Ideias
  • Espontaneidade e controle – a associação é independente da vontade, porém pode ser controlada
  • Infinidade – não há limite para o processo de associação
  • Egocentrismo – é mais fácil associar idéias ou fatos com experiências individuais
mecanismos que ajudam no h bito de estudar
Mecanismos que Ajudam no Hábito de Estudar
  • Organização
  • Preparação e revisão da aula
  • Estudos de Grupo
organiza o
Organização
  • Tempo
    • “Tempo é questão de preferência”
    • Quem quer estudar encontra tempo – abra espaço na sua rotina diária
    • No tempo de estudo, aproveite com o máximo de concentração e atenção
    • Para a formação de hábito, preferencialmente eleja sempre os mesmos horários para estudo
organiza o1
Organização
  • Material
    • É necessário organizar seu material de estudo
    • Formação de acervo pessoal especializada:
      • livros introdutórios
      • textos fornecidos pelo professor
      • revistas e enciclopédias especializadas
      • dicionários de línguas e técnicos
      • anotações de sala de aula
organiza o2
Organização
  • Local ou Ambiente
    • É de suma importância ter um local apropriado ao estudo
    • Condições:
      • Iluminação
      • Arejamento
      • Silêncio
      • Ordem
prepara o e revis o da aula
Preparação e Revisão da Aula
  • Preparação
    • Realize uma leitura prévia – esta leitura permite ao estudante levantar dúvidas inteligentes durante a aula
  • Na aula
    • Faça anotações pessoais e não simples transcrições dos esquemas utilizados pelo professor
    • Tenha compromisso com as aulas: freqüência, pontualidade e atenção
prepara o e revis o da aula1
Preparação e Revisão da Aula
  • Revisão
    • Reconstrua os conteúdos de aula
    • Transcreva esquematicamente (para fichas ou cadernos) as anotações feitas em sala de aula
    • É mais produtivo estudar pouco durante muito tempo
      • Noites em claro em vésperas de prova nem sempre são muito produtivas!
estudos de grupo
Estudos de Grupo
  • Orientações práticas para grupos de estudo:
    • Número de componentes: não deve exceder 5 elementos
      • Para evitar a dispersão e o parasitismo
    • Coordenação: alguém deve ter a responsabilidade de dirigir os trabalhos, marcar as reuniões e fazer as devidas cobranças
estudos de grupo1
Estudos de Grupo
  • Orientações práticas para grupos de estudo:
    • Responsabilidade: um trabalho em grupo só se efetiva quando tarefas são assumidas, os horários são respeitados, quando se decide aproveitar o tempo e o esforço de um modo comum
metodologia cient fica4

Metodologia Científica

Documentação como Método de Estudo Pessoal

formas de documenta o
Formas de Documentação
  • Documentação temática
  • Documentação bibliográfica
  • Documentação geral
documenta o tem tica
Documentação Temática
  • Visa coletar elementos relevantes para o estudo em geral ou para a realização de um trabalho em particular, sempre dentro de uma determinada área.
  • Nesta documentação, os elementos são determinados em função da própria estrutura do conteúdo da área estudada ou do trabalho em realização.
documenta o tem tica1
Documentação Temática

EPISTEMOLOGIA

Conceituação

“Por epistemologia, no sentido bem amplo do termo, podemos considerar o estudo metódico e reflexivo do saber, de sua organização, de sua formação, de seu desenvolvimento, de seu funcionamento e de seus produtos intelectuais.”

JAPIASSU, Intr., 16

Japiassu distingue 3 tipos de epistemologia:

documenta o bibliogr fica
Documentação Bibliográfica
  • Completa a documentação temática. É organizada de acordo com um critério de natureza temática. Constitui um acervo de informações sobre livros, artigos e demais trabalhos.
  • Realizada em fichas (de qualquer tamanho), colocando-se no alto, à esquerda, a citação bibliográfica completa do texto fichado; e no alto, à direita, o título e subtítulos.
documenta o bibliogr fica1
Documentação Bibliográfica

JAPIASSU, Hilton F. EPISTEMOLOGIA

O mito da neutralidade científica

Rio, Imago, 1975 (Série Logoteca), 188p.

Resenhas: Reflexão I (2): 163-168. abr. 1976.

Revista Brasileira de Filosofia 26 (102): 252-253. jun. 1976

O texto visa fornecer alguns elementos e instrumentos introdutórios a uma reflexão aprofundada e crítica sobre certos problemas epistemológicos (p.15) e trata da questão da objetividade científica , dos presupostos ideológicos da ciência, do caráter...

documenta o geral
Documentação Geral
  • É aquela que organiza e guarda documentos úteis retirados de fontes perecíveis, tais como jornais , xerox de revistas, apostilas etc.
  • Arquivados sob títulos classificatórios de seu conteúdo, formando um conjunto de textos relacionados com a área de interesse. Eles servem de base para documentação temática e bibliográfica.
documenta o geral1
Documentação Geral
  • São utilizadas folhas de tamanho ofício, sobre as quais são colados recortes, deixando-se margens para os títulos e demais referências bibliográficas, como o nome do jornal, a data e a página.
vocabul rio t cnico lingu stico
Vocabulário Técnico-Linguístico
  • Glossário de termos (conceitos e categorias) relevantes para o entendimento do assunto de interesse;
  • Incluído na documentação temática
diretrizes para a leitura anal tica
Diretrizes para a Leitura Analítica
  • Comunicação: Transmissão de mensagem de um emissor para um receptor
    • Concepção – Codificação  decodificação – compreensão
  • Diretrizes
    • Delimitação da unidade de leitura; análise textual, temática, interpretativa, problematização; síntese pessoal
resenha
Resenha
  • É uma análise crítica de uma obra
  • Dicas:
    • 1.Assimilar o conteúdo
    • 2.Verificar pontos + e –
    • 3.Avaliar quais as contribuições
  • Resenha ≠ Resumo
    • Envolve necessariamente a opinião do que foi lido, visto ou ouvido
resumo
Resumo
  • Referência bibliográfica
  • Tópico
  • Palavras-chave
  • Corpo do resumo
  • Crítica ao texto, apontando pontos positivos e negativos e dúvidas
  • Relação com outros problemas vivenciados pelo leitor (como o leitor relaciona o assunto do texto com o seu tópico de pesquisa)
trabalhos para fazer

Trabalhos para fazer...

Entrega dia: 25 de março / 2010

1 no seu computador
1) No seu computador…
  • Organizar o material das disciplinas do mestrado
    • Criar uma pasta para cada disciplina
    • Organizar o material bibliográfico nestas pastas à sua maneira
    • Imprima e me traga essa organização
2 escolha uma dessas pastas e fa a
2) Escolha uma dessas pastas e faça:
  • Documentação Temática
  • Documentação Bibliográfica
  • Documentação Geral
3 escolha um assunto qualquer do cotidiano de seu interesse
3) Escolha um assunto qualquer do cotidiano de seu interesse
  • Após escolhido e pesquisado o assunto, faça:
      • Uma Resenha
      • Um Resumo
ep logo
Epílogo

“O zangão, pelo peso do seu corpo e minúsculo tamanho de suas asas, não deveria voar... Mas voa!”

(Anônimo)