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Ó vagas de cabelos esparsas longamente, Que sois o vasto espelho onde eu me vou mirar,

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Ó vagas de cabelos esparsas longamente, Que sois o vasto espelho onde eu me vou mirar, - PowerPoint PPT Presentation


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Os Pré-Rafaelita foram um grupo artístico fundado na Inglaterra em 1848, como reação aos renascentistas italianos. O nome realça o fato de se inspirarem na arte anterior a Rafael, que mais influenciou os ingleses.

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Presentation Transcript
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Os Pré-Rafaelita foram um grupo artístico fundado na Inglaterra em 1848, como reação aos renascentistas italianos.

O nome realça o fato de se inspirarem na arte anterior a Rafael, que mais influenciou os ingleses.

Um dos fundadores foi Dante Gabriel Rosetti (1828/1882), pintor e poeta de ascendência italiana. Sua esposa, Elizabeth Siddal (Lizzie), foi sua grande musa. Alta, magra e com o rosto emoldurado por um abundando cabelo ruivo cor de cobre, Lizzie já fora modelo, mas, ao se casarem, Dante impediu-a de posar para outros e passou a retratá-la de forma incessante.

A morte de Lizzie após uma gravidez mal-sucedidadeixou Dante em tal desespero que enterrou seus próprios poemas em seu caixão. Só anos mais tarde pediu uma exumação para recuperá-los. Não esteve presente à exumação, feita de madrugada, para evitar curiosos. Um amigo penalizado disse-lhe que o corpo de Lizzie conservava-se em perfeito estado, sua beleza intacta, e que seu cabelo havia crescido após a morte, enchendo o caixão. O túmulo de Dante é visitado até hoje por admiradores, que lhe colocam flores sempre frescas.

Além de retratá-la, Dante também lhe dedicou um poema:

“CABELOS”

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Ó vagas de cabelos esparsas longamente,

Que sois o vasto espelho onde eu me vou mirar,

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E tendes o cristal dum lago refulgente

E a rude escuridão dum largo e negro mar;

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Cabelos torrenciais daquela que me enleva,

Deixai-me mergulhar as mãos e os braços nus

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No báratro febril da vossa grande treva,

Que tem cintilações e meigos céus de luz.

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Deixai-me navegar, morosamente, a remos,

Quando ele estiver brando e livre de tufões,

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E, ao plácido luar, ó vagas, marulhemos

E enchamos de harmonia as amplas solidões.

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Deixai-me naufragar no cimo dos cachopos

Ocultos nesse abismo ebânico e tão bom

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Como um licor renano a fermentar nos copos,

Abismo que se espraia em rendas de Alençon!

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E ó mágica mulher, ó minha Inigualável,

Que tens o imenso bem de ter cabelos tais,

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E os pisas desdenhosa, altiva, imperturbável,

Entre o rumor banal do hinos triunfais;

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Consente que eu aspire esse perfume raro,

Que exalas da cabeça erguida com fulgor,

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Perfume que estonteia um milionário avaro

E faz morrer de febre um pobre sonhador.

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Eu sei que tu possuis balsâmicos desejos,

E vais na direção constante do querer,

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Mas ouço, ao ver-te andar, melódicos harpejos,

Que fazem mansamente amar e enlanguescer.

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E a tua cabeleira, errante pelas costas,

Suponho que te serve, em noites de Verão,

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De flácido espaldar aonde te recostas

Se sentes o abandono e a morna prostração.

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E ela há-de, um dia, em turbilhões insanos,

Nos rolos envolver-me e armar-me do vigor

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Que antigamente deu, nos circos dos romanos,

Um óleo para ungir o corpo ao gladiador.

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Ó mantos de veludo esplêndido e sombrio,

Na vossa vastidão posso talvez morrer!

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Mas vinde-me aquecer, que eu tenho muito frio

E quero asfixiar-me em ondas de prazer.

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FORMATAÇÃO: CLAUDIA MADEIRA

ENTRE NO SITE: http://slidescorepoesia.com

TEXTO: DANTE GABRIEL ROSSETTI (INTERNET)

IMAGENS: DANTE GABRIEL ROSSETTI (GOOGLE IMAGES)

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