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FUNDAMENTOS DA NEUROPSICOLOGIA

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  1. FUNDAMENTOS DA NEUROPSICOLOGIA Professora: Carla Anauate UNINOVE 5◦ Semestre

  2. PSICOLOGIA COGNITIVA • PSICOLOGIA COGNITIVA – Modo como as pessoas percebem, aprendem, recordam e pensam sobre a informação. • PREMISSAS DOS PSICÓLOGOS COGNITIVOS • Os psicólogos devem concentrar-se em processos, estruturas e funções mentais; • A psicologia deve ter como objetivo o conhecimento e aplicações práticas; • A auto-observação, ou introspecção, e os auto-relatos são úteis. • A sucessão de idéias envolve um processo dialético. • História da Psicologia Cognitiva: • - Filosofia – procura compreender a natureza geral de muitos aspectos do mundo, principalmente através da introspecção. • - Fisiologia – estudo cientifico das funções vitais mantenedoras da matéria viva, principalmente através de métodos empíricos. • Psicólogos cognitivos perguntam: • “As características psicológicas humanas, e mesmo o conhecimento humano, são inatos ou adquiridos?” • Platão e Aristóteles influenciaram o pensamento moderno

  3. PLATÃO E ARISTÓTELES • Platão – teoria das formas: estabelece que a realidade reside não nos objetos concretos de que somos conscientes através dos nossos sentidos corporais, mas nas formas abstratas que esses objetos representam. A realidade é inerente às idéias abstratas eternas de objetos que existem em nossas mentes. Platão acreditava que as idéias são inatas • Aristóteles – a realidade situa-se somente no mundo concreto de objetos que nossos organismos percebem. Ele era empirista, teorias eram baseadas em observação empírica do meio. Aristóteles acreditava que as idéias são adquiridas a partir de experiência. • Psicólogos cognitivos fazem uma síntese da visão racionalista de Platão e da visão empírica de Aristóteles: baseiam suas observações empíricas na teoria, mas sucessivamente usam essas observações para revisar suas teorias.

  4. DESCARTES E KANT • Descartes – tudo o que sabia fora conhecido por intermédio de seus sentidos e é através dos sentidos que parecemos adquirir informação sobre o mundo. Depois de um tempo ele percebeu que os sentidos podem ser enganosos. As idéias são inatas, não adquiridas pela experiência dos sentidos. • John Locke – os seres humanos nascem sem conhecimento devendo buscar o conhecimento pela observação empírica = tabula rasa - a vida e a experiência escrevem o conhecimento em nós. Não existem idéias inatas. • Kant – tanto o racionalismo quanto o empirismo tem seu lugar, ambos devem funcionar juntos em busca da verdade. A experiência propicia um conhecimento valioso. Existe um conhecimento a priori sendo que podemos ou não ter consciência dele. • O conhecimento é baseado na experiência (tese), mas também pode ser inato (antítese). Quer o conhecimento esteja em nossa natureza (inato), quer em nossa educação (experiência), esta não é uma questão decisiva.

  5. ESTRUTURALISMO E FUNCIONALISMO • Estruturalismo – compreender a estrutura da mente e suas percepções, analisando tais percepções sem seus fatores constituintes. • Os psicólogos cognitivos continuam a mostrar interesse por questões de estrutura, tais como na percepção, na inteligência e em outros aspectos da cognição. • Wundt – método mais favorável pelo qual uma pessoa poderia ser treinada para analisar a estrutura da mente era o estudo das experiências sensoriais, através da introspecção (examinar os componentes da informação que passava pela consciência – as nossas próprias percepções). • Titchener – a consciência poderia ser reduzida a 3 estados: sensações, imagens e afetos. • Funcionalismo – Como e porque a mente funciona assim, por meio da busca das relações funcionais entre o evento anterior especifico e os comportamentos de resposta subseqüente especifica. • 3 preceitos: 1) o estudo dos processos mentais; 2) o estudo dos usos da consciência, 3) o estudo da relação total do organismo com seu ambiente.

  6. PRAGMATISMO E ASSOCIACIONISMO • Pragmatismo - O conhecimento é validado por sua utilidade. Saber o que as pessoas fazem e o que podemos fazer com nosso conhecimento do que elas fazem. • Os primeiros a orientar o funcionalismo na direção do pragmatismo foram: James e Dewey. • James – escreveu sobre atenção, consciência e percepção. • Dewey – lembrado por sua abordagem pragmática ao pensamento e à educação. Para aprender efetivamente precisamos observar o objetivo de nossa educação, o seu uso prático. • Associacionismo – como os fatos podem associar-se na mete a fim de resultar em uma forma de aprendizagem. • Ebbinghaus – estudou como as pessoas aprendem e evocam o material a ser aprendido. Descobriu que a repetição freqüente pode fixar as associações mentais na memória com maior firmeza e que portanto a repetição auxilia a aprendizagem. • Thorndike – o papel da satisfação para formar associações. • Lei do efeito: um estimulo tenderá a produzir uma determinada resposta ao longo do tempo, se um organismo for recompensado por essa resposta.

  7. CONDICIONAMENTO E BEHAVIORISMO • Pavlov – estudou o comportamento de aprendizagem involuntária. O condicionamento clássico envolvia mais de uma associação baseada na contigüidade temporal, requeria também a contingência. • Behaviorismo – afirma que a ciência da psicologia deveria tratar apenas do comportamento observável. A maioria das pesquisas foram feitas com animais, porem havia a duvida se estas podiam ser generalizadas para seres humanos. Premissas dos Behavioristas • Estudar os eventos ambientais (estímulos) e os comportamentos observáveis (respostas) • A introspecção deve ser substituída por métodos objetivos • O comportamento de animais deve ser investigado paralelamente ao comportamento dos humanos • Os psicólogos devem voltar-se para objetivos científicos: descrição, explicação, predição e controle.

  8. WATSON, SKINNER E TOLMAN • Watson – era influenciado pelo funcionalismo na sua ênfase sobre o que as pessoas fazem e o que causa suas ações. • Skinner – todo o comportamento humano podia ser explicado pelas relações estimulo-resposta que podiam ser estudadas por meio da observação do comportamento animal. O condicionamento operante podia explicar todas as formas de comportamento humano. • Tolman – acreditava que o comportamento e dirigido para alguma finalidade. Uma descrição completa do comportamento tinha de ser estimulo-organismo-resposta, reconhecendo o fato de que o comportamento não ocorre em um vácuo mental.

  9. PSICOLOGIA GESTÁLTICA E COGNITIVISMO • Psicologia Gestáltica – compreender os fenômenos como um todo organizado e estruturado. A maior influencia da psicologia gestáltica foi mais profunda em relação ao estudo da percepção de formas e ao estudo do insight, um aspecto da resolução de problemas. • Cognitivismo – a crença de que muito do comportamento humano pode ser compreendido se entendermos, primeiramente, como as pessoas pensam. • Campos científicos que mais contribuíram para a psicologia cognitiva: psicobiologia, a lingüística e a antropologia.

  10. LASHLEY, CHOMSKY E LÉVI-STRAUSS • Lashley – interessado em neuroanatomia e em como a organização do cérebro governa a atividade humana. Considerou o cérebro como um organizador ativo e dinâmico do comportamento planejado. • Chomsky – enfatizou o potencial criativo da linguagem, o numero infinito de sentenças que podemos produzir com facilidade. É a estrutura da mente que determina nossa aquisição da linguagem. • Lévi-Strauss – Além das variações sistemática da linguagem verificou também variações ennvolvendo duas ou mais culturas diferentes nos sistemas de parentesco nos sistemas de classificação e nos mitos. Todas estas variações são unificadas pela organização fundamental da mente humana.

  11. LESÕES CEREBRAIS LOCAIS E LOCALIZAÇÃO DE FUNÇÕES Começo do século XIX - Gall afirma que as faculdades cerebrais estão sediadas em áreas cerebrais paritculares e localizadas. Broca (1861) - uma função mental complexa tinha sido localizada em uma porção particular do córtex. Nos anos 70 - outros centros foram localizados no cérebro pela observação de pacientes com lesões cerebrais resultado de ferimentos e hemorragias. Kleist (1934) fez o mapa mais definido de “localização de funções”.

  12. CRISE - a organização cerebral não poderia ser vista só do ponto de vista localizacionista. Jackson colocou que a organização cerebral deveria ser abordada do ponto de vista do nível da construção de tais processos. Seguido 50 anos por Monakow, Head e Goldstein que chamaram atenção para o caráter complexo da atividade mental humana.

  13. Vygotsky (1960) menciona que nos estágios iniciais do desenvolvimento uma atividade mental complexa repousa sobre bases mais elementares e estágios subseqüentes ela adquire uma estrutura mais complexa sendo desempenhada por atividades superiores. Ex: Criança usa mais a memória, adultos mais a reflexão. Portanto é mais grave uma lesão em uma área elementar na infância e uma lesão em uma área superior na vida adulta.

  14. LURIA E WILSON • Passos mais importantes no campo de reabilitação – pós I Guerra com necessidade de tratar soldados feridos – Goldstein e Poppelreuter – estimular a partir do treino e a compensação. • Luria – durante II Guerra – sistema funcional – um conjunto de áreas, cada qual com sua especificidade trabalhando de forma integrada caracterizando uma função complexa. Diversas áreas trabalhavam em concerto constituindo a função da linguagem. Não é so quantificar tem que qualificar. • Autora inglesa – Bárbara Wilson – aspectos funcionais da reabilitação – preocupação com a técnica mais adequada com relação a incapacidade do sujeito. Utiliza de estratégias que compensam uma dificuldade.

  15. Neuropsicologia: a ciência da organização cerebral dos processos mentais humanos. Tem a tarefa de analisar como a atividade mental é alterada em diferentes lesões cerebrais locais e de que fatores são introduzidos na estrutura de formas complexas de atividade mental por cada sistema cerebral.

  16. O neuropsicólogo deve determinar que fatores estão de fato envolvidos na atividade mental particular e que estruturas do cérebro constituem a sua base neuronal. Todos os sintomas que surgem na lesão localizada no córtex devem ser comparados e deve ser feita a análise exaustiva da natureza de um distúrbio deste sistema por lesões cerebrais em diferentes locais. A tarefa do investigador é estudar a estrutura dos defeitos observados e qualificar os sintomas. Somente por meio de um trabalho que leve à identificação do fator básico que está por trás do sintoma observado, é possível tirar conclusões com respeito à localização do foco situado na base do defeito. A síndrome deve ser submetida a análise estrutural complexa, sendo esta a base do método neuropsicológico de investigação.

  17. Tarefa fundamental: determinar mediante uma análise cuidadosa que zonas do cérebro operando em concerto são responsáveis pela efetuação da atividade mental complexa, qual a contribuição de cada uma dessas zonas ao sistema funcional complexo, e como a relação dessas partes do cérebro que operam em concerto na efetuação da atividade mental complexa se modifica nos vários estágios do seu desenvolvimento.

  18. NEUROPSICOLOGIA • Neuropsicologia Infantil – estudo mais minucioso levar em contoa os processos de crecscimento e maturação cerebral o desenvolvimento neuropsicomotor e as variáveis que interferem, como os ambientais. • Neuropsicologia Adulta – período em que a habilidade e a capacidade mais bem definidas. Desordens neuropsicológicas são anormalidades resultado de disfunções – neuroanatomicas, neurofisiológicas e neuroquimicas. • Neuropsicologia de Idosos – modificações morfológicas, fisiológicas e bioquímicas ocorrem no envelhecimento. • Reabilitação – objetiva a adaptação do individuo ao seu ambiente. Tem um caráter artesanal pois cada paciente tem prejuízos cognitivos específicos e demandas ambientais próprias.

  19. AS PRINCIPAIS TRÊS UNIDADES FUNCIONAIS Processos mentais humanos são sistemas funcionais complexos que ocorrem por meio da participação de grupos de estruturas cerebrais operando em concerto, cada uma das quais concorrem com a sua própria contribuição particular para a organização desse sistema funcional. 3 unidades funcionais: 1 unidade: regula o tono ou a vigília 2 unidade: obtêm, processa e armazena as informações que chegam do mundo exterior 3 unidade: programa, regula e verifica a atividade mental.

  20. 1 Unidade: A unidade para regular o tono, a vigília e os estados mentais. Localizada: tronco cerebral, no diencéfalo e nas regiões mediais do córtex. A vigília é essencial para que os processos mentais humanos ocorram é somente durante a vigília que o homem pode receber e analisar informações, que os necessários sistemas seletivos de conexões podem ser trazidos à mente, sua atividade programada e o curso de seus processos mentais verificados, seus erros corrigidos e sua atividade mantida em um curso apropriado Os processos de excitação que ocorrem no córtex obedecem a uma lei de intensidade.

  21. 2 Unidade: A unidade para receber, analisar e armazenar informações. Localizada: regiões laterais do neocórtex sobre a superfície convexa dos hemisférios, ocupando as regiões superiores incluindo as regiões visual (occipital), auditiva (temporal) e sensorial geral (parietal). É formada por neurônios isolados obedecendo à regra de tudo ou nada recebendo impulsos individualizados e transmitindo-os a outros grupos de neurônios. Esta unidade funcional é composta por partes que possuem grande especificidade modal. Compõe um número grande de neurônios associativos com axônios curtos possibilitando que a excitação que chega seja combinada nos padrões funcionais cumprindo uma função sintética.

  22. 3 Unidade: A unidade para programar, regular e verificar a atividade. Localizada: regiões anteriores dos hemisférios, anteriormente ao giro pré-central. A via de saída é o córtex motor. Organização da atividade consciente. O homem cria intenções, forma planos e programas para as suas ações, inspeciona a sua realização e regula o seu comportamento de modo a que ele se conforme a esses planos e programas, finalmente o homem verifica a sua atividade consciente comparando os efeitos de suas ações com as intenções originais e corrigindo quaisquer erros que tenha cometido. É formada por sistemas de tipo eferente moto e está a própria sob a constante influência de estruturas da unidade aferente. O córtex frontal granular desempenha um papel decisivo na formação de intenções e programas e na regulação e verificação das formas mais complexas do comportamento humano.

  23. INTERAÇAO ENTRE AS 3 PRINICPAIS UNIDADES FUNCIONAIS DO CÉREBRO A percepção ocorre por meio da ação combinada de todas as 3 unidades funcionais do cérebro, a primeira fornece o tono cortical, a segunda leva a cabo a analise e a síntese de informações que chegam e a terceira provê os requeridos movimentos de busca que conferem à atividade perceptiva o seu caráter ativo. As 3 principais unidades cerebrais funcionais operam em concerto e é apenas mediante o estudo de suas interações, nas quais cada unidade oferece sua contribuição específica própria, que se chegará a um entendimento da natureza dos mecanismos cerebrais de atividade mental.

  24. INTELIGÊNCIA • Falar de inteligência é falar de habilidade e capacidade, é falar do como o cérebro funciona para processar a informação que recebe. • Definição de inteligência – é a faculdade de aprender, apreender ou compreender, a qualidade ou capacidade de compreender e adaptar-se facilmente, maneira de entender ou interpretar. • A inteligência envolve a soma das experiências aprendidas pelo individuo. As definições enfatizam a habilidade de se adaptar ao meio, de aprender, de pensar de modo abstrato. • Uma pessoa inteligente é aquela que raciocina, se adapta ao meio, aprende, resolve problemas e é criativa. • Luria – lobos frontais tem um papel principal na inteligência é o ramo executivo da inteligência.

  25. FUNÇÕES • Funções cognitivas – percepção, memória e pensamento e outras formas de cognição que regulam o comportamento humano – ex – comportamento emocional. • Funções executivas – comportamento que permite ao individuo interagir no mundo intencionalmente. Envolvem a formulação de um plano de ação que se baseia em experiências previas e demandas do ambiente atual. Ações flexíveis e adaptativas. • Controle voluntário e consciente sobre o ambiente e sobre a ação. • Expressão de sua Valencia deve concatenar sensação, cognição e ação. • Engloba processos de controle de função distintas • Envolve-se nos âmbitos cognitivos, emocional e social • Processos e funções – inferência, resolução de problemas, organização estratégica, decisão inibição seletiva do comportamento, seleção, verificação e controle da execução de uma dada ação, flexibilidade cognitiva, memória operacional, etc.