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Hepatoesplenomegalia. Serviço de Cirurgia Turma 1 | Grupo C André Bahute Anita Quintas Armindo Queza Pedro Silva . Fígado. “A maior glândula do corpo” Funções hepáticas Síntese proteica Síntese lipídica Funções metabólicas Funções especiais. Fígado. Localização

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Presentation Transcript
hepatoesplenomegalia

Hepatoesplenomegalia

Serviço de Cirurgia

Turma 1 | Grupo C

André Bahute

Anita Quintas

Armindo Queza

Pedro Silva

f gado
Fígado
  • “A maior glândula do corpo”
  • Funções hepáticas
    • Síntese proteica
    • Síntese lipídica
    • Funções metabólicas
    • Funções especiais
f gado3
Fígado
  • Localização
    • Quadrante superior direito (prolongando-se para o quadrante superior esquerdo)
    • Anatomia de superfície: ocupa o hipocôndrio direito, epigastro e hipocôndrio esquerdo (até à linha mamilar) e está normalmente totalmente coberto pela caixa torácica.
f gado4
Fígado
  • Dimensões
    • Tamanho
      • ♀: 8 -10 cm
      • ♂: 10 -12 cm
    • Peso
      • ♀: 1,2 -1,4 Kg
      • ♂: 1,4 -1,6 Kg
    • Num adulto normal o fígado constitui aproximadamente 2% do peso corporal.
f gado5
Fígado
  • Superfícies
    • Diafragmática
      • Localizada superiormente
      • Relacionada com o diafragma
    • Visceral
      • Localizada posteroinferiormente
      • Relacionada com o estômago, duodeno, vesícula biliar, rim direito, glândula supra-renal direita, ângulo hepático do cólon e cólon transverso)
f gado6
Fígado
  • Divisões
    • Anatómica clássica
      • Lobo direito
      • Lobo esquerdo
    • Anatómica segmentar
    • Funcional
      • Porção direita
      • Porção esquerda
f gado8
Fígado
  • Cada porção tem:
    • Suprimento sanguíneo
      • Artéria hepática
      • Veia porta
    • Drenagem venosa
      • Veias hepáticas
    • Drenagem biliar
      • Ductos hepáticos direito e esquerdo que formam o ducto hepático comum
hepatomegalia
Hepatomegalia
  • A hepatomegalia é o aumento do volume hepático.
    • O fígado aumentado apresenta um comprimento superior a 12 cm (ou 10 cm na ♀) na linha médio-clavicular direita e é geralmente palpável abaixo do rebordo costal direito.
slide10
Baço
  • Funções do baço
    • Depuração
    • Imunológica
    • Armazenamento de elementos celulares
    • Hematopoiese
slide11
Baço
  • Localização
    • Quadrante superior esquerdo
    • Anatomia de superfície: encontra-se no hipocôndrio esquerdo, posteriormente à 9ª, 10ª e 11ª costelas. O maior eixo é paralelo à 10ª costela e vai até à linha axilar anterior.
    • 10 a 15% da população apresenta baços acessórios.
slide12
Baço
  • Dimensões
    • Comprimento: 12-15 cm
    • Largura: 7-8 cm
    • Espessura: 2-3 cm
    • Peso: 100 a 150 g (variável com a idade e o sexo)
slide13
Baço
  • Relações
    • Anteriormente: fígado
    • Posteriormente: diafragma
    • Inferiormente: ângulo esplénico do cólon
    • Medialmente: rim esquerdo
slide14
Baço
  • Irrigação arterial
    • Artéria esplénica
    • Artérias gástrica curtas
    • Artéria gastroepiplóica esquerda
  • Drenagem venosa
    • Veia esplénica
    • Veias gástrica curtas
    • Veia gastroepiplóica esquerda
esplenomegalia
Esplenomegalia
  • A esplenomegalia é o aumento de volume do baço, com ou sem alteração da sua função.
  • Classificação de Adams (dependente do volume)
    • Aumento ligeiro: 1 a 2 cm
    • Aumento moderado: 3 a 7 cm
    • Aumento marcado: > 7 cm
  • Classificação segundo o peso
    • Esplenomegalia ligeira: < 500 g
    • Esplenomegalia moderada: 500 a 1000 g
    • Esplenomgalia maciça: > 1000 g
doen a hep tica
Doença Hepática
  • Hipertensão Portal
  • Cirrose
  • Colangite Esclerosante
  • Síndrome de Budd-Chiari
hipertens o portal
Hipertensão Portal
  • Pressão Venosa Portal normal : 7-10mmhg
  • Hipertensão Portal: > 10mmHg
  • Associada a 2 factores precipitantes:
    • Aumento da resistência ao fluxo veia porta (+ comum)
    • Aumento do volume de fluxo sanguíneo na veia porta
hipertens o portal20
Hipertensão Portal
  • 85% casos Hipertensão portal são devidos à Cirrose:
    • condiciona aumento da resistência por:
        • distorção das veias hepáticas por nódulos regenerativos
        • Fibrose do tecido perivascular à volta das veias hepáticos e sinusóides
hipertens o portal21
Hipertensão Portal
  • Apresentação Clínica
    • Hemorragia de varizes gastro-esofágicas
    • Esplenomegalia com hiperesplenismo
    • Ascite
    • Encefalopatia hepática aguda ou crónica
cirrose
Cirrose
  • Lesão crónica do fígado caracterizada por fibrose extensa, desorganização da arquitectura lobular e vascular e presença de nódulos de hepatócitos em regeneração
  • A deposição de colagéneo resulta da actividade fibroblástica aumentada assim como da regeneração subsequente à lesão hepatocelular e necrose
cirrose23
Cirrose
  • Etiologia
    • Cirrose alcoólica (70%)
    • Cirrose pós hepatite e criptogénica
    • Cirrose biliar primária e secundária
    • Cirrose metabólica, associada a factores genéticos e

hereditariedade - (hemocromatose, doença de Wilson, deficiência da antitripsina alfa-1, doença de Gaucher)

    • Cirrose cardíaca (insuficiência cardíaca congestiva)
    • Cirrose associada a fármacos (amiodarona, contraceptivos orais, alcalóidedes da pirrolodizina, antineoplásicos).
cirrose24
Cirrose
  • Apresentação Clínica

Variável:

    • Assintomática
    • Sintomas não específicos
      • Anorexia
      • Perda ponderal
      • Fadiga
    • Falência hepática
      • Encefalopatia hepática
      • Anasarca (edemas)
      • Discrasias hemorrágicas (anemia, leucopenias, trombocitopenia)
      • Falência orgânica (renal / respiratória)
insufici ncia card aca
Insuficiência cardíaca
  • Condição na qual o coração é incapaz de bombear sangue suficiente para os tecidos metabolizadores ou só o consegue fazer com uma pressão de enchimento muito alta.
insufici ncia card aca26
Insuficiência cardíaca
  • Causada por várias etiologias
    • Doença das coronária
    • Hipertensão
    • Cardiomiopatia dilatada
    • Doença valvular
    • Doença coronária congénita
    • Estenose mitral
    • Cardiomiopatia restritiva
    • Doença pericárdica
    • (…)
insufici ncia card aca27
Insuficiência cardíaca
  • Patofisiologia

Insuficiência cardíaca congestiva

Hipertensão venosa sistémica

Congestão hepática

Hepatomegalia

“Cirrose cardíaca”

insufici ncia card aca28
Insuficiência cardíaca
  • História clínica e exame físico
    • Hepatomegalia
    • Cardiomegalia
    • Ortopneia
    • Dispneia paroxística nocturna
    • Edema periférico
    • S3
    • (…)
  • Tratamento
    • Dependente da etiologia
colangite esclerosante
Colangite Esclerosante
  • Inflamação, fibrose obliterativa, dilatação dos ductos intra ou extra-hepáticos, de etiologia desconhecida
  • Diagnóstico por CPRE com visualização de estenoses múltiplas dos ductos biliares e dilatações pré-estenóticas
  • Manifestações Clínicas: icterícia gradual, prurido, colangite aguda
  • Associação com: colite ulcerosa (60%), tiroidite, fibrose retroperitoneal e mediastinica
  • Complicações: litíase vesicular, adenocarcinoma do ducto biliar
s ndrome de budd chiari
Síndrome de Budd-Chiari
  • Obstrução da drenagem venosa do fígado, por trombose de veia hepática (veias hepáticas, veias supra-hepáticas e veia cava inferior)
  • É mais comum nas mulheres e associa-se a uma variedade de estados de pró-trombóticos:
    • Síndromes mieloproliferativos (principal causa)
    • Policitemia vera
    • Hemoglobinúria nocturna paroxistica
    • Contraceptivos orais
    • Gravidez e período pós-parto
    • Neoplasias intra-abdominais (C. hepatocelular)
s ndrome de budd chiari31
Síndrome de Budd Chiari
  • Manifestações clínicas:
    • dor no QSD,
    • ascite progressiva causada pela hipertensão portal
    • Hepatomegalia, falência hepática progressiva e icterícia

TAC: hepatoesplenomegalia com proeminência do lobo caudado, ascite e trombose da veia cava inferior

doen as metab licas
Doenças Metabólicas
  • Esteatose
  • Doença de Wilson
  • Hemocromatose
  • Glicogenose
  • Doença de Gaucher
esteatose
Esteatose
  • Acumulação anormal de gordura no interior das células parenquimatosas hepáticas
  • Principal factor etiológico >> Álcool
    • Aumento da síntese de ácidos gordos
    • Diminuição da utilização dos triglicerídeos
    • Diminuição da oxidação dos ácidos gordos
    • Bloqueio excreção lipoproteínas
    • Estimulação da lipólise

Esteatose

esteatose34
Esteatose
  • Factores Metabólicos:
    • Álcool
    • Diabetes tipo II, Dislipidemias, Obesidade, Doença de Wilson

Esteatose

Esteato-hepatite

Cirrose

doen a de wilson
Doença de Wilson
  • Distúrbio primário do metabolismo do cobre,

localizado no fígado, leva à acumulação desse metal,

inicialmente no hepatócito e posteriormente em diversos

órgãos e tecidos, como o cérebro, córnea e rins.

  • Doença autossómica recessiva, por mutação do gene ATP7B, uma ATPase de membrana responsável pelo transporte do cobre

diminuição marcada da excreção biliar de cobre, e consequente acumulação nos hepatócitos

Diagnóstico

  • doseamento da ceruloplasmina(geralmente diminuída), a pesquisa de anéis de Kayser-Fleischer ( em torno do bordo externo da córnea), o doseamento do cobre urinário de 24h e a biópsia hepática.
hemocromatose
Hemocromatose
  • Disfunção no armazenamento de ferro devido ao:

aumento inapropriado da absorção intestinal de ferro

e consequente deposição de quantidades excessivas deste metal nas células parenquimatosas de orgãos como o fígado, coração e pâncreas

  • Associada geneticamente ao locus HLA–A no cromossoma 6
  • Manifestações Clínicas: Hepatomegalia, pigmentação da pele, esplenomegalia, artropatias, arritmias cardíacas, atrofia testicular
glicogenoses
Glicogenoses
  • Doenças hereditárias na sua maioria autossómicas recessivas, derivadas de defeitos em enzimas ou proteínas transportadoras intervenientes no metabolismo do glicogénio

contribuindo para a acumulação anormal de glicogénio nos tecidos particularmente fígado e músculo

  • Existem mais de 10 diferentes tipos, dependendo do defeito enzimático encontrado.
doen a de gaucher
Doença de Gaucher
  • Doença autossómica recessiva caracterizada pela deficiência hereditária da enzima glucosidase, resultando na acumulação da substância tóxica, glucosilceramida, no fígado, baço e

osso, e medula óssea

  • Manisfestações Clínicas:
    • Osteopenia, dor óssea e fracturas patológicas
    • Anemia, trombocitopenia e leucopenia
    • Esplenomegalia marcada e hepatomegalia
neoplasias
Neoplasias
  • Primárias
    • Benignas
      • Hemangiomas
      • Cistos
      • Hiperplasia Nodular Focal
      • Adenoma Hepático
neoplasias40
Neoplasias
    • Malignas
      • Hepatocarcinoma
      • Colangiocarcinoma
  • Secundárias
    • Metástases Hepáticas
hemangiomas
Hemangiomas
  • Tumor benigno mais comum do fígado
  • 75% dos doentes sexo feminino, e os ACO são factor de risco
  • Podem ser 2 tipos: cavernosos e capilares
  • Podem crescer atingindo grandes dimensões (Hemangiomas gigantes) capazes de causar dor abdominal e massa palpável
  • Complicações raras: choque hemorrágico por ruptura espontânea, síndrome de Kasabach associado a trombocitopenia e coagulopatia de consumo, shunts arteriovenosos
cistos
Cistos
  • Lesões de parede fina, fracamente celular e fibrosa preenchidas por líquido claro
  • Cistos hepáticos simples (+ comuns) são assintomáticos
  • Cistos grandes ocasionais podem dar massa ou desconforto abdominal
  • Cistos solitários revestidos por epitélio cúbico simples – Cistoadenomas – recessão cirúrgica por serem pré-malignos
hiperplasia nodular focal
Hiperplasia Nodular Focal
  • Lesão benigna sem potencial maligno, apresentando-se como uma massa bem delimitada, firme e subcapsular, com cerca de 2-3cm diâmetro, lobulada por septos fibrosos que confluem para uma cicatriz central
  • 2º tumor benigno mais frequente do fígado, sendo mais comum nas mulheres em idade fértil
  • Maioria dos doentes assintomáticos ou com desconforto no QSD, podendo-se desenvolver hipertensão portal
  • Recessão cirúrgica quando sintomáticos
adenoma hep tico
Adenoma Hepático
  • Ocorre predominantemente nas mulheres e está fortemente associado ao uso de contraceptivos orais
  • Apresenta-se como uma massa homogénea encapsulada de origem epitelial, normalmente com hemorragia intra-tumoral e necrose central
  • Recessão cirúrgica por risco de transformação maligna e de hemorragia espontânea

Adenoma hepático

Displasia celular

Hepatocarcinoma

hepatocarcinoma
Hepatocarcinoma
  • Com origem nos hepatócitos constitui 80% das neoplasias primárias do fígado
  • Factores etiológicos
    • Hepatite crónica B e C (principal factor)
    • Cirrose
    • Anflotoxinas (metabolitos fúngicos)
hepatocarcinoma47
Hepatocarcinoma

Carcinoma hepatocelular fibrolamelar – dx diferenial com HNF, sem associação com cirrose ou hepatite B, atinge grupo etário jovem (25 anos)

hepatocarcinoma diagn stico
Hepatocarcinoma - Diagnóstico
  • Imagiologia
    • TAC, Ecografia, RMN Detecção 80% casos
  • Angiografia
  • Biópsia hepática percutânea e aspirativa
  • Marcador Tumoral Específico

de Hepatocarcinoma

Alfa-fetoproteína↑

colangiocarcinoma
Colangiocarcinoma

Aspecto do colangiocarcinoma a obstruir as vias biliares ( setas ) - colangiografia endoscópica.

  • 15% das neoplasias primárias hepáticas
  • 3♂/1♀ entre os 70-80 anos
  • Com origem nas células epiteliais, 95% são adenocarcinomas bem diferenciados
  • Associação com colangite esclerosante primária, litíase vias bilares, colite ulcerosa e infecção com verme Clonorchis sinensis
  • Ascite e esplenomegalia indicam invasão da veia porta - mau prognóstico

Icterícia Colestática

- Icterícia

- Acolia e colúria

- Prurido

- Dor abdominal

- Emagrecimento

Crescimento silencioso

Obstrução canais biliares

tratamento carcinoma hep tico prim rio
Tratamento Carcinoma Hepático Primário
  • Hepatectomia parcial
  • Transplante hepático
  • Ablação por radiofrequência
  • Quimioembolização arterial
met stases hep ticas
Metástases Hepáticas
  • Metastização hepática é 20 vezes mais frequente que os tumores hepáticos primários no fígado
  • Disseminação
    • Por contiguidade – face á proximidade do tumor primário com o fígado: tumores estômago, dudodeno, cólon, ducto biliar e vesícula biliar.
    • Via linfática - tumores de mama, pulmão e também dos órgãos drenados pela veia porta
    • Artéria Hepática – via sistémica - tumores
    • pulmonares e melanomas
    • Veia Porta – principal via de metastização
doen as infecciosas
DOENÇAS INFECCIOSAS
  • Origem:
    • Bacteriana
    • Parasitária
    • Vírica
    • Fúngica
doen as infecciosas bacterianas
DOENÇAS INFECCIOSAS - bacterianas
  • Tuberculose
    • Agente causal: Mycobacterium tuberculosis
    • Achados clínicos: astenia, fadiga, perda ponderal, febre, hemoptise, meningite, hepatoesplenomegalia
    • Diagnóstico:
      • Esfregaço de esputo e

exsudado (Ziehl-Neelsen)

      • Sondas moleculares
      • Prova tuberculínica
    • Tratamento:
      • Isoniazida, rifampicina, pirazinamida, etambutol, estreptomicina
doen as infecciosas bacterianas57
DOENÇAS INFECCIOSAS - bacterianas
  • Brucelose
    • Agente causal: Brucella melitensis
    • Achados clínicos: mal-estar, febre, astenia, mialgia, febre elevada, sintomatologia GI, linfadenopatia, esplenomegalia, icterícia, sudorese
    • Diagnóstico:
      • Cultura bacteriana
      • Testes serológicos

(teste de aglutinação)

    • Tratamento:
      • Tetraciclinas/ampicilina
doen as infecciosas bacterianas58
DOENÇAS INFECCIOSAS - bacterianas
  • Febre Q
    • Agente causal: Coxiella Burnetti
    • Achados clínicos: cefaleias, febre, fadiga, pneumonite, bronquite
    • Diagnóstico:
      • Testes serológicos

(imunofluorescência indirecta,

fixação de complemento)

    • Tratamento:
      • Tetraciclinas/cloranfenicol
doen as infecciosas bacterianas59
DOENÇAS INFECCIOSAS - bacterianas
  • Febre tifóide
    • Agente causal: Salmonella Typhi
    • Achados clínicos: febre, mal-estar, obstipação, bradicardia, mialgia, hepatoesplenomegalia
    • Diagnóstico:
      • Cultura bacteriana
      • Testes serológicos

(teste de aglutinação e de Widal)

    • Tratamento:
      • Ampicilina, cotrimoxazole,

cefalosporina 3ª geração

doen as infecciosas bacterianas60
DOENÇAS INFECCIOSAS - bacterianas
  • Sífilis
    • Agente causal: Treponema pallidum
    • Achados clínicos: lesões genitais, perianais, orais e/ou rectais, condilomas, hepatite, retinite
    • Diagnóstico
      • Imunofluorescência
      • Testes serológicos

(VDRL, RPR, FTA-ABS, TP-PA

    • Tratamento: penicilina
doen as infecciosas parasit rias
DOENÇAS INFECCIOSAS - parasitárias
  • Malária
    • Agente causal: Plasmodium vivax, P. malariae, P. falciparum, P. ovale
    • Achados clínicos: febre, arrepios, vómitos, cefaleias
    • Diagnóstico
      • Esfregaço sanguíneo espesso e fino (Giemsa)
      • Coloração fluorescente (Laranja de acridina)
      • Sondas de ADN
      • Testes serológicos
    • Tratamento
      • Cloroquina, Primaquina
doen as infecciosas parasit rias62
DOENÇAS INFECCIOSAS - parasitárias
  • Leishmaníase visceral (Kala-Azar)
    • Agente causal: Leishmania donovanii
    • Achados clínicos: esplenomegalia, astenia, febre, perda ponderal
    • Diagnóstico:
      • Aspirados ganglionares, biópsia esplénica/hepática
      • ELISA
      • Exame microscópio
      • Testes serológicos (IFA, IHA)
    • Tratamento:
      • Gluconato de sódio,

interferão-γ humano recombinante

doen as infecciosas parasit rias63
DOENÇAS INFECCIOSAS - parasitárias
  • Toxoplasmose
    • Agente causal: Toxoplasma gondii
    • Achados clínicos: linfadenopatia, febre, astenia, muitas vezes assintomático
    • Diagnóstico:
      • Microscopia
      • Inoculação animal
      • Testes serológicos (IFA, ELISA)
    • Tratamento:
      • Pirimetamina e

sulfadiazina/trissulfapirimidina

doen as infecciosas v ricas
DOENÇAS INFECCIOSAS - víricas
  • Mononucleose infecciosa
doen as infecciosas v ricas65
DOENÇAS INFECCIOSAS - víricas
  • Hepatite vírica
    • Agentes causais: HAV, HBV, HCV, HDV, HEV
    • Achados clínicos
      • Pré-ictéricos: mal-estar, astenia, náuseas, anorexia, perda ponderal, febre, cefaleias, artralgia, mialgia, sintomas GI
      • Ictéricos: Icterícia, colúria, acolia
    • Diagnóstico:
      • Teste da ALT e da bilirrubina
      • Biópsia hepática
      • Testes serológicos específicos
    • Tratamento
      • Interferão-α recombinante
      • Lamivudina, Ribavirina
doen as hematol gicas
DOENÇAS HEMATOLÓGICAS
  • Eritrocitárias
  • Leucocitárias
  • Plaquetárias
  • Plasmocitárias
  • Mieloproliferativas
doen as hematol gicas eritrocit rias
DOENÇAS HEMATOLÓGICAS – eritrocitárias

Achados Clínicos: palidez, astenia, mal-estar, dispneia, cefaleias

outras doen as
OUTRAS DOENÇAS
  • Sarcoidose
    • Doença de desregulação imunológica em indivíduos expostos a factores ambientais desencadeantes, caracterizada histologicamente por granulomas não-caseosos epitelióides disseminados
    • Achados clínicos: linfadenopatia, hepatomegalia, esplenomegalia; outros sintomas não específicos; frequentemente assintomática
outras doen as77
OUTRAS DOENÇAS
  • Acromegalia
    • Doenças endócrina de causa variada
    • Achados clínicos: aumento anormal

dos tecidos moles, pele, vísceras,

ossos da face, mãos e pés

  • Lupus eritematoso sistémico
    • Doença auto-imune multissistémica de comportamento variável, caracterizada por falência sistémica em manter auto-tolerância
outras doen as78
OUTRAS DOENÇAS
  • Síndrome de Felty
    • Tríade patológica de Artrite Reumatóide, Esplenomegalia e Neutropenia
  • Síndrome de Banti
    • Esplenomegalia associada a recanalização de veia porta
abordagem cl nica80
Abordagem clínica
  • História clínica
  • Exame físico
  • Meios auxiliares de diagnóstico
hist ria cl nica
História clínica
  • Idade
  • Sexo
  • Sintomas constitucionais
    • Astenia
    • Náuseas/vómitos
    • Anorexia
    • Perda ponderal
hist ria cl nica82
História clínica
  • Sintomas locais
    • Dor
    • Massas abdominais
    • Distensão abdominal
  • Antecedentes pessoais
    • Hábitos alcoólicos
    • Hábitos sexuais
    • História medicamentosa
    • Viagens recentes
  • Antecedentes familiares
exame f sico
Exame físico
  • Inspecção
  • Auscultação
  • Palpação
  • Percussão
inspec o
Inspecção
  • Hepatomegalia
    • Distensão abdominal
    • Circulação colateral
    • Aranhas vasculares
    • Icterícia
    • Ascite
    • Edemas
  • Esplenomegalia
    • Tumefacção no QSE, móvel com a respiração (apenas presente na esplenomegalia exuberante)
ausculta o
Auscultação
  • Hepatomegalia
    • Fluxo hepático aumentado → lesões vasculares
    • Sopro arterial → neoplasia ou hepatite alcoólica aguda
    • Sopro venoso localizado entre o apêndice xifóide e o umbigo → hipertensão portal
  • Esplenomegalia
    • Sopros ou atritos agudos associados à respiração → inflamação da superfície peritoneal
palpa o
Palpação
  • Fígado
    • Método clássico
      • Doente em decúbito dorsal, relaxado, com braços ao longo do corpo e respiração lenta e profunda. A palpação inicia-se na fossa ilíaca direita e continua seguindo a linha médio-clavicular, progredindo a cada expiração.
    • Métodos complementares
      • Método de Chauffard
      • Método de Mathieu
palpa o87
Palpação
  • Fígado
    • Normalmente o bordo inferior situa-se posteriormente ao rebordo costal e não é palpável.
    • Se palpável é importante caracterizar o bordo:
      • forma
      • regularidade
      • consistência
      • nodularidade
      • dor à palpação
palpa o88
Palpação
  • Fígado
    • A sua palpação não significa hepatomegalia, sendo necessário confirmar através da percussão e métodos imagiológicos.
    • Razões para a palpação do bordo abaixo do rebordo costal
      • Ptose hepática
      • Biótipo macroesplâncnico
      • Lesão subdiafragmática
      • Descida do diafragma
      • Lobo de Riedel
palpa o89
Palpação
  • Baço
    • Método clássico
      • Doente em decúbito dorsal, relaxado, com braços ao longo do corpo e respiração lenta e profunda. A palpação inicia-se na fossa ilíaca direita e continua segundo a linha de crescimento do baço, progredindo a cada expiração.
    • Métodos complementares
      • Método de Naegeli
      • Palpação bimanual
      • Palpação em gancho
palpa o90
Palpação
  • Baço
    • Normalmente não é palpável.
    • Se houver esplenomegalia a palpação deve ser suave para evitar a ruptura.
    • São necessária manobras adicionais para distinguir o baço do rim esquerdo:
      • O baço move-se inferiormente com a inspiração e tem um bordo agudo.
percuss o
Percussão
  • Fígado
    • Inicia-se no 3º espaço intercostal direito e continua pela linha médio-clavicular até encontrar o bordo superior. Para determinar o bordo inferior começa na fossa ilíaca direita seguindo a mesma linha. Deve ser forte no tórax (para distinguir o som pulmonar do som hepático) e leve no abdómen (para não fazer vibrar as ansas intestinais).
    • Normalmente o bordo superior encontra-se entre o 5º e o 7º espaço intercostais e o inferior posteriormente ao rebordo costal.
    • Na hepatomegalia o bordo superior e inferior estão afastados mais de 12 cm (10 cm na ♀) ao longo da linha médio-clavicular.
hepatomegalia92
Hepatomegalia
  • Aumento de volume generalizado, não nodular, sem icterícia
    • Congestão devida a insuficiência cardíaca
    • Cirrose
    • Reticuloses
    • Síndrome de Budd-Chiari
    • Amiloidose
  • Aumento de volume generalizado, não nodular, com icterícia
    • Hepatite infecciosa
    • Obstrução das vias biliares
    • Colangite
hepatomegalia93
Hepatomegalia
  • Aumento de volume generalizado, nodular, sem icterícia
    • Metastização
    • Cirrose macronodular
    • Doença poliquística
    • Carcinoma primário do fígado
  • Aumento de volume generalizado, nodular, com icterícia
    • Metastização extensa
    • Cirrose
hepatomegalia94
Hepatomegalia
  • Tumefacções localizadas
    • Lobo de Riedel
    • Metástase
    • Quisto hidático
    • Abcesso hepático
    • Carcinoma primário do fígado
percuss o95
Percussão
  • Baço
    • A percussão começa posteriormente à linha axilar média esquerda, no 5º espaço intercostal esquerdo e continua em todas as direcções.
    • Normalmente existe uma

área de macissez entre a

6ª e a 10ª costelas.

    • Quando há esplenomegalia o eixo longo do baço é superior a 13 cm (com início na linha axilar média esquerda e obliquamente em direcção à linha axilar anterior esquerda).
meios auxiliares de diagn stico
Avaliação laboratorial

Hemograma

Hemocultura

Bilirrubinas

Tempo de protrombina

Fosfatase alcalina

(…)

5’nucleotidase

GGT

Transamínases

Albumina

Amónia

Meios auxiliares de diagnóstico
meios auxiliares de diagn stico97
Meios auxiliares de diagnóstico

Avaliação imagiológica

  • Ecografia
  • Tomografia computorizada
  • Ressonância magnética
  • Cintigrafia
  • Colangiografia
  • Angiografia
  • Biópsia
meios auxiliares de diagn stico99
Meios auxiliares de diagnóstico
  • Tomografia computorizada
meios auxiliares de diagn stico100
Meios auxiliares de diagnóstico
  • Ressonância magnética
hist ria cl nica102
História clínica
  • Nome: F.J.R.
  • Idade: 67 anos
  • Sexo: masculino
  • Raça: caucasiana
  • Estado civil: casado
  • Naturalidade: Porto
  • Residência: Porto
  • Profissão: reformado (ex. serralheiro mecânico)
hist ria cl nica103
História clínica
  • Antecedentes pessoais
    • Nega doenças crónicas, hábitos tabágicos ou alcoólicos.
    • Estudado desde Novembro de 2005 devido a diarreia mucossanguinolenta.
    • Foi realizada uma colonoscopia total que mostrou uma mucosa com sinais inflamatórios evidentes.
    • Diagnosticada colite ulcerosa (doença inflamatória intestinal).
hist ria cl nica104
História clínica
  • História da doença actual
    • Submetido dia 18 Abril de 2006 a uma prostectomia radical.
    • Desde há aproximadamente 2 semanas o doente apresenta uma quebra do estado geral, com astenia e anorexia e refere episódios de febre (39º-40º) que cede ao Paracetamol.
    • Recorre ao SU.
    • Internado no serviço de Cirurgia Geral.
hist ria cl nica105
História clínica
  • Exame físico
    • Confirma-se a hipertermia (39º)
    • Pele ligeiramente ictérica
    • Massa palpável no hipocôndrio direito, com limites mal definidos, não dolorosa → hepatomegalia 3 cm abaixo do rebordo costal
hist ria cl nica106
História clínica
  • Hipóteses de diagnóstico
    • Abcesso
    • Hepatocarcinoma
    • Colescistice
    • (…)
hist ria cl nica107
História clínica
  • Exames complementares de diagnóstico
    • Análises laboratoriais
      • Leucocitose ligeira
      • PCR muito aumentado
    • Ecografia abdominal
      • Imagem nodular, com 10/8 cm, paredes bem delimitadas e ecos no interior
hist ria cl nica108
História clínica
  • Ecografia abdominal (abcesso hepático)
hist ria cl nica109
História clínica
  • Diagnóstico
    • Abcesso hepático
  • Causa?
    • Complicação pós-operatória
    • Colite ulcerosa
    • Doença diverticular
    • (…)
hist ria cl nica110
História clínica
  • Tratamento
    • Drenagem percutânea do abcesso
      • Guiada por métodos imagiológicos
      • Cirúrgica
      • Mista
    • Antibioterapia