Disciplina de FARMACOGNOSIA I
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AULA 5: Açúcares de importância farmacognóstica PowerPoint PPT Presentation


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Disciplina de FARMACOGNOSIA I. AULA 5: Açúcares de importância farmacognóstica . Profa. Nilce Nazareno da Fonte. Açúcares... Carbohidratos... O que são?. . substâncias cujas fórmulas apresentam proporção 1: 2: 1 entre C:H:O  (CH 2 O) n ou C n (H 2 O) n

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AULA 5: Açúcares de importância farmacognóstica

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Presentation Transcript


Aula 5 a cares de import ncia farmacogn stica

Disciplina de FARMACOGNOSIA I

AULA 5:

Açúcares de importância farmacognóstica

Profa. Nilce Nazareno da Fonte


Aula 5 a cares de import ncia farmacogn stica

Açúcares...

Carbohidratos...

O que são?

. substâncias cujas fórmulas apresentam proporção 1: 2: 1 entre C:H:O  (CH2O)n ou Cn(H2O)n

. polihidroxialdeídos (~oses) ou polihidroxicetonas (~uloses), ou substâncias que por hidrólise liberam estes compostos.


Aula 5 a cares de import ncia farmacogn stica

= a - D - glucose

(glucopiranose)

ALDOSE

= a - D - frutose

(frutofuranose)

CETOSE


Aula 5 a cares de import ncia farmacogn stica

Importância para o vegetal:

  • precursores obrigatórios de todos os demais metabólitos;

  • fonte direta de energia (crescimento e metabolismo);

  • reserva energética (amido, inulinas etc.);

  • elementos de sustentação (celulose, hemiceluloses, mananas etc.);

  • constituintes de diversos metabólitos (ácidos nucleicos, glicosídeos etc.).


Aula 5 a cares de import ncia farmacogn stica

Classificação:

  • OSES= açúcares simples - monossacarídeos:

  • D-glucose, D-frutose, D-sorbitol, D-manitol

  • OSÍDEOS = estruturas combinadas (ligações glicosídicas), passíveis de sofrerem hidrólise - polissacarídeos:

    • holosídeos

      • homogêneos:

  • glucanas (amilose, celulose), frutanas (inulina)

    • heterogêneos:

  • substâncias poliurônicas (gomas, mucilagens, pectinas)

  • heterosídeos (glicosídeos)

Glicosídeos, por hidrólise =

oses + aglicona ou genina


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Principais drogas:

MEL: substância açucarada depositada pela abelha Apis mellifera L., APIDAE, e outras espécies do gênero Apis, nas células do favo.

SUGESTÃO DE REFERÊNCIA: http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Mel/SPMel/index.htmhttp://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Mel/SPMel/index.htm


Aula 5 a cares de import ncia farmacogn stica

Mel - coleta e preparo:

  • coleta do néctar (principalmente água e açúcares) das flores (nectários) pelas abelhas operárias coletoras (campeiras);

    •  ação de enzimas (invertase, glucose-oxidase, diastase, catalase...

  • retorno à colméia e transferência do produto para as abelhas operárias receptoras;

  • deposição (“vômito”) do material nos alvéolos da colméia;

  • evaporação da água (até +/- 20%);

  • fechamento dos alvéolos, com cera produzida pelas abelhas.

maturação do mel  perda de água, atividade enzimática (formação de açúcar invertido, ác. glucônico, H2O2 etc.)


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desvia a luz polarizada para direita

desvia a luz polarizada para esquerda

Mel - algumas reações fundamentais

néctar = sacarose

invertase

açúcar invertido = glucose + frutose + sacarose residual

glucose-oxidase

ácido glucônico + H2O2


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Mel - obtenção:

  • livre escoamento;

  • centrifugação;

  • prensagem;

decantadores

centrífuga e homogeneizador


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Mel - características e composição:

  • substância espessa, xaroposa, líquida quando recente, passando a granulosa ou cristalizada (inverno); apresenta cor, odor e sabor variável.

  • composto por:

    • água: 15 a 21% (máx. permitido = 20%). Influencia na viscosidade, peso específico, maturidade, cristalização, sabor, conservação (excesso pode levar à fermentação por leveduras osmofilíticas) e palatabilidade;

    • açúcares: açúcar invertido (glucose + frutose 80%; sacarose + maltose 10%);

    • enzimas: invertase (a-glucosidade), glucose-oxidase, diastase (a e b amilase), catalase, fosfatase etc.;

    • outros (traços): proteínas e aminoácidos; substâncias voláteis; minerais e ácidos orgânicos.


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Mel - ações farmacológicas (comprovadas)

  • alimento altamente energético;

  • atividade antisséptica e antimicrobiana: fatores físicos e químicos

    • antibacteriana e fungicida;

  • cicatrizante e promotor de epitelização de extremidades de feridas;

  • outros: antianêmico, emoliente, digestivo, laxativo e diurético.


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    Outros produtos da abelha

    • própolis: é uma substância resinosa elaborada pelas abelhas pela mistura da cera, pólen e resinas vegetais; utilizada pelas abelhas para fechar frestas e entrada do ninho e também como antibiótico (fungicida e bactericida) na limpeza da colméia. É considerado um antibiótico natural.

    • cera: produzida pelas glândulas ceríferas das abelhas, é utilizada para construção dos favos e fechamento dos alvéolos. Utilizada principalmente nas indústrias de cosméticos, de medicamentos e de velas.

    • geléia real: substância branco-leitosa muito viscosa e de sabor ácido produzida pelas glândulas hipofaringeanas e mandibulares das abelhas operárias, usada como alimento das larvas e da rainha. Considerada um alimento concentrado, é utilizada pela indústria de cosméticos e de medicamentos.


    Aula 5 a cares de import ncia farmacogn stica

    AMIDO: principalsubstância de reserva dos vegetais, sendo fonte energética indispensável para alimentação de homens e animais.

    • Presente em todos os órgãos vegetais, principalmente em:

      • grãos de cereais (aveia, trigo, milho, arroz, centeio, sementes de leguminosas (ervilha, grão-de-bico, feijão, lentilha) e outras (castanha);

      • órgãos subterrâneos - chamado de “fécula”: batata, mandioca, inhame;

      • alguns frutos: banana.


    Aula 5 a cares de import ncia farmacogn stica

    Amido - composição:

    • polissacarídeos homogêneo, composto por D-glucose (glucosana);

    • possui 2 frações: amilose (20%) e amilopectina (80%)

    Amilose:

    - monômeros de glucose em ligação a (1  4),

    - adsorve cerca de 19% de iodo;

    - mais solúvel em água;

    - mais interna no grão.


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    Amido - composição: (contin.)

    Amilopectina:

    - monômeros de glucose em ligação a (1  4) com ramificações em a (1  6);

    - adsorve cerca de 0,8% de iodo;

    - forma goma com a água;

    - mais externa no grão.


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    Amido - características:

    • apresentam-se como pós muito finos, brancos, insolúveis em água fria, range quando apertados na mão e tendem a aglomerar-se;

    • aos 55-60oC os grãos se incham irreversivelmente em água, produzindo gelatinização;

    • apresenta-se na forma de grãos, com características típicas de cada espécie (forma, tamanho, hilo, lamelas, estado de agregação...).


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    Amido na Farmácia:

    • principais espécies utilizadas:

      • de milho: Zea mays L., POACEAE (GRAMINEAE),

      • de trigo: Triticum sativum L., POACEAE (GRAMINEAE),

      • de arroz: Oriza sativa L., POACEAE (GRAMINEAE),

      • de batata: Solanum tuberosum L., SOLANACEAE,

      • de mandioca: Manihot utilissima Pohl, EUPHORBIACEAE.

    • principais usos:

      • excipiente na fabricação de comprimidos (diluentes, ligantes, desintegrantes, antigrumos);

      • matéria-prima para certas indústrias: químicas (colas), medicamentos (xaropes, dextrose, dextrinas), alimentos (farinhas);

      • em cataplasmas emolientes e sedativos de inflamações cutâneas;

      • antídoto em envenenamento por iodo.


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    CELULOSE: substância fibrosa, resistente e insolúvel em água, encontrada na parede celular das plantas.

    • é um homopolissacarídeo linear não ramificado, formado por unidades de D-glucose unidas por ligação b (1  4), com muitas pontes de hidrogênio intramoleculares formando fibrilas insolúveis;

    • pode ser obtida do tratamento da madeira ou dos tricomas do algodão.

    • importante matéria-prima farmacêutica: gaze, algodão, excipiente de comprimidos etc.


    Aula 5 a cares de import ncia farmacogn stica

    SUBSTÂNCIAS POLIURÔNICAS: polissacarídeos heterogêneos formados por cadeias de ácidos urônicos.

    • São classificadas em:

      • gomas;

      • mucilagens;

      • substâncias pécticas.


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    GOMAS: produtos patológicos, exsudados, resultantes de agressão ao vegetal (feridas, incisões, ataques de insetos ou de bactérias etc.

    • após agressão ao vegetal, fluem (exsudam), solidificando-se por dessecação, formando sólidos amorfos;

    • são provenientes da transformação de polissacarídeos de parede;

    • a maioria está parcialmente metilada ou acetilada, ou ainda na forma de sais;

    • apresentam solubilidade variada: algumas formam soluções viscosas, outras são completamente insolúveis formando géis;

    • são insolúveis em solventes orgânicos;

    • são opticamente ativas;

    • são usadas como adesivos, laxativos avolumantes, ligantes de comprimidos, emulsificantes, geleificantes, suspensores, estabilizantes e espessantes.


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    GOMA ARÁBICA (acácia ou turca): produto exsudado do tronco de numerosas Leguminosas/Mimosaceas do gênero Acacia (Acacia senegal (L.) Willd. principalmente). Tem origem africana.

    • possui principalmente ácido arábico , na forma de sais (Ca, Mg, K);

    • quando pulverizada apresenta-se branca amarelada, formando uma solução em 2 partes de água, viscosa, densa, fracamente ácida, levógira, precipitável com álcool a 95%;

    • inodora, insípida e aderente na língua;

    • não contém amido nem tanino; contém diversas enzimas (amilase, oxidase, emulsina, peroxidase etc.)

    • é emoliente, béquica, estabilizante de suspensões, emulsionante, aditivo em fórmulas sólidas orais.


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    GOMA ADRAGANTE (alcatira ou tragacanta): exsudação gomosa seca proveniente da incisão nos caules de várias espécies de Astragalus (Astragalus gummifer Labill. principalmente). Tem origem na Ásia Oriental.

    • a goma exsuda imediatamente após a injúria;

    • possui 30-40% de tragacantina (arabinogalactana, neutra) e 60-70% de basorina (glucogalacturonana, ácida);

    • com água forma mucilagem espessa de elevada viscosidade;

    • inodora e insípida; muito resistente à hidrólise ácida;

    • contém amido (reação com iodo) e sais minerais; não contém enzimas;

    • usada no tratamento da prisão de ventre; agente de suspensão para pós insolúveis, emulsificante, adesivo, estabilizante de emulsões, emoliente.


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    GOMA CARAIA (indiana ou estercúlia): é o exsudato gomoso seco obtido da Sterculia urens Roxb. , STERCULIACEAE e outras Sterculia. Produzida na Índia, Paquistão e na África.

    • a goma exsuda normalmente após a incisão ou queimadura;

    • possui glucoramnogalacturonana acetilada;

    • pouquíssimo solúvel em água, formando uma suspensão de elevada viscosidade, ocupando até 60 a 100 vezes o volume da droga seca;

    • possui marcado odor acético;

    • contém taninos e sais minerais;

    • usada no tratamento da prisão de ventre e em formulações para emagrecimento; agente para suspensões e emulsões e como adesivo dental.


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    MUCILAGENS: produtos normais do metabolismo das plantas, estando pré-existentes no vegetal. Não exsudam.

    • encontram-se nas mesmas espécies, nos mesmos tecidos;

    • atuam como estoques de materiais, reservatórios de água, fonte alimentar ou protetores de sementes em germinação;

    • quando secas apresentam-se como substâncias amorfas e duras, porém, em contato com água incham e formam géis;

    • externamente atuam como emolientes (efeito suavizante e calmante sobre pele e mucosas) e antiinflamatórios;

    • são antitussígenos: produzem uma película que protege a mucosa e acalma a inflamação, a dor e a irritação; atenuam os espasmos e favorecem a irrigação, descongestionando as vias respiratórias;

    • protegem as mucosas do trato digestivo: formam uma película que protege a mucosa digestiva contra agentes irritantes; usada no tratamento da úlcera gástrica;

    • são laxativas mecânicas e possuem efeito lubrificante.


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    MALVA: folhas e flores de Malva sylvestris L., MALVACEAE. Encontrada nos continentes europeu, africano e americano.

    • além de mucilagem abundante, possui taninos, óleo essencial e antocianinas, entre outras;

    • apresenta propriedades emolientes, expectorantes, béquicas, antiinflamatórias e adstringentes;

    • usada em gastrites e gastroenterites; em gargarejos e enxágues para a boca; externamente em compressas e preparações para a pele (erupções, furúnculos e úlceras).


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    LINHO: sementes (linhaça) de Linum usitatissimum L., LINACEAE.

    • quando mergulhadas na água as sementes incham e se recobrem de mucilagem abundante;

    • possui mucilagem (neutra e ácida), óleos fixos, proteínas e glicosídeo cianogenético;

    • internamente ingerem-se as sementes com água abundante, em prisões de ventre (aumenta volume e protege a mucosa);

    • externamente se usam as sementes moídas (farinha de linhaça) em cataplasmas emolientes;

    • com o óleo se preparam linimentos para queimaduras e dores reumáticas.


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    PLANTAGO (tanchagem): folhas e sementes de Plantago sp., PLANTAGINACEAE.

    • composição muito variada em função da espécie e localização;

    • folhas contêm mucilagem, iridóides (aucubina), flavonóides, ácidos fenólicos. Sementes contêm principalmente mucilagem;

      • externamente as folhas são utilizadas como emoliente, cicatrizante e antiinflamatório; internamente, em preparações caseiras como expectorante, béquico e laxativo;

      • as sementes são principalmente utilizadas como laxativas (Plantago psyllium L.).


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    PECTINAS: macromoléculas glicídicas, constituintes da lamela média das paredes celulares vegetais, abundantes nos frutos, principalmente os cítricos.

    • são glucogalacturonanas freqüentemente metoxiladas;

    • freqüentes nos frutos imaturos (rigidez); com a maturação são degradados a açúcares e ácidos (amolecimento);

    • apresentam grande capacidade retentora de água, são facilmente gelificáveis (metoxilas) e ligam-se a cátions e ácidos biliares;

    • adsorvem moléculas orgânicas, como ácidos biliares, colesterol (hipocolesterolemiante) e compostos tóxicos (protetores);

    • reguladoras do sistema gastrointestinal, atuando como antidiarreicas e protetoras da mucosa digestiva;

    • obtidas industrialmente: subproduto da indústria de sumos de limão e de maçã;

    • são emulsificantes e gelatinizantes.


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    Chega por hoje?

    Então... Até a próxima aula!


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