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MANUAL TEÓRICO DE PATOLOGIA BÁSICA

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MANUAL TEÓRICO DE PATOLOGIA BÁSICA. Dr a . Lúcia de Noronha. VI. DOENÇAS DA IMUNIDADE. Dr a . Lúcia de Noronha. CÉLULAS DA IMUNIDADE. Linfócitos T: 60-70% dos linfócitos periféricos oriundos do timo encontrados nos linfonodos e baço

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vi doen as da imunidade
VI. DOENÇAS DA IMUNIDADE

Dra. Lúcia de Noronha

c lulas da imunidade
CÉLULAS DA IMUNIDADE
  • Linfócitos T:
    • 60-70% dos linfócitos periféricos
    • oriundos do timo
    • encontrados nos linfonodos e baço
    • reconhecem um antígeno específico pelo receptor antígeno específico (RCT)
    • células T CD4+
    • células T CD8+
  • Linfócitos B:
    • 10-20% dos linfócitos periféricos
    • encontrados na medula óssea, linfonodos, baço, amígdalas e órgãos extralinfáticos
    • medeiam a imunidade humoral
    • reconhecem antígeno através do complexo antígeno-anticorpo-receptor
    • IgM:componente do receptor do LB ligado ao antígeno
c lulas da imunidade4
CÉLULAS DA IMUNIDADE
  • Macrófagos:
    • sistema fagocitário mononucleaR
    • apresentam o antígeno para célula T
    • produzem citocinas
    • lisam células tumorais
  • Células dendríticas e de Langerhans
    • dendríticas: tecido linfóide, interstício de órgãos não linfóides
    • Langerhans: epiderme
    • eficientes na apresentação do antígeno
    • fagócitos fracos comparados aos macrófagos
c lulas da imunidade5
CÉLULAS DA IMUNIDADE
  • Células natural killer (NK)
    • 10-15% dos linfócitos periféricos
    • sem RCT ou imunoglobulina, chamadas de não-T e não-B
    • destroem células tumorais, infectadas por vírus ou até células normais
    • destroem células-alvo revestidas com IgG
    • secreção de citocinas como IFN-
no es de imunidade humoral
NOÇÕES DE IMUNIDADE HUMORAL
  • CITOCINAS
    • Existem quatro categorias
    • medeiam a imunidade natural
    • regulam crescimento, ativação e diferenciação do linfócito
    • ativam células inflamatórias
    • estimulam a hematopoese
    • mesmas citocinas são produzidas por diferentes células;
    • atuam em vários tipos de células ;
    • podem atuar sobre as células que as produziram (autócrina), sobre as células próximas (parácrina) ou sobre células do organismo (endócrina);
    • medeiam a sua atividade quando ligam-se a receptores específicos nas suas células-alvo.
ant genos de histocompatibilidade
ANTÍGENOS DE HISTOCOMPATIBILIDADE
  • Estrutura e função dos antígenos de histocompatibilidade
    • Ligam-se a fragmentos peptídicos de proteínas estranhas para apresentá-los às células T
    • Complexo de histocompatibilidade humano(MHC) ou complexo de antígeno-leucocitário humano (HLA): conglomerado de antígenos de histocompatibilidade
ant genos de histocompatibilidade8
ANTÍGENOS DE HISTOCOMPATIBILIDADE
  • Genes MHC: três classes
    • classe I  codificam glicoproteínas da superfície celular e apresentam para células T CD8+: todas células nucleadas e plaquetas
    • classe II  também codificam glicoproteínas da superfície celular e apresentam para as células T auxiliares CD4+;
    • classe III  codificam componentes do sistema do complemento
rea es de hipersensibilidade
REAÇÕES DE HIPERSENSIBILIDADE
  • Provocadas por antígenos endógenos ou exógenos
  • Tipo I. anafilático
  • Tipo II. citotóxico
  • Tipo III. doenças de imunocomplexos
  • Tipo IV. tardia
rea es de hipersensibilidade10
REAÇÕES DE HIPERSENSIBILIDADE
  • Hipersensibilidade tipo I:
    • mediada pelos anticorpos IgE;
    • ocorre minutos após a combinação antígeno-anticorpo ligado aos mastócitos ou basófilos em um indivíduo já sensibilizado ao antígeno;
    • reação sistêmica: ocorre após administração parenteral ou oral do alérgeno, surge estado de choque com sofrimento respiratório, edema de laringe que pode ser fatal dentro de uma hora;
    • reação local: 10% da população, ocorre após inalação ou ingestão de alérgenos; apresenta-se como edemas cutâneos, secreção nasal e conjuntival
hipersensibilidade tipo i
HIPERSENSIBILIDADE TIPO I
  • mediadores primários: respostas teciduais em 5 a 30 minutos
  • aminas biogênicas: histamina e adenosina;
  • mediadores quimiotáticos;
  • enzimas: proteases;
  • proteoglicanos: heparina.
  • mediadores secundários: leucotrienos , prostaglandina D2, fator ativador da plaqueta (FAP), citocinas
hipersensibilidade tipo ii
HIPERSENSIBILIDADE TIPO II
  • Anticorpos contra antígenos presentes na superfície de células-alvo;
  • Três mecanismos
  • Reações dependentes do complemento: levam à lise das células ou à opsonização; ocorre nas reações transfusionais, eritroblastose fetal, anemia hemolítica auto-imune e reações medicamentosas;
  • Citotoxidade celular dependente de anticorpos: colaboração dos leucócitos, ocorre células NK, macrófagos, e outros leucócitos fazem a destruição das células-alvo revestidas por IgG, sem que ocorra fagocitose;
  • Disfunção celular mediada por anticorpos: anticorpos contra receptores da superfície celular desregulam a função da célula sem causar lesão ou inflamação.
hipersensibilidade tipo iii
HIPERSENSIBILIDADE TIPO III
  • Induzida pelo complexo antígeno-anticorpo, formando imunocomplexos e ativando o sistema de complemento
  • Antígeno pode ser endógeno ou exógeno;
  • A doença pode ser generalizada ou localizada:
    • Sistêmica: doença do soro. Ocorre a (1) formação de complexos antígeno-anticorpo na circulação; (2) deposição de imunocomplexos nos tecidos; (3) reação inflamatória em todo o organismo. Causam vasculite necrotizante aguda, glomerulonefrite, artrite dependendo do local de deposição;
    • Local ou reação de Arthus: área localizada de necrose tecidual ou vasculite por deposição de imunocomplexos, não é imediata. Após a reação, há uma área de edema com hemorragia grave e também pode haver necrose fibrinóide;
hipersensibilidade tipo iv
HIPERSENSIBILIDADE TIPO IV
  • Mediadas por células T sensibilizadas: tardia e citotoxidade direta
  • Tardia:
    • reação a tuberculina;
    • mediada por células T auxiliares CD4+ que secretam citocinas;
    • acúmulo de células mononucleares na tecido subcutâneo, edema e hiperemia;
    • inflamação granulomatosa: agregado de células epitelióides circundado por linfócitos;
  • Citotoxidade mediada por células T:
    • mediadas por células citotóxicas CD8+ que destroem células infectadas por antígeno;
rejei o de transplante
REJEIÇÃO DE TRANSPLANTE
  • Rejeição do transplante:
    • hospedeiro reconhece o tecido enxertado como estranho;
    • participação da imunidade celular e anticorpos circulantes;
    • reações mediadas pela célula T: linfócitos do receptor encontram-se com antígenos HLA do doador;
    • reações mediadas por anticorpos: podem fazer citotoxidade dependente do complemento, citólise celular dependente de anticorpos, e acúmulo de imunocomplexos e atacam preferencialmente a vasculatura do órgão enxertado
rejei o de transplante16
REJEIÇÃO DE TRANSPLANTE
  • Morfologia: pode ser rejeição renal aguda, hiperaguda ou crônica
    • Hiperaguda: quando existem anticorpos antidoador pré-formados na circulação do receptor, o rim fica cianosado, flácido e com gotas sanguinolentas na urina, ocorre reação antígeno-anticorpo no endotélio vascular;
    • Aguda: alguns meses após o transplante , há rejeição humoral apresentando vasculite (íntima espessada e inflamada) e rejeição celular caracterizada por infiltrado mononuclear intersticial;
    • Crônica: aumento da creatinina em 4 a 6 meses, alterações vasculares culminando em isquemia renal, infiltrados celulares mononucleares no interstício;
doen as auto imunes
DOENÇAS AUTO-IMUNES
  • 3 PRÉ-REQUISITOS:
    • presença de uma reação auto-imune,
    • evidência clínica ou experimental que não é secundária,
    • ausência de outra causa bem identificada da doença.

Podem acometer somente um órgão como a Tireoidite de Hashimoto ou sistemicamente como o Lúpus Eritematoso Sistêmico.

doen as auto imunes18
DOENÇAS AUTO-IMUNES
  • Tolerância imunológica:
    • quando o indivíduo é incapaz de ter uma resposta imune a um antígeno específico;
    • autotolerância é a falta de responsividade dos antígenos de um indivíduo;
    • Mecanismos de estado tolerante:
      • deleção clonal: perda de linfócitos B e T auto-reagentes durante maturação;
      • anergia clonal: inativação funcional prolongada ou irreversível dos linfócitos induzida pelo encontro com antígenos;
      • supressão periférica pelas células T
l pus eritematoso sist mico
LÚPUS ERITEMATOSO SISTÊMICO
  • Início agudo ou insidioso, apresentando estado febril, caracterizada por lesão da pele, das articulações, do rim e das membranas serosas;
  • Relação mulher:homem 9:1
  • 20-64 anos
  • Etiologia e patogenia:
    • ocorre uma falência dos mecanismos reguladores que mantém a autotolerância;
    • presença de anticorpos contra componentes nucleares e citoplasmáticos da célula, especialmente anticorpos contra o DNA de dupla hélice (dsDNA) e o antígeno Smith (Sm);
    • presença de auto-anticorpos como os antifosfolipídicos;
    • Existem teorias a respeito do aparecimento do LES: fatores genéticos, fatores não-genéticos (drogas, luz ultravioleta, hormônios sexuais) e fatores imunológicos
l pus eritematoso sist mico21
LÚPUS ERITEMATOSO SISTÊMICO
  • Morfologia:
    • lesões que resultam de acúmulo de imunocomplexos, vistas nos vasos sangüíneos, rins, tecido conjuntivo e pele
    • baço: fibrose perivascular em “casca de cebola”
    • rim: acometido 60-70% dos casos, pode haver:
      • glomerulonefrite lúpica mesangial (25%)
      • glomerulonefrite proliferativa focal (20%)
      • glomerulonefrite proliferativa difusa (35-40%)
      • glomerulonefrite membranosa (15%)
    • pele: hiperemia facial em asa de borboleta, espessamento da membrana basal;
    • articulações: sinovite não-erosiva
    • sistema nervoso central: sintomas neurológicos focais;
l pus eritematoso sist mico22
LÚPUS ERITEMATOSO SISTÊMICO
    • pericardite e comprometimento de outras cavidades serosas: exsudato fibrinoso, serosas espessadas , opacas;
    • endocardite de Libman-Sacks ou endocardite verrucosa abacteriana;
    • pulmões: derrame pleural, pleurite
  • Evolução clínica:
    • mulher jovem, lesão facial em asa de borboleta, febre, dor pleurítica , dor torácica, fotossensibilidade;
    • pode haver achados clínicos de comprometimento renal;
    • psicoses;
    • pode ter evolução benigna ou morte por insuficiência ou infecções intercorrentes;
s ndrome de sj gren
SÍNDROME DE SJÖGREN
  • Ressecamento dos olhos e boca pela destruição imunológica das glândulas lacrimais e salivares;
  • Pode ser primária ou associada a outra doença
  • Etiologia e patogenia
    • infiltração linfocítica e fibrose das glândulas;
    • anticorpos mais importantes: SS-A (Ro) e o SS-B (La);
  • Morfologia
    • infiltrado linfocítico periductal e perivascular;
  • Manifestações clínicas
    • mulheres: 40-60 anos;
    • ceratoconjuntivite e xerostomia;
    • adenomegalia;
    • risco aumentado de desenvolver linfoma
esclerose sist mica
ESCLEROSE SISTÊMICA
  • fibrose excessiva em todo organismo;
  • pode ser difusa ou localizada que só acomete pele;
  • Etiologia e patogenia
    • deposição excessiva de colágeno;
    • hipótese imunológica: fibrose por ativação anormal do sistema imunológico;
    • hipótese vascular: lesão microvascular
  • Morfologia
    • pele: atrofia esclerótica difusa da pele iniciando nas regiões distais das extremidades superiores até atingir face;
    • tubo digestivo: colagenização excessiva da lâmina própria e da submucosa;
    • sistema musculoesquelético: sinovite com hipertrofia e hiperplasia dos tecidos moles e posteriormente fibrose;
esclerose sist mica25
ESCLEROSE SISTÊMICA
    • rins: espessamento da íntima por deposição de colágeno;
    • pulmões: fibrose intersticial e alveolar difusa;
    • coração: pericardite e fibrose miocárdica
  • Evolução clínica
    • mulheres: 50-60 anos
    • alterações cutâneas
    • síndrome de CREST: elevada incidência de calcinose, fenômeno de Raynaud, dismotilidade esofagiana, esclerodactilia e telangiectasias;
    • dor abdominal, obstrução intestinal, síndrome da má absorção, dificuldades respiratórias, arritmias, insuficiência cardíaca, proteinúria e até hipertensão maligna;
miopatias inflamat rias
MIOPATIAS INFLAMATÓRIAS
  • Dermatomiosite:
    • erupção cutânea: edema periorbitário com coloração lilás nas pálpebras superiores;
    • lesões de Grotton: placas avermelhadas nos dedos, cotovelos e joelhos;
    • fraqueza muscular iniciando com os músculos proximais;
  • Polimiosite:
    • adultos
    • fraqueza muscular também iniciando com os músculos proximais;
  • Miosite com corpúsculo de inclusão
    • comprometimento dos músculos distais;
    • mais de 50 anos
  • Etiologia e patogenia
    • anticorpo: anti-Jo-1
    • dermatomiosite: lesão dos capilares
    • polimiosite e miosite: lesão celular:
miopatias inflamat rias27
MIOPATIAS INFLAMATÓRIAS
  • Morfologia
    • dermatomiosite: infiltrados inflamatórios em torno dos vasos sangüíneos e no tecido conjuntivo perimisial;
    • polimiosite: células inflamatória do endomísio;
    • miosite com corpúsculo de inclusão: presença de vacúolos no interior dos miócitos.
  • Diagnóstico:
    • sintomas clínicos;
    • eletromiografia
    • níveis séricos de enzimas relacionadas com o músculo
    • biópsia
s ndromes de defic imunol gica
SÍNDROMES DE DEFIC. IMUNOLÓGICA
  • Imunodeficiências primárias
    • determinadas geneticamente;
    • muitas manifestam-se entre seis meses e dois anos.
    • Agamaglobulinemia de Bruton Ligada ao X
      • ausência virtual de imunoglobulinas sérias;
      • restrita ao sexo masculino;
      • inicia no oitavo a nono mês de vida com infecções de repetição;
      • as doenças auto-imunes são mais freqüentes nesses pacientes;
      • número normal de células pré-B na medula óssea
    • Imunodeficiência variável comum (IVC)
      • hipogamaglobulinemia;
      • congênito ou adquirido;
imunodefici ncias 1 rias
IMUNODEFICIÊNCIAS 1 árias
    • número normal de células B, mas esta não consegue se diferenciar em plasmócitos;
    • homens e mulheres;
    • inicia na infância ou adolescência com infecções bacterianas de repetição
  • Deficiência isolada de IgA
    • níveis muito baixos de IgA sérica e secretória;
    • infecções nos tratos respiratório, gastrintestinal e urogenital;
    • defeito na diferenciação de células B contendo IgA
  • Síndrome de DiGeorge (Hipoplasia Tímica)
    • deficiência seletiva de células T por ausência de desenvolvimento de terceira e quarta bolsas faríngeas;
    • ausência de resposta imunológica celular, tetania, anomalias congênitas do coração e dos grandes vasos;
imunodefici ncias 1 rias30
IMUNODEFICIÊNCIAS 1 árias
  • Doenças com imunodeficiência combinada grave (DICG)
    • autossômica recessiva e recessiva ligada ao X;
    • defeitos combinados de célula B e célula T;
    • tecidos linfóides hipoplásicos;
    • bebês vulneráveis a infecções recorrentes graves;
    • óbito até 1 ano de vida quando não há transplante de medula óssea;
  • Imunodeficiência da trombocitopenia e eczema (Síndrome de Wiskott-Aldrich)
    • recessiva ligada ao X;
    • trombocitopenia, eczema, infecções recorrentes e morte precoce;
    • perda variável de imunidade celular;
    • vulneráveis a linfomas malignos.
  • Deficiências genéticas do sistema de complemento
    • maior suscetibilidade a infecções bacterianas piogênicas;
sd de imunodefici ncia adquirida
SD. DE IMUNODEFICIÊNCIA ADQUIRIDA
  • imunossupressão intensa associada com infecções oportunistas, neoplasias secundárias e manifestações neurológicas;
  • Epidemiologia
    • homossexuais ou bissexuais masculinos;
    • usuários de drogas intravenosas;
    • hemofílicos;
    • receptores de sangue e derivados;
    • contatos heterossexuais;
    • vias de transmissão: contato sexual, inoculação parenteral e mãe-filho.
  • Etiologia
    • causada pelo HIV (retrovírus humano)
sd de imunodefici ncia adquirida32

ligação da glicoproteína gp120 às moléculas T CD4+

ê

fusão do vírus com a membrana celular e interiorização

ê

transcrição reversa, formando DNA pró-viral que penetra no núcleo da célula;

ê

transcrição

ê

morte celular.

SD. DE IMUNODEFICIÊNCIA ADQUIRIDA
  • Patogenia
    • alvos: sistema imunológico e SNC;
    • imunopatogenia da doença do HIV
      • perda de células TCD4+, receptor com grande afinidade ao HIV;
      • no início, há grave infecção das células T CD4+ nos tecidos linfóides;
sd de imunodefici ncia adquirida33
SD. DE IMUNODEFICIÊNCIA ADQUIRIDA
  • defeitos qualitativos nas células T;
  • infecção de monócitos e macrófagos principalmente teciduais, sendo utilizados como reservatório e proteção para o HIV;
  • células dendríticas foliculares também são reservatório para o HIV;
  • células B são ativadas mas não conseguem apresentar uma resposta de anticorpo ao antígeno novo, tornando os pacientes presas de infecções disseminadas;
sd de imunodefici ncia adquirida34
SD. DE IMUNODEFICIÊNCIA ADQUIRIDA
  • História natural da infecção pelo HIV
    • progride em 7 a 10 anos para AIDS;
    • fase aguda inicial: alto grau de produção do vírus, com sintomas clínicos inespecíficos;
    • fase média crônica: relativa contenção do vírus com latência clínica, mas linfadenopatia generalizada persistente;
    • fase final ou de crise: aumenta a replicação viral, queda de células T CD4+ (menos de 200/l) doença clínica com infecções oportunistas, neoplasias secundárias e doença neurológica;
sd de imunodefici ncia adquirida35
SD. DE IMUNODEFICIÊNCIA ADQUIRIDA
  • Aspectos clínicos
    • homossexual, masculino jovem, usuário de droga intravenosa, febre, perda de peso, linfadenopatia generalizada, diarréia, infecções oportunistas, doença neurológica (90%);
    • pneumonia por P. carinii: 70-80%
    • candidíase da cavidade oral e esôfago: sinal de descompensação;
    • sarcoma de Kaposi.
  • Morfologia:
    • aspectos patológicos característicos das infecções oportunistas;
    • adenomegalias: hiperplasia folicular;
    • após ruptura das células dendríticas foliculares: linfonodos atróficos
amiloidose
AMILOIDOSE
  • deposição de amilóide (substância proteinácea patológica) entre as células de vários tecidos e órgãos;
  • o amilóide comprime as células próximas, atrofiando-as;
  • o amilóide apresenta as proteínas Al (vindas dos plasmócitos) e AA (sintetizada no fígado);
  • pode ser sistêmico ou localizado;
  • amiloidose primária: mais comum, sistêmica do tipo AL, apresenta discrasias do plasmócito, muito relacionada com mieloma múltiplo;
  • amiloidose secundária sistêmica reativa: sistêmica do tipo AA, também chamada secundária, destruição prolongada de células resultantes de processos inflamatórios;
  • amiloidose associada a hemodiálise: deposição de beta2-microglobulina
  • amiloidose heredofamiliar: autossômica recessiva como a febre familiar do Mediterrâneo ou dominante por acúmulo de amilóide em nervos periféricos e autonômicos;
amiloidose37
AMILOIDOSE
  • amiloidose localizada: depósito em apenas um órgão, tipo AL;
  • amilóide endócrino: depósito de amilóide em tumores endócrinos
  • amilóide do envelhecimento: acúmulo de amilóide no coração, pulmões, pâncreas, baço ou cérebro.
  • Morfologia
    • corante vermelho-congo: depósitos de amilóide;
    • órgãos afetados estão aumentados de volume;
    • rim: acúmulo nos glomérulos com espessamento da matriz mesangial e pode progredir com obliteração da luz do capilar;
    • baço: depósito nos folículos esplênicos ou nos seios esplênicos e arcabouço de tecido conjuntivo na polpa vermelha;
    • fígado: depósito no espaço de Disse comprimindo os hepatócitos e sinusóides;
    • coração: paciente idoso (mais de 70 anos), acúmulos subendocárdicos, focais e no interior do miocárdio;
    • outros órgãos
amiloidose38
AMILOIDOSE
  • Correlação clínica:
    • inespecíficas: perda de peso, fraqueza, tonteiras e síncope;
    • específicos: relacionados com os depósitos em cada órgão;
    • renal: proteinúria, insuficiência renal e uremia;
    • cardíaca: insuficiência cardíaca congestiva, arritmias;
    • gastrintestinal: má absorção, diarréia e distúrbios de digestão;
    • prognóstico pobre.