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TEOLOGIA MORAL

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TEOLOGIA MORAL

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  1. TEOLOGIA MORAL Deus criou o homem à sua imagem, à imagem de Deus ele o criou, homem e mulher ele os criou. Deus os abençoou e lhes disse: “Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e submetei-a”. Gn 1,27-28

  2. Teologia Moral o que é? • É um assunto que toca diretamente a nossa vida. Moral tem a ver com os costumes, os comportamentos, as regras que organizam a nossa vida. Assim, a Moral busca dar uma direção clara à vida, traça ideais inspiradores, apresenta os caminhos necessários e/ou possíveis para a felicidade do ser humano. • A Moral é essencialmente prática.

  3. Teologia o que é? • Quando falamos em Teologia, estamos tratando de Deus (=Théos, em grego) através da nossa fala, de nosso discurso (= logia) organizado. • Estamos falando de um encontro do ser humano com Deus, ser humano este que interpreta a sua vida e a realidade toda à luz de Deus. Este encontro só é possível na fé. Sem a experiência da fé, nossa fala vira tagarelice vazia e inútil.

  4. A Teologia Moral é • a parte da Teologia que, à luz da fé em Deus e da fé vivida e celebrada nas nossas comunidades (Igreja), busca apontar o caminho prático de amor e felicidade para o ser humano. • Com isto, quer abrir o caminho para a realização plena das pessoas e da sociedade. O nosso jeito de realizar isso é o de Jesus Cristo que veio pregar a Boa-Nova do Reino de Deus.

  5. JESUS O BOM PASTOR “Eu vim para que todos tenham vida e a tenham em abundância.” Jo 10,10

  6. O agir moral • vem a ser a conjugação, às vezes tensa, outras vezes serena, do divino e do humano, a exemplo de Jesus Cristo. • O sentido profundo do humano, nós o encontramos na medida em que o ser humano se coloca na esfera do Divino.

  7. RESGATE DOS GRANDES REFERENCIAIS • Ethos • Ética • Moral • Alteridade

  8. ETHOS • A palavra ethos vem do grego e conforme é escrita significa “costume”, “caráter”. • Pode tanto significar “residência”, “lugar onde se vive” quanto apontar para o nosso mode de ser no mundo ou “caráter”

  9. MORAL • A palavra moral vem do latim mos-mores e designa os costumes, o comportamento ou as regras que regem nossa vida. • Quando nos esquecemos de nosso ethos, perdemos nossas raízes, e facilmente engolimos “enlatados” de fora, esquecendo-nos da riqueza que temos como povo, a riqueza que vem de nossas raízes.

  10. ÉTICA • É uma palavra que vem do ethos. • Designa os costumes, o comportamento, as regras. • Historicamente no Ocidente cristão, a palavra moral ganhou conotação religiosa e a ética por causa dos filósofos, foi tomando conotação de moral não-religiosa.

  11. ALTERIDADE • Alter = outro. • Supomos um diálogo em o “eu” e o “tu”, entre o “si-mesmo” e o “diverso de si” (o “outro”). • Este encontro sensível com o “outro” nos leva a criar o espaço para que o “tu” também “seja” e “exista” no diferente/diverso/distinto que ele é.

  12. MORAL É... • O conjunto das normas que têm como objetivo a perseverança dos homens na justiça. • É a forma pela qual os homens se tornam crescentemente santos e justos pelas obras; ou seja, o progresso espiritual sob a graça - a cooperação do homem com a vontade e com a obra divina.

  13. OS MANDAMENTOS – Ex 20,1-17 ANTIGA ALIANÇA MOISÉS

  14. 1º mandamento – “amar a Deus sobre todas as coisas” - Proibição de servir a outros deuses. • 2º mandamento – “Não falar o nome de Deus em vão” - Proibição de usar o nome do Deus libertador para acobertar injustiça e opressão.

  15. 3º mandamento – “guardar e santificar o sábado” - Proibição de explorar o trabalho do irmão, tornando-o escravo. • 4º mandamento – “Honrar pai e mãe” - Mostra que a honra é devida em primeiro lugar aos pais e não aos poderes do Estado ou de qualquer outra autoridade.

  16. 5º mandamento – “ Não matar” - É o mandamento central. Não proíbe apenas atentar contra a vida do outro; condena também qualquer sistema social que, pela opressão e exploração, reduz o povo a uma condição sub-humana, levando-o à morte prematura.

  17. 6º mandamento – “Não cometer adultério” – O mandamento não se refere propriamente à castidade e à vida sexual, mas ao respeito pela relação matrimonial: não só é preciso respeitar a própria família, mas respeitar também a família do outro; o adultério destrói a relação familiar.

  18. 7º mandamento – “Não roubar” – Não se trata apenas de atos isolados de roubos entre pessoas; o mandamento condena qualquer sistema social que se estrutura a partir do roubo (= lucro), seja o roubo da força de trabalho (salário mal pago), seja do produto do trabalho (impossibilidade de usufruir do fruto do próprio trabalho), seja ainda do direito ao descanso (lazer).  

  19. 8º mandamento – “Não apresentar falso testemunho” – Não se trata apenas de falar mal dos outros. O mandamento condena a corrupção na administração da justiça, pois este é o único recurso para os pobres e fracos reivindicarem e defenderem seus direitos contra os ricos e poderosos.

  20. 9º e 10º - mandamento – “Não cobiçar as coisas alheias” – Proíbem a cobiça em todos os níveis e formas. Condenam qualquer sistema social que tenha como única meta o ter mais, incentivando espertezas e tramas para se apoderar do que pertence a outros.

  21. NOVA ALIANÇA – JESUS CRISTO • Um novo mandamento: “Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo.” (Mt  22, 34-40)

  22. A IGREJA E A DOUTRINA SOCIAL • A Igreja com a autoridade e o poder a ela confiados por Cristo, aprofunda essa doutrina moral em diversos aspectos. • Como, por exemplo , na questão da pobreza que atinge milhões de pessoas, nos problemas específicos da mulher , dos idosos, dos doentes , dos indígenas, dos jovens e assim sucessivamente.

  23. Os católicos portanto , devem rejeitar o relativismo moral e também a chamada ' moral da situação '; porque efetivamente a sua doutrina possui verdades morais absolutas, dogmáticas, que não estão ao sabor dos modismos que dominam as sociedades, em cada contexto histórico.

  24. A IGREJA REJEITA • O aborto, a eutanásia, o uso de métodos contraceptivos, a clonagem humana, o genocídio, a guerra justa, a pena de morte, a união civil homossexual. • São temas bastante atuais que ocupam posição central nas análises da teologia moral.

  25. A Igreja afirma o seu direito perante o poder civil e o seu dever inalienável, de levar a Boa Nova a todos os homens, e o dever dos homens de perseguir a verdade e de abraçá-la quando a encontrarem.

  26. DOUTRINA SOCIAL DA IGREJA A encíclica "Rerum Novarum" de Leão XIII, serve de parâmentro para todas as demais encíclicas chamadas "sociais".

  27. DEPOIS DO VATICANO II • A Igreja se empenha em um compromisso mais criativo de transformação das estruturas da sociedade. • Dois são os desafios que enfrenta a Igreja nesse período pós-conciliar: a secularização e a pobreza.

  28. CARACTERÍSTICA DA DSI • 1ª. São documentos históricos, que respondem a situações bem concretas. • 2ª. Conteúdo ético, sem querer propor técnicas. É um apelo à conversão. • 3ª. Usa disciplinas diferentes da Teologia. O Magistério não faz afirmações dogmáticas, mas fala com autoridade. • 4ª. Deve ser colocada em prática com a sensibilidade em relaçãoaos pobres.

  29. OS GRANDES PRINCÍPIOS • 1- A dignidade inalienável da pessoa humana, • 2 —A primazia do bem comum. • 3- A primazia da destinação universal dos bens sobre a apropriação individual • 4 — A primazia do trabalho sobre o capital. • 5- O princípio da subsidiariedade. • 6 — O princípio da solidariedade.

  30. BENTO XVI - DOUTRINA SOCIAL Bento XVI recolhe a acusação marxista contra as atividades caritativas da Igreja: “Os pobres não têm necessidade de obras de caridade, mas de justiça”. À Igreja cabe formar a consciência das pessoas e praticar a caridade. Mesmo na sociedade mais justa, “sempre haverá sofrimento que necessita de consolação e ajuda” (Deus caritas est, n. 28).

  31. MISSÃO DA IGREJA E DOUTRINA SOCIAL Evangelização e Doutrina Social • A Igreja, participando das alegrias e esperanças, das angústias e das tristezas dos homens, é solidária com todo homem e com toda mulher, de todo lugar e de todo tempo, e leva-lhes a Boa Nova do Reino de Deus, que com Jesus Cristo veio e vem em meio a eles (GS).

  32. A Igreja é, o sacramento do amor de Deus e, por isso mesmo, da esperança maior, que ativa e sustém todo autêntico projeto e empenho de libertação e promoção humana (Ap 21,3).

  33. A QUEM DESTINA A DOUTRINA SOCIAL DA IGREJA • Ao homem e a mulher a Igreja se dirige com a sua doutrina social. “Perita em humanidade”, a igreja é apta a compreendê-lo na sua vocação e nas suas aspirações, nos seus limites e nos seus apuros, nos seus direitos e nas suas tarefas, e a ter para ele uma palavra de vida que ressoe nas mudanças históricas e sociais da existência humana.

  34. A Igreja com sua doutrina social assume a tarefa de anúncio que o Senhor lhe confiou. Ela atualiza no curso da história a mensagem de libertação e de redenção de Cristo, o Evangelho do Reino.

  35. DOUTRINA SOCIAL PARTE INTEGRANTE DA EVANGELIZAÇÃO • A doutrina social é parte integrante do ministério de evangelização da Igreja. Entre evangelização e promoção humana há laços profundos:

  36. “Laços de ordem antropológica, dado que o homem que há de ser evangelizado não é um ser abstrato, mas é sim um ser condicionado pelo conjunto de problemas sociais e econômicos;

  37. laços de ordem teológica, porque não se pode nunca dissociar o plano da criação do plano da Redenção, um e outro a abrangerem as situações bem concretas da injustiça que há de ser combatida e da justiça a ser restaurada;

  38. laços de ordem evangélica, a ordem da caridade: como se poderia proclamar o mandamento novo, sem promover na justiça e na paz o verdadeiro e autêntico progresso do homem?

  39. IGREJA MESTRA DAS VERDADES DE FÉ • A Igreja tem o direito de ser para o homem mestra de verdades da fé: da verdade não só do dogma, mas também da moral que brota da própria natureza humana e do Evangelho. A palavra do Evangelho, não deve somente ser ouvida, mas também posta em prática (Mt 7,24; Lc 6,46-47; Jo 14,21.23-24; Tg 1,22).

  40. TRÊS NÍVEIS DE REFLEXÃO • o nível fundante das motivações; • o diretivo das normas do viver social; • o deliberativo das consciências, chamadas a mediar as normas subjetivas e gerais nas situações sociais concretas e particulares.

  41. IGREJA SUJEITO DA DOUTRINA • A doutrina social é da Igreja porque a Igreja é o sujeito que a elabora, difunde e ensina. Toda a comunidade eclesial – sacerdotes, religiosos e leigos – concorre para constituir a doutrina social, segundo a diversidade, no seu interior, de tarefas, carismas e ministérios.

  42. MAGISTÉRIO DO PAPA • O Magistério universal do Papa, é integrado pelo Magistério episcopal, que especifica, traduz e atualiza o seu ensino na concretude e peculiaridade das múltiplas e diferentes situações locais. Essa integração exprime de fato a colegialidade dos Pastores unidos ao Papa no ensinamento social da Igreja.

  43. A doutrina social, com efeito, não oferece somente significados, valores e critérios de juízo, mas também as normas e as diretrizes de ação que daí decorrem. • Com a doutrina social, a Igreja não persegue fins de estruturação e organização da sociedade, mas de cobrança, orientação e formação das consciências.

  44. COMUNIDADE PRIMEIRA DESTINATÁRIA DA DOUTRINA • A primeira destinatária da doutrina social é a comunidade eclesial em todos os seus membros, porque todos têm responsabilidades sociais a assumir.

  45. A DOUTRINA SE DESTINA A TODO CRISTÃO • Nas tarefas de evangelização, a saber, de ensinamento, de catequese e de formação, que a doutrina social da Igreja suscita, essa é destinada a todo cristão, segundo as competências, os carismas, os ofícios e a missão de anúncio próprios de cada um.

  46. DESTINAÇÃO UNIVERSAL DA DOUTRINA • A doutrina social tem também uma destinação universal. A luz do Evangelho, que a doutrina social reflete sobre a sociedade, ilumina todos os homens, e cada consciência e inteligência se torna apta a colher a profundidade humana dos significados e dos valores por ela expressos, bem como a carga de humanidade e de humanização das suas normas de ação.

  47. DOUTRINA SOCIAL NO NOSSO TEMPO – ACENOS HISTÓRICOS LEÃO XIII • Suas raízes: nas Sagradas Escrituras; na doutrina dos Padres da Igreja e dos grandes Doutores da Idade Média. • A primeira manifestação por escrito do Magistério é a partir de Leão XIII (1891) com a Encíclica Rerum novarum (Das coisas novas – A questão operária.

  48. Os eventos de natureza econômica que se deram no séc. XIX tiveram conseqüências sociais, políticas e culturais angustiantes. • A questão operária é explorada em todas as suas articulações sociais e políticas, para ser adequadamente avaliada à luz dos princípios doutrinais baseados na Revelação, na lei e na moral natural.

  49. A “Rerum novarum” – • enumera os erros que provocam o mal social, • exclui o socialismo como remédio e expõe, precisando-a e atualizando-a, “a doutrina católica acerca do trabalho, • do direito de propriedade, • do princípio de colaboração contraposto à luta de classe como meio fundamental para a mudança social, • sobre o direito dos fracos, sobre a dignidade dos pobres e sobre as obrigações dos ricos, • sobre o aperfeiçoamento da justiça mediante a caridade, • sobre o direito a ter associações profissionais”.

  50. O tema central • instauração de uma ordem social justa, em vista do qual é necessário especificar critérios de juízo que ajudem a avaliar os ordenamentos sociopolíticos existentes e formular linhas de ação para uma sua oportuna transformação.