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GESTÃO DO CONHECIMENTO COMO MODELO EMPRESARIAL

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  1. GESTÃO DO CONHECIMENTO COMO MODELO EMPRESARIAL Igor Oliveira Johny Dantas Max Mendes

  2. INTRODUÇÃO NAS ULTIMAS TRÊS DÉCADAS, AS ORGANIZAÇÕES BRASILEIRAS PASSARAM A SE CONSCIENTIZAR DA IMPORTÂNCIA DA REVISÃO DOS SEUS MODELOS DE GESTÃO.

  3. INTRODUÇÃO • NAS EMPRESAS PRIVADAS A MOTIVAÇÃO ERA A SOBREVIVÊNCIA E COMPETITIVIDADE NO MERCADO. • NAS EMPRESAS PÚBLICAS A MOTIVAÇÃO ERA ATENDER COM QUALIDADE A PRESTAÇÃO DE SERVIÇO.

  4. INTRODUÇÃO Focando a realidade empresarial brasileira, constata-se que as organizações nacionais, já desenvolvem esforços no sentido de recuperar o tempo perdido que levou a um atraso em relação à situação mundial.

  5. INTRODUÇÃO Este contexto gerou um esforço na busca de novos modelos de gestão empresarial. Á medida que novas idéias e práticas gerenciais surgiam, eram recebidas pelo meio acadêmico e empresarial como “modismos”.

  6. INTRODUÇÃO Assim, idéias e práticas novas, como Qualidade Total, Reengenharia, Gestão Participativa, Terceirização e Alianças Estratégicas, entre outras, precisaram contar com o tempo para ficar claro que as organizações adéquam os seus modelos de gestão muito mais por um processo de evolução contínua do que por rompimento ou substituição dos conhecimentos gerenciais.

  7. INTRODUÇÃO Neste sentido, para identificar e avaliar as características peculiares às novas práticas de gestão empresarial, é preciso analisá-las dentro do contexto histórico de sua evolução e de sua relação com o conjunto de outras práticas gerenciais.

  8. INTRODUÇÃO Surgidas principalmente a partir dos anos 70, são decorrentes ou provocadas por mudanças macro-ambientais que tornaram obsoletas as práticas até anteriormente utilizadas. PEREIRA (1995) desenvolveu um modelo de análise da evolução dos modelos de gestão que contempla três níveis conceituais:

  9. INTRODUÇÃO • Ondas de Transformação • Eras Empresariais • Modelos de Gestão A Figura 1 ilustra esquematicamente o modelo do estudo, abrangendo os três níveis conceituais acima citados

  10. INTRODUÇÃO Dentro destes períodos, foram analisadas as abordagens da Administração, segundo o seguinte esquema: • Durante a 2ª Revolução Industrial, inicia-se, em torno de 1920, a Era da Gestão Empresarial a qual enfatiza a produção em massa, eficiência, qualidade, competitividade. • As duas primeiras Eras, Produção em Massa e Eficiência, correspondem às abordagens tradicionais da Administração, da Escola Clássica à Teoria da Contingência.

  11. INTRODUÇÃO As duas últimas Eras (Qualidade e Competitividade) correspondem às Novas Abordagens da Administração, que são os seguintes: - Administração Japonesa - Administração Participativa - Administração Empreendedora - Administração Holística - Corporação Virtual

  12. Os novos Modelos de Gestão. Administração Japonesa • Segunda potência mundial; • Sofisticação tecnológica; • Valores culturais(pátria, família, trabalho/empresa); • Economia Japonesa destruída no final da II Guerra Mundial.

  13. Os novos Modelos de Gestão. Administração Japonesa Com intervenção dos norte americanos, o Japão volta a conduzir seu próprio destino sete anos pós guerra. Devido os produtos japoneses serem de baixa qualidade, os americanos decidem trazer um especialista em estatística, E. Edwards Deming.

  14. Os novos Modelos de Gestão. Administração Japonesa E. Edwards Deming foi um dos responsáveis por convencer, administradores e operários, que a qualidade era vital para a exportação e que poderiam empreender a mudança.

  15. Os novos Modelos de Gestão. Administração Japonesa A partir de então, as empresas japonesas começam a praticar um conjunto de idéias inovadoras de gestão que passarão a revolucionar o modo de administrar uma empresa.

  16. Os novos Modelos de Gestão. Administração Japonesa As principais práticas são: • Qualidade total • Círculos de Controle de Qualidade • Método “Ringi” de Decisão • Just-in-Time • Kanban • Kaizen • Manufatura Flexível • Keiretsu

  17. Os novos Modelos de Gestão. Administração Japonesa • Qualidade Total (Total QualityControl) sobre o processo de produção (ao invés de focar a qualidade no produto), visando satisfazer a expectativa do cliente; • Círculos de Controle de Qualidade (CQC): grupos informais de trabalhadores que espontaneamente passam a buscar soluções criativas para os problemas da área ou da empresa; • Método “Ringi” de Decisão: trata-se da decisão consensual, obtida através do comprometimento individual com o resultado ou meta decidida pelo grupo.

  18. Os novos Modelos de Gestão. Administração Japonesa • Just-in-Time: integração da empresa com seus fornecedores, permitindo a eliminação de estoques com o suprimento atendido no momento da utilização dos componentes na produção; • Kanban: sistema de programação e controle de produção que visa “enxugar” atividades-meio que não agregam valor ao cliente (supervisão, controles administrativos e outros). A produção é autogerenciada através de cartões ou painéis, permitindo o encadeamento de todas as atividades do processo, “puxando” a produção; • Kaizen: filosofia da melhoria contínua, que objetiva sustentar e garantir a qualidade através de pequenas melhorias no processo;

  19. Os novos Modelos de Gestão. Administração Japonesa • Manufatura Flexível: sistema de produção que permite a fabricação simultânea de vários modelos e especificações de produtos, atendendo demandas individualizadas dos nichos de mercado; • Keiretsu: sistema empresarial caracterizado pela Atuação em redes verticais e horizontais de parceria, Integrando todos os fornecedores da cadeia produtiva através da subcontratação industrial;

  20. Os novos Modelos de Gestão. • Administração Japonesa Quadro comparativo

  21. Os novos Modelos de Gestão. Administração Japonesa Essas e outras características demonstraram as razões que levaram o sucesso da empresa japonesa. Por outro lado, as organizações americanas tem grandes dificuldades para competir neste mesmo período.

  22. Os novos Modelos de Gestão. • Administração Japonesa Esta situação levou a empresa americana (e também as demais empresas ocidentais) a reagirem a partir do final da década de 70 e início da década de 80: tal reação se manifestava pela busca de novos mecanismos de gestão, constatado que aqueles até então praticados estavam exaurindo sua possibilidade de manter aquelas empresas competitivas. Começam a emergir a gestão participativa e a gestão empreendedora.

  23. Os novos Modelos de Gestão. Administração Participativa A participação é muito mais um estilo de gestão do que um conjunto de práticas e mecanismos de gestão. Neste sentido, a sua análise se voltou mais para as formas como se operacionaliza o estilo participativo de gestão.

  24. Os novos Modelos de Gestão. Administração Participativa Segundo MARANALDO (1989, p. 60), “Administração Participativa é o conjunto harmônico de sistemas, condições organizacionais e comportamentos gerenciais que provocam e incentivam a participação de todos no processo de administrar os três recursos gerenciais (Capital, Informação e Recursos Humanos), obtendo, através dessa participação, o total comprometimento com os resultados, medidos como eficiência, eficácia e qualidade.”

  25. Os novos Modelos de Gestão. Administração Participativa Seguindo este conceito, antes de implantar um processo participativo numa empresa, é necessário harmonizar três aspectos: • seus sistemas (produção, comercialização, recursos humanos, administração e finanças, entre outros): se há conflitos de estilos diferentes de gestão entre estes sistemas, é difícil implantar a gestão participativa numa empresa; • condições organizacionais: é preciso flexibilizar a estrutura organizacional, com menor número de níveis hierárquicos e normas mais adaptáveis;

  26. Os novos Modelos de Gestão. Administração Participativa • comportamentos gerenciais: certamente é o mais importante dos três, pois os gerentes serão os principais mobilizadores das pessoas para o processo participativo.

  27. Os novos Modelos de Gestão. Administração Participativa Pilares que sustentam a gestão participativa: • Participação de Todos; • Comprometimento total com os resultados.

  28. Os novos Modelos de Gestão. Administração Participativa • Participação de Todos: Significa que, a princípio, nenhuma pessoa, em qualquer nível hierárquico, deve ser excluída do processo participativo.

  29. Os novos Modelos de Gestão. Administração Participativa • Comprometimento total com os resultados: Garante que cada pessoa está consciente da sua responsabilidade individual com os resultados a serem perseguidos pela equipe ou pela empresa.

  30. Os novos Modelos de Gestão. Administração Participativa Para implantar a gestão participativa, algumas condições devem ser obedecidas: • Quanto ao uso do poder • Os dirigentes, gerentes e colaboradores devem estar conscientes de que o processo é irreversível.

  31. Os novos Modelos de Gestão. Administração Empreendedora A competitividade crescente das empresas japonesas, sobretudo a partir dos anos 70, obrigou as empresas americanas (e mais tarde as européias) a uma atitude de reação.

  32. Os novos Modelos de Gestão. Administração Empreendedora As empresas americanas não acreditavam que o sucesso das empresas japonesas se manteria por muito tempo: viam ainda as empresas japonesas apenas como copiadoras de idéias e de tecnologias.

  33. Os novos Modelos de Gestão. Administração Empreendedora Assim, a partir do início dos anos 80, as empresas americanas já haviam compreendido que o que as empresas japonesas tinham realizado, de fato, era uma “revolução gerencial”. O esforço para mudar tal situação levou ao desenvolvimento do “modelo” de administração empreendedora, cujas origens e principais características são:

  34. Os novos Modelos de Gestão. Administração Empreendedora • Unidades Independentes de Negócios • Equipes Empreendedoras • Alianças e parcerias • Participação nos resultados • Alternativas de carreira

  35. Os novos Modelos de Gestão. Administração Empreendedora O modelo empreendedor de gestão não é o único a desenvolver instrumentos e práticas que estimulam a criatividade e a inovação na empresa; ao mesmo tempo, ele não exige exclusividade quanto à abordagem ou estilo de gestão.

  36. Os novos Modelos de Gestão. Administração Holística A administração holística tem como base que a empresa não pode mais ser vista como um conjunto de departamentos que executam atividades isoladas, mas sim como em conjunto único, um sistema aberto em continua interação.

  37. Os novos Modelos de Gestão. Administração Holística • Diagnóstico da empresa: avaliação do RH, TI, fornecedores, Marca, Imagem, Clima e Cultura. Entender como estão relacionados entre si e dentro da organização. • Análise do meio externo: perceber a situação – política - social – econômica – cultural - tecnológica e concorrência e suas relação com a empresa. • Identificação do “núcleo da empresa”: Mapear os pontos fortes e competências primordiais para o negócio.

  38. Os novos Modelos de Gestão. Administração Holística • Estabelecimento da missão • Reconhecimento dos valores da empresa: Identificar o que ela entende como relevante e que define sua maneira de ser. • Definição das políticas da empresa

  39. Os novos Modelos de Gestão. Administração Holística Quanto à aplicabilidade da administração holística, sem dúvida a principal dificuldade é de natureza cultura, pois a mudança comportamental é radical em relação a outras formas organizacionais mais tradicionais.

  40. Os novos Modelos de Gestão. Computação Virtual A adoção pelas organizações de novos modelos gerenciais, bem como de novas tecnologias de trabalho, está levando a um modelo organizacional visto atualmente como a “empresa do futuro”. Tal visão é decorrente de três aspectos:

  41. Os novos Modelos de Gestão. Computação Virtual • Praticamente todos os novos modelos gerenciais são baseados na filosofia de redução da estrutura formal das organizações, na busca de maior flexibilidade;

  42. Os novos Modelos de Gestão. Computação Virtual • As novas tecnologias de trabalho, sobretudo a informática, estão possibilitando a automação de diversos processos administrativos, fabris, operacionais e comerciais, reduzindo a necessidade de recursos físicos e tornando os processos organizacionais cada vez mais intangíveis e viabilizando o surgimento de produtos virtuais(por exemplo, o MP3, na área da música, ou o e-book, na área editorial);

  43. Os novos Modelos de Gestão. Computação Virtual • Aumento das relações de parceria, seja na busca de foco no negócio essencial da empresa (“core business”), seja pela evolução das operações de logística integrada, através de tecnologia da informação, formando redes de valor (“networks”).

  44. Os novos Modelos de Gestão. Computação Virtual Estas três características combinadas sugerem então o conceito emergente de “empresa ou corporação virtual”.

  45. Os novos Modelos de Gestão. Computação Virtual Tratando-se de um modelo emergente de gestão empresarial, as práticas e instrumentos aplicados por uma corporação virtual ainda não estão consolidados, apesar da rápida evolução propiciada pela tecnologia de informação nos últimos anos.

  46. Os novos Modelos de Gestão. Computação Virtual No entanto, já é possível descrever algumas das principais características que esta práticas estão assumindo, tanto a partir das poucas experiências já existentes, como da evolução prevista para tais organizações:

  47. Os novos Modelos de Gestão. Computação Virtual • Capacidade para entregar, rápida e globalmente, uma grande variedade de produtos sob medida; • Envolvimento dos clientes e fornecedores no desenvolvimento dos produtos (engenharia simultânea); • Sistemas de informações integradas à rede de clientes e fornecedores, levando as empresas a operarem em “networkings”.

  48. Dado É informação bruta, descrição exata de algo ou de algum evento. Os dados em si não são dotados de relevância, propósito e significado, mas são importantes porque são a matéria- prima essencial para a criação da informação.

  49. Informação “Dados com significado, relevância e propósito.”(Drucker apud Davenport, 1998)