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Impactos Sanitários dos Campos Eletromagnéticos não Ionizantes e a Necessidade de Adotar-se o Princípio da Precaução

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Impactos Sanitários dos Campos Eletromagnéticos não Ionizantes e a Necessidade de Adotar-se o Princípio da Precaução - PowerPoint PPT Presentation


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Impactos Sanitários dos Campos Eletromagnéticos não Ionizantes e a Necessidade de Adotar-se o Princípio da Precaução. Francisco de Assis F. Tejo, D.Sc (UAEE-CEEI-UFCG). Seminário sobre Radiações não Ionizantes, a Saúde e o Ambiente Ministério Público do RS

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Presentation Transcript
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Impactos Sanitários dos Campos Eletromagnéticos não Ionizantes e a Necessidade de Adotar-se o Princípio da Precaução

Francisco de Assis F. Tejo, D.Sc (UAEE-CEEI-UFCG)

Seminário sobre Radiações não Ionizantes, a Saúde e o Ambiente

Ministério Público do RS

Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Departamento de Engenharia Elétrica

Porto Alegre, RS, 18 e19 de maio de 2009

premissa
Premissa

As opiniões e conclusões apresentadas nesta palestra refletem,

tão somente, a pesquisa idependente do autor sobre o tema.

O material aqui apresentado representa conclusões baseadas em

evidências extraídas da literatura científica e em opiniões do au-

tor, apenas, não refletindo, necessariamente a posição da Uni-

versidade Federal de Campina Grande.

F. A. F. Tejo (UFCG)

pre mbulo
Preâmbulo

Durante o século passado a eletricidade tornou-se a força propul-

sora da civilização, apesar de todo o mistério que ainda envolve

essa forma de energia. Não se sabe, exatamente, até que ponto os

processos biológicos são influenciados pelos campos eletromag-

néticos que emanam, virtualmente, de qualquer aparato elétrico

e interagem,especialmente com o cérebro – um órgão elétrico

por excelência, extraordinariamente complexo e sensível – em

decorrência da exposição prolongada a esses campos.

F. A. F. Tejo (UFCG)

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A Natureza dos campos EM (#1)

Campo elétrico Relações Campo magnético

E ou D Constitutivas H ou B

H

E

E

E

Equações de Maxwell

H

k

F. A. F. Tejo (UFCG)

natureza dos campos em 2
Natureza dos campos EM (#2)

Um fio condutor percorrido

por uma corrente elétrica I

gera, em torno dêle, um cam-

po elétrico radial (E) e um

campo magnético envolvente

(H).

O campo E sai de cargas po-

sitivas e entra em negativas.

O sentido do campo H é dado

pela regra da mão direita.

[E]=V/m; [H]=A/m

[I]=A

F. A. F. Tejo (UFCG)

campo el trico apenas
Campo elétrico apenas

Ao conectarmos o abajur à tomada,

aplicamos uma voltagem de 220 V

entre a tomada e os terminais da

lâmpada, gerando apenas um cam-

po elétrico E radial, em torno dos

condutores.

A unidade de voltagem ou diferen-

ça de potencial é o Volt (V).

A unidade de campo elétrico é o

Volt/metro (V/m).

F. A. F. Tejo (UFCG)

campo el trico e campo magn tico
Campo elétrico e campo magnético

Quando ligamos o interruptor do abajur, a tensão aplicada faz com que circule uma cor-

ente através da lâmpada. Essa

corrente cria um campo mag-

nético H em torno dos condu-

tores, além do campo E.

A unidade de campo magné-

tico é o Ampère/metro (A/m).

F. A. F. Tejo (UFCG)

campos el trico e magn tico de lt de 60 hz
Campos elétrico e magnéticode LT de 60 Hz

Uma LT é uma linha aérea de al-

ta tensão, com níveis entre 220 e

750 kV, dotadas, em geral, de 2

circuitos trifásicos e operando

em 50/60 Hz.

As figuras ao lado ilustram a dis-

tribuição de campo magnético e

elétrico, respectivamente, obti-

das por simulação computacio-

nal.

F. A. F. Tejo (UFCG)

campo magn tico de lt de 60 hz
Campo magnéticode LT de 60 Hz

A indução magnética B depende:

da corrente: 700 < I < 4000 A

da desobstrução: mínima de 7,6 m para

400 kV e normalmente > 8 m.

O ponto de máxima indução magnética

ocorre, normalmente, na metade do vão,

no ponto mais baixo da catenária.

O limiar do IARC para associação fraca entre B e leucemia infantil, é de 0,25 T

ou 2,5 mG.

Limites ICNIRP/ANEEL:

Ocupacional: 416,67 T ou 4166,7 mG !

Público: 83,3 T ou 833 mG !

F. A. F. Tejo (UFCG)

exposi o a campos de baixas freq ncias
Exposição a campos de baixas freqüências

Campos elétricos e mag-

néticos de 60 Hz indu-

zem correntes elétricas

sutis em organismos vi-

vos. As linhas traceja-

das mostram as direções

das correntes induzidas,

paralelas ao campo E e

perpendiculares ao cam-

po H, respectivamente. (Levitt, 1995)

F. A. F. Tejo (UFCG)

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Histórico dos Padrões de Exposição Humana
  • 1953 – US/Navy observa cataratas em cães expostos e
  • doenças em operadores de radar: adota limite
  • ocupacional de 10.000 W/cm2.
  • 1958 – USSR observa efeitos biológicos de baixas inten-
  • sidades em animais e no homem: adota limite
  • ocupacional de 10 W/cm2.
  • 1966 – ASA (atualmente ANSI): adota limite ocupacio-
  • nal de 10.000 W/cm2.
  • 1971 – Projeto Pandora analisa problemas de saúde de
  • funcionários da embaixada americana em Mos-
  • cou, irradiados durante anos a 10-15 W/cm2.
  • Governo mantém limite de 10.000 W/cm2.

F. A. F. Tejo (UFCG)

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Histórico dos Padrões de Exposição Humana
  • 1976 – ANSI reitera limite ocupacional de 10.000 W/cm2.
  • 1977 – Livro de P. Brodeur denuncia que as Forças Arma-
  • das americanas ocultam estudos, a fim de proteger
  • investimentos em radar.
  • 1979 – USSR adota limite de 1 W/cm2 para o público em
  • geral.
  • 1982 – ANSI adota limite ocupacional de 1000 W/cm2.
  • 1985 – FCC adota limite de 1000 W/cm2 para o públi-
  • co em geral.
  • 1986 – NCRP adota limite de 200 W/cm2 para o públi-
  • co em geral.
  • 1992 – ANSI adota limite de 200 W/cm2 para o públi-
  • co em geral.

F. A. F. Tejo (UFCG)

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Histórico dos Padrões de Exposição Humana
  • 1996 – FCC adota limite de 200 W/cm2para o público
  • em geral. Espera mudanças nos limites de expo-
  • sição no futuro.
  • 1998 – ICNIRP: publica suas diretrizes e adota limite
  • ocupacional de 5000 W/cm2 e de 1000 W/cm2
  • para o público em geral.
  • 1999 – ANATEL adota provisoriamente as diretrizes
  • da ICNIRP.
  • 2002– ANATEL incorpora as diretrizes da ICNIRP na
  • Resolução 303, em 02/07/2002, para a faixa de
  • 9 kHz – 300 GHz.

F. A. F. Tejo (UFCG)

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Níveis de referência de campo elétrico

Diretrizes da ICNIRP

F. A. F. Tejo (UFCG)

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Introdução
  • A exposição prolongada de um sistema biológi-
  • co (corpo, órgão, tecido e célula) a CEMNIs, suscita considerações biomédicas relacionadas com os seguintes fatores:
  • intermitência da exposição;
  • periodicidade da exposição recorrente;
  • exposição simultânea a múltiplos campos;
  • idade no começo da exposição
  • considerações étnicas e geo-patológicas,
  • os quais podem determinar a susceptibilidade de um indivíduo ao agente ambiental considerado.

F. A. F. Tejo (UFCG)

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O Espectro Eletromagnético

Freqüência de um campo eletromagnético (EM) variável no

tempo, é o número de oscilações por segundo. É medida

em Hz (1 Hz = 1 ciclo por segundo).

  • Radiações ionizantes:
  • UV,Raios X, Raios γ e radiação nuclear
  • 1016 - 1022 Hz (ou 300 - 0.0003 Å)
  • Radiações não-ionizantes:
  • Luz visível: 1014 - 1016 Hz (300 - 0.0003 Å)
  • MW: 0,3 - 300 GHz (Celular, HDDTV)
  • VHF: 30 - 300 MHz (rádio FM e TV)
  • HF: 3 - 30 MHz
  • MF: 300 - 3000 kHz
  • LF: 30 - 300 kHz
  • VLF: 3 - 30 kHz
  • VF: 300 - 3000 Hz (voz)
  • ELF: 30 - 300 Hz (transm./distr./industrial)
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Radiação Ionizante x Não Ionizante
  • Uma radiação eletromagnética de fre-
  • qüência ν, tem associado com ela um
  • Fóton, de energia W=hν (eV), onde
  • h=6.626 x 10-34Jsé a constante de Planck.
  • Microondas: 300 MHz ν 300 GHz
  • 1.24 x 10-6eV W 1.24 x 10-3eV

W=hν

  • Energia de ionização: W=eφ, onde φ é o primeiro potencial
  • de ionização.
  • Carbono: W = 11,26 eV
  • Hidrogênio: W = 13,59 eV
  • Oxigênio: W = 13,62 eV
  • Nitrogênio: W = 14,53 eV
  • Limiar biológico: 13.6 eV ν 3,3x1015 Hz
  • λ 912 Å (UV)
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Campos EMNI Naturais X Artificiais (#1)
  • O ambiente EM terrestre natural não
  • inclui componentes significativas de
  • RF (30 kHz-300 MHz) nem MW
  • (300-3000 MHz).
  • Explosão das estações de difusão de
  • rádio e TV, redes rádio-telefônicas,
  • telefones sem fio e celulares produ-
  • ziu uma densidade de energia de RF
  • e MW, no ambiente, milhões de vezes
  • mais elevada do que os níveis natu-
  • rais (energia solar, tempestades, etc.).
  • Valor típico: 1 W/cm2 (E=4 V/m)
  • Situação: >3 bilhões de celulares
  • no mundo, em 2008 e > 120 milhões,
  • no Brasil, atualmente !
  • Número de celulares já é mais que
  • o dobro do de fixos!

ELF

MW

ELF

MW

ELF/MW

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Campos EMNI Naturais X Artificiais (#2)
  • Tempo relativamente curto de exposição aos CEMs tecnológicos: não desenvolvemos imunidade evolucionária, contra efeitos adversos diretos, nem contra interferências com processos EM naturais, tais como a Ressonância de Schumann. [Polk, 1982], [König, 1974]
  • O cérebro dos mamíferos contém umarede PLLcapaz de detectar e reagir a sinais ELF[Ahissar et al., 1997] e, portanto, se comporta como umreceptor FM sintonizado. [Motluk, 1997]

Ressonância de Shumann EEG (estado de alerta) típico, com

diária típica. superposição dos picos de resso-

nância de Schumann.

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Células e Membranas Celulares (#1)
  • Suspensão celular: partículas condutoras dispersas em um
  • meio dielétrico.
  • Ex.: sanguea 3 GHz e 35° C.
  • Dimensões celulares: 10 a 100 µm, diversas formas.
  • Constituintes: proteínas+lipídios+glucídeos+DNA/RNA.
  • Sub-estruturas: MC+LIC+mitocôndrias+núcleo.
  • MC: dupla camada de fosfolipídeos semifluidos, espess.
  • aprox. 10 nm, c/ molécs. de proteína engastadas (canais).
  • Função: proteção/controle ativo das trocas iônicas e mole-
  • culares entre o LIC e o LEC, através dos canais iônicos.
  • dupla camada de cargas superficiais, isto é,
  • a MC equivale a um capacitor em || com um
  • resistor de fuga (íons cruzando a MC).

F. A. F. Tejo (UFCG)

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Células e Membranas Celulares (#2)

A MC protege um inte-

rior organizado que par-

ticipa de reações bio-

químicas essenciais.

Observe-se a hélice-

do aparelho transdutor de sinal, com seus receptores em forma de “Y”.

A superfície externa da MC e seus receptores e canais iônicos,

têm carga negativa, enquanto que o interior é positivamente car-

regado, estabelecendo um potencial de membrana. Um mensagei-

ro positivo, penetrando por um receptor “Y” dahélice- , inicia

um processo de amplificação, com um ganhoda ordem de

a , resultando numa avalanche de mensageiros secundários

para o interior da célula.

F. A. F. Tejo (UFCG)

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Células e Membranas Celulares (#3)

Uma estrutura que auxilia a regular a atividade celular, é o canal

iônico gatilhado a tensão, que atua como um verdadeiro transis-

tor, regulando as correntes iônicas para os diversos tipos de

ions da célula [Catterall, 1992]. O principal destes é o , oni-

presente, e que desempenha uma série de funções de comuni-

cação e regulação celular. Ele atua primeiro como transdutor de

sinal e, em seguida, como mensageiro. [Bawin and Adey, 1976].

slide23
Células e Membranas Celulares (#4)

Junções de hiato são pontes de seis proteínas entre células con-

tíguas, fundamentais para a comunicação intercelular, necessá-

ria para coordenar a sua regulação. A sua abertura e fechamento

é controlada pelo ion cálcio.

Como os sinais de RF/MW têm ummaior acoplamentodo que os

campos ELF, então é mais provável que eles alterem as funções

da junção de hiato, emintensidades muito menoresdo que as

de sinais ELF CW.

A alteração do ion cálcio na

glândula pineal é, então, um

mecanismo plausível para re-

dução da melatonina.

Assim,estes dois efeitos su-

gerem fortemente ocaráter

genotóxico da REMNI!

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Junção de hiato e aberrações cromossômicas

1.Fluxo da junção de hiato, em função da intensidade de

campo magnético de 50 Hz [Li et al., 1999].

2. Aberrações cromossômicas em células de hamster chinês

V79, expostas a 30 mW/ , em 7.7 GHz, sob condições

isotérmicas (22 0.4 °C) sendo, portanto, um efeito

atérmico. [Garaj-Vrhovac, Horvat and Koren, 1991].

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Morte celular

Quando os cromossomos são danificados, as células assassinas

naturais do SI eliminam as células defeituosas. Alternativamente,

as células podem entrar em apoptose (suicídio programado).

Garaj-Vrhovac, Horvat e Koren encontraram uma diminuição na

taxa de sobrevivência e um aumento na mortalidade, segundo

uma relação de dose-resposta bem definida.

A diretriz ICNIRP para f >2 GHz

é de e de ,

respectivamente, para o público

em geral e para os trabalhadores.

Mesmo um nível 100 vezes me-

nor do que o primeiro, durante 60

minutos, mata 28% das células e

8% delas, durante 30 minutos!

F. A. F. Tejo (UFCG)

absor o no c rebro em fun o da freq ncia
Absorção no cérebro em função da freqüência

O gráfico representa a absorção

normalizada no cérebro, em

função da freqüência

Observa-se o crescimento mais

acentuado a partir de 800 MHz.

A explicação para isto é a resso-

nância com as dimensões da ca-

beça, para freqüências acima de

700 MHz!

F. A. F. Tejo (UFCG)

absor o no c rebro versus tipo de tecnologia
Absorção no cérebro versus tipo de tecnologia

A simulação revela, ainda, que

a absorção de radiação no cére-

bro (massa cinzenta) é bastan-

te maior para os aparelhos

da tecnologia PCS (Personal

Communication System), que

incluem, além de comunicação

de voz, recursos multimídia ca-

da vez mais sofisticados.

F. A. F. Tejo (UFCG)

exposi o de nemat ides a n veis muito baixos de campos eletromagn ticos
Exposição de “Nematóides” a Níveis Muito Baixos de Campos Eletromagnéticos

O grupo liderado pelo Dr. David de Pomerai da Universidade de Nottingham, mostrou que a exposição prolongada de “nematoides” a níveis muito baixos de campos eletromagnéticos (SAR da ordem de 0,001 mW/g, em 750 MHz) causam danos em determinadas proteínas. Dr. de Pomerai sugere que “os atuais limites de exposição para os equipamentos de microondas podem necessitar revisão”. [Pomerai et al., 2000]

F. A. F. Tejo (UFCG)

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Alterações na Barreira Hemato-Encefálica(BBB-Blood-brain Barrier) em Níveis Muito Baixos de Campos Eletromagnéticos

Os Drs. L. Salford (neurocirurgião) e B. Persson (biofísico) da Universidade de Lund na Suécia mostraram que níveis muito baixos de exposição (SAR = 0,002 W/Kg, durante somente 2 hs) podem alterar a BBB, permitindo que substancias químicas penetrem em neurônios no córtex, no hipocampo e em gânglios basais do cérebro. Esta alteração permanecia ainda evidente 4 semanas após uma única exposição de 2 hs., mesmo naquelesníveis baixíssimos de SAR.[NIEHS, 2003]

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quebras simples e duplas de fitas da mol cula de dna
Quebras Simples e Duplas de Fitas da Molécula de DNA

Foram observadas quebras simples e duplas nas fitas de mo-

léculas de DNA expostas a sinais pulsados (pulsos de 2 µs de

duração e taxa de repetição de 500 pulsos/s) e a sinais CW

de 2.450 MHz, com densidade de potência média de

2 mW/cm2, resultando numa taxa de absorção específica –

SAR – de 1.2 W/kg. [Lai and Singh, 1996]

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Tumores no cérebro: O Estudo de Hardell

Dr. Lennart Hardell, do Örebo Medical Center, Örebo, Suécia : “A antena do celular, em uso normal, é posicionada próximo ao ouvido, sendo que se observam “hot-spots” (áreas de concentração de energia) nos lobos “temporal” e “occipital” do cérebro”. Hardell observou que os usuários de telefones celulares apresentavam uma probabilidade 2,5 vezes maior para desenvolver tumores nestes lobos, no lado da cabeça onde o aparelho era normalmente operado. Isto se repete tanto para aqueles que usam o fone do lado direito ou esquerdo da cabeça. Hardell não observou aumento de risco para os lobos frontal e parietal, que estão mais afastados da [Hardell et al., 1999]

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Taxas de mortalidade por câncer de encéfalo no Brasil entre 1979 e 1999(Fonte: Divisão de Epidemiologia e Vigilância do Min. da Saúde, INCA, e IBGE, p.e.o. Dr. C.E.C.Abrahão, Covisa, Campinas, SP)Esquerda: homens Direita: mulheres

F. A. F. Tejo (UFCG)

dados do inca
Dados do INCA

Estatísticas das taxas de mortalidade por câncer em São Paulo 1979-99

esquerda: todos os tipos; direita: encéfalo (homens)

F. A. F. Tejo (UFCG)

dados do inca atualizados
Dados do INCA atualizados

F. A. F. Tejo (UFCG)

o estudo de naila alemanha 1
O estudo de Naila (Alemanha) #1
  • Área de estudo: Naila
  • População: 9.472 hab. (52,6 % M
  • e 47,4 % H)
  • Diferenças sociais e étnicas muito
  • pequenas ( 4% estrs. em 1994)
  • Não há indústria pesada na cidade
  • Operação das antenas: Set. 1993
  • Tecnologia: GSM c/ 15 dBW por
  • canal (31,6 W/canal)
  • Freqüência: 935 MHz
  • Tilt: 6 graus

F. A. F. Tejo (UFCG)

o estudo de naila alemanha 2
O estudo de Naila (Alemanha) #2
  • Período do estudo: 1994-2004
  • Suporte financeiro: recursos próprios do município
  • Grupo exposto: residentes a menos de 400 m das torres
  • Grupo controle: residentes a mais de 400 m das torres
  • Tempo de exposição: aproximadamente 90.000 horas
  • Conclusão:
  • Risco de câncer 3 vezes maior para o grupo exposto, em comparação com o grupo controle; grupo exposto adoe-
  • ceu 8 anos mais cedo
  • Não é mais possível supor que não existe relação causal entre exposição a RF e aumento de casos de câncer.

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o estudo de netanya israel 1
O estudo de Netanya (Israel) #1
  • Dados da antena: 10 m de altura, Pmax = 1500 W e fre-
  • qüência de 850 MHz;
  • Início do estudo: julho de 1997;
  • Início da exposição: julho de 1996;
  • Grupo exposto (A): 622 residentes, durante 3 a 7 anos,
  • nas proximidades da ERB;
  • Grupo controle (B): 1222 residentes com características
  • sócio-econômicas similares às do grupo A;
  • Motivação: surgimento de 8 casos de câncer em 1 ano,
  • contra 2/1222 registrados em clínica próxima da área B
  • e 31/1000/ano na população em geral.

F. A. F. Tejo (UFCG)

o estudo de netanya israel 2
O estudo de Netanya (Israel) #2
  • Período do estudo: 1997-2004;
  • Grupo exposto (A): residentes a menos de 350 m da torre;
  • Grupo controle (B): residentes a mais de 350 m da torre;
  • Resultados:
  • Risco relativo de 4,15 vezes maior na área A do que na
  • população como um todo;
  • Taxas relativas de câncer entre as mulheres expostas foi
  • de 10,5 vezes maior (p<0.0001), contra 0,6 da área B e 1
  • em toda a cidade.
  • Conclusão: existe associação entre residir próximo de
  • ERB e aumento na incidência de câncer.

F. A. F. Tejo (UFCG)

o projeto reflex
O Projeto REFLEX
  • Projeto REFLEX (Risk Evaluation of Potential Environmental Hazards from Low Energy Electromagnetic Field (EMF) Exposure Using Sensi- tive in vitro Methods) [REFLEX, 2004]
  • Patrocínio: CE Duração: 4 anos Custo: € 3.149.621,00
  • Objetivos: Identificar mecanismos básicos para explicar possível cau-

salidade CEM/doença, utilizando modernas técnicas da toxicologia e

da biologia molecular in vitro e plataformas laboratoriais uniformes.

  • Resultados:
  • Os CEM-ELF tiveram efeitos genotóxicos (alterações da expressão do DNA) em culturas celulares primárias de fibroblastos (células básicas do tecido conjuntivo) humanos e em outras linhas celulares;
  • Os CEM-RF produziram efeitos genotóxicos em células de fibroblas-

tos, granulosas e HL60, com SAR entre 0,3 e 2 W/kg, com aumento

significativo na quebra das fitas simples e duplas do DNA e na fre-

quência de micronúcleos (fragmentos de DNA no sangue).

F. A. F. Tejo (UFCG)

slide45
Encontra efeito

Não encontra efeito

Fundos da Indústria

22 (34%)

43 (66%)

65

Fundos Independentes

49 (77%)

15 (23%)

64

71

58

Efeitos Não Térmicos dos Telefones Celulares:

Levantamento dos Estudos Biológicos Publicados

(fonte: CWTI, p.e.o. Libby Kelley )

F. A. F. Tejo (UFCG)

conclus es 1
Conclusões (#1)
  • Os limites de exposição das diretrizes da ICNIRP não con-
  • sideram exposições prolongadas a CEMNI, conforme esta-
  • belecido no documento original, na seção “BASE PARA
  • LIMITAR A EXPOSIÇÃO” [ICNIRP, 1998]:
  • “... A indução de câncer devido a exposição prolongada a
  • CEM não foi considerada como estabelecida e, assim, es-
  • tas diretrizes são baseadas em efeitos agudos, de curta du-
  • ração sobre a saúde, tais como estimulação de músculos e
  • nervos periféricos, choques e queimaduras pelo contato
  • com objetos condutores e temperaturas elevadas do tecido,
  • resultante da absorção de energia durante a exposição a
  • CEM. ...”

F. A. F. Tejo (UFCG)

conclus es 2
Conclusões (#2)
  • Ao justificar a exclusão de qualquer efeito não-térmico na
  • formulação de suas Diretrizes de Segurança, a ICNIRP con-
  • clui:[ICNIRP, 1998]
  • “... Geralmente, a literatura sobre efeitos atérmicos de cam-
  • pos eletromagnéticos modulados em amplitude é tão com-
  • plexa, a validade dos resultados divulgados tão mal estabe-
  • lecida e a relevância dos efeitos sobre a saúde humana é tão
  • incerta, que é impossível usar este volume de informação
  • como uma base para definir limites de exposição humana
  • a esses campos. ...”

F. A. F. Tejo (UFCG)

conclus es 3
Conclusões (#3)
  • Deve-se ressaltar que isto não é equivalente a denegar a
  • existência de influências não-térmicas deste tipo de radia-
  • ção, ou seu potencial de provocar reações sanitárias adver-
  • sas – como freqüentemente apregoado pela Indústria de
  • Telefonia Móvel – mas simplesmente que, na visão da
  • ICNIRP, tais efeitos não podem ser usados como uma base
  • para estabelecer limites de exposição [Hyland, 1998]

F. A. F. Tejo (UFCG)

conclus es 4
Conclusões (#4)
  • Dr. Neil Cherry (Lincoln University, NZ), em um
  • recente relatório, concluiu:
  • A REM de ERBs, provavelmente, aumentará a incidência de abortamentos, câncer, doenças neurológicas, cardíacas e morte.
  • A REM dos telefones celulares, provavelmente, aumentará a incidência de doenças neurológicas e tumores cerebrais, nos próximos 10 a 20 anos.
  • Os problemas apontados continuarão a se agravar, a menos que sejam tomadas as medidas necessárias para reverter esta tendência, tal como reduzir a potência (ou aumentar a distância) a níveis tecnicamente possíveis e só instalar novas ERBs em locais que produzam exposições residenciais extremamente reduzidas.

F. A. F. Tejo (UFCG)

o conceito de sa de da oms
O Conceito de Saúde da OMS

“Saúde é um estado de completo bem-estar físico,

mental e social e não meramente a ausência de

doença ou enfermidade”

(Preâmbulo à Constituição da OMS, adotada pela

Conferência Internacional de Saúde, N. York,

19-22 de junho de 1946, entrando em vigor em

7 de abril de 1948)

Esta definição nunca foi emendada até hoje!

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o princ pio da precau o
O Princípio da Precaução

O Princípio da Precaução é um novo modo de pensar sobre a proteção ambiental ou à saúde pública, principalmente contra a permanência da exposição a situações e agentes de risco em longo prazo. Ele nos desafia a fazer mudanças fundamentais no modo como permitimos e restringimos danos e agravos.

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o princ pio da precau o52
O Princípio da Precaução
  • Uma das mais importantes expressões do Princípio da Precaução, internacionalmente falando, é a Declaração do Rio da Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento, de 1992, também conhecida como Agenda 21, quando afirma: “Com o fim de proteger o meio ambiente, os Estados devem aplicar amplamente o princípio da precaução, conforme as suas capacidades. Quando haja perigo de dano, grave ou irreversível, a falta de uma certeza absoluta não deverá ser utilizada para postergar-se a adoção de medidas eficazes, em função do custo, para impedir a degradação“

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recomenda es 1
Recomendações (#1)
  • Considerando:
  • Adesão do Brasil desde a ECO’92 no Rio;
  • Minimização de possíveis riscos à saúde devido a exposições
  • prolongadas;
  • Se não há provas conclusivas de que a exposição prolongada a
  • CEMNI pode acarretar agravos à saúde, também não as há em
  • sentido contrário;
  • Inexistência de pré-testes e pós-testes com relação aos dispositi-
  • vos emissores de CEM comercializados no país;
  • Viabilidade técnica, operacional e financeira das operadoras.
  • Recomenda-se adotar o Princípio da Precaução

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cita o
Citação

“[…] o meio ambiente não é mais uma abstração, mas, principalmente, o espaço onde vivemos seres humanos e do qual depende a sua quali-

dade de vida e a sua saúde, aí legadas para as

futuras gerações.”

Cour Internationale de Justice, “Licéité de la me-

nace ou de l’emploi d’armes nucléaires”, (item 29), Recueil, 1996.

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slide55
Prof. Francisco de Assis F. Tejo

UAEE-CEEI-UFCG

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refer ncias bibliogr ficas 1
Referências Bibliográficas (#1)
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  • Motluk, A., 1997: "Radio head: The brain has its own FM receiver". New Scientist, 25 October 1997, p17.
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  • Schwan, H.P., 1985: "Biophysical principles of the interaction of ELF fields with living matter". Publ. Plenum Press, New York.

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refer ncias bibliogr ficas 2
Referências Bibliográficas (#2)
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  • Environmental Health Perspectives, NIEHS- National Institute of Environmental Health Sciences, April, 2003 doi:10.128/ehp.6039 e Microwave News,vXXIII, n1, Jan/Feb. 2003, p.1.

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