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Materiais Não Metálicos TM334 Aula 04: Estruturas Poliméricas. Prof. Felipe Jedyn DEMEC – UFPR. Estruturas Poliméricas Introdução. De acordo com SMITH, etimologicamente , a palavra polímero significa “ muitas partes ” .

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materiais n o met licos tm334 aula 04 estruturas polim ricas

Materiais Não MetálicosTM334Aula 04: Estruturas Poliméricas

Prof. Felipe Jedyn

DEMEC – UFPR

estruturas polim ricas introdu o
Estruturas PoliméricasIntrodução
  • De acordo com SMITH, etimologicamente, a palavra polímero significa “muitas partes”.
  • Um material polimérico pode ser considerado como constituído por muitas partes, ou unidades, ligadas quimicamente entre si de modo a formar um sólido.
  • Os plásticos constituem um grupo muito vasto e variado de materiais sintéticos, que são processados por enformaçãoou moldagem, de modo a adquirirem uma determinada forma.
  • Tal como existem muitos tipos de metais, como o alumínio e o cobre, também existem muitos tipos de plásticos, como o polietileno e o nylon.
estruturas polim ricas introdu o1
Estruturas PoliméricasIntrodução
  • Dependendo do modo como estão ligados quimicamente e estruturalmente, os plásticos podem ser divididos em duas classes:
    • termoplásticos ou;
    • termoendurecíveis.
  • Os elastômeros ou borrachas podem sofrer grandes deformações elásticas, quando se lhes aplica uma força e voltam à forma inicial (ou quase) ao ser retirada essa força.
estruturas polim ricas introdu o2
Estruturas PoliméricasIntrodução
  • Os polímeros naturais, derivados dos animais e plantas vem sendo usados há séculos. Entre eles, estão incluídos a madeira, a borracha, algodão, lã, couro e seda.
  • Outros polímeros naturais, como as proteínas, as enzimas, os amidos e a celulose são importantes em processos biológicos e fisiológicos, nas plantas e nos animais.
  • O avanço científico permitiu determinar as moléculas para cada tipo de polímero e então sintetizar numerosos polímeros a partir de moléculas orgânicas pequenas.
estruturas polim ricas introdu o3
Estruturas PoliméricasIntrodução
  • A partir do final da segunda guerra mundial, a síntese dos polímerosrevolucionou a fabricação de polímeros sintéticos.
  • Os materiais sintéticos podem ser produzidos de maneira barata, e as suas propriedades podem ser administradas num nível em que muitas delas são superiores às suas contrapartidas naturais.
  • Temos plásticos com propriedades satisfatórias e custo baixo substituindo madeira e metal em diversas aplicações.
  • Da mesma forma que os Metais e Cerâmicas, a estrutura dos polímeros dita, em grande parte, as propriedades desta classe de materiais.
estruturas polim ricas mol culas de hidrocarbonetos
Estruturas PoliméricasMoléculas de Hidrocarbonetos
  • A maioria dos Polímeros possuem origem orgânica.
  • Muitos materiais orgânicos são hidrocarbonetos (compostos H e C).
  • As ligações intramoleculares são covalentes:
    • C possui 4 elétrons que podem participar em ligações covalentes.
    • H possui 1 elétron de ligação.
  • Ligação covalente única ou simples  cada um dos dois átomos de ligação contribui com umelétron (metano CH4).
estruturas polim ricas mol culas de hidrocarbonetos1
Estruturas PoliméricasMoléculas de Hidrocarbonetos
  • As ligações duplas e triplas entre dois átomos de Carbono envolvem o compartilhamento de 2 e 3 pares de elétrons, respectivamente
    • Etileno C2H4 carbono com ligação dupla e cada átomo de C ainda tem ligação simples com dois átomos de H.
    • Acetileno C2H2 ligação tripla.
estruturas polim ricas mol culas de hidrocarbonetos2
Estruturas PoliméricasMoléculas de Hidrocarbonetos
  • Moléculas com ligações covalentes duplas e triplas são ditas Insaturadas.
    • Cada átomo de Carbono não está ligado ao número máximo de outros átomos que é possível (ou seja, quatro).
    • Ligação dupla (composta por duas ligações simples)  Uma transferência na posição ao redor do átomo de C de uma dessas ligações simples
      • permite a adição de um outro átomo ou grupo de átomos para a molécula original.
estruturas polim ricas mol culas de hidrocarbonetos3
Estruturas PoliméricasMoléculas de Hidrocarbonetos
  • Hidrocarboneto onde todas as ligações são simples são os saturados.
    • Nenhum átomo adicional pode ser unido sem a remoção de um outro que já esteja ligado.
    • Alguns dos hidrocarbonetos simples pertencem a família das parafinas.
  • Em seguida, moléculas da família da Parafina.
estruturas polim ricas mol culas de hidrocarbonetos4
Estruturas PoliméricasMoléculas de Hidrocarbonetos
  • Em seguida, moléculas da família da Parafina.
estruturas polim ricas mol culas de hidrocarbonetos5
Estruturas PoliméricasMoléculas de Hidrocarbonetos
  • Ligações covalentes em cada molécula:
    • fortes.
  • Entre as moléculas:
    • fracas (ligações de H e van der Waals)  ponto de fusão e ebulição BAIXOS.
    • Aumento do peso molecular  aumento na temperatura de ebulição.
estruturas polim ricas mol culas de hidrocarbonetos6
Estruturas PoliméricasMoléculas de Hidrocarbonetos
  • Os hidrocarbonetos com mesma composição podem apresentar diferentes arranjos atômicos
    • fenômeno conhecido por Isomerismo.
  • À seguir vemos a molécula do Butano e do Isobutano, bem como alguns dos diversos grupos de moléculas orgânicas.
mol culas de hidrocarbonetos
Moléculas de Hidrocarbonetos
  • Algumas propriedades físicas dos hidrocarbonetos irão depender de seu estado isomérico, por exemplo:
    • T de ebulição para o butano normal:
          • -0,5oC.
    • T de ebulição para o isobutano :
          • -12,3oC.
mol culas de hidrocarbonetos1
Moléculas de Hidrocarbonetos
  • Os símbolos R e R’ representam radicais orgânicos:
  • Grupos de átomos que permanecem como uma unidade única e que mantém sua identidade durante as reações químicas.
    • (CH3, C2H5, C6H5).
      • Metila, Etila, Fenila, respectivamente.
estruturas polim ricas mol culas dos pol meros
Estruturas PoliméricasMoléculas dos Polímeros
  • As moléculas dos Polímeros são gigantescas em comparação à dos hidrocarbonetos vistos.
  • Por isto, os Polímeros são referidos como materiais com Macromoléculas.
  • Dentro das moléculas, os átomos estão ligados entre si por ligações interatômicas covalentes.
  • Para maioria dos polímeros, essas cadeias se encontram na forma de cadeias longas e flexíveis, cujo esqueleto principal consiste em uma série de átomos de carbono.
estruturas polim ricas mol culas dos pol meros1
Estruturas PoliméricasMoléculas dos Polímeros

Muitas vezes cada átomo de carbono se liga através de ligações simples a dois átomos de carbono adjacentes. Outros dois elétrons se ligam lateralmente com átomos ou radicais adjacentes à cadeia.

  • Essas longas cadeia são constituídas por entidades estruturais, unidades mero, as quais se repetem ao longo da cadeia. Do grego, meros = parte.
  • Um único mero é chamado de monômero.
  • Polímero  muitos meros.
  • Mero  unidade que se repete na cadeia de um polímero.
  • Monômero  uma molécula que consiste em um único mero.
estruturas polim ricas a qu mica das mol culas dos pol meros
Estruturas PoliméricasA Química das Moléculas dos Polímeros
  • Quando uma molécula de etileno C2H4(gás à T e p ambientes) é submetida cataliticamente à condições apropriadas de temperatura e pressão,poderá formar uma molécula de Polietileno (sólido).
  • A reação ocorre a partir de um iniciador ou catalisador (R·) que rompe a ligação dupla (forma-se então um mero ativo – elétron não emparelhado) e abre um ponto de ligação para outro monômero.
estruturas polim ricas a qu mica das mol culas dos pol meros1
Estruturas PoliméricasA Química das Moléculas dos Polímeros
  • A cadeia polimérica se forma então pela adição sequencial de unidades monoméricas de polietileno a esse centro iniciador mero ativo.
  • O sítio ativo, ou elétron não-emparelhado (representado por·), é transferido para cada monômero sucessivo da extremidade à medida que este se liga à cadeia.
estruturas polim ricas a qu mica das mol culas dos pol meros2
Estruturas PoliméricasA Química das Moléculas dos Polímeros
  • O resultado final, após a adição de muitas unidades monoméricas de etileno, é a molécula de polietileno (a).
estruturas polim ricas a qu mica das mol culas dos pol meros3
Estruturas PoliméricasA Química das Moléculas dos Polímeros
  • Entretanto, esta representação (a)não está estritamente correta, no sentido em que o ângulo de ligação entre os átomos de C ligados através de ligações simples não é de 180o como está mostrado, mas é próximo de 109o (b).
estruturas polim ricas a qu mica das mol culas dos pol meros4
Estruturas PoliméricasA Química das Moléculas dos Polímeros
  • Podemos ver o mesmo mecanismo pra outros exemplos:
  • Se no polietileno, todos os átomos de H forem substituídos por Flúor teremos o politetrafluoroetileno (PTFE) – Teflon – família dos fluorocarbonos.
  • Substituindo no PE o último em cada quatro átomos de H por um de Cl, teremos o cloreto de polivinila (PVC).
  • Se no caso anterior, substituir-se cada átomo de Cl por um grupo metila CH3, teremos o polipropileno (PP).
  • Na figura a seguir, temos os três casos, respectivamente.
estruturas polim ricas a qu mica das mol culas dos pol meros5
Estruturas PoliméricasA Química das Moléculas dos Polímeros

politetrafluoroetileno(PTFE).

polivinila(PVC).

polipropileno(PP).

estruturas polim ricas a qu mica das mol culas dos pol meros6
Estruturas PoliméricasA Química das Moléculas dos Polímeros
  • Quando todas as unidades repetidas ao longo de um polímero são do mesmo tipo  polímero chama-se homopolímero.
  • Cadeias compostas por uma ou mais unidades mero diferentes  copolímero.
estruturas polim ricas a qu mica das mol culas dos pol meros7
Estruturas PoliméricasA Química das Moléculas dos Polímeros
  • As unidades mero vistas possuem duas ligações ativas que podem ser ligadas covalentemente a outras unidades mero (como no etileno visto na figura)  mero bifuncional.
    • Ele pode se ligar a duas outras unidades durante a formação da estrutura molecular bidimensional em forma de cadeia.
  • Entretanto, outros meros (p.e. fenol-formaldeído – tabela a seguir), são trifuncionais  possuem três ligações ativas  gera estrutura tridimensional da rede molecular.
estruturas polim ricas peso molecular
Estruturas PoliméricasPeso Molecular
  • Pesos moleculares extremamente elevados são encontrados nos polímeros com cadeias longas.
  • Durante o processo de polimerização (onde são sintetizadas as macromoléculasa partir de moléculas menores) as diferentes cadeias de polímeros irão crescer com comprimentos diferentes.
  • Teremos então uma distribuição dos comprimentos das cadeias, ou dos pesos moleculares.
  • Especificamos então um peso molecular médio, que pode ser determinado pela medição de diversas propriedades físicas, tais como a viscosidade e a pressão osmótica.
estruturas polim ricas peso molecular1
Estruturas PoliméricasPeso Molecular
  • O peso molecular pode ser definido através de diversas maneiras.
    • Mn - Peso molecular médio pelo número de moléculas: é obtido pela classificação das cadeias em uma série de faixas de tamanhos, seguida pela determinação da fração das cadeias que se encontram dentro de cada faixa de tamanho. Ele é expresso como:

Distribuições hipotéticas do tamanho das moléculas de um polímero com base nas frações do número de moléculas.

estruturas polim ricas peso molecular2
Estruturas PoliméricasPeso Molecular
  • Mi – Peso molecular médio (no meio) da faixa de tamanhos i, e
  • xi – representa a fração do número total das cadeias que se encontram dentro da faixa de tamanhos correspondente.

Distribuições hipotéticas do tamanho das moléculas de um polímero com base nas frações do número de moléculas.

estruturas polim ricas peso molecular3
Estruturas PoliméricasPeso Molecular
  • O peso molecular pode ser definido através de diversas maneiras.
    • Mp - Peso molecular médio do peso: se baseia na fração em peso das moléculas que se encontram dentro das várias faixas de tamanho. Ele é calculado de acordo com a relação:
    • Peso das espécies que tem determinada faixa de peso molecular, na fração total.

Distribuições hipotéticas do tamanho das moléculas de um polímero com base nas frações do peso das moléculas.

estruturas polim ricas peso molecular4
Estruturas PoliméricasPeso Molecular
  • Mi – Peso molecular médio (no meio) dentro da faixa de tamanhos i, e
  • wi – representa a fração em peso das moléculas dentro do mesmo intervalo de tamanhos.

Distribuições hipotéticas do tamanho das moléculas de um polímero com base nas frações do peso das moléculas.

estruturas polim ricas peso molecular5
Estruturas PoliméricasPeso Molecular
  • Uma distribuição típica de pesos moleculares, juntamente com esses pesos moleculares médios é apresentada ao lado.
  • Uma forma alternativa para expressar o tamanho médio da cadeia de um polímero é através do seugrau de polimerização, n, que representa o número médio de unidades mero em uma cadeia.

Distribuição de pesos

moleculares para um polímero típico.

estruturas polim ricas peso molecular6
Estruturas PoliméricasPeso Molecular
  • São possíveis graus de polimerização médios pelo número de moléculas (nn) e pelo peso (np), conforme é mostrado ao lado:
    • Mn e Mp – são, respectivamente, os pesos moleculares médios pelo número de moléculas e pelo peso (conforme definidos antes).
    • m – peso molecular do mero.
estruturas polim ricas peso molecular7
Estruturas PoliméricasPeso Molecular
  • Para um copolímero (que possui duas ou mais unidades mero diferentes), o valor de m é determinado a parir da expressão:
  • Nessa expressão, fj e mj são, respectivamente, a fração da cadeia e o peso molecular do mero j.
estruturas polim ricas peso molecular exemplo
Estruturas PoliméricasPeso Molecular – Exemplo
  • Considere que as distribuições de pesos moleculares mostradas na figura sejam para o cloreto de polivinila. Para esse material, calcule:
  • (a) o peso molecular médio pelo número de moléculas;
  • (b) o grau de polimerização médio pelo número de moléculas;
  • (c) o peso molecular médio pelo peso.
peso molecular exemplo
Peso Molecular – Exemplo
  • Considere que as distribuições de pesos moleculares mostradas na figura sejam para o cloreto de polivinila. Para esse material, calcule:
  • (a) o peso molecular médio pelo número de moléculas:
  • Os dados necessários para esse cálculo, conforme tirados da figura ao lado, estão apresentados na tabela. De acordo com a equação
  • a soma de todos os produtos xiMi (da coluna mais à direita na tabela) fornece o peso molecular médio pelo número de moléculas, que nesse caso equivale a 21.150 g/mol.
peso molecular exemplo1
Peso Molecular – Exemplo
  • (a) o peso molecular médio pelo número de moléculas:
  • Os dados necessários para esse cálculo, conforme tirados da figura ao lado, estão apresentados na tabela. De acordo com a equação
  • a soma de todos os produtos xiMi(da coluna mais à direita na tabela) fornece o peso molecular médio pelo número de moléculas, que nesse caso equivale a 21.150 g/mol.
peso molecular exemplo2
Peso Molecular – Exemplo
  • (b) o grau de polimerização médio pelo número de moléculas:
  • Para determinar o grau de polimerização médio pelo número de moléculas,
  • torna-se necessário, em primeiro lugar, calcular o peso molecular do mero. No caso do PVC, cada mero consiste em dois átomos de carbono, três átomos de hidrogênio e um único átomo de cloro.
  • Além disso, os pesos atômicos do C, H e Cl são, respectivamente, 12,01, 1,01 e 35,45 g/mol. Dessa forma, para o PVC:
peso molecular exemplo3
Peso Molecular – Exemplo
  • (b) o grau de polimerização médio pelo número de moléculas:
  • torna-se necessário, em primeiro lugar, calcular o peso molecular do mero. No caso do PVC, cada mero consiste em dois átomos de carbono, três átomos de hidrogênio e um único átomo de cloro.
  • Além disso, os pesos atômicos do C, H e Cl são, respectivamente, 12,01, 1,01 e 35,45 g/mol. Dessa forma, para o PVC:
peso molecular exemplo4
Peso Molecular – Exemplo
  • (c) o peso molecular médio pelo peso:
  • A tabela apresenta os dados para o peso molecular médio pelo peso, conforme tirados da figura. Os produtos wiMipara os vários intervalos de tamanhos estão tabulados na coluna mais à direita na tabela. A soma desses produtos (expressos pela equação)
  • fornece um valor de 23.200 g/mol para Mp.
peso molecular exemplo5
Peso Molecular – Exemplo
  • (c) o peso molecular médio pelo peso:
  • A tabela apresenta os dados para o peso molecular médio pelo peso, conforme tirados da figura. Os produtos wiMipara os vários intervalos de tamanhos estão tabulados na coluna mais à direita na tabela. A soma desses produtos (expressos pela equação)
  • fornece um valor de 23.200 g/mol para Mp.
estruturas polim ricas peso molecular8
Estruturas PoliméricasPeso Molecular
  • Várias características dos polímeros são afetadas pela magnitude do peso molecular.
    • Temperatura de fusão ou de amolecimento:
      • a Tfusãoaumenta em função de um aumento do peso molecular (para valores de M de até aproximadamente 100.000 g/mol).
      • ÀTambiente, os polímeros com cadeias muito curtas (com pesos moleculares da ordem de 100 g/mol) existem na forma de líquidos ou gases.
      • Aqueles com pesos moleculares de aproximadamente 1000 g/mol são sólidos pastosos (tais como a cera parafínica) e resinas moles.
      • Os polímeros sólidos (ou polímeros de alto peso molecular) possuem normalmente pesos moleculares que variam entre 10.000 e vários milhões de g/mol.
estruturas polim ricas forma molecular
Estruturas PoliméricasForma Molecular
  • Não existe qualquer razão para se supor que as moléculas das cadeias de polímero sejam estritamente retilíneas, no sentido em que um arranjo dos átomos da cadeia principal em ziguezague seja desconsiderado.
estruturas polim ricas forma molecular1
Estruturas PoliméricasForma Molecular
  • As ligações simples na cadeia são capazes de sofrer rotação e torção em três dimensões.
  • Em (a) um terceiro átomo de carbono pode se localizar sobre qualquer posição sobre o cone de revolução e ainda subtender um ângulo de aprox. 109o em relação à ligação entre os outros dois átomos.
  • Em (b) temos um segmento retilíneo.
estruturas polim ricas forma molecular2
Estruturas PoliméricasForma Molecular
  • Por outro lado, a torção e a dobrada cadeia são possíveis quando existe uma rotação dos átomos da cadeia para outras posições(c).
  • Para alguns polímeros, a rotação dos átomosde carbono da cadeia principal dentro do cone de revolução pode ser impedida ou dificultada pela presença de elementos volumosos de grupos laterais em cadeias vizinhas.
estruturas polim ricas forma molecular3
Estruturas PoliméricasForma Molecular
  • Uma molécula, então, composta por uma única cadeiaformada pelos muitos átomos que compõe essa cadeia pode assumir uma forma semelhante a da figura.
  • Apresentando, assim, uma grande quantidade de dobras, torções e contorções.
  • A distância entre uma extremidade da cadeia à outra, r, é muito menor que o comprimento total da cadeia.
estruturas polim ricas forma molecular4
Estruturas PoliméricasForma Molecular
  • Os polímeros consistem em grandes números de cadeias moleculares, cada uma das quais pode se dobrar, espiralar e se contorcer como na figura.
  • Isso leva a um extenso entrelace e embaraço entre as moléculas vizinhas.
estruturas polim ricas forma molecular5
Estruturas PoliméricasForma Molecular
  • Esses espirais e embaraços moleculares aleatórios são responsáveis por uma grande quantidade das características importantes para os polímeros,
  • incluindo as grandes extensões elásticas demonstrados pelos materiais como as borrachas.
estruturas polim ricas forma molecular6
Estruturas PoliméricasForma Molecular
  • Algumas das características mecânicas e térmicasdos polímeros são
    • função dahabilidade dos segmentos da cadeia em experimentar uma rotação em resposta a aplicações de tensões ou a vibrações térmicas.
    • Já por exemplo, região com C=C  rotacionalmente rígida.
    • Também a introdução de um grupo lateral que seja grande ou volumoso irá restringir o movimento de rotação.
  • Moléculas de PS (grupo lateral fenila), são mais resistentes a rotação do que as cadeias de PE.
estruturas polim ricas estrutura molecular
Estruturas PoliméricasEstrutura Molecular
  • As características de um polímero dependem não apenas do seu peso molecular e da sua forma, mas também das diferenças na estrutura das cadeias moleculares.
  • As técnicas modernasde síntese de polímeros permitem um controle considerável sobre várias possibilidades estruturais.
  • Discutiremos várias estruturas moleculares, incluindo estruturas lineares, ramificadas, com ligações cruzadas, e em rede, além de várias configurações isoméricas.
estrutura molecular pol meros lineares
Estrutura MolecularPolímeros Lineares
  • Polímeros Lineares são aqueles em que as unidades mero se juntam ponta a ponta, em cadeias únicas.
  • Essas longas cadeias são flexíveis, e apresentam a seguinte forma.
  • Nos polímeros lineares, podem existir grandes quantidades de ligações de van der Waals entre as cadeias.
  • Exemplos são o polietileno, o cloreto de polivinila, o poliestireno, o polimetil metacrilato, o náilon e os fluorocarbonos.
estrutura molecular pol meros ramificados
Estrutura MolecularPolímeros Ramificados
  • Podem ser sintetizados polímeros onde as cadeias de ramificações laterais encontram-se conectadas às cadeias principais– Polímeros Ramificados.
  • As ramificações, consideradas uma parte da molécula da cadeia principal, resultam de reações paralelas que ocorrem durante a síntese do polímero.
estrutura molecular pol meros ramificados1
Estrutura MolecularPolímeros Ramificados
  • A eficiência de compactação da cadeia é reduzida com a formação de ramificações laterais, o que resulta em uma diminuição da densidade do polímero.
  • Aqueles polímeros que formam estruturas lineares também podem ser ramificados.
estrutura molecular pol meros com liga es cruzadas
Estrutura MolecularPolímeros com Ligações Cruzadas
  • As cadeias lineares adjacentes estão unidas umas às outras em várias posições através de ligações covalentes.
  • O processo de formação de ligações cruzadas é atingido ou durante a síntese do polímero ou através de uma reação química não-reversível que é realizada geralmente a uma temperatura elevada.
estrutura molecular pol meros com liga es cruzadas1
Estrutura MolecularPolímeros com Ligações Cruzadas
  • Com frequência, essa formação de ligações cruzadas é obtida através de átomos ou moléculas aditivos que estão ligados covalentemente às cadeias.
  • Muitos dos materiais elásticos com características de borracha apresentam ligações cruzadas;
    • Nas borrachas, isso é conhecido por vulcanização.
estrutura molecular pol meros com liga es cruzadas2
Estrutura MolecularPolímeros com Ligações Cruzadas
  • Vulcanização
  • Um complexo ativo do acelerador é formado através de uma interação preliminar entre o acelerador e o ativador, na presença de zinco solúvel.
  • Esse complexo pode reagir com o enxofre molecular, mediante a abertura do anel de S8, para formar um agente sulfurante.
  • Em etapa subseqüente, o agente sulfurante pode reagir com as cadeias de borracha para formar um precursor de ligações cruzadas.
estrutura molecular pol meros com liga es cruzadas3
Estrutura MolecularPolímeros com Ligações Cruzadas
  • Vulcanização
  • A evolução do precursor leva ao desenvolvimento de ligações cruzadas polissulfídicas.
  • Por fim, a diminuição da eficiência na formação de ligações cruzadas pode ocorrer devido a reações laterais, como decomposição ou dessulfurização dos precursores. 
estrutura molecular pol meros em rede
Estrutura MolecularPolímeros em Rede
  • Unidades mero trifuncionais, as quais possuem três ligações covalentes ativas, formam redes tridimensionaischamadas de polímeros em rede.
  • Na verdade, um polímero que possua muitas ligações cruzadas pode ser considerado como sendo um polímero em rede.
  • Possuem propriedades mecânicas e térmicas distintas; os materiais epóxi e à base de fenol-formaldeído pertencem a esse grupo.
estruturas polim ricas estrutura molecular1
Estruturas PoliméricasEstrutura Molecular
  • Deve-se observar que normalmente os polímeros não são de um único tipo estrutural distinto.
    • Por exemplo, um polímero predominantemente linear pode possuir uma quantidade limitada de ramificações e de ligações cruzadas.
estruturas polim ricas configura es moleculares
Estruturas PoliméricasConfigurações Moleculares
  • Alguns polímeros apresentam mais de um tipo de átomo lateral ou grupo de átomos ligados à cadeia principal,
  • E a regularidade e a simetria do arranjo deste grupo lateral pode influenciar significativamente as propriedades do material.
estruturas polim ricas configura es moleculares1
Estruturas PoliméricasConfigurações Moleculares
  • Considere a seguinte unidade mero:

onde R representa um átomo ou um grupo lateral diferente do H (p.e., Cl, CH3).

  • É possível a formação de um arranjo quando os grupos laterais R de unidades mero sucessivas se ligam a átomos de carbono alternados, como segue:
  • Esse arranjo é designado como uma configuração “cabeça-a-cauda”, onde a extremidade anterior de um mero se liga à extremidade posterior de um outro mero.
estruturas polim ricas configura es moleculares2
Estruturas PoliméricasConfigurações Moleculares
  • O seu complemento, uma configuração do tipo “cabeça-a-cabeça”, onde a extremidade anterior de um mero se liga à extremidade anterior de um outro mero, ocorre quando os grupos R se ligam a átomos de Carbono adjacentes da cadeia:
  • Na maioria dos polímeros o tipo predominante é “cabeça-a-cauda”;
  • Porque???
  • com frequência, ocorre uma repulsão polar entre os grupos R em configuração do tipo “cabeça-a-cabeça”.
estruturas polim ricas configura es moleculares3
Estruturas PoliméricasConfigurações Moleculares
  • O isomerismo (já abordado) também é encontrado nas moléculas de polímero, onde são possíveis configurações atômicas diferentes para uma mesma composição.
  • Duas subclasses isoméricas, serão abordadas:
    • o estereoisomerismoe;
    • o isomerismo geométrico.
estruturas polim ricas configura es moleculares4
Estruturas PoliméricasConfigurações Moleculares
  • ESTEREOISOMERISMO
  • Representa o caso em que os átomos estão ligados uns aos outros na mesma ordem (cabeça-a-cauda), porém diferem em seu arranjo espacial.
  • Várias Configurações
  • Para um tipo de estereoisômero, todos os grupos R estão localizados no mesmo lado da cadeia, como mostrado a seguir:
  • Isso é conhecido por configuração isotática.
estruturas polim ricas configura es moleculares5
Estruturas PoliméricasConfigurações Moleculares
  • ESTEREOISOMERISMO
  • Em uma configuração sindiotática, os grupos R encontram-se em lados alternados da cadeia:
  • E no caso de um posicionamento aleatório, usa-se o termo configuração atática.
estruturas polim ricas configura es moleculares6
Estruturas PoliméricasConfigurações Moleculares
  • ESTEREOISOMERISMO
  • A conversão de um tipo de estereoisômero em outro (p.e., de isotático para sindiotático) não é possível através de uma simples rotação ao redor de ligações simples na cadeia;
  • Essas ligações devem, em primeiro lugar, ser rompidas, e então, após a ocorrência da rotação apropriada, ser refeitas.
  • Na realidade, um polímero específico não exibe apenas uma dessas configurações;
  • A forma predominante depende do método empregado na síntese do polímero.
estruturas polim ricas configura es moleculares7
Estruturas PoliméricasConfigurações Moleculares
  • ISOMERISMO GEOMÉTRICO
  • Tais configurações, são possíveis dentro das unidades mero que possuem uma dupla ligação entre átomos de carbonona cadeia.
    • Ligado a cada um dos átomos de carbono que participam da dupla ligação
    • Encontra-se um único átomo ou radical ligado através de uma ligação simples,
    • Que pode estar localizado em um dos lados da cadeia ou no seu lado oposto.
estruturas polim ricas configura es moleculares8
Estruturas PoliméricasConfigurações Moleculares
  • ISOMERISMO GEOMÉTRICO
  • Considere-se o mero isopreno que possui a estrutura (figura) onde o grupo CH3 e o átomo H estão posicionados do mesmo lado da cadeia.
  • Isso é conhecido como estrutura cis, e o polímero resultante, o cis-poli-isopreno, é a borracha natural
  • No caso do isômero alternativo, a estrutura trans, o grupo CH3 e o átomo H estão localizados em lados opostos da cadeia.
  • O trans-poli-isopreno (guta-percha) possui propriedades muito diferentes da borracha natural.
estruturas polim ricas configura es moleculares9
Estruturas PoliméricasConfigurações Moleculares
  • ISOMERISMO GEOMÉTRICO
  • A conversão de uma estrutura trans em uma estrutura cis , ou vice-versa,
  • não é possível através de uma simples rotação das ligações na cadeia,
  • pois a ligação dupla na cadeia é extremamente rígida.
estruturas polim ricas revis o
Estruturas PoliméricasRevisão
  • Resumindo o que foi visto até agora:
    • As moléculas de polímeros podem ser caracterizadas em termos de seus tamanhos, formas e estruturas.
    • O tamanho molecular é especificado em termos do peso molecular (ou do grau de polimerização).
    • A forma molecular se relaciona ao grau de torção, espiralamento e dobra da cadeia.
    • A estrutura molecular depende da maneira segundo a qual as unidades estruturais estão unidas entre si.
      • São possíveis estruturas lineares, ramificadas, com ligações cruzadas, em rede, além de diversas configurações isoméricas (isostática, sindiotática, atática, cis e trans).
estruturas polim ricas
Estruturas Poliméricas

Deve-se observar que alguns elementos estruturais não são mutuamente exclusivos uns aos outros, e que, de fato, pode ser necessário especificar a estrutura molecular em termos de mais de um elemento estrutural. Por exemplo, um polímero linear também pode ser isotático.

estruturas polim ricas copol meros
Estruturas PoliméricasCopolímeros
  • Como resultado de trabalhos de desenvolvimento visando otimizar as propriedades de polímeros obtidos pela repetição de unidades básicas iguais (homopolímeros), surgem os Copolímeros.
  • Considere a possibilidade de sintetizar um polímero com dois meros ou unidades básicas.
  • Diversos arranjos poderão surgir em função do processo de polimerização e das frações relativas das unidades mero dos dois polímeros, conforme segue:
estruturas polim ricas copol meros1
Estruturas PoliméricasCopolímeros
  • Copolímero Aleatório: unidades mero dispersas ao longo da cadeia.
  • Copolímero Alternado: unidades mero alternam suas posições na cadeia.
estruturas polim ricas copol meros2
Estruturas PoliméricasCopolímeros
  • Copolímero em Bloco: meros idênticos ficam aglomerados em blocos ao longo da cadeia.
  • Copolímero por Enxerto: as ramificações laterais de homopolímeros de um determinado tipo podem ser enxertadas em cadeias principais de homopolímeros compostos por um tipo diferente de mero.
estruturas polim ricas copol meros3
Estruturas PoliméricasCopolímeros
  • As borrachas sintéticas são frequentemente copolímeros, as unidades químicas repetidas que são empregadas em algumas borrachas estão na tabela a seguir.
  • A borracha estireno-butadieno(SBR – Styrene-Butadiene Rubber) é um copolímero aleatório comum, a partir do qual são feitos os pneus de automóveis.
  • A borracha nitrílica (NBR – Nitrile Rubber) é um outro copolímero aleatório, composto por acrilonitrila e butadieno.
    • Ele também é muito elástico e, além do mais,
    • mais resistente a um processo de inchação frente a solventes orgânicos;
    • por isso, as mangueiras de gasolina são feitas em NBR.
estruturas polim ricas cristalinidade do pol mero
Estruturas PoliméricasCristalinidade do Polímero
  • O estado cristalino pode existir em polímeros.
  • Uma vez que a unidade básica é uma molécula e não átomos ou íons, torna-se muito complexo a representação dos arranjos atômicos, a partir dos conceitos utilizados até agora.
  • Para os polímeros, Cristalinidadeestá relacionada à compactação das cadeias de moléculas, de forma a produzir uma matriz atômica ordenada.
  • As estruturas cristalinas podem ser especificadas em termos de células unitárias, o que é frequentemente bastante complexo.
estruturas polim ricas cristalinidade do pol mero1
Estruturas PoliméricasCristalinidade do Polímero
  • A figura à seguir mostra a célula unitária para o polietileno e a sua relação com a estrutura molecular da cadeia.
    • Esta estrutura apresenta geometria ortorrômbica.
  • Obviamente, as moléculas da cadeia também se estendem além da célula unitária mostrada.
estruturas polim ricas cristalinidade do pol mero2
Estruturas PoliméricasCristalinidade do Polímero
  • As substâncias moleculares que possuem moléculas pequenas (água, metano) normalmente são
    • ou totalmente cristalinas (quando sólidos)
    • ou totalmente amorfas (quando líquidos).
estruturas polim ricas cristalinidade do pol mero3
Estruturas PoliméricasCristalinidade do Polímero
  • Como consequência dos seus tamanhos e complexidade, moléculas de polímeros são geralmente apenas parcialmente cristalinas (ousemicristalinas).
    • Possuem regiões cristalinas dispersas no interior de regiões amorfas.
estruturas polim ricas cristalinidade do pol mero4
Estruturas PoliméricasCristalinidade do Polímero
  • Qualquerdesalinhamento ou desordem faz a estrutura tornar-se amorfa, o que é comum
    • (torção, contorção e espiralamento das cadeias impedem a corretaordenação de todos os segmentos de todas as cadeias).
  • Usualmente os polímeros apresentam um grau de cristalinidade (100% amorfo até aprox. 95% cristalino).
  • Outros efeitos estruturais afetam o grau de cristalinidade.
estruturas polim ricas cristalinidade do pol mero5
Estruturas PoliméricasCristalinidade do Polímero
  • Os polímeros podem apresentar desde 95% de cristalinidade (aproximadamente) até estrutura completamente amorfa,
    • ao contrário dos metais que são quase sempre totalmente cristalinos e das Cerâmicas que ou são cristalinas ou são amorfas.
  • Os polímeros semicristalinos são análogos a metais com duas fases.
  • Polímeros cristalinos são mais densos que os amorfos do mesmo material e com o mesmo peso molecular, uma vez que as suas cadeias estarão mais densamente compactadas no caso da estrutura cristalina.
estruturas polim ricas cristalinidade do pol mero6
Estruturas PoliméricasCristalinidade do Polímero
  • O grau de cristalinidade pelo peso pode ser determinado por medidas precisas de densidade.
  • ρe: representa a densidade de um espécime para o qual o percentual de cristalinidade deve ser determinado.
  • ρa: é a densidadedo polímero totalmente amorfo.
  • ρc: é a densidade do polímero perfeitamente cristalino.
  • ρaeρcdevem ser medidos utilizando-se outros meios experimentais.
estruturas polim ricas cristalinidade do pol mero7
Estruturas PoliméricasCristalinidade do Polímero
  • A cristalinidade depende da taxa de resfriamento durante o processo de solidificação bem como da configuração da cadeia.
    • Na cristalização com o resfriamento através da temperatura de fusão,
    • as cadeias, que por sua vez são altamente aleatórias e encontram-se entrelaçadas e embaraçadas no líquido viscoso,
    • precisam assumir uma configuração ordenada.
    • Para que isso ocorra, deve ser dado um tempo suficiente para que as cadeias se movam e se alinhem umas em relação às outras.
estruturas polim ricas cristalinidade do pol mero8
Estruturas PoliméricasCristalinidade do Polímero
  • Quanto mais complexas as estruturas dos monômeros (p.e., poli-isopreno), mais difícil é a formação da cristalinidade – alinhamento das moléculas.
  • O oposto é válido.
estruturas polim ricas cristalinidade do pol mero9
Estruturas PoliméricasCristalinidade do Polímero
  • Em polímeros lineares, a cristalização ocorre facilmente, já que, virtualmente, não existem quaisquer restrições para o alinhamento das cadeias.
  • Em polímeros ramificados, a cristalização é difícil devido às ramificações e essa classe é geralmente de baixa cristalinidade.
    • A presença excessiva de ramificações pode impedir por completo a ocorrência de um processo de cristalização.
estruturas polim ricas cristalinidade do pol mero10
Estruturas PoliméricasCristalinidade do Polímero
  • A maior parte dos polímeros em rede são quase totalmente amorfos, enquanto;
  • São possíveis vários graus de cristalinidade para os polímeros que apresentam ligações cruzadas.
estruturas polim ricas cristalinidade do pol mero11
Estruturas PoliméricasCristalinidade do Polímero
  • Quanto à influência da Estereoisomeria:
    • Polímeros Atáticos: Dificilmente são cristalinos.
estruturas polim ricas cristalinidade do pol mero12
Estruturas PoliméricasCristalinidade do Polímero
  • Quanto à influência da Estereoisomeria:
    • Polímeros Isotáticos e Sindiotáticos: São mais facilmente cristalinos
      • (a geometria dos grupos laterais facilita o processo de posicionamento de cadeias adjacentes).
      • Quanto maiores os grupos laterais  menos chance de cristalização.
estruturas polim ricas cristalinidade do pol mero13
Estruturas PoliméricasCristalinidade do Polímero
  • Em Copolímeros, como regra geral, quanto mais irregularese quanto maior for a aleatoriedade dos arranjos das unidades mero,
    •  maior a chance do material ser não-cristalino.
    • a cristalização é menos provável nos aleatórios e enxertados, sendo, na sua maior parte, amorfos.
    • Existe alguma tendência à cristalização para alternados e em blocos.
estruturas polim ricas cristalinidade do pol mero14
Estruturas PoliméricasCristalinidade do Polímero
  • O grau de cristalinidade afeta até certo ponto diversas propriedades físicas dos polímeros, como resistência à dissolução e ao calor.
    • Os polímeros cristalinos são geralmente mais fortes, além de mais resistentes à dissolução e ao amolecimento por calor.
estruturas polim ricas cristais de pol meros
Estruturas PoliméricasCristais de Polímeros
  • Alguns modelos foram propostos para descrever o arranjo espacial das cadeias moleculares em cristais de polímeros.
estruturas polim ricas cristais de pol meros1
Estruturas PoliméricasCristais de Polímeros
  • Modelo Micélio com Borda: um dos mais antigos modelos, foi aceito durante muitos anos.
    • Propunha que um polímero semicristalino é composto de pequenas regiões cristalinas, chamados de Cristalitos, cada um deles com alinhamento preciso envolvidos por uma fase amorfa (sem orientação definida).
  • Dessa forma, uma única molécula da cadeia poderia passar através de vários cristalitos, bem como das regiões amorfas intermediárias.
estruturas polim ricas cristais de pol meros2
Estruturas PoliméricasCristais de Polímeros
  • Mais recentemente, as investigações se centralizaram em monocristais de polímeros que cresceram a partir de soluções diluídas.
  • Esses cristais são plaquetas finas ou lamelas com formato regular, de aproximadamente 10 a 20 nm de espessura, e comprimento de cerca de 10 μm.
estruturas polim ricas cristais de pol meros3
Estruturas PoliméricasCristais de Polímeros
  • Com frequência, essas plaquetas formam uma estrutura com múltiplas camadas, como a dafigura feita por MEV de um monocristal de polietileno com múltiplas camadas.
  • Acredita-se que as cadeias moleculares dentro de cada plaqueta se dobram para a frente e para trás sobre elas próprias, com as dobras ocorrendo nas faces.
  • Essa estrutura é chamada de modelo da cadeia dobrada.
estruturas polim ricas cristais de pol meros4
Estruturas PoliméricasCristais de Polímeros
  • Cada plaqueta será composta por um grande número de moléculas; mas, o comprimento médio da cadeia será muito maior do que a espessura da plaqueta.
estruturas polim ricas cristais de pol meros5
Estruturas PoliméricasCristais de Polímeros
  • Muitos polímeros volumosos que são cristalizados a partir de uma massa fundida são semicristalinos e formam Esferulites (figura inferior).
  • Cada esferulite pode crescer até adquirir uma forma esférica.
estruturas polim ricas cristais de pol meros6
Estruturas PoliméricasCristais de Polímeros
  • As esferulites consistem em uma agregado de cristalitos com cadeias dobradas e com o formato de uma fita (lamelas), com aprox. de 10 nm de espessura, que se estendem radialmente do centro para fora.
  • Na figura estão mostrados os cristais lamelares individuais, com suas cadeias dobradas, o quais se encontram separados por material amorfo.
estruturas polim ricas cristais de pol meros7
Estruturas PoliméricasCristais de Polímeros
  • As moléculas de ligação das cadeias, que atuam como elos de ligação entre as lamelas adjacentes, passam através dessas regiões amorfas.
estruturas polim ricas cristais de pol meros8
Estruturas PoliméricasCristais de Polímeros
  • À medida que a cristalização de uma estrutura esferulítica se aproxima da sua conclusão, as extremidades das esferulites adjacentes começam a se chocar umas com as outras, formando contornos e fronteiras mais ou menos planos.
  • Antes desse estágio, elas mantém as suas formas esféricas.
  • Essas fronteiras ficam evidentes na figura ao lado para o polietileno.
materiais n o met licos tm334 aula 05 caracter sticas aplica es e o processamento dos pol meros

Materiais Não MetálicosTM334Aula 05: Características, Aplicações e o Processamento dos Polímeros

Prof. Felipe Jedyn

DEMEC – UFPR

caracter sticas mec nicas e termomec nicas comportamento tens o deforma o
Características Mecânicas e TermomecânicasComportamento Tensão-Deformação
  • Propriedades mecânicas especificadas através dos mesmos parâmetros usados nos metais:
    • Módulo de elasticidade;
    • Limite de resistência à tração;
    • Resistência ao impacto;
    • Resistência à fadiga.
  • Caracterização de alguns desses parâmetros mecânicos (maior parte dos polímeros)  Ensaio simples tensão-deformação (Tração ASTM D 638).
caracter sticas mec nicas e termomec nicas comportamento tens o deforma o1
Características Mecânicas e TermomecânicasComportamento Tensão-Deformação
  • As características mecânicas dos polímeros são muito sensíveis à:
    • Taxa de deformação;
    • Temperatura do ambiente;
    • Natureza química do ambiente:
      • Presença de água;
      • Oxigênio;
      • Solventes orgânicos;
      • Etc.
  • São necessárias então algumas modificações em relação as técnicas de ensaio e às configurações dos corpos de prova que são usados para os metais, especialmente no caso de materiais muito elásticos (p.e. borrachas).
caracter sticas mec nicas e termomec nicas comportamento tens o deforma o2
Características Mecânicas e TermomecânicasComportamento Tensão-Deformação
  • Existem três tipos de comportamentos tensão –deformação tipicamente diferentes nos polímeros.
  • Curva A: comportamento de um polímero frágil , mostrando que este sofre fratura enquanto se deforma elasticamente.
caracter sticas mec nicas e termomec nicas comportamento tens o deforma o3
Características Mecânicas e TermomecânicasComportamento Tensão-Deformação
  • Curva B: comportamento apresentado pelo material plástico (semelhante ao de muitos materiais metálicos).
    • A deformação inicial é elástica, a qual é seguida por escoamento e por uma região de deformação plástica.
caracter sticas mec nicas e termomec nicas comportamento tens o deforma o4
Características Mecânicas e TermomecânicasComportamento Tensão-Deformação
  • Curva C: deformação totalmente elástica; essa elasticidade é típica da borracha.
    • Grandes deformações recuperáveis são produzidas, mesmo sob pequenos níveis de tensão).
  • É apresentada por uma classe de polímeros conhecida como elastômeros.
caracter sticas mec nicas e termomec nicas comportamento tens o deforma o5
Características Mecânicas e TermomecânicasComportamento Tensão-Deformação
  • São determinados para os polímeros da mesma maneira que para os metais:
    • O Módulo de elasticidade(chamado de módulo de tração ou somente módulo no caso de polímeros) e a
    • Ductilidade em termos do alongamento percentual.
caracter sticas mec nicas e termomec nicas comportamento tens o deforma o6
Características Mecânicas e TermomecânicasComportamento Tensão-Deformação
  • No caso dos polímeros plásticos (curva B na imagem anterior):
  • o limite de escoamento é tomado como sendo um valor máximo na curva, o que ocorre imediatamente após o término da região elástica linear.
  • A tensão nesse ponto máximo é o limite de escoamento (σ1).
caracter sticas mec nicas e termomec nicas comportamento tens o deforma o7
Características Mecânicas e TermomecânicasComportamento Tensão-Deformação
  • O limite de resistência à tração (LRT): nível de tensão no qual a fratura ocorre.
    • O LRT pode ser maior ou menor do que que σ1.
    • Resistência desses polímeros plásticos  limite de resistência à tração.
caracter sticas mec nicas e termomec nicas comportamento tens o deforma o8
Características Mecânicas e TermomecânicasComportamento Tensão-Deformação
  • Os polímeros são, em muitos aspectos, mecanicamente diferentes dos metais.
    • O módulo para polímeros altamente elásticos varia desde 7 MPa (muito baixo) até 4 GPa para alguns polímeros muito rígidos.
    • Para os metais esses valores são muito mais elevados (48 a 410 GPa).
caracter sticas mec nicas e termomec nicas comportamento tens o deforma o9
Características Mecânicas e TermomecânicasComportamento Tensão-Deformação
  • Para os polímeros, os limites de resistência à tração máximos são da ordem de 100 MPa;
  • Já para algumas ligas metálicas alcançam 4100 MPa.
  • Metaisraramente se alongam além de 100%, já alguns polímeros muito elásticos podem experimentar alongamentos de até 1000%.
  • Ademais, as características mecânicas dos polímeros são muito mais sensíveis a mudanças de temperatura na vizinhança da temperatura ambiente.
caracter sticas mec nicas e termomec nicas comportamento tens o deforma o10
Características Mecânicas e TermomecânicasComportamento Tensão-Deformação
  • Comportamento tensão deformação para o polimetil metacrilato (Plexiglas) a várias temperaturas entre 4 e 60oC.
caracter sticas mec nicas e termomec nicas comportamento tens o deforma o11
Características Mecânicas e TermomecânicasComportamento Tensão-Deformação
  • Comportamento tensão deformação para o polimetil metacrilato (Plexiglas) a várias temperaturas entre 4 e 60oC.
  • O aumento da temperatura produz:
caracter sticas mec nicas e termomec nicas comportamento tens o deforma o12
Características Mecânicas e TermomecânicasComportamento Tensão-Deformação
  • Comportamento tensão deformação para o polimetil metacrilato (Plexiglas) a várias temperaturas entre 4 e 60oC.
  • O aumento da temperatura produz:
  • 1- Uma diminuição do módulo de elasticidade.
caracter sticas mec nicas e termomec nicas comportamento tens o deforma o13
Características Mecânicas e TermomecânicasComportamento Tensão-Deformação
  • Comportamento tensão deformação para o polimetil metacrilato (Plexiglas) a várias temperaturas entre 4 e 60oC.
  • O aumento da temperatura produz:
  • 1- Uma diminuição do módulo de elasticidade.

2- Uma redução do limite de resistência à tração.

caracter sticas mec nicas e termomec nicas comportamento tens o deforma o14
Características Mecânicas e TermomecânicasComportamento Tensão-Deformação
  • Comportamento tensão deformação para o polimetil metacrilato (Plexiglas) a várias temperaturas entre 4 e 60oC.
  • O aumento da temperatura produz:
  • 1- Uma diminuição do módulo de elasticidade.

2- Uma redução do limite de resistência à tração.

3- Uma melhoria da ductilidade. Em 4oC o material é totalmente frágil, enquanto uma deformação plástica considerável é obtida tanto em 50 quanto em 60oC.

caracter sticas mec nicas e termomec nicas comportamento tens o deforma o15
Características Mecânicas e TermomecânicasComportamento Tensão-Deformação
  • A taxa de deformação também exerce influência sobre o comportamento mecânico.
  • Uma diminuição na taxa de deformação exerce a mesma influência que o aumento na temperatura  o material se torna mais mole e mais dúctil.
caracter sticas mec nicas e termomec nicas comportamento tens o deforma o16
Características Mecânicas e TermomecânicasComportamento Tensão-Deformação
  • Para administrar as característicasmecânicas dos polímeros
    • devemos saber os mecanismos de deformação dos polímeros.
  • Merecem a nossa atenção os modelos de deformação para os polímeros semicristalinos e os elastômeros.
deforma o de pol meros semicristalinos
Deformação de PolímerosSemicristalinos
  • Muitos, na sua forma bruta, apresentam estrutura esferulítica.
    • Lembrando que cada esferulite consiste em numerosas fitas com cadeias dobradas, ou lamelas, que se irradiam para fora a partir do centro.
    • Separando essas lamelas, existem áreas compostas por um material amorfo.
    • As lamelas adjacentes estão conectadas através de cadeias de ligação que passam através dessas regiões amorfas.
semicristalinos mecanismos da deforma o el stica
SemicristalinosMecanismos da Deformação Elástica
  • Nesses polímeros, o mecanismo de deformação elástica em resposta a tensões de tração
semicristalinos mecanismos da deforma o el stica1
SemicristalinosMecanismos da Deformação Elástica
  • Nesses polímeros, o mecanismo de deformação elástica em resposta a tensões de tração
    • é o alongamento das moléculas da cadeia desde as suas conformações estáveis
    • Que ocorre como?
semicristalinos mecanismos da deforma o el stica2
SemicristalinosMecanismos da Deformação Elástica
  • Nesses polímeros, o mecanismo de deformação elástica em resposta a tensões de tração
    • é o alongamento das moléculas da cadeia desde as suas conformações estáveis
    • pela dobra e o estiramento das fortes ligações covalentes presentes na cadeia.
semicristalinos mecanismos da deforma o el stica3
SemicristalinosMecanismos da Deformação Elástica
  • Nesses polímeros, o mecanismo de deformação elástica em resposta a tensões de tração
    • é o alongamento das moléculas da cadeia desde as suas conformações estáveis
    • pela dobra e o estiramento das fortes ligações covalentes presentes na cadeia.
  • Também pode haver um ligeiro deslocamento das moléculas adjacentes, o qual sofre a resistência de ligações secundárias ou de van der Waals relativamente fracas.
semicristalinos mecanismos da deforma o el stica4
SemicristalinosMecanismos da Deformação Elástica
  • Módulo de Elasticidade
    • Uma vez que os polímeros semicristalinos são constituídos por regiões amorfas e cristalinas, eles podem, em um certo sentido, ser considerados compósitos.
    • Assim o módulo de elasticidade pode ser tomado como sendo uma combinação dos módulos para as fases cristalina e amorfa.
semicristalinos mecanismos da deforma o pl stica
SemicristalinosMecanismos da Deformação Plástica
  • Como é o mecanismo da Deformação Plástica?
    • Tal mecanismo é mais bem descrito pelas interaçõesque existem entre as regiões lamelares e as regiões amorfas intermediarias em resposta à aplicação de uma carga de tração.
    • Tal processo ocorrem em vários estágios.
semicristalinos mecanismos da deforma o pl stica1
SemicristalinosMecanismos da Deformação Plástica
  • Duas lamelas com cadeias dobradas adjacentes e o material amorfo interlamelar, antes da deformação, estão mostrados em (a).
semicristalinos mecanismos da deforma o pl stica2
SemicristalinosMecanismos da Deformação Plástica
  • Durante o estágio inicial (b), as cadeias nas regiões amorfas deslizam umas contra as outras e se alinham na direção do escorregamento.
  • Isso faz com que as fitas lamelaressimplesmente deslizem umas contra as outras,
  • à medida em que as cadeias de ligação dentro das regiões amorfas se estendem.
semicristalinos mecanismos da deforma o pl stica3
SemicristalinosMecanismos da Deformação Plástica
  • A continuação da deformação no segundo estágio ocorre pela
  • inclinação das lamelas, de modo que as dobras da cadeia ficam alinhadas com o eixo de tração (c).
semicristalinos mecanismos da deforma o pl stica4
SemicristalinosMecanismos da Deformação Plástica
  • A continuação da deformação no segundo estágio ocorre pela
  • inclinação das lamelas, de modo que as dobras da cadeia ficam alinhadas com o eixo de tração (c).
slide132

Em seguida, os segmentos de blocos cristalinos se separam das lamelase permanecem presos uns aos outros através das cadeias de ligação (d).

  • No estágio final (e), os blocos e as cadeias de ligação ficam orientadosna direção do eixo da força de tração.
  • Sendo assim, uma deformação por tração apreciável dos polímeros semicristalinos
    •  produz uma estrutura altamente orientada.
semicristalinos mecanismos da deforma o pl stica5
SemicristalinosMecanismos da Deformação Plástica
  • E como ficam as Esferulites neste processo?
    • Durante a deformação, as esferulites experimentam alterações de forma para níveis moderados de alongamento.
    • Entretanto, para grandes deformações, a estrutura esferulítica é virtualmente destruída.
semicristalinos mecanismos da deforma o pl stica6
SemicristalinosMecanismos da Deformação Plástica
  • É importante observar que, em grande parte, os processos apresentados nas figuras anteriores são reversíveis.
    • Ou seja, se a deformação for interrompida em algum estágio arbitrário e a amostra for aquecida até uma temperatura elevada próxima a sua temperatura de fusão (isto é, se a amostra for recozida),
    • o material irá se reverter até adquirir a estrutura esferulítica que era característica do seu estado não deformado.
semicristalinos mecanismos da deforma o pl stica7
SemicristalinosMecanismos da Deformação Plástica
  • É importante observar que, em grande parte, os processos apresentados nas figuras anteriores são reversíveis.
    • Amostra também tenderá a se encolher novamente à forma que ela possuía antes da deformação;
    • Aextensão dessa recuperação de forma e de estrutura dependerá da T de recozimento e também do grau de alongamento.
semicristalinos deforma o macrosc pica
SemicristalinosDeformação Macroscópica
  • A figura mostra a curva tensão de tração-deformação para um material semicristalino, o qual estava desprovido de orientação inicialmente,
  • bem como as representações esquemáticas do perfil do CP durante os vários estágios da deformação.
  • Ficam evidentes os limites de escoamento superior e inferior, os quais são seguidos por uma região praticamente horizontal.
semicristalinos deforma o macrosc pica1
SemicristalinosDeformação Macroscópica
  • No limite de escoamento superior, um pequeno pescoço se forma na seção útil do corpo de prova.
    • Dentro deste pescoço, as cadeias se tornam orientadas (isto é, o eixo das cadeias ficam alinhados paralelamente à direção de alongamento), o que leva a um aumento de resistência localizado.
  • Consequentemente, neste ponto existe uma resistência à continuidade da deformação, e o alongamento deste corpo de prova prossegue pela propagação desse pescoço ao longo da seção útil.
semicristalinos deforma o macrosc pica2
SemicristalinosDeformação Macroscópica
  • O fenômeno da orientação das cadeias acompanha essa extensão do pescoço.
  • Esse comportamento sob tração pode ser comparado com aquele apresentado pelos metais dúcteis,
  • para os quais, uma vez que o pescoço é formado, toda a deformação subsequente fica confinada no interior dessa região empescoçada (pg. 87 Callister 5ª ed. para saber mais).
fatores que influenciam as propriedades mec nicas dos pol meros
Fatores que Influenciam as Propriedades Mecânicas dos Polímeros
  • Como vimos, com o aumento da temperatura ou diminuição da taxa de deformação 
    • diminuição do módulo de tração,
    • redução do limite de resistência à tração e
    • uma melhoria da ductilidade.
  • Ainda diversos fatores estruturais e de processamento influenciamo comportamento mecânico(resistência mecânica e módulo) dos materiais poliméricos.
fatores que influenciam as propriedades mec nicas dos pol meros1
Fatores que Influenciam as Propriedades Mecânicas dos Polímeros
  • Ocorre aumento na resistência sempre que qualquer restrição é imposta ao processo de deformação
    • p.e. embaraços nas cadeias ou um grau significativo de ligações intermolecularesinibe o movimento relativo das cadeias.
    • Apesar deligações secundárias serem fracas, uma grande quantidade delas resultam em forças significativas.
fatores que influenciam as propriedades mec nicas dos pol meros2
Fatores que Influenciam as Propriedades Mecânicas dos Polímeros
  • O que aumenta o módulo?
    • Além disso, o módulo aumentana medida em que aumentam tanto a força de ligação secundária quantoo alinhamento das cadeias.
  • Iremos discutir como:
    • Peso molecular;
    • Grau de cristalinidade;
    • Pré-deformação por estiramento;
    • Tratamento térmico.
  • Afetam o comportamento mecânico dos polímeros.
fatores que influenciam as propriedades peso molecular
Fatores que Influenciam as Propriedades Peso Molecular
  • Magnitude do módulo de tração  não parece sofrer influência direta do peso molecular.
  • Limite de resistência à tração  aumenta em função de um aumento do peso molecular.
    • O que explica este comportamento?
      • Aumento no número de embaraços e entrelaces na cadeia que é
      • Causado pelo aumento do peso molecular médio, ou seja, do tamanho das moléculas.
fatores que influenciam as propriedades grau de cristalinidade
Fatores que Influenciam as Propriedades Grau de Cristalinidade
  • Grau de cristalinidade pode ter influência significativa uma vez que ele afeta a extensão das ligações secundárias intermoleculares.
    • Nas regiões cristalinas, onde as cadeias estão densamente compactadas em um arranjo ordenado e paralelo,
    • existe normalmente umagrande quantidade de ligações secundáriasentre ossegmentos de cadeia adjacentes.
    • Essas ligações secundárias estão muito menos presentes nas regiões amorfas em virtude do desalinhamento das cadeias.
fatores que influenciam as propriedades grau de cristalinidade1
Fatores que Influenciam as Propriedades Grau de Cristalinidade
  • Sendo assim, o módulo de tração para polímeros semicristalinos aumenta significativamente com o grau de cristalinidade.
  • Maior grau de cristalinidade  maior resistência  material se torna mais frágil.
  • Efeitos do percentual de cristalinidade e peso molecular sobre o estado físico do PE.
fatores que influenciam as propriedades pr deforma o por estiramento
Fatores que Influenciam as Propriedades Pré-deformação por Estiramento
  • Deformar o polímero permanentemente em tração (estiramento)
    • uma das técnicas comerciais mais importantes visando aumento da resistência em polímeros.
  • Estiramento  é o processo de extensão do pescoçomostrado anteriormente.
  • É como o encruamento para os metais.
  • Técnica importante de enrijecimento e aumento da resistência, empregada na produção de fibras e películas.
fatores que influenciam as propriedades pr deforma o por estiramento1
Fatores que Influenciam as Propriedades Pré-deformação por Estiramento
  • No estiramento, as cadeias moleculares deslizam umas sobre as outras e se tornam altamente orientadas.
  • Materiais semicristalinos assumem conformações semelhantes a da figura ao lado.
  • Grau de aumento de resistência e enrijecimento dependem do nível de deformação do material.
  • PropriedadesAnisotrópicas.
    • Estiramento em tração uniaxial  valores de módulo de tração e do LRT são significativamente maiores na direção da deformação do que nas demais direções.
fatores que influenciam as propriedades pr deforma o por estiramento2
Fatores que Influenciam as Propriedades Pré-deformação por Estiramento
  • No caso dos polímeros amorfos que tenham sido estirados a uma T elevada:
    • a estrutura molecular orientada é retida somente quando o material é resfriado rapidamente até a T ambiente.
  • Se a T elevada for mantida:
    • as cadeias moleculares irão se relaxar(tensões são aliviadas) e irão assumirconformações aleatórias caraterísticas do estado anterior à deformação.
      • estiramento não terá efeito sobre as características mecânicas do material.
fatores que influenciam as propriedades tratamento t rmico
Fatores que Influenciam as Propriedades Tratamento Térmico
  • O T.T. (ou recozimento) de polímeros semicristalinos
    • leva a modificações no tamanho e na perfeição dos cristalitos, bem como na estrutura da esferulita.
  • Para materiais que não tenham sido estirados e que são submetidos a T.T. com tempo constante, o aumento da T de recozimento leva o seguinte:
    • um aumento no módulo de tração,
    • um aumento no limite de escoamento,
    • uma redução da ductilidade.
  • São opostos aos efeitos nos metais.
fatores que influenciam as propriedades tratamento t rmico1
Fatores que Influenciam as Propriedades Tratamento Térmico
  • Em algumas fibras poliméricas que sofreram estiramento a influência do recozimento
    • sobre o módulo de tração é contrária àquela apresentada por materiais não estirados.
    • O módulo diminuiem função de um aumento da T de recozimentodevido a uma
    • perda da orientação da cadeiae com isso, uma perda na cristalinidade induzida pela deformação.
fen menos da cristaliza o da fus o e da transi o v trea
Fenômenos da Cristalização, da Fusãoe da Transição Vítrea
  • Propriedades mecânicas dos polímeros são altamente sensíveis a mudanças de temperatura.
  • Torna-se importante estudar as características termomecânicas desses materiais.
    • Cristalização
    • Fusão
    • Transição Vítrea
fen menos da cristaliza o da fus o e da transi o v trea1
Fenômenos da Cristalização, da Fusãoe da Transição Vítrea
  • A cristalização é um processo no qual, por resfriamento,
    • uma fase sólida ordenada (cristalina) é produzida a partir de um líquido fundido de estrutura molecular aleatória.
  • A transformação por fusão é o processo inverso.
    • Ocorre quando um polímero é aquecido.
fen menos da cristaliza o da fus o e da transi o v trea2
Fenômenos da Cristalização, da Fusãoe da Transição Vítrea
  • O fenômeno da transição vítrea.
    • ocorre com polímeros amorfos ou que não sejam cristalizáveis, os quais quando resfriados a partir de um líquido fundido se tornam sólidos rígidos,
    • porém ainda retêm a estrutura molecular desordenada característica do estado líquido;
    • Consequentemente, eles podem ser considerados como se fossem líquidos congelados (ou sólidos amorfos).
fen menos da cristaliza o da fus o e da transi o v trea3
Fenômenos da Cristalização, da Fusãoe da Transição Vítrea
  • O fenômeno da transição vítrea.
    • No caso dos polímeros semicristalinos, as regiões cristalinas irão experimentar um processo de fusão (e de cristalização).
    • Enquanto as áreas não-cristalinas passam através de uma transição vítrea.
fen menos da cristaliza o da fus o e da transi o v trea4
Fenômenos da Cristalização, da Fusãoe da Transição Vítrea
  • O fenômeno da transição vítrea.
    • Ocorre com polímeros amorfos (ou vítreos) e semicristalinos.
    • É devida a uma redução no movimento de grandes segmentos de cadeias moleculares pela diminuição da temperatura .
    •  Com o resfriamento a transição vítreacorresponde a uma transformação gradual de:
      • um líquido em um material com as características de uma
      • borracha e finalmente em
      • um sólido rígido.
fen menos da cristaliza o da fus o e da transi o v trea5
Fenômenos da Cristalização, da Fusãoe da Transição Vítrea
  • O fenômeno da transição vítrea.
    • A temperatura na qual o polímero experimenta a transição do estado no qual apresenta características de uma borracha para o estado rígido é chamada de
      • Temperatura de Transição Vítrea, Tv.
  • Essa sequencia de eventos ocorre na ordem inversa quando um vidro rígido a uma T inferior a Tv é aquecido.
fen menos da cristaliza o da fus o e da transi o v trea6
Fenômenos da Cristalização, da Fusãoe da Transição Vítrea
  • O fenômeno da transição vítrea.
  • Além disso, mudanças bruscas em outras propriedades físicas acompanham essa transição vítrea:
  • p.e. a rigidez (figura),
  • a capacidade calorífica e o
  • coeficiente de expansão térmica.
fen menos da cristaliza o da fus o e da transi o v trea7
Fenômenos da Cristalização, da Fusãoe da Transição Vítrea
  • Gráfico do volume específico em função da T para um processo de resfriamento do líquido fundido, para o polímero totalmente amorfo (A),
  • Semicristalino (B) – Tanto fusão quanto transição vítrea, e,
  • Cristalino (C).
pol meros termopl sticos e termofixos
Polímeros Termoplásticos e Termofixos
  • Classificação dos polímeros através de suas respostas mecânicas a temperaturas elevadas.
pol meros termopl sticos e termofixos1
Polímeros Termoplásticos e Termofixos
  • Os termoplásticos:
    • Amolecem quando são aquecidos (e por fim se liquefazem),
    • E endurecem quando são resfriados.
    • Processos que são totalmente reversíveis e que podem ser repetidos.
    • Esses materiais são fabricados normalmente pela aplicação simultânea de calor e pressão.
pol meros termopl sticos e termofixos2
Polímeros Termoplásticos e Termofixos
  • Os termoplásticos:
    • Em nível molecular, à medida que a temperatura é elevada as forças de ligação secundárias são diminuídas(devido ao aumento do movimento molecular),
    • de modo tal que o movimento relativo de cadeias adjacentes é facilitado quando uma tensão é aplicada.
    • Uma degradação irreversível resulta quando a T de um termoplástico fundido é aumentada ao ponto em que as vibrações moleculares se tornam violentas o suficiente para quebrar as ligações covalente principais.
pol meros termopl sticos e termofixos3
Polímeros Termoplásticos e Termofixos
  • Os termoplásticos:
    • São relativamente moles e dúcteis.
    • A maioria dos polímeros lineares e aqueles que possuem algumas estruturas ramificadas com cadeias flexíveis são termoplásticos.
pol meros termopl sticos e termofixos4
Polímeros Termoplásticos e Termofixos
  • Os termofixos:
    • Se tornam permanentemente duros quando submetidos a aplicação de calor e não amolecem com um aquecimento subsequente.
    • Durante o tratamento térmico inicial, ligações cruzadas covalentes são formadas entre cadeias moleculares adjacentes;
    • Essas ligações prendem as cadeias entre si para resistir aos movimentos vibracionais e rotacionais da cadeia a temperaturas elevadas.
pol meros termopl sticos e termofixos5
Polímeros Termoplásticos e Termofixos
  • Os termofixos:
    • A ligação cruzada geralmente é extensa, porquanto 10 a 50% das unidades mero da cadeia têm ligações cruzadas.
    • Somente aquecendo-se a temperaturas excessivas é que irá ocorrer o rompimento dessas ligações cruzadas e a degradação do polímero.
pol meros termopl sticos e termofixos6
Polímeros Termoplásticos e Termofixos
  • Os termofixos:
    • São geralmente mais duros, mais fortes e mais frágeis do que os polímeros termoplásticos, e possuem
    • melhor estabilidade dimensional.
    • A maioria dos polímeros com ligações cruzadas e em rede, entre eles as
      • borrachas vulcanizadas,
      • os epóxis e as resinas fenólicas e algumas resinas poliéster, são do tipo termofixo.
viscoelasticidade
Viscoelasticidade
  • Polímero Amorfo pode se comportar como:
    • Um vidro a temperaturas baixas;
    • Como um sólido com características de uma borracha a temperaturas intermediárias (acima da T de transição vítrea);
    • E como um líquido viscoso à medida que a temperatura é aumentada ainda mais.
viscoelasticidade1
Viscoelasticidade
  • Para deformaçõesrelativamente pequenas a temperaturas baixas  comportamento mecânico pode ser elástico (em conformidade com a lei de Hooke, σ = Eϵ).
  • Nas temperaturas mais altas  prevalece o comportamento viscoso ou tal qual o de um líquido.
  • Em temperaturas intermediárias  sólido tem as características de uma borracha, o qual exibe características mecânicas que são uma combinação desses dois extremos.
      • Essa condição é conhecida por viscoelasticidade.
viscoelasticidade2
Viscoelasticidade
  • A deformação elástica é instantânea  deformação total ocorre no instante em que a tensão é aplicada ou liberada (ou seja, a deformação é independente do tempo), e;
  • Com a liberação das tensões externas  deformação é totalmente recuperada  a amostra assume as suas dimensões originais.
  • Esse comportamento é mostrado em (b) como a deformação x tempo, para a curva carga instantânea x tempo (a).
viscoelasticidade3
Viscoelasticidade
  • Em contraste, para um comportamento totalmente viscoso a deformação não é instantânea  em resposta à aplicação de uma tensão, a deformação é retardada ou dependente do tempo.
  • Ainda, essa deformação não é reversível ou completamente recuperada após a tensão ter sido liberada.
  • Isso pode ser visto em (d).
viscoelasticidade4
Viscoelasticidade
  • Para um comportamento viscoelásticointermediário, a imposição de uma tensão da maneira mostrada em (a) resulta em
    • uma deformação elástica instantânea,
    • que é seguida por uma deformação viscosa, dependente do tempo,
    • o que se constitui em uma forma de anelasticidade (depende do tempo); este comportamento está ilustrado em (c).

Comportamento elástico dependente do tempo

 Anelasticidade (seção 6.4).

viscoelasticidade m dulo de relaxa o viscoel stico
ViscoelasticidadeMódulo de Relaxação Viscoelástico
  • Comportamento viscoelásticode polímeros  depende tanto do tempo quanto da temperatura.
  • Várias técnicas experimentais podem ser usadas para medir e quantificar este comportamento, entre elas a Relaxação de Tensões.
viscoelasticidade m dulo de relaxa o viscoel stico1
ViscoelasticidadeMódulo de Relaxação Viscoelástico
  • Com esses ensaios, inicialmente uma amostra é deformada rapidamente em tração, até um nível de deformação predeterminado e relativamente baixo.
  • A tensão necessária para manter essa deformação é medida em função do tempo, enquanto a temperatura é mantida constante.
  • Observa-se que a tensão diminui com o tempo devido a processos moleculares de relaxação de tensões que ocorrem dentro do polímero.
viscoelasticidade m dulo de relaxa o viscoel stico2
ViscoelasticidadeMódulo de Relaxação Viscoelástico
  • Módulo de relaxação Er(t) módulo de elasticidade dependente do tempo e que se aplica aos polímeros viscoelásticos.
  • Além do mais, a magnitude do módulo de relaxação é uma função da temperatura;
  • e para caracterizar mais completamente o comportamento viscoelástico de um polímero,
  • devem ser conduzidas medições de relaxação de tensões isotérmicas ao longo de uma faixa de temperaturas.

σ(t): Tensão dependente do tempo que é medida,

ϵ0: Representa o nível de deformação, o qual é mantido constante.

viscoelasticidade m dulo de relaxa o viscoel stico3
ViscoelasticidadeMódulo de Relaxação Viscoelástico
  • Na figura, é mostrado um gráfico esquemático do logaritmo deEr(t) em função do logaritmo do tempo para um polímero que exibe um comportamento viscoelástico.
  • Estão incluídas várias curvas que foram geradas sob diferentes temperaturas.
viscoelasticidade m dulo de relaxa o viscoel stico4
ViscoelasticidadeMódulo de Relaxação Viscoelástico
  • É importante observar:
  • A diminuição do valor de Er(t) com o transcorrer do tempo (correspondendo a um decaimento da tensão – equação);
  • O deslocamento das curvas para menores níveis de Er(t) com o aumento da temperatura.
  • Para representar a influência da temperatura, são tomados pontos de dados em um instante de tempo específico do gráfico, p.e. t1.
viscoelasticidade m dulo de relaxa o viscoel stico5
ViscoelasticidadeMódulo de Relaxação Viscoelástico
  • Resumindo:
  • Viscoelasticidade:combinação da resposta à deformação de um material, com a contribuição relativa do tempo, da temperatura, tensão, deformação e taxa de deformação do material.
    • Resposta instantânea – módulo elástico
    • Resposta no tempo – módulo viscoso ou módulo de relaxação
viscoelasticidade m dulo de relaxa o viscoel stico6
ViscoelasticidadeMódulo de Relaxação Viscoelástico
  • Resumindo:
  • Módulo de relaxação Er(t): É o módulo elástico dependente do tempo para polímeros viscoelásticos.
viscoelasticidade m dulo de relaxa o viscoel stico7
ViscoelasticidadeMódulo de Relaxação Viscoelástico
  • Para representar a influência da temperatura, são tomados pontos de dados em um instante de tempo específico do gráfico anterior, p.e. t1, que então são plotados como log Er(t1) em função da temperatura.
  • A figura ao lado mostra um desses gráficos para um poliestireno amorfo (atático).
  • Sendo t110 s após a aplicação da carga.
viscoelasticidade m dulo de relaxa o viscoel stico8
ViscoelasticidadeMódulo de Relaxação Viscoelástico
  • Temos várias regiões distintas.
  • Em Ts mais baixas (região vítrea), o material é rígido e frágil, e o valor de Er(10) é aquele do módulo de elasticidade, que no início, é virtualmente independente da temperatura.
  • Ao longo dessa faixa de Tstemos:
viscoelasticidade m dulo de relaxa o viscoel stico9
ViscoelasticidadeMódulo de Relaxação Viscoelástico
  • Em nível molecular, o que acontece???
  • as longas cadeias moleculares estão essencialmente congeladas nas suas posições a essas Ts.
viscoelasticidade m dulo de relaxa o viscoel stico10
ViscoelasticidadeMódulo de Relaxação Viscoelástico
  • Aumentando a T, Er(10) cai abruptamente por um fator de aproximadamente 103 dentro de um intervalo de temperaturas de 20oC.
  • Essa região é algumas vezes chamada de coriácea, ou de transição vítrea,
  • E o valor de Tv se encontra próximo da extremidade superior de temperaturas, 100oC para o PS.
viscoelasticidade m dulo de relaxa o viscoel stico11
ViscoelasticidadeMódulo de Relaxação Viscoelástico
  • Dentro dessa região de temperaturas a amostra do polímero será coriácea,
  • Isto é, deformação dependente do tempo e não totalmente recuperável quando a carga for liberada.
viscoelasticidade m dulo de relaxa o viscoel stico12
ViscoelasticidadeMódulo de Relaxação Viscoelástico
  • Dentro da região em que prevalecem as características de uma borracha (elástica),
  • O material deforma de uma maneira tal qual borracha.
  • Aqui estão presentes os componentes tanto elástico como viscoso.
viscoelasticidade m dulo de relaxa o viscoel stico13
ViscoelasticidadeMódulo de Relaxação Viscoelástico
  • Módulo de relaxação de tensões é relativamente baixo 
  • Deformação é fácil de produzir.
viscoelasticidade m dulo de relaxa o viscoel stico14
ViscoelasticidadeMódulo de Relaxação Viscoelástico
  • As duas regiões finais de alta temperatura  escoamento como borracha e escoamento viscoso.
  • Com aquecimento nessas Ts, ocorre transição gradual do material para um estado tal qual
    • borracha mole, e
    • finalmente para um líquido viscoso.
viscoelasticidade m dulo de relaxa o viscoel stico15
ViscoelasticidadeMódulo de Relaxação Viscoelástico
  • Na região de escoamento viscoso
  • o módulo diminui drasticamente com o aumento da temperatura.
viscoelasticidade m dulo de relaxa o viscoel stico16
ViscoelasticidadeMódulo de Relaxação Viscoelástico
  • O movimento das cadeias se intensifica tanto que em um escoamento viscoso os
  • segmentos de cadeia experimentam movimentos vibracionais e rotacionais bastante independentes uns dos outros.
  • Nessas temperaturas, toda a deformação é inteiramente viscosa, normalmente especificada em termos de viscosidade.
viscoelasticidade m dulo de relaxa o viscoel stico17
ViscoelasticidadeMódulo de Relaxação Viscoelástico
  • A taxa de aplicação da tensão também influencia as características viscoelásticas.
  • O aumento da taxa de carregamento possui a mesma influência que uma redução na temperatura.
viscoelasticidade m dulo de relaxa o viscoel stico18
ViscoelasticidadeMódulo de Relaxação Viscoelástico
  • O comportamentoEr(10) em função da temperatura para materiais à base de PS com várias configurações moleculares está esta plotado ao lado.
  • Curva C: A curva para o material amorfo é a mesma da figura anterior.
viscoelasticidade m dulo de relaxa o viscoel stico19
ViscoelasticidadeMódulo de Relaxação Viscoelástico
  • Curva B: Para um PS atático com poucas ligações cruzadas,
    • a região com características de borracha forma um platô que se estende até a T na qual o polímero se decompõe.
  • Esse material não irá experimentar fusão.
viscoelasticidade m dulo de relaxa o viscoel stico20
ViscoelasticidadeMódulo de Relaxação Viscoelástico
  • Curva B: Para uma maior intensidade de ligações cruzadas, a magnitude do valor do platôEr(10) também irá aumentar.
  • Os materiais como borracha ou elastoméricos tem esse tipo de comportamento e
    • são usados normalmente sob temperaturas que se encontram dentro da faixa de T desse platô.
viscoelasticidade m dulo de relaxa o viscoel stico21
ViscoelasticidadeMódulo de Relaxação Viscoelástico
  • Curva A: PS isotático quase totalmente cristalino.
  • A diminuição do valor de Er(10)em Tv (Tg) é muito menos pronunciada do que para os outros materiais à base de PS,
  • uma vez que apenas uma pequena fração volumétrica desse material é amorfa e experimenta transição vítrea.
viscoelasticidade m dulo de relaxa o viscoel stico22
ViscoelasticidadeMódulo de Relaxação Viscoelástico
  • Curva A: PS isotático quase totalmente cristalino.
  • Ademais, o módulo de relaxação é mantido em um valor relativamente elevado com o aumento da T,
    • até que se aproxime da T de fusão.
  • Pela figura essa T é de aprox. 240oC.
deforma o de elast meros
Deformação deElastômeros
  • Caracterizados por sua elasticidade (curva C).
  • Possuem a habilidade de serem deformados segundo níveis de deformação muito grandes e
  • em seguida retornarem elasticamente, tais como molas, às suas formas originais.
deforma o de elast meros1
Deformação deElastômeros
  • Esse comportamento foi, provavelmente, primeiro observado na borracha natural.
  • Entretanto, os últimos anos trouxeram a síntese de um grande número de elastômeros com uma ampla variedade de propriedades.
deforma o de elast meros2
Deformação deElastômeros
  • Seus módulos de elasticidade são muito pequenos e, além disso, variam em função da deformação,
    • Uma vez que a curva tensão-deformação para esses materiais não é linear.
  • Em um estado sem tensões, um
    • elastômero será amorfo e
    • composto por cadeias moleculares altamente torcidas , dobradas e espiraladas.
deforma o de elast meros3
Deformação deElastômeros
  • A deformação elástica, mediante a aplicação de uma carga de tração, consiste em:
    • desenrolar, destorcer e retificar as cadeias apenas parcialmente e,
    • como resultado , alongá-las na direção de tensão, um fenômeno apresentado na figura .
deforma o de elast meros4
Deformação deElastômeros
  • Com a liberação da tensão,
    • as cadeias se enrolam novamente de acordo com as suas conformações antes da aplicação da tensão,
    • e a peça macroscópica retorna à sua forma original.
deforma o de elast meros5
Deformação deElastômeros
  • A força motriz para e deformação elástica é um parâmetro termodinâmico chamado entropia(medida do grau de desordem no interior de um sistema).
      • Ela aumenta quando há um aumento na desordem.
  • A medida que um elastômero é estirado e as cadeias ficam mais retilíneas e se tornam mais alinhadas, o sistema se torna mais ordenado.
  • A partir deste estado, a entropia irá aumentar se as cadeias retornarem aos seus estados originais, com dobras e em espiral.
deforma o de elast meros6
Deformação deElastômeros
  • Dois fenômenos intrigantes resultam desse efeito de entropia.
    • Em primeiro lugar, quando esticado, um elastômero experimenta um aumento na sua temperatura;
    • Em segundo lugar, o módulo de elasticidade aumenta com o aumento de temperatura, o que é o comportamento oposto ao encontrado nos outros materiais.
deforma o de elast meros7
Deformação deElastômeros
  • Para que um polímero seja elastomérico:
  • Ele não deve ser facilmente cristalizável;
    • os materiais elastoméricossão amorfos, possuindo cadeias moleculares naturalmente espiraladas e dobradas em seu estado sem a aplicação de tensões.
  • As rotações das ligações da cadeia devem estar relativamente livres,
    • de modo que as cadeias retorcidas possam responder de imediato à aplicação de uma força.
deforma o de elast meros8
Deformação deElastômeros
  • Para terem deformações elásticas relativamente grandes, o início do surgimento de uma deformação plástica deve ser retardado.
    • A restrição dos movimentos das cadeias umas em relação às outras através da introdução de ligações cruzadas atende a esse objetivo.
    • Elas atuam como pontos de ancoragem entre as cadeias e impedem que ocorra deslizamento da cadeia. Isso pode ser visto na figura anterior.
    • Em muitos elastômeros, a formação das ligações cruzadas é realizada segundo um processo conhecido por vulcanização.
deforma o de elast meros9
Deformação deElastômeros
  • Para que um polímero seja elastomérico:
  • Finalmente, o elastômero deve estar acima da sua temperatura de transição vítrea.
    • A T mais baixa mais baixa na qual esse comportamento típico da borracha persiste é a Tv, que para muitos dos elastômeros mais comuns encontra-se entre -50 e -90oC.
    • Abaixo da sua Tv, um elastômero se torna frágil, e o seu comportamento tensão-deformação lembra a curva A na próxima figura.
deforma o de elast meros10
Deformação deElastômeros
  • Abaixo da sua Tv, um elastômero se torna frágil, e o seu comportamento tensão-deformação lembra a curva A na próxima figura.
elast meros vulcaniza o
ElastômerosVulcanização
  • Uma característica obrigatória para um comportamento elastomérico é que:
    • a estrutura molecular seja levemente provida de ligações cruzadas.
  • O processo de formação dessas ligações é conhecido por vulcanização,
    • o qual é realizado através de uma reação química irreversível, normalmente conduzida a temperatura elevada.
elast meros vulcaniza o1
ElastômerosVulcanização
  • Na maioria das reações de vulcanização compostos de enxofre são adicionados ao elastômero aquecido.
  • Cadeias de átomos de enxofre se ligam com as cadeias principais do polímero que se encontram adjacentes, formando ligações cruzadas entre elas, o que é obtido com a seguinte reação:
elast meros vulcaniza o2
ElastômerosVulcanização
  • Onde as duas ligações cruzadas mostradas consistem em átomos de enxofre m e n.
  • Os sítios nas cadeias mais suscetíveis à formação de ligações cruzadas são os átomos de carbono que se encontravam com ligações duplas antes do processo de vulcanização, mas que após a vulcanização ficaram com ligações simples.
elast meros vulcaniza o3
ElastômerosVulcanização
  • A borracha não vulcanizada é mole e pegajosa, e possui uma resistência ruim à abrasão.
  • Vulcanização melhora:
    • O módulo de elasticidade,
    • o limite de resistência à tração e a
    • resistência à degradação por oxidação.
  • A magnitude do módulo de elasticidade é diretamente proporcional à densidade das ligações cruzadas.
elast meros vulcaniza o4
ElastômerosVulcanização
  • As curvas tensão-deformação para a borracha natural vulcanizada e sem vulcanização estão apresentadas na figura.
  • Para produzir uma borracha capaz de ser submetida a grandes deformações
  • sem que ocorra a ruptura das ligações da cadeia primária
  • devem existir relativamente poucas ligações cruzadas, e estas devem estar bastante separadas na cadeia.
elast meros vulcaniza o5
ElastômerosVulcanização
  • Tem-se como resultado borrachas úteis quando entre aproximadamente 1 a 5 partes (em peso) de enxofre são adicionadas a 100 partes de borracha.
  • O aumento adicional do teor de enxofre causa um endurecimento da borracha e
  • também reduz a sua capacidade de se estender.
elast meros vulcaniza o6
ElastômerosVulcanização
  • Ainda, uma vez que eles apresentam ligações cruzadas,
  • por natureza os materiais elastoméricossão polímeros
  • TERMOFIXOS!!!
processamento dos pol meros termofixos
Processamento dos PolímerosTermofixos
  • Moldagem por Compressão.
  • Moldagem por Transferência.
  • Moldagem por Injeção.
processamento dos pol meros termopl sticos
Processamento dos PolímerosTermoplásticos
  • Extrusão (extrusão-sopro; produção de filmes; co-extrusão).
  • Injeção (injeção-sopro; co-injeção).
  • Termoformação.
  • Rotomoldagem.
  • Fiação(via seca,úmida ou por fusão).
  • Compressão.
  • Imersão.
processamento dos pol meros termopl sticos extrus o
Processamento dos PolímerosTermoplásticos - Extrusão
  • Processo contínuo.
  • As matérias-primas (pellets ou pó) são transportadas, passam de um estado sólido a um estado fundido e são forçadas a passar por uma matriz que molda a forma do produto final.
  • Produção de perfis (tubos, chapas, lâminas, filmes, calhas, etc.) e revestimento de fios.
  • A extrusão-sopro é um processo especial que utiliza a extrusão para formar o Parison que em seguida é soprado.
processamento dos pol meros termopl sticos extrus o1
Processamento dos PolímerosTermoplásticos - Extrusão
  • Extrusoras: mono rosca ou dupla rosca
processamento dos pol meros termopl sticos extrus o4
Processamento dos PolímerosTermoplásticos - Extrusão
  • Parafusos da Extrusora
  • Zonas do parafuso
  • Tipos de parafusos
processamento dos pol meros termopl sticos extrus o5
Processamento dos PolímerosTermoplásticos - Extrusão
  • Geometria de diferentes parafusos para diferentes aplicações
processamento dos pol meros termopl sticos extrus o6
Processamento dos PolímerosTermoplásticos - Extrusão
  • Geometria de diferentes parafusos para diferentes aplicações
  • O desenho/geometria dos parafusos (L/D e passo) deve considerar a taxa de produtividade, qualidade da fusão e o polímero utilizado.
  • O diâmetro dos parafusos varia de 20 a mais de 300 mm, e atingem taxas de produção entre 5 e 600 kg/hora.
  • Parafusos universais buscam um alcance amplo de matérias-primas, mas requerem uma concessão em qualidade de fusão e taxa de produtividade.
processamento dos pol meros termopl sticos extrus o9
Processamento dos PolímerosTermoplásticos - Extrusão
  • Extrusão de Filmes: Processo Tubular
processamento dos pol meros termopl sticos extrus o10
Processamento dos PolímerosTermoplásticos - Extrusão
  • Extrusão de Filmes: Processo Tubular (horizontal)
processamento dos pol meros termopl sticos extrus o12
Processamento dos PolímerosTermoplásticos - Extrusão
  • Extrusão-sopro
    • Etapas
  • Fusão da Resina na extrusora.
  • Formação do Parison(tubo de polímero em “fusão”).
  • Sopro do Parison.
processamento dos pol meros termopl sticos inje o
Processamento dos PolímerosTermoplásticos - Injeção
  • Processo descontínuo que possui um ciclo de injeção.
  • Plastificação do material e injeção em um molde.
  • Resfriamento dentro do molde (termorrígidos são curados no molde).
  • Abertura do molde e extração da peça.
  • Processo capaz de produzir peças complexas em grandes quantidades e de modo preciso.
processamento dos pol meros termopl sticos inje o1
Processamento dos PolímerosTermoplásticos - Injeção
  • Peças moldadas por injeção:
    • Interior dos automóveis,
    • gabinetes eletrônicos,
    • aparelhos domésticos,
    • equipamentos médicos,
    • CDs pallets,
    • brinquedos,
    • cestos e baldes,
    • canecas promocionais,
    • tampas em geral e
    • tampas para garrafas de leite.
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Processamento dos PolímerosTermoplásticos - Injeção
  • Partes Funcionais das Injetoras:
    • Sistema de plastificação e injeção.
    • Sistema de movimentação e refrigeração do molde.
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Processamento dos PolímerosTermoplásticos - Injeção
  • Características
    • A velocidade de injeção interfere na orientação das moléculas → tensões residuais.
    • Alcance de geometrias complexas sem rebarbas ou pós-usinagem.
    • Em geral as peças têm até 3kg.
    • Baixo custo para produção elevada.
    • Alta produção (moldes de aço são caros).
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Processamento dos PolímerosTermoplásticos - Injeção
  • Ciclo de Injeção
    • Alimentação;
    • Plastificação/homogenização;
    • Enchimento do molde;
    • Resfriamento do molde (50% do ciclo);
    • Abertura do molde;
    • Extração da peça.
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Processamento dos PolímerosTermoplásticos - Injeção
  • Processo:
  • Um dos processos mais versáteis e modernos na área de transformação de polímeros.
  • Consiste basicamente em forçar o polímero amolecido ou fundido, através de uma rosca - pistão, para o interior da cavidade de um molde.
  • Após o resfriamento a peça é então extraída.
  • É um processo intermitente composto por várias etapas que se repetem a cada ciclo, na qual podem ser produzidas uma ou várias peças por vez.
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Processamento dos PolímerosTermoplásticos - Injeção
  • Processo:
  • É adequadopara produção em massa, uma vez que a matéria-prima pode geralmente ser transformada em peça pronta em uma única etapa.
  • Ao contrário da fundição de metais e da prensagem de durômeros e elastômeros, na injeção de termoplásticoscom moldes de boa qualidade não surgem rebarbas.
  • Desta forma o retrabalho de peças injetadas é pouco, e as vezes, nenhum.
  • Assim podem ser produzidas mesmo peças de geometria complexa em uma única etapa.
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Processamento dos PolímerosTermoplásticos - Termoformação
  • Matéria-Prima:
    • Chapa plástica (ou bobina plástica).
      • Material termoplástico (ABS, HIPS, PS, PP ,PE) sólido de até 12 mm de espessura (conforme a capacidade de aquecimento e vácuo do equipamento).
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Processamento dos PolímerosTermoplásticos - Termoformação
  • Entrada do material na máquina.
  • Aquecimento.
  • A bomba de vácuo (ou ar comprimido) é acionada e a sucção causada pelo vácuo através do molde (com furos) força o material a tomar a forma do molde.
  • Resfriamento até alcançar rigidez suficiente.
  • Desmoldagem.
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Processamento dos PolímerosTermoplásticos - Termoformação
  • Termoformação com Retorno Elástico
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Processamento dos PolímerosTermoplásticos - Termoformação
  • Processo – primeira etapa:
  • Na primeira etapa o semimanufaturado é aquecido. Para isto existem três possibilidades de passos:
    • o aquecimento por convecção,
    • por contato ou por
    • radiação infravermelha.
  • O método mais empregado é por radiação infravermelha, já que sua energia avança diretamente ao interior do plástico.
  • Assim ele é aquecido muito rapidamente e de forma homogênea, sem que a superfície fique danificada por sobre aquecimento.
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Processamento dos PolímerosTermoplásticos - Termoformação
  • Processo – segunda etapa:
  • A segunda etapa é a moldagem da peça, onde o plástico é estirado.
  • O semimanufaturado aquecido é preso em um suporte e pressionado, por ar ou vácuo, para o interior do molde ou puxado sobre o mesmo.
  • Uma desvantagem do processo é que somente o lado da peça que entra em contato com o molde é formado perfeitamente.
  • Dependendo se o lado interno ou externo da peça que será modelado, distingue-se entre processo positivo e negativo.
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Processamento dos PolímerosTermoplásticos - Termoformação
  • Processo – segunda etapa:
  • No processo negativo o semimanufaturado é puxado para o interior da ferramenta, enquanto que no processo positivo ele é aspirado sobre a ferramenta.
  • Neste processo o semimanufaturado é preso e esticado. Desta forma ocorrem variações nas espessuras de parede das peças, principalmente os cantos tornam-se finos.
  • Para reduzir este efeito, muitas vezes o semimanufaturado é pré-estirado antes da moldagem propriamente dita. No processo negativo isto é executado pro um estampo e no processo positivo por sopro.
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Processamento dos PolímerosTermoplásticos - Termoformação
  • Processo – terceira etapa:
  • A terceira etapa, o resfriamento, inicia assim que o semimanufaturadoencosta na ferramenta fria.
  • Para reduzir o tempo de resfriamento, por exemplo na produção em série, a ferramenta pode ser refrigerada.
  • Pode-se elevar ainda mais a velocidade através do resfriamento do lado da peça que não está em contato com a ferramenta.
  • Para isto é utilizado o resfriamento por jato de ar.
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Processamento dos PolímerosTermoplásticos - Termoformação
  • Produtos Termoformados
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Processamento dos PolímerosTermoplásticos - Termoformação

Processo negativo.

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Processamento dos PolímerosTermoplásticos - Termoformação

Processo positivo com pré-estiramento.

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Processamento dos PolímerosTermoplásticos - Rotomoldagem
  • Características:
    • Peças ocas.
    • Fabricação de produtos quase isentos de tensão.
    • Peças sem linhas de costura.
    • Acabamento atrativo para produtos de grande porte.
    • Alto grau de liberdade durante a construção do molde.
    • Facilidade de modificação do molde ou da espessura da peça.
    • Pequena geração de rebarbas.
    • Facilidade de mudança de material e cores; possibilidade de moldar peças de cores distintas no mesmo ciclo.
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Processamento dos PolímerosTermoplásticos - Rotomoldagem
  • Processo:
    • Alimentação do molde com quantidade pré-determinada de material.
    • O material pode estar na forma de pó seco micronizado(para aumentar a fluidez), como PE, PP e nylon ou ser um Plastissol (composição à base de PVC). Também pode ser usado na forma líquida.
    • O molde requer boa transmissão de calor.
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Processamento dos PolímerosTermoplásticos - Rotomoldagem
  • Processo:
    • Após a alimentação o molde é fechado com auxílio de grampos ou parafusos.
    • Balanceamento da mesa por distribuição de peso.
    • Moldes podem ser simples e feitos de Al, aço ou compósito.
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Processamento dos PolímerosTermoplásticos - Rotomoldagem
  • Processo:
    • Processo simples e econômico.
    • Constituído de um molde oco abastecido com resina em pó ou líquida que é colocado em câmara de gás aquecida com temperatura de 200ºC a 400ºC.
    • Molde gira em dois movimentos com rotações baixas e distintas.
    • Além das taxas de aquecimento e resfriamento do molde serem lentas, se trabalha com pressão atmosférica, não havendo, portanto, uma orientação preferencial das cadeias poliméricas.
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Processamento dos PolímerosTermoplásticos - Rotomoldagem
  • Processo:
    • Isso não ocorre na Injeção altas taxas de cisalhamento orientam as cadeias poliméricas no sentido do fluxo do material.
    • Essas características na rotomoldagem quase ausência de aplicação de esforços sobre a resina, proporcionando peças ocas sem tensões residuais.
    • Desenvolvido por volta de 1940, (atraiu pouca atenção por ser considerado um processo lento e limitado pelo número restrito de materiais rotomoldáveis).
    • Melhoramentos ocorridos no controle de processo e o desenvolvimento das novas resinas pulverizadas ou líquidas teve início uma aplicação em larga escala.
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Processamento dos PolímerosTermoplásticos - Fiação
  • Polímeros na forma de fibras são capazes de serem estirados numa proporção comprimento-diâmetro 100:1.
  • Comercialmente sua maior aplicação é na indústria têxtil.
  • Em uso são exigidas mecanicamente por tração, torção, cisalhamento e abrasão.
  • Polímeros são sempre termoplásticos, capazes de atingir alto grau de cristalização.
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Processamento dos PolímerosTermoplásticos - Fiação
  • Fiação:
    • A geometria da seção transversal e longitudinal da fibra exerce grande influência no fio e consequentemente, no tecido.
    • Filamentosobtidos por fiação via-fusão podem ter geometrias especiais (triangular, forma de estrela, etc.) além da circular e fios obtidos com esses filamentos têm características distintas.
    • Por exemplo, a “seda natural” feito com PET imita o filamento da seda do bicho-da-seda que produz um filamento de seção triangular.
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Processamento dos PolímerosTermoplásticos - Fiação
  • Fibras Têxteis:
    • O título de uma fibra pode ser expresso em denier(massa em gramas de 9000 metros de fio), grex ou tex (massa em gramas de 10.00m ou 100m respectivamente).
    • Fibras cortadas (staplefibers) são mais usadas do que fibras contínuas.
    • Misturas de fibras cortadas de poliéster/algodão, viscose ou lã, acrílico/lã, poliéster/nylon dão maior flexibilidade à produção e resulta em fios com propriedades e caimento especiais.
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Processamento dos PolímerosTermoplásticos - Fiação
  • Fibras Têxteis:
    • Quanto mais fino for o filamento de um fio, mais flexível será o fio e mais difícil será o tingimento devido ao “skineffect” (analogia a um tubo).
    • Um fio típico tem 15 a 100 filamentos.
    • É mais fácil tingir um fio com 20 filamentos de denier 5 ( denier total = 100) do que um fio com 60 filamentos de denier 1,67 (deniertotal = 100).
    • O fio com filamentos mais grossos fica mais escuro, ou seja, o corante entra mais facilmente na estrutura da fibra que é menos orientada.
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Processamento dos PolímerosTermoplásticos - Fiação
  • Fibras via-úmida x via-seca:
    • Como na fiação via-seca, o polímero é solubilizado em um solvente.
    • Diferentemente da fiação via-seca a solução de polímero é alimentada na fieira que se encontra em um banho coagulante.
    • Fibras acrílicas (copolímeros de acrilonitrila com teor de acrilonitrila entre 35% e 85%) podem ser obtidas por fiação via-seca ou ficação via úmida.