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ARCADISMO (ou NEOCLASSICISMO)

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ARCADISMO (ou NEOCLASSICISMO)

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  1. ARCADISMO (ou NEOCLASSICISMO)

  2. Casa no campo (Composição: Zé Rodrix e Tavito) Eu quero uma casa no campoOnde eu possa compor muitos rocks ruraisE tenha somente a certezaDos amigos do peito e nada maisEu quero uma casa no campoOnde eu possa ficar no tamanho da pazE tenha somente a certezaDos limites do corpo e nada maisEu quero carneiros e cabras pastando solenesNo meu jardimEu quero o silêncio das línguas cansadasEu quero a esperança de óculosMeu filho de cuca legalEu quero plantar e colher com a mãoA pimenta e o salEu quero uma casa no campoDo tamanho ideal, pau-a-pique e sapéOnde eu possa plantar meus amigosMeus discos e livrosE nada mais

  3. Características .Arte ligada ao Iluminismo. Oposição ao poder (barroco) da Igreja.

  4. Afirmação da racionalidade. Razão = Verdade = Simplicidade e clareza.

  5. Culto da simplicidade. Como se atinge a mesma? Através da imitação (não no sentido de cópia, mas no de seguir modelos já estabelecidos).Imitação dos clássicos;

  6. * Bucolismo: adequação do homem à harmonia e serenidade da natureza. * Pastoralismo: celebração da vida pastoril, vista como um eterno idílio entre pastores e pastoras.

  7. Ausência de subjetividade. O autor não expressa o seu próprio eu, adotando uma forma pastoril • Há o uso de pseudônimos

  8. Arcadismo no Brasil * Decorrência da atividade mineradora e da urbanização que dela resultou. *Instituição em caráter regular de um sistema literário: autores - obras escritas dentro de uma tendência comum - público leitor permanente. *Relação com a Inconfidência Mineira. Tomás Antônio Gonzaga foi degredado e Cláudio Manuel da Costa se suicidou na prisão.

  9. Marília de Dirceu Tomás Antônio Gonzaga

  10. Sobre o autor • Nasceu em Portugal (1744) e vem para o Brasil com o pai, com um ano, após a morte de sua mãe. • Em 1792 foi nomeado ouvidor (juiz) de Vila Rica. • Em 1793 conhece Maria Dorotéia Joaquina de Seixas, por quem se apaixona. • Ela tinha 17anos e ele 40anos.

  11. No início a família não queria o casamento, mas depois de uns anos acabam aprovando • Próximo do casamento ele é acusado de participar da Inconfidência Mineira. Em 1789 é preso por três anos, no Rio de Janeiro. • Separado de sua amada, escreve nesse tempo a maior parte de suas liras (principalmente a segunda parte).

  12. Em 1792 sua pena é transformada em desterro e o poeta é enviado para Moçambique, na África. • No desterro ocupou os cargos de Procurador da Coroa e o de Juiz de Alfândega de Moçambique. • Casa-se com Juliana de Souza Mascarenhas, uma moça rica, filha de um comerciante de escravos com quem teve dois filhos. • Vive rico e feliz até morrer em 1810, devido uma grave doença.

  13. Na obra • O sujeito lírico é o pastor Dirceu, que confessa seu amor pela pastora Marília. Mas na verdade, nos pastores se projeta o drama amoroso vivido por Gonzaga e Maria Dorotéia. • Por isso dizemos que a obra tem um caráter autobiográfico.

  14. Personagens presentes nas liras Maria Dorotéia Joaquina de Seixas (Marília). Há uma diferença entre o retrato de Marília (figura vaga, sem existência concreta - objeto ideal de poesia) e o de Maria Dorotéia (amada de Gonzaga, adolescente de 17 anos).

  15. Por isso, Marilia ora é morena – como Maria Dorotéia,ora é loira – ideal de beleza clássico. O que comprova não ser a pastora, Maria Dorotéia na vida real, mas uma figura simbólica que servia à poesia de Tomás Antonio Gonzaga.

  16. Tomás Antônio Gonzaga (Dirceu): Pode-se afirmar que as liras são a expressão do "eu" do poeta, onde se revela altivo e apaixonado. Fala com naturalidade e abundância da sua inteligência, posição social, prestígio e habilidades.Preocupa-se com a aparência física e a erosão da idade, com o conforto, futuro, planos e glória.

  17. Além disso, ora assume a postura de pastor que cuida de ovelhas e vive numa choça no alto do monte, ora a do burguês Dr. Tomás Antonio Gonzaga, juiz que lê altos volumes instalados em espaçosa mesa.

  18. Cláudio Manuel da Costa (Glauceste ou Alceste). Em algumas liras percebemos a presença de Cláudio M. da Costa e da amizade que unia os dois poetas. Percebe-se também a admiração que Gonzaga nutria pelo poeta mais velho.

  19. A obra quanto ao conteúdo • pastoralismo e bucolismo • Carpe diem • elementos da cultura greco-latina - presença de deuses da mitologia clássica (ninfas, Apolo, Cupido, Narciso, Netuno) • convencionalismo amoroso • idealização amorosa ( traço pré-romântico) • racionalismo

  20. Estrutura O poema é dividido em 3 partes: • A primeira, com 33 liras, com refrões guardando certa similitude entre si. • A segunda, de 38 liras, revela um teor mais melancólico e desesperançoso. • A terceira, com 9 liras e 16 sonetos e 2 odes.

  21. Cada lira é um dialogo de Dirceu com sua pastora Marília, mas, embora a obra tenha a estrutura de um diálogo, só Dirceu fala (trata-se de um monólogo), chamando Marília em geral com vocativos. • Devido a isso, muitos acreditam que Marília é apenas um pretexto para o poeta falar de si mesmo. Ficando melhor o título de “Dirceu de Marília”.

  22. Características • A poesia de Tomás Antônio Gonzaga apresenta as típicas características árcades e neoclássicas: o pastoril, o bucólico, a Natureza amena, o equilíbrio e descrição de paisagens brasileiras. • Paralelamente, possui características pré-românticas (principalmente na segunda parte de Marília de Dirceu): confissões de sentimento pessoal, ênfase emotiva estranha aos padrões do neoclassicismo.

  23. Há o predomínio do tom didático-pedagógico em que Dirceu está sempre ensinando lições sobre a vida á inexperiente Marília • O Fluir do tempo, a noção da efemeridade da vida, também aparecem com freqüência no texto.

  24. 1ª Parte (antes da prisão) • Apresenta o poeta cheio de esperanças, fazendo projetos conjugais, defendendo o ideal de vida burguês. • Predomina o convencionalismo arcádico, embora possamos já constatar a presença de manifestações pré-românticas que se acentuarão na Parte II. • Presença da mitologia, do bucolismo, da imitação, do racionalismo - postulados estéticos arcádicos e neoclássicos. • O pastor canta a beleza de Marília.

  25. Lira I Eu, Marília, não sou algum vaqueiro, Que viva de guardar alheio gado; De tosco trato, d’ expressões grosseiro, Dos frios gelos, e dos sóis queimado. Tenho próprio casal, e nele assisto; Dá-me vinho, legume, fruta, azeite; Das brancas ovelhinhas tiro o leite, E mais as finas lãs, de que me visto. Graças, Marília bela, Graças à minha Estrela!

  26. Eu vi o meu semblante numa fonte, Dos anos inda não está cortado: Os pastores, que habitam este monte, Respeitam o poder do meu cajado: Com tal destreza toco a sanfoninha, Que inveja até me tem o próprio Alceste: Ao som dela concerto a voz celeste; Nem canto letra, que não seja minha, Graças, Marília bela, Graças à minha Estrela!

  27. 2ª parte (na prisão) • A segunda parte das liras traz a marca dos dias de masmorra, longe de sua pastora e de seu rebanho, curtindo a amargura da prisão. • Daí o caráter nitidamente pré-romântico que perpassa as diversas liras que a constituem. • Presenciamos a dor e angustia da separação e o sentimento de ter sido acusado injustamente.

  28. Lira XII Quando à janela saíres, Sem quereres, descuidada, A minha pobre morada. Tu dirás então contigo: "Ali Dirceu esperava "Para me levar consigo; E ali sofreu a prisão." Mandarás aos surdos Deuses Novos suspiros em vão.(...)

  29. (...) Numa masmorra metido, Eu não vejo imagem destas, imagem, que são por certo A quem adora funestas. Mas se existem separadas Dos inchados, roxos olhos, Estão, que é mais, retratadas No fundo do coração. Também mando aos surdos Deuses Tristes suspiros em vão.

  30. 3ª parte: • Bem menor que as outras, apresenta liras e sonetos mas sem uma temática definida. • Somente 8 dessas poesias apresentam referência a Marília. • Há dúvidas quanto a autoria dessa última parte.

  31. Lira V Eu não sou, minha Nise, pegureiro, que viva de guardar alheio gado; nem sou pastor grosseiro,dos frios gelos e do sol queimado, que veste as pardas lãs do seu cordeiro. Graças, ó Nise bela, graças à minha estrela!(...)

  32. (...) Maldito seja aquele, que só trata de contar, escondido, a vil riqueza, que, cego, se arrebataem buscar nos avós a vã nobreza, com que aos mais homens, seus iguais, abata. Graças, ó Nise bela, graças à minha estrela!(...)