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EPIDEMIOLOGIA. Profa. Dalva Regina Amaral Teixeira dra_teixeira@hotmail.com. CONSIDERAÇÕES. GRÉCIA CLÁSSICA: EPIDEMIA SÉC XVI: TEXTO ESPANHOL LONDRES: SOCIEDADE DE EPIDEMIOLOGIA – 1850 INVESTIGAÇÕES ETIOLÓGICAS SOBRE DOENÇAS TRANSMISSÍVEIS SÉC XX: DISCIPLINA. ETIOLOGIA DA PALAVRA.

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epidemiologia

EPIDEMIOLOGIA

Profa. Dalva Regina Amaral Teixeira

dra_teixeira@hotmail.com

considera es
CONSIDERAÇÕES
  • GRÉCIA CLÁSSICA: EPIDEMIA
  • SÉC XVI: TEXTO ESPANHOL
  • LONDRES: SOCIEDADE DE EPIDEMIOLOGIA – 1850
  • INVESTIGAÇÕES ETIOLÓGICAS SOBRE DOENÇAS TRANSMISSÍVEIS
  • SÉC XX: DISCIPLINA
etiologia da palavra
ETIOLOGIA DA PALAVRA
  • EPI = SOBRE
  • DEMO = POPULAÇÃO
  • LOGOS = TRATADO
  • ESTUDO DO QUE AFETA A POPULAÇÃO
  • OBJETO: REPRESENTADO POR QUALQUER DANO OU AGRAVO À SAÚDE QUE AFETA A POPULAÇÃO. SEUS CONCEITOS E MÉTODOS SÃO APLICADOS A TODAS AS ÁREAS CORRELATAS
reas tem ticas
ÁREAS TEMÁTICAS
  • DOENÇAS INFECCIOSAS E ENFERMIDADES CARENCIAS: PESTE, TIFO, VARÍOLA E FEBRE AMARELA (AFECÇÕES DE EVOLUÇÃO AGUDA) - ESTUDOS INTEREPIDÊMICOS – BUSCA DE AGENTES BIOLÓGICOS ESPECÍFICOS – ESTUDO ESTENDEU-SE PARA AFECÇÕES CRÔNICAS (TUBERCULOSE) E NUTRICIONAIS (PELAGRA E BERIBERI).
  • DOENÇAS CRÔNICO-DEGENERATIVAS E OUTROS DANOS À SAÚDE (ANOMALIAS CONGÊNITAS, ACIDENTES E ENVENENAMENTOS, ENTRE OUTROS): DIMINUIÇÃO DA MORTALIDADE, ENVELHECIMENTO DA POPULAÇÃO E MUDANÇA NO PERFIL DA MORBIDADE – NÃO HÁ AGENTE ETIOLÓGICO.
  • SERVIÇOS DE SAÚDE: ASSISTÊNCIA AO DOENTE E PRÁTICAS PREVENTIVAS COMO FATORES INTERVENTIVOS NO APARECIMENTO DA DOENÇA – IDENTIFICAÇÃO DE PROBLEMAS, INVESTIGAÇÃO DE CAUSAS E AVALIAÇÃO DE MÉTODOS.
  • OUTRAS ÁREAS: EPIDEMIOLOGIA AMBIENTAL E OCUPACIONAL; FATORES DE RISCO; EPIDEMIOLOGIA SOCIAL, CLÍNICA, NUTRICIONAL, FARMACOLÓGICA; COMPORTAMENTAL; ETC
defini o
DEFINIÇÃO
  • RAMO DAS CIÊNCIAS DA SAÚDE QUE ESTUDA, NA POPULAÇÃO, A OCORRÊNCIA, A DISTRIBUIÇÃO E OS FATORES DETERMINANTES DOS EVENTOS RELACIONADOS COM A SAÚDE
premissas
PREMISSAS
  • OS AGRAVOS À SAÚDE NÃO OCORREM, AO ACASO, NA POPULAÇÃO. PORTANTO:
  • A distribuição desigual dos agravos à saúde é produto da ação de fatores que se distribuem desigualmente na população. A descoberta destes fatores é a preocupação constante da Epidemiologia.
  • O conhecimento dos fatores determinantes das doenças permite a aplicação de medidas, preventivas e curativas direcionadas a alvos específicos, cientificamente identificados, aumentando a eficácia das intervenções.
m todos de investiga o
MÉTODOS DE INVESTIGAÇÃO
  • Usa-se a lógica indutiva: partindo-se de certo número de dados, estabelece-se a proposição geral. OBSERVAÇÃO DE PACIENTES DA MESMA DOENÇA= EPIDEMIOLOGIA DA DOENÇA
  • PRINCIPAIS MÉTODOS:

- ESTUDOS DESCRITIVOS E ANALÍTICOS

- ESTUDOS EXPERIMENTAIS E NÃO EXPERIMENTAIS

estudos descritivos
ESTUDOS DESCRITIVOS
  • Informam sobre a freqüência e a distribuição de um evento, descrevendo epidemiologicamente os dados da população, quanto à mortalidade e morbidade e são organizados para mostrar como os óbitos e as doenças se encontram na população (faixa etária) ou em regiões e épocas distintas.
estudos anal ticos
ESTUDOS ANALÍTICOS
  • Investigação profunda da associação entre dois eventos para estabelecer explicações sobre eventual relação entre eles. Ex.: colesterol sérico e coronariopatia.
  • Atentar para variáveis externas. Ex.: hábito de fumar e hipertensão arterial
  • Mais complexos. Não menos importantes.
estudos experimentais
ESTUDOS EXPERIMENTAIS
  • Produção de situação artificial para pesquisa de determinado tema. O pesquisador cria a situação.
  • Como exemplo temos, entre outros, a verificação do efeito de vacinas, eficácia de medicamentos, programas de saúde.
  • Grande vantagem é a de neutralizar variáveis extrínsecas.
estudos n o experimentais
ESTUDOS NÃO-EXPERIMENTAIS
  • São os de observação.
  • Mais usados na área da saúde.
  • O pesquisador observa pessoas e grupos e compara suas características, colhendo e organizando dados para posterior investigação.
  • Como exemplo, temos a incidência de cardiopatia em indivíduos vegetarianos e não vegetarianos.
aplica es
APLICAÇÕES
  • Informar a situação da saúde da população: freqüência, distribuição e diagnóstico dos principais problemas de saúde e identificação dos afetados.
  • Investigar os fatores que influenciam a situação de saúde: estudo científico das determinantes do aparecimento e manutenção dos danos à saúde da população.
  • Avaliar o impacto das situações propostas para alterar a situação encontrada: ações isoladas programas e serviços de saúde.
especificidade
ESPECIFICIDADE
  • Objetivo Geral da Epidemiologia: concorrer para o controle dos problemas de saúde da população, através do melhor conhecimento da situação, de seus fatores determinantes e das melhores oportunidades de prevenção, de cura e de reabilitação.
  • ESPECIFICAMENTE a Epidemiologia refere-se à saúde ou à doença em nível COLETIVO, portanto deve fornecer conceitos, o raciocínio e as técnicas para estudos populacionais.
  • Como exemplo: estabelecimento de fatores de risco para coronariopatias
tr s aspectos da pr tica epidemiol gica
TRÊS ASPECTOS DA PRÁTICA EPIDEMIOLÓGICA
  • Correta seleção da população para estudo: conjunto de pessoas com determinadas características comuns. Verificação da representatividade da amostra (atendimento institucional, individual, programas de saúde)
  • Apropriada aferição dos eventos e adequada expressão dos resultados.
  • Controle das variáveis confundidoras, para correta interpretação de resultados
slide15
A tomada de decisões, seja a nível coletivo (planejadores de saúde), a partir das evidências colhidas pela Epidemiologia, seja a nível individual é muito valiosa.

No coletivo, pode-se intervir no processo da doença e implantar novas estratégias.

No individual, o profissional vale-se dos subsídio da Epidemiologia para fundamentar cientificamente decisões e condutas (diagnósticos, exames, vacinas e drogas, regime alimentar)

express o de resultados em epidemiologia
EXPRESSÃO DE RESULTADOS EM EPIDEMIOLOGIA
  • Coeficiente ou taxas expressos por uma fração composta pelos casos (número de pessoas – doentes ou mortas – que constitui o numerador da fração, e o tamanho do grupo de onde provém os casos – expostos ou população de risco – que constitui o denominador da fração.
  • Usa-se uma constante para facilitação do cálculo.
epidemiologia17
EPIDEMIOLOGIA

COEFICIENTE = CASOS X CONSTANTE

POPULAÇÃO

hist rico
HISTÓRICO
  • PESQUISAR EM PEREIRA E RESUMIR PARA PRÓXIMA AULA – Pg 07 a 14
  • Entregar questionário da pg 14.
  • CADERNO
usos da epidemiologia
USOS DA EPIDEMIOLOGIA
  • A finalidade deste estudo é fornecer base racional para auxiliar na escolha das intervenções a serem implantadas, em função da situação encontrada.
  • São classificados em 10 categorias, a seguir (PEREIRA).
para pereira
PARA PEREIRA:
  • 1. Diagnóstico da situação de saúde.
  • 2. Investigação etiológica.
  • 3. Determinação de riscos.
  • 4. Aprimoramento na descrição do quadro clínico.
  • 5. determinação de prognósticos.
  • 6. Identificação de síndromes e classificação de doenças.
  • 7. Verificação do valor de procedimentos diagnósticos.
  • 8. Planejamento e organização dos serviços.
  • 9. Avaliação das tecnologias, programas e serviços.
  • 10. Análise crítica de trabalhos científicos.
para a opas
PARA A OPAS:
  • 1.Programas de saúde: contribuição para o desenvolvimento dos programas de saúde, avaliação da saúde, planejamento dos serviços de saúde, vigilância epidemiológica.
  • 2. formação de recursos humanos.
  • 3. investigação aplicada ao planejamento, avaliação dos serviços de saúde e vigilância epidemiológica.
usu rios
USUÁRIOS
  • 1. O Sanitarista: profissional da Saúde Pública, que trabalha no intuito da promoção da saúde e da prevenção de doenças. Sua tarefa básica é junto ao sistema de informações de saúde, implantando bases de dados (morbidade, mortalidade, natalidade, recursos humanos, programas, entre outros). Também é responsável pela investigação de casos e notificação compulsória de doenças. Realiza entrevistas, exames de doentes e familiares.
slide23
2. O Planejador: reúne as informações de natureza epidemiológica para planejar, executar e avaliar as ações de saúde. Utiliza informações de mortalidade, morbidade, fatores de risco e características da população, para conhecimento do problema e sua importância, as necessidade e as demandas dos serviços de saúde, as características e distribuição dos recursos já existentes.
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3. O Epidemiologista-pesquisador (ou professor): campo de trabalho centrado em escritórios ou laboratórios, planejando estudos, análise e interpretação de dados.

Há a necessidade do conhecimento das três áreas para que o profissional seja completo.

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4. O clínico:

-- Emprego do conhecimento da epidemiologia para o manejo de cada paciente e proteção das pessoas. Noções de contágio, riscos, testes diagnósticos, entre outros.

-- Aprimoramento do raciocínio clínico e desenvolvimento do senso crítico.

-- Produção de novos conhecimentos: desenvolvimento da capacidade de utilização de dados para investigação mais aprimorada.

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QUESTIONÁRIO DA PÁGINA 28:
  • QUESTÓES 1, 2, 3, 4, 12.

- Levantamento de dados sobre o risco (pg 21 – Pereira)

- Levantamento de níveis de avaliação ( pg 25 – Pereira)

sa de e doen a
SAÚDE E DOENÇA

. Conceito de Saúde: ausência de doenças.

. Conceito de Doença: falta da perturbação da saúde.

IMPORTANTE: a informação sobre saúde é sempre quantificada em termos de presença ou ausência de algum sinal, sintoma ou diagnóstico de doença. O importante é informar sobre a falta de saúde.

hist ria natural da doen a leavel e clark 1976
HISTÓRIA NATURAL DA DOENÇA(LEAVEL E CLARK, 1976)
  • É O NOME DADO AO CONJUNTO DE PROCESSOS INTERATIVOS COMPREENDO AS INTER-RELAÇÕES DO AGENTE, DO SUSCETÍVEL E DO MEIO AMBIENTE QUE AFETAM O PROCESSO GLOBAL E SEU DESENVOLVIMENTO, DESDE AS PRIMEIRAS FORÇAS QUE CRIAM O ESTÍMULO PATOLÓGICO NO MEIO AMBIENTE, OU EM QUALQUER OUTRO LUGAR, PASSANDO PELA RESPOSTA DO HOMEM AO ESTÍMULO, ATÉ AS ALTERAÇÕES QUE LEVAM A UM DEFEITO, INVALIDEZ, RECUPERAÇÃO OU MORTE.
slide29
Para PEREIRA (2007): saúde e doença, não como um componente binário, mas concebidas como um processo no qual o ser humano passa por múltiplas situações que exigem do seu meio interno um trabalho de compensações e adaptações sucessivas
slide30
É a descrição de sua evolução, desde os primórdios no ambiente biopsicossocial até seu surgimento no suscetível e conseqüente desenvolvimento no doente. A importância do conhecimento da história natural da doença é apontar diferentes métodos de PREVENÇÂO e CONTROLE de situações reais e específicas.(ROUQUAYROL, 2003)
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A história natural da doença é dividida em dois períodos:
  • O período epidemiológico, onde o interesse é dirigido para as relações suscetível-ambiente.
  • O período patológico, onde interessam as modificações que passam no organismo vivo.

IMPORTANTE: -meio-ambiente onde ocorrem as pré-condições da doença.

-meio interno: locus da doença, onde se processa de forma progressiva uma série de modificações bioquímicas, fisiológicas e histológicas, próprias de uma enfermidade.

rouquayrol 2003 divide a hist ria natural da doen a baseada na sua evolu o
ROUQUAYROL (2003) DIVIDE A HISTÓRIA NATURAL DA DOENÇA BASEADA NA SUA EVOLUÇÃO
  • PERÍODO DE PRÉ-PATOGÊNESE
  • PREÍODO DE PATOGÊNESE
per odo de pr patog nese
PERÍODO DE PRÉ-PATOGÊNESE
  • É o primeiro período da história natural da doença e se caracteriza por ser a evolução das inter-relações dinâmicas, que envolvem, de um lado, os condicionantes sociais e ambientais e, de outro, os fatores próprios do suscetível, até que se chegue a uma configuração favorável à instalação da doença. Podem ocorrer situações que vão desde um risco mínimo a um risco máximo.
  • Leva-se em conta também o fator probabilidade
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As pré-condições que determinam a produção da doença são tão interdependentes que seu conjunto forma a estrutura epidemiológica.
estrutura epidemiol gica
Estrutura Epidemiológica
  • Funcionamento sistêmico.
  • Entende-se o conjunto formado por fatores vinculados ao suscetível e ao ambiente, (incluindo aí o agente etiológico).

É dotado de uma organização interna que define as interações e também é responsável pela produção da doença.

Pode também ser chamada de SISTEMA EPIDEMIOLÓGICO.

Busca de um novo equilíbrio para modificar a incidência da doença.

para san martin 1981
Para San Martin (1981)
  • Sistema formado pelo ambiente, população, economia e cultura: SISTEMA EPIDEMIOLÓGICO SOCIAL.
  • Para ele, tudo influi: qualidade de vida, ambiente sócio-econômico, desigualdades, concentração de riquezas. Entre outros fatores individuais e coletivos, estes são fatores essenciais e determinantes no processo saúde-doença.
  • Holístico.
fatores sociais
FATORES SOCIAIS
  • Compreendem os fatores sócio-econômicos, sócio-políticos, sócio-culturais e psicossociais.
slide38
FATORES SÓCIO-ECONÔMICOS: associação entre capacidade econômica e probabilidade de adquirir doença. Mais privilegiados são menos susceptíveis à ação de fatores ambientais que estimulam a ocorrência de certas doenças.
  • Doenças consideradas da miséria: desnutrição, parasitoses instestinais, nanismo, entre outras.
slide39
FATORES SÓCIO-POLÍTICOS: instrumentação jurídico-legal; decisão política; higidez política; participação consentida e valorização da cidadania; participação comunitária efetivamente exercida; transparência das ações e acesso à informação.
slide40
FATORES SÓCIO-CULTURAIS: preconceitos e hábitos culturais, crendices, comportamentos e valores. Exemplo: defecar em superfície de solo, nas proximidades de mananciais; liberdade e promiscuidade sexual e aumento das DSTs.
slide41
FATORES PSICOSSOCIAIS: marginalidade, ausência de relações parentais estáveis, desconexão da cultura de origem, falta de apoio no contexto social em que se vive, condições de trabalho extenuantes ou estressantes, promiscuidade, transtornos econômicos, sociais ou pessoais, carência afetiva, principalmente materna, competição desenfreada, agressividade e desemprego.
fatores ambientais
FATORES AMBIENTAIS
  • Ambiente é aquele que mantém relação com o agente etiológico e o suscetível, sem se confundir com o mesmo. Inclui o ambiente físico (vida autotrófica) e o ambiente biológico (seres vivos e suas inter-relações).
  • Agressores Ambientais:

- presentes no ambiente de forma habitual, em convivência com o homem;

- pouco comuns se fazendo presentes em situações novas, de forma perceptível como agentes em eventos epidemiológicos;

- explodem em situações anormais de grande monta como são as macro-perturbações ecológicas, os desastres naturais entre outros.

componentes do ambiente f sico
Componentes do ambiente físico
  • Situação geográfica
  • solo
  • clima
  • recursos hídricos e topografia
  • agentes químicos
  • agentes físicos
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Progresso e desenvolvimento industrial criaram problemas novos, resultantes da poluição ambiental. Exemplo: grande quantidade de substâncias carcinogênicas absorvidas, inaladas, uso de pesticidas, uso de medicamentos, entre outros.
  • A influência mais geral que qualquer fator biológico possa ter sobre o estado de saúde ou de doenças das populações humanas se faz sobre seu estado nutricional, juntamente com solo, clima e recursos hídricos.
multifatorialidade
MULTIFATORIALIDADE
  • É a estruturação de fatores condicionantes da doença. Quando juntos, os fatores anteriormente citados aumentam o risco da doença, chegando assim ao estado final provocador da doença, caracterizado por uma multiplicidade de fatores.
per odo de patog nese
PERÍODO DE PATOGÊNESE
  • Inicia-se com as primeiras ações que os agentes patogênicos exercem sobre o ser afetado.
  • Três etapas (COLIMON, 1978): sub-clínica; prodrômica e clínica.
  • Três estágios (MAUSNER E BAHN, 1974): pré-sintomático, clínico e de incapacitação.
  • Quatro estágios (LEAVEL E CLARK, 1976): interação estímulo-hospedeiro, patogênese precoce, doença precoce discernível e doença avançada.
primeiro n vel de evolu o intera o est mulo hospedeiro rouquayrol 2003
PRIMEIRO NÍVEL DE EVOLUÇÃO: INTERAÇÃO ESTÍMULO-HOSPEDEIRO (Rouquayrol, 2003)
  • Todos os fatores necessários para a ocorrência da doença estão presentes.
  • Alguns fatores agem predispondo o organismo à ação subseqüente de outros agentes patógenos.
  • Exs: má nutrição; fumo, entre outros.
segundo n vel de evolu o altera es bioqu micas histol gicas e fisiol gicas
SEGUNDO NÍVEL DE EVOLUÇÃO: ALTERAÇÕES BIOQUÍMICAS, HISTOLÓGICAS E FISIOLÓGICAS
  • Ainda não há manifestações clínicas, mas a doença já está instalada a nível histológico, podendo ser diagnosticada por meio de exames clínicos e laboratoriais.
  • Algumas doenças não passam desta etapa devido às respostas dadas pelas defesas orgânicas, podendo regredir ao estágio de saúde inicial.
terceiro n vel de evolu o sinais e sintomas
TERCEIRO NÍVEL DE EVOLUÇÃO: SINAIS E SINTOMAS
  • Os sinais da doença se tornam nítidos, transformando-se em sintomas.
  • É chamado de estado clínico, onde há uma série de alterações funcionais no organismo acometido.
  • A doença caminha para o desenlace: cura, cronicidade ou invalidez, ou para a morte
quarto n vel de evolu o cronicidade
QUARTO NÍVEL DE EVOLUÇÃO: CRONICIDADE
  • A doença pode se tornar crônica ou conduzir o doente a um nível de incapacidade física por tempo variável.
  • Lesões que conduzirão a novas doenças.
  • Invalidez permanente.
  • Morte
preven o
PREVENÇÃO
  • A Epidemiologia é a ciência que estabelece ou indica e avalia os métodos e processos usados pela Saúde Pública para prevenir doenças. Física, mental
  • Medicina preventiva: técnica de evitar doenças, prolongar a vida e desenvolver a saúde física e mental, abrangendo também a Medicina individualizada.
  • A prevenção pode ser feita nos períodos de pré-patogênese e patogênese e está fundamentada em CORTAR ELOS.
  • Pode ser dividida em primária, secundária e terceária.
preven o prim ria
PREVENÇÃO PRIMÁRIA
  • Se faz com a interceptação de fatores pré-patogênicos e inclui:
  • PROMOÇÃO DA SAÚDE: é feita através de medidas de ordem geral como moradia adequada, escolas, área de lazer, alimentação adequada, educação em todos os níveis.
  • PROTEÇÃO ESPECÍFICA: imunização, saúde ocupacional, higiene pessoal e do lar, proteção contra acidentes, aconselhamento genético, controle dos vetores.
preven o secund ria
PREVENÇÃO SECUNDÁRIA
  • Realizada no indivíduo já sob o estado de doença e inclui:
  • DIAGNÓSTICO PRECOCE: inquéritos para descoberta de casos na comunidade, exames para detecção precoce de casos, isolamento para evitar a propagação da doença, tratamento para evitar a progressão da doença.
  • LIMITAÇÃO DA INCAPACIDADE: evitar futuras complicações e evitar seqüelas.
preven o terce ria
PREVENÇÃO TERCEÁRIA
  • Prevenção de medidas destinadas à reabilitação de incapacidades e inclui:
  • Reabilitação (prevenir a incapacidade total),
  • Fisioterapia,
  • Terapia ocupacional,
  • Emprego para o reabilitado.
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QUESTIONÁRIO – PEREIRA – PAG 46 – QUESTÕES 01, 02, 03, 04, 05, 10.
  • GLOSSÁRIO – PEREIRA – PAG 47 – VÁRIAS DEFINIÇÕES IMPORTANTES PARA A EPIDEMIOLOGIA
gloss rio
GLOSSÁRIO
  • Coeficientes: relações entre o número de eventos reais e os que poderiam acontecer.
  • Valores relativos: número de pessoas doentes ou falecidas.
  • Valores absolutos: dados colhidos diretamente de fontes de informações.
  • Freqüência absoluta : número de casos.
  • Letalidade: maior ou menor poder que tem uma doença em provocar a morte de pessoas que adoeceram por esta doença.
  • Morbidade: comportamento das doenças e dos agravos à saúde em uma população exposta.
slide57
Prevalência: descreve a força com que subsistem as doenças nas coletividades.
  • Coeficiente: é a medida que permite estimar e comparar, no tempo e no espaço, a prevalência de uma dada doença, fixado um intervalo de tempo, e todas as demais variáveis referentes à população como idade, grupo etário, sexo, ocupação, etnia, entre outras.
  • Incidência: dá a idéia de intensidade com que acontece a morbidade em uma população.
  • Endemia: ocorrência coletiva de uma determinada doença que, no decorrer de um longo período, vem acometendo sistematicamente grupos humanos distribuídos em espaços delimitados e caracterizados, com incidência constante.
slide58
Epidemia: é a ocorrência de doença em grande número de pessoas ao mesmo tempo.
  • Pandemia: ocorrência epidêmica caracterizada por uma larga distribuição espacial, atingindo várias nações ao mesmo tempo.
  • Surto epidêmico: ocorrência epidêmica restrita a um espaço extremamente delimitado: colégio, edifício de apartamentos, bairros, entre outros.
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INDICADORES

DE SAÚDE

MEDEM

A SAÚDE

  • 1 - MEDIDAS DE MORBIDADE
  • Coeficiente de Incidência
  • Coeficiente de Prevalência

RISCO DE

ADOECER

  • 2 – MEDIDAS DE MORTALIDADE
  • Coeficiente de Mortalidade Infantil
  • Coeficiente de Mortalidade por Tuberculose

RISCO DE

MORRER

  • 3 – MEDIDAS DE GRAVIDADE
  • Coeficiente de Letalidade

GRAVIDADE OU

FATALIDADE

4 – DISTRIBUIÇÃO PROPORCIONAL

GRUPO MAIS

ATINGIDO

conceito de risco
CONCEITO DE RISCO
  • Risco:
    • Grau de probabilidade de um indivíduo desenvolver um resultado (doença ou outro desfecho clínico), em um certo período de tempo.(Pereira, 1995)
    • É a probabilidade de ocorrência de um resultado desfavorável, de um dano ou de um fenômeno indesejado.(Rouquayrol, 2003)
conceito de risco63
Conceito de Risco
  • Dessa forma, estima-se o risco ou a probabilidade de que uma doença exista, através dos coeficientes de incidência e prevalência.
  • Considera-se fator de risco de um dano toda característica ou circunstância que acompanha um aumento de probabilidade de ocorrência do fato indesejado, sem que o dito fato tenha de intervir necessariamente em sua causalidade (CLAP-OPAS/OMS, 1988).
slide65
1. COEFICIENTES OU TAXAS

Relação entre o número de casos de um evento e uma determinada população, num dado local e época. É uma medida que informa quanto ao risco de ocorrência de um evento.

Ex. número de casos de Dengue em Santo Antônio da Platina, em relação à população que reside nesta cidade a cada ano.

slide66

COEFICIENTE DE MORTALIDADE INFANTIL (CMI)

Mede o risco de morte para crianças menores de um ano de um dado local e período.

N.º de óbitos em menores de 1 ano em dado local e período

CMI = -------------------------------------------------------------------------- X 103

N.º de nascidos vivos no mesmo local e período

slide67

COEFICIENTE DE MORTALIDADE INFANTIL (CMI)

Mede o risco de morte para crianças menores de um ano de um dado local e período.

N.º de óbitos em menores de 1 ano em dado local e período

CMI = -------------------------------------------------------------------------- X 103

N.º de nascidos vivos no mesmo local e período

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2- ÍNDICE OU PROPORÇÃO

É a relação entre freqüências atribuídas de determinado evento, sendo que no numerador é registrada a freqüência absoluta do evento que constitui subconjunto daquele contido no denominador que é de caráter mais abrangente.

Ex. número de óbitos por doença cardiovascular em relação ao número total de óbitos.

slide69

Número de nascidos vivos com peso menor

que 2 500g em determinado local e período

X 100

Número de nascidos vivos no mesmo local e

período

PROPORÇÃO DE NASCIDOS VIVOS COM BAIXO PESO AO NASCER

Este indicador reflete a proporção de nascidos vivos com peso ao nascer inferior a 2.500 gramas, dentre os nascidos vivos, em determinado local e período.

slide70

Número de casos novos de tuberculose encerrados

por abandono em determinado local e período

X 100

Total de casos novos de tuberculose diagnosticado

no mesmo local e período

PROPORÇÃO DE ABANDONO DE

TRATAMENTO DA TUBERCULOSE

Este indicador reflete,em percentual, a proporção de casos novos

de tuberculose ( todas as formas) encerrados em abandono, em

relação ao total de casos novos de tuberculose diagnosticados,

em determinado local e período.

slide71
3 - RAZÃO

É definida como a medida de freqüência de um grupo de eventos relativa à freqüência de outro grupo de eventos. É um tipo de fração em que pelo menos parte dos elementos do numerador não está contida no denominador, ou seja, o numerador não é subconjunto do denominador.

Ex. Razão entre o número de casos de AIDS no sexo masculino e no sexo feminino.

slide72

Número de caso de meningite meningocócica

Número de casos de meningite tuberculosa

RAZÃO ENTRE MENINGITE MENINGOCÓCICA

E MENINGITE TUBERCULOSA

slide75

COEFICIENTE DE MORTALIDADE GERAL (CMG)

Mede o risco de morte por todas as causa em uma população de um dado local e período.

N.º de óbitos em dado local e período

CMG = ------------------------------------------------------- X 103

População do mesmo local e período

slide76

COEFICIENTE DE MORTALIDADE INFANTIL (CMI)

Mede o risco de morte para crianças menores de um ano de um dado local e período.

N.º de óbitos em menores de 1 ano

em dado local e período

CMI = -------------------------------------------------------------------- X 103N.º de nascidos vivos no mesmo local e período

É um indicador muito utilizado em saúde pública por refletir as condições de vida de uma população, dado que a criança menor de 1 ano é extremamente sensível às condições ambientais

slide77

COEFICIENTE DE MORTALIDADE INFANTIL PRECOCE (CMIP ou NEONATAL)

  • Mede o risco de morte para crianças menores de 28 dias

N.º de óbitos de crianças de 0 a 27 dias

em dado local e período

CMIP = ------------------------------------------------------------- X 103

N.º de nascidos vivos no mesmo local e período

slide78

b) - COEFICIENTE DE MORTALIDADE INFANTIL TARDIA (CMIP ou PÓS NEONATAL)

Mede o risco de morte para crianças com idade entre 28 dias e 1 ano

N.º de óbitos entre 28 dias e menores de 1 ano

em dado local e período

CMIT = ------------------------------------------------------------------------------ X 103N.º de nascidos vivos no mesmo local e período

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COEFICIENTE DE MORTALIDADE MATERNA

São aquelas mortes devidas a complicações da gravidez, parto e do puerpério.

N.º de óbito por causa maternas

Em dado local e período

CMM = --------------------------------------------------- X 105

Número de Nascidos Vivos

no mesmo local e período

slide80

COEFICIENTE DE MORTALIDADE POR CAUSA (CMC)

Mede o risco de morte por determinada causa, num dado local e período. No denominador deve constar a população exposta ao risco de morrer por essa mesma causa.

N.º de óbito por determinada doença

em dado local e período

CMC = -------------------------------------------------------------------------- X 10n

População exposta ao risco

slide81

COEFICIENTE DE MORTALIDADE PERINATAL ( CMPN)

N.º de nascidos mortos ( 22 semanas ou mais de gestação) +

N.º de óbitos de crianças de 0 a 6 dias em dado local e período

CMPN = -------------------------------------------------------------------------- X 103

N.º de nascidos vivos + nascidos mortos

no mesmo local e período

slide82

COEFICIENTE DE NATIMORTALIDADE (CNM)

N.º de nascidos mortos ( 22 semanas ou mais de gestação)

Em dado local e período

CNM = ------------------------------------------------------------------------- X 103

N.º de nascidos vivos + nascidos mortos

no mesmo local e período

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COEFICIENTE DE LETALIDADE (CL)

Mede o poder da doença em determinar a morte, avaliando a gravidade da doença e também a qualidade da assistência médica prestada para esta doença.

N.º de óbitos de determinada doença

em dado local eperíodo

CL = -------------------------------------------------------------------------- X 100

N.º de casos de doença no mesmo local e período

incid ncia
INCIDÊNCIA

É definida como o número de casos novos de uma doença surgidos em um mesmo local e período. Denota a intensidade com que acontece uma doença em uma população e mede a freqüência ou a probabilidade de ocorrência de casos novos da doença na população. Alta incidência significa alto risco de adoecer.

coeficiente de incid ncia ci mede o risco de adoecer
Coeficiente de Incidência (CI) mede o risco de adoecer

N.º de casos novos de uma doença em dado local e período

CI = -------------------------------------------------------------------------- X 10n

população exposta no mesmo local e período

slide89

Número de casos novos de tuberculose pulmonar positiva em determinado local e período

X 100 000

População no mesmo local e período

TAXA OU COEFICIENTE DE INCIDÊNCIA DE TUBERCULOSE PULMONAR POSITIVA

Este indicador reflete o número de casos novos de tuberculose pulmonar positiva, expresso por

100.000 habitantes, em um determinado local e período.

coeficiente de incid ncia de mal ria
Coeficiente de Incidência de Malária

Número de casos de Malária

CI = X 105

População exposta

Número de Pessoas com Malária

CI = X 105

População exposta

preval ncia
PREVALÊNCIA

É o número total de casos de uma doença, novos e antigos, existentes em um determinado local e período.

A prevalência, como idéia de acúmulo, de estoque, indica a força com que subsiste a doença em uma população.

slide92

O Coeficiente de Prevalência (CP) é mais utilizado para doenças crônicas de longa duração, como hanseníase, AIDS, tracoma ou diabetes. No intervalo de tempo definido da prevalência, são excluídos os casos que evoluíram para cura, óbito ou que migraram.

N.º de casos de determinada doença em dado local e período

CP =----------------------------------------------------------------------------X 10n

População do mesmo local e período

preval ncia93
PREVALÊNCIA
  • Prevalência instantânea, pontual ou momentânea => é medida pela freqüência da doença em um ponto definido no tempo, seja dia da semana, mês ou o ano.
  • Prevalência lápsica ou por período => é a medida que expressa o número total de casos de uma doença, que se sabe ter existido durante um lapso de tempo unitário, semana mês ou ano.
slide94

Número de casos existentes de hanseníase em determinado local e período

População total no mesmo local e período

TAXA DE PREVALÊNCIA DE HANSENÍASE

Este indicador reflete a magnitude da ocorrência da hanseníase numa determinada população, sendo expresso pelo número de casos existentes de hanseníase por 10.000 habitantes, em um determinado local e período.

X 10 000

taxa de ataque ta
TAXA DE ATAQUE (TA)

Esta taxa, sempre expressa em percentagem, nada mais é do que uma forma especial de incidência. É usada quando se investiga um surto de uma determinada doença em um local onde há população bem definida como residência, creche, escola, quartel colônia de férias, pessoas que participaram de uma festa, etc.

taxa de ataque ta97
TAXA DE ATAQUE (TA)

N.º de casos da doença em um dado local e período

TA = ------------------------------------------------------------------ 100

População exposta ao risco

risco relativo rr
Risco Relativo (RR)
  • É a relação entre o coeficiente de incidência referente aos expostos a fatores de risco e o coeficiente de incidência referente aos não expostos a esses mesmos fatores.
  • Indica quantas vezes é mais freqüente o dano nos expostos (que têm o fator) que nos não expostos.
  • Um risco relativo alto contribui para afirmar a causalidade.

(Rouquayrol, 1988; CLAP-OPAS/OMS, 1988)

risco relativo
Risco Relativo
  • Exemplo:
    • 15 óbitos anuais por coronariopatia por 1000 adultos com nível de colesterol sérico elevado
    • 3 óbitos anuais por 1000 adultos com nível de colesterol sérico baixo
  • RR = 15/3 = 5
  • Interpretação: risco 5 vezes maior de mortalidade por coronariopatia entre os que têm nível de colesterol sérico elevado, quando comparado com os que apresentam nível de colesterol sérico baixo.
risco atribu vel ra i
Risco Atribuível (RA) I
  • É o risco (incidência) adicional após uma exposição, além daquele experimentado por pessoas não expostas.
  • Corresponde à incidência de doença em pessoas expostas menos a incidência em pessoas não expostas.
  • É a incidência adicional de doença relacionada à exposição.
  • Sinônimo: diferença de risco.
          • (Fletcher, Fletcher e Wagner; 1996)
risco atribu vel ra ii
Risco Atribuível (RA) II
  • É a parte da incidência de um dano à saúde que é devida (ou atribuída) a uma dada exposição.
  • Sua computação é feita pela subtração entre dois coeficientes (ou proporções) – de expostos e não expostos – usualmente expressos por taxas de incidência ou de mortalidade, apontando a diferença sobre o risco em excesso, ou a fração atribuível ao fator de risco.
  • Sinônimo : fração atribuível, fração etiológica
          • (Pereira, 1995)
risco atribu vel
Risco Atribuível
  • Exemplo:
    • 15 óbitos anuais por coronariopatia por 1000 adultos com nível de colesterol sérico elevado
    • 3 óbitos anuais por 1000 adultos com nível de colesterol sérico baixo
  • RA = 15 – 3 = 12 óbitos por coronariopatia por 1000 adultos.
  • Interpretação:12 óbitos em excesso, atribuídos à presença de nível de colesterol sérico elevado, nas pessoas integrantes do grupo estudado.
medidas de frequ ncia
MEDIDAS DE FREQUÊNCIA

- INCIDÊNCIA REFERE-SE AO NÚMERO DE CASOS NOVOS DA DOENÇA; É CONCEITO DINÂMICO.

- PREVALÊNCIA REFERE-SE AO NÚMERO DE CASOS PRÉ-EXISTENTES; É CONCEITO ESTÁTICO.

  • INCIDÊNCIA E PREVALÊNCIA MEDEM DIFERENTES ASPECTOS DE MORBIDADE E SÃO DADOS EXPRESSOS POR MEIO DE RELAÇÕES CASOS X POPULAÇAO
conceito de morbidade
CONCEITO DE MORBIDADE
  • TERMO GENÉRICO USADO PARA DESIGNAR O CONJUNTO DE CASOS DE UMA DADA AFECÇÃO OU A SOMA DE AGRAVOS À SAÚDE QUE ATINGEM UM GRUPO DE INDIVÍDUOS. É TERMO MUITO EMPREGADO EM EPIDEMIOLOGIA E ESTATÍSTICA, MAS RELATIVAMENTE POUCO USADO EM CLÍNICA.
classifica ao segundo o aspecto de sua detec ao
CLASSIFICAÇAO SEGUNDO O ASPECTO DE SUA DETECÇAO
  • MORBIDADE REFERIDA – PERCEBIDA PELO PACIENTE E RELATADA POR ELE DURANTE ENTREVISTA. AÍ ESTÃO INSERIDOS OS INQUÉRITOS SOBRE SINTOMAS, INCAPACIDADE FÍSICA, USO DE SERVIÇOS DE SAÚDE E AUTO-MEDICAÇÃO.
  • MORBIDADE OBSERVADA OU DIAGNOSTICADA - FEITA POR UM PROFISSIONAL DE SAÚDE DE NÍVEL SUPERIOR, BASEADA NOS SINAIS DA DOENÇA, ALTERAÇÕES LABORATORIAIS E DIAGNÓSTICOS CLÍNICOS.
registros de atendimentos
REGISTROS DE ATENDIMENTOS

1. PRONTUÁRIOS

2. NOTIFICAÇÃO COMPULSÓRIA

3. REGISTRO DE DOENÇAS

4. CRUZAMENTO DE REGISTROS

principais registros de morbidade pereira
PRINCIPAIS REGISTROS DE MORBIDADE (PEREIRA)
  • PRONTUÁRIOS E ESTATÍSTICAS DE ESTABELECIMENTOS DE SAÚDE
  • NOTIFICAÇÕES COMPULSÓRIAS DE DOENÇAS
  • REGISTROS ESPECIAIS DE DOENÇAS (TB E CÂNCER)
  • ARQUIVOS DE BANCOS DE SANGUE
  • ARQUIVOS DE LABORATÓRIOS DE PATOLOGIA CLÍNICA
  • REGISTROS DE PREVIDÊNCIA SOCIAL
  • ARQUIVOS MÉDICOS DE EMPRESAS, SINDICATOS, ESCOLAS E CRECHES
  • FICHAS DE CONSULTÓRIOS PARTICULARES
  • ARQUIVOS DE ALISTAMENTO MILITAR
  • REGISTROS POLICIAIS
  • ATESTADOS DE ÓBITO E ESTATÍSTICAS DE MORTALIDADE
  • BANCOS DE DADOS DE PESQUISA
2 notifica o compuls ria
2. NOTIFICAÇÃO COMPULSÓRIA
  • NOTIFICAÇÃO OBRIGATÓRIA ÀS AUTORIDADES SANITÁRIAS DE DOENÇAS QUE REPRESENTEM AMEAÇAS PARA A SAÚDE PÚBLICA, DE MODO QUE AÇÕES IMEDIATAS POSSAM SER TOMADAS.
  • LISTA MONTADA PELA VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA DO MINISTÉRIO DA SAÚDE, CONSTANTEMENTE ATUALIZADA, CONSTANDO, ALÉM DE AFECÇÕES TRANSMISSÍVEIS, OUTROS AGRAVOS À SAÚDE.
3 registro de doen as
3. REGISTRO DE DOENÇAS
  • PARA DOENÇAS QUE NECESSITAM DE RANOTAÇÕES ESPECIAIS E PODE SER CLASSIFICADO EM TRÊS CATEGORIAS:

- REGISTRO UNIINSTITUCIONAL: CENTRALIZA OS DADOS DOS PACIENTES ATENDIDOS EM DADA INSTITUIÇÃO. NO BRASIL USA-SE PRINCIPALMENTE PARA TUBERCULOSE E HANSENÍASE, E, MAIS RECENTEMENTE PARA AIDS E CÂNCER.

  • REGISTRO MULTIINSTITUCIONAL: SEGUE O ANTERIOR, MAS EM MAIOR ESCALA, POSSIBILITANDO A UNIFORMIZAÇÃO DE TÉCNICAS E TRATAMENTOS, COMO TAMBÉM A COMPARAÇÃO DE DADOS.
  • REGISTROS POPULACIONAIS: É A TENTATIVA DE COLETA DE DADOS UNIFORMES SOBRE TODOS OS CASOS NOVOS DE UMA DOENÇA OCORRIDOS EM UMA POPULAÇÃO DE TAMANHO E COMPOSIÇÃO CONHECIDOS (MUNICÍPIO, REGIÃO METROPOLITANA, ESTADO, PAÍS). HANSENÍASE.
4 cruzamento de registros
4. CRUZAMENTO DE REGISTROS
  • MESMO PACIENTE PROCURA VÁRIAS INSTITUIÇÕES, GERANDO REGISTROS QUE COMPLEMENTAM-SE. É O LINKAGE. SE BEM USADO É DADO IMPORTANTE, POR EXEMPLO, EM CASOS DE ACIDENTES DE TRÂNSITO (POLICIAS E MÉDICOS), NASCIMENTOS E ÓBITOS, ENTRE OUTROS. AINDA NÃO É BEM EMPREGADO NA AMÉRICA LATINA.
inqu ritos de morbidade
INQUÉRITOS DE MORBIDADE
  • TÊM O OBJETIVO DE OBTER DADOS SOBRE A FREQUÊNCIA DE AGRAVOS À SAÚDE QUE OCOREM NA POPULAÇÃO.
  • CLASSIFICADOS EM: POR ENTREVISTA E EXAMES; NACIONAL E LOCAL ; GERAL E ESPECÍFICO; POPULACIONAL E INSTITUCIONAL.
obs pesquisa nacional por amostra de domic lio
OBS.: PESQUISA NACIONAL POR AMOSTRA DE DOMICÍLIO
  • IMPLANTADA PELO IBGE (1967), COM MÚLTIPLOS OBJETIVOS, CONHECIDA POR PNAD, É UM INQUÉRITO DE PREVALÊNCIA, REALIZADA EM AMOSTRA PROBABILÍSTICA, A CADA ANO, FORA OS ANOS EM QUE TEM CENSO DEMOGRÁFICO.TEM ABRANGÊNCIA NACIONAL. PESQUISAR
classifica o da morbidade
CLASSIFICAÇÃO DA MORBIDADE
  • CID – CLASSIFICAÇÃO INTERNACIONAL DE DOENÇAS: CADA DOENÇA, LESÃO OU CAUSA DE ÓBITO RECEBE UM CÓDIGO DE CLASSIFICAÇÃO.
  • CLASSIFICAÇÃO DE PROBLEMAS DE SAÚDE PARA A ATENÇÃO PRIMÁRIA (CIAP): ORIENTADA PARA AS RAZÕES QUE LEVAM AS PESSOAS A PROCURAREM O SERVIÇO DE SAÚDE. UTILIZA-SE DO CID.
slide116
QUESTÕES 03,06,07,12,15 – PAG. 99 – PEREIRA.
  • COMENTAR A ESTRUTURA DO CID DA PAG. 98, QUADRO – 5.10.
  • QUESTÕES 5.19, 5.20, 5.21, 5.22 – PAG. 101 - PEREIRA
mortalidade
MORTALIDADE
  • SISTEMA DE ESTATÍSTICAS VITAIS: ESTUDO DE EVENTOS VITAIS COMO NASCIMENTOS, CASAMENTOS E DISSOLUÇÃO, ÓBITOS.
  • REGISTRO OFICIAL EM CARTÓRIOS.
  • BRASIL: IMPERFEIÇÃO DE REGISTROS, PERMITINDO AVALIAÇÃO APROXIMADA.
estat sticas de mortalidade
ESTATÍSTICAS DE MORTALIDADE
  • A PARTIR DOS REGISTROS DE ÓBITOS FOI QUE A EPIDEMIOLOGIA SE FIRMOU COMO CIÊNCIA.
  • TÊM COMO PRINCIPAIS USOS: DESCRIÇÃO DAS CONDIÇÕES DE SAÚDE DA POPULAÇÃO; INVESTIGAÇÃO EPIDEMIOLÓGICA; AVALIAÇÃO DE INTERVENÇÕES SANEADORAS.
principais indicadores de mortalidade
PRINCIPAIS INDICADORES DE MORTALIDADE
  • COEFICIENTE GERAL DE MORTALIDADE: TAXA BRUTA OU GLOBAL DE MORTALIDADE É A RELAÇÃO ENTRE O NÚMERO DE ÓBITOS OCORRIDOS EM UMA POPULAÇÃO EM DETERMINADO PERÍODO DE TEMPO E O NÚMERO DE HABITANTES EXIXTENTES NO MESMO PERÍODO. QUADRO 6.1 – PAG 107 – PEREIRA.
slide121
COEFICIENTES ESPECÍFICOS E MORTALIDADE PROPORCIONAL: MORTALIDADE POR SEXO; MORTALIDADE POR IDADE; MORTALIDADE POR CAUSAS; MORTALIDADE POR LOCAL.
investiga o sobre mortalidade
INVESTIGAÇÃO SOBRE MORTALIDADE
  • NORMALMENTE É O PONTO DE PARTIDA DA PESQUISA EPIDEMIOLÓGICA.
  • HÁ DUAS MANEIRAS PRINCIPAIS DE REALIZAR ESTUDOS COMPARATIVOS, DITOS “CONTROLADOS”, PARA INVESTIGAR OS FATORES DE RISCO DE MORTE PRECOCE: OS ESTUDOS DE COORTE E OS ESTUDOS DE CASO-CONTROLE. PESQUISE OS DOIS TIPOS COM EXEMPLOS E APRESENTA-LOS EM SALA.
principais indicadores de mortalidade123
PRINCIPAIS INDICADORES DE MORTALIDADE
  • MORTALIDADE POR IDADE: FAIXA ETÁRIA; INFANTIL (PRIMEIRO ANO DE VIDA); NEONATAL (QUATRO PRIMEIRAS SEMANAS DE VIDA); NATIMORTALIDADE; PERINATAL (22 SEMANAS DE GESTAÇÃO ATÉ O SÉTIMO DIA); PRÉ-ESCOLAR (UM A QUATRO ANOS); PROPORCIONAL DE MENORES DE UM ANO; DE 50 ANOS OU MAIS; CURVA DE MORTALIDADE PROPORCIONAL E INDICADOR QUANTITATIVO A MORTALIDADE PROPORCIONAL.
slide124
MORTALIDADE POR CAUSAS: DISTRIBUIÇÃO DA MORTALIDADE POR GRUPO DE CAUSAS; COEFICIENTE DE MORTALIDADE POR CAUSAS ESPECÍFICAS; COEFICIENTE DE MORTALIDADE MATERNA; MORTALIDADE POR CAUSAS EVITÁVEIS; ANOS POTENCIAIS DE VIDA PERDIDOS; COEFICIENTE DE LETALIDADE (PROPORÇÃO DE ÓBITOS OCORRIDOS ENTRE OS INDIVÍDUOS AFETADOS POR UM DADO AGRAVO À SAÚDE, EXPRESSANDO A GRAVIDADE DO PROCESSO).
  • RAZÕES DE MORTALIDADE
  • ESPERANÇA DE VIDA: INDICA O NÚMERO DE MÉDIO DE ANOS QUE UM INDIVÍDUO, DE DETERMINADA IDADE, TEM A PROBABILIDADE DE VIVER.
slide125
QUESTIONÁRIO PAG 137 – PEREIRA:
  • QUESTÕES 03, 04, 07, 08, 16, 17, 18, 19, 20, 21, 22, 23.
  • VER GLOSSÁRIO E PRINCIPAIS TERMINOLOGIAS.
  • PESQUISAR AS PRINCIPAIS CAUSAS DE MORTALIDADE NA SUA CIDADE E LEVANTAR REGISTROS SOBRE NOTIFICAÇÃO DE MORTES.
fecundidade
FECUNDIDADE
  • DIFERENCIAÇÃO ENTRE FERTILIDADE E FECUNDIDADE:
  • FERTILIDADE É A CAPACIDADE DE GERAR FILHOS.
  • FECUNDIDADE É A REAL GERAÇÃO DE FILHOS, A MATERIALIZAÇÃO DO POTENCIAL DE PROCRIAR. O POTENCIAL DE PROCRIAR PODE, NA PRÁTICA NÃO SE REALIZAR EM ALGUMAS MULHERES, EM RAZÃO DE ESTERILIDADE OU INFERTILIDADE.
fontes de dados para o estudo da fecundidade
FONTES DE DADOS PARA O ESTUDO DA FECUNDIDADE
  • REGISTROS CIVIS: BASE ESTATÍSTICAS DO IBGE E MINISTÉRIO DA SAÚDE.
  • RECENSEAMENTO E INQUÉRITOS: OCORRÊNCIAS NÃO DECLARADAS OFICIALMENTE.
taxas mais empregadas em demografia e sa de
TAXAS MAIS EMPREGADAS EM DEMOGRAFIA E SAÚDE
  • TAXA BRUTA DE NATALIDADE: RELACIONA O NÚMERO DE NASCIDOS VIVOS COM A POPULAÇÃO TOTAL.
  • TAXA DE FECUNDIDADE GERAL: RELACIONA O NÚMERO DE NASCIDOS VIVOS, OCORRIDOS EM UM DADO PERÍODO DE TEMPO, COM O NÚMERO DE MULHERES EM IDADE DE PROCRIAR.
  • TAXA DE FECUNDIDADE ESPECÍFICA POR IDADE: RELACIONA O NÚMERO DE NASCIDOS VIVOS, REFERIDOS A UMA DETERMINADA IDADE DA MÃE, COM O NÚMERO TOTAL DE MULHERES NA MESMA IDADE. JUSTIFICA-SE PELA ENORME VARIAÇÃO DA FECUNDIDADE, EM RELAÇÃO À IDADE DA MULHER.
  • TAXA DE FECUNDIDADE TOTAL: É OBTIDA PELA SOMA DAS TAXAS DE FECUNDIDADE ESPECÍFICAS, POR IDADE.
  • TAXA BRUTA DE REPRODUÇÃO: INFORMA O RITMO DE NASCIMENTOSDE MULHERES NA POPULAÇÃO. POSSIBILITA UMA MEDIDA DE FECUNDIDADE FUTURA DESTA POPULAÇÃO.
registros de nascimentos
REGISTROS DE NASCIMENTOS
  • REGISTRO EM CARTÓRIOS DE REGISTRO CIVIL, QUE, NO ATO, EMITEM CERTIDÕES E LAVRAM O NASCIMENTO NO LIVRO DE REGISTRO DE NASCIMENTOS.
  • 1990: IMPLANTADO O SISTEMA DE INFORMAÇÃO SOBRE NASCIMENTOS (SINASC) DO MS, ADOTANDO-SE UM M ODELO DE DECLARAÇÃO DE NASCIDO VIVO CONSTANDO AS PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS DA MÃE E DO RECÉM-NASCIDO.
sub registros de nascimentos
SUB-REGISTROS DE NASCIMENTOS
  • FOI O QUE MOTIVOU O SINASC E É COMUM EM PAÍSES SUB-DESENBOLVIDOS. ESTÁ RELACIONADO A PIORES NÍVEIS SÓCIO-ECONÔMICOS. ASPECTOS CULTURAIS, NEGLIGÊNCIA, FILIAÇÃO ILEGÍTIMA, DIFICULDADE DE ACESSO A CARTÓRIOS SÃO ALGUNS DOS FATORES QUE LEVAM À SUBNOTIFICAÇÃO. POR EX., A TENDÊNCIA É REGISTRAR MAIS MENINOS QUE MENINAS.
  • O PAGAMENTO DE AUXÍLIO-NATALIDADE PELO INSS CONTRIBUI PARA A DIMINUIÇÃO DAS SUBNOTIFICAÇÕES DE NASCIMENTOS.
slide132
FAZER LEVANTAMENTO EM SEU MUNICÍPIO SOBRE AS PRINCIPAIS CAUSAS DE MORBIDADE (DOENÇAS), SUA DISTRIBUIÇÃO POR LOCAL, POR FAIXA ETÁRIA, E OUTROS DADOS RELEVANTES. TAIS DADOS PODEM SER ENCONTRADOS EM SECRETARIAS DE SAÚDE.
slide133
EXERCÍCIOS DA PÁG. 155 – PEREIRA – 03, 04, 07, 08, 10.
  • FAZER LEVANTAMENTO DE SUB-REGISTROS DE NASCIMENTO EM SEU MUNICÍPIO. COMENTAR.EXPLICITAR CAUSAS.
processo epid mico
PROCESSO EPIDÊMICO

DETERMINADA DOENÇA, EM RELAÇÃO A UMA POPULAÇÃO, QUE AFETE OU QUE POSSA VIR A AFETAR, PODE SER CARACTERIZADA COMO:

  • PRESENTE EM NÍVEL ENDÊMICO
  • PRESENTE EM NÍVEL EPIDÊMICO
  • PRESENTE EM CASOS ESPORÁDICOS
  • INEXISTENTE
slide135
INÚMEROS FATORES RELACIONADOS AO AGENTE, AO AMBIENTE E AO SUSCETÍVEL, EM CONFLUÊNCIA, DARÃO ORIGEM AO QUE CHAMAMOS DE ESTRUTURA EPIDEMIOLÓGICA.
  • EPIDEMEION : VISITAR – PALAVRA USADA POR HIPÓCRATES – SALIENTA O CARÁTER DE TEMPORALIDADE, PROVISORIEDADE DA EPIDEMIA.
  • ENDEMEION: HABITAR O LUGAR, NELE RESIDINDO DE LONGA DATA. CONTRASTA COM A EPIDEMIA. EX.: CÓLERA - BA
endemia
ENDEMIA
  • É A OCORRÊNCIA COLETIVA DE UMA DETERMINADA DOENÇA QUE, NO DECORRER DE UM LARGO PERÍODO HISTÓRICO, ACOMETENDO SISTEMATICAMENTE GRUPOS HUMANOS DISTRIBUÍDOS EM ESPAÇOS DELIMITADOS E CARACTERIZADOS, MANTÉM A SUA INCIDÊNCIA CONSTANTE. ROUQUAYROL
  • REFERE-SE A DOENÇA HABITUALMENTE PRESENTE ENTRE OS MEMBROS DE UM DETERMINADO GRUPO, EM UMA DETERMINADA ÁREA (POPULAÇÃO DEFINIDA)
slide137
O CRITÉRIO DE DISTINÇÃO ENTRE A ENDEMIA E A EPIDEMIA NORMALMENTE É RELATIVO. HÁ NECESSIDADE DA ANÁLISE CRÍTICA DE CASOS.
slide138
Quando as doenças dependem de fator externo para eclodir, e não são consideradas endemias, podemos ter:

- Casos esporádicos resultantes de um contato acidental ou incomum, não sistemático, de indivíduos isolados, com fatores do meio ou com reservatórios de bioagentes patogênicos;

slide139
Casos esporádicos de origem alóctone (termo que qualifica casos imigrados em área até então endene; autóctone significa caso de doença originado na própria área);
  • Casos isolados ainda não agregados pela ciência como constituindo um conglomerado;
  • Epidemia.
endemicidade
ENDEMICIDADE
  • A INTENSIDADE DE CARÁTER ENDÊMICO DE DETERMINADA DOENÇA, EM DETERMINADOS LUGAR E INTERVALO CRONOLÓGICO, É A ENDEMICIDADE DESSA DOENÇA NO LUGAR E NO TEMPO CONSIDERADOS.
slide141
OS VALORES ATRIBUÍDOS À ENDEMICIDADE PODEM SER EXPRESSOS EM ESCALA NOMINAL, COMO HIPOENDÊMICOS, MESOENDÊMICOS E HIPERENDÊMICOS, USADOS PARA QUANTIFICAR UMA OCORRÊNCIA, UMA SITUAÇÃO OU UMA INCIDÊNCIA.
epidemia
EPIDEMIA
  • TERMO REFERENTE A OBJETO COMPLEXO E MULTIFACETADO.
  • LATO SENSU É A OCORRÊNCIA DE DOENÇA EM GRANDE NÚMERO DE PESSOAS AO MESMO TEMPO. ESTA DEFINIÇÃO REMETE A FATO EMPÍRICO, PRIMITIVO, COMO UMA OCORRÊNCIA EM MASSA DE FENÔMENO NATURAL QUE SE PASSA A NÍVEL DE INDIVÍDUOS: A DOENÇA.
slide143
QUANDO PENSAMOS EM EPIDEMIA COMO PROCESSO SAÚDE-DOENÇA DE MASSA ESTE, PROCESSO DEVE SER INEQUIVOCAMENTE RECONHECIDO COMO TAL POR ESPECIALISTAS OU ÓRGÃOS TÉCNICOS, SEGUINDO REGRAS E PRECEITOS CIENTIFICAMENTE ELABORADOS E PRECISAMENTE CONVECIONADOS, A DEFINIÇÃO SE MODIFICA.
definindo epidemia conceito operativo
DEFININDO EPIDEMIA – conceito operativo

- É UMA ALTERAÇÃO, ESPACIAL E CRONOLOGICAMENTE DELIMITADA, DO ESTADO DE SAÚDE-DOENÇA DE UMA POPULAÇÃO, CARACTERIZADA POR UMA ELEVAÇÃO PROGRESSIVAMENTE CRESCENTE, INESPERADA E DESCONTROLADA DOS COEFICIENTES DE INCIDÊNCIA DE DETERMINADA DOENÇA, ULTRAPASSANDO E REITERANDO VALORES ACIMA DO LIMIAR EPIDÊMICO PRESTABELECIDO.

slide145
DAÍ ADVÉM QUE, O ESTADO DE SAÚDE-DOENÇA DA POPULAÇÃO DEVE ESTAR EM CONSTANTE VIGILÂNCIA E CONTROLE, FEITA POR PESSOAL HABILITADO, LEVANDO EM CONTA REGISTROS, DADOS ESTATÍSTICOS, COEFICIENTES E DIAGRAMAS DE CONTROLE.
mecanismos que levam a doen a a chegar a n vel epid mico
MECANISMOS QUE LEVAM A DOENÇA A CHEGAR A NÍVEL EPIDÊMICO
  • IMPORTAÇÃO DE CASOS ALÓCTONES A POPULAÇÕES FORMADAS POR GRANDE NÚMERO DE SUSCETÍVEIS COM OS QUAIS A TRANSMISSÃO SEJA UMA POSSIBILIDADE REAL. COMO EX., O CASO DE PNEUMONIA ATÍPICA, DENOMINADA SARS (SEVERE ACUTE RESPIRATORY SINDROME), CARACTERIZADA POR FEBRE ELEVADA, TOSSE, DISPNÉIA E CAUSADA POR CORONAVÍRUS EM FEVEREIRO DE 2003. É A CONHECIDA PNEUMONIA ASIÁTICA (ORIGINADA EM PAÍSES ASIÁTICOS) COM DISSEMINAÇÃO MUNDIAL ATRAVÉS DE TRANSPORTE AÉREO OU MARÍTIMO DE PASSAGEIROS, ALERTANDO OS SISTEMAS DE SAÚDE DEVIDO À GRAVIDADE DA DOENÇA, SUA TRANSMISSÃO POR VIA RESPIRATÓRIA E O CONHECIMENTO PARCIAL DOS MECANISMOS DE CONTROLE, AINDA NÃO ESCLARECIDOS.
slide147
INGRESSO DE CASOS ALÓCTONES EM ÁREAS CUJAS CONDIÇÕES AMBIENTAIS SÃO FAVORÁVEIS À PROPAGAÇÃO DA DOENÇA. COMO EXEMPLO, TEMOS A DIVULGAÇÃO, PELA OPS, EM 1991, DE 18 CASOS DE CÓLERA NOS EUA, TODOS IMPORTADOS, E NÃO SE PROPAGARAM. NO BRASIL, NA MESMA DATA, FORAM NOTIFICADAS TB 18 OCORRÊNCIAS, QUE SE MULTIPLICARAM EM DOIS MESES PARA 106, COM MAIS DOIS MESES, 2103 CASOS E, NO ANO SEGUINTE, 20000 CASOS. DIFERENÇAS CULTURAIS, HÁBITOS DE HIGIENE E FALTA DE RECURSOS DE SANEAMENTO BÁSICO, COLOCARAM O BRASIL NESTA SITUAÇÃO.
slide148
CONTATO ACIDENTAL COM AGENTES INFECCIOSOS, TOXINAS OU PRODUTOS QUÍMICOS. COMO EXEMPLO, PODEMOS MENCIONAR O CASO DA EPIDEMIA DE PNEUMONIA SEM CAUSA APARENTE, PENSILVÂNIA, EUA, 1976. 149 CASOS EM INDIVÍDUOS QUE PARTICIPARAM DE UM CONGRESSO. BACTÉRIA SUSPEITA SE ENCONTRAVA NA ÁGUA DAS TORRES DO AR-CONDICIONADO CENTRAL.
slide149
MODIFICAÇÕES OCORRIDAS NA ESTRUTURA EPIDEMIOLÓGICA. A ENDEMIA PASSA A EPIDEMIA. CITA-SE, NA EXEMPLIFICAÇÃO, EPIDEMIA DE ENCEFALITE OCORRIDA NO VALE DO RIBEIRA, SP, DE 1975 A 1977. REGIÃO COM EXTENSA VEGETAÇÃO, CLIMA ÚMIDO, ALTA PLUVIOSIDADE, ZONAS ALAGADAS, AVES E MORCEGOS NATURALMENTE INFECTADOS POR ARBOVÍRUS MANTENDO CICLO AVES-VÍRUS-MOSQUITOS. EPIDEMIA OCORREU DE FORMA ABRUPTA COM 323 (1975), 384 (1976) E 92 (1977).
dura o das epidemias
DURAÇÃO DAS EPIDEMIAS
  • A EPIDEMIA É RESTRITA A UM INTERVALO DE TEMPO MARCADO POR UM COMEÇO E UM FIM, COM RETORNO DOS PATAMARES ENDÊMICOS OBSERVADOS ANTES DA OCORRÊNCIA EPIDÊMICA.
  • A INTOXICAÇÃO ALIMENTAR EXEMPLIFICA UM EVENTO ESTREMAMENTE CURTO.
  • A FEBRE TOFÓIDE É CASO DE DURAÇÃO INTERMEDIÁRIA. INICIALMENTE UNS POUCOS CASOS ACONTECEM E PODERÃO PROSSEGUIR EM ASCENSÃO CONTÍNUA (PROGRESSÃO) E FINALMENTE VEM O DECLÍNIO (EGRESSÃO).
  • A AIDS É UM EXEMPLO DE EPIDEMIA DE LONGA DURAÇÃO.
abrang ncia das epidemias
ABRANGÊNCIA DAS EPIDEMIAS
  • SURTO EPIDÊMICO: UMA OCORRÊNCIA EPIDÊMICA RESTRITA A UM ESPAÇO EXTREMAMENTE LIMITADO COMO UMA ESCOLA, UM EDIFÍCIO, UMA FESTA, UM BAIRRO, ETC.
  • PANDEMIA: É CARACTERIZADA POR UMA LARGA DISTÂNCIA ESPACIAL, ATINGINDO VÁRIAS NAÇÕES. PODE SER TRATADA COMO UMA SÉRIE DE ELIDEMIAS LOCALIZADAS EM DIFERENTES REGIÕES E QUE OCORREM EM VÁRIOS PAÍSES AO MESMO TEMPO.
conglomerado espacial
CONGLOMERADO ESPACIAL
  • CASOS DE DOENÇA DE ETIOLOGIA CONHECIDA OU DESCONHECIDA, COM DOENTES EXIBINDO SINTOMAS E SINAIS IGUAIS, PARA OS QUAIS PODE SER SUSPEITADA UMA ORIGEM IDÊNTICA, ASSOCIADOS A ALGUM FATOR, SURGIDOS EM UM TERRITÓRIO CIRCUNSCRITO, COM LIMITES DEFINIDOS.
slide153
CASOS AUTÓCTONES: SÃO CASOS DE DOENÇAS QUE TIVERAM ORIGEM DENTRO DOS LIMITES DO LUGAR EM REFERÊNCIA, SOB INVESTIGAÇÃO.
  • CASOS ALÓCTONES: SÃO OS CASOS IMPORTADOS; O DOENTE EMIGROU DA REGIÃO ONDE FOI CONTAMINADO.
  • FATORES INERENTES AO LUGAR: SÃO OS AGENTES ETIOLÓGICOS E AS CONDIÇÕES PROPICIATÓRIAS, QUE CONTRIBUIRÃO PARA A GERAÇÃO DA DOENÇA.
  • FATORES AGREGADOS: SÃO OS FATORES QUE, ATÉ ENTÃO ERAM INEXISTENTES NA ÁREA E FORAM TRAZIDOS DE OUTRO LUGAR, OU GERADOS NA PRÓPRIA ÁREA, POR MODIFICAÇÃO EPIDEMIOLÓGICA.POR EX., ESQUISTOSSOMOSE EM BEBEDOURO, SP.
conglomerado temporal
CONGLOMERADO TEMPORAL
  • ENTENDE-SE POR CONGLOMERADO DE CASOS OU DE ÓBITOS UM CONJUNTO DE CASOS OU DE ÓBITOS PARA OS QUAIS PODER-SE-IA HIPOTETIZAR ORIGEM IDÊNTICA, SEJA A AÇÃO DE UMA SUBSTÂNCIA QUÍMICA, DE UM AGENTE INFECCIOSO, A RETIRADA DE UM FATOR AMBIENTAL E, ATÉ MESMO, OS MODOS DE VIDA.
  • QUANTO SE FALA EMM TEMPORAL, QUER SE REFERIR QUE ISSO ACONTECEU EM DETERMINADO INTERVALO DE TEMPO, FORMANDO UM CONGLOMERADO DE CASOS CARACTERIZADOS PELOS MESMOS SINAIS E SINTOMAS, SURGIDO POR CONTATO OU OUTRO TIPO DE FATOR PATOGÊNICO, EPIDEMIOLOGICAMENTE SIGNIFICATIVOS.
bibliografia
BIBLIOGRAFIA
  • PEREIRA, M.G. Epidemiologia Teoria e Prática. Rio de Janeiro, Guanabara Koogan, 1995
  • ROUQUAYROL, M.Z. & ALMEIDA FILHO, N. Epidemiologia &Saúde. 5a ed. Rio de Janeiro, MEDSI, 1999.
  • ALMEIDA FILHO,N. $ ROUQUAYROL, M.Z. Introdução à Epidemiologia moderna. 3a ed. Rio DE Janeiro; MEDSI, 2002.