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Sebastião da Gama

Sebastião da Gama. Homem. Poeta. Trabalho desenvolvido, no ano 2001-2002 por Ana Margarida (estagiária da nossa Escola), Ana Ferreira, Inês Cruz e Anabela Fragoso, no âmbito da cadeira História e Filosofia da Educação (com ligeiros arranjos do prof. Mata Fernandes com autorização das autoras).

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Sebastião da Gama

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Presentation Transcript


  1. Sebastião da Gama Homem Poeta Trabalho desenvolvido, no ano 2001-2002 por Ana Margarida (estagiária da nossa Escola), Ana Ferreira, Inês Cruz e Anabela Fragoso, no âmbito da cadeira História e Filosofia da Educação(com ligeiros arranjos do prof. Mata Fernandes com autorização das autoras) Professor

  2. Biografia Sebastião Leal da Gama Ana Cardoso da Gama 10 de Abril de 1924 Sebastião Artur Cardoso da Gama

  3. Depois dos estudos da escola Primária, iniciou no Liceu Bocage, em Setúbal, o ensino Secundário; • Aos 14 anos, 1938, manifestou-se uma tuberculose óssea, como terapia, foi viver para a Serra da Arrábida; • Até aos 18 anos, foi aluno externo. E assim fez os exames até ao 7º ano (actual 11º ano); • Em 1942, fez o exame de admissão à Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (foi aluno voluntário do curso de românicas);

  4. Iniciou a troca de correspondência com D. Joana Luísa, em 1942; • Começou a publicar na “Gazeta do Sul”, um jornal do Montijo; os seus primeiros versos tinham o pseudónimo “Zé d’Anixa”; • Mais tarde, publicou nas revistas literárias “Sísifo”, “Brotéria”, “Árvore” e “Távola Redonda”; • No dia 15 de Dezembro, de 1945, publica o primeiro livro de versos, Serra Mãe com a chancela da Portugália;

  5. Em 1946, publica Loas a Nossa Senhora da Arrábida; • A 11 de Julho de 1947, concluiu a licenciatura, com uma dissertação intitulada “Apontamentos sobre a poesia social do século XIX”, com 17 valores; • Foi colocado em Setúbal, como professor provisório, na Escola Comercial e Industrial João Vaz; • A 18 de Dezembro de 1947, pública Cabo da Boa Esperança

  6. Em 1949, fez o estágio como professor, na Escola Veiga Beirão, em Lisboa, e durante esse período escreveu o “Diário”; • No ano de 1950, fez o exame de estágio para professor, com 18 valores; • É nomeado professor efectivo na Escola Comercial e Industrial de Estremoz; • Introduziu nas aulas o ensino individualizado;

  7. Em 1951 publica o seu terceiro livro (último publicado em vida): Campo Aberto; • Contrai matrimónio com D. Joana Luísa, no Convento da Arrábida no dia 4 de Maio de 1951; • A doença agrava-se, morre a 7 de Fevereiro de 1952, com apenas 27 anos de idade;

  8. Desde então, a sua mulher tem promovido a edição dos seus inéditos: “Pelo sonho é que vamos”, “Diário”, “O segredo é amar”, “Itinerário paralelo”; • Os alunos de Setúbal, Estremoz e Lisboa, têm-lhe promovido várias homenagens; • No dia 10 de Julho de 1993 é condecorado a título póstumo, com a Grã Cruz da Ordem do Infante D.Henrique.

  9. Sebastião da Gama: O Pedagogo • Autêntico artista, integrador da vida psíquica individual, coloca o amor tanto no cerne do seu trabalho pedagógico, como na vivência do dia-a-dia. • Enquanto pedagogo, não tinha uma actuação pré-determinada, nem era movido por interesses pessoais, materiais ou sociais. Tudo nele era natural próprio de uma sensibilidade jovem, idealista e de poeta.

  10. Diário • Sebastião da Gama descreve toda a sua prática educativa e a sua pedagogia, num dos seus maiores momentos poéticos, o Diário; • As três constantes da pedagogia do Diário são, “o segredo é amar”, “a aula é uma festa” e “o que eu quero principalmente é que os rapazes vivam felizes”.

  11. Estão presentes todas as questões relacionadas com a aprendizagem: o professor, as crianças, os sentimentos, os programas escolares impostos, o ritmo de aprendizagem, as surpresas as contradições de cada pessoa e o aspecto social da época, em forma de drama, com personagens e cenário. • Contém uma multiplicidade de pontos de vista ou perspectivas, que procede da disposição do pedagogo poeta e dos comportamentos das personagens que participam na situação, pois é no centro da sua vida afectiva que SG encontra os personagens com quem convive, com quem dialoga e que ama.

  12. Ser professor é... • Dar-se”. Ser professor é fazer amigos entre os alunos. Com efeito, ele próprio afirma que as suas aulas não são mais do que meros pretextos para conviver. “Um pretexto para estar e conviver com os rapazes alegremente e sinceramente. E dentro dessa convivência, como quem brinca ou como quem se lembra de uma coisa que sabe e vem a propósito, ir ensinando.”

  13. Profissão vs. Vocação • Para Sebastião da Gama, a vida de professor era essencialmente ética, porque da sua tarefa pedagógica estava directamente dependente o trabalho do aluno e até o seu destino como pessoa. Aqui residia a importância da vocação na profissão.

  14. A docência para ele, tinha a ver com a vocação e não era simplesmente uma questão de escolha de profissão. Colocou a docência no plano vocacional como uma exigência do Ser, mais do que ter, pois pode ter-se um grande rol de conhecimentos e não se ser professor. Ensinar e ser. Antes de tudo, ser. A vida de professor deve ser (tanto quanto possível, pobres de nós!) luminosa e branca. Mais que não ser ignorante, importa não ser mau, nem desonesto, nem impuro...Tanto quanto possível, pobres de nós!

  15. Educar é... • Uma arte, pois em educação não se deixa uma obra a meio. Assim, o educador deve ser o motivador e o entusiasta de todos os momentos; • Fazer coincidir o seu ensino com o educando, orientado para a vida, vida que se quer feliz. “O que eu quero principalmente é que os rapazes vivam felizes”. • Ajudar para que o indivíduo se integre na sociedade e no mundo que o rodeia. Ao pensar assim, Sebastião sentiu ele próprio a necessidade de se mostrar como um elo de relações afectivas nas suas relações com os alunos.

  16. Pelo sonho é que vamos, Comovidos e mudos. Chegamos? Não chegamos? Haja ou não frutos, Pelo sonho é que vamos. Basta a fé no que temos. Basta a esperança naquilo Que talvez não teremos. Basta que a alma demos, Com a mesma alegria, Ao que desconhecemos E ao que é do dia a dia. Chegamos? Não chegamos? Partimos. Vamos. Somos. «Pelo sonho é que vamos», in Pelo sonho é que vamos, Ensinar e Ser... • É a norma do professor. Ser para poder ensinar e Ensinar para chegar a ser. Se cada um de nós se deixar ir pelo sonho, a realidade nunca será pobre.

  17. Os Seus Ensinamentos • Os seus ensinamentos valem, ainda hoje, como referência para todos aqueles que directa ou indirectamente, professores e pais, se dedicam à educação de crianças e jovens • Porém, deve ter-se consciência de que só se podem aplicar as suas “regras de ouro” depois de adaptados à vida actual, de modo que os jovens de hoje os aceitem como os jovens dessa época as aceitaram • A pedagogia de Sebastião da Gama, não se encaixa em nenhuma escola académica mas visa a “Escola Ideal”.

  18. Lealdade • Sebastião da Gama preza a Lealdade. Lealdade dos alunos em relação ao professor e aos próprios colegas • Pedi, mais que tudo, uma coisa que eu costumo pedir aos maus alunos: lealdade. Lealdade para comigo, e lealdade de cada um para cada outro. Lealdade que não se limita a não enganar o professor ou o companheiro: lealdade activa, que nos leva, por exemplo, a contar abertamente os nossos pontos fracos ou a rir só quando temos vontade (e então rir mesmo, porque não é lealdade deixar então de rir) ou a não ajudar falsamente o companheiro.

  19. O primeiro a ... • Tentar sempre evitar o traumatismo e o autoritarismo explicando sempre que, o professor não é dono de toda a sabedoria. Se não houver este ano há para o outro ou para daqui a cinco, o aluno que compreende que o professor não é um livro aberto.” O meu melhor professor foi um professor de Inglês que não sabia nada de Inglês”- Disse o meu metodólogo; ora quem o julgou o campeão dos professores creio eu que não foi o metodólogo; foi o aluno do liceu

  20. Manifestar-se contra uma certa educação tradicional que tentava adaptar a criança ao meio, pois ele entendia que era necessário adaptar o meio à criança. • Pensar que na idade escolar tinha que dar prioridade ao desenvolvimento da vitalidade psíquica. • Fomentar nos rapazes o amor pela natureza e por todos os seus seres. • Preferir a admiração à competição e a criticar os Quadros de Honra

  21. O primeiro a ... • Suprimir a tinta vermelha nas suas correcções, com o objectivo de não desmotivar ou desencorajar os meninos. • A tinta vermelha lembra-me sangue a escorrer das feridas – e pode dar-se o mesmo, se não em todos os alunos, ao menos em alguns...Um risco pode equivaler a uma réguada. E na alma, que é onde dói mais.

  22. Cerne do Problema Pedagógico • Considerava que na escola não se colocava a nível de conhecimentos, do saber, mas no desenvolvimento das capacidades da personalidade. • Cada vez me apetece menos classificar os rapazes, dar-lhes notas pelo que eles sabem. Eu não quero (ou dispenso) que eles metam coisas na cabeça; não é para isso que eu dou aulas. O saber – diz o povo – não ocupa lugar; pois muito bem; que eles saibam, mas que o saber não ocupe lugar porque o que vale, o que importa (e para isso pode o saber contribuir e só contribuir) é que eles se desenvolvam, que eles cresçam, que eles saibam “resolver”, que eles possam perceber.

  23. A Pedagogia em 4 verbos • O que importava e para o que se devia contribuir era para que eles “se desenvolvam, cresçam, saibam ‘resolver’ e possam perceber”. E aqui estão os quatro verbos da teoria pedagógica de Sebastião da Gama: desenvolver-se, crescer, resolver e perceber. Tratava-se portanto de uma pedagogia dinâmica e integral da personalidade. • O que pretendia não era tanto ensinar matéria mas sim orientar cada aluno para que soubesse “resolver” e pudesse perceber a sua individualidade.

  24. Amizade • Desde o primeiro dia, teve na sala de aula, para com os alunos, uma disposição de amizade e camaradagem. • Não sou, junto de vós mais do que um camarada um bocadinho mais velho. Sei coisas que vocês não sabem, do mesmo modo que vocês sabem coisas que eu não sei ou já esqueci. Estou aqui para ensinar umas e aprender outras. Ensinar, não: falar delas. Aqui e no pátio e na rua e no vapor e no comboio e no jardim e onde quer que nos encontremos. Não acabei sem lhes fazer notar que «a aula é nossa». Que a todos cabe o direito de falar, desde que fale um de cada vez e não corte a palavra ao que está com ela.

  25. Para aumentar a sua relação com os alunos, o pedagogo inventou uma forma de correcção de exercícios. • Inventei uma nova maneira de correcção: a cada trabalho aponho uma folha de papel onde vou anotando o que não está bem, e como e por quê isso ficará bem.(...) é uma lição ao vivo que eles guardarão nos seus cadernos, que os mais interessados lerão de vez em quando e que traz no fim uma apreciação que não poupa o elogio, porque o elogia anima e encoraja.

  26. As aulas acontecem... • Como professor, tinha a experiência que “as melhores aulas de Português também ‘acontecem’, não se podendo pretender levar uma aula preparada tintim por tintim até ao fim; pelo menos é o que sucede com ele.” (Herrero,1999). • Eu sempre me senti um infeliz plagiado, quando dizia num exame oral coisa que dissera no escrito; ou dizia no final coisas que dissera no de frequência. O mesmo me acontece agora quando, contente com uma lição que dei, tento repeti-la noutra turma; o que era bonito fez-se horrível,(...), tenho verificado que as melhores aulas da minha curta vida surgiram de repente, por causa de uma palavra, por causa de uma insignificância em que eu não pensara antes.

  27. Como motivar os alunos? • Uma outra preocupação constante de Sebastião era a de motivar os alunos rompendo com a monotonia que por vezes envolvia as aulas. Considerava que quando os alunos estavam desatentos nas aulas, tinha de se responsabilizar o professor por uma carência didáctica, em vez de se culpabilizarem os alunos. • É verdade que às vezes a culpa não é nossa: é toda deles, a quem mais apetecia estar na rua que na escola. Mas para isso justamente é que serve o bom professor – e o meu drama resulta de que a mim só me interessa ser bom professor.

  28. Gama tentava sempre inventar novos esquemas didáticos para tornar agradável e eficaz a aprendizagem da Língua Portuguesa pois sabia que era fundamental para que se pudesse estabelecer a comunicação e consequentemente a convivência humana. ...falarmos entre nós como se estivéssemos na aula, ou diante de senhora, ou junto da nossa família.(...) é que o hábito de falar usando com frequência palavras menos próprias nos levará o fazer o mesmo diante de gente mais velha ou diante de senhoras, já por distracção, já por fatalidade, como é o caso de certas interjeições.

  29. Serviu-se da disciplina que leccionava, o Português, para fomentar a vida afectiva dos alunos, por exemplo, incentivar a que os fracos se motivem para se tornarem fortes. O objectivo não era encontrar o erro e dar a respectiva palmatoada; era começar a fazer o que eu quero fazer (e fiz em Setúbal com bons resultados): levar os fracos ao nível próximo-possível dos fortes. Disse-lhes isto na primeira a aula,por estas palavras que troquei em miúdos: Não quero ursos. Não se entenda que não admito ursos. Talvez, por causa das confusões, seja melhor por assim a coisa: Só quero ursos.

  30. O “Terror” da Chamada • Uma das primeiras medidas que ele tomou foi acabar com a chamada, no sistema tradicional escolar, segundo a estratégia seguinte: Quando cheguei a Setúbal, quis acabar com o que fica bem chamado «o terror da chamada», é esse terror que leva a criança a faltar à aula, a inventar uma desculpa, a tremer perante o professor. Ora em Setúbal, como aqui, deu-se o contrário: há a ânsia, a exigência e a alegria da chamada. Reclamam, querem vir junto de mim todos os dias, impacientam-se. Em Setúbal, de princípio, perguntavam: «É para nota?» (E havia medo numa voz.) «Não. É para aprender.» Pois assim, senhor, para aprender é que é: para eu aprender, para estarmos mais perto um do outro;, para partir-mos a aula ao meio: pataca a mim, pataca a ti.

  31. Classificação: uma nova perspectiva • Mostrava perfeitamente que os exercícios não decidiam a classificação de um aluno. Assim sendo, a avaliação era feita, não por um acto isolado, mas pelo conjunto das atitudes ao longo do ano. Ao Gabriel dei 16, apesar de ter 11,5 no exercício. Aquele 11,5 significava pouco ou nada junto de tudo o que eu já sabia do Gabriel

  32. Substituiu a classificação quantitativa por expressões qualitativas para não desmotivar os alunos. Queria a todo o custo que os rapazes se apercebessem de que o que interessava era a informação qualitativa. Gostava que os mocinhos não ligassem importância de valoração quantitativa às notas: que as tomassem como símbolos, não como prémios: que para eles a nota não fosse um lugar sentado no eléctrico. Que dissessem: «Que me importa ter tido dez valores se eu valho dezoito?» Ou então «De que me serve ter tido dezoito se eu valho dez?» O que interessa para a nossa saúde, para o nosso desenvolvimento físico, é crescer...

  33. “Um desgosto do coração” • Para este professor, não existia dificuldade alguma para que as aulas fossem uma festa.Porém, por vezes a alegria quebrava-se e via-se obrigado a tomar uma decisão que lhe provocava “um desgosto do coração”. O Fosco saiu, porque fez barulho – e fez barulho porque a aula não lhe interessou – e não lhe interessou «talvez», porque ela não tinha interesse nenhum – e quem devia ir para a rua era eu.

  34. Reforço Positivo • Era defensor do reforço positivo para aumentar comportamentos desejáveis e tentou, sempre que possível, por esta ideia em prática. Porém, preferia apelar aos bons sentimentos do que recorrer às humilhações Avante, pois! Eu disse ao senhor metodólogo, há dias, que vocês iriam ser a melhor turma da Escola. Disse-o e junto de vós o mantenho; porque tenho a certeza de que todos se esforçarão por uma atitude nova, que faça a todos esquecer o que foi o período que Deus tenha. Combinado?

  35. Autocrítica • Estava sempre disposto a aprender a partir das suas limitações e fracassos, pois um dos propósitos da sua prática educativa era ir melhorando. Estava convencido, aliás que o mal absoluto não existia. Faz-me tanto mal e tanto bem dar uma aula má! Eu não sou tão confiante como pareço: tenho sempre medo de perder, julgo sempre que nada valho antes de fazer as coisas...Ninguém dá pelos meus receios, pela minha cobardia, porque eu só manifesto o meu contentamento pelas minhas vitórias.

  36. Sebastião da Gama: o Poeta • Nunca escondeu a sua condição de poeta. Além de escrever versos, fazia poesia por meio de comunicação humana. Poesia era como que uma pedagogia de felicidade, pois «o sentimento poético transforma tudo quanto toca em beleza, em emoção» (Herrero, 1999) • Um poeta pedagogo conduziu os seus alunos para a descoberta desse mistério que é a Poesia, mistério de palavras, mistério de imagens, mistério de mundos novos que acontecem na vida quotidiana de todos os homens e em que poucos repararam. 

  37. PRIMEIRA REGRA RELAÇÃO PROFESSOR / ALUNO • Sebastião da Gama mostrava uma grande capacidade de relação com os adolescentes • Para ele autoridade não era sinónimo de coacção nem liberdade era sinónimo de deixar fazer tudo • O que realmente lhe interessava era a relação com os alunos e não apenas os conteúdos transmitidos • Quando existia indisciplina ou falta de atenção, atribuía sempre a culpa ao professor e não aos alunos.

  38. A habilidade de um bom professor, está em «adivinhar a maneira de levar todos os alunos a estar interessados; a não se lembrarem de que lá fora é melhor». • Para ele a essência da pedagogia escolar era a relação professor-aluno o que é um conceito tradicional. • A sua originalidade estava no modo como o fazia, a sua habilidade de promotor intelectual ligada ao calor humano que transmitia

  39. SG defendia que o professor antes de se preocupar em ensinar, deveria estar atento a Ser Tentava proporcionar nas aulas um ambiente propício para “os rapazes” se desenvolverem, crescerem, saberem resolver e poderem perceber. Em vez de tentar que os alunos memorizassem conhecimentos interessava-lhe motivar, aguçar a curiosidade e o interesse Gama sabia que tinha de estabelecer uma relação verdadeira com os alunos SEGUNDA REGRA: INCENTIVAR A AUTO-DESCOBERTA DO ALUNO

  40. TERCEIRA REGRA: A LIBERDADE • Sebastião da Gama tornou a sala de aula num lugar onde os alunos se podiam manifestar e expressar livremente; • Motivava os alunos pela crítica construtiva; • Evitava os castigos, os momentos de stress e as repressões.

  41. QUARTA REGRA: O AMOR CONVIVENCIAL • Em vez de se apressar a condenar os rapazes maus, Gama compreendeu que o problema da desadaptação social deles era proporcional às suas carências afectivas. • A sua táctica era geralmente, uma lição de amor: Dêmos o Coração, sobretudo àqueles que erraram, a esses não os condenemos logo. Busquemos antes, pelo Amor, que é compreensão, antes de mais nada trazê-los ao bom caminho.

  42. QUINTA REGRA: A FELICIDADE • Era esta a ideia que Gama tentava materializar nas suas aulas: «O que eu quero principalmente é que os rapazes vivam felizes » • Gama prepara o terreno para a felicidade dos alunos e como tal sugere que as aulas deverão ser: «um pretexto para conviver com os rapazes (...) dentro dessaconvivência, como quem brinca ou como quem se lembra de uma coisa que sabe e vem a propósito, ir ensinando»

  43. Cultivava a tolerância: «lembrar-se a gente de que deve aceitar os rapazes como rapazes; deixá-los ser, ‘porque até o barulho é uma coisa agradável, quando é feito de boa fé.»

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