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VACINAS. RESPOSTA IMUNE PRIMÁRIA E SECUNDÁRIA . OBJETIVO DAS IMUNIZAÇÕES. ► prevenção de doenças ► tratamento terapêutico. . CLASSIFICAÇÃO. Natural - infecções clínicas leves ou inaparentes, ou transmitida pelo aleitamento materno ou via placentária;

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OBJETIVO DAS IMUNIZAÇÕES

► prevenção de doenças

►tratamento terapêutico.

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CLASSIFICAÇÃO

  • Natural - infecções clínicas leves ou inaparentes, ou transmitida pelo aleitamento materno ou via placentária;
  • Artificial - vacinas, soros e imunoglobulinas administrados;
  • Ativa – estimula o sistema imunológico através do contato com microorganismos vivos atenuados, microorganismos mortos, frações antigênicas do agente agressor ou toxinas.
  • Passiva – soros e imunoglobulinas que não depende do reação imune do indivíduo
imuniza o passiva
Imunização Passiva
  • A produção de anticorpos em níveis significativos através de uma resposta imune tende a levar entre 7-14 dias. Desta forma patologias que irão manifestar-se antes deste tempo devem ser tratadas com anticorpos pré-formados, por exemplo.
  • Mordidas de cobras, escorpiões e aranhas venenosas podem ser tratadas por soroterapia;
  • anticorpos anti-Rh+ podem ser administrados para evitar eritroblastose fetal;
  • anticorpos monoclonais contra determinados antígenos tumorais, de certos patógenos ou ainda contra linfócitos T ativados em transplantes também podem ser utilizados.
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Picada de aranha

Picada de cobra

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Imunização Ativa

Resulta na produção de anticorpos contra o patógeno e/ou seus produtos tóxicos. Também pode produzir respostas celulares mediadas por linfócitos e macrófagos.

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 Segurança –causar poucos ou nenhum efeitos colaterais; não deve causar doença;

 Proteção – devem proteger contra a patologia resultante da infecção contra o patógeno;

 Longevidade da proteção – a proteção deve durar o maior tempo possível, por pelo menos alguns anos;

 Mecanismos de ação – devem ser produzidos linfócitos T protetores, anticorpos neutralizantes e/ou antitoxinas, antiadesinas, opsoninas ou ainda lisinas;

 Viabilidade – apresentar baixo custo, estabilidade biológica e ser de fácil administração.

Boas vacinas devem possuir algumas características essenciais, tais como:

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Tipos de vacinas:

Vacinas vivas atenuadas

Microorganismos podem perder sua capacidade de causar patologias, porém retendo sua capacidade de crescimento transitório em um hospedeiro inoculado.

Ex: o BCG (Bacillus Calmette-Guérin),

uma linhagem atenuada de Mycobacterium bovis,

e a vacina anti-pólio Sabin (poliovírus atenuado).

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Vacinas com organismos inteiros inativados

– pode-se inativar o patógeno com calor ou agentes químicos para utilizá-lo como imunógeno (p. ex., vacina contra a cólera),

Cuidado: não perder a estrutura de epítopos que dependam de determinadas estruturas protéicas terciárias ou quaternárias.

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Vacinas utilizando polissacarídeos

  • a patogenicidade de muitas bactérias depende da presença de cápsula, a qual é composta, entre outras moléculas, por polissacarídeos. Como este tipo de molécula resulta em respostas predominantemente independentes de linfócitos T, elas podem ser artificialmente conjugadas a proteínas imunogênicas e convertidas em antígenos T-dependentes.

Ex: vacinas conjugadas foi produzida contra o Haemophilus influenza.

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Vacinas contra toxinas secretadas

Muitas patologias causadas por microorganismos dependem de substâncias secretadas, entre as quais a difteria e o tétano.

Vacinas eficazes podem ser obtidas - purificação destas toxinas, destruindo sua atividade tóxica, p. ex. com formaldeído, e utilizá-las como imunógeno (elas ainda retém atividade antigênica suficiente para induzir proteção). As toxinas inativadas são chamadas toxóides.

A vacina combinada DTP inclui: os toxóides do tétano, difteria e uma preparação inativada da bactéria Bordetella pertussis (causadora da coqueluche). Em virtude de efeitos colaterais a preparação inativada está sendo substituída por um coquetel de antígenos que inclui o toxóide pertussis entre outros antígenos da bactéria.

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 Vacinas recombinantes

a clonagem molecular de moléculas possibilita a produção em grande escala de qualquer antígeno protéico que tenha seu DNA isolado.

A vacina contra a hepatite B foi a primeira vacina recombinante obtida e comercializada, sendo o antígeno de superfície HBsAg produzido em grande escala em leveduras.

Também podem-se utilizar as técnicas de biologia molecular para atenuar microorganismos de modo mais controlado e de forma que dificilmente revertam para formas virulentas.

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 Vacinas de DNA

– por mecanismos ainda não totalmente desvendados sabe-se que ao injetar diretamente DNA ele pode ser apreendido por células do corpo e expresso, podendo produzir uma resposta imune contra as proteínas produzidas.

Citocinas podem ser co-expressas para direcionar e/ou amplificar a resposta desejada.

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Uso de Adjuvantes:

Um dos pré-requisitos importantes para uma boa resposta imune é a indução de inflamação na região do inóculo antigênico.

Proteínas purificadas levam a respostas imunes de pequena magnitude, as quais podem ser consideravelmente reforçadas por substâncias que induzem inflamação independentemente do antígeno (adjuvantes).

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Rotas de administração:

A maioria das vacinas é inoculada por injeção, apresentando pelo menos duas desvantagens:

1. de ordem prática – são dolorosas e caras;

2. de ordem imunológica – normalmente a maioria dos patógenos não são inoculados por injeção, e sim pelas mucosas. O desenvolvimento de vacinas administradas via oral (como a Sabin) ou nasal devem representar um avanço no desenvolvimento de novas vacinas, apesar das regras da imunidade mucosa ainda serem pouco compreendidas.