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IV UFRJ AMBIENTÁVEL - Rio de Janeiro 21 a 23 de Outubro de 2008

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46.982. Gráfico 2: Produção de grãos (PORTAL MUNICIPAL, 2008) . Gráfico 4: População de Alta Floresta de 1980-2005 (IBGE, 2006). Gráfico 3: Efetivo bovino de 1980-2004 (IBGE, 2006). Madeira. Pop. Figura 2 – Município de Alta Floresta (SOUZA, 2006).

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iv ufrj ambient vel rio de janeiro 21 a 23 de outubro de 2008

46.982

Gráfico 2: Produção de grãos (PORTAL MUNICIPAL, 2008)

Gráfico 4: População de Alta Floresta de 1980-2005 (IBGE, 2006)

Gráfico 3: Efetivo bovino de 1980-2004 (IBGE, 2006)

Madeira

Pop

Figura 2 – Município de Alta Floresta (SOUZA, 2006)

Figura 1 – Alta Floresta na Ecorregião Xingu-Tapajós (CETEM, 2008).

Gráfico 1: Extração de Madeira, Toras e Lenha (PORTAL MUNICIPAL/CNM, 2008)

3

4

Desmatamento acumulado em Alta Floresta: 4.809,2 km2.

Figuras 3 e 4 – Abrindo a floresta e início da ocupação (INDECO, 2008)

Figura 5 - Mosaico LandSat 2006

http://www.dpi.inpe.br/prodesdigital/prodes.php

1.Introdução

3.Desenvolvimento

3.1 As atividades madeireiras de extração, industrialização e comercialização são agentes no processo de desmatamento, presentes desde a ocupação do município com serrarias para a construção de pontes, barcos e residências (Gráfico 1).

3.2 O cultivo de grãos também pressiona o desmatamento nas áreas de floresta. Além do arroz e do milho, a soja é cada vez mais valorizada no mercado de exportação, cuja cultura tem ocorrido em áreas de pastagem abandonadas, com um custo menor (Gráfico 2).

3.3 A pecuária extensiva é principalmente para abate e produção de leite, impactando especialmente o solo pobre em nutrientes (Cálcio) (Gráfico 3).

3.4 A atividade garimpeira de ouro, em geral, causa profundos impactos ambientais e sociais, tais como: assoreamento dos rios, turbidez das águas, impedindo a penetração da luz e impactando fauna e flora; crescimento demográfico e ocupação desordenada (Gráfico 4).

O processo de colonização de Alta Floresta, município ao norte do MT que ocupa uma área de 9.310 Km2 (Figuras 1 e 2), foi promovido na década de 1970 pelo Governo Federal como parte do processo de integração da Amazônia à economia nacional através da ocupação de terras devolutas estaduais situadas nas Regiões Centro-Oeste e Norte do país. Este recorte da Amazônia meridional além de ser uma das áreas prioritárias para conservação (MMA, 2002), está na área de influência da BR-163 - Cuiabá-Santarém, prevista no Plano de Desenvolvimento Sustentável lançado pela Casa Civil da Presidência da República (2006) para aquela região.

IV UFRJ AMBIENTÁVEL - Rio de Janeiro21 a 23 de Outubro de 2008

ECORREGIÃO XINGU-TAPAJÓS – PRINCIPAIS VETORES

DO DESMATAMENTO NO MUNICÍPIO DE ALTA FLORESTA, MT

Silvia Machado de Castro – UFRJ/CETEM – smcastro@cetem.gov.br

Ricardo Sierpe Vidal Silva – CETEM – rssilva@cetem.gov.br

Zuleica Carmen Castilhos – CETEM – zcastilhos@cetem.gov.br

Silvia Gonçalves Egler – CETEM – segler@cetem.gov.br

2.Objetivo

O presente trabalho propõe apresentar os principais vetores do desmatamento em Alta Floresta, MT: extração de madeira, atividade garimpeira de ouro e avanço da fronteira agropecuária, utilizando imagens, fotos e dados socioeconômicos, na escala temporal de 1970 a 2007. As Figuras 3 e 4 documentam a abertura da floresta e, a Figura 5, a evolução do desmatamento registrada pelo Satélite LandSat em 2006.

4. Conclusão

O IDH do município (0,779) (PNUD, 2006), indica um local privilegiado no cenário nacional, mas, os dados de desmatamento, um relacionamento direto entre o avanço da fronteira agropecuária, o extrativismo vegetal e as atividades garimpeiras de ouro, iniciado com a chegada de colonos vindos do Sul. Para o desenvolvimento sustentável, o desafio hoje é agregar qualidade de vida à população nas múltiplas escalas (local, regional e nacional), simultaneamente à conservação dos recursos naturais, para a sustentabilidade das gerações futuras.