Cheap talk uma aplica o economia dos recursos humanos
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CHEAP TALK : UMA APLICAÇÃO À ECONOMIA DOS RECURSOS HUMANOS. Prof. Giácomo Balbinotto Neto UFRGS/PPGE AGOSTO/2004. Bibliografia básica. Farrel (1995), AER Farrel (1993), Games and Econ. Behaviour Farrel & Rabin (1996), JEP Molho (1997, p.97-98)

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CHEAP TALK : UMA APLICAÇÃO À ECONOMIA DOS RECURSOS HUMANOS

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Presentation Transcript


Cheap talk uma aplica o economia dos recursos humanos

CHEAP TALK : UMA APLICAÇÃO À ECONOMIA DOS RECURSOS HUMANOS

Prof. Giácomo Balbinotto Neto

UFRGS/PPGE

AGOSTO/2004


Bibliografia b sica

Bibliografia básica

Farrel (1995), AER

Farrel (1993), Games and Econ. Behaviour

Farrel & Rabin (1996), JEP

Molho (1997, p.97-98)

Gibbons (1992, cap. 4.3.a) – Game Theory

Morrow (1994) – Game Theory for Political Scientists

Perloff (2001) - Microecomics


Cheap talk

Cheap Talk

Um jogos dinâmicos de informação incompleta, é familiar a idéia de que as ações de um jogador informado podem sinalizar algum tipo de informação se os custos diretos ou os benefícios da ação empreendida diferir entre os tipos dos indivíduos [Spence (1973,1974)].

Contudo, há também uma transmissão de informação sem que existam custos – isto ocorre quando um jogador informado puder revelar informações usando mensagem críveis que não envolvam custos ou seja cheap talk.


Cheap talk a efetividade farrell 1993 p 514 515

Cheap Talk: a efetividade [Farrell (1993,p.514-515)

Problemas que

limitam o uso

do cheap talk

  • Credibilidade – a comunicação não pode funcionar bem quando houver incentivos para mentir.

  • b) Significado não pode ser apreendido pela introspecção.


Cheap talk e signalling games farrell 1993 p 516

Cheap Talk e Signalling Games[Farrell (1993, p.516)

Um jogo de sinalização simples é um jogo de dois jogadores em dois estágios com informação incompleta onde o jogador informado [sender, (S)], que tenha observado privadamente uma variável t T, escolhe uma mensagem m M. Então um jogador não informado [receiver (R)], observa m e escolhe uma ação a  A.

Os payoffs de ambos os jogadores dependem de q, sobre t e em geral sobre m.


Cheap talk e signalling games farrell 1993 p 5161

Cheap Talk e Signalling Games[Farrell (1993, p.516)

Já um jogo cheap talk é um jogo de sinalização no qual os payoffs de S e nem R dependem de m (a mensagem): isto é, os payoffs são funções somente de (a – ações escolhidas) e (t – variável aleatória).


O timing seq ncia do cheap talk game cf gibbons 1992 p 212

O timing (seqüência) do Cheap Talk Game [cf. Gibbons, 1992,p.212]

O timing de um jogo de cheap talk é idêntico ao timing de um jogo de sinalização,a única diferença refere-se aos payoffs.


O timing seq ncia do cheap talk game

O Timing (seqüência) do Cheap Talk Game

1) a natureza escolhe o tipo ti para o Sender (S) de um conjunto de tipos possíveis T = {t1, ..., TI} de acordo com uma distribuição de probabilidade p(ti), onde p(ti) > 0 para cada i e

p(t1) + p(t2)+ ...+ p(tI) = 1;

2) O Sender (S) observa ti e então escolhe uma mensagem mj de um conjunto de mensagem factíveis M = {m1, m2,..., mJ};


O timing seq ncia do cheap talk game1

O Timing (seqüência) do Cheap Talk Game

3) O Receiver (R) observa mj (mas não ti) e então escolhe uma ação ak de um conjunto factível A= {a1, a2,..., ak};

4) os payoffs são dados por Us (ti, ak) e UR (ti, ak).


A caracter stica fundamental dos cheap talk games cf gibbons 1992 p 212 213

A Característica Fundamental dos Cheap Talk Games [cf. Gibbons (1992,p.212-213)

A principal característica dos jogos do tipo cheap talk é que a mensagem não tem um efeito direto nem sobre o agente (sender) e nem sobre o principal (receiver).

O único modo pelo qual a mensagem pode ter uma importância é através do conteúdo de sua informação: mudando-se as crenças do receiver (R) sobre o tipo do sender (S), uma mensagem pode mudar a ação do receiver, e assim, indiretamente afetar o payoff de ambos os jogadores.


Exemplo de quando a cheap talk transmite informa es de um modo cr vel cf molho 1997 p 97 98

Exemplo de quando a Cheap Talk Transmite Informações de um Modo Crível [cf. Molho, 1997, p.97-98]

- Sejam dois tipos de trabalhadores: um administrador e um programador de computadores, sendo que cada um deles possui um tipo diferente de habilidades que interessam as firmas;

- contudo, nenhum dos dois pode fazer o trabalho do outro e nem gosta de faze-lo;

- neste caso, cada tipo de trabalhador pode comunicar, de um modo crível sua informação via cheap talk.


Exemplo de quando a cheap talk transmite informa es de um modo cr vel cf molho 1997 p 97 981

Exemplo de quando a cheap talk transmite informações de um modo crível [cf. Molho, 1997, p.97-98]

A diferença essencial com o modelo de Spence (1973, 1974) é que neste caso há um interesse comum em transmitir a informação verdadeira:

(i) os administradores desejam os empregos administrativos e é onde os empregadores os desejam colocar;

(ii) os programadores desejam os empregos na área de programação de computadores é onde os empregadores os desejam colocar;


Exemplo de quando a cheap talk transmite informa es de um modo cr vel cf molho 1997 p 97 982

Exemplo de quando a cheap talk transmite informações de um modo crível [cf. Molho, 1997, p.97-98]

Neste caso, não há nada a ser ganho e muito a ser perdido, fornecendo uma falsa informação e o empregador sabe disto.

Se um empregador desconfiar da afirmativa de um dos trabalhadores, solicitando que ele prove que é o tipo que que afirma ser, ele poderia replicar – por que eu deveria mentir para você? Eu desejo o mesmo resultado que você?

Cheap talk pode produzir um equilíbrio informativo quando há interesses comum envolvidos.


Cheap talk e o processo de contrata o pressupostos do modelo

Cheap Talk e o processo de contrataçãoPressupostos do modelo

(i) consideramos uma situação na qual os trabalhadores têm mais informações sobre suas habilidades do que as firmas que os desejam contratar;

Aqui nós analisamos uma situação ou um caso onde os sinais enviados pelos trabalhadores são baratos de serem enviados;


Cheap talk e o processo de contrata o pressupostos do modelo1

Cheap Talk e o processo de contrataçãoPressupostos do modelo

(ii) quando uma pessoa informada provê, voluntariamente informação a uma pessoa não informada, a pessoa informada se engaja no que nós chamamos de cheap talk [cf. Farrel & Rabin, 1996].


Cheap talk e o processo de contrata o pressupostos do modelo2

Cheap Talk e o processo de contrataçãoPressupostos do modelo

As pessoas utilizam o cheap talk para se distinguirem seus atributos a um baixo custo.

Mesmo que as pessoas informadas pudessem mentir quando isto lhes fosse conveniente, é do seu melhor interesse contar a verdade.

Uma das vantagens do cheap talk, quando ele é efetivo, e´q eu ele se constitui num método mais barato de sinalizar a habilidade de um empregado potencial do que se pagar para se ter a habilidade testada.


Cheap talk e o processo de contrata o pressupostos do modelo3

Cheap Talk e o processo de contrataçãoPressupostos do modelo

(iii) suponha que uma firma planeja contratar um trabalhador para uma das duas vagas existentes: demanding job [DJ] e a undemanding job [UJ];

DJ – requer um indivíduo com alta habilidade;

UJ - requer um indivíduo com baixa habilidade.

O UJ pode ser melhor executado por um indivíduo com baixa habilidade porque um indivíduo com alta habilidade se torna entediado e como resultado, o seu desempenho será medíocre nesta tarefa.


Cheap talk e o processo de contrata o pressupostos do modelo4

Cheap Talk e o processo de contrataçãoPressupostos do modelo

(iv) o trabalhador conhece se sua habilidade é alta ou baixa, mas a firma está incerta sobre ela; a firma, neste exemplo, acredita que ambos os níveis são igualmente prováveis;


Caso 1 cheap talk funciona

Caso #1 – cheap talk funciona

Emprego que a firma oferece ao agente

DJ

UJ

H

Habilidade do agente

L

A matriz acima mostra os payoffs para um trabalhador e a firma sob várias alternativas de alocação da mão-de-obra.


Caso 1 cheap talk funciona1

Caso #1 – cheap talk funciona

- Se o trabalhador têm alta habilidade, e ele gosta do trabalho DJ seu payoffs é igual a 3;

- Se ele é um trabalhador de baixa habilidade e for alocado em DJ, o qual acha muito estressante, seu payoff será 1;

O payoff para firma é maior se o trabalhador for apropriadamente alocado ao emprego, isto é, quando:

Wh DJ H

Wl UJ L


Caso 1 cheap talk funciona2

Caso #1 – cheap talk funciona

Nós podemos ver este jogo como sendo um jogo de dois estágios:

- estágio 1 - o trabalhador afirma algo;

- estágio 2 - a firma decide qual vaga ele obtém.

O trabalhador poderia fazer qualquer afirmação sobre seu nível de habilidade. Aqui nós assumimos que ele faz apenas 2, alta ou baixa.


Caso 1 cheap talk funciona3

Caso #1 – cheap talk funciona

Este jogo de dois estágios têm um equilíbrio no qual o trabalhador conta a verdade e a firma acredita nela, alocando-o ao emprego apropriado. Se ele afirmar que é alta, a firma irá aloca-lo em DJ.

Se a firma reagir ao seu cheap talk desta maneira o trabalhador não tem incentivo para mentir.

Se ele mentir, a firma irá fazer ou cometer um erro e seu erro será ruim para ambos.


Caso 1 cheap talk funciona4

Caso #1 – cheap talk funciona

Neste caso, tanto a firma como os trabalhadores desejam o mesmo resultado, e a cheap talk funciona.

Este caso refere-se a uma situação na qual os interesses dos trabalhadores e firmas estão alinhados ou estão coordenados.


Caso 2 quando o cheap talk n o funciona

Caso #2 – quando o cheap talk não funciona

- quando os trabalhadores e as firmas não desejam o mesmo resultado, temos que a cheap talk não funciona;

A firma deseja que o trabalhador de alta habilidade seja alocado em DJ e o trabalhador UJ no setor UJ. Mas o trabalhador deseja ser alocado no setor DJ independentemente de sua habilidade. Assim ele “mente” dizendo ter uma alta habilidade quando ele não a tem.

Conhecendo seus incentivos, a firma vê suas afirmações como sem sentido e não modifica suas expectativas.


Caso 2 quando o cheap talk n o funciona1

Caso #2 – quando o cheap talk não funciona

DJ

UJ

H

L


Caso 2 quando o cheap talk n o funciona2

Caso #2 – quando o cheap talk não funciona

Dada a crença das firmas, a firma aloca os indivíduos na vaga onde o UDJ, ou seja:

[(1/2) x 1] + [(1/2) x 4] = 2,5

[(1/2) x 2] + [(1/2) x 1] = 1,5

Dada a assimetria de informação, o resultado é ineficiente se o trabalhador é de alta habilidade.


Caso 2 quando o cheap talk n o funciona3

Caso #2 – quando o cheap talk não funciona

Quando os interesses da firma e do indivíduo divergem, a cheap talk não funciona, isto é, ela não provê um sinal crível para o principal. Neste caso o agente deve enviar um sinal mais caro para que acreditem nele. Neste caso temos os jogos de sinalização como vislumbrados e analisados por Spence (1973, 1974).

Exemplo: não basta o apaixonado dizer que ama a namorada, ele também deve enviar flores, bombons etc para que sua amada acredite nele !


Outras aplica es da teoria do cheap talk

Outras aplicações da teoria do Cheap Talk

Campanhas políticas como cheap talk - [Alesina (1988), Osborne and Slivinksi (1996), Besley and Coate (1996), Austen-Smith and Banks (1989)]

Politica Monetária e o FED – Stein (1989), AER.

Plano Real e Cheap Talk – Steve de castro [Anpec]


Cheap talk contrata o

CHEAP TALK & CONTRATAÇÃO

Prof. Giácomo Balbinotto Neto

Economia dos Recursos Humanos

UFRGS/PPGE

AGOSTO/2004


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