O Mapa
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Olho o mapa da cidade Como quem examinasse A anatomia de um corpo... É nem que fosse o meu corpo!) PowerPoint PPT Presentation


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O Mapa. Olho o mapa da cidade Como quem examinasse A anatomia de um corpo... É nem que fosse o meu corpo!) Sinto uma dor infinita Das ruas de Porto Alegre Onde jamais passarei.

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Olho o mapa da cidade Como quem examinasse A anatomia de um corpo... É nem que fosse o meu corpo!)

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Presentation Transcript


Olho o mapa da cidade como quem examinasse a anatomia de um corpo nem que fosse o meu corpo

O Mapa

Olho o mapa da cidadeComo quem examinasseA anatomia de um corpo...

É nem que fosse o meu corpo!)

Sinto uma dor infinitaDas ruas de Porto AlegreOnde jamais passarei...


Olho o mapa da cidade como quem examinasse a anatomia de um corpo nem que fosse o meu corpo

Há tanta esquina esquisita,Tanta nuança de paredes,Há tanta moça bonitaNas ruas que não andei(E há uma rua encantadaQue nem em sonhos sonhei...)


Olho o mapa da cidade como quem examinasse a anatomia de um corpo nem que fosse o meu corpo

Quando eu for, um dia desses,Poeira ou folha levadaNo vento da madrugada,Serei um pouco do nadaInvisível, delicioso


Olho o mapa da cidade como quem examinasse a anatomia de um corpo nem que fosse o meu corpo

Que faz com que o teu arPareça mais um olhar,Suave mistério amoroso,Cidade de meu andar(Deste já tão longo andar!)

E talvez de meu repouso...

Mário Quintana


Olho o mapa da cidade como quem examinasse a anatomia de um corpo nem que fosse o meu corpo

“O café é tão grave, tão exclusivista, tão definitivo, que não admite acompanhamento sólido. Mas eu o driblo, saboreando, junto com ele, o cheiro das torradas-na-manteiga que alguém pediu na mesa próxima.”

“Olho em redor do bar em que escrevo estas linhas. Aquele homem ali no balcão, caninha após caninha, nem desconfia que se acha conosco desde o início das eras. Pensa que que está somente afogando problemas dele, João Silva... Ele está é bebendo a milenar inquietação do mundo!”

“A morte é a libertação total: a morte é quando a gente pode, afinal, estar deitado de sapatos.”

“O fantasma é um exibicionista póstumo.”

“Um bom poema é aquele que nos dá a impressão de que está lendo a gente... E não a gente a ele!”


Olho o mapa da cidade como quem examinasse a anatomia de um corpo nem que fosse o meu corpo

“Os fantasmas não fumam porque poderiam acabar fumando-se a si mesmos.”

“O pior dos problemas da gente é que ninguém tem nada com isso.”

“Se eu amo meu o semelhante? Sim. Mas onde encontrar o meu semelhante?”

“Mas que susto não irão levar essas velhas carolas se Deus existe mesmo...”

“O que me impressiona, à vista de um macaco, não é que ele tenha sido nosso passado: é este pressentimento de que ele venha a ser o nosso futuro.”

“Se alguém acha que está escrevendo muito bem, desconfia...

O crime perfeito não deixa vestígios.”

“Todos esses que aí estão

atravancando o meu caminho,

eles passarão...

Eu passarinho!”

(ao ser preterido pela Academia Brasileira de Letras).


Olho o mapa da cidade como quem examinasse a anatomia de um corpo nem que fosse o meu corpo

“Amigos,

não consultem os relógios quando, um dia,

eu me for de vossas vidas...

Porque o tempo é uma invenção da morte:

não o conhece a vida -a verdadeira-

em que basta um momento de poesia

para nos dar a eternidade inteira.”

Mário Quintana

30.07.1906 - 05.05.1994

Uma pequena homenagem ao

“Poetinha” de Porto Alegre.

Jorge Nascimento


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