1 / 81

Algumas observações sobre o presnte exercício de avaliação

O projeto nacional de desenvolvimento dos governos Lula e Dilma: uma avaliação das dimensões social e econômica Apresentação na FISENGE, Búzios, RJ, Agosto de 2014 Ricardo Bielschowsky, IE-UFRJ.

lana
Download Presentation

Algumas observações sobre o presnte exercício de avaliação

An Image/Link below is provided (as is) to download presentation Download Policy: Content on the Website is provided to you AS IS for your information and personal use and may not be sold / licensed / shared on other websites without getting consent from its author. Content is provided to you AS IS for your information and personal use only. Download presentation by click this link. While downloading, if for some reason you are not able to download a presentation, the publisher may have deleted the file from their server. During download, if you can't get a presentation, the file might be deleted by the publisher.

E N D

Presentation Transcript


  1. O projeto nacional de desenvolvimento dos governos Lula e Dilma: uma avaliação das dimensões social e econômicaApresentação na FISENGE, Búzios, RJ, Agosto de 2014 Ricardo Bielschowsky, IE-UFRJ .

  2. A estrategia de desenvolvimento enunciada pelos governos Lula e Dilma como esquema analítico para organizar a reflexão sobre desenvolvimento social e econômico

  3. Algumas observações sobre o presnte exercício de avaliação • Se orienta pela perspectiva “social-desenvolvimentista”; • Não prescinde do reconhecimento de prevalecem no pais forças políticas conservadoras, que espelham concentração de propriedade, renda e poder; • Se presta a enfrentar a desorientação da propaganda eleitoral das oposições (fragmentada em temas isolados, como inflação, corrupção, inadequação dos sistemas de saúde e de educação, Estado muito grande – coisas que valem para qualquer pais capitalista e qualquer momento da historia) – é preciso sair dessa “armadilha “; • Pergunta central : Qual a estratégia de desenvolvimento enunciada e buscada ? Resposta : governos Lula e Dilma tiveram marca e rumo (Estratégia ou projeto nacional de desenvolvimento é o desenho da condução deliberada por governos e atores sociais de um padrão de desenvolvimento desejado e viável para uma nação)

  4. . • Programa de governo Lula 2003 “(...) Especificadas as linhas de estratégia do novo modelo, cabe apontar os aspectos gerais da dinâmica de crescimento proposta. O motor básico do sistema é a ampliação do emprego e da renda per capita e, consequentemente, da massa salarial que conformará o assim chamado mercado interno de massas.” (“Programa de Governo 2002”, Coligação Lula Presidente, p. 44) • Em 2003, no Plano Plurianual 2004-2007: “O PPA 2004-2007 tem por objetivo inaugurar a seguinte estratégia de longo prazo: inclusão social e desconcentração de renda, com vigoroso crescimento do produto e do emprego (...) pela expansão do mercado de consumo de massa e com base na incorporação progressiva das famílias trabalhadoras ao mercado consumidor das empresas modernas”. (MPOG, 2003, pp. 17 e 19).

  5. . • Em 2007, no documento de lançamento do PAC: “O Brasil iniciou, no primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, um novo modelo de desenvolvimento econômico e social. Projeto que combina crescimento econômico com distribuição de renda e proporciona a inclusão de milhões de brasileiros e brasileiras no mercado formal de trabalho e na sociedade de consumo de massa. (...) Para crescer mais, de forma sustentável, é preciso aumentar a taxa de investimento da economia brasileira. Assim, o presidente Lula lança, neste início de seu segundo mandato, o Programa de Aceleração do Crescimento” (Brasil, presidência, 2007, PAC, versão para a imprensa, pp. 1-2).

  6. A estrategia de desenvolvimento enunciada pelos governos Lula e Dilma como esquema analítico para organizar a reflexão sobre desenvolvimento social e econômico

  7. Balanço no campo social • Avanços extraordinários nos três mandatos • Problemas enormes por enfrentar

  8. TABELA 1 - INDICADORES DE BEM-ESTAR: Trabalho e renda, 2002, 2006, 2010 e 2013 (valores a preços de 2013)

  9. TABELA 1 - INDICADORES DE BEM-ESTAR: previdência 2002, 2006, 2010 e 2013 (valores a preços de 2013)

  10. TABELA 1 - INDICADORES DE BEM-ESTAR: assistência 2002, 2006, 2010 e 2013 (valores a preços de 2013)

  11. TABELA 1 - INDICADORES DE BEM-ESTAR: Gastos sociais, distribuição de renda, taxa de pobreza :2002, 2006, 2010 e 2013 (valores a preços de 2013)

  12. TABELA 2 - INDICADORES DE BEM-ESTAR: Saúde, 2002 e 2013

  13. TABELA 2 - INDICADORES DE BEM-ESTAR: Educação, 2002 e 2013

  14. TABELA 2 - INDICADORES DE BEM-ESTAR: Desenvolvimento Urbano e Desenvolvimento Agrário, 2002 e 2013

  15. Problemas no campo social : 500 anos de acúmulo de problemas enormes por enfrentar • Grande contingente de trabalhadores informais, salários ainda baixos • Infraestrutura social ainda com muita precariedade (em mobilidade urbana, moradia, saneamento básico, etc.); • Avanço de mercantilização e privatização de serviços de saúde e educação (como consequência da má qualidade dos serviços públicos) • Deterioração do pacto federativo no que se refere a proteção social • Alta concentração de renda e de poder, estruturas de dominação relativamente rígidas, poderosos lobbies de empresários (bancos, empreiteiras, imprensa, etc.)

  16. Uma síntese sobre a dimensão social do desenvolvimento • Por um lado, podem-se encontrar indicações de que não se desfez a imensa concentração de propriedade e de poder, aumentaram as pressões e o avanço da mercantilização e privatização das políticas sociais, ocorreu captura de fontes de financiamento, o pacto federativo permanece enfraquecido, etc. • Por outro, podem-se encontrar evidencias de avanços na direção do fortalecimento das políticas universais, da maior convergência dessas ações com políticas voltadas para o combate da miséria extrema, de consolidação dos avanços institucionais nas políticas de educação e Seguridade Social (saúde, previdência, assistência Social, Segurança Alimentar e Seguro-Desemprego), do estabelecimento de uma política de valorização do salário mínimo, da formalização no mercado de trabalho e da ampliação dos investimentos nas políticas sociais urbanas.

  17. Uma síntese sobre a dimensão social do desenvolvimento • A coexistência de tendências contraditórias não deveria surpreender: o momento é de embate entre a afirmação do individualismo de mercado, próprio do neoliberalismo, e a defesa dos princípios da solidariedade e dos direitos, expressos na Constituição de 1988. • A clara identificação de uma estratégia de desenvolvimento desejável e viável, em que progressos na economia e na sociedade se façam de forma integrada, fortalece a disputa política e ideológica em favor do projeto de cidadania plena. OBS: Trabalhadores e demais entidades da sociedade civil organizada no campo progressista têm papel central neste momento da história brasileira, na defesa das conquistas (por exemplo : na resistência à ofensiva contra salários e demais condições de trabalho, e na pressão por maiores avanços);

  18. Desempenho macroeconômico

  19. A estrategia de desenvolvimento enunciada pelos governos Lula e Dilma como esquema analítico para organizar a reflexão sobre desenvolvimento social e econômico

  20. Balanço no campo macroeconômico, versão 2014 : terrorismo é eleitoreiro, sem fundamento

  21. Taxas anuais de crescimento (%) do PIB, da Formação Bruta de Capital Fixo e da produtividade do trabalho • Fontes: IBGE, Bacha e Bonelli (2001) relativamente a 1950-80 e demais períodos Barbosa e Pessoa (2013); a/ Taxas anuais, b/ médias aritméticas, b/ Taxas anuais médias geométricas ; d/ 1981-90 ; d/ 82-93;; e/2004-2010; e/ 2011-2012

  22. Tabela 3: Indicadores de desempenho econômico 1999-02, 2003-06, 2007-10, 2011-13

  23. CAMBIO E INFLAÇÃO Preço de commodities não tendem a pressionar como antes Cambio, IPCA e Commodities Fonte: BCB, FMI, IBGE.

  24. Transações Correntes Acumulado em 12 meses(US$ bilhões e % do PIB) TRANSAÇÕES CORRENTES Déficit se estabilizou desde outubro de 2013 – 3,5% do PIB US$ bilhões % do PIB Fonte: BCB

  25. A estrategia de desenvolvimento enunciada pelos governos Lula e Dilma como esquema analítico para organizar a reflexão sobre desenvolvimento social e econômico

  26. . As frentes de expansão e seus “turbinadores” avanços e dificuldades

  27. As frentes de expansão e seus “turbinadores” • A evolução recente da formação bruta de capital fixo e a taxa requerida de investimento; • As três frentes de expansão desde meados dos anos 2000: crescem em simultâneo, são parte de um novo padrão de desenvolvimento • A disputa entre impulsos e freios aos investimentos • Questão geral: investimento no atual marco regulatório pós-reformas neoliberais • Impulsos • Freios 4. O desafio maior : indústria de transformação e a inovação;

  28. . Primeira parte A evolução recente da formação bruta de capital fixo e a taxa requerida de investimento

  29. TRILOGIA BÁSICA DO DESENVOLVIMENTO A MÉDIO E LONGO PRAZOS: PIB, INVESTIMENTO E PRODUTIVIDADE (FORTEMENTE CORRELACIONADOS) PIB PRODUTIVIDADE PIB INVESTIMENTO INVESTIMENTO PRODUTIVIDADE OBS: causalidades à gosto de cada autor

  30. Taxas anuais de crescimento (%) do PIB, da Formação Bruta de Capital Fixo e da produtividade do trabalho • Fontes: IBGE, Bacha e Bonelli (2001) relativamente a 1950-80 e demais períodos Barbosa e Pessoa (2013); a/ Taxas anuais, b/ médias aritméticas, b/ Taxas anuais médias geométricas ; d/ 1981-90 ; d/ 82-93;; e/2004-2010; e/ 2011-2012

  31. Taxa de Investimento : 2003-2013(preços constantes de 2000) -

  32. . Qual a taxa de investimento requerida para uma expansão de, digamos, 4 a 5 pontos percentuais ? • Em que nos ajuda a série histórica ? • Em que nos ajuda a comparação internacional ?

  33. Taxa de investimento : 1971-2013Preços correntes

  34. Taxa de Investimento (preços constantes de 2000) - 1971-2013

  35. DESDE O PAC, O INVESTIMENTO É O PRINCIPAL MOTOR DO CRESCIMENTO, IMPULSIONADO PELO SETOR PÚBLICO(OBS: slide apresentado por Dweck, agosto de 2014) Consumo das Famílias e Investimento Índice 2004 = 100 Fonte: IBGE

  36. Investimento público (preços de 1995) (OBS: slide apresentado por Dweck, agosto de 2014)

  37. .BNDES : desembolso anual em % do PIB

  38. Taxa de investimento (OBS: Gráfico elaborado por Nilson Teixeira, CréditSuisse, 2013)

  39. Taxa de investimento (OBS: Gráfico elaborado por Nilson Teixeira, CréditSuisse, 2013)

  40. Taxa de investimento em construção civil(OBS: Gráfico elaborado por Nilson Teixeira, CréditSuisse, 2013)

  41. Taxa de investimento em equipamentos e em construção no período 2004-2013 • A taxa de crescimento do investimento em equipamentos foi, no período 2004-2010, cerca de duas vezes superior à do investimento em construção (em média, 9% anuais contra 4,8% anuais); • É bem provável que isto tenha sido resultante principalmente do menor crescimento do investimento em construção residencial, restando confirmar se nos anos 2010-2013 repetiu-se o fraco desempenho que comprovadamente o mesma teve nos anos 2000; (Vale notar que o investimento de famílias (majoritariamente em residências) pesa cerca de 25% do total da formação bruta de capital fixo da economia, e quase não contém máquinas e equipamentos); • Isto também ajuda a explicar que a expansão do investimento do setor privado tenha sido inferior à do setor publico no período 2004-2012, já que o investimento em construção residencial é privado.

  42. Mais 3 a 4 % seriam suficientes para um crescimento de 4 a 5 %? • O número é intuitivo, é razoável, mas não há como se saber ao certo • ADVERTENCIAS • Há muitas dúvidas sobre a correção dos dados do IBGE sobre formação bruta de capital fixo, muito especialmente no que se refere a “construção” (a parte referente a equipamentos não tem suscitado dúvidas); • A comparação internacional que ajuda a referida percepção deve ser tomada com cuidado porque a forma de contabilizar investimento varia de país para país; • O mais importante: Uma correta aproximação a “cenários” sobre “taxas de investimento requeridas” exige : • Construir um mapa de alternativas de composição do crescimento por setor de atividade da economia; • Conhecer o estoque de capital existente e a taxa de reposição do mesmo.

  43. . Segunda parte As três frentes de expansão desde meados dos anos 2000

  44. A estrategia de desenvolvimento enunciada pelos governos Lula e Dilma como esquema analítico para organizar a reflexão sobre desenvolvimento social e econômico

  45. Três frentes de expansão ampliados a cinco grupos Infraestrutura Geral (exclusive residências/famílias); Infraestrutura de famílias (Residências) Recursos naturais (incluindo agroindústria de alimentos e celulose) Consumo de massa (serviços e bens industriais de consumo) Encadeamentos industriais para todos as frentes de expansão : Bens de capital e bens intermediários

  46. Investimento nas frentes de expansão : Composição (2008) e taxa de crescimento do Investimento 2004-2008 (em %) preços constantes de 2000

  47. Taxas de crescimento do investimento nas frentes de expansão no ciclo 2004-2008 Total = 10 % ao ano, as três frentes= 10% ao ano, Infraestrutura = 10% ao ano Geral (exceto residências) 16% ao ano Residências 3,4% ao ano; Recursos naturais = 10 % ao ano (agroindústria 9,5% ao ano) Consumo de massa = 10% ao ano Bens não duráveis de consumo = 8,7% ao ano Bens duráveis de consumo = 9,8% ao ano Serviços = 10,8 % ao ano Bens de capital e bens intermediários = 12 % ao ano Bens de capital = 13,1 % ao ano Bens intermediários = 10,9% ao ano Memo : (Indústria de transformação = 10,3 % ao ano) Investimento publico =12% (privado 9%)

  48. Algumas perguntas sobre tendências desfavoráveis nas frentes de expansão 1) Investimentos em recursos naturais : Com propriedade estrangeira ( e crescentemente chinesa)? Destruidora da natureza ? Com geração de “renda da terra” em favor dos acionistas; De tipo “ enclave”, sem encadeamentos produtivos locais e sem progresso técnico promovido nacionalmente ? 2) Investimento em infraestrutura sem encadeamentos produtivos ? Sem ocorrência de inovações ? Com taxas de retorno muito altas (e tendência a aumento nas tarifas ? 3) Consumo de massa no Brasil e produção em massa na China ? 4) Como aumentar a taxa de investimento ?

  49. . Terceira parte Diagnóstico de Impulsos e freios aos investimentos

More Related