O USO DE ERVAS AROMÁTICAS COMO ESTRATÉGIA NA DIMINUIÇÃO DO CONSUMO DE SAL NA DIETA DE ADULTOS E ...
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O USO DE ERVAS AROMÁTICAS COMO ESTRATÉGIA NA DIMINUIÇÃO DO CONSUMO DE SAL NA DIETA DE ADULTOS E IDOSOS HIPERTENSOS ATENDIDOS PELO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE: UM ESTUDO DE INTERVENÇÃO COM O USO DE TECNOLOGIAS LEVES EM EDUCAÇÃO EM SAÚDE.

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Presentation Transcript


O USO DE ERVAS AROMÁTICAS COMO ESTRATÉGIA NA DIMINUIÇÃO DO CONSUMO DE SAL NA DIETA DE ADULTOS E IDOSOS HIPERTENSOS ATENDIDOS PELO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE: UM ESTUDO DE INTERVENÇÃO COM O USO DE TECNOLOGIAS LEVES EM EDUCAÇÃO EM SAÚDE

Universidade do Vale do Itajaí (UNIVALI) – Centro de Ciências da Saúde (CCS) - Curso de Nutrição


  • Coordenadora:

  • Dra. Márcia Reis Felipe 1

  • Equipe:

  • Dra. Sandra Soares Melo 1

  • MSc. Luciane Ângela Nottar Nesello 1

  • Jocilene Demétrio Jurcevic 2

  • Apoio:

  • Gabriela Dors Wilke 3

  • Zulmira Pezzini Paes 4

  • 1Nutricionista, professora

  • 2 Chefe de cozinha, estudante do curso de Nutrição

  • 3 Estudante do curso de Nutrição

  • 4 Enfermeira da U S e professora do curso de Nutrição


Objetivo Geral

Avaliar a adesão de adultos e idosos hipertensos à dieta hipossódica a partir da aplicação de tecnologias de educação em saúde que estimulem a inclusão de temperos e ervas aromáticas no preparo de alimentos com baixa adição de sal de cozinha.


Metodologia

Projeto aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa UNIVALI, parecer 367/09 a.

Amostragem por conveniência

419 63 indivíduos

Diagnóstico de Hipertensão

Cadastrados em ESF – US – Itajaí/SC

Assinatura do TCLE


Metodologia

Questionário estruturado: identificação, condições socioeconômicas e estilo de vida.

Comportamento alimentar: Alimentos Industrializados ricos em sódio – Questionário de Frequência Alimentar (QFA).

Sal consumido = Exames de sódio na urina de 24/h:

17 mEq de sódio= 1000 mg de NaCl(RIELLA; MARTINS, 2010).


Metodologia

Índice de massa corpórea (IMC):

Pontos de corte

para adultos (OMS, 2004)

para os idosos (NSI,1992)

Circunferência da Cintura (CC):

Risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares e distúrbios metabólicos associados à obesidade, pontos de corte (HAN et al., 1995).


Metodologia

Pressão Arterial (PA):

Aferida conforme VI Diretrizes Brasileiras de Hipertensão (SBH,2010).

O Sódio na urina de 24h, IMC, CC e PA da população em estudo foram monitorados antes e três meses após a última intervenção.

Oficinas de educação em saúde (Quatro)


Metodologia

Primeira Oficina:

Acolhimento e apresentação do projeto, conhecimento dos participantes sobre os fatores de risco da HA e estilo de vida saudável.


Metodologia

Segunda Oficina:

Informações sobre HA e seus fatores de risco;

Importância de sua prevenção e controle;

Orientações sobre estilo de vida saudável;

Importância da alimentação no controle da HA.


Metodologia

Terceira e Quarta Oficinas

Práticas culinárias, onde os participantes testaram receitas saudáveis, de fácil execução e de baixo custo e que utilizavam ervas aromáticas para conferir sabor aos alimentos que tiveram seu teor de sódio reduzido.


Metodologia

Cartilha:

Informações sobre a HA, importância do controle e tratamento;

Ênfase aos aspectos nutricionais, restrição do sal de cozinha; receitas indicadas para hipertensos.


Metodologia

Análise estatística

Formação do banco de dados no programa Microsoft Office Excel 2007.

As variáveis foram apresentadas como médias e desvios padrão;

A associação entre as variáveis foi analisada por meio do teste T de Student;

Foram consideradas significativas as diferenças com p<0,05.


Resultados e Discussão

Participação em todas as etapas do estudo:

45 hipertensos (perda amostral de 28,6%)

Gênero feminino = 89,8%

Maior interesse das mulheres com relação à sua saúde (PINHEIRO et al., 2002)

Idade = 63, 4 anos (41 a 86 anos)

Hipertensos há cinco anos ou mais = 78,3%

Maior adesão ao tratamento (BUSNELLO et al., 2001)


Resultados e Discussão

Escolaridade máxima de 4 anos (65,3%)

Fato atribuído à menor renda. Uso da ESF por não ter acesso aos planos de saúde.

Tabagistas (4,1%)

Maior risco de abandono ao tratamento (BUSNELLO et al., 2001).


Resultados e Discussão

Responsáveis pelo preparo das próprias refeições: 68,3%

Não praticantes de exercício físico regular: 50,8%

Hábito de consumir bebidas alcoólicas: 20%


Resultados e Discussão

Tabela 1- Médias e desvios padrão das características clínicas e bioquímicas dos hipertensos antes e após a intervenção


Resultados e Discussão

Consumo de sal dietético estimado = 14,04 g/dia

2,8 vezes a ingestão máxima recomendada (SBH,2010)

Pesquisa de Orçamentos Familiares 2002-2003 – 11,25 g/dia (SARNO et al. 2009)

Molina et al.(2003) – 2.268 residentes em Vitória – 13,6g/dia para hipertensos e 11,7g/dia para normotensos

Polônia et al. (2006) – População portuguesa – 12,3 g/dia

INTERSALT (1988) – Países da América – 11,5 a 17g/dia


Resultados e Discussão

Alto consumo explicado não só pela adição de sal no momento de preparo da refeição mas também pelo uso de produtos industrializados.

Consumo frequente de alimentos ricos em sódio associados a maiores valores médios de PAS

sopas prontas p= 0,05

Salsichas p=0,04

Picles p=0,05


Resultados e Discussão

Não houve diminuição significativa do consumo de sal após intervenção:

60% diminuíram o consumo de sal (10,8g/dia)

40% aumentaram o consumo de sal (18,7g/dia)

Coleta de urina em ambiente não controlado (esquecimento, dificuldade de entendimento das orientações para coleta)

Excreção urinária de sódio/24h- Grande variabilidade intraindividual no consumo de sal. Coleta na segunda feira.


Resultados e Discussão

Grupo com alta prevalência de sobrepeso e obesidade:

IMC médio = 29,6 kg/m2

Semelhantes aos dados encontrados por Medeiros e Viana (2006) = 29,9 kg/m2 e Dourado (2011) = 28,7 kg/m2

Maior prevalência de HA relacionada ao excesso de peso


Resultados e Discussão

Figura 1 - Estado nutricional dos hipertensos, avaliado a partir do IMC, antes e três meses após a intervenção de educação em saúde.


Resultados e Discussão

Risco muito aumentado para DCV e distúrbios metabólicos

CC = 96,18 cm

CC = preditora de doença coronariana

em mulheres de 40 a 59 anos forte associação

entre mulheres de 60 a 65 anos, associação mais fraca

(REXRODE,1998; JANSSEN et al. 2004).


Resultados e Discussão

Figura 3 - Risco para doenças metabólicas associadas à obesidade, avaliado a partir da CC dos hipertensos, antes e três meses após as intervenções de educação em saúde.

Figura 2 - Risco para doenças metabólicas associadas à obesidade, avaliado a partir da CC dos hipertensos, antes e três meses após a intervenção de educação em saúde.


Resultados e Discussão

Diminuição significativa da PA após intervenção

PAS diminuição média de 7,02 mmHg

PAD diminuição média de 9,15 mmHg

Valores superiores ao estudo com a diminuição do Sódio + dieta DASH em pré hipertensos (Karanja,2007)

Maior adesão ao tratamento medicamentoso

Melhora no estilo de vida


Conclusão

O uso de tecnologias leves de educação em saúde resultou em diminuição importante dos níveis pressóricos demonstrando ser o uso da educação em saúde uma boa estratégia no controle da hipertensão arterial, porém não foi observada alteração significativa nos valores médios de consumo de sal e estado nutricional após a intervenção.

Sugere-se a realização de novos estudos com maior período de intervenção e oficinas culinárias mais frequentes.


Perspectiva de impacto do Projeto

  • Geração de novos conhecimentos, passíveis de difusão

  • Área de interesse social com grande aplicabilidade

  • Continuidade de estudos na área

  • Capacitação de recursos humanos


Perspectiva de impacto do Projeto

  • Contribuição para avaliação do modelo de atenção

  • Apropriação /incorporação dos resultados pelos serviços

  • Redução da morbimortalidade relacionada ao agravo estudado

  • Redução dos custos de atendimento

  • Incorporação de tecnologias e novos processos de atenção


Apresentação de Trabalhos:

25º JOPEF Brasil. Curitiba, 28 de abril a 01 de maio de 2011

JURCEVIC, J.D.; FELIPE, M.R.; PEZZINI, Z. WILKE, G.D. Consumo de sódio e estado nutricional de hipertensos atendidos por uma Unidade de Saúde

I Jornada Catarinense de Nutrição Funcional. Florianópolis, 27 e 28 de maio de 2011.

FELIPE, M.R.; JURCEVIC, J.D.; WILKE, G.D; PAES, Z.P. O uso de ervas aromáticas como estratégia na diminuição do consumo de sal na dieta de adultos e idosos hipertensos.

Publicações

JURCEVIC, J.D.; FELIPE, M.R.; PEZZINI, Z. WILKE, G.D. Consumo de sódio e estado nutricional de hipertensos atendidos por uma Unidade de Saúde. Rev. Científica JOPEF. v.11, n.1, p.29 – 36, 2011.

FELIPE, M.R.; JURCEVIC, J.D.; WILKE, G.D; NESELLO, L.A.N.; MELO, S.S. Hipertensão: controlando a pressão alta com a ajuda da alimentação. Cartilha. Itajaí, 2011, 27p.

Produção Científica


Artigos encaminhados para publicação:

FELIPE, M.R.; JURCEVIC, J.D.; WILKE, G.D; NESELLO, L.A.N.; MELO,S.S. Educação em saúde como estratégia no controle da hipertensão arterial de adultos e idosos atendidos pelo Sistema Único de Saúde. Revista Brasileira de Hipertensão Arterial.

JURCEVIC, J.D.; HOFFELMANN, D. A; FELIPE, M.R. Consumo de sal e alimentos ricos em sódio por hipertensos atendidos em uma unidade básica de saúde de Itajaí, SC. Revista Brasileira de Nutrição Clínica.


Referências

HAN, T.S.; LEER, E.M.; SEIDELL, J.C.; LEAN, M.E. Waist circumference action levels in the identification of cardiovascular risk factor: prevalence study in a random sample. BMJ. v. 311, n. 7017, Nov., p. 1401-1405, 1995.

INTERSALT COOPERATIVE RESEARCH GROUP. Intersalt: an international study of electrolyte excretion and blood pressure. Results for 24 hour urinary sodium and potassium excretion. Br. Méd. J., v. 297, p. 319-328, 1988.

Janssen I, Katzmarzyk PT, Ross R. Waist circumference and not body mass index explains obesity-related health risk. Am J ClinNutr. 2004; 79 (3): 379-8


Referências

Karanja N, Lancaster KJ, Vollmer WM, Lin P-H, Most MM, Ard JD, et al. Acceptability of sodium-reduced research diets, including the Dietary Approaches to Stop Hypertension diet, among adults with prehypertension and stage 1 hypertension. J Am Diet Assoc. 2007;107(9):1530-8.

Nutrition Screening Initiative - NSI. Nutrition interventions manual for professionals caring for older Americans. Washington, DC:

NutritionScreeningInitiative,1992.

Rexrode KM, Carey VJ, Hennekens CH, Walters EE, Colditz GA, Stampfer MJ, et al. Abdominal adiposity and coronary heart disease in women. JAMA 1998; 280:1843-8


Referências

WORLD HEALTH ORGANIZATION (WHO). Diet, nutrition and the prevention of chronic diseases. Report of a joint WHO/FAO expert consultation. Geneva; 2003. (WHO - Technical Report Series, 916).


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