Advento do senhor
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Advento do Senhor!. Introdução e considerações gerais

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Advento do Senhor!

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Presentation Transcript


Advento do

Senhor!


Introduo e consideraes gerais

No ciclo do Natal, celebramos o mistrio pascal de Cristo nas suas primeiras manifestaes. Nele fazemos memria da vinda do Senhor, o nosso Salvador; da sua manifestao na fragilidade da nossa carne, na contingncia e contradies da nossa histria, enquanto aguardamos o seu novo Natal, o seu Reino, a sua vinda definitiva e gloriosa no fim dos tempos.


Como lemos no Guia Litrgico Pastoral, tempo do Natal a comemorao do nascimento do Senhor, em que celebramos a troca de dons entre o cu e a terra, pedindo que possamos participar da divindade daquele que uniu ao Pai nossa humanidade. Na Epifania, celebramos a manifestao de Jesus Cristo, Filho de Deus, luz para iluminar todos os povos no caminho da salvao.


O AnoLitrgico


ADVENTO:

JESUS CRISTO

ONTEM, HOJE

E SEMPRE!

Sentido teolgico...


Com quatro semanas antecedendo o Natal, o Advento, prprio do Ocidente, tem a sua origem desde o sculo IV.

um tempo que nos coloca em permanente expectativa da vinda, da manifestao de Deus e do seu Reino em nossa realidade.


Eis a envio diante da tua face o meu mensageiro, o qual preparar o teu caminho;voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas; Mc 1, 2-3


Abre-nos para o encontro com o Senhor que vem nos acontecimentos da vida, particularmente, no momento celebrativo, comemorando o Senhor que veio e fazendo-nos dar um passo frente ao encontro do Senhor que vir glorioso, quando o seu Reino estiver plenamente estabelecido entre ns.


Essa manifestao se d em dois aspectos: a manifestao na nossa carne ao nascer, que constitui a sua primeira vinda, e sua manifestao gloriosa, no fim dos tempos, a sua segunda vinda.


E pregava, dizendo: Aps mim vem aquele que mais poderoso do que eu, do qual no sou digno de, curvando-me, desatar-lhe as correias das sandlias. Mc 1,7


Este duplo sentido determina a organizao do Advento: o Advento escatolgico, que vai do primeiro domingo do Advento ao dia 16 de dezembro e cuja liturgia nos inflama para a vinda final de Cristo; o Advento natalcio, como preparao mais imediata para a festa do Natal, do dia 17 ao dia 24 de dezembro.


Os textos bblicos propostos para os domingos deste tempo fazem emergir este duplo carcter do Advento. Assim, o primeiro domingo orienta para a vinda final, o segundo e o terceiro chamam ateno para a vinda cotidiana do Senhor; o quarto domingo prepara-nos para o nascimento de Cristo, ao mesmo tempo apresentando o seu sentido e a sua histria.


Naqueles dias, veio Jesus de Nazar da Galilia e por Joo foi batizado no rio Jordo. Logo ao sair da gua, viu os cus rasgarem-se e o Esprito descendo como pomba sobre ele. Ento, foi ouvida uma voz dos cus: Tu s o meu Filho amado, em ti me comprazo.Mc 1, 9-11.


Tambm os textos eucolgicos (coletas, prefcios..) acentuam as vindas do Senhor, seja na encarnao, seja na parusia, como juiz e senhor, em ntima relao entre si, como expresso de um nico mistrio: a Vinda do Senhor e seu Reino, j iniciada mas, aguardando a sua plena realizao, no final dos tempos.(cf. At 1,11)


Recordamos no Advento a grande verdade de que nossa histria, com todos os seus dramas, contradies, conquistas e retrocessos o lugar da actuao salvadora de Deus, para quem nada impossvel: aterrar vales, aplainar montanhas, fazer florir desertos, fazer conviver lees e cordeiros; transformar armas de guerra em instrumentos de trabalho e cultivo de vida.


Advento

Dimenso

Espiritual...


Nesse perodo, conduzidos por grandes figuras bblicas, como Isaas, Joo Batista, Maria, Jos, Isabel, Zacarias... modelos dos pobres que esperam e confiam nas promessas de Deus, entramos em ritmo mais intenso de espera e esperana...


...de alegre e cuidadosa vigilncia, como uma noiva que se enfeita, ansiosa e feliz, para a chegada do seu amado, como um incansvel vigia anseia pelo amanhecer, como a terra seca deseja ardentemente a to esperada chuva para o germinar das sementes.


De modo semelhante ao que ocorreu com Maria, o Esprito nos engravida da Palavra, fazendo crescer em ns uma atitude de humilde expectativa, de f comprometida com a fora escondida da vida, na certeza de um novo parto da salvao no nosso tempo, ainda to marcado por decepes, desesperanas e incertezas.


A mstica do Advento nos move tambm a cultivar uma atitude nova diante da realidade humana e csmica, intensifica o nosso desejo de felicidade plena, de relaes fraternas verdadeiras e duradouras, e fortalece a nossa vocao de testemunhas da esperana, superando todo o pessimismo e desencanto que nos possam abater.


Um acmulo de desejos far apressar a vinda do Reino, com o nosso envolvimento solidrio nas lutas pela defesa da vida, pela transformao do mundo, em que todos sejamos, igualitariamente, livres e felizes.


Neste tempo, em que a religio do mercado faz do Natal, o grande sacramento do lucro, somos convidados a proclamar profeticamente que o Senhor est a chegar como libertador.


Os seus sinais se manifestam diariamente, nas lutas dos pobres e de todos os que com eles se fazem solidrios na busca de melhores condies de vida, de dignidade humana, de paz universal e de preservao da natureza.


No s ns, cristos, mas toda a humanidade e a criao inteira esto em clima de Advento, de ansiosa espera. Aguardam a manifestao cada vez mais visvel do Reino de Deus em que justia e paz se abracem, todos os povos culturas desabrochem felizes e reconciliados e toda a terra se abra ao amor.


Toda a celebrao crist uma contnua vinda do Senhor nossa vida pessoal, a nossa comunidade e a nossa histria. Ele vem ao nosso encontro no presente e no futuro, como veio no passado.


Ele caminheiro fiel na grande peregrinao que fazemos rumo casa do Pai. Ele o Emanuel, o Deus-conoscocom quem descobrimos sempre de novo quem somos, o que queremos e para onde vamos.


Elementos

Simblicos

e rituais:

Alguns smbolos, gestos e aces simblico-rituais expressam intensamente a verdade dessa espera nas nossas celebraes.


O smbolo principal a Eucaristia, o sacramento da espera: at que ele venha.

A Palavra (o VERBO!). Advento tempo especial de escuta, de ateno, de gravidez da Palavra: que o Verbo se faa carne em ns! Todo o rito da Palavra merece destaque: o uso do livro, Bblia ou o Lecionrio com fitas coloridas, levado em procisso, beijado, incensado...;


o cuidado de preparar bem a proclamao dos vrios textos bblicos, o canto do salmo, ornando-os vivos, bem compreendidos para serem bem acolhidos pela comunidade. E mais: fazer da proclamao um acto sacramental, pelo qual o prprio Deus fale, convocando seu povo vivncia de seu projecto; o silncio aps cada leitura, aps a homilia, para guardar no corao a boa notcia e o apelo amoroso de Deus.


A comunidade reunida para a orao, para a escuta da Palavra e para a aco de graas sinal sacramental da espera e da chegada do Senhor. Onde dois ou trs estiverem reunidos, o Senhor est presente (cf. Mt 18,20)! Os ritos iniciais, constituindo a assemblia, o corpo vivo do Senhor, com acolhimento bem afectuoso s pessoas, permitem reconhecer em cada uma delas a presena do Senhor que chega entre ns.


O Advento tempo oportuno de aprofundar e melhorar as nossas relaes e a nossa convivncia na famlia, na comunidade, na vizinhana, como sinal visvel da chegada do Reino entre ns. A esperana se reacende quando relaces novas e fraternas se estabelecem entre as pessoas.


Cantar o Advento!

Os cantos e as msicas tm papel importante,

evocando os temas bblicos aprofundados, as

experincias vividas, os sentimentos de espera,

de expectativa pela vinda do Reino. O Hinrio

Litrgico, 1 fascculo, apresenta um bom

repertrio dos cantos para este tempo.


Cantando os salmos e poemas dos profetas e evangelistas de ontem e de hoje, resgatando at, com novo sabor e vibrao, as antigas antfonas do com certeza aprofundaremos a nossa f, reacenderemos a nossa esperana e prepararemos momentos autnticos e gostosos de confraternizao. (CNBB, Hinrio Litrgico, 10 fascculo, introduo).

O canto do Glria, antigo hino de Natal omitido, ficando reservado para o tempo do Natal.


O diretrio litrgico indica o roxo como cor litrgica deste tempo. Porm, a cor rosa ou violeta, indicada para o terceiro domingo, tem sido usada por muitas comunidades, em todo o tempo do Advento: traz aos olhos e ao corao, o sentido de uma alegre espera, diferenciando do sentido mais quaresmal do roxo.


A coroa do Advento, feita com ramos verdes, com as quatro velas que progressivamente se acendem, com um rito apropriado, no incio da celebrao, retoma o costume judaico de celebrar a vinda da luz humanidade dispersa pelos quatro pontos cardeais, expressa nossa prontido e abertura ao Senhor que vem e quer nos encontrar acordados e com nossas lmpadas acesas.


Entre os textos eucolgicos(oraes, prefcios...) deste tempo, a aclamao litrgica Vem, Senhor Jesus! torna-se a grande splica, o forte clamor das comunidades, em preces, refros e antfonas. O Missal Romano, p. 519, prope uma bno prpria para O Advento.


A novena de Natal, feita em grupos, uma maneira de intensificar a espera e alimentar a esperana da libertao com cantos, oraes, meditao da Palavra, gestos de solidariedade e compromisso com os mais pobres, montagem do prespio e momentos de confraternizao.


As celebraes de reconciliao e penitncia durante tempo do Advento possibilitam s comunidades um caminho de converso e retomada do projecto de Jesus.


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