1 / 61

O Mal-Estar na Cultura

O Mal-Estar na Cultura. Felicidade versus Civilização. Considerações gerais. Esta palestra usa como referência o texto: O Mal-Estar na cultura , escrito por Sigmund Freud, em 1930

carlynda
Download Presentation

O Mal-Estar na Cultura

An Image/Link below is provided (as is) to download presentation Download Policy: Content on the Website is provided to you AS IS for your information and personal use and may not be sold / licensed / shared on other websites without getting consent from its author. Content is provided to you AS IS for your information and personal use only. Download presentation by click this link. While downloading, if for some reason you are not able to download a presentation, the publisher may have deleted the file from their server. During download, if you can't get a presentation, the file might be deleted by the publisher.

E N D

Presentation Transcript


  1. O Mal-Estar na Cultura Felicidade versus Civilização

  2. Considerações gerais • Esta palestra usa como referência o texto: O Mal-Estar na cultura, escrito por Sigmund Freud, em 1930 • O Mal-Estar na cultura é uma obra de natureza ampla, envolvendo as ciências humanas, sociais e a própria cultura em geral. • O mal-estar a que se refere Freud é inerente à própria cultura e nos acompanha “ab initio”, desde a origem do que conhecemos como cultura

  3. Considerações gerais • Qual a causa desse mal-estar? • Freud pôde transmitir neste escrito dois aspectos fundamentais: • Uma espécie diferente, nova, de mal-estar, que poderíamos denominar de inerente à cultura ou de estrutura. O idioma inglês tem uma expressão para isto:”built in”, isto é, que é feito com a coisa mesma • Este tipo de mal-estar presente na cultura não tem uma causa externa e por isso não se resolve com mais cultura

  4. Considerações gerais • O Mal-Estar na Cultura foi escritoapós O Futuro de uma Ilusão, texto que trata especificamente a respeito do papel da religião na vida e na sociedade, do ponto de vista da psicanálise. • O Futuro de uma Ilusão recebeu críticas de amigos de Freud, de alguns simpatizantes da psicanálise e principalmente do amigo Romain Rolland, para o qual a tomada de posição de Freud sobre a religião lhe pareceu excessivamente dura.

  5. Considerações gerais • O Mal-Estar na Cultura é uma obra que aparentemente tem um caráter muito menos específico, pois se trata da cultura em geral, e não somente de um aspecto dela como a religião. • No entanto, isto é só a primeira vista, pois o assunto do qual se ocupa é muito preciso, pois à medida que se aprofunda na leitura da obra se vai aclarando mais e mais a sua precisão.

  6. O mal-Estar– a palavra chave • Trata-se de um "Mal-estar" (esta é a palavra chave) que acompanha a cultura desde suas origens. Há que se destacar que a posição de Freud é muito clara, não existe neste trabalho nenhuma nostalgia de algum tempo passado ou época nos quais as coisas teriam sido melhores • Este Mal-estar a que se refere Freud é inerente à própria cultura e nos acompanha desde o início, desde a origem do que conhecemos como cultura. A questão central é: o que no texto se entende como Mal-Estar?

  7. Sentimento oceânico de união com o “Todo” • Freud inicia seu ensaio, O Mal-Estar na Cultura, a partir de uma reflexão sobre o sentimento oceânico de união com o “Todo” que existe em todo ser humano, segundo crê seu amigo Romain Rolland, com quem Freud manteve uma regular correspondência e onde este tema foi enfocado

  8. Fonte da religião • Para Rolland a fonte da religião pode remontar-se a um sentimento muito particular, ao qual denominou de sentimento oceânico, não vinculado diretamente à fé religiosa. • Rolland define este sentimento de estar unido ao Todo, como prova que há uma energia que os sistemas religiosos captam e aproveitam. Porém, para Freud a fonte da religião é outra, trata-se do desamparo infantil e da nostalgia pelo pai.

  9. Estado de desamparo infantil • É nesse estado de desamparo profundo diz Freud que se remonta a origem da religião e não no sentimento de união com o Todo, como defendia seu amigo Roland. • No entanto, Freud chama atenção para este sentimento oceânico como chave para a demarcação do nosso Eu.

  10. Desamparo e a angústia da solidão • O ser humano tenta fazer de tudo para fugir do desamparo e da angústia da solidão, daí sua necessidade constante de construir e elaborar sistemas religiosos e ideologias salvadoras, como uma “Weltanschauung”

  11. Fuga do desamparo e da angústia da solidão • Por isso leva a cabo diversos procedimentos, tais como: • distrair-se em alguma atividade, • procurar satisfações substitutivas, • sublimar a pulsão ou canalizá-la para satisfações artísticas e científicas. • ou se narcotizar com drogas, etc., Tudo isso a fim de fugir do desamparo, conquistar a felicidade e afastar o sofrimento.

  12. Felicidade versus civilização • A resposta de Freud relacionada ao Mal-estar na cultura e a felicidade versus civilização se fez esperar bastante, pois este texto O Mal-Estar na Cultura foi sendo publicado paulatinamente. • Somente aparece no penúltimo capítulo e proporciona uma idéia de quais são as armas com que a psicanálise conta para lutar contra esta espécie de inimigo interno, esse cavalo de Tróia que vem com a cultura. • Não somente as armas que conta, senão também as que a psicanálise recomenda e as que contra-indica

  13. Felicidade versus civilização • A resposta de Freud relacionada ao Mal-Estar na cultura e a felicidade versus civilização se fez esperar bastante, pois este texto O Mal-Estar na Cultura foi sendo publicado paulatinamente. • Somente aparece no penúltimo capítulo e proporciona uma idéia de quais são as armas com que a psicanálise conta para lutar contra esta espécie de inimigo interno, esse cavalo de Tróia que vem com a cultura. • Não somente as armas que conta, senão também as que a psicanálise recomenda e as que contra-indica

  14. Felicidade versus civilização • Para análise desse mal-estar na cultura Freud parte do tema da felicidade, ou seja, o problema do fim e propósito da vida humana, no qual a religião tem um papel importante. • A via que segue para chegar ao tema da felicidade é a clássica: o livro IV da "Ética a Nicómaco" de Aristóteles, que parte precisamente do mesmo ponto: "o bem supremo de nossas atividades é, segundo consentimento geral, a felicidade."

  15. A procura da felicidade • Os métodos mais comuns que as pessoas, geralmente, usam para fugir do desprazer e conquistar a felicidade são: • Meio químico para anular o desprazer: a droga. • Evitar o desprazer dominando as necessidades: o yoga, o budismo. • Transladar as metas da pulsão, evitando o "não" da realidade exterior: a arte.

  16. A procura da felicidade • Romper, simplesmente, com a realidade: o eremita. • Romper com a realidade e substituí-la por uma outra nova: a psicose. • Afiançar a decisão do cumprimento da felicidade, sem afastar-se da realidade e sem evitar o desprazer, mas deslocando a meta da libido: o amor

  17. A procura da felicidade • Freud em suas reflexões sobre os destinos e caminhos particulares que cada indivíduo procura para encontrar a felicidade faz sua a frase de Frederico, o Grande: "Em meu domínio cada homem pode atingir a bem-aventurança a sua maneira.“ • Freud também recorda o que diz Kant: os piores tiranos são aqueles que querem obrigar ao povo a ser feliz, segundo a maneira que eles, os tiranos, indiquem-lhes

  18. Programa do Princípio do PrazerSer Feliz • Segundo Freud é irrealizável, e, por sua vez, é impossível também abandoná-lo. • Cada um ensaia seu próprio caminho, segundo três tipos de eleição: • vínculos sentimentais. • satisfações narcisistas. • realizar-se mediante a ação.

  19. O caminho da neurose • O caminho da neurose, não é isento de criação, pois os sintomas são satisfações substitutivas, sendo que também indicam o caminho a sua maneira, pois cada qual inventa um pouco os seus próprios sintomas • A neurose é uma resposta às exigências culturais, pois a cultura exige respeito a seus ideais. O neurótico é aquele que diz "basta!",e o diz com seus sintomas. • O neurótico não pode suportar a frustração que a cultura exige em lugar de seus ideais.

  20. Sublimação • A sublimação é um dos destinos da pulsão e por sua vez, exerce um grande papel na economia psíquica individual e na própria civilização, pois sem a sublimação pulsional não teríamos civilização e nem cultura, conforme afirmou Freud, ao longo de sua obra • Sobre esta questão lembrar a importância que tem o supereu (ideal do eu) nessa operação de sublimação dos impulsos que geralmente são de natureza sexual e agressiva

  21. O supereu (superego) • O supereu (superego), além de exercer, as funções de auto-observação e de consciência moral (voz da consciência), contém nossos níveis de aspiração mais elevados, na condição de ideal do eu. • Classicamente, o supereu é o herdeiro do complexo de Édipo e se forma a partir das identificações com os pais e da interiorização das exigências e das interdições parentais.

  22. O conflito • O conflito que um indivíduo enfrenta na procura da satisfação para suas necessidades pulsionais pode não estar diretamente ligado às forças que compõem à repressão como a moralidade, a vergonha e a repugnância. • Mas ao choque entre os ideais elevados de seu supereu e a gratificação de suas pulsões, pois um supereu com altos níveis de exigências culturais, sociais e morais, torna-se crítico e severo com qualquer desejo que venha desviar a pessoa de seus ideais e de sua sublimidade.

  23. O amor de meta inibida • O amor de meta inibida funda laços sociais, enquanto o amor sexual plenamente realizado não cria laços sociais fora do casal. Por isso diz Freud que a cultura ameaça o amor sexual. • A vida sexual do homem culto tem recebido grave dano, impressiona-nos às vezes pensar que esta se encontra em processo involutivo. • Muitas vezes a gente crê discernir que não é só a pressão da cultura, senão algo que está na essência da função sexual mesma, e que nos nega a satisfação plena e nos leva por outros caminhos.

  24. A Solução da psicose • Além da solução neurótica, Freud se refere à solução radical da psicose • A psicose, essa forma de fuga da realidade com sua própria solução, visitou as casas de nossos criadores mais fecundos. E não é por acaso • O último procedimento para afastar o sofrimento da vida que é examinado por Freud é o do amor

  25. A solução pelo amor • O amor nos coloca numa situação paradoxal, pois, precisamente ao amarmos é quando nos colocamos mais a mercê do outro e consequentemente, ao alcance dos infortúnios e das dificuldades da vida • Há seres humanos que resolveram este problema, transformando o amor sexual num amor sexual de meta inibida, e assim se consegue um amor que não é oscilante, que não sofre as vicissitudes da contingência, nem desenganos, nem decepções, nem tormentas e nem desilusões

  26. Destinos e caminhos • Claro está que todos estes destinos e caminhos particulares dependem de uma série de fatores que há de se levar em conta • Os caminhos para organizar a libido e a vida sexual do ser de linguagem que somos, e que dá como resultado nossos modos de gozo e nossos entraves particulares, esses caminhos nem sempre são acessíveis e nem sempre são fáceis, nunca é de mais dizê-lo

  27. O amor sexual pleno • O amor sexual pleno é mais bem algo anti-social, e até poderia dizer-se que vive um pouco dessa anti-socialidade. É disto que este amor respira. Por isso Freud diz: a cultura ameaça este amor pleno • Além do amor de meta inibida há o chamado amor cortês que foi um invento do século XII, por isso que José Ortega e Gasset diz (quiçá em seus "Estudos sobre o Amor") que "o amor é um estilo literário"

  28. Por que fracassa o programa do princípio do prazer? • Se os seres humanos querem a ausência da dor e do desprazer e almejam vivenciar intensos sentimentos de prazer é porque o princípio de prazer rege o psiquismo • Dominar as paixões, ou psicanaliticamente falando, as pulsões é menos doloroso do que uma paixão (pulsão) não dominada • Freud na segunda tópica postula um algo além do princípio do prazer que chamou de pulsão de morte e que, por sua vez, se opõe ao princípio do prazer. É esse além, o principal responsável pelo fracasso do programa do princípio do prazer

  29. POR QUE SE JOGA A CULPA NA CULTURA? • Jogar a culpa na cultura pelos males da civilização, não é justo, pois a cultura, como mesmo afirmava Freud, protege o homem da natureza e regula suas relações sociais • O homem primitivo compreendeu muito cedo que para sobreviver devia viver em comunidade

  30. A pulsão e sua relação com o mal-estar na civilização • Definitivamente há uma relação conflituosa entre pulsão e civilização que jamais será ultrapassada, uma vez que ela é da ordem estrutural e por isso produtora de desarmonia nos laços sociais • Em relação ao instinto pode dizer-se que não há no ser humano este "saber" inscrito no corpo ou nos genes, que seja utilizável de modo imediato, como se fosse uma caixa de ferramentas

  31. A pulsão e sua relação com o mal-estar na civilização • Para compreender o mal-estar na cultura, é preciso compreender o limite que esta impõe à sexualidade humana, pois além de circunscrever a satisfação sexual, a cultura exige outros sacrifícios, como pôr entraves à agressividade dos homens • Pode se dizer que a pulsão de morte é o maior obstáculo à cultura, é uma das causas do Mal-estar na Cultura

  32. Eros e Thánatos e sua relação com a civilização • Através da mitologia das pulsões – (Eros e Thánatos) podemos acompanhar o texto freudiano - O Mal-estar na Cultura • Neste texto Freud denuncia em toda extensão o desamparo humano, retirando qualquer garantia de superá-lo, seja por meio da arte, da religião ou da ciência

  33. O Mal-estar e a religião • Freud no capítulo II faz uma breve observação a respeito da religião: as vezes, esta consegue poupar a muitos seres humanos a neurose, mas a um preço elevado • Qual é este preço? • Paralisar a inteligência e infantilizar-los psiquicamente • Ademais a religião deforma o mundo com uma interpretação delirante, ou seja, uma interpretação louca dos fatos • Finalmente, leva-os a aceitar o destino, e a fazê-los depender da vontade divina. "Deus o quis assim", tal é a frase de resignação do religioso ante a vida que lhe toca viver

  34. A questão de uma Weltanschauung • Era, pois inevitável que, no final de sua vida, Freud voltasse, de maneira mais sistematizada, seu interesse para os fenômenos culturais e sociológicos • É quando escreve O Mal-estar na cultura, O Futuro de uma ilusão, Por que a Guerra e A Questão de uma Weltanschauung

  35. A questão de uma Weltanschauung • Freud diz que a relação mais problemática entre as Weltanschauungen • É a que se estabelece entre a religiosa e a científica • Por reconhecer que aquilo que a ciência oferece para a humanidade é muito pouco e muito severo Comparado com as onipotentes ofertas proporcionadas pelas ilusões religiosas.

  36. A questão de uma Weltanschauung • Frente às dificuldades da condição humana, com seu desamparo, sua fragilidade, seu desconhecimento, sua perplexidade frente à morte, a religião oferece todas as respostas e reasseguramentos desejados • A ciência, pelo contrário, faz-nos ter que lidar com o desconhecido e trabalhar para chegar a um conhecimento eficaz, não nos poupando a visão de nossa própria finitude e limitações

  37. O sentimento de culpa e o mal-estar na cultura • A cultura está unida indissoluvelmente com uma exaltação do sentimento de culpa, que quiçá chegue a atingir um grau dificilmente suportável para o indivíduo • Existem duas origens para o sentimento de culpa: o medo à autoridade e o temor ao supereu. A união de ambos resulta muito efetiva para o desenvolvimento da cultura

  38. O sentimento de culpa e o mal-estar na cultura • o preço pago pelo progresso da cultura reside na perda de felicidade por aumento do sentimento de culpa • A evolução da sociedade requer o controle dos instintos sexuais e agressivos do indivíduo, de maneira que existe uma estreita relação entre civilização, repressão e neurose • Quanto mais avança a primeira, mais necessária se faz a segunda e maior é a frustração gerada

  39. O sentimento de culpa e o mal-estar na cultura • Sob a coação do processo civilizatório, a agressividade se converte em sentimento de culpa • Este sentimento de culpa não se percebe como tal, senão que permanece inconsciente ou se expressa como um mal-estar

  40. O sentimento de culpa e o mal-estar na cultura • O sentimento de culpa seria o mal-estar da cultura • o preço que pagamos por vivermos em sociedade, reprimindo a sexualidade e a agressividade • Sob esta óptica, o mal-estar é estrutural, próprio do processo civilizatório e da organização do psiquismo humano

  41. Pulsão destrutiva, agressiva • Freud o segue texto do Mal-Estar na Cultura, no qual afirma: • Que é na pulsão destrutiva, agressiva, advinda da pulsão de morte, que se encontra o maior entrave para cultura • Em função do ser humano não poder existir plenamente fora da civilização

  42. Civilização e o mal-estar • A civilização torna a existência humana problemática, por não ser mais natural, ou seja, as leis da natureza são substituídas pelas leis da cultura • Em razão de que, se por um lado, a civilização em si, provoca um mal-estar, por outro lado, sem civilização não teria humanidade, seríamos só outros primatas regidos pela natureza

  43. Desigualdade provocada pela natureza • Se buscarmos a igualdade para todos os homens, existirá uma objeção muito óbvia a ser feita: • a de que a natureza, por dotar os indivíduos com atributos físicos e capacidades mentais diferentes introduziu injustiças contra as quais não há remédio

  44. A Sociedade do Espetáculo • O que diria Freud hoje da nossa sociedade atual, • denominada por Debord de "sociedade do espetáculo?” • Sociedade onde o poder - seja qualquer que seja sua inclinação - para perpetuar-se em sua situação de privilégio instala o "espetáculo" • Onde a realidade é totalmente escamoteada pela manipulação das massas através da midia e da propaganda, feitas onipresentes e oniscientes, muitas vezes apenas para vender ilusões e mistificações.

  45. A Sociedade do Espetáculo • Nesta sociedade, a midia é pletora da informação • na verdade desinforma sistematicamente na medida em que não expõe, ou o faz de forma distorcida, justamente aquilo que efetivamente interessa saber e informar • Ambas – midia e propaganda - se empenham em fragmentar o raciocínio lógico e destruir a noção de história, promovendo um eterno e autônomo presente, Na ignorância ou na negação de um passado conectado ao futuro

  46. A Sociedade do Espetáculo • Nesta sociedade, a irracionalidade a tudo permeia, a produção econômica é regida por demandas artificialmente criadas e a única lógica vigente é a de permanência do poder, que usa de todos os recursos para perpetuar-se • “O espetáculo se confunde com a realidade, ao irradiá-la", diz Debord. Claro que tudo isso está muito longe dos argumentos sustentados pela Weltanschauung científica, psicanalítica, em sua luta contra a ilusão

  47. A Sociedade do Espetáculo • Por dificultar o acesso à realidade, por alimentar sistematicamente ilusões, por negar a castração simbólica, essa "sociedade do espetáculo" dá margem ao que muitos chamam de novas formas de subjetivação: • Como os novos transtornos de caráter, os transtornos de ordem narcísica, as personalidades bordelines, e os transtornos alimentares que são, por sua vez, as novas edições das histéricas dos tempos de Freud

  48. O campo do mal-estar contemporâneo • As “religiosidades do espetáculo” com sua irracionalidade mortífera • Presa fácil dos discursos totalizantes ou hegemônicos • Alimentam toda sorte de fanatismos políticos e religiosos, associados à promessa de felicidade

  49. O mundo das patologias narcísicas • A midia, especialmente a toda-poderosa televisão, bombardeia-nos ininterruptamente com imagens de sucesso sexual e financeiro, mostrando um novo Olimpo, onde desfilam os atuais deuses cheios de beleza, juventude, dinheiro e fama • Ela promete o acesso a este Olimpo, desde que sigamos suas instruções de consumo, insistentemente propagadas através da publicidade

  50. As dificuldades da conciliação • Como conciliar Eros e Thánatos e os processos de civilização/cultura, se ambas as forças em seus limites máximos, representam elementos contra o processo civilizatório? • Ora, se o processo de civilização pressupõe e impõe formações homogêneas em detrimento daquilo que é heterogêneo, reforçando a massificação que pressupõe a fascinação amorosa e a identificação narcísica que leva à indiferenciação e à massificação, o Mal-estar continua

More Related