O Papel da Biblioteca e da leitura
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O Papel da Biblioteca e da leitura para o desenvolvimento da sociedade. Seminário Internacional 26 e 27 de outubro de 2012 BIBLIOTECAS PÚBLICAS, ESCOLARES E COMUNITÁRIAS. Cida Fernandez. O que chamamos de desenvolvimento?.

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O Papel da Biblioteca e da leitura

para o desenvolvimento da sociedade

Seminário Internacional

26 e 27 de outubro de 2012

BIBLIOTECAS PÚBLICAS, ESCOLARES E COMUNITÁRIAS

Cida Fernandez


O que chamamos de desenvolvimento?

Crescimento da economia, da capacidade de consumo, da riqueza material

O Brasil hoje é a sexta economia mundial...

Aumentou a capacidade de consumo das pessoas mais pobres...

E isso diminuiu a distância entre as desigualdades?

Entre quem vive bem e quem vive mal?

Entre os que condições de acesso à educação, saúde, lazer de qualidade e os que não tem?


O que leitura tem a ver com isso?

O desenvolvimento da capacidade leitora é fundamental para que as pessoas possam melhorar não só sua capacidade de gerar renda, de produzir riqueza, mas de intervir na sua realidade, de transformar o seu destino, o seu cotidiano, de opinar, de se expressar, de interferir na realidade.

“Historicamente a leitura tem sido um instrumento de poder e de exclusão social: primeiro nas mãos da Igreja, que garantia para si, por meio do controle dos textos sagrados, o controle da palavra divina; em seguida, pelos governos aristocráticos e pelos poderes políticos e, atualmente, por interesses econômicos que dela tentam se beneficiar” (CASTRILLON, Silvia. O Direito de ler. In: O direito de ler e de escrever . São Paulo: Pulo do Gato, 2011. p.16)

O mundo da escrita, é a porta para o mundo do acesso a direitos. Ler e escrever, é fundamental para “existir” na sociedade.


O que a leitura literária, em especial, tem a ver com isso?

A literatura, em seu sentido mais amplo, tal como a defende Antonio Candido:

“todas as criações de toque poético, ficcional ou dramático em todos os níveis de uma sociedade, em todos os tipos de cultura, desde o que chamamos de folclore, lenda, chiste, até as formas mais complexas e difíceis da produção escrita das grandes civilizações”.

... cumpre um importante papel no desenvolvimento integral da pessoa, á medida em que supre a nossa necessidade de fantasia, permite o exercício da alteridade, nos ajudando a compreender quem somos e nos integrar ao universo, à sociedade, e ainda a incorporar o acumulo do conhecimento universal produzido pelos seres humanos.


LITERATURA, CONSUMO E DESENVOLVIMENTO isso?

O Desafio de transformar o valor da leitura, relacionado ao desenvolvimento humano

A perspectiva funcionalista

- a medição de leitores pela capacidade de consumo (compra de livros)

- a medição pelo aumento da capacidade de produzir, de gerar riqueza


A BIBLIOTECA MORADA DE TODAS AS LITERATURAS isso?

Informação é poder...

Círculos de Cultura – exercício da leitura – a raiz ficcional como alimento

Centros de Documentação – a luta por direitos – a resistência ao regime militar – anos 60, 70, 80

  • A Biblioteca como um lugar para o desenvolvimento das pessoas e de suas comunidades

  • acesso à informação e à cultura literária;

  • conhecimento e reconhecimento dos sujeitos sobre si mesmos e em sua interrelação com seus contextos (escola, família, comunidade, sociedade em geral)

  • Possibilidade de conhecer e explorar o seu potencial criativo e reflexivo, colocando em prática através da participação ativa na vida comunitária.


O papel do profissional para que a biblioteca e a leitura promovam o desenvolvimento

O que faz de um bibliotecário/a cidadão/ã, promotor do desenvolvimento?

“(...) o status e o papel do bibliotecário é revalorizado quando se aceita que seu trabalho supera o estritamente técnico-profissional e se reconhece que esse trabalho permite a outros transcender e melhorar sua condição humana”

(CASTRILLON, Silvia. Mudar é difícil, mas possível: o desafio ético e político do bibliotecário. In: O direito de ler e de escrever . São Paulo: Pulo do Gato, 2011. p. 40)



  • Quais as oportunidades que os bibliotecários/as encontram hoje para exercer-se cidadãos/ãs?

  • Uma sociedade onde a democracia ainda está engatinhando, mas em franco desenvolvimento

  • As pessoas, através da sua organização social, estão cada vez mais conscientes dos seus direitos e dos seus deveres, e lutando pelo direito estruturante à cultura escrita

  • Políticas culturais e educacionais mais democráticas e participativas

  • Intersetorialidade como uma premissa para a construção de políticas públicas


Bibliotecas num movimento por um país mais leitor hoje para exercer-se cidadãos/

Espaços potenciais para o exercício da cidadania e do desenvolvimento social

Bibliotecas públicas – estaduais, municipais e escolares – são espaços governamentais

Bibliotecas públicas – comunitárias – espaços não governamentais, conquistados e construídos pela sociedade organizada como estratégia e preencher o vazio deixado pelo Estado no cumprimento do seu dever


Bibliotecas, leitura, bibliotecários e desenvolvimento hoje para exercer-se cidadãos/

Exigências de transformação nas práticas dos profissionais – profissionalismo x cidadania

Bibliotecário leitor, crítico e reflexivo

Bibliotecário que registra e sistematiza suas práticas, refletindo sobre elas e ressignificando o seu fazer

Bibliotecário curioso, pesquisador, explorador, buscador de novas atitudes e soluções

Bibliotecário bem informado, para além do que passa a mídia

Bibliotecário que não ache que a política é coisa de políticos


Bibliotecas, leitura e desenvolvimento hoje para exercer-se cidadãos/

“(...) necessidade de que as bibliotecas sejam construídas a partir de projetos das próprias comunidades, que sirvam a seus propósitos, que se convertam em verdadeiros mecanismos de acesso à cultura letrada e portanto, que permitam democratizar esse acesso, o que significa chegar a toda a população e não de maneira quase exclusiva à escolarizada.”(CASTRILLON, Silvia. O Direito de ler. In: O direito de ler e de escrever . São Paulo: Pulo do Gato, 2011. p.25)


O novo fazer para fazer bibliotecário/a : hoje para exercer-se cidadãos/

  • Enxerga o “usuário” como parceiro

  • Enxerga para além do óbvio – a pesquisa escolar e o prazer literário

  • Enxerga a comunidade com todo o seu potencial de desenvolvimento

  • Provoca demanda onde ela ainda não é percebida

  • Vai além do que foi convencionado pela pobreza da destinação orçamentária e descaso histórico com a coisa pública

  • Constrói com outros novas alternativas

  • Promove a auto-estima na comunidade como uma relação de amor e valor de si e por si mesmo, logo com e pelos seus semelhantes

  • Compreende a educação como prática de liberdade


Imagens que podem dizer hoje para exercer-se cidadãos/


“O real desafio é o da crescente desigualdade: o abismo que já separava os não alfabetizados dos alfabetizados tem se alargado ainda mais. Alguns nem sequer conseguiram chegar aos jornais, aos livros e às bibliotecas, enquanto outros correm atrás de hipertextos, correio eletrônico e páginas virtuais de livros inexistentes. Seremos capazes de criar uma política de acesso ao livro que incida sobre a superação dessa crescente desigualdade? Ou nos deixaremos levar pela voragem da competição e do lucro, mesmo que a própria idéia de democracia participativa pereça nessa tentativa?

(Emilia Ferreiro, citada por CASTRILLON, p. 15)


MUITO OBRIGADA! que já separava os não alfabetizados dos alfabetizados tem se alargado ainda mais. Alguns nem sequer conseguiram chegar aos jornais, aos livros e às bibliotecas, enquanto outros correm atrás de hipertextos, correio eletrônico e páginas virtuais de livros inexistentes. Seremos capazes de criar uma política de acesso ao livro que incida sobre a superação dessa crescente desigualdade? Ou nos deixaremos levar pela voragem da competição e do lucro, mesmo que a própria idéia de democracia participativa pereça nessa tentativa?


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