XIV Curso Nacional de Atualização em Pneumologia, 11-13/4/13.
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XIV Curso Nacional de Atualização em Pneumologia, 11-13/4/13. Abordagem do tabagismo em pacientes com doenças respiratórias crônicas. Alberto José de Araújo, M.D., Ph.D. Membro da Comissão de Tabagismo da SPBT & AMB Diretor do Núcleo de Estudos e Tratamento do Tabagismo

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XIV Curso Nacional de Atualização em Pneumologia, 11-13/4/13.

Abordagem do tabagismo em pacientes

com doenças respiratórias crônicas

Alberto José de Araújo, M.D., Ph.D.

Membro da Comissão de Tabagismo da SPBT & AMB

Diretor do Núcleo de Estudos e Tratamento do Tabagismo

Instituto de Doenças do Tórax - IDT

Hospital Universitário C. F. Filho - UFRJ


Declara o de conflitos de interesse
Declaração de Conflitos de Interesse 11-13/4/13.

  • Declaro que não tenho conflitos de interesse. As relações com a indústria farmacêutica são estabelecidas dentro de elevados princípios éticos, seguindo os marcos doutrinários de uma relação respeitosa, no interesse público e do desenvolvimento da medicina.

    Resolução ANVISA & CFM.


Nem o sapo escapou do cigarro que se agarrou no papo, e que inundou o copo.

Foto de um Site em “Defesa dos Direitos dos Fumantes”


Respirar
Respirar? inundou o copo.

Respirar o paradoxo de viver lenta agonia

Expirar a fumaça em argolas, doce ironia

Soluçar na falta do ar que angustia

Pigarrear no ruído da tosse que se anuncia

Inspirar a nicotina que anestesia

Relaxar até nova onda de abstinência

Arremessar o desejo feito flecha certeira

Retornar ao ciclo escravo da dependência.

A j Araújo (2007)


Revis o e objetivos
Revisão e Objetivos inundou o copo.

  • Epidemiologia

  • Principais patologias

  • Impactos na Q. Vida

  • Protocolo Terapêutico

  • Modelo da DPOC

  • Implicações clínicas

  • Estudos Selecionados

  • Conclusões

Tabaco não!


Pontos a considerar
Pontos a considerar: inundou o copo.

  • Como abordar o tabagismo no paciente portador de doença respiratória associada?

  • Como identificar o estágio de motivação em que se encontra o paciente com pneumopatia?

  • Como atuar em situações nas quais o paciente não está motivado a deixar de fumar?

  • Quais os benefícios possíveis após a cessação do tabagismo?


Objetivos da abordagem
Objetivos da Abordagem inundou o copo.

Objetivos gerais

  • Abordagem do fumante visa:

  • Aconselhamento para cessação do tabagismo

  • Minimizar ou impedir agravamento das co-morbidades

  • Obter uma melhor resposta terapêutica nas co-morbidades: p.ex., quimioterapia do câncer


Co morbidades e tabagismo
Co-morbidades e tabagismo inundou o copo.

  • Co-morbidades possíveis:

  • acima de 50 patologias em todos os sistemas.

  • várias ocorrem no sistema respiratório, seja participando na gênese das mesmas ou as agravando.

  • algumas patologias das patologias de grave comprometimento:

    • Câncer de Pulmão

    • DPOC

    • Asma

    • Infecções Respiratórias (+TB)

    • Pneumoconioses.


Co morbidades e tabagismo1
Co-morbidades e tabagismo inundou o copo.

  • Outras Co-morbidades (muitas delas com bom prognóstico após a cessação tabágica):

  • Alveolite Fibrosante Criptogênica (Hamann Rich)

  • Pneumonia Intersticial Descamativa (DIP)

  • Fibrose Pulmonar Idiopática (FPI)

  • Bronquiolite Respiratória associada a doenças intersticiais

  • Histiocitose X

  • Doenças Intersticiais Associadas a Colagenoses


C ncer de pulm o e tabagismo
Câncer de Pulmão e tabagismo inundou o copo.

  • É o câncer + freqüente que padece a humanidade

  • Quase não existia em princípios do Séc. XX

  • 90% casos: provocado por tabaco (carga atribuível)

  • Morte por câncer na mulher: já tem superado o de mama

  • Associação clara: Tabagismo passivo

  • Ex-fumantes: necessitam 10-15 anos de abstinência para ter um risco de Ca Pulmão semelhante ao dos não fumantes.

  • Persistência do tabagismo: progressão da doença e surgimento de novas neoplasias.


Co morbidades e tabagismo2
Co-morbidades e tabagismo inundou o copo.

Co-morbidades respiratórias:

  • As co-morbidades respiratórias têm impacto:

    - Expectativa de Vida: risco de morte precoce.

    - Qualidade de Vida: incapacidades funcionais e laborativas.

    - Custos para o sistema produtivo, de saúde e de seguridade social:

    - absenteísmo & presenteísmo, farmacoterapia contínua, aposentadoria precoce etc.


Câncer & Tabagismo inundou o copo.


Velocidade de decl nio da fun o pulmonar em rela o poca da cessa o do tabagismo
Velocidade de declínio da função pulmonar em relação à época da cessação do tabagismo.

Adaptado de Fletcher & Peto, BMJ, 1997


Tabagismo e DPOC época da cessação do tabagismo.

Adaptado de Fletcher & Peto, BMJ, 1997


Tabagismo e DPOC época da cessação do tabagismo.

  • Tratamento DPOC: Supressão do tabaco

  •  sobrevivência

  •  perda acelerada do VEF1.0

  • Melhora rápida: tosse e expectoração

  • Obstrução precoce das pequenas vias aéreas: pode ser reversível.

Ainda que parem > 65 anos


Estrat gias de motiva o
Estratégias de Motivação época da cessação do tabagismo.

Passos no rumo da cessação:

Como abordar o fumante ainda assintomático?

  • Relacionar as co-morbidades possíveis.

  • Explorar aspectos da anamnese, exame físico e dos

    exames radiológicos e funcionais.

  • Resgatar histórias do convívio próximo e familiar de

    evolução do tabagismo e co-morbidades.

  • Encorajar o paciente a fazer uma tentativa para deixar

    de fumar.

  • Considerar os aspectos positivos da cessação.


Estrat gias de motiva o1
Estratégias de Motivação época da cessação do tabagismo.

Passos no rumo da cessação:

Como abordar o fumante já comprometido?

  • Demonstrar o estágio atual das co-morbidades

    respiratórias e outras: radiologia e função pulmonar.

  • Explorar achados da anamnese e exame físico.

  • Resgatar histórias do próprio paciente, de seu

    convívio próximo e familiar de evolução do tabagismo

    e co-morbidades respiratórias.

  • Convencer da cessação imediata do tabagismo.

  • Considerar os aspectos positivos da cessação.


Entrevista motivacional
Entrevista Motivacional época da cessação do tabagismo.

Passos no rumo da cessação:

Como empregar as ferramentas da motivação?

  • Reconhecer o estágio de motivação em que se

    encontra o paciente:

  • Paciente ainda não se encontra motivado:

    - pré-contemplativo  abordagem mínima persistente.

  • Paciente está em processo de motivação:

    - em contemplação Abordagem

    - pronto para a ação Intensiva


Os Estágios de Mudança época da cessação do tabagismo.(DiClemente & Prochaska, 1982; 1992)


O Modelo dos Estágios de Mudança época da cessação do tabagismo.

Manutenção

Ação

A Pessoa mantém uma situação de mudança que já alcançou.

Preparação

A Pessoa empenha-se em atitudes com intenção de promover as mudanças.

Contemplação

Está aberto para mudar e se prepara para mudança (no próximo mês).

Pré-contemplação

Ambivalente: A Pessoa considera e ao mesmo tempo rejeita a mudança.

Não está pronto para considerar uma mudança ou desconhece a necessidade de mudar; algumas vezes ironiza.

Prochaska & DiClemente


Preparando a mudança... época da cessação do tabagismo.

Passos no rumo da cessação:

Como utilizar as informações científicas no processo de convencimento do paciente?

  • Transmitir dados quantificados de melhora da

    Qualidade de Vida e do retardo das perdas funcionais

    obtidos com a cessação do tabagismo.

  • Argumentos:

  • Justificar a incapacidade física progressiva demonstrada pela dispnéia, que se traduz em intenso sofrimento físico e psicológico, indagar sobre casos na família.

  • Esclarecer o paciente sobre a possibilidade de diversas

    doenças simultâneas: respiratórias e outras.


100 época da cessação do tabagismo.

Nunca fumou

ou não é suscetível

ao cigarro

75

Deixou aos 45

Fuma habitualmente

e é suscetível aos

efeitos do cigarro

VEF1 (% do valor aos 25 anos)

50

Incapacidade

Deixou aos 65

25

Morte

0

25

50

75

Idade (anos)

Mecanismo de Produção da DPOC pelo Consumo de Cigarros

A doença se desenvolve progressivamente em uma parcela de fumantes (variável....), refletindo uma aceleração da perda da função pulmonar, usualmente relacionada à idade

Fletcher CM & Peto R, 1977.


Benefícios com a cessação... época da cessação do tabagismo.

Passos no rumo da cessação:

Como utilizar as informações científicas no processo de convencimento do paciente?

  • Falar sempre dos ganhos que são significativos, mesmo que limitados para cada paciente, na dependência de:

  • Tipo de co-morbidade

  • Extensão do processo

  • Tempo de evolução.


Benefícios com a cessação... época da cessação do tabagismo.

  • Entre os benefícios auferidos com a supressão do tabaco estão:

    • Aumento da sobrevida;

    • Redução da perda acelerada do VEF1;

    • Melhora rápida da tosse e expectoração;

    • Obstrução precoce das pequenas vias aéreas que pode ser reversível; e

    • Melhora da qualidade de vida (autonomia)


Parar de fumar é sempre bom para a respiração. época da cessação do tabagismo.

“Quanto mais cedo ocorrer a cessação do tabagismo menor será a perda do VEF1; a obstrução das pequenas vias aéreas pode ser reversível ou se estabilizar; há rápida melhora da tosse e da expectoração e aumenta o tempo de sobrevida”.

“Um otimista vê uma oportunidade em cada calamidade. Um pessimista vê uma calamidade em cada oportunidade”. Winston CHURCHILL, estadista.


Decálogo da cessação... época da cessação do tabagismo.

  • Grau de Dependência (Fagerström): Tempo fumar o 1º cig. e No. cig./dia.

  • Estágio de Motivação

  • Motivos para deixar de fumar

  • Situações de risco vs. habilidades

  • Grau de auto-eficácia

  • Tentativas anteriores (relapsos, recaídas)

  • Co-morbidades vs. potenciais riscos e interações

  • Rede de apoio

  • Disposição de investir no tratamento (compromisso,

    aquisição e uso adequado das orientações e fármacos)

  • Grau de Acolhimento/compromisso do médico


Escala de Dependência à Nicotina de Fagerström época da cessação do tabagismo.


Acr stico encorajar os verbetes fundamentais no aconselhamento aja pulm o rj 2008
Acróstico ENCORAJAR: os verbetes fundamentais no aconselhamento (AjA, Pulmão – RJ, 2008).

  • Explore: aspectos da anamnese, do exame físico e dos exames radiológicos e funcionais

  • Notifique o paciente, de forma enfática, acerca dos aspectos positivos da cessação (benefícios, isto é muito importante!)

  • Comente sobre a evolução do tabagismo e o risco de co-morbidades

  • Ouça o paciente com atitude respeitosa e acolhimento

  • Relacione as possíveis co-morbidades porventura já existentes

  • Avalie os motivos prós e contras para deixar de fumar (balança de decisão)

  • Justifique as opções terapêuticas baseadas em evidências

  • Apóie o paciente na tentativa para deixar de fumar

  • Resgate histórias do convívio próximo e familiar com fumantes


Princípios da Abordagem Terapêutica do Fumante aconselhamento (AjA, Pulmão – RJ, 2008).

  • Considerar Sempre a Preferência do paciente

  • Melhores resultados são obtidos quando:

    • associada a terapia cognitivo-comportamental

    • paciente está (ou é) motivado a parar

    • médico tem atitude empática, acolhimento

    • duração de acordo com as necessidades

    • quando há uma boa rede de apoio social/familiar

  • Custo-efetividade das alternativas

    • custo das medicações vs. custo do cigarro

    • MBE comparada ao placebo e entre si.


Abordagem do fumante com pneumopatia... aconselhamento (AjA, Pulmão – RJ, 2008).(1)

Passos no rumo da cessação: Prós e Contras – Jogo da Balança de Decisão do Paciente.

Para o êxito do tratamento é necessário que o paciente esteja consciente e convencido dos:

  • malefícios do tabaco.

  • ganhos, em geral, com a cessação.

  • riscos de seguir fumando.

  • implicações para sua qualidade de vida com a progressão e ou agravamento da doença de base.

  • benefícios no tratamento da sua patologia de base independente do tipo e do estágio em que se encontra.


Abordagem do fumante com pneumopatia... aconselhamento (AjA, Pulmão – RJ, 2008).(2)

Passos no rumo da cessação: Construindo um protocolo para o paciente fumante com pneumopatia.

Para o êxito do tratamento é necessário que o médico esteja consciente e preparado:

  • realizar sempre abordagem intensiva

  • eixo comportamental associado a farmacoterapia, inclusive para redução gradual do consumo: TRN, BUP, VAR

  • pode requerer maior tempo de seguimento

  • via de regra existe elevado grau de dependência

  • pode envolver longo tempo de tabagismo, carga tabágica elevada e alto grau de dependência.


Abordagem do fumante com pneumopatia... aconselhamento (AjA, Pulmão – RJ, 2008).(3)

Passos no rumo da cessação: Construindo um protocolo para o paciente fumante com pneumopatia.

Para encorajar o paciente quanto a uma cessação imediata o médico deve:

  • ilustrar os riscos do tabagismo ativo e passivo

  • traduzir em linguagem fácil e acessível os “ganhos” já bem documentados na literatura científica.

  • entregar ao paciente um folheto dos ganhos a serem auferidos com a “aplicação” em parar de fumar.


Abordagem do fumante com pneumopatia... aconselhamento (AjA, Pulmão – RJ, 2008).(4)

Passos no rumo da cessação: Construindo um protocolo para o paciente fumante com pneumopatia.

Para encorajar o paciente quanto a uma cessação imediata o médico deve:

  • valorizar pequenos avanços do paciente que já se encontra em processo de redução.

  • indagar sobre períodos eventuais de abstinência no passado e benefícios percebidos outrora;

  • dar exemplos ou mostrar depoimentos de pacientes na mesma situação que deixaram de fumar.


Tipos de parada: evidências científicas aconselhamento (AjA, Pulmão – RJ, 2008).

  • Revisão Cochrane: Metanálise

  • 10 Estudos

  • 3.760 pacientes

  • Taxas de Abstinência similares ao comparar parada Abrupta vs. Gradual.

  • Autores recomendam:

  • A escolha da estratégia seja discutida com o paciente;

  • Se for gradual, não durar mais que algumas semanas.

Lindson N, Aveyard P, Hughes JR. Reduction versus abrupt cessation in smokers who want to quit. Cochrane Database Syst Rev. 2010 (3):CD008033.


DPOC: um modelo de cessação... aconselhamento (AjA, Pulmão – RJ, 2008). (1)

Passos no rumo da cessação: Construindo um protocolo para o paciente fumante com DPOC.

  • co-morbidade respiratória de maior incidência.

  • diminuição da frequência e gravidade das exacerbações.

  • possível estabilização no estágio em que se encontra.

  • efeito benéfico na função ventilatória: retardo nas perdas funcionais (VEF1.0 e FEF25-75).

  • melhora dos sintomas: redução da intensidade e desconforto.

  • redução do risco de re-hospitalização devido a exacerbações da DPOC.


DPOC: aspectos epidemiológicos... aconselhamento (AjA, Pulmão – RJ, 2008).

  • Epidemiologia:

    - 15% dos fumantes desenvolvem DPOC

    - 85% dos casos de DPOC são de origem tabágica

    - 5ª. > causa de internação no SUS em > 40 anos.

  • Índice de Mortalidade no Brasil vem ↑ nos últimos 20 anos.

  • Mortalidade: DPOC  4ª.à 7ª. Posição entre as principais causas de morte no Brasil.

  • Taxa de Mortalidade: 7.88 / 100.000 habitantes (década de 1980), em 10 anos elevou-se em 340%


Tabagismo e DPOC aconselhamento (AjA, Pulmão – RJ, 2008).

  • Tratamento DPOC: Supressão do tabaco

  •  sobrevivência

  •  perda acelerada do VEF1.0

  • Melhora rápida: tosse e expectoração

  • Obstrução precoce das pequenas vias aéreas: pode ser reversível.

Ainda que parem > 65 anos


Tabagismo, DPOC e QV aconselhamento (AjA, Pulmão – RJ, 2008).

  • Melhora da qualidade de vida (QV):

  • testes a cada 6 meses (SGRQ): redução dos sintomas, das exacerbações, internações e gastos.

  • ponderar com o paciente que a cessação tabágica aliada a outros procedimentos terapêuticos podem melhorar sua QV.

    QV: quantificação do “impacto da doença nas atividades de vida diária e bem-estar do paciente de maneira formal e padronizada” ou ainda, como

    “a diferença entre aquilo que é desejável pelo paciente perante aquilo que pode ser alcançado”.


Tabagismo, DPOC e QV aconselhamento (AjA, Pulmão – RJ, 2008).

  • Questionários padronizados.

  • Comparação objetiva do impacto de intervenções utilizadas na DPOC.

  • Resultado: em números absolutos e percentuais.

  • Validados para o Brasil - questionários:

    - genéricos: Short Form 36 ou SF36 e SF 12

    - específicos: Saint George na Doença Respirató-

    ria (SGRQ).

    - Questionário de Vias Aéreas 20 (AQ20).


Revis o de estudos cient ficos
Revisão de estudos científicos aconselhamento (AjA, Pulmão – RJ, 2008).

  • ↓riscos de complicações no per e pós operatório imediato: casos de cirurgia geral, quando observada abstinência mínima de 8 semanas. Período inferior eleva em 7 vezes.

  • Estudos avaliando portadores de DPOC com VEF1.0 < 50% do previsto x complicação pulmonar:

    - 29% após cirurgia geral

    - 56% após cirurgia abdominal

    - 60% após revascularização miocárdica

  • Outro estudo recente avaliando os mesmos parâmetros evidenciou:

    - 37 % de complicações pulmonares

    - 6.7% de mortalidade

  • Diminuição da dificuldade para respirar (dispnéia).

  • ↓nível de Monóxido de Carbono e da Carboxihemoglobina no sangue.


Revis o de estudos cient ficos1
Revisão de estudos científicos aconselhamento (AjA, Pulmão – RJ, 2008).

  • Cirurgias abdominais: andar superior x inferior:

    - taxas de complicações maiores

    - redução da função pulmonar maior

  • Cirurgia cardíaca em portadores de DPOC:

    - taxa de morbidade no PO 1.5 a 2 vezes

    em relação à população sem DPOC


Estudos selecionados
Estudos selecionados aconselhamento (AjA, Pulmão – RJ, 2008).

RILEY, DJ – Pulmonary and Critical Care- American College of Chest Physicians, 2002, Lesson 16, Volume 16.

  • Follow-up: 2 anos, 30% mantinham-se abstêmios, abordagem intensiva com TRN + Bupropiona.

  • Redução da quantidade fumada levou a um menor declínio da função pulmonar.

  • 3 estudos quantificaram os efeitos do fumo:

    1) redução da obstrução da pequena via aérea

    após 1 ano.

    2) evidenciou melhora do VEF1.0

    3) período de 5 anos, reduzindo para 15 cigarros/dia

    mostrou melhora do VEF1.0


Estudos selecionados1
Estudos selecionados aconselhamento (AjA, Pulmão – RJ, 2008).

REKHUIZEN, R – (Nijmegen, Holanda) – citado no 13° Congresso Anual ERS – Viena, 2003 – Estresse Oxidativo na DPOC.

  • Estudo indicou numerosos processos reativos do O2 presentes na DPOC

    - Fumaça do cigarro contém muitas substâncias reativas

    - Neutrófilos nos pulmões

    - Redução da glutadiona celular (AO)

  • Estresse oxidativo: proliferação de células musculares lisas afetando a parede dos brônquios:

    - Estimula produção da secreção

    - Reduz ação da função dos Beta-bloqueadores.

    - Ativa os mastócitos

    - Estimula a contração dos vasos pulmonares


Estudos selecionados2
Estudos selecionados aconselhamento (AjA, Pulmão – RJ, 2008).

REKHUIZEN, R – (Nijmegen, Holanda) – citado no 13° Congresso Anual ERS – Viena, 2003 – Estresse Oxidativo na DPOC.

  • Estresse oxidativo:

  • Estimula a contração dos vasos pulmonares.

  • ↓ a ação proteases, produção do colágeno e elastase

  • ↑ a adesão de polimorfonucleares ao endotélio

  • ↑ da permeabilidade da microcirculação pulmonar e das células epiteliais alveolares.

    Conclusão: Os fatos acima colaboram para as exacerbações e progressão da DPOC.


Estudos selecionados3
Estudos selecionados aconselhamento (AjA, Pulmão – RJ, 2008).

ROSEMBERG J.- Tratamento da Dependência da Nicotina. Nicotina - Droga Universal 2003:209-210.

  • Fumantes com DPOC: grupo de eleição para o tratamento de cessação de fumar.

  • Em geral são dependentes em alto grau.

  • Deixar de fumar é a melhor terapêutica.

  • Embora sem cura, existe possibilidade de melhora sintomáticas, da QV e aumento de esperança de vida.


Estudos selecionados4
Estudos selecionados aconselhamento (AjA, Pulmão – RJ, 2008).

ROSEMBERG J.- Tratamento da Dependência da Nicotina. Nicotina - Droga Universal 2003:209-210.

  • A cessação tabágica ou a redução significativa do consumo de cigarros auxiliado por apoio farmacológico = TRN + Bupropiona traz benefícios:

  • ↓ o desconforto respiratório

  • ↓ o nível de CO expirado

  • ↓ a concentração de carboxihemoglobina

  • Melhoram os parâmetros da capacidade pulmonar: VEF1 e do FEF 25-75%.

  • Tradução clínica: relativa melhora sintomática/QV.


Estudos selecionados5
Estudos selecionados aconselhamento (AjA, Pulmão – RJ, 2008).

GAN WO et col – The interactions between cigarette smoking and reduced lung function on systemic inflamation. St. Paul’s Hospital, Vancouver, BC – Canada- Chest, 2005 Feb;127(2):558-64.

  • N = 7.685 adultos > 40 anos de idade.

  • Estudo comparando fumantes e não fumantes.

  • Observado efeito aditivo do fumo ativo e marcadores inflamatórios sistêmicos.

    - PCR: ↑ risco de elevar o nível até 63% (OR: 1.63; IC: 95%)

    - FEV1.0: ↓ (OR: 2.27; IC: 95%)

  • 2 fatores de risco (fumo e ↓ FEV1.0) eleva a OR: 3.31 (IC 95%).


Estudos selecionados6
Estudos selecionados aconselhamento (AjA, Pulmão – RJ, 2008).

PELKONEN M et col. – Smoking cessation, decline in pulmonary function and total mortality: a 30 year follow up study among the Finnish cohorts of the Seven Countries Study- Thorax 2001;56:703-707- Finland.

  • A cessação tabágica permanente reduz a perda da função pulmonar.

  • Foram examinados: associação entre tabagismo, declínio da função pulmonar e mortalidade.

  • Estudo follow-up de 30 anos, com re-exames em 5 ocasiões (1964 a 2000), homens, N = 1711, idade de 40-59 anos.

  • Mostrou significativos benefícios na parada permanente quando o tabagismo foi curto: efeitos parcialmente reversíveis ou até normalizados (broncoconstricção e efeitos inflamatórios).

  • Em contraste, paradas intermitentes mantém contínuo estímulo da resposta inflamatória o que leva a profundas alterações funcionais e anatômicas dos pulmões.


Estudos selecionados7
Estudos selecionados aconselhamento (AjA, Pulmão – RJ, 2008).

PELKONEN M et col. – Smoking cessation, decline in pulmonary function and total mortality: a 30 year follow up study among the Finnish cohorts of the Seven Countries Study- Thorax 2001;56:703-707- Finland.

  • Durante os primeiros 15 anos, N = 1007

    análise do FEV0.75: perdas de ...

  • Nunca fumaram = 46.4 ml/ano

  • Passado de tabagismo = 49.3 ml/ano

  • Parada permanente = 55.5 ml/ano

  • Parada intermitente = 55.5 ml/ano

  • Tabagismo contínuo = 66.0 ml/ano


Estudos selecionados8
Estudos selecionados aconselhamento (AjA, Pulmão – RJ, 2008).

SCANLON PD et al. Smoking Cessation and Lung Function in Mild-to-Moderate Chronic Obstructive Pulmonary Disease. Am. J. Respir. Crit. Care Med., Volume 161,Number 2, February 2000, 381-390.

  • Estudo clínico prospectivo randomizado, n = 3.926, média de idade 48.5, 36% mulheres.

  • Medidas da função pulmonar anuais x 5 anos, participantes que cessaram tiveram melhora no ano seguinte: 47 ml ou 2%.

  • Sintomas respiratórios não são preditores das alterações da função pulmonar.

  • Fumantes com obstrução das vias aéreas são beneficiados com a cessação apesar de: passado de tabagismo intenso, idade avançada, função pulmonar < teóricos mínimos ou hiperresponsividade de vias aéreas.


Estudos selecionados9
Estudos selecionados aconselhamento (AjA, Pulmão – RJ, 2008).

BURCHFIEL CM et al. – Effects of smoking and somoking cessation

on longitudinal decline in pulmonary function – Am. J. Respir. Crit. Care

Med., Vol 151, No. 6, 06 1995, 1778-1785.

  • Analisa o declínio da função pulmonar (FEV1.0)

  • N = 4.451 homens, com idade variando entre 45 e 68 anos, no período de 1965 – 1968.

  • O declínio variou com o status do fumante (intensidade x tempo) e a idade.

  • Comparando com o que nunca fumou:

    - fumante contínuo: - 34 ml/ano

    - nunca fumou : - 21 ml/ano


Conclus es conselhos
Conclusões (Conselhos) aconselhamento (AjA, Pulmão – RJ, 2008).

  • A abordagem do paciente para a cessação tabágica com seu sistema respiratório já comprometido é sempre gratificante, ainda que seja uma tarefa difícil.

  • As informações científicas sobre os danos do tabaco e os benefícios da cessação podem auxiliar o paciente a refletir no risco crescente pela persistência do uso do tabaco e a conseqüente piora do seu prognóstico.

  • Cada consulta, visita ou telefonema é sempre uma boa oportunidade de renovar o apreço e aumentar a conscientização do paciente para iniciar a cessação.


Conclus es conselhos1
Conclusões (Conselhos) aconselhamento (AjA, Pulmão – RJ, 2008).

  • O pneumologista dispõe de meios práticos e objetivos para “dar uns toques” no seu paciente quanto a deixar de fumar: espirometria, radiografia, ausculta, sintomas.

  • Estabelecer uma relação direta e ativa com o paciente demonstrando e sinalizando quanto às alterações já observadas no seus exames clínicos e laboratoriais é uma medida que pode encorajar o paciente a mudar de estágio de motivação.

  • O paciente com pneumopatia e ainda refratário à idéia de começar um programa de cessação pode ser orientado a praticar uma redução do número de cigarros.


Conclus es conselhos2
Conclusões (Conselhos) aconselhamento (AjA, Pulmão – RJ, 2008).

  • As pneumopatias, em geral, exigem acompanhamento durante toda a vida, com o tabagismo a situação é similar: paciência, tolerância, interesse e insistência bem dosadas podem fazer a diferença na ajuda a seu paciente.

  • A auto-avaliação na questão conforto respiratório e na qualidade de vida do paciente baseado nos dados recebidos através da abordagem intensiva poderá ser decisiva para a cessação, até com chance de ocorrer de forma abrupta.

  • O pneumologista deve sempre socorrer seu paciente em situações de abstinência “compulsória”: viagens, cirurgia e hospitalizações, ainda que ele não queira parar de fumar no momento.


Manual do Tabagismo da SBPT aconselhamento (AjA, Pulmão – RJ, 2008).

"As coisas que realizamos nunca são tão belas,

quanto aquelas que sonhamos!

Mas, às vezes, nos acontecem coisas tão belas que nunca pensamos em sonhá-las!”

AjAraújo.


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