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A EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR

A EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR. ABORDAGENS :. Segundo Darido: Desenvolvimentista; Construtivista; Crítico-superadora; Sistêmica. Segundo Abib : Crítico-superadora; Plural. Segundo Currículo Básico das Escolas Públicas do DF : Aprendizagem Motora (Perceptivo-Motora); Psicomotora;

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A EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR

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Presentation Transcript


  1. A EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR ABORDAGENS: • Segundo Darido: • Desenvolvimentista; • Construtivista; • Crítico-superadora; • Sistêmica • Segundo Abib: • Crítico-superadora; • Plural • Segundo Currículo Básico das Escolas Públicas do DF: • Aprendizagem Motora (Perceptivo-Motora); • Psicomotora; • Sóciomotora

  2. ABORDAGEM DESENVOLVIMENTISTA - Tenta-se corresponder o nível de habilidades motoras à idade em que o comportamento aparece. - Com 7 anos a criança deve ter as habilidades motoras de um adulto - Movimento é visto como fim em si mesmo. Avaliação: é feita através do desempenho motor. O erro, sua identificação é fundamental para aquisição de habilidades de acordo com as etapas de aquisição de habilidades motoras básicas. Críticasprincipais: - Não se refere ao contexto sócio-cultura, - O desenvolvimento dos domínios afetivo, cognitivos e sociais são feitos ocasionalmente e não intencionalmente.

  3. ABORDAGEM CONSTRUTIVISTA-INTERACIONISTA Objetivo: O aluno construir seu conhecimento a partir da interação com o meio, resolvendo problemas. Construção do conhecimento a partir da interação do sujeito com o mundo. - Se opõe ao mecanicismo. - O movimento é utilizado como meio para atingir domínios cognitivos. - Respeita as experiências vividas pelos alunos e as diferenças individuais. - Resgata a cultura de brincadeiras e jogos propostas pelos alunos. - O jogo é considerado o principal modo de ensinar, é um instrumento pedagógico, um meio de ensino. Críticasprincipais: - A educação física poderia servir de base para outras disciplinas perdendo sua identidade própria; - Conteúdos podem não ter relação com a prática do movimento em si Avaliação: enfatiza a auto-avaliação

  4. ABORDAGEM CRÍTICO-SUPERADORA Objetivo: Baseado na justiça social. Valoriza a questão da contextualização dos fatos e do resgate histórico. - É um projeto político-pedagógico: Político porque encaminha propostas de intervenção em determinada direção. Pedagógico porque possibilita uma reflexão sobre a ação dos homens na realidade. - Se opõe ao mecanicismo. -Nesta concepção deve-se transmitir os conteúdos simultaneamente. Os mesmos conteúdos devem ser trabalhados ao longo das séries, aprofundando-se a cada ano, porém sem a visão de pré-requisitos.

  5. ABORDAGEM CRÍTICO-SUPERADORA Avaliação: - Critica a avaliação por estimular a uma discriminação aos interesses da classe trabalhadora. A avaliação segundo esta proposta apenas tem atendido as normas legais selecionando alunos para apresentações e competições. Principaiscríticas: - Falta de propostas práticas. - Leva os objetivos da Educação física para níveis abstratos, deixando a atividade motora em terceiro plano. - Não interpreta o ser humano na sua individualidade e subjetividade mas sim por classes (Classe dominante x Classe trabalhadora). - Discurso superado.

  6. ABORDAGEM SISTÊMICA Objetivo: “Introduzir o aluno no mundo da cultura física, formando o aluno que vai usufruir, partilhar produzir, reproduzir e transformar as formas culturais da atividade física (o jogo, o esporte, a dança, a ginástica)”. - A educação física sofre influências da sociedade e a influencia. - Tenta garantir o movimento como meio e fim da educação física. -As habilidades motoras não são os únicos objetivos a serem perseguidos pela educação física escolar. Por exemplo: “não basta aprender as habilidades específicas do basquetebol, é preciso organizar-se socialmente para jogar, compreender as regras com um elemento que torna o jogo possível, aprender a respeitar o adversário como um companheiro e não como um adversário a ser aniquilado pois sem ele o jogo não seria possível.”

  7. ABORDAGEM SISTÊMICA - Enfatiza as vivências do aluno (experimentação de movimentos) que proporcionam conhecimentos cognitivos e experiências afetivas ao aluno; - O aluno deve incorporar o movimento para dele tirar o melhor proveito possível não apenas pela sua qualidade mas pela compreensão que pode trazer de si e dos outros; - Diversidade de conteúdos proporcionando maior número de vivências e incorporação destas atividades ao tempo livre de lazer oferecendo oportunidades para o alcance da cidadania. - Princípio da não-exclusão: o acesso de todos os alunos às atividades da educação física. Avaliação: Não há uma proposta estabelecida de avaliação. Principaiscríticas: Não direcionamento dos conteúdos. - Pouco tempo de testagem de propostas práticas.

  8. EDUCAÇÃOFÍSICA PLURAL Jocimar Daólio (1995) Objetivo: Interpretar o ser humano através da diversidade e pluralidade presentes na cultura do corpo, sua cultura, seu mundo. - Permite que as diferenças entre os alunos sejam percebidas e seus movimentos frutos de sua história do corpo, sejam valorizados independentemente do modelo considerado “certo”ou “errado”. - Não se pensa em “eficiência técnica” mas em “eficácia simbólica” que é a forma cultural como os alunos utilizam as técnicas corporais.Considera-se desta forma o processo, o meio. - Escolhe-se as atividades valorizadas culturalmente pelos alunos (atividades significativas), proporcionando a partir da prática, compreender, usufruir, criticar e transformar os elementos da chamada cultura corporal.

  9. EDUCAÇÃO FÍSICA PLURAL Parte do ser humano, sua especificidade para entender e explicar a sociedade da qual ele faz parte. Antropologia Sociologia Avaliação: Não definida Principais críticas: Falta de propostas práticas.

  10. CURRÍCULO BÁSICO DAS ESCOLAS PÚBLICAS DO DF (1993)

  11. Visão das concepções Sóciomotora Psicomotora Desenvolvimentista Sistêmica Perceptivo-motora Construtivista Plural Crítico-superadora

  12. O JOGO E O ESPORTE A criança forma o seu imaginário social, cultural e lúdico, através do seu pensar, agir e sentir, que até a idade do adolescente, configura-se, especialmente pela brincadeira e o jogo. (Kunz, 1994). A criança, pelo seu brinquedo e jogo, quer interagir com o mundo , o mundo real, dos objetos e com os outros. O brincar torna-se para a criança sua forma de expressão com a vida. No seu brincar a criança constrói simbolicamente sua realidade e recria o existente, Porém, este brincar, criativo, simbólico e imaginário enquanto poder infantil de conhecer o mundo e se apropriar originalmente do real está ameaçado ao desaparecimento, alerta Oliveira (1991). E o responsável por este desaparecimento é, justamente, a indústria cultural do brinquedo, a mercadorização do brinquedo infantil e a influência da televisão.

  13. É também no brinquedo e no jogo que atualmente começam a se destacar mais fortemente e mais precocemente uma socialização específica para os sexos, ou seja, há o brinquedo e a brincadeira da menina e o brinquedo e a brincadeira do menino. Isto tudo fortemente destacado pela indústria cultural do brinquedo e pelos meios de comunicação, quando não, pela própria escola. A prática de atividades lúdicas tanto das crianças como dos adultos, se relaciona sempre à cultura do movimento da sociedade a que pertencem. Nos estudos da educação física, as atividades lúdicas da criança são muitas vezes analisadas com vistas à melhoria do rendimento do aluno, seja nas atividades esportivas de competição no futuro, seja nas demais atividades escolares. Trata-se naturalmente de uma visão muito reduzida das possibilidades pedagógicas destas atividades. Um agir livre e espontâneo que se manifesta un brincadeira e no jogo, através de impulsos vitais do ser humano, significa uma “existência em movimento”(Gruppe, 1984)

  14. “Desenvolver a existência do brincar/jogar é desenvolver a essência do homem. (Gruppe, 1984). Nas nossas sociedades de rendimento atual, é um problema pedagógico transformar atividades lúdicas do brincar e jogar que contrastam frontalmente com as atividades “sérias” do trabalho e das demais tarefas escolares, em valor pedagógico-educacional. O Ser Humano só é totalmente humano, quando brinca (Schiller in Gruppe, 1984)

  15. COMPREENSÃO PEDAGÓGICADO ESPORTE • No esporte o movimento humano é fundamental. • O esporte, como campo de ação social concreto que institucionaliza temas lúdicos da cultura desportiva, deve ser analisado nos seus variados aspectos, para determinar a forma em que deve ser abordado pedagogicamente no sentido de esporte “da” escola e não como o esporte “na”escola. • O esporte como algo socialmente regulamentado. • O esporte como algo a ser aprendido. • O esporte como algo a ser assistido. • O esporte como algo a ser refletido. • O esporte como algo a ser modificado.

  16. RELAÇÃO ENTRE ESPORTE E EDUCAÇÃO • O esporte pode cooperar no desenvolvimento da capacidade de ação. • O esporte pode ser importante para a atividade motora cotidiana. • O esporte contribui para a dimensão social da capacidade de ação. • O esporte pode ser importante para a relação com a saúde e o bem estar. • O esporte pode oferecer um modelo compreensível da realidade social. • O esporte adquire um significado crescente na configuração da vida dos indivíduos. • O esporte oferece inúmeras possibilidades de movimentos significativos, oportunidades de recreação e realizações estéticas.

  17. A QUESTÃO DOS VALORES NO ESPORTE Jorge Olímpio Bento - O Desporto tem papel relevante no campo da socialização e reprodução cultural. Talvez seja a instituição mais importante - mesmo à frente da família e da escola - de recriação e transmissão de valores essenciais à continuidade da existência cultural ocidental; - A tomada de posição a favor ou contra o esporte ocorreu e ocorre a sempre a partir de preferências por determinados valores; - O contexto esportivo constitui um “habitat” natural e propício para o florescimento dos mais variados e distintos valores, mesmos daqueles que apresentam um caráter de grande generalização. O desporto é receitado e recomendado para tudo e para nada, como se na sua prática surgisse espontaneamente tudo o que há de mais positivo.

  18. No desporto, como noutras práticas e como tudo que há na vida, há lugar para ambivalência: tanto se podem realizar valores de sinal positivo como valores de sinal negativo. Acresce que a atribuição de valores ao desporto resulta mais de ensaios, inteiramente plausíveis pela ótica do raciocínio que os informa , do que de levantamentos empíricos. Além disso a mudança, em curso, de atitudes face aos valores, sobretudo ao nível das crianças e jovens, afeta naturalmente o desporto.

  19. CONTEXTOS E PERSPECTIVAS DA PEDAGOGIA DO DESPORTO Jorge Olímpio Bento “É sabido que as atividades desportivas, lúdicas e corporais sempre foram ao longa da história humana, e continuam a ser, portadoras de um caráter multifuncional. Isto é, podem ser objeto de instrumentalização para um largo espectro de funções e finalidades muito distintas e até, não raras vezes contraditórias.” “Assim sendo, alguns praticarão esportes por ele ser real ou supostamente um instrumento de aquisição, conservação e fortalecimento da saúde. Enquanto outros correm saltam, jogam, nadam, dançam etc. por imaginarem ou ou sentirem com isso satisfeitas necessidades de outro tipo como sejam fruição e prazer e a procura de estar e conviver com outras pessoas. Para não falar naqueles que entram no desporto pela porta do gosto do risco, do desafio, da aventura, da tensão, etc. “

  20. “A ementa de motivações para a prática desportiva poderia prolongar-se por umas quantas mais e muito dificilmente correria o perigo de ficar esgotada. E isto porque se umas são de ordem objetiva, mensurável e contável, outras são do domínio subjetivo e não vão além da sua natureza de impressões e sensações.” “... O ato desportivo concretiza-se num quadro de observância de normas, de regras e de outros códigos e modalidades da comunicação e da linguagem gestual que nele acontecem. É isto que está no centro deste ato; o que vale dizer que ele é mais determinado por vetores cognitivos e afetivos e não tanto pelas dimensões motoras e corporais.”

  21. “Os teóricos do desporto - tanto na sua expressão moderna com das formas precursoras - sempre o colocaram a serviço da arte de viver. Visando emprestar à vida um sentido marcado pela consonância entre o exterior e o interior, entre a aparência e a essência, entre o aprimoramento corporal e o cultivo da elevação da alma.” “Nesta conformidade o tão propalado ideal da harmonia do corpo e da alma configura-se na habilidade corporal, na beleza espiritual, na agilidade do pensamento, na elegância das idéias, na sinceridade das palavras, na cortesia dos gestos, na correção das atitudes, na fineza do riso e no refinamento das emoções. A isto chama-se enformar a vida de ética e de estética; ensinar os homens a rir e a jogar, coisas que aos deuses não foi dado aprender ou vivenciar. Por outras palavras, a obrigação de sagrar o homem de humanidade impõe-se em todos os tempos e por todos os meios.”

  22. “... a obrigação de sagrar o homem de humanidade impõe-se em todos os tempos e por todos os meios.” “Ao meu ver é disto que o desporto trata e é essa destinação que faz dele um fenômeno antropológico fundamental em todas as épocas e lugares. E porventura, será também isso que ao cabo e ao resto, as pessoas procuram nele.”

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