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Enfermagem na Saúde Mental

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Enfermagem na Saúde Mental

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  1. Enfermagem na Saúde Mental Eliane Velame Santos

  2. SINDROMES RELACIONADAS ÀS SUBSTÂNCIAS PSICOATIVAS • Conceitos:Drogas- è qualquer substância que tenha propriedade de atuar sobre os sistemas do organismo e lhe causar alterações. As que causam alteração no SNC são chamadas psicoativas.

  3. DROGAS

  4. A B U S O Qualquer consumo de droga que cause dano ou, ameace causar dano à saúde física, mental ou nas relações sociais de um indivíduo ou de diversos indivíduos. Ocorre quando há uso de uma substância que é lesivo ou excessivo, ocasional ou persistente, em desacordo com os padrões culturais e praticas medica vigente.

  5. D E P E N D Ê N C I A Estado durante o qual o organismo funciona normalmente, apenas na presença da droga. Manifesta-se por alterações fisiológicas quando a droga é retirada (abstinência) ou comportamentais e cognitivos.

  6. A DEPENDÊNCIA QUÍMICA E SUAS CONSEQUÊNCIAS A dependência química é uma doença crônica, caracterizada por comportamentos impulsivos e recorrentes de utilização de uma determinada substância para obter a sensação de bem-estar e de prazer, aliviando sensações desconfortáveis como ansiedade, tensões, medos, insegurança e outros. Apresenta-se sob duas formas: a dependência física (hábito) e psicológica da substância (vício).

  7. A DEPENDÊNCIA QUÍMICA E SUAS CONSEQUÊNCIAS A dependência química leva a Síndrome de Abstinência e esta apresenta sintomas físicos como: tremores, náuseas, insônia, inquietação motora, dores pelo corpo e sintomas psicológicos como angústia, tristeza e dificuldades de concentração a partir do momento em que o indivíduo para de usar a droga na frequência e quantidade habituais. Nesse caso, o dependente tem a sensação de ser incapaz de realizar qualquer atividade cotidiana sem o consumo da droga, mesmo que não tenha nenhum sintoma físico característico da abstinência.

  8. SÍNDROME DE DEPENDÊNCIA Forte desejo ou compulsão Prejuízo na capacidade de controle de uso, no que se refere a início, fim e quantidade Síndrome de abstinência; ou quando a substância é utilizada para aliviar sintomas da abstinência Evidência de tolerância Desenvolve dependência psíquica e física,

  9. SÍNDROME DE DEPENDÊNCIA Estreitamento do repertório de uso da substância Abandono progressivo de outros prazeres ou interesses Manter o uso a despeito de evidência clara de conseqüências prejudiciais (médicas, sociais, jurídico-legais e/ou psicológicas

  10. A B S T I N Ê N C I A • Conjunto de sintomas e sinais psico-fisiológicos que surgem quando o indivíduo deixa de consumir a droga da qual está dependente. • Aparecimento agudo: devido à interrupção ou tentativa de diminuir o uso. • Aparecimento tardio: em função do dano tóxico ao sistema nervoso e do stress de enfrentar a vida sem a droga.

  11. T O L E R Â N C I A Estado em que o organismo não responde mais à uma droga É preciso uma dose mais alta para se atingir o mesmo efeito.

  12. A D I Ç Ã O • Estado em que o organismo encontra-se envolvido em um comportamento compulsivo • O comportamento é reforçado (estímulos recompensadores ou prazerosos); • Ocorre perda de controle sobre a quantidade de substância ingerida.

  13. CONCEITO DE FARMACODEPENDÊNCIA. Estado psíquico e algumas vezes físico resultante da interação entre um organismo vivo e uma substância, caracterizado por modificações de comportamento e outras reações que sempre incluem o impulso autilizar a substância de modo contínuo ou periódico com a finalidade de experimentar seus efeitos psíquicos e , algumas vezes, de evitar o desconforto da privação. OMS

  14. CAO-INF/MPRO Problemas Uso NocivoOs problemas sociais e/ou de saúde começaram a aparecer... DependênciaNão consegue mais parar de usar a droga, existem muitos problemas sociais e de saúde Dependência UsoExperimentou, mas aparentemente, não há problemas

  15. CAUSAS • Possui causas numerosas e complexas, podem ser divididas em: • Fatores psicológicos • As que advêm da personalidade do dependentePersonalidade imatura;Personalidade astênica ou ansiosa;Personalidade anti-social .

  16. CAUSAS Influências no desenvolvimentoFalta de estabilidadePerda de modelos de função positivosVício dos pais etc

  17. CAUSAS • Fatores socioculturais: Falta de adaptação ao trabalho;ócio Papel social do álcool, ligado à virilidade, status social e rituais de celebração (aniversários, festas, etc.).Papel social das drogas relacionadas aos modismos, símbolo de liberdade, válvula de escape, fuga, busca de afeto, etc.

  18. CAUSAS • Fatores biológicos: Tendência familiarMetabolismo alterado do álcoolVariantes do gene drd2 que parece associado ao álcool

  19. FÁRMACOS E TÓXICOS E OS TIPOS DE DEPENDÊNCIA • Fármacos que podem causar dependência psíquica (hábito)Anfetaminas e derivados (remédios para emagrecer)Anestésicos gerais (éter, clorofórmio, óxido nitroso)

  20. FÁRMACOS E TÓXICOS E OS TIPOS DE DEPENDÊNCIA • Fármacos que podem causar dependência física (vício)BarbitúricosDiazepínicos (em altas doses e no uso muito prolongado)

  21. FÁRMACOS E TÓXICOS E OS TIPOS DE DEPENDÊNCIA • Tóxicos que podem causar dependência psíquica (hábito)AlucinógenosCocaínaMaconhaSolventes orgânicos

  22. FÁRMACOS E TÓXICOS E OS TIPOS DE DEPENDÊNCIA • Tóxicos que podem causar dependência física (vício)ÁlcoolOpióides (heroína, morfina)

  23. TIPOS DE DROGAS Tipos de Drogas

  24. CLASSIFICAÇÃO DAS SUBSTÂNCIA PSICOATIVAS DEPRESSORAS ESTIMULANTES PERTURBADORAS ÁLCOOL TRANQUILIZANTES INALANTES DERIVADOS DO ÓPIO COCAÍNA INIBIDORES DO APETITE ANFETAMINAS CRACK ALUCINÁGENOS MACONHA CHÁS (alguns) MEDICAMENTOS

  25. TIPOS DE DROGAS • Depressoras do sistema nervoso

  26. DROGAS DEPRESSORAS São substâncias químicas capazes de diminuir as atividades cerebrais. Possuem propriedade analgésica e seus usuários tornam-se sonolentos, desconcentrados.

  27. EFEITOS DAS DROGAS TÓXICAS, SOBRE A MENTE • As drogas depressoras podem determinar o aparecimento da sedação, perda da noção do tempo e espaço, delírios perceptivos, exacerbação sensorial, distorção da realidade e até coma, produzindo uma vivência gradual de “apagamento” da realidade.

  28. TIPOS DE DROGAS • Depressoras do sistema nervoso central Benzodiazepínicos (Tranquilizantes) Opiáceos (naturais: morfina, codeína; sintéticos: meperidina, propoxifeno, metadona) semi-sintéticos: heroína • Solventes ou inalantes • Não-narcóticas – barbitúricos e álcool

  29. DROGAS ESTIMULANTES São substâncias químicas capazes de aumentar a atividade cerebral.Causam aumento da atenção, aceleração do pensamento e euforia.

  30. TIPOS DE DROGAS • Estimulantes do sistema nervoso centralFumo, cocaína, crack, anfetaminas e drogas de ação similar, nicotina,cafeína e outros estimulantes menores.

  31. EFEITOS DAS DROGAS TÓXICAS, SOBRE A MENTE As drogas excitantes podem provocar sustentação forçada da vigília, sensação de fluidez e velocidade no ritmo e no curso da vida psíquica, supressão das inibições normais do sono, da fome e da sensação de fadiga, produzem “irritabilidade” psicomotora e distorção do perceptível, revelando-se, verdadeiras “falsificadoras” da realidade.

  32. EFEITOS DAS DROGAS TÓXICAS, SOBRE A MENTE DROGAS ESTIMULANTES

  33. DROGAS PERTURBADORAS As drogas perturbadoras são aquelas relacionadas à produção de quadros de alucinação, geralmente de natureza visual. Fazem com que o cérebro passe a funcionar de maneira perturbada.

  34. TIPOS DE DROGAS Alucinógenos propriamente ditos • Derivados da cannabis (THC, maconha, haxixe) • Derivados indólicos (plantas e cogumelos) • Substâncias sintéticas: LSD-25, MDMA (ecstasy) Alucinógenos secundários • Anticolinérgicos (derivados de plantas; sintéticos) • Outras substâncias em doses elevadas

  35. Perturbadoras da atividade do sistema nervoso central

  36. ESTÁGIOS DO TRATAMENTO • Desintoxicação • Exames Físicos e história • Vitaminas • Reasseguramento • + Benzodiazepínicos • Reabilitação • Aumentar a motivação • Ajudar a se reajustar à vida • Prevenção da Recaída • + Medicações • Pós-cura

  37. ESTÁGIOS DO TRATAMENTO Psicoterapia individual Psicoterapia de grupo Terapia familiar

  38. REDUÇÃO DE DANOS • O foco é o indivíduo e não a droga.O combate a todo, e qualquer, padrão do uso de drogas fere o direito individual de cada um de dispor, livremente, do seu corpo e de sua mente e de poder alterar seu estado de consciência pelo uso de drogas se assim o quiser.

  39. REDUÇÃO DE DANOS • Não se trata de estabelecer limites entre o que é certo e o que é errado, mas, sim, de garantir direitos individuais.A proposta de redução de danos destinada a diminuir os riscos associados ao uso de drogas é bem diferente das recomendações feitas pelos defensores de um mundo sem drogas, centradas na repressão.

  40. REDUÇÃO DE DANOS • Medidas de saúde pública voltadas a minimizaras consequências adversas do uso de drogas.O princípio fundamental das drogas é o respeito à liberdade de escolha, à medida que os estudos e a experiência dos serviços demonstram que muitos usuários, por vezes, não conseguem ou não querem deixar de usar drogas.

  41. A abordagem da redução de danos nos oferece um caminho promissor. E por quê? Porque reconhece cada usuário em suas singularidades, traça com ele estratégias que estão voltadas não para a abstinência como objetivo a ser alcançado, mas para a defesa de sua vida. Vemos aqui que a redução de danos se oferece como um método (no sentido de methodos, caminho) e, portanto, não excludente de outros. Mas, vemos também que o método está vinculado à direção do tratamento e, aqui, tratar significa aumentar o grau de liberdade, de co-responsabilidade daquele que está se tratando. Implica, por outro lado, o estabelecimento de vínculo com os profissionais, que também passam a ser co-responsáveis pelos caminhos a serem construídos pela vida daquele usuário, pelas muitas vidas que a ele se ligam e pelas que nele se expressam.

  42. Alguns itens da política nacional sobre drogas: • Reconhecer as diferenças entre o usuário, a pessoa em uso indevido, o dependente e o traficante de drogas, tratando-os de forma diferenciada. • Tratar de forma igualitária, sem discriminação, as pessoas usuárias ou dependentes de drogas lícitas ou ilícitas. • Garantir o direito de receber tratamento adequado a toda pessoa com problemas decorrentes do uso indevido de drogas.

  43. Prevenção A prevenção voltada para o uso abusivo e/ou dependência de álcool e outras drogas pode ser definida como um processo de planejamento, implantação e implementação de múltipla estratégias voltadas para a redução dos fatores de vulnerabilidade e risco específicos, e fortalecimento dos fatores de proteção. Implica necessariamente a inserção comunitária das práticas propostas, com a colaboração de todos os segmentos sociais disponíveis, buscando atuar, dentro de suas competências, para facilitar processos que levem à redução da iniciação no consumo, do aumento deste em freqüência e intensidade, e das consequências do uso em padrões de maior acometimento global. Para tanto, a lógica da redução de danos deve ser considerada como estratégica ao planejamento de propostas e ações preventivas.

  44. Relatório Mundial da Saúde – Saúde Mental: (OMS,2001) traz dez recomendações básicas para ações na área de saúde mental/álcool e drogas. São elas: 1. Promover assistência em nível de cuidados primários; 2 Disponibilizar medicamentos de uso essencial em saúde mental; 3. Promover cuidados comunitários; 4. Educar a população; 5. Envolver comunidades, famílias e usuários; 6. Estabelecer políticas, programas e legislação específica; 7. Desenvolver recursos humanos; 8. Atuar de forma integrada com outros setores; 9. Monitorizar a saúde mental da comunidade; 10. Apoiar mais pesquisas.

  45. ALCOOLISMO • É um conjunto de problemas relacionado ao consumo excessivo e prolongado de álcool em quantidade suficiente para interferir nas funções físicas, emocionais ou psíquicas do indivíduo. É uma doença de natureza complexa.

  46. DEFINIÇÃO Um bebedor excessivo, cuja dependência em relação ao álcool, é acompanhado de perturbações mentais, da saúde física, da relação com os outros e do seu comportamento social e econômico. (OMS)

  47. FARMACODINÂMICA: EFEITOS NO SNC. Funciona com depressor do S.N.C, levando o indivíduo a um estado de sedação, e até mesmo estado de anestesia, deprime centros superiores: auto crítica, juízo, memória, percepção, inteligência. O indivíduo se apresenta como se estivesse estimulado.

  48. FARMACODINÂMICA: EFEITOS NO SNC. • Os efeitos estimulantes aparentes resultam da depressão dos mecanismos inibitórios cerebrais • Respostas características: euforia, desinibição, prejuízo dos processos de pensamento e diminuição da coordenação motora.

  49. NEUROBIOLOGIA DO ALCOOLISMO

  50. O CICLO DA ADIÇÃO CONSUMO DE BEBIDAS Efeitos do Álcool Estimulação receptores opióides Aumenta motivação para beber mais Aumenta a fissura e aperda de controle  Efeitos do Álcool Desejo de mais estimulação dos receptores opióides