Economia de Empresas Apostila 1 - PowerPoint PPT Presentation

economia de empresas apostila 1 n.
Download
Skip this Video
Loading SlideShow in 5 Seconds..
Economia de Empresas Apostila 1 PowerPoint Presentation
Download Presentation
Economia de Empresas Apostila 1

play fullscreen
1 / 171
Economia de Empresas Apostila 1
148 Views
Download Presentation
orpah
Download Presentation

Economia de Empresas Apostila 1

- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - E N D - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
Presentation Transcript

  1. Economia de EmpresasApostila 1 Prof. Hélio Henkin Curso de Ciências Econômicas Faculdade de Ciências Econômicas Universidade Federal do Rio Grande do Sul

  2. 1. A empresa na ciência econômica: uma introdução em perspectivas teóricas e históricas Prof. Hélio Henkin

  3. 1.1 A empresa na teoria econômica • A teoria da firma no contexto da ciência econômica moderna. • A proposição de Demsetz: “do nascimento da moderna economia em 1776 a 1970, um período de quase 200 anos, somente dois trabalhos sobre a teoria da firma parecem ter alterado a perspectiva da profissão - Risco, Incerteza e Lucro, de Knight (1920) e A Natureza da Firma, de Coase (1937).” Prof. Hélio Henkin

  4. 1.1 A empresa na teoria econômica • Qual a razão desta reduzida dedicação ao estudo da firma? Fundamentalmente, isto é resultado da preocupação maior dos economistas com o sistema de preços, caracterizado pela firma representativa de Marshall e pelo leiloeiro de Walras. Prof. Hélio Henkin

  5. O resultado foi a falta de consideração mais séria e rigorosa à firma como “instituição voltada a solução de problemas” (problem solving institution). • O artigo de Coase é seminal, entre outras razões, por ter chamado a atenção para a ausência de uma teoria da existência da firma e da importância do fato de que há custo na operação (ou no uso) do mercado (como mecanismo de coordenação e alocação). Prof. Hélio Henkin

  6. A questão básica de Coase é acerca da existência da firma. Está subjacente a esta questão a idéia de que mercado e firma são modos alternativos de organizar as mesmas transações. Em termos práticos, a questão se refere a “fazer-ou-comprar”. Prof. Hélio Henkin

  7. A questão central proposta por Coase pode ser representada por duas perguntas fundamentais (duas perguntas gêmeas):1) Por que existe qualquer organização interna? 2) Por que toda a produção não é feita por uma única grande firma? • As respostas iniciais de Coase foram: 1) Existe um custo para utilizar o mercado (o custo de transação); 2) Há retornos decrescentes do gerenciamento. Prof. Hélio Henkin

  8. A falta de atenção ao artigo de Coase nas décadas seguintes e as imprecisões do tratamento dos custos de transação (ou dos custos implícitos na utilização do mercado ou da firma na organização da produção) contribuem para a existência de lacunas importantes na elaboração de uma mais completa teoria da firma. Prof. Hélio Henkin

  9. O modelo de concorrência perfeita como descrição da função coordenadora do mercado (e as razões do seu tratamento insatisfatório à questão da firma). • O modelo de competição perfeita tem muito a dizer sobre o sistema de preços, mas pouco a dizer sobre competição ou organização das firmas. Prof. Hélio Henkin

  10. Isto se explica pela origem intelectual do modelo, localizada no século XVIII, no âmbito do debate entre mercantilistas e free traders. Este debate não era sobre a competição entre firmas ou sobre a organização das firmas, mas sobre o escopo apropriado da atuação dos governos sobre os assuntos dos países europeus. Prof. Hélio Henkin

  11. A questão central era verificar a necessidade de uma planificação central para evitar condições econômicas caóticas. A visão de Smith, deixando um limitado papel ao estado, foi objeto de investigação mais rigorosa ao longo dos séculos XIX e XX, a qual resultou na formalização do modelo de concorrência perfeita. Prof. Hélio Henkin

  12. Segundo Demsetz, este modelo se caracteriza pela completa abstração do controle centralizado da economia. O que é modelado é descentralização e não competição. Cada agente no modelo maximiza utilidade ou riqueza, independentemente das decisões ou da existência de outros agentes. As mesmas decisões decorrem dos mesmos preços e mesma tecnologia, sem a consideração de reações pessoais diante destes parâmetros. Prof. Hélio Henkin

  13. Não se inclui neste modelo a perspectiva de se fazer coisas melhor do que outros fazem. Um comportamento maximizador impessoal como este não pode ser chamado de competição. Segundo Demsetz, o nome apropriado deveria ser descentralização perfeita. • Em termos teóricos, a descentralização perfeita é realizada a partir da garantia de que autoridade ou comando não cumprem nenhum papel no processo de coordenação. Prof. Hélio Henkin

  14. Os parâmetros que orientam as escolhas independem de uma autoridade ou comando central (são os hábitos e preferências, a tecnologia de produção, bem como os preços determinados de forma impessoal no mercado). Trata-se de um modelo que deduz as situações de equilíbrio a partir da extrema descentralização da propriedade de recursos. Prof. Hélio Henkin

  15. Virtudes do modelo: facilidade de compreensão sobre como os preços orientam as decisões numa economia descentralizada; facilidade de análise dos impactos de mudanças exógenas (tarifas, alíquotas) ou de controle de preços. Prof. Hélio Henkin

  16. Todavia, é um modelo que contribui pouco para a compreensão do funcionamento de uma economia de comando ou de de processos políticos que envolvam autoridade (exemplos: comportamento de partidos políticos, instituições legais voltadas ao controle da fraude, análise dos custos de operação do sistema de propriedade - tão fundamental à operação do próprio modelo). • Estas lacunas são justificáveis, porque o objetivo real do modelo é o de investigar a alocação de recursos na ausência de autoridade ou comando central. Prof. Hélio Henkin

  17. Um aspecto importante do modelo, especialmente para os estudos posteriores direcionados à teoria da firma, é a suposição de a firma faz as escolhas maximizantes num contexto de pleno e livre conhecimento das possibilidades de produção e dos preços. Prof. Hélio Henkin

  18. Num modelo com estas características, torna-se difícil analisar o papel do gerenciamento, relativos a explorar possibilidades incertas e controlar recursos de forma consciente, onde os proprietários de recursos buscam o seu próprio interesse. Segundo Demsetz, a “firma”, neste modelo, é apenas um instrumento retórico para facilitar a discussão sobre o sistema de preços. Prof. Hélio Henkin

  19. Neste modelo, as tarefas reais do gerenciamento ou administração empresarial, tais como identificar novas oportunidades de mercado, produtos e técnicas de produção e ativamente comandar as atividades dos empregados, não são consideradas porque há a suposição de que estas variáveis são conhecidas a um custo zero. Prof. Hélio Henkin

  20. A única tarefa gerencial que parece subsistir neste modelo é a seleção das quantidades de insumos e produtos que maximizarão o lucro, dados os parâmetros de preços e tecnologia. Mas como, por hipótese do modelo, as informações necessárias a estas tarefas são obtidas sem custo, o mesmo ocorrendo para os cálculos necessários, então a tarefa de gerenciamento não implica nenhuma variação de produtividade entre diferentes firmas. Prof. Hélio Henkin

  21. O custo de gerenciamento é zero e os recursos necessários às tarefas gerenciais são considerados não escassos (a única exceção é a hipótese da curva em U, que implica rendimentos decrescente da capacidade gerencial, o que implica que ela tem custos, porque é limitada; entretanto, esta é uma hipótese inconsistente com o modelo e deve ser considerada como exógena. Num mundo de livre informação sobre técnicas e preços, porque o tamanho da firma afetaria a capacidade gerencial ou empreendedora?) Prof. Hélio Henkin

  22. O modelo de perfeita descentralização (conhecido como concorrência perfeita) pressupõe ausência de coordenação gerencial substantiva. Tem o mérito da compreensão do funcionamento do sistema de preços em condições de extrema descentralização (a mão invisível de Adam Smith), ao lado da fragilidade em analisar a coordenação gerencial. Isto implica dizer que a teoria da firma, capítulo dos livros-texto de microeconomia, não é propriamente uma explicação do funcionamento da firma como organização. Prof. Hélio Henkin

  23. Conforme Demsetz, a compreensão da firma pode ser aprimorada com o reconhecimento de que a tarefa gerencial é um recurso escasso empregado num mundo em que o conhecimento é incompleto e sua obtenção é onerosa. Prof. Hélio Henkin

  24. Tanto Knight quanto Coase incorporam esta dimensão da relação entre firma, gerenciamento e custo da informação ou do conhecimento. • Em Knight, a firma é uma instituição desenvolvida para obter uma eficiente proteção ao risco da atividade empreendedora, com base na idéia de aversão ao risco e conhecimento oneroso. Prof. Hélio Henkin

  25. Em Coase, o tema central é o da relevância do custo de transacionar e de gerenciar para explicar o desenvolvimento da firma (a teoria é conhecida como a teoria dos custos de transação). Em ambos os casos, estão presentes custos de informação, de forma importante. Prof. Hélio Henkin

  26. O conceito de governança (ou estrutura de governança): a forma ou tipo de arranjo organizacional através dos quais se realiza um conjunto de operações. • A governança do mercado: caracterizada pela descentralização e pelo sistema de preços. Prof. Hélio Henkin

  27. A governança da firma: caracterizada pelas relações hierárquicas. • A correlação entre governança e estrutura legal. • A aplicação do termo governança a outras temas: concessão de serviços públicos, controle monetário, clubes de futebol, logística de exportação, entre outros. Prof. Hélio Henkin

  28. Custo de transação: custos da governança através do mecanismo de mercado. • Custo de gerenciamento: custos da governança através da organização interna da firma. • A questão básica proposta por Coase: por que as firmas emergem como instituições viáveis se o modelo de descentralização perfeita demonstra amplamente a eficiência alocativa dos preços em mercados impessoais? Prof. Hélio Henkin

  29. A resposta de Coase: a busca de eficiência (ou a maximização do lucro) leva a substituição do mercado pela firma se o custo de usar o mercado é maior do que o custo de gerenciar (organizando internamente as atividades produtivas). • Esta é condição formal que define a extensão da firma: a verticalização ocorre até que os custos marginais de transação e de gerenciamento se igualem. Prof. Hélio Henkin

  30. A igualdade entre os custos marginais define uma fronteira entre, de um lado, os recursos que serão gerenciados pela firma e, de outro lado, os recursos cuja utilização será orientada pelos preços nos mercados. • Esta comparação entre custos de transação e de gerenciamento tem sido o foco conceitual da teoria dos custos de transação nas suas diversas aplicações. Prof. Hélio Henkin

  31. Dificuldades na utilização dos conceitos para analisar a substituição entre firmas e mercados: • Custo de transação não são eliminados quando a firma realiza internamente uma maior parte do processo de transformação dos insumos e matérias-primas, porque a aquisição destes deve ser feita no mercado. De forma análoga, comprar produtos mais acabados no mercado não elimina custos de gerenciamento, pois a firma que está vendendo estes produtos pode estar produzindo internamente de forma significativa, incorrendo em custos de gerenciamento. Prof. Hélio Henkin

  32. Portanto, a pergunta correta, no âmbito do problema de Coase, não é se o custo de transação é maior ou menor do que o custo de gerenciamento, mas se a soma dos custos de transação e gerenciamento na organização interna é maior ou menor do que a soma dos custos de transação e gerenciamento incorridos quando se compra no mercado; Prof. Hélio Henkin

  33. Por outro lado, mesmo quando o custo de transação for zero e toda a produção for realizada através de operações no mercado, com produtores independentes individualizados, ainda assim há um custo de gerenciamento, pois cada indivíduo planeja e executa a sua produção e isto implica um custo de gerenciamento (a não ser que custo de gerenciamento fosse definido de forma a representar apenas o custo de lidar com outras pessoas). Prof. Hélio Henkin

  34. Isto significa que as decisões de “fazer-ou-comprar” não estão associadas de forma restrita a uma dicotomia entre custo de transação e custo de gerenciamento, mas entre somas de custo de transação e gerenciamento (associadas a cada modo de organizar a produção de um determinado produto). Prof. Hélio Henkin

  35. A importância da existência de economia de escala do gerenciamento: mesmo se o custo de transação for zero, organizar a produção na firma (ou verticalizar) pode ser conveniente, se houver economias de escala significativas no gerenciamento. • Impactos das novas tecnologias (produção, organização, informação) sobre as decisões “fazer-ou-comprar.” Prof. Hélio Henkin

  36. Num contexto mais realístico, em que os custos de gerenciamento, transação e produção são todos positivos, a decisão de “fazer-ou-comprar” (ou a escolha do “mix” organizacional) depende das somas alternativas de todos estes custos (associadas a cada “modo” de coordenar a produção. • Uma firma comprará insumos no mercado se o preço do insumo, que reflete os custos de produção dos vendedores, somado aos custos de transação e transporte, forem menores do que o custo de produzir o insumo internamente. Prof. Hélio Henkin

  37. A ênfase proposta por Demsetz é diferente daquela proposta pelos autores da teoria dos custos de transação. Segundo estes, a firma é substituída pelo mercado quando os custos de transação são menores (ou, inversamente, o mercado é substituído pela firma quando os custos de transação são maiores).. Prof. Hélio Henkin

  38. Segundo Demsetz, a forma de gerenciar é que muda. Se os custos de transação se elevam, o gerenciamento da firma implicará maior integração vertical. • Se os custos de transação se elevam, o gerenciamento implicará menor integração vertical. Esta ênfase implica admitir que sempre há gerenciamento (o que significa romper com o paradigma da descentralização perfeita e da impessoalidade, mesmo quando todas as firmas são constituídas apenas por um indivíduo, produtor independente). Prof. Hélio Henkin

  39. Não é realista, como muitos autores fazem ao utilizar a teoria dos custos de transação, supor que todas as firmas podem produzir bens ou serviços com a mesma qualidade ou produtividade. • Ou, em outras palavras, uma firma e o mercado (que inclui outras firmas) não são substitutos perfeitos (segundo Demsetz, a razão está no custo de informação.). Prof. Hélio Henkin

  40. Mesmo que os custos de transação fossem zero e o custo de gerenciamento fosse positivo, poderia ser conveniente para a firma internalizar a produção, se os seus custos de produção fossem menores do que qualquer outra alternativa. Ao contrário do que supõe o modelo de concorrência perfeita, a informação não é perfeita nem livre. Prof. Hélio Henkin

  41. A diferença entre firmas importa muito. Uma determinada firma pode não ser capaz de replicar a soma do que é realizado independentemente por um conjunto de firmas, por razões que não estão ligadas a custo de transação ou de gerenciamento. • Cada firma é um conjunto de arranjos e compromissos, envolvendo tecnologia, pessoas e métodos, que estão contidos no conjunto de informações especificamente associado a esta firma, o qual não pode ser facilmente alterado ou imitado. Os componentes deste conjunto incluem custos de transação, mas estes não são os únicos. Prof. Hélio Henkin

  42. A teoria neoclássica da empresa • Aspectos internos (estrutura interna) são desconsiderados • A empresa como uma “black box” • A empresa como função de produção • Problema da empresa é eficiência na escolha da cesta de fatores/insumos e na cesta de produtos Prof. Hélio Henkin

  43. A teoria neoclássica da empresa Razões para a vigência do enfoque neoclássico da empresa (cf. Hart (1995) • Qualidade da formalização matemática, geral e elegante; • Utilidade para analisar a reação da firma diante de mudanças exógenas no ambiente, tais como impostos, preços dos fatores, salários etc. • Utilidade para analisar interação estratégica entre oligopolistas, relacionando o grau de concentração na indústria e o nível de produção e preços; Prof. Hélio Henkin

  44. A teoria neoclássica da empresa • Se a troca no mercado gera eficiência e bem-estar social (com pressupostos de racionalização e informação perfeita), por que parte das transações são internalizadas? Prof. Hélio Henkin

  45. A teoria neoclássica da empresa • Por que os sistemas capitalistas não são caracterizados predominantemente por um amplo conjunto de produtores independentes operando nos mercados? Prof. Hélio Henkin

  46. O problema da existência da empresa: A formulação de Coase • Qual a natureza da empresa? • Quais são os limites da empresa? • O que determina o escopo horizontal da empresa? • O que determina o escopo vertical da empresa? Perguntas não respondidas pela teoria neoclássica da empresa Prof. Hélio Henkin

  47. O problema da existência da empresa: a formulação de Coase • O escopo horizontal: deseconomias de escala determinam o limite superior de produção potencial da empresa • Mas quais são as fontes das deseconomias? • Por que não replicar a planta, se houver custo médio crescente na produção? • Teoria tradicional é teoria da planta e não da empresa Prof. Hélio Henkin

  48. O problema da existência da empresa: a formulação de Coase MATÉRIAS PRIMAS COMPONENTES SISTEMAS MONTAGEM DISTRIBUIÇÃO SERVIÇOS DE SUPORTE: contabilidade, assessoria jurídica, finanças, processamento, sistemas de informação, planejamento estratégico, recursos humanos TRANSPORTE E ARMAZENAMENTO Prof. Hélio Henkin

  49. O problema da existência da empresa: a formulação de Coase • O escopo vertical: o que determina o número de estágios do processo de produção que serão internalizados na organização interna da empresa? Prof. Hélio Henkin

  50. O problema da existência da empresa: a formulação de Coase • A teoria tradicional apenas sustenta que a especialização e divisão do trabalho gera economias de escala que justificam a internalização de atividades ou estágios produtivos. • Pergunta: por que as transações entre os estágios sucessivos não poderiam ser feitas usando a coordenação do sistema de preços (mercados)? Prof. Hélio Henkin