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Era Varga s O Estado Novo

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  1. Era Vargas O Estado Novo

  2. O Estado Novo Constituição de 1937 O Executivo é considerado "órgão supremo do Estado" e o presidente é a "autoridade suprema" do país. Os partidos políticos são extintos e instala-se o regime corporativista. A "polaca" institui a pena de morte e o estado de emergência, suspender as imunidades parlamentares, invadir domicílios, prender e exilar opositores.

  3. Características do governo: O poder é centralizado no Executivo e cresce a ação intervencionista do Estado. As Forças Armadas passam a controlar as forças públicas estaduais, apoiadas pela polícia política de Filinto Müller. Prisões arbitrárias, tortura e assassinato de presos políticos e deportação de estrangeiros são constantes.

  4. O Estado Novo é apoiado: Pelas classes médias. Por amplos setores das burguesias agrária e industrial. Rapidamente Vargas amplia suas bases populares recorrendo à repressão e cooptação dos trabalhadores urbanos. Sua principal sustentação, porém, são as Forças Armadas. Trabalhadores homenageiam Vargas na Esplanada do Castelo, 1940.

  5. Criação de prêmio para o operário-padrão.

  6. REALIZAÇÕES DO PERÍODO A Consolidação das Leis do Trabalho, também conhecida por CLT, em 1943. A Carteira Profissional. Criou a companhia Siderúrgica Nacional (1940).

  7. A Vale do Rio Doce (1942). Em 1938 criou o IBGE (Instituto brasileiro de Geografia e estatística).

  8. CHESF – Companhia Hidrelétrica do São Francisco (1945).

  9. Criou a  Justiça do Trabalho (1939). Contracapa da carteira de trabalho, 1943.

  10. Controle e repressão Em 1938, Vargas cria o Departamento Administrativo do Serviço Público (Dasp), encarregado de unificar e racionalizar o aparelho burocrático e organizar concursos para recrutar novos funcionários.

  11. Em 1939 é criado o Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP), responsável pela censura aos meios de comunicação, pela propaganda do governo e pela produção do programa Hora do Brasil. Capa de 'Getúlio Vargas, o amigo das crianças', publicado pelo DIP.

  12. REVOLTA INTEGRALISTA Os integralistas X Vargas. Associação Brasileira de Cultura e passam a conspirar contra o ditador. Tentam um primeiro golpe em março de 1938, mas são prontamente reprimidos. Dois meses depois organizam a invasão do Palácio Guanabara, no Rio de Janeiro, com o objetivo de assassinar Vargas. Vários integralistas são presos e alguns executados no próprio Palácio.

  13. O BRASIL NA 2ª GUERRA Dois anos depois de instalada a Ditadura Vargas começa a 2a Guerra Mundial. Apesar das afinidades do Estado Novo com o fascismo, o Brasil se mantém neutro nos três primeiros anos da guerra. Vargas aproveita-se das vantagens oferecidas pelas potências antagônicas e, sem romper relações diplomáticas com os países do Eixo – Alemanha, Itália, Japão –, consegue, por exemplo, que os Estados Unidos financiem a siderúrgica de Volta Redonda. Vargas reunido com seu ministério após declaração de guerra ao Eixo.

  14. Rompimento com o Eixo Em 1942 Vargas permite que os EUA usem as bases militares de Belém, Natal, Salvador, Recife e Fernando de Noronha. As forças do Eixo atacam navios mercantes brasileiros ao longo da costa. 5 são torpedeados por submarinos alemães. Morrem 652 pessoas e Vargas declara guerra contra a Alemanha e a Itália. Desembarque na Itália.

  15. Brasil na 2a Guerra A Força Expedicionária Brasileira (FEB) é criada em 23 de novembro de 1943. Os soldados brasileiros combatem em Nápoles, no vale do rio Pó, tomam Monte Castelo, vencem em Castelnuovo e participam da tomada de Montese. Além da FEB a FAB (Força Aérea Brasileira), participará dos combates dando suporte aéreo no combate.

  16. Encenação de estudantes contra o Eixo.

  17. A questão do Estado Novo A partir de 1942, quando o Brasil se definiu a favor das potências liberais, o engajamento no grande conflito não pôde deixar de repercutir na conjuntura política interna. Estado inspirado no fascismo X empenho na luta antifascista. As repercussões da Segunda Guerra, se entrelaçaram à crise política interna, criando a conjuntura favorável ao desmantelamento do Estado Novo.

  18. As agitações pela redemocratização iniciaram-se com o I Congresso Brasileiro de Escritores. Nasce a União Democrática Nacional (UDN = pró-Getúlio). Surge a candidatura do general Eurico Dutra, que fora ministro da Guerra do Estado Novo. Cria-se o Partido Social Democrático (PSD = contra Getúlio). Eurico Dutra

  19. Diante das pressões crescentes da opinião pública, Getúlio decretou anistia aos presos políticos, inclusive Luiz Carlos Prestes. O Partido Comunista, legalizado desde maio, expressou seu apoio ao governo de Getúlio. Apesar de estranha, tal atitude do PCB estava de acordo com sua linha política, baseada no antiimperialismo e na aliança com as forças progressistas nacionais. Além disso, o apoio a Getúlio expressava também a presença da diretriz, fixada pela União Soviética, de formação de uma frente popular nos países que lutaram contra o Eixo.

  20. De todos os rincões da nossa América, O povo te saúda, Prestes, com suas pequenas lâmpadas em que brilham as altas esperanças do homem.Peço hoje um grande silêncio de vulcões e rios. Um grande silêncio peço de terras e varões. Peço silêncio à América da neve ao pampa. Silêncio: com a palavra o Capitão do Povo. Silêncio: que o Brasil falará por sua boca. 1 min 36 s

  21. Surge o "queremismo" (" Queremos Getúlio"), orientada pelos trabalhistas e apoiada pelos comunistas. Vargas discretamente alimentou esses movimentos populares urbanos, propondo a "lei malaia" (junho de 1945), como ficou conhecida a lei antitruste, que tinha um caráter nitidamente nacionalista e antiimperialista.

  22. O queremismo representou o respaldo que Getúlio necessitava para continuar no poder. E isso despertou na UDN uma desconfiança extrema a qualquer ação de Getúlio. • A situação se tornou mais clara a partir de agosto de 1945, quando surge o grito de "Constituinte com Getúlio”. • Um grande comício pró-getulista, marcado para o dia 27, foi proibido pelo chefe de polícia do Distrito Federal. • Dois dias depois, em 29 de outubro de 1945, Getúlio foi obrigado a abandonar o poder, transmitindo-o ao Judiciário. Terminou aí o Estado Novo.