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  1. 2. Processos de formação de palavras Identificação das unidades lexicais; os constituintes morfológicos

  2. Constituintes morfológicos Constituintes da palavra São unidades que se associam entre si, de acordo com as suas propriedades inerentes e com os princípios gerais da morfologia, e pertencem a categorias morfológicas, como radical, sufixo e prefixo.

  3. Constituintes e processos de formação de palavras • Derivação e composição. • Na derivação está envolvido em radical e um afixo, enquanto a composição requer a intervenção de dois radicais ou palavras.

  4. Processos de formação de palavras Nova abordagem e categorização Derivação: • Considerando as categorias sintácticas adjectivo, nome e verbo (que são as categorias que fazem parte das classes abertas), podemos esquematizar os processos de formação de palavras da seguinte forma: 1. ................. -> [+N, +V] – adjectivalização 2. ................. -> [+N, -V] – nominalização 3.................. -> [-N, +V] – verbalização

  5. Considerando a categoria sintáctica da base, obtemos uma identificação completa dos processo de formação de palavras: 1. [+N, +V] -> [+N, +V] adjectivalização deadjectival – ex.: normal -> anormal 2. [+N, -V] -> [+N, +V] adjectivalização de nominal – ex.: montanha -> montanhoso 3. [-N, +V] -> [+N, +V] adjectivalização deverbal – ex.: interessar -> interessante


  6. 4. [+N, +V] -> [+N, -V] nominalização deadjectival – ex.:claro -> claridade 5. [+N, -V] -> [+N, +V] nominalização denominal – ex.: leitor -> leitorado 6. [-N, +V] -> [+N, -V] nominalização deverbal – ex.: animar -> animação

  7. 7. [+N, +V] -> [-N, +V] verbalização deadjectival – ex.: fácil -> facilitar 8. [+N, -V] -> [-N, +V] verbalização denominal – ex.: equação -> equacionar 9. [-N, +V] -> [-N, +V] verbalização deverbal – ex.. dormir -> dormitar

  8. O nome do processo depende da categoria sintáctica resultante (verbalização<verbo; nominalização<nome, etc.); o nome da base que está na origem do processo vem no fim antecedido de de- (base adjectival<deadjectival, base nominal<denominal, etc).

  9. Os constituintes morfológicos Radical – responsável pelo significado básico das palavras; habitualmente são morfemas presos. Afixos – modificação do significado básico das palavras e especificação das propriedades gramaticais de cada uma delas; elementos que participam na formação de uma palavra (morfemas).

  10. Radical • Não é o radical que atribui a categoria sintáctica à palavra: CasaN CasadoADJ CasarV CasamentoN • O radical cas- não obriga a que as palavras de que ele faz parte tenham uma categoria fixa.

  11. Radical - cont. • No entanto, o radical deve ser portador de alguma informação categorial, através da indicação de que se trata de um radical de um nome, adjectivo, verbo, etc... BonitRADJ cf. Bonito BonecRN cf. Boneca EstudRV cf. Estudar • Os radicais são constiuintes passivos, i.e., não seleccionam mas são seleccionados pelos afixos. • Intensamente mas *Intensomente (o sufixo –mente selecciona adjectivos flexionados no feminino);

  12. Afixos São sempre morfemas presos que se associam a radicais ou a palavras para formar palavras derivadas. Prefixos, infixos e sufixos.

  13. Prefixos Ocupam posição à esquerda da base, numa palavra complexa: P Pref B des mentir

  14. Os prefixos interferem menos nas propriedades da palavra complexa do que os sufixos, nomeadamente no que se refere: • à mudança categorial; • à atribuição do acento; • à alteração das propriedades morfológicas (género, número, tempo, modo, etc). Exs.: mentir (v.) -> desmentir (v.) possível (adj.) -> impossível (adj.) faço[ind] -> refaço[ind] [pres. ind] [pres. ind] [1ª pess. sg.] [1ª pess. sg.] construção -> desconstrução

  15. Assim, os prefixos apenas podem intervir em processos de: • adjectivalização deadjectival Ex.: felizAdj -> infelizAdj • nominalização denominal Ex.: construçãoN -> desconstruçãoN • verbalização deverbal Ex.: pensarV -> repensarV • Qual é, então, o papel dos prefixos na formação de palavras?

  16. Alteração regular da interpretação semântica da base. Como é que se detecta essa alteração? Através de paráfrase que opera sobre uma variável ([X], [Y], etc). Ex.: [des[X]] “o contrário de X” desapertar “o contrário de desapertar” [a[Y]] “sem Y” amoral “sem moral” • Os prefixos não alteram as propriedades morfológicas da base nem a posição do acento mas podem alterar a estrutura de subcategorização.

  17. Subcategorização – subcategoria pedida por uma determinada categoria. Ex.: pensar (em N), gostar (de N), ... O aluno pensou na questão. O aluno repensou a questão. Os prefixos seleccionam uma única categoria sintáctica como base (ou seleccionam bases pertencentes a duas categorias que partilham um mesmo traço sintáctico), mas tb é possível que um único prefixo se junte a bases de categorias sintácticas diferentes. Ex.: eficazAdj -> ineficazAdj sondávelAdj -> insondávelAdj contra-revoluçãoN contra-atacanteAdj contra-atacarV

  18. Alguns afixos de base podem restringir a associação de um prefixo a essa base. Ex.: des- e in- + Adj. = (paráfrase) “não Adj.” [desAdj[X]] Mas des- + Adj. *-vel (*desensível, etc) in- Adj. -vel Desconectável, desconcertável, etc. Mas! – des+verbo: des+conectar Des “não Adj” mas = “ao contrário de V Ex.: Desconectável<desconectar<des+conectar = “o contrário de conectar”

  19. Alguns afixos de base podem restringir a associação de um prefixo a essa base. Ex.: des- e in- + Adj. = (paráfrase) “não Adj.” [des[X]Adj] Mas des- + Adj. *-vel (*desensível, etc) In- Adj. -vel Desconectável, desconcertável, etc. Mas des+verbo: des+conectar Des “não Adj” mas = “ao contrário de V Desconectável <desconectar<des+conectar = “o contrário de conectar”

  20. Sufixos • Ocupam posição à direita da base: P B Suf Desconectá vel • Podem alterar a classe de palavra • Podem implicar deslocação do acento ou podem ter um comportamento peculiar em relação ao acento: • -ico: sufixo ‘acento-repelente’ (deslocação do acento para sílaba antecendente) • Ex.: • -mente e -zinho: coexistência de dois acentos (na base e no sufixo) • Exs.:

  21. Os sufixos são responsáveis pela atribuição da categoria morfológica género e pela categoria sintáctica das palavras. • Assim: - ção [+fem] - mento [+ masc] - al [+masc] • Se o sufixo for masculino, a palavra derivada será do género masculino. - BáseN>BásicoAdj>BasicamenteAdv

  22. Tal como os prefixos, os sufixos são responsáveis por uma alteração semântica da base, que habitualmente se faz sob a forma de uma paráfrase que opera sobre a base: • [[X]eiro] “pessoa que faz/trabalha [X]” - ferreiro (pessoa que faz/trabalha o ferro) • [[Y]or] “pessoa que [Y]” - cantor (pessoa que canta)

  23. Lista das categorias morfológicas: radical, prefixo, sufixo, género, número, animado, etc. • Os sufixos seleccionam as suas bases em função: 1) da categoria sintáctica (e dos traços das categorias sintácticas); 2) do género; 3) de determinado afixos presentes na base; 4) propriedades de subcategorização.

  24. 1) Os sufixos seleccionam bases de uma única categoria sintáctica ou seleccionam duas categorias sintácticas, em que, neste último caso, tem que haver partilha de um traço de categoria sintáctica. Ex.: -ilidadeN selecciona Adj SensívelAdj -> sensibilidadeAdj -ificar selecciona N ou Adj FalsoAdj[+N,+V] -> falsificarV RamoN[+N,-V] -> ramificarV

  25. 2) Há sufixos que apenas derivam de bases masc. ou de bases fem. Ex.: -mente selecciona bases [-masc] [[continua]Adj mente]Adv [+fem,-masc] [[feliz]Adj mente]Adv [-fem,-masc]

  26. 3) Há sufixos que recorrem a outros sufixos internos à base. -ifica- [[...ifica][ção]] - edificação Ex.: -ção -iza- [[...iza][ção] - actualização -menta- [[...menta][ção]] - fundamentação -ula- [[...ula][ção]] - articulação

  27. 4) Há sufixos que apenas são possíveis quando a base tem determinadas propriedades de subcategorização. Ex.: -vel – apenas com verbos com transitivos (com complemento): O João via as estrelas. As estrelas estavam visíveis. A Ana dormia. *A Ana era dormível.

  28. Sufixos específicos • - avaliativos (1) • - de flexão (2) • (1) diminutivos, aumentativos, pejorativos, etc • - inho • - ão • - eco, -ico

  29. Especificidades: • Não alteram categoria sintáctica da base (excepto em certos casos: dedo[+masc] -> dedão [+masc], mas mala [+fem] -> malão [+masc] • A ambiguidade dos morfemas de género –e e –a pode ser defeita pela adjunção destes sufixos: Ex.: casaco[+masc] -> carrinho[+masc] bota[+fem] -> botinha[+fem] Mas pente[+masc] -> pentinho[+masc] gente[+fem] -> gentinha[+fem] • São extremamente produtivos e recursivos

  30. (2) Sufixos de flexão -género, - número, - pessoa, - tempo, - modo, - aspecto, - voz, - etc. • As categorias de flexão nominal são diferentes das categorias da flexão verbal. • No entanto, tanto os sufixos de flexão nominal, como os de flexão verbal são sensíveis à categoria sintáctica da base, mas não a alteram. • Os sufixos de flexão afectam a interpretação semântica das palavras em que ocorrem.