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CONTROLE DE INFECÇÃO HOSPITALAR

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  1. CONTROLE DE INFECÇÃO HOSPITALAR

  2. COM RELAÇÃO AO AGENTE INFECCIOSO CARACTERÍSTICAS PRINCIPAIS DO AGENTE -Oportunistas -Resistência aos antimicrobianos -Originários – flora bacteriana normal e do ambiente hospitalar

  3. Principais causas de infecção hospitalar • Condições clínicas do paciente • Falta de vigilância epidemiológica adequada • Uso irracional dos antimicrobianos • Utilização excessiva de procedimentos invasivos • Métodos de proteção antiinfecciosa ineficazes ou inexistentes (30 a 40% da infecções são decorrentes das mãos)

  4. CAUSAS DO USO IRRACIONAL Problemas relacionados com a regulamentação governamental • Legislação do país • Utilização irracional na comunidade • Venda livre nas farmácias

  5. CAUSAS DO USO IRRACIONAL 5. Formação dos prescritores 6. Prevalência da terapia empírica 7. Pressão da indústria farmacêutica e dos pacientes

  6. Regras básicas de utilização racional de antimicrobianos • Conhecimento do microrganismo causador da infecção, conhecimento farmacológico e avaliação clínica. • Uso racional depende: Da boa formação médica, farmácia, equipe mutidisciplinar, laboratório de microbiologia e a direção do hospital. • Implantação da farmácia clínica ou atenção farmacêutica.

  7. Terapêutica combinada (dever ser reservada): a. Infecções polimicrobianas b. Para evitar resistência bacteriana c. Necessidades de efeitos sinérgicos d. Febre antibióticos não são antipiréticos • Antibiotioterapia não deve ser prolongada desnecessariamente • A profilaxia pré-operatória não deve ser prolongada (normalmente, dose única pré-operatória é suficiente)

  8. SELEÇÃO DE ANTIMICROBIANO O uso de antimicrobianos deve ocorrer a partir de um diagnóstico preciso do processo infeccioso. Princípios básicos para a escolha de um antimicrobiano: 1. Antimicrobiano de menor espectro; 2. Menor toxicidade; 3. Custo acessível; 4. Via de administração mais adequada; 5. Posologia mais cômoda; 6. Quando possível adotar a monoterapia.

  9. 7. Pacientes imunodeficientes, sugere-se a utilização de antimicrobianos bactericidas ou em concentrações bactericidas; 8. Sempre avaliar criteriosamente a efetividade e o custo das drogas de última geração; 9. Seleção em conjunto com a CCIH; 10. Reservar os novos antimicrobianos para tratamento de infecções causadas por microrganismos resistentes aos antimicrobianos padrões.

  10. USO PROFILÁTICO DE ANTIMICROBIANOS EM CIRURGIAS 1. Indicada para reduzir riscos de infecção no sítio de cirurgia; 2. Deve ser iniciado na indução anestésica; 3. Não funciona como substituto para anti-sepsia e técnicas cirúrgicas inadequadas;

  11. TRATAMENTO EMPÍRICO COM ANTIMICROBIANOS 1. Somente quando há urgência para o início do tratamento; 2. Seguir protocolos; 3. Coletar amostras para cultura antes do início do tratamento; 4. O tratamento empírico deve ser exceção, não regra.

  12. NORMAS PARA DISPENSAÇÃO Existem basicamente três tipos de impressos para o controle de antimicrobianos 1.Os antimicrobianos livres necessitam apenas da prescrição médica; 2. Formulário controlado;

  13. USO DE ANTIMICROBIANOS E CONTROLE DE IH Política de uso de antimicrobianos 1. 30 a 50% dos pacientes usam pelo menos um antimicrobiano; 2. Representam 25 a 35% dos custos com medicamentos; 3. Cerca de 50% de uso inadequado; 4. Alta incidência de RAM; 5. Amplo arsenal dificulta avaliação;

  14. CONSEQUÊNCIAS DO ABUSO DE ANTIMCROBIANOS 1. Aumento da pressão seletiva sobre os microrganismos; 2. Aumento das reações adversas; 3. Elevação dos custos assistenciais

  15. MEIOS DE CONTROLE DE USO DE ANTIMICROBIANOS EM AMBIENTE HOSPITALAR 1. Educação continuada de médicos, farmacêuticos e enfermeiros; 2. Restrição na padronização de medicamentos do hospital; 3. Dispensação somente mediante requisição ou justificativa; 3. Limitação de tempo de uso; 4. Reservas terapêuticas;

  16. 5. Protocolos de uso; 6. Rotatividade do uso de antimicrobianos; 7. Controle no laboratório de microbiologia, com a utilização somente de discos de antibiograma oficiais; 8. Criação de comissões de auditoria de uso de antibióticos através das CCIH; 9. Pesquisa de novos antimicrobianos.

  17. INFECÇÃO HOSPITALAR É aquela adquirida após a admissão do paciente e que se manifeste durante a internação ou após a alta, quando puder ser relacionada com a internação ou procedimentos hospitalares.

  18. INFECÇÃO HOSPITALAR Critérios Gerais: 1. Quando se desconhece o período de incubação do microrganismo e não houver evidência clínica e/ou dado laboratorial de infecção no momento da internação, convenciona-se infecção hospitalar toda manifestação clínica que se apresentar a partir de 72 horas após a admissão; 2. As infecções no recém-nascido são hospitalares, com exceção das transmitidas de forma transplacentária;

  19. 3. Quando na mesma topografia em que foi diagnosticada infecção comunitária, for isolado um germe diferente, seguido do agravamento das condições clínicas do paciente, deve ser considerada como infecção hospitalar; 4. Pacientes provenientes de outro hospital que se internam com infecção são considerados portadores de infecção hospitalar do hospital de origem.5. São também convencionadas infecções hospitalares aquelas manifestadas antes de 72 horas da internação, quando associadas a procedimentos e/ou terapêuticos, realizados durante este período.

  20. INFECÇÃO COMUNITÁRIA É aquela constatada ou em incubação no ato de admissão do paciente, desde que não relacionada com internação anterior no mesmo hospital.

  21. SÃO TAMBÉM COMUNITÁRIAS 1.Infecção em recém-nascido, cuja aquisição por via transplacentária é conhecida ou foi comprovada. Ex. herpes simples, toxoplasmose, rubéola, sífilis, AIDS.

  22. LEGISLAÇÃO SOBRE CONTROLE DE IH 1ª Legislação – portaria 196 de 24/06/83 do MS Portaria 930 – 1992 Portaria 2616/98 Lei Federal 9431 de 06/01/97 Lei Federal 8078 – Código de defesa do consumidor – artigo 14 “A responsabilidade pessoal dos profissionais liberais será apurada mediante a verificação da culpa”.

  23. COMISSÃO DE CONTROLE DE INFECÇÃO HOSPITALAR Órgão que controla as atividades de investigação, prevenção e controle das complicações infecciosas relacionadas com a hospitalização do paciente.

  24. COMPOSIÇÃO CONSULTORES Serviço médico, enfermagem, farmácia, laboratório de microbiologia, administração. EXECUTORES 2 técnicos de nível superior da área de saúde Enfermeiros farmacêuticos

  25. ATRIBUIÇÕES DO FARMACÊUTICO NO CONTROLE DE INFECÇÃO HOSPITALAR 1. Participar das reuniões da CCIH; 2. Participar da revisão da padronização de antimicrobianos; 3. Participar da elaboração de protocolos de tratamento com antimicrobianos; 4. Elaborar relatórios periódicos sobre o consumo, custo e freqüência de uso de antimicrobianos; 5. Participar de programas de monitorização terapêutica de antimicrobianos; 6. Fornecer informações sobre interações, incompatibilidades e interferência laboratorial de medicamentos; 7. Participar da padronização de germicidas ; 8. Participação da investigação epidemiológica.

  26. Vigilância Epidemoiológica Métodos: • Notificação passiva • Busca ativa • Sistema Nacional de Vigilância de Infecções Hospitalares

  27. GERMICIDAS –UTILIZAÇÃO Principais problemas observados: • Produtos não recomendados como anti-sépticos são ainda utilizados para este fim: timerosal, éter, acetona, líquido de Dakin e quaternários de amônio; • Número excessivo de produtos, dificultando o treinamento do pessoal da limpeza; • O emprego de germicidas em locais não previstos; • A aquisição de germicidas sem registro no Ministério de Saúde; • A baixa qualidade de produtos oficinais encontrados à venda no mercado; • Ausência de controle de qualidade de germicidas adquiridos.

  28. Obrigada!