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COESÃO. Professora: Karla Fernandes 2009. Koch (1997) “o fenômeno que diz respeito ao modo como os elementos linguísticos presentes na superfície textual se encontram interligados, por meio de recursos também linguísticos, formando sequências veiculadoras de sentido.”.

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COESÃO

Professora: Karla Fernandes

2009

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Koch (1997) “o fenômeno que diz respeito ao modo como os elementos linguísticos presentes na superfície textual se encontram interligados, por meio de recursos também linguísticos, formando sequências veiculadoras de sentido.”

  • Para Platão e Fiorin (1996), "é a ligação, a relação, a conexão entre as palavras, expressões ou frases do texto."
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Segundo Suárez Abreu (1990), "o encadeamento semântico que produz a textualidade; trata-se de uma maneira de recuperar, em uma sentença B, um termo presente em uma sentença A." Daí a necessidade de haver concordância entre o termo da sentença A e o termo que o retoma na sentença B.

  • Marcuschi (1983) assim define os fatores de coesão: "são aqueles que dão conta da sequenciação superficial do texto, isto é, os mecanismos formais de uma língua que permitem estabelecer, entre os elementos linguísticos do texto, relações de sentido."
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Os amigosque me restamsão da data mais recente;

todosos amigos foram estudar a geologia dos campos-santos. Quanto às amigas, algumas datam de quinze anos, outras de menos, e quase todascrêemna mocidade. Duas ou trêsfariam crernela aos outros, masa línguaquefalamobrigamuita vez a consultar os dicionários, etal frequência é cansativa.

(Machado de Assis, Dom Casmurro)

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A coesão é condição necessária, mas não suficiente, para que se crie um texto. Na verdade, para que um conjunto de vocábulos, expressões, frases seja considerado um texto, é preciso haver RELAÇÕES DE SENTIDO entra essas unidades (coerência) e um ENCADEAMENTO linear das unidades linguísticas presentes no texto (coesão).

Mas atenção!!!!!Às vezes podemos ter conjuntos linguísticos destituídos de elos coesivos que, no entanto, são considerados textos porque são COERENTES, isto é, apresentam uma continuidade semântica.

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Como se conjuga um empresário (Mino)

Acordou. Levantou-se. Aprontou-se. Lavou-se. Barbeou-se. Enxugou-se. Perfumou-se. Lanchou. Escovou. Abraçou. Beijou. Saiu. Entrou. Cumprimentou. Orientou. Controlou. Advertiu. Chegou. Desceu. Subiu. Entrou. Cumprimentou. Assentou-se. Preparou-se. Examinou. Leu. Convocou. Leu. Comentou. Interrompeu. Leu. Despachou. Conferiu. Vendeu. Vendeu. Ganhou. Ganhou. Ganhou. Lucrou. Lucrou. Lucrou. Lesou. Explorou. Escondeu. Burlou. Safou-se. Comprou. Vendeu. Assinou. Sacou. Depositou. Depositou. Depositou. Associou-se. Vendeu-se. Entregou. Sacou. Depositou. Despachou. Repreendeu. Suspendeu. Demitiu. Negou. Explorou. Desconfiou.

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Vigiou. Ordenou. Telefonou. Despachou. Esperou. Chegou. Vendeu. Lucrou. Lesou. Demitiu. Convocou. Elogiou. Bolinou. Estimulou. Beijou. Convidou. Saiu. Chegou. Despiu-se. Abraçou. Deitou-se. Mexeu. Gemeu. Fungou. Babou. Antecipou. Frustrou. Virou-se. Relaxou-se. Envergonhou-se. Presenteou. Saiu. Despiu-se. Dirigiu-se. Chegou. Beijou. Negou. Lamentou. Justificou-se. Dormiu. Roncou. Sonhou. Sobressaltou-se. Acordou. Preocupou-se. Temeu. Suou. Ansiou. Tentou. Despertou. Insistiu. Irritou-se. Temeu. Levantou. Apanhou. Rasgou. Engoliu. Bebeu. Rasgou. Engoliu. Bebeu. Dormiu. Dormiu. Dormiu. Acordou. Levantou-se.

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No texto que acabamos de ler a coerência é depreendida da sequência ordenada dos verbos com os quais o autor mostra o dia-a-dia de um empresário. Podemos constatar que "Como se conjuga um empresário" não precisou de elementos coesivos para ser considerado um texto. Por outro lado, elos coesivos não são suficientes para garantir a coerência de um texto.

É o caso do exemplo a seguir:

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TERMOS FÓRICOS: remetem a algum elemento do texto.

  • Remissão textual
  • Emprego de palavras fóricas,que fazem referênciaaosparticipantes dos eventos de que se fala no texto.
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Do lamentável episódio em que cinco rapazes de classe média, moradores da Barra da Tijuca, roubaram e espancaram brutalmente uma empregada doméstica, vale destacar a atitude do pai de um deles, que correu imediatamente em defesa do filhinho de 19 anos. Alegou queaqueles rapagões , sarados e violentos, eram “crianças que estudam” epor isso não deviam ficar presos, uma vez que, na prisão, seriam misturados com bandidos.

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Deve-se concluir que, embora sendo capazes de roubar e espancar mulheres, rapazes que moram em condomínio da Barra da Tijuca não são bandidos, já que bandido é quem mora em favela. Isso ajuda a entender o filho queele tem.

GULLAR, Ferreira

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A remissão ANAFÓRICA (para trás) realiza-se por meio de pronomes pessoais de 3ª pessoa (retos e oblíquos) e os demais pronomes; também por numerais, advérbios e artigos.

Exemplo:

Rogério e Pedro são fanáticos torcedores de futebol. Apesar disso, são diferentes. Aquele não briga com quem torce para outro time; este o faz.

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A remissão CATAFÓRICA (para a frente) realiza-se preferencialmente através de pronomes demonstrativos ou indefinidos neutros, ou de nomes genéricos, mas também por meio das demais espécies de pronomes, de advérbios e de numerais. Exemplos:

Qualquer que tivesse sido seu trabalho anterior, eleo abandonara, mudara de profissão e passara pesadamente a ensinar no curso primário: era tudo o que sabíamos dele, O PROFESSOR, gordo e silencioso, de ombros contraídos.

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Além da constante referência entre palavras do texto, observa-se na COESÃO a propriedade de unir termos e orações por meio de CONECTIVOS, que são representados, na Gramática, por inúmeras palavras e expressões. A escolha errada desses conectivos pode ocasionar a deturpação do sentido do texto.

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Se não é justo atribuir essa atitude a todos os pais de classe média, é impossível não ver nela o sinal de uma visão que se generalizou e que, de certo modo, explica o grau de impunidade que caracteriza a sociedade brasileira.

Na frase daquele “paizão”, está implícita a noção de que o respeito às normas sociais é coisa secundária emesmo condenável, porque, no fundo, encobre o ranço repressivo que herdamos do passado e a vontade de vingança contra os criminosos. Isso é uma coisa que estou cansado de ouvir da boca de advogados e até de ministros da Justiça, muitos deles herdeiros da lição rebelde dos anos 60-70: ‘É proibido proibir’, ‘Não acredito em ninguém que tenha mais de 30 anos’.

GULLAR, Ferreira

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Os sintomas do flagelo despontavam-lhe, então, encadeados em série, sucedendo-se inflexíveis, como sinais comemorativos de uma moléstia cíclica, da sezão assombradora da Terra. Passam as “chuvas do caju” em outubro, rápidas, em chuvisqueiros prestes delitos nos ares ardentes, sem deixarem traços; e pintam ascaatingas, aqui, ali, por toda a parte, mosqueadas de tufos pardos de árvores marcescentes, cada vez mais numerosos e maiores, lembrando cinzeiros de uma combustão abafada, sem chamas; e greta-se o chão; e abaixa-se vagarosamente o nível das cacimbas...

Euclides da Cunha, Os Sertões

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PARALELISMO

O paralelismo ou simetria de construção é um importante fator para a coesão textual, para a construção das idéias do texto.

Estudar o paralelismo é estudar a coordenação. Já que a coordenação é um processo de interligação de idéias e termos de valores sintáticos iguais, é justo – e correto – que quaisquer elementos do período coordenados entre si devem apresentar a mesma estrutura gramatical; logo, devem apresentar construção paralela.

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Para a gramática o paralelismo é a sequência de frases com estruturas gramaticais idênticas.

A jovem belga que havia acusado tatuador de fazer 56 estrelas em seu rosto sem autorização recuou. Com medo do pai, ela inventou que pediu três imagens, que dormiu na sessão e que o tatuador se enganou.

F. de S. Paulo, 24 de junho de 2009

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Temos receio daquele professor terrível e que pode nos reprovar.

Temos receio daquele professor que é terrível e que é capaz de nos reprovar.

As estruturas repetidas deixam o texto mais enfático e elegante.

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O PARALELISMO SEMÂNTICO é a simetria no plano das idéias.

Fui à feira e comprei morangos , banana e jaca.

.Marcela amou-me durantequinze dias e onze contos de réis.

Fui à feira e comprei morangos, banana, jaca emeuamor.

A ausência de paralelismo semântico pode vir a se constituir um recurso extremamente expressivo, já que chama a atenção do leitor.